Tag Archives: Manuela Moura Guedes

Era uma vez (na SIC)

Uma pobre entrevista com Bernardo Bairrão, o tolinho que abandonou a Média Capital na expectativa de ir para o governo.

Passos Coelho deverá ter ordenado aos Serviços Secretos Portugueses que investigassem supostos negócios de Bairrão em Angola, um dos motivos que levou o Primeiro-Ministro a prescindir à última da hora dos serviços do gestor.

Seria de facto muita coincidência, o jovem Bairrão (administrador da Média Capital que deu o dito por não dito a Manuela Moura Guedes no caso do Jornal da Noite e que acabou por despedir a jornalista) assinar pela camisola social-democrata no nosso executivo sabendo que despediu uma jornalista que andava a fazer a vida negra a um primeiro-ministro Socialista com o seu péssimo exemplo de deontologia jornalística.

Os supostos negócios em Angola camuflaram uma escolha completamente vetada por alguém no seio do governo, do PSD ou do CDS-PP, vistas as ligações profissionais entre Bairrão e Manuela Moura Guedes, e as ligações claras entre Moura Guedes e Paulo Portas (trabalhou muito anos no Independente com o lider do CDSPP e actual Ministro dos Negócios Estrangeiros) e com o CDSPP (partido do qual é filiada) – Bairrão, chateado foi dar uma entrevista deprimente à televisão do tio Balsemão, que há pouco tempo disse não à contratação de Moura Guedes.

Factos por demais interessantes que irão dar uma conclusão a quem tiver cabecinha para pensar.

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O Estranho Caso Freeport

Cada vez mais acredito que a justiça anda de mãos dadas com a política. Os casos Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e do antigo presidente da Câmara Municipal de Águeda Castro Azevedo mentalizaram-me que até na política autarquica é difícil e  doloroso provar casos de corrupção e sacos azuis.

O estranho caso Freeport não foi excepção de mais uma enorme novela judicial que não deu em nada. Melhor, deu, mas para o lado de quem mais se convinha que desse. A TVI entrou com a pica toda no caso e começou com o seu sensacionalismo barato para entreter o popularucho. Na altura, Manuela Moura Guedes e a sua equipa, investigaram o caso até ao osso da canela de Socrates e como tal este tratou de os despachar antes que a coisa desse para o torto. Manuela Moura Guedes foi despachada e isso deu azo a uma investigação Parlamentar. Mais tarde, a tentativa de compra da TVI pela PT iria gerar outra novela em que Socrates, por intermédio da sua argumentação de inversão conseguiu sair sem se machucar muito.

O estranho caso Freeport teve o seu capitulo essencial nesta semana. Charles Smith e Manuel Pedro sairam como derrotados. O nosso primeiro ministro escapou novamente ileso. Porque os senhores da Procuradoria Geral da República imagine-se, não tiveram tempo para ouvir o nosso primeiro-ministro. Estamos a falar de um primeiro-ministro, um dos cargos de maior importância do nosso sistema político, não o Zé da esquina ou o Manuel das Sucatas. Isso espanta-me e causa-me bastante confusão: com tantos procuradores, com o caso a decorrer a uma velocidade quase recorde para o nosso país, ninguém teve tempo para ouvir José Socrates. Tempo é aquilo que não falta a quem pouco faz. Falta é vontade. Ouve-se mais alto a voz do compadrio, de uma teia onde todos vão encobrindo as merdas que se vão fazendo.

E Socrates agradeceu. Basta portanto ter lá alguém dentro que lime o sistema por dentro e como diz o meu amigo Paulo Abrantes “a coisa dá-se”.

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