Tag Archives: Madrid

clássico (III)

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Sem dúvida a melhor aposta de sempre. O site de apostas espanhol Beticious  que por acaso já me tinha brindado com a aposta mais ridícula de sempre (até ontem) decidiu lançar uma bet sobre quem irá à sala de conferência de imprensa por parte da estrutura do Real Madrid fazer o rescaldo do clássico de hoje do futebol espanhol (15h na Sporttv). De realçar o humor dos administradores do site ao colocar a hipótese de tal antevisão ser realizada por personalidades como: Esperanza Aguirre (presidente do governo regional da Comunidade Autónoma de Madrid e actual opositora interna de Mariano Rajoy no Partido Popular Espanhol; célebre em Maio de 2012 pela proposta que entregou no parlamento regional madrileno aquando da disputa da final da Taça do Rei entre Barcelona e Athletic de Bilbao que visava proibir os adeptos das duas equipas de entrarem no Vicente Calderón com bandeiras que não a Espanhola) o Papa Bento XVI (penso que seria difícil visto que está em cativeiro desde ontem!!) o vocalista dos U2 Bono e até o princípe real Inaki Urdangarin que como se sabe foi um antigo jogador internacional espanhol de andebol na década de 90 e se destacou ao serviço do Barcelona.

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curioso

Esperanza Aguirre

Esperanza Aguirre, o PP (Partido aos Pedaços) Espanhol e a regeneração “democrática”. Aguirre sabe do que fala. Aguirre é a dita senhora que, enquanto Presidente da Comunidade Autónoma de Madrid, lembrou-se, a propósito de uma final da Taça do Rei disputada entre Athletic de Bilbao e Barcelona (em Maio passado) no Vicente Calderón (Estádio do Atlético de Madrid) de propor um decreto legislativo regional que visava colocar a polícia madrilena em vários checkpoints em redor do estádio para impedir que os adeptos dos dois clubes pudessem entrar no estádio com bandeiras que não a espanhola. A proposta acabou por não ir para a frente. No jogo em causa, os adeptos dos dois clubes não só não cantaram o hino espanhol como o assobiaram, obrigando inclusive a TVE a cortar os assobios que vinham da bancada na sua transmissão. Dito isto, Aguirre é uma dirigente que está bem por dentro daquilo que se pode considerar como “regeneração democrática”. Num país onde o separatismo armado deu lugar a uma euforia auto-determinista por parte das 2 regiões, não deixo de anotar o mau prenúncio para o estado espanhol caso esta senhora consiga derrubar Mariano Rajoy nas próximas eleições pela liderança partidária.

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Madrid and Athens

Em Madrid, o Estado é calado à bastonada e o governo de Rajoy faz questão de agradecer e louvar a carga policial (o uso do monopólio da força) contra os manifestantes. Estamos perante um Estado perdido que dentro em breve poderá tornar-se num estado fracassado. Os movimentos independentistas que vem da Catalunha e a possibilidade de convocação de um referendo regional nessa região para determinar a vontade de auto-determinação\independência de Madrid poderá ser o revés golpe para um Estado incapaz de continuar unificado e de um governo (de direita) sem ideias.

Em Atenas, a porta voltou-se a abrir para a Grécia sair da zona euro. O governo alemão continua a reiterar que as medidas levadas a cabo pelo governo de Samaras quanto ao corte da despesa pública e reformas estruturais pedidas pelo FMI\Banco Central Europeu e Comissão Europeia estão a ser escassas para contrabalançar o sarilho em que se meteu o país helénico.

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na puerta del sol

A marcha negra dos mineiros espanhóis chegou a Madrid e ameaça fazer guerra ao governo espanhol caso o problema que os afecta (o despedimento de mais de 10 mil mineiros e outros 20 mil empregos directos e indirectos) não seja resolvido por Rajoy e seus pares.

Neste momento estão centenas de milhares de pessoas a manifestarem-se nas ruas da capital espanhola, num acto de solidariedade para com a causa\acto cívico que pode apenas ser comparado com os desfiles que há uns anos aconteceram em Madrid a propósito de um pedido de cessação de actividades da ETA. (na altura, cerca de 1 milhão e meio de cidadãos). A TVE fala em cerca de 400 mil manifestantes.

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Honrar os vivos (e já agora os mortos)

Messi é um jogador fantástico. Leva a bola nos pés como se tivesse manteiga. Dribla como ninguém. É esguio, é rápido, é letal a finalizar. Em quase todos os jogos, leva equipas inteiras à frente e finaliza fintando o guarda-redes. Messi é aquele jogador que executa tão rapidamente que assume o seu jogo na base do risco. Basta um pedaço de terreno e Messi faz Magia. Até quando temos a noção que o defesa vai ser mais lesto a desarmá-lo ou a fazer falta, Messi surpreende com um toque mágico de ouro. É disciplinado e não treme perante a pressão. Já ganhou a Liga Espanhola, a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes.

