Tag Archives: Mariano Gago

Mais de 1200 estudantes abandonaram o ensino superior!


Peço atenção para a vergonha que o Jornal Público relata aqui.

Nesta peça, gosto particularmente das justificações do ministro da Ciência, Técnologia e Ensino Superior. Este ano lectivo só em 3 Universidades desistiram 1200 alunos (o maior número de desistências dos últimos 10 anos) e o Ministério não consegue arranjar co-relação entre estas desistências e o novo sistema de atribuição de bolsas, que em todo o país poderá excluir 20 a 25 mil estudantes e atirar grande parte deles para fora do ensino superior por carência de meios económicos.

Falamos do mesmo senhor que a 27 de Outubro de 2010 afirmou publicamente que nenhum estudante seria obrigado a devolver as bolsas provisórias quando algumas centenas (possivelmente milhares) estão a ser informados para devolver as bolsas provisórias que já tinham recebido.

Falamos do senhor que pertence a um governo cujo Primeiro-Ministro ainda não há 1 ano atrás, prometeu aumentar o número de bolsas no ensino superior em quantidade e qualidade.

Gosto também (em particular) da 2ª desculpa esfarrapada que o ministro deixa na peça quando afirma que as Universidades em caso de desistência de alunos tê2m todos os mecanismos para evitar a desistência por falta de rendimento. De facto, têm. Existe um fundo social de emergência que oferece um valor completamente ridículo de 1200 euros ao estudante carenciado por ano, sendo que o mesmo terá que viver com esses 1200 euros durante o resto do ano caso não se consiga financiar por outras vias. Gostava de ver o Sr. Ministro a viver com esse dinheiro durante 6 ou 7 meses.

A primeira questão que se coloca foi quantas vezes esse fundo foi accionado na UC? Outra questão que se coloca é a de quantas vezes é que os SASUC foram efectivos a resolver a questão de extrema carência de um estudante? Outra questão pertinente que se coloca é: Será que os alunos que andam a desistir do ensino superior tem conhecimento que existem estes fundos de emergência à sua disposição?

Para finalizar, outra questão importante que eu coloco é: Será que os alunos que desistem do ensino superior demonstram confiança nos seus líderes associativistas ao ponto de confiarem os seus casos específicos em busca de um resultado que lhes permita continuar os estudos? A resposta a esta pergunta é não e gostava que viesse alguém da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra apresentar-me dados concretos sobre esta questão. Gostava de saber quantos procuraram a Direcção-Geral e quantos casos foram de facto resolvidos a partir da Direcção-Geral. Muito poucos de certeza.

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E mais uma vez Sócrates esquivou-se

Francisco Louçã questionou o Primeiro-Ministro quanto aos cortes de financiamento no ensino básico e secundário privado e quanto à devolução de bolsas provisórias que milhares de alunos estão a efectuar no ensino superior devido ao facto de terem visto indiferidos os seus processos de candidatura a bolsa de estudo.

Louçã, defendeu a continuação do investimento estatal nos estabelecimentos de ensino privados que sejam exemplos únicos em certas regiões, ou seja, que não tenham por perto uma rede escolar pública. Quanto às bolsas de estudo do ensino superior, pegou no argumento de Mariano Gago a 27 de Outubro de 2010 onde o Ministro da Ciência e do Ensino Superior afirmava que este ano ninguém seria obrigado a devolver o valor total das suas bolsas provisórias caso não tivesse direito a bolsa.

Sócrates, bem ao seu jeito respondeu (bem) que o Estado não poderia continuar a sustentar o ensino privado para além das verbas que dá ao ensino público, alimentando assim os lucros das entidades que geram o ensino privado. Decretou o investimento de 80 mil euros por turma a cerca de 2200 turmas do ensino privado.

Sócrates mostrou gráficos, estabeleceu comparações,  continuou vezes sem conta à volta do mesmo argumento, das mesmas frases e antes de acabar a sua intervenção não respondeu absolutamente nada a Louçã quanto ao ensino superior e à questão da devolução das bolsas. Porquê?

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Embuste!

Só tenho a dizer que o nosso caríssimo Ministro da Ciência e Ensino Superior é um enorme Mentiroso. Friso e repito: Mentiroso. Mariano Gago mente com quantos dentes tem na boca.

