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austeridade.

Neste blog nunca existirá uma austeridade nas palavras.

Há uns anos, no final de um conhecido tema dos Ornatos Violeta, Manuel Cruz deu um toque de charme ao que por si já era bom com um trecho em spoken-word de Vitor Espadinha, onde o interprete e autor declamava algo como isto:

“A cidade esta deserta
E algum escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas…
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura”

É um trecho interessante para analisar e analogar a palavra austeridade no nosso país.

Perdõem-me os linguistas, neste momento mais interessados em analisar, vangloriar ou criticar aquele monstro sem amigos que é o Novo Acordo Ortográfico para referir que a palavra Austeridade foi uma das palavras que esteve em voga durante o ano de 2011. Os motivos são simples e conhecidos (diria em demasia) do comum cidadão português.

As cidades não estão desertas, mas a austeridade vê-se escrita em toda a parte. Estamos doentes e na austeridade os nossos governantes vêem a nossa cura. Ainda hoje, Pedro Passos Coelho e Vitor Gaspar assim o declamaram ao publicar o 3º relatório de cumprimento do chamado Memorando de Entendimento, aquele a quem a direita critica a esquerda de não ter assinado e de assim ter fugido ao compromisso de defender uma política não-patriótica que torna a vida dos cidadãos portugueses um autêntico inferno.

Nos últimos meses, os ditos programas de ajustamento obrigaram o nosso estado a um conjunto de medidas absolutamente danoso para o rendimento dos cidadãos portugueses e que compromete em muito o crescimento económico de um país toldado pela falta de produtividade, pela crescente disparidade de rendimento médio dos cidadãos e consequentemente pela disparidade das diferenças sociais que esse gap acarreta em qualquer sociedade.

Vimos os ministérios a fechar janela após janela os investimentos no sector público em prol do rigor orçamental e do equílibrio das contas públicas.

Vimos um ataque vil à educação e por conseguinte à formação de novos quadros técnicos para o nosso país. Corta-se o financiamento das universidades. Corta-se o acesso à acção social. Corta-se o futuro a milhares de jovens como ontem tive oportunidade de referir num debate no qual participei. Corta-se o acesso a uma vida condigna aqueles que continuam a sobreviver no ensino superior. Corta-se o princípio da solidariedade do Estado perante o seu cidadão. Corta-se o princípio da dignidade humana, princípio importantíssimo de um Estado de Direito.

Temos visto também um ataque vil à saúde por via de cortes no Sistema Nacional de Saúde, por via do aumento das taxas moderadoras (principalmente para a denominada classe média, sector mais propenso ao consumo) por via dos cortes nos hospitais, por via da diminuição global nas comparticipações nos medicamentos e nos tratamentos, por via até, de uma desumanidade vil nas comparticipações de tratamentos e medicação para pessoas com doenças raras, para pessoas com doenças cujo tratamento é complexo ou pessoas cujos rendimentos são escassos para fazer face ao custo exorbitante que tem na medicação obrigatória que efectuam mensalmente, casos dos reformados e pensionistas.

Temos visto um ataque vil à criação de emprego. Meia dúzia de programas criados por este governo quanto à criação de emprego jovem não tem sido programas de impeçam a criação de mais desemprego. O desempregou aumentou a níveis nunca antes vistos com este governo, cifrando-se actualmente na faixa dos 14% em todo o país. Tendencialmente, este número deverá aumentar ainda este ano. Mais uma vez a austeridade faz o seu estrago. Se as pessoas não tem dinheiro para consumir, logo, não tem dinheiro para que as empresas possam escoar os seus stocks – tal consequentemente será redundado em dívidas a fornecedores, em lucros esperados que não entram, em insolvências, em mais despedimentos e em mais precariedade social.

Temos visto outros ataques ao comum cidadão como as perdas salariais registadas na função pública, as perdas totais e parciais do subsídio de natal e do subsídio de férias, as falhas de regularização de um sistema uniforme na segurança social que vá de encontro ao auxílio dos mais carenciados, a diminuição de verbas para a cultura, os cortes nos transportes e o encarecimento dos passes sociais, entre outros cortes menores que vão sendo camuflados com a inserção de pequenas regalias que acabam por ser invisíveis aos nossos olhos.

Estamos perante um governo viciado na austeridade que não consegue apresentar soluções que vão de encontro à necessidade de políticas expansionistas, que alías, foram defendidas recentemente no nosso país por dois grandes economistas do nosso tempo: Paul Krugman e Joseph E. Stiglitz.

De Krugman tivemos a ideia há alguns dias atrás de quem não se limita apenas a dar os seus palpites sobre economia a partir dos estúdios da CNN.

Krugman tem muitas falhas é certo. Para quem o conhece através dos mídia, assemelha-se a uma espécie de cruzamento entre uma Maya da bola de cristal e um bitaiteiro de bordel como Miguel Sousa Tavares. Krugman é mais que isso, não fosse o facto de em 2008 ter recebido o Prémio Nobel da Economia. Haja respeito.

