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2 de Março

Por favor, saiam de casa, vão para as ruas exercer o vosso direito de manifestação e larguem com civismo todo o vosso descontentamento em relação à insensibilidade social deste governo, todo o vosso descontentamento em relação à má experiência macroeconómica que as instituições europeias e mundiais estão a promover no nosso país e acima de tudo, por favor, vamos mostrar que somos um povo que não se cala nem se resigna perante a injustiça, perante as adversidades e perante a desgraça social que certos agentes teimam em aplicar nas nossas vidas.

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greve geral e afins

A leitura do ponto actual do país está difícil.

Dada a dificuldade da leitura decidi meditar um pouco sobre os incidentes de ontem na escadaria da Assembleia da República.

Sociologicamente tenho como certo o velho ditado que diz que em “casa onde não há pão toda a gente ralha sem razão” – esse foi o mote do que se passou ontem, e bem, para bem da própria democracia portuguesa. Se bem que considerar democracia ao actual regime imposto no país pode-se caracterizar como um conceito muito perigoso. Deveras perigoso.

A realidade do país, como tenho escrito neste blog desde Junho de 2010 até hoje, está muito difícil e pode resvalar por caminhos perigosos. Se há alguns meses atrás reclamavamos que o povo português assistia com modos pacíficos (tendo em conta aquilo que assistimos na Grécia, em Itália e em Espanha) a um corte generalizado do estado na sua despesa (cortes esses que irão tirar eficiência e qualidade a alguns serviços e bens providos pelo Estado) temo, repito, temo, que com os cortes alargados ao rendimento dos cidadãos por via do aumento da carga fiscal façam com que assistamos num futuro muito próximo ao aumento da escalada da violência. Tenho como certo também que este governo matou o dito Estado Social. Sim, porque caracterizar o modelo português como Estado Social é outra ideia que só existe na cabeça dos governantes e políticos portugueses. A esses, aconselho-os a estudar os modelos nórdicos, esses si Estados Sociais.

A realidade do nosso país é uma realidade marcada pela miséria e pela pobreza. Os dados económicos assim o mostram: mais de 850 mil desempregados, sendo que a taxa de desemprego não para de subir, fruto da falta de investimento em vários sectores produtivos (por falta de liquidez, falta de liquidez essa que é provocada pela falta de concessão de ajuda ao investimento por parte do Estado e de uma banca que ainda está a contas com a rectificação dos seus rácios de capital) e da previsão em baixa da produção de certos sectores produtivos, em virtude da diminuição do nosso consumo interno. Estagnação no consumo interno que também se reflecte na óptica das receitas do Estado. Receitas do Estado que se reflectem obviamente, por via orçamental, na diminuição de verbas consignadas ao provimento de bens e serviços essenciais dos quais esmagadora maioria do povo português dependia. De forma excessivamente clientelista, diga-se a abono da verdade. Se o que ontem era provido pelo Estado de forma tendencialmente gratuita, assistimos a uma evolução onde a casa de partida não será o pagamento dos cidadãos ao estado pelo valor real dos serviços providos mas sim a própria privatização do poder provedor desses mesmos bens e serviços. A mercadorização total em Portugal quando noutros países onde a mercadorização é intensa (nos modelos de estado liberal do Reino Unido e Estados Unidos; exemplo mais crasso é o próprio Obamacare) se está a assistir a uma tendência desmercadorização. Os Estados estão a desmercadorizar-se, ou seja, a tirar o papel de protagonista principal aos mercados e a corrigir por via do provimento estatal os desiquílibrios sociais que advém da desregulação desses mesmos mercados. No caso do Obamacare, e da constituição de um sistema de saúde que possa englobar em si 25% dos cidadãos Norte-Americanos que não tem acesso aos mais básicos cuidados de saúde pelo facto de não terem rendimentos que lhes dêem o acesso a um seguro de saúde privado, tal medida só poderá resultar, caso seja alargada numa evolução generalista (a criação de um sistema nacional de saúde no país sob o domínio estatal, dando-se obviamente a liberdade ao cidadão de optar entre o público e o privado) no aumento de rendimento disponível dos cidadãos por exemplo para consumo. E aqui Obama joga de forma inteligente pois sabe que o único factor que poderá gerar uma onda expansiva na economia norte-americana, também ela afectada por uma alta taxa de desemprego, é um novo crescimento do mercado interno por via do consumo.