Senão, cruzemos os dados nos links em baixo enunciados:

http://akademia.comunicamos.org/estudantes/estudantes-do-ensino-superior-nao-terao-de-devolver-bolsas-recebidas/

e

http://www.asbeiras.pt/2011/01/mais-de-3-ooo-alunos-obrigados-a-devolver-dinheiro-das-bolsas/

Se aqui apanhava a primeira mentira do Governo Socialista em relação ao dossier “Acção Social Escolar” no que diz respeito aos primeiros estragos provocados na mesma pelo decreto lei 702010, que foi modificado recentemente pela aprovação de uma proposta no CDSPP na Assembleia da República, digamos, que o discurso do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mudou radicalmente desde o dia 27 de Outubro para o corrente mês de Janeiro.

Uma mentira, um embuste! Não podemos portanto confiar em gente desta no governo. Governantes que mentem não podem assumir os destinos do povo desta maneira, sem qualquer credibilidade, sem qualquer tipo de escrúpulos e princípios éticos.

Se  no IPC, são 3100 o número de alunos que terão de devolver os adiantamentos bolseiros que lhes foram concedidos na fase de analise de candidatura, nem quero imaginar quantos serão na Universidade de Coimbra…

Se 100 ou 200 ou 400 euros fazem muita falta a um estudante, não parece haver piedade em retirá-los sem pensar nas consequências nefastas que esse acto pode ter na sua vida pessoal e no rendimento do seu agregado familiar. Quando se toca de pedir reembolso do estudante, tem que ser na hora. Quando se trata de responsabilidade todos aqueles que roubaram indiscriminadamente em milhões o estado, a coisa já é diferente…

Porquê?

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Seabra Santos vai lançar um disco!

Sim, já todos sabíamos que o nosso querido Reitor Fernando Jorge Rama Seabra Santos ia lançar um disco de canções de amor! O Mordomo do Sexo e a Cidade – Coimbra foi o primeiro a revelar a novidade na Blogosfera, já lá vão uns meses…

Sim, já todos sabíamos que o nosso querido Reitor Fernando Jorge Rama Seabra Santos “por ironia do destino” fundou a Brigada Victor Jara!

Hoje, ficamos a saber por intermédio do Correio da Manhã mais contornos sobre o próximo álbum do nosso cessante Reitor. As canções de amor vão ser interpretadas por gente como o Martinho da Vila, Camané, Sérgio Godinho Vitorino ou Manuel Freire – gente lá de Lisboa e lá do Brasil… Estou curioso para ouvir esse álbum!

A questão que eu ponho é esta: será que o nosso Reitor vai gravar no seu  próximo álbum uma canção onde possa demonstrar o carinho pelos maus tratamentos que o ministro Mariano Gago lhe reservou nos últimos anos à sua Universidade?

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Manifestação em Lisboa, 17 de Novembro de 2010 – Vídeos

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/volP83zY4lYqgzH29HzN/mov/1

Fonte: SICSAPO Vídeos

À chegada a Lisboa, os estudantes de todo o país recebem a visita de Manuel Alegre, acompanhado pelo antigo presidente da Associação de Coimbra André Oliveira. Alegre continua firme em apoiar todas as acções levadas a cabo pela “sua Academia”.

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HNz2bH6F4zoovRTTqHoZ/mov/1

Fonte: SICSapo Vídeos

À saída de Coimbra, Miguel Portugal relembra o mote da manifestação.

http://tv2.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/18/188f8248915422e5a78cef90d3519fc7_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/informacao/manifestudantes_68622.flv

Reportagem da RTP sobre a manifestação.

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A Acção Social não existe em Portugal!

Os estudantes da Academia do Porto tiveram tomates e irromperam no auditório onde decorria a abertura solene das aulas da Universidade do Porto que tinha a presença do Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Mariano Gago e o primeiro ministro José Socrates para entregar ao Sr. Ministro uma medalha de chouriço pelo facto deste país ser o 3º país “mais caro” ao nível do ensino superior entre os 27 estados-membros da União Europeia.

No seu discurso, Mariano Gago defendeu que a propina actualmente está de acordo com os rendimentos que são auferidos pela autoridade paternal assim como a propina anual de 6 euros estava de acordo com os rendimentos auferidos em 1942! Digamos que é um argumento bizarro, visto que quem tinha 1200 escudos em 1942 era literalmente uma pessoa abastada!