O espectro Krugmaniano mais recente a que observamos foi quando no clash da crise dos sub-primes e das terríveis falências de bancos e seguradoras norte-americanas, afirmou na CNN, que a dívida não era um mal pois alguém futuramente seria responsabilizado pelo pagamento. Atrevo-me portanto a dizer que os estados observaram aquilo como um “calma, a maior medida para saírmos disto é o aumento da despesa pública porque como dizia o Sócrates pá, as dívidas não se pagam de imediato e quem pensa isso é uma criança pá, as dívidas gerem-se” – basicamente, o maior fate da doutrina de Krugman é o seu limite quando experimentado na prática. A recém eleita administração Obama estava de olhos postos na CNN e tratou de por em marcha como primeira bandeira uma policy que visava por em prática um plano público de saúde capaz de libertar do estigma liberal da saúde americana aqueles cujos rendimentos não chegavam para terem direito aos ultraliberais seguros de saúde e consequentemente a uma saúde universalista e de acordo com a dignidade do ser humano. Essa policy foi obviamente posta em prática com um parecer negativo da direita norte-americana e encontrou resistências no Congresso.

Quando afirmo que o maior fate da doutrina de Krugman é o seu limite quando experimentado na prática, falo obviamente do pensamento de um economista que não é fã da austeridade mas que não se coibe noutros moldes de bitaitar a favor da austeridade em casos-limite de pouco acesso aos mercados, como é actualmente o caso português.

As incongruências em Krugman atingem o seu pico quando este, em Portugal, afirma que a austeridade não é uma solução definitivamente para a superação das dificuldades do caso português, mas aconselha que Portugal baixe os seus salários. “Não ao nível da China” – disse. Se estivessemos para baixar ao nível de China, digo eu, baixaríamos dos actuais 850 euros médios, 500 de mínimo para uma malga de arroz em troca de 12 horas de trabalho árduo à lei da Chibata.

Em Portugal, Krugman, também fez questão de brindar com o saque repentino da sua bola de cristal do bolso e afirmar que as probabilidades de Portugal ficar na zona euro nos próximos 4 anos é de 75%. Gostava de saber se Krugman também consegue prever os resultados da selecção portuguesa para o próximo Euro. Seria benéfico para saber se vale a pena gastar mais dinheiro para enviar os rapazes até à Polónia ou se perante o espectro de uma eliminação precoce no denominado grupo da morte, será de melhor cumprimento do Orçamento de Estado deixá-los passar o mês de Junho em Portugal.

Do errado passamos ao certo.

Krugman não quis que os portugueses lhe perguntassem uma comparação da realidade portuguesa à realidade irlandesa. Disse apenas “não queiram ser a Irlanda” e disse-o bem.

Quem conhece a história do denominado Tigre Celta, saberá o porquê desta afirmação. Vamos então recuar duas décadas:

Nos anos 90, a Irlanda registava um dos piores PIB per capita da Europa tal e qual Portugal.

De um momento para o outro, um fluxo estrangeiro de capitais inundou a Irlanda. Construíram-se estradas, escolas, pontes, aeroportos, embelezou-se a sua capital para receber um enorme fluxo de turistas. Embelezaram-se as áreas urbanas porque de facto como vieram a constatar os próprios governantes irlandeses, a parte feia da Irlanda ficou na mesma. Conforme se avançava de Dublin para a periferia, a qualidade das estradas não era a melhor, a qualidade dos serviços hospitalares, dos serviços educacionais e dos serviços de transportes também ia piorando.

De um momento para o outro, a Irlanda, começou a apostar num mega programa de qualificação técnica, até como imperava o bom uso dos fundos comunitários. A Irlanda, com uma taxa de analfabetização no fim de século extremamente alta (tal e qual como Portugal) e com uma taxa de trabalhadores qualificados extremamente baixa (como Portugal) apostou no desenvolvimento de cérebros e não se deu mal com o investimento público na área da educação, do ensino superior e da qualificação profissional, porque, de um momento para o outro começou a ser um destino apetecível para o investimento estrangeiro, vindo, de grosso modo, dos Estados Unidos da América. As grandes multinacionais como a Apple, como a Citygroup, como a JP Morgan, como a AMD, como a Microsoft, como a KFC ou a Taco Bell começaram a virar-se para a Irlanda derivadamente instruídas por um conjunto de estatísticas que traçam uma evolução profícua do desenvolvimento do país: crescente número de quadros técnicos altamente qualificados, salários ligeiramente baixos tendo em conta o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Itália, a Suécia, a Finlândia e ligeiramente mais altos que países menos produtivos do que Portugal e a Grécia e crescentes ajudas à implantação de unidades produtivas por parte do Estado Irlandês. Tal crescimento económico, fez da Irlanda e dos Irlandeses um país a nadar em dinheiro, em emprego, em crédito, em empolgamento na construção de equipamentos e bens sociais e num país onde todos tinham casa própria, algo que para o povo irlandês tem um significado muito especial.

O PIB per capita Irlandês por conseguinte, subiu a níveis iguais ao do Alemão e próximos dos do microestado do luxemburgo.

O rombo provocado pela crise dos subprimes e a necessidade urgente de liquidez por parte das empresas-mãe norte-americanas sediadas em território Irlandês vieram como se sabe a ser o principal problema da Irlanda em 2007. Os Norte-Americanos retiraram os capitais investidos em território Irlandês, fechando as unidades produtivas que outrora tinham implantado. O desemprego disparou em flecha, o consumo diminuiu e a banca ressentiu-se com o aumento do crédito mal-parado na habitação. Milhares de pessoas foram despejadas por incumprimento e a Irlanda ainda não se levantou.