Em Portugal assiste-se ao contrário. Com o aumento dos impostos assistimos a uma tendência exagerada para embarcar numa nova onda de privatizações. A própria política instaurada pelo Ministro da Saúde Paulo Macedo visa privatizar o que é público. Para dar mais vencimentos aos amigos que outrora o empregavam. Já todos sabíamos disto. No Ensino Superior, os cortes feitos não chegam para as Universidades fazerem face às suas despesas estruturais. Como tal, existem Universidades a ultrapassar por completo o limite do que é suportável. Daqui a uns meses poderemos assistir ao fecho de par em par de várias instituições entre as quais a UC. Diz-se por aí que é em tempos de crise que surgem as melhores ideias. As melhores ideias empreendedoristas por norma saem de nichos de formação de profissionais altamente qualificados. Os profissionais altamente qualificados estão a sair do país a olhos vistos por via do elevado desemprego. E a formação de profissionais altamente qualificados que se podem tornar novos empreendedores está a ser completamente estrangulada. E o desemprego não só não cria novo empreendorismo (quem é que consegue ser empreendedor sem boas linhas de financiamento? quem é que está para arriscar quando o mercado interno está em queda? quem é que tem condições para investir tudo o que tem vivendo no risco do infortúnio no dia seguinte?). Tudo me leva a crer que a estratégia deste governo está a ser uma estratégia que visa estrangular por completo as soluções que o país necessita.

Jovens desesperam por emprego. O país está a envelhecer. A segurança social está falida e sobrecarregada de apoios sociais por via do aumento de beneficiários que não tem emprego. Jovens estão a emigrar. Jovens não estão a contribuir para que a segurança social se possa manter sustentável e possa ter capitais para pagar as reformas no futuro daqueles que contribuem hoje. Os fundos de pensões que o estado precaveu em bom tempo para pagar essas mesmas reformas estão a desvalorizar em virtude da própria recessão nos mercados. Só neste ano 2012, os investimentos feito pela Segurança Social nesses mesmos fundos viram as carteiras de investimento desvalorizar cerca de 1500 milhões de euros. Que futuro terão os nossos pais?

São esses pais, esses contribuíntes que desesperam com a situação. As contas caem em casa com enorme velocidade e voracidade. O endividamento das famílias é maior e abrange mais famílias. Levam todo o rendimento disponível. São centenas os casos de famílias que estão a ficar sem tecto para morar. São milhares os casos de famílias que já não conseguem fazer mais que uma refeição diária. São milhares os pais que já não conseguem suportar os gastos dos seus filhos no ensino Superior. Já são centenas os casos de atrasos de pagamento das refeições por parte de encarregados de educação em crianças do ensino básico e do ensino pré-escolar. Já são centenas os casos onde essas próprias crianças apenas tem uma refeição diária, servida exclusivamente na escola. São milhares aqueles a quem o futuro é negado por falta de condições económicas que lhes permitam continuar a estudar. Que futuro teremos?

O pior neste país é que toda esta austeridade é feita numa clara violação a princípios Constitucionais e tem a ajuda de um Presidente da República que está manifestamente doente e como tal incapaz de por cobro a toda esta situação.

A Europa, liderada pela senhora Merkel, num tabuleiro onde a chanceler alemã põe e dispõe, actuando sob uma lógica muito própria e viciada na austeridade é seguida pelo governo português de forma fiel. Empobrecer o país não é solução. Não seremos mais competitivos com desfelexibilização das leis laborais. Não seremos mais competitivos com desvalorização salarial. Não seremos tão competitivos como países com o México ou como a Turquia porque jamais nos poderemos comparar a países da sua dimensão e jamais poderemos comparar as nossas estruturas laborais às suas estruturas laborais. Não podemos jogar o jogo das potências emergentes. Jamais. É errado pensar que a desvalorização salarial dos nossos trabalhadores poderá trazer competitividade aos nossos produtos nos mercados internacionais. Porque a jogar esse mesmo jogo arrastaremos todo o Portugal para uma época de miséria profunda. Se o trabalhador que aufere o salário mínimo já não apresenta condições para subsistir, imaginem que esse mesmo trabalhador num futuro próximo terá 400 euros de salário. Caos. Teremos sim que modificar as nossas estruturas de forma a existir fomento. Daí que a ideia de criar um banco de fomento, exclusivamente criado para fomentar a actividade económica é uma das soluções que já deveria ter sido feita aquando da assinatura do memorando de entendimento. Gerar dívida é fácil. Cortar despesa é fácil. Mas há que atentar a um pormenor: quem e como se irá pagar essa dívida? A resposta é simples: criando riqueza. Será ao desinvestir que se cria riqueza que possa pagar essa mesma dívida e fazer o país crescer novamente? A resposta é simples: não. Será pelo crescimento do mercado interno que poderemos ter a capacidade de fazer face ao desemprego e alinhar uma política económica expansiva que nos permita activar um ciclo económico positivo que recupere o consumo interno, que nos devolva um mercado interno forte e que possa incentivar à produção para consumir internamente e posteriormente exportar? Sim.