O que eu pergunto ao Sr. Ministro da Educação é o seguinte: não estará o Sr. a fazer as contas tendo em conta o seu chorudo ordenado? É que parece que não, mas 1000 euros por ano significa um esforço de retenção de capital de um mês por parte de algumas famílias neste país!

Façamos recuar o tempo. Há uns meses atrás, eu vi com os meus próprios olhos no Canal Parlamento, o Sr. Primeiro Ministro num debate quinzenal dedicado ao estado actual do Ensino Superior em Portugal, defender-se do massacre que levou dos partidos de esquerda e do CDSPP. Os 3 partidos da oposição questionaram na data (entre outros assuntos) a razão pela qual as instituições bolseiras do ensino superior não estavam a pagar a tempo e horas as referidas bolsas aos alunos bolseiros cuja atribuição já tinha sido despachada no início do ano. Socrates, na altura interveio, dizendo que a culpa não era do Ministério, pois o Ministério tinha canalizado o dinheiro a tempo e horas, sacudindo portanto a “água do capote” para as referidas instituições bolseiras das Universidades e Politecnicos. Em resposta a Francisco Louça do Bloco de Esquerda, o nosso grandioso mestre da mentira, prometeu que o novo decreto-lei de Julho sobre a Nova Regulamentação para as Bolsas de estudo do Ensino Superior, não só acabariam com as falhas de pagamentos como também haveria de prometer ligeiros aumentos nas bolsas de estudo dos alunos do Ensino Superior.

Sr. Primeiro Ministro, sempre me ensinaram desde miúdo que a mentira tem pernas curtas. O que se passa actualmente é que o referido Regulamento não só alterou as formas de cálculo das Bolsas de forma drástica e injusta como é favorável para que milhares de alunos carenciados percam as suas bolsas e outros milhares vejam o valor das suas bolsas reduzidas em 20, 30 ou até 50% em relação ao valor que era pago no ano lectivo 20092010. Ou seja, o que em Março parecia uma coisa, rapidamente tornou-se noutra sendo que os estudantes do ensino superior regrediram na idade e agora assemelham-se a crianças cuja maldade dos adultos leva a que num primeiro instante se lhes dê um rebuçado para o retirar mais tarde. É algo gravíssimo, Srs. Primeiro Ministro e Ministro do Ensino Superior! Isto sim, é estar a praticar um autêntico atentado ao Estado Social. É estar a incentivar a que o Ensino Superior se torne definitivamente um serviço público elitista, estar a incentivar que muitos jovens não tenham possibilidades para frequentar o Ensino Superior.

É portanto preciso denunciar as situações que estão a ocorrer nos serviços de bolsas deste país. Pior que a crueldade de limitar ainda mais os orçamentos de jovens (que são a rampa de lançamento para que Portugal no futuro tenha uma maior qualificação técnica capaz de criar mais riqueza para o nosso país e assim abater o “gap” que temos em relação às grandes potências europeias) é a crueldade com que o nosso Primeiro-Ministro assemelha todos os futuros licenciados, mestres e doutores deste país a números económicos. Não estamos a ser tratados como os cérebros neste país, mas sim como um número financeiro presente e futuro em que os vectores pura e simplesmente indicam que quem der riqueza no futuro será bem vindo e quem der demasiada despesa no presente deve ser cortado para que as contas públicas não sofram aumentos.

Eu estou-me completamente a cagar se o défice público aumenta ou diminui. Se aumenta, a culpa é vossa. Não temos que pagar na pele os vossos erros. Não trabalho em Bruxelas e sei que no futuro terei que pagar a vida toda para que se paguem os erros de quem governa este país desde o 25 de Abril de 74. Eu e a minha geração pura e simplesmente queremos aquilo que nos é consagrado de direito pela lei fundamental deste país. Para que um dia, na pele de contribuintes, possamos dar aquilo que é de Direito às futuras gerações que ciclicamente nos irão pagar a reforma e dar de aquilo que é de direito às gerações que se seguem.

E agora Sr. Ministro? Venha aqui ler se faz favor. Processe-me por difamação se assim quiser. A sua promessa, desta vez é um facto. Está documentada e é uma prova da sua vergonha enquanto governante deste país. Portanto, apenas nos dê o que é um direito nosso e construa definitivamente o seu estado social em vez de navegar com o liricismo neoliberal do PSD!

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