A segunda premissa certa de Krugman no seu honoris causa pelas 3 universidades de Lisboa foi a opinião sobre a Alemanha. Há uns dias atrás, em Berlim, uma jovem activista impunha um brilhante cartaz que diria: “Desculpem Gregos pela atitude do nosso governo” – Krugman criticou aquilo que toda a gente critica: a tentativa imperial da Alemanha assentar o cumprimento das suas regras com base em padrões éticos assentes num moralismo puritano e numa frugalidade de habitos e usos que os próprios alemães, internamente, nunca utilizaram. Nada mais que um pan-germanismo hipócrita. No entanto, a solução prevista por Krugman para a zona euro reside na política do hegémon: Portugal baixa os salários mas a Alemanha como hegémon do sistema, aumenta os salários e pratica uma política expansionista que seja alvo de contágio para todos os restantes países da zona euro. Nada mais do que uma hipócrisia Krugmaniana. Certeira a meu ver, mas hipócrita e incongruente com que o economista defendia noutras declarações.

Krugman e a Escola de Barcelona, de onde faz parte Santiago Nino Becerra, apontam um caminho Keynesiano como solução expansionista para o grave problema da crise da dívida soberana dos países europeus. É preciso que se aumente a despesa pública, tendo em conta que esta iria aliviar o rendimento dos cidadãos e canalizar esse aumento de rendimento para um crescente aumento do consumo, logo, para a manutenção e obtenção de uma política de pleno emprego, logo, para nova excitação do consumo, logo, para que todo o tecido empresarial dos países possa não só sair do risco de incumprimento das suas obrigações perante fornecedores e perante o estado como até aumentar a produção visto que está a ser escoada nos mercados, logo, para um aumento da receita fiscal do estado por via do consumo. A lógica parece-me bastante correcta. Aparecem-me apenas, na prática, alguns entraves: terão os estados capacidades de racionalizar todos os recursos que dispõem para por em marcha um plano que a curto prazo carece de fundos, de liquidez? Esta é a primeira pergunta que coloco, tendo em causa as próprias condições de liquidez dos estados da periferia como Portugal e Grécia, alvos de financiamento externo forçado. A segunda pergunta que me coloco é: estarão os estados da periferia capazes de por em marcha planos que iriam desmanchar os maiores clientes da manutenção de autênticos monopólios? A terceira pergunta que coloco é: será benéfico para quem tem aspirações ao poder tirar aos ricos para dar aos pobres? Esta é uma pergunta que cada vez faz mais sentido tendo em conta o caso português.

De Krugman passamos a Stiglitz.

Stiglitz é um respeituoso Nobel da Economia. Para mim, o mais brilhante dos economistas vivo. Questões de gosto.

Stiglitz não é igual a Krugman. Pelo menos a sua linha de pensamento ao longo das décadas tem-se mostrado uniforme, crítica e sagaz.

A sua crítica à actuação do Fundo Monetário Internacional é das coisas mais belas que qualquer não-liberal gosta de ler. A sua crítica aos agentes e dirigentes económicos (como os do FMI) centrada no postulado de que estes são demasiado crentes de que os mercados por si só são capazes de estabelecer ajustes automáticos que sejam capazes de superar todos os problemas económicos, ou como quem troca por miúdos, uma crítica aos fundamentalistas de livre-mercado, está a ter o seu apógeu na era em que vivemos. Ora os mercados, ora os estados, por via de políticas monetárias (excluídas da zona euro por impossibilidades impostas pelos tratados) económicas, financeiras e orçamentais, não estão a conseguir sair do ciclo vicioso iniciado em 2007.

Stiglitz sempre acusou o Fundo Monetário Internacional de empurrar os países pobres a abrir seus mercados à competição externa antes da posse de uma democracia e de um institucionalismo estável que permita a defesa dos interesses dos seus cidadãos. E para isso, Stiglitz não se coibiu de referir o efeito globalização como a causa da necessidade tremenda que existe no mundo ocidental de empurrar o hemisfério sul às três pancadas para os mercados sem a consolidação democrática dentro das suas fronteiras territoriais, algo, cuja experiência do ocidente comprovou serem precisos séculos de experiências, avanços, recuos e até alguns derramamentos de sangue (guerras civis, guerras inter-estaduais) para o efeito.

Na sua aula magna em Estocolmo, Stiglitz foi mais brilhante ao corar toda a plateia com este simples parágrafo: “Suponha que durante uma aula, como por milagre, 100 notas de 50 euros caem do bolso do casaco, cada uma exatamente no pé esquerdo de cada aluno. Evidentemente os alunos poderiam esperar que a aula terminasse para apanhar o dinheiro a seus pés. Essa espera não alteraria em nada os seus benefícios. Mas isso não seria um Equilíbrio de Nash se todos os alunos fizessem isso, poderia ser beneficiado qualquer “espertinho” se agachasse imediatamente e apanhasse todas as notas que conseguisse do chão. Cada aluno individualmente, percebendo essa possibilidade, se abaixa para apanhar as notas ao mesmo tempo. O equilíbrio assim obtido não coloca nenhum dos alunos, nem a classe toda, em uma situação melhor do que se tivesem todos aguardado o fim da aula para apanhar o dinheiro – mas criou um “custo social imenso”; nesse exemplo, representado pela interrupção da aula. Existem potencialmente muitas outras ineficiências geradas pela aquisição da informação”

