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O ditador

Há muito que é conhecido o feitio de João Bartolomeu, o presidente do Leiria. Esta história de despedir treinadores no início da época não é uma situação virgem lá para os lados de Leiria. Basta recordar que há poucos anos atrás, e depois de campanhas que pareciam ser promissoras na frente do clube do Liz, Lito Vidigal (agora seleccionador de Angola) foi despedido de forma insólita por Bartolomeu num programa de rádio.

À 3ª jornada, e também ele depois de uma excelente campanha na época passada, calhou a fava a Pedro Caixinha. O Leiria, cuja antevisão que fiz da liga portuguesa fez-me admitir publicamente que esta equipa do Leiria para além da intranquilidade não tinha estofo para enfrentar um escalão deste calíbre (ver antevisão da Liga Portuguesa através dos posts catalogados como futebol), sai totalmente a perder com as atitudes instáveis e algo ditatoriais do seu presidente.

João Bartolomeu despediu Caixinha e agora despediu Vitor Pontes. Quem sabe se o desejo do presidente do Leiria é ver no banco um treinador a cada três jornadas. Por este andar, Cajuda não passa o feriado dos finados em Leiria. Pior arrogância é o facto do presidente do Leiria tecer sempre duras críticas aos treinadores que despede só porque os mesmos nunca aceitam ficar ligados aos quadros da SAD Leiriense noutras funções. Caixinha era um incompetente porque tinha função de olheiro e já na época passada tinha contratado péssimos jogadores. O discuto é o mesmo desde os despedimentos de Cajuda, de Jesus, de Lito Vidigal e de muitos outros técnicos, alguns deles, profissionais que até fizeram um bom trabalho em Leiria.

É portanto muito fácil falar quando a gestão do clube é errónea e não são dadas condições de trabalho aos profissionais. O Leiria andou ultimamente com a casa às costas. Incomportável do ponto de vista financeiro a utilização do Municipal Magalhães Pessoa, a União mudou-se para a Marinha Grande num jeito de pura chantagem para voltar no futuro a usufruir o Estádio Municipal de borla, quem sabe…

O Leiria acumula salários em atraso. Não admira perante um clube que não passa dos 800 espectadores em grande parte dos jogos em casa e não vende jogadores para os grandes fazem muitos anos. A cereja no topo do bolo desta gestão errónia trava-se com o mais recente escândalo dos contratos que a SAD tinha com alguns jogadores.

Perante todos estes factos, não seria melhor que os sócios do clube abrissem os olhos quanto à postura arrogante e ditatorial  do seu presidente?

É que sempre ouvi dizer que em futebol “não se fazem omeletes sem ovos”.

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