No entanto, Messi ainda não conseguiu aquilo que o pode comparar a El Pibe: ser campeão do mundo pela Argentina e chegar (como El Diez chegou) a uma cidade do Sul de Itália como Napoles, cujo clube clube estava na altura na 2ª divisão italiana e contrariar todos os arranjinhos que a Federação Italiana de Futebol fazia até então para que o dono do scudetto oscilasse entre Milão, Roma e Turim.

Costumo dizer que quando Messi chegar à categoria de um clube como a Cremonese ou o Macclesfield Town e levar essa equipa ao título máximo dos respectivos países, aí sim, Messi será para mim iconizado como o melhor jogador da história do futebol.

Não quero com isto tirar brilho aquele que para mim é o melhor jogador da actualidade. Não é aquele que mais gosto. Pelo meu gosto, adoro um Zlatan Ibrahimovic que finaliza constantemente em força, um Ronaldo que é esquivo, um Luka Modric que pensa todo o jogo de ataque de uma equipa e um Gareth Bale locomotiva. Entre outros…

Deixo-me de blá blá blá e passo de seguida aquilo que me motivou a escrever este post.

Nunca fui um fã do Barcelona. Fui sempre daqueles que simpatizei com a equipa consoante os craques que ia contratando. Nas eras Robson\Cruyff\Van Gaal gostava do Ronaldo (quando ainda era magro) do Couto, do Figo, do Baía, do Nadal e do De La Peña. No final da era Van Gaal e na estadia do Carles Rexach, adorava a manada de Holandeses que o clube tinha, com especial destaque para o Philip Cocu, um dos médios mais inteligentes que vi jogar na minha infância\adolescência. Também admirava o Cavalo Manco. Para leigos, era o nome pelo qual o Rivaldo era tratado carinhosamente pelos seus colegas da selecção Brasileira. O Cavalo Manco era elegante no passe, finalizava luxuosamente à entrada da área e fazendo jus ao ditado popular “cada tiro cada melro” podia-se traduzir que era “cada tiro, cada golo” de livre. Sempre ao canto num estilo de pés inconfundível.

Depois veio a era Rijkaard e a simplificação do modelo implantado 15 anos antes no clube pelo mítico Rinus Michells. A cantera começou a fornecer talentos e o Barça começou (pela necessidade de assimilação da unificada táctica de jogo da equipa) a capturar talentos a olho: Ronaldinho Gaúcho, Deco, Eric Abidal, Daniel Alves, Samuel Eto´o, David Villa, etc Todos eles já tiveram o seu tempo de “partir tudo” na Catalunha.

A estética bonita do futebol do Barcelona (diria eu à passagem dos anos 2006, 2007 e 2008) começou a soar-me como coisa feia nos dias que correm. Costumo dizer que quando o Barça joga, vou tirar uma soneca, tal é o grau de sono que aquele modelo de contenção de bola meu causa.

Fora-de-campo, o Barça é um clube com uma gestão de doidos e com um objectivo expresso.

A gestão do Barça oscila entre a captação de recursos e o esbanjamento puro e duro. É uma máquina de fazer dinheiro mas também é uma máquina de o gastar. Nou Camp chega a ter uma política em que os lugares lá de cima são comprados por várias pessoas na espécie de bilhete anual, cabendo aos primeiros milhares a chegar ao estádio a possibilidade de ver os jogos. Interrogados por mim, catalães disseram que não se importam de dar 1000 euros por um bilhete anual onde sabem que se chegarem atrasados vão ver a bola ao café no centro comercial. Querem sim é dar dinheiro ao clube porque o clube representa toda uma cidade, toda uma região e todo um sentimento separatista a Madrid. Dizem que se ultrapassaram o tempo do franquismo enquanto clube (os adeptos do Barça eram proíbidos de levar bandeiras e tarjas alusivas à equipa para Nou Camp) tem orgulho em mostrar a Madrid que são os mais fortes em território espanhol. Subliminarmente, até o próprio futebol catalão mostra uma ideia separatista ao criar aquela coisa estranha a que chamam Selecção da Catalunha.

O presidente do Barcelona Sandro Rosell, ligeiramente antes das eleições para o clube e ainda na pele de vice-presidente para a área financeira afirmou no final da época passada que o Barcelona não possuía um euro de capital próprio nas suas contas, estando para tal dependente do empréstimo de bancos. Rosell, banqueiro, sabe perfeitamente que existem poucos bancos no mundo que neguem um empréstimo a um dos mais endividados clubes mundiais. O Barcelona clube optou então que uma das soluções para enfrentar a austeridade seria fechar modalidades, o que acabou por não acontecer. A austeridade de Rosell era tanta que no defeso, o Barça não se importou de gastar 75 milhões de euros em 2 reforços: Cesc e Aléxis. Curioso.