Tomando o caso português e os ditames de Stiglitz sobre o mesmo:

Stiglitz, ao contrário de Krugman, afirmou que Portugal e Espanha vivem actualmente debaixo de um imenso de risco de falência. Stiglitz afirmou que a Alemanha by herself, terá que ajudar o Estado Português com um financiamento extraordinário ou então com a renegociação da dívida pública portuguesa perante privados Alemães, alvo do que por exemplo tem sido negociado nos últimos meses entre o governo grego e os privados alemães no caso Grego. Há dois anos, Stiglitz temia que Portugal tivesse que recorrer à emissão nos mercados de títulos de obrigações. Porquê? Porque se veio a comprovar que depois da Grécia seria Portugal a ser o alvo de especulação dos mercados através da asfixia provocada pela subida dos juros nos mercados secundários essencialmente. Há dois anos, Stiglitz afirmava que Portugal e a Grécia seriam piores exemplos que a Argentina em 2001. E como sabemos, a Argentina colapsou depois das experiências liberais promovidas na década de 70 e 80 pelo Fundo Monetário Internacional como reacção ao aumento da despesa pública promovida pela intensidade dos choques petrolíferos e incapacidade dos estados dependentes do petróleo fazerem face ao aumento do mesmo tendo em conta as necessidades petrolíferas das suas unidades produtivas. Qual foi a solução portuguesa? Deitar a toalha ao chão e recorrer aos préstimos do Fundo.

Comparar o caso português ao caso argentino revela porém um conhecimento de causa que se torna magnífico pelas experiências megalómanas e ultraliberais que o estado argentino levou a cabo nas últimas décadas. Pelas experiências mal efectuadas no campo das sucessivas desvalorizações monetárias que o peso e que o criado “Austral” tiveram na economia argentina, com a medida do El Corralito, levada a cabo no inicio deste século pelo Presidente Fernando de La Rua que teve o objectivo de restringir o livre usufruto de capitais num prazo fixo em contas correntes, evitando a saída de capitais do sistema bancário e por conseguinte o colapso deste sistema, com os sucessivos pedidos de ajuda ao Fundo Monetário Internacional e os sucessivos planos de ajustamento promovidos pelo mesmo, incluíndo o mítico plano MegaCanje que visava reduzir o défice externo dos bancos privados argentinos a troco de 29,5 mil milhões de dólares.

Comparar o caso português ao caso grego é de uma simplicidade tremenda tomando em conta os dois exemplos: dois países que se pautaram pelo que Ferrara apelidou como regimes de estado providência do sul: altamente devedores ao estrangeiro, altamente ineficientes ao nível de produção, dominados pelas elites, altamente burocratizados, altamente inflexíveis ao nível de leis laborais, altamente dependentes de investimento externo na sua produção, com um cidadania altamente clientelista dos bens providos pelo Estado, altamente movidos por teias de corrupção no sector público, democraticamente instáveis e altamente deficitários ao nível de infra-estruturas e ao nível de formação profissional.

Dois países que como se pode constatar, estão na corda bamba da zona euro. Dois países cujos actuais governos vivem mergulhados na execução de políticas de austeridade e sem qualquer capacidade de se expandirem economicamente.

Voltando a Stiglitz e à sua observação do caso português:

” Austeridade é receita para suicídio económico” – dizia o economista há alguns meses atrás em Portugal.

“É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento…Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio económico”

São declarações que vem portanto de encontro aquilo que já referi lá atrás.

Quanto aos salários, Stiglitz foi cáustico e directo: “Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão. É necessário que a flexibilidade seja acompanhada por “compensações do lado da segurança para os trabalhadores.”

Qual a solução que Stiglitz apresentou para a crise?

“”Em economia, há um princípio elementar a que se chama efeito multiplicador do orçamento equilibrado: se o governo sobe os impostos mas, ao mesmo tempo, gasta o dinheiro que recebe dos impostos, isto tem um efeito multiplicador sobre a economia” – ou seja, vem de encontro ao aumento da despesa pública.

O que é que o governo português está a fazer? Início de post: desinvestir em tudo, cortar em tudo, excepto na banca. Liberalizar o sector público de forma gradual a troco de mais financiamento externo e a troco de mais umas migalhas de liquidez. Como? Entregando o sector público, ainda monopolizado em vários sectores, como é o caso do sector eléctrico, a capital estrangeiro.

Tendo como base alguns destes pressupostos, o caminho que está a ser trilhado por este governo, o caminho de austeridade até pode na cabeça da tutela ser o caminho capaz de nos tirar o obstáculo austeridade do caminho, mas, pelo que lemos dos históricos económistas que nos visitam, o caminho deve ser trilhado ao contrário.

É certo que Portugal apresentou na última década, com especial incidência a partir de 2007, registos muito negativos ao nível das balanças: tanto da balança comercial como da balança de pagamentos. É certo que fomos despesistas em demasia, daí que se afirme e bem que “andamos a viver um pouco acima das nossas possibilidades”. É certo também que vivemos anos e anos em que o investimento externo no nosso país foi nulo. É certo porém também afirmar que esta onda de reformas que nos estão a ser impostas para regressar aos mercados já deveriam ter sido reformas impostas de forma gradual desde há 20 anos a esta parte.