Para finalizar. O mote principal. A democracia. É esta a democracia que precisamos para Portugal? A democracia que não sai do gabinete em São Bento para oscultar as dificuldades de um povo? A democracia que escuta as directivas de uma instituição fracassada como é de facto o Fundo Monetário Internacional? A democracia que serve fielmente as imposições estrangeiras em Portugal? A democracia que ontem bateu indiscriminadamente em manifestantes e grevistas numa clara violação a princípios constitucionais? A democracia que bateu indiscriminadamente em idosos e crianças? A democracia que no mesmo dia anunciou por via do seu Ministro da Administração Interna um extraordinário aumento na remuneração das forças policiais de 10% quando assistimos a cortes cegos noutros sectores bem mais essenciais como a saúde ou a educação? Enganem-se os polícias, enganem-se os governantes. Enganem-se os polícias pois estão a ser comprados para defender quem arrasta para a pobreza todo um país. Enganem-se os governantes. Não são aumentos remuneratórios que compram a consciência das forças policiais. A continuar assim, duvido que um único polícia neste país defenda um governo que castiga de forma dura e ímpia o seu povo. Um povo que não consegue satisfazer as suas necessidades básicas é um povo revoltado. E eu cada vez mais acredito que este país irá acabar muito mal.

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não sei quantas pessoas estavam

mas foi histórico numa cidade conservadora e direitolas como Coimbra. Que me lembre, só os cortejos de latada e queima conseguem juntar tanta maralha. foi sem dúvida uma enorme demonstração ao governo de cidadania e civismo que tem que ser continuada. somos o povo e continuando assim, com uma luta centrada num objectivo, com um modo de persuasão sistemático e coerente e com uma postura ordeira, faremos com que eles tenham vergonha e recuem. o estado somos nós.

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Athens

Al Jazeera

Novo pacote de austeridade aprovado no Parlamento Grego há cerca de meia hora atrás.

Nova queda. Os Gregos analisam este novo plano como uma humilhação nacional perante as pretensões Germanico\Europeias, melhor, perante as pretensões europeias que estão a ser movidas pelo governo alemão.

Who´s next?

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Mais uma família portuguesa apoiada pela solidariedade popular

O Presidente da República, o Aníbal do milhão de rendimentos anuais bem disse aos portugueses repetidas vezes que teriam que ser fortes e que se unir para ultrapassar os tempos de crise que vivemos.

Os Portugueses decidiram cumprir as palavras do Aníbal e mais uma vez numa onda solidaridária (sem precedentes neste país) cuja iniciativa não pertenceu desta vez ao Banco Alimentar contra a Fome, à Caritas, à Cruz Vermelha ou à Conferência de São Vicente de Paulo foram auxiliar mais uma família carenciada deste país (a família Silva) que vive ali para os lados da 24 de Julho.

O popularucho, munido com sacas cheias de arrozinho (xauxau e carolino) massocas, enlatados de 1ª necessidade, leitinho (comprado à ASAE dos 415 mil litros apreendidos na semana passada no continente) e com algumas moeditas, ajudaram mais uma família a suportar o duro esforço da crise.

Benditos portugueses que tão solidários são com quem mais necessita!

E maldito filho da puta de presidente da República que não tem vergonha na tromba.

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É já amanhã

Luta pelos teus direitos!

6 outras cidades Portuguesas associaram-se ao evento com manifestações à escala regional: Porto, Coimbra, Faro, Braga, Funchal e Santarém.


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Um pouco por toda a europa…

Em Barcelona, milhares estão nas ruas – “não pagaremos a vossa crise”.