Outro dado que já me fez escrever uma vez aqui no blog é o carácter exemplar do dirigismo barcelonista quanto ao patrocínio da UNICEF. Mais uma vez pego em Rosell. Em 2007 Rosell afirmava em tempos de vacas gordas que o Barça pagava o que fosse preciso para que a UNICEF tivesse um patrocínio na frente da camisola do clube. Anos passaram e a UNICEF passou para o dorso da camisola e deu lugar à Qatar Foundation a troco de 30 milhões\ano. A hipócrisia sem limites.

O separatismo Catalão é uma coisa dura como bem sabemos. O ódio a Madrid é visceral. No Barcelona, todos os produtos da cantera são dados como deuses porque lhes corre sangue catalão nas veias. Maradona vinha rotulado de Deus mas acabou por ser rapidamente chutado para Itália. Diziam eles que fazia um jogo genial por cada 5 maus. Maradona justificou-se que o tratamento que lhe davam em Barcelona era bastante inferior a paupérrimos colegas que saiam da cantera. Rivaldo, Cruyjff, Figo (antes de trocar para Madrid) Kubala, Ronaldinho e Messi são das raras excepções entre os estrangeiros que actuaram em Barcelona e que conseguiram ter um estatuto superior a qualquer jogador catalão. Se bem que Messi partilha o mesmo estatuto com Xavi, Iniesta, Piqué e Puyol. Figo partilhava-o com Guardiola e De La Peña.

É fantástico comparar este dado separatismo com o separatismo Basco. O Athletic de Bilbao tem como obrigatoriedade nos seus estatutos alinhar todos os jogos com jogadores nascidos no País Basco: tanto no do lado espanhol (inclui jogadores nascidos em Navarra, caso de Urzaiz) como do lado francês de onde já veio Bixente Lizarazu, antigo internacional Francês.  O Athletic Bilbao é inegavelmente uma das maiores escolas de formação do mundo. De Bilbao já saíram para o mundo jogaores como Rafael Alkorta, Belauste, Joseba Exteberria, Goikotxea, Ismael Urzaiz, Julen Guerrero, José Angel Iribar, Javier Irureta, Aitor Karanka, Andoni Zubizarreta, Uriarte e Júlio Salinas. Meia selecção espanhola dos últimos 2o anos portanto. Actualmente tem outros: Markel Susaeta, Iraola, Oscar de Marcos, Iker Muniain, Joseba Llorente, Javi Martinez. O Athletic de Bilbao tem uma gestão perfeita: só gasta aquilo que pode, tudo em ordenados pois raramente contrata um jogador e quando o contrata, contrata a clubes pequenos da periferia como o Deportivo Alavés, Baskonia, San Fermín ou a clubes fortes da região como o Osasuna ou Real Sociedad. O Athletic de Bilbao não tem 1\7 do potencial financeiro que ostenta o Barcelona e faz história (muita história) com aquilo que produz internamente.

Já o Barça gaba os títulos aos seus catalães de meia tigela e vence-os com os estrangeiros que compra a potes. Messi é só mais um exemplo.

Para finalizar, é bom ver como um clube adultera a sua própria história. Cliquem aqui.

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Um pouco por toda a europa…

Em Barcelona, milhares estão nas ruas – “não pagaremos a vossa crise”.

Em Madrid. (Foto Andreu ManresaEl País)

Foto: Der Spiegel

Em Atenas, membros do Partido Comunista Grego saíram à rua para contestar as novas medidas de austeridade promovidas pelo Governo, a instabilidade política do Governo de George Papandreou e a nova ajuda financeira que o país vai receber dos países da Zona Euro.

A reunião de hoje do ECOFIN aprovou o pagamento à Grécia de mais uma tranche do resgate, no valor de 12 mil milhões de euros.

Os cenários de “novo bailout” estão em cima da mesa. Pela primeira desde a criação da Zona Euro, os Gregos poderão ser deixados para trás na moeda única. (CNN – Europe)

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Em Itália, milhares de apoiantes gritavam “sucessão, sucessão” quando o líder do Partido da Liga do Norte e Ministro da Reforma Institucional do governo de Sílvio Berlusconi Umberto Bossi  (partido de ideologia de direita que luta pela independência de algumas regiões a Norte do país transalpino) discursava.

Fonte: La Repubblica.

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A maldade de Soldado

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Roberto Soldado transferiu-se no último defeso do Getafe para o Valência por 10 milhões de euros.

Com a missão de fazer esquecer David Villa, o jogador formado nas escolas do Real Madrid tem feito uma época aceitável, marcando alguns golos na Liga (10) e na Champions.

Ontem, no regresso ao Coliseum Alfonso Perez para defrontar a sua antiga equipa, Soldado cometeu uma maldade aos adeptos do clube dos arredores de Madrid, marcando os 4 golos do Valência em meia-hora. Com uma humildade fora do normal para um jogador profissional, optou por não celebrar qualquer golo contra a sua antiga equipa num gesto bastante bonito para o futebol.

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