Para já viveremos com o fardo da austeridade. Não irá resolver nada a meu ver, teremos então que nos preocupar para sobreviver.

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futeboladas

Última jornada. Consagração dos apurados, festa menor daqueles que tem oportunidade de ir ao playoffs ou desilusão daqueles que tinham o objectivo de se apurar nos grupos e tem que ir disputar esses mesmos playoffs, e jornada de honra dos vencidos.

Grupo A

http://video.rutube.ru/4822656e8a0ff8e351b4c275e9a62ccd

A Alemanha decidiu a sorte Belga bem cedo. Em Dusseldorf, Ozil (30m) Schurrle (33m) e Gomez aos 48, sem que Joaquim Low tenha mexido em muito no habitual 11 da Manschaft, decidiram a eliminação da Bélgica em prol da ída da Turquia aos playoffs.
Marouane Fellaini apontou o tento de honra dos Belgas, cujo seleccionador George Leekens voltou a apostar em Witsel a titular e Defour a suplente.

O avançado Buruk Yilmaz resolveu a qualificação turca para o playoff final. Será mais oportunidade para a selecção do eféso. 

Casaquistão e Áustria empataram 0-0 em Astana.

A Alemanha ganhou o grupo com pleno de 30 pontos. A Turquia foi 2ª com 17, a Bélgica 3ª com 15, a Áustria com 12, Azerbeijão com 7 e Casaquistão com 3.

Pontos altos do grupo:
1. A vitória da Alemanha nas 10 partidas com um total de 34 golos. Joachim Low renovou em pleno a sua selecção após o mundial 2010 e a Alemanha aparece novamente com um meio campo que emana a maior qualidade possível dentro do futebol europeu: Mario Gotze, Mezut Ozil, Sami Khédira, Bastian Schweinsteiger, Marko Marin, Toni Kroos, Piotr Trochowski, Christian Trasch e Simon Rolfes são grandes mais-valias para qualquer selecção. Miroslav Klose (9) e Mário Gomez (6) marcaram 15 golos dos 34 Alemães. Klose não tem sido opção desde o verão que marcou a sua mudança para a Lázio de Roma. Não entanto, nada me espanta que, mesmo com a ascenção de André Schurrle à equipa principal da Mannschaft, Joachim Low tenha de chamar o experiente avançado para o campeonato da europa.
2. A vitória turca em casa contra a Bélgica por 3-2 e o empate na Bélgica por 1-1. Arda Turan mostrou-se um jogador importante e decisivo na campanha turca. Apontou o 3-2 contra os Belgas, e o golo da vitória frente ao Casaquistão aos 96″ desse jogo.
3. O empate caseiro da Bélgica contra a Áustria 4-4, com o empate Austríaco a surgir aos 90+3″.
4. As maiores goleadas do grupo: 6-2 da Alemanha à Áustria em Setembro, 6-1 da Alemanha ao Azerbeijão em Setembro de 2010

Grupo B

A Rússia não vacilou e goleou Andorra por 6-0 qualificando-se directamente.

A República da Irlanda terminou com o sonho da Arménia. 2-1 foi o resultado. A Irlanda segue para playoff enquanto a Arménia acaba uma qualificação de sonho onde conseguiu 17 pontos.

Macedónia e Eslováquia empataram a 1 bola.

O grupo termina com a vitória da Rússia com 23 pontos. República da Irlanda vai ao playoff com 21. Arménia 17. Macedónia 8. Andorra 0.

Momentos altos deste grupo:
1. A vitória da Irlanda na Arménia na 1ª jornada por 1-0. Fulcral para as contas finais do grupo e para o apuramento Irlandês para os playoffs.
2. A vitória da Eslováquia na Rússia por 1-0 em Setembro de 2010 mostrava uma Eslováquia capaz de decidir o grupo taco a taco com Russos e Irlandeses. Tal não veio a suceder pois um mês depois, os Eslovacos perdiam 2-1 na Arménia.
3. A vitória por 3-2 da Rússia na Irlanda.
4. A vitória Russa em Moscovo contra a Arménia por 3-1 com hat-trick de Pavlyuchenko.
5. O empate da Eslováquia em Dublin mostrava uma selecção Eslovaca muito forte e decidida em lutar com dois cabeças-de-série. Os Eslovacos de Hamsik haveriam por cair nos últimos jogos quando levaram 4-0 da Arménia em casa.
6. A vitória da Rússia na Eslováquia na sexta com aquele golo monumental de Dzagoev.

Grupo C

A Itália venceu a Irlanda do Norte em Pescara por 3-1. Cassano bisou. Prandelli fechou a sua primeira qualificação com 26 pontos.

A Eslovénia, tal como eu tinha previsto no post anterior, complicou a vida aos Sérvios e mando-os fora do apuramento. A Estónia beneficiou desta vitória Eslovena para ir aos playoffs.
O médio do Olimpija Ljubliana Vrsic foi o marcador do único golo da partida.

A Itália apurou-se automaticamente com 26 pontos. A Estónia ficou em 2º com 16 pontos, a Sérvia 3ª com 15. A Eslovénia com 14. A Irlanda do Norte 9 e as Ilhas Feroés com 4.