Em Madrid. (Foto Andreu ManresaEl País)

Foto: Der Spiegel

Em Atenas, membros do Partido Comunista Grego saíram à rua para contestar as novas medidas de austeridade promovidas pelo Governo, a instabilidade política do Governo de George Papandreou e a nova ajuda financeira que o país vai receber dos países da Zona Euro.

A reunião de hoje do ECOFIN aprovou o pagamento à Grécia de mais uma tranche do resgate, no valor de 12 mil milhões de euros.

Os cenários de “novo bailout” estão em cima da mesa. Pela primeira desde a criação da Zona Euro, os Gregos poderão ser deixados para trás na moeda única. (CNN – Europe)

http://tv.repubblica.it/static/swf/z_adv_player.swf

Em Itália, milhares de apoiantes gritavam “sucessão, sucessão” quando o líder do Partido da Liga do Norte e Ministro da Reforma Institucional do governo de Sílvio Berlusconi Umberto Bossi  (partido de ideologia de direita que luta pela independência de algumas regiões a Norte do país transalpino) discursava.

Fonte: La Repubblica.

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E porque hoje

Este senhor deverá deitar-se com um enorme nó na consciência por nos ter apelidado de “geração rasca”.

Rascas, foram as suas palavras e as atitudes pseudo-intelectual com que (infelizmente) nos brinda todos os dias nas suas colunas de jornal.

Hoje, Vasco Pulido Valente, provou o veneno das suas palavras. E com tamanho protesto, deverá irremediavelmente cair no esquecimento.

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Protesto “Geração à Rasca”

O dia chegou.
Sempre acreditei que o dia iria chegar.
Sempre acreditei que no dia em que Vasco Pulido Valente iria provar do veneno da sua expressão “geração rasca” – o dia chegou.

Juntos, a uma só voz e com um objectivo uno, iremos para a rua. Iremos para a rua clamar contra sucessivos governos que têm brincado com a juventude em Portugal. Iremos para a rua clamar contra a precariedade e o desemprego que a juventude de hoje padece, contra as políticas que têm retirado o acesso a uma melhor qualidade de vida aos jovens, contra as políticas que têm aniquilado com os sonhos de toda a uma geração, contra as políticas que têm retirado direitos aos estudantes, contra os cortes na acção social, contra os cortes no financiamento das universidades.

Iremos para a rua protestar bem alto que não somos escravos de ninguém. Não somos mercadoria. Não somos uma despesa presente redundante em proveitos no futuro para o Estado. Não somos um simples número financeiro. Hoje, a minha geração vai provar que têm força e que merece mais e melhor. Hoje, a minha geração vai dar a “bofetada de luva branca” nos políticos e nos “pseudo analístas políticos” que a avaliam de rasca.

Hoje, faremos história neste país. 63 mil inscritos no evento do facebook. Espero que em Lisboa, no Porto, em Coimbra e em todas as cidades do país e do estrangeiro onde residam jovens portugueses, se proteste, pela dignidade humana que a juventude de hoje e a de amanhã merece.

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Lamentável…

3 representantes do sindicato da Administração Pública foram hoje detidos numa manifestação dos mesmos à porta do Palácio de São Bento.

Segundo os detidos a polícia fez um cordão humano quando a manifestação já estava a dispersar, não deixando que os manifestantes saíssem do local. Segundo versão da polícia, o tal cordão humano e as detenções ocorreram porque os manifestantes não estavam a respeitar a distância imposta de 100 metros em relação ao Palácio.

É caso para perguntar: Porque é que são mobilizados pela polícia uma imensidão de operacionais para uma manifestação que é pacífica? Existe alguma lei em Portugal que proíba em 100 metros a aproximação ao Palácio de São Bento? E mesmo que alguém se aproxime, não existe um dístico de segurança a zelar pela ordem do espaço? Ou será que o Primeiro Ministro José Sócrates, depois de tudo o que estar a levar avante no nosso país já não é capaz de aceitar contestação?

Já no dia 17 de Novembro de 2010, assistiu-se a uma destacação da polícia na Assembleia da República aquando da manifestação estudantil. Eu contei pelo menos 60 homens armados na escadaria? Para quê meus amigos?

A estes incidentes, chamo apenas o termo “ditadura”. Um povo que não se pode manifestar contra o governo, não é um povo livre.


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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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