Momentos altos da qualificação:

1. A derrota caseira da Eslovénia em casa frente à Irlanda do Norte por 1-2.
2. O empate caseira da Sérvia contra a Eslovénia (1-1) e a humilhante derrota caseira contra a Estónia (1-3)
3. A vitória da Itália na Eslovénia por 1-0 com golo de Thiago Motta.
4. O empate entre Sérvia e Estónia em Tallin em Março com Vassiliev a marcar um dos golos decisivos. O outro seria na Irlanda do Norte. Vassiliev acabaria por marcar 5 golos nesta fase.
5. O empate da Sérvia com a Itália e a derrota decisiva em Ljubljana no dia de hoje.
6. A vitória da Estónia por 2-1 contra as Faroes em casa, onde os Nórdicos viram os Estónios virar o resultado já depois da hora.

Grupo D

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A França esteve a perder até perto do fim, e com a derrota a Bósnia estava qualificada automaticamente. Depois do balde de água fria de Dzeko no Stade de France, Nasri salvou o orgulho e a qualificação francesa. A Bósnia foi atirada para o playoff como se atira uma batata quente e pode ser novamente o adversário de Portugal. Não será, como tivemos oportunidade de verificar no playoff de apuramento para o campeonato do mundo de 2010, um adversário fácil.

Nos restantes jogos da última jornada, a Roménia empatou na Albânia a 1 bola. Campanha defraudante dos Romenos, que mais uma vez, estiveram a perder até ao minuto 77.

Nas contas finais do grupo, a França venceu-o com 21 pontos, contra 20 da Bósnia, 14 da Roménia, 13 da Bielorrussia, 9 da Albânia (acaba por ser uma excelente fase de grupos para a modesta selecção) e 4 do Luxemburgo (dentro dos possíveis, o Luxemburgo marcou mais pontos do que aquilo que se previa).

Momentos altos deste grupo:

1. O empate caseiro da Roménia contra a Albânia a abrir e o novo empate a fechar. 4 pontos importantes que os Romenos perderam.
2. A derrota caseira da França frente à Bielorussia em Setembro de 2010. Podia antever-se uma Bielorrussia capaz de lutar pelos primeiros lugares.
3. A vitória fulcral da França na Bósnia por 2-0 em Outubro.
4. O empate da Bósnia na Albânia a 1 bola.
5. A vitória da Bósnia em Sarajevo contra a Roménia em Março. Tal resultado, catapultou os Bósnios na fase de grupos para uma excelente prestação.
6. O empate da França na Bielorrussia em Junho.
7. O empate da França na Roménia a 0 bolas descartou todas as possibilidades Romenas de qualificação.
8. O empate Francês ontem. Foi um jogo muito sofrido dos gauleses.

Grupo E

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Num jogo que interessava a Portugal na decisão do 2º melhor classificado da fase de grupos, bastava apenas que a Suécia não vencesse a Holanda em Estocolmo indiferentemente do resultado de Portugal em Copenhaga. Portugal falhou a vitória e o empate. Num jogo emocionante de reviravoltas, a Suécia bateu a Holanda por 3-2 depois de ter estado a vencer por 1-0 e a perder por 2-1.
Kim Kallstrom, Sebastian Larsson e Toivonen marcaram os golos dos Suecos. Kuyt e Huntelaar os golos Holandeses. Foi a única derrota dos Holandeses na fase de grupos.

Nos outros jogos do grupo, empate entre Hungria e Finlândia em Budapeste e vitória da Moldávia por 4-0 contra São Marino por 4-0.

Contas finais do grupo: Holanda 27, Suécia 24, Hungria 19, Finlândia 10, Moldávia 9, São Marino 0

Momentos altos do grupo:

1. Os 37 golos dos Holandeses no grupo. 12 dos 37 golos Holandeses foram marcados por Klaas-Jan Huntelaar, o melhor marcador desta qualificatória.
2. A vitória caseira da Moldávia sobre a Finlândia na 1ª jornada. Os Finlandeses estiveram muito abaixo daquilo que tinham feito noutras fases. Perderam meses depois em casa contra a Húngria por 2-1, numa fase em que os Hungaros (à semelhança daquilo que já tinham feito aquando da fase em que calharam no grupo de Portugal) mostravam-se interessados em lutar por mais. Boa prestação magiar num grupo muito difícil.
3. O 4-1 da Holanda à Suécia em Novembro de 2010 marcava a vontade Holandesa de vencer este grupo sem mácula. Em Março, a laranja mecânica haveria de dar 4 fora em Budapeste.
4. O 5-3 da Holanda em Março passado à Húngria em Roterdão. Os magiares estiveram a vencer por 2-1 a meio da 2º parte, e a empatar consecutivamente 2-2 e 3-3. Não resistiram nos últimos 15 minutos.
5. O 5-0 da Suécia em Junho à Finlândia.
6. A vitória Húngara em Budapeste contra a Suécia por 2-1 em Setembro indiciava uma pressão dos Húngaros pelo 2º lugar.
7. A vitória Sueca na passada sexta em Helsínquia por 2-1 confirmava o 2º lugar em definitivo. Relembro para fechar que a Suécia jogou alguns jogos sem a sua maior estrela Zlatan Ibrahimovic.

Grupo F

Depois de vencida a Croácia em Atenas na sexta, a selecção de Fernando Santos não pode embandeirar em arco e suou muito para levar de vencida a Geórgia no dia da alegria Grega provida por mais uma qualificação muito difícil. Depois de estar a perder até aos 79″, o golo de Charisteas aos 85″ fez respirar de alívio o povo Grego. Charisteas é um ídolo entre os gregos. Nos últimos 10 anos, todos os golos históricos dos gregos nas competições internacionais tem o cunho do ponta-de-lança: desde o golo que deu a vitória no Euro 2004, aos golos que fizeram apurar os gregos para o euro 2008 e para o euro 2012.

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No outro jogo importante para as contas do grupo, a Croácia fez o que lhe competia, batendo a Letónia por 2-0. Resultado insuficiente. Os Croatas terão que jogar os playoffs.

Israel bateu malta por 2-0.

Contas finais: Grécia 24 pontos, Croácia 22, Israel 16, Letónia 11, Geórgia 10, Malta 1.

Momentos altos do grupo:

1. O empate caseiro da Grécia contra a Geórgia na primeira jornada a 1 bola. Fernando Santos estreava-se mal no comando técnico dos gregos.
2. O empate entre Croatas e Gregos em Zagreb a 0.
3. A derrota Croata na Geórgia por 1-0 em Tiblissi prejudicou em muito as aspirações croatas ao 1º lugar. O 2º lugar estava em risco em Zagreb quando a Cróacia virou um 0-1 favorável a Israel para um 3-1.
4. A vitória Grega sobre a Croácia por 2-1 na sexta-feira.

Grupo G

Já sem grandes motivos de interesse ao nível da classificação, a Suiça venceu Montenegro em casa por 2-0 mas os Montenegrinos vivem uma época histórica para o seu futebol com a passagem aos playoffs.
Na Bulgária, a selecção da casa perdeu contra Gales por 1-0 com golo de Gareth Bale. Esta fase ainda não mostrou a selecção Galesa com o poderio que ela começa a ter. No entanto, a juventude dos novos jogadores galeses é passível de ter em conta na próxima qualificatória para o mundial.

Contas finais do grupo: Inglaterra 18 pontos, Montenegro 12, Suiça 11, Gales 9, Bulgária 5.

Momentos altos do grupo:

1. Na turma Búlgara, há que recordar a renúncia de Dimitar Berbatov. Enfraqueceu uma equipa por completo. A Bulgária apenas marcou 3 golos em 8 jogos. Lotthar Matthaus está com dificuldades na montagem de uma selecção forte e capaz de ombrear novamente com os grandes europeus.
2. Montenegro. A confirmada surpresa. Com défice no ataque (7 golos) mas com eficácia defensiva (também 7 golos). Prometem ser um osso duro de roer no playoff.
3. A vitória de Montenegro na Bulgária por 1-0 com golo de Zverotic.
4. A vitória Inglesa na Suiça por 3-1.
5. O empate da Suiça em Sófia custou caro o apuramento aos Helvéticos.
6. A vitória Galesa por 2-1 contra Montenegro ainda abriu portas aos Suiços para a 2ª posição do grupo, mas estes haveriam de perder na sexta-feira em Gales por 2-0 quando os Montenegrinos faziam empatar a Inglaterra em Podgorica num jogo histórico.

Grupo I

Com a Espanha apurada, havia apenas o 2º lugar em discussão. Com a vitória Espanhola na sexta em Praga contra a República Checa, e a vitória Escocesa no sábado contra o Liechstenstein, era a Escócia quem estava na pole-position para se apurar para os playoffs. No entanto, a Escócia tinha que visitar a Espanha enquanto a República Checa jogava na Lituânia.

Os Checos cumpriram o seu papel e venceram os Lituanos por 4-1. De cadeirinha, assistiram à vitória Espanhola sobre os Escoceses por 3-1 com dois golos de David Silva e outro de David Villa.

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Finalizada esta fase de grupos:

Apurados directamente: Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Grécia, Espanha, Itália, França, Rússia e Holanda.
Melhor 2º: Suécia
Para playoffs: República Checa, Portugal, Croácia, Irlanda – cabeças de série – Turquia, Montengro, Bósnia-Herzegóvina, Estónia.

Nota: Os cabeças de série jogam contra os que não são cabeças de série.

Outros jogos internacionais:

Ásia-Pacífico: 1ª fase de grupos – 3ª jornada (Passam os dois primeiros)

Grupo A – A Jordânia bateu Singapura por 3-0 fora e continua na liderança do grupo A com 9 pontos. A China perdeu 1-0 em casa contra o Iraque. Os Iraquianos tem 6 pontos, os Chineses 3 e Singapura 0.

Grupo B – A Coreia do Sul bateu os Emirados Árabes Unidos por 2-1 em casa. O Líbano empatou com o Kuwait a 1 bola. Os Sul Coreanos lideram com 7 pontos, o Kuwait tem 5 e o Líbano 4.

Grupo C – A Coreia do Norte pode não repetir a presença no campeonato do Mundo. Os Norte-Coreanos perderam em casa contra o Uzbequistão por 1-0.

Já o Japão deu 8 em casa ao Tadjiquistão.
Japoneses e Uzebeques lideram o grupo com 7 pontos. Coreia do Norte tem 3. Tadjiquistão 0.

Grupo D – A Austrália continua o seu passeio. Venceu Omã por 3-0 em Sydney. Tailândia e Arábia Saudita empataram a 0 bolas.
A Áustralia lidera com 9 pontos. Tailândia com 4, Arábia Saudita com 2, Omã com 1.

Grupo E – Carlos Queiroz e o seu Irão venceram os Bahrein por 6-0. O Bahrein tinha sido a selecção que tinha afastado o Irão do Mundial 2010. O Qatar foi à Indonésia vencer por 3-2.
O Irão lidera com 7 pontos. O Qatar tem 5, o Bahrein tem 4 e a Indonésia ainda não marcou qualquer ponto.

COMNEBOL

2ª jornada do campeonato

Depois da derrota por 4-1 em Buenos Aires contra a Argentina, o Chile bateu em Santiago o Perú por 4-2.

A Colômbia sofreu a bom sofrer para levar os 3 pontos de La Paz. Depois de ter estado a vencer por 1-0 com golo de Dorlan Pabon, seria Walter Ponce a empatar o jogo para os Bolivianos aos 84″. Radamel Falcão haveria de aplicar o seu instinto assassino já depois da hora.

Surpresa na Venezuela. A Vino Tinto continua a surpreender meio mundo com os seus resultados. Em Anzoátegui, a selecção da casa venceu de forma categórica a Argentina por 1-0 e promete estar na luta pelos 4 lugares directos que dão apuramento e pelo 5º que dá vaga para playoff.

Paraguai e Uruguai dividiram pontos após empate a 1 bola em Assunción.

O Uruguai lidera o grupo com 4 pontos. Argentina, Equador (1 jogo) Colômbia (1 jogo) Perú, Chile e Venezuela tem 3 pontos. O Paraguai tem 1 ponto. A Bolívia tem 0.

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Cavendish vence em Copenhaga

Mark Cavendish atingiu o ponto alto da sua época (e talvez o objectivo máximo da sua época a níveis pessoais) ao vencer esta tarde a prova de estrada de elites do campeonato do mundo de ciclismo em Copenhaga, Dinamarca.

Foi uma corrida bastante interessante em que Cavendish, de certa forma, se começou a habituar ao trabalho daqueles que irão correr a seu lado na próxima época na Team Sky, ou seja, a selecção Britânica que correu esta prova à excepção de David Millar.

À partida, muitas expectativas. Começando pelo traçado: Copenhaga apresentava um traçado de 262 km em circuito fechado, com os primeiros 28 quilómetros a serem corridos por fora do circuito. Um traçado, que como bem referiu o antigo ciclista Américo Silva aos microfones dos comentários do canal Eurosport, deixava a desejar até pelo ponto de vista dos regulamentos. Se no outro dia, o ciclista Rui Costa me tinha dito que o circuito era demasiado plano, facto que lhe diminuía as hipóteses de ser bem sucedido, Américo Silva afirmou que até do ponto de vista dos regulamentos da própria UCI este traçado deixava em dúvida o cumprimento das regras em relação à percentagem de piso plano e de subidas.

Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda eram as principais selecções na contenda. Com o máximo de ciclistas presentes em relação às quotas apresentadas anualmente pela UCI para a prova, todas elas escalaram os seus alinhamentos tendo em conta o objectivo da vitória.

A Itália comandada por Paolo Bettini (antigo campeão do mundo e como se sabe o melhor corredor de clássicas da história do ciclismo) trazia Bennati para a vitória ao Sprint. A Espanha tinha em Óscar Freire o seu melhor homem para um sprint final (Freire foi a Copenhaga procurar estabelecer o record de vitórias na prova caso vencesse pela 4ª vez o título mundial) e outros homens como Rojas (alternativa a Freire no Sprint) Barredo e Flecha para as fugas e ataques nos quilómetros finais.

A Alemanha jogava para Ciolek, André Greipel e Danilo Hondo. A Grã-Bretanha montava cerco em redor de Cavendish, colocando Christopher Froome, Bradley Wiggins e David Millar a trabalhar para o sprinter. A Bélgica apostava em Phillipe Gilbert para o sprint final ou para um ataque mortífero do Belga durante a prova. Greg Van Avermaet era outra das alternativas dos belgas mas o corredor ficou desde logo muito cedo afastado da corrida devido a uma queda que afastaria também da discussão o campeão do mundo Thor Hushovd. A Holanda tinha em Bauke Mollema uma das suas hipóteses para a prova. Os Australianos tinham esperança nas prestações de Matthew Goss, Simon Gerrans e Stuart O´Grady.

Avulso, corriam por fora ciclistas de nações menos poderosas como Edvald Boasson Hagen da Noruega, Peter Sagan da Eslováquia, Rui Costa e Manuel Cardoso de Portugal, Fabian Cancellara da Suiça, Frank Schleck do Luxemburgo, Roman Feillu e Thomas Voeckler da França, entre outros…

A turma portuguesa, presente com 6 ciclistas (André Cardoso, Filipe Cardoso, Rui Costa, Ricardo Mestre, Manuel Cardoso e Nélson Oliveira) andou sempre no grupo principal, mas não conseguiu um resultado de destaque.

O começo da corrida trouxe a fuga do dia. 7 corredores de várias selecções tentaram a sua sorte desde muito cedo na prova: entre eles encontravam-se Andre Roux da França, Roman Kiserlovski da Croácia e Maxim Iglinsky do Casaquistão. Eram portanto homens menores da Astana que tentavam a surpresa.

A meio da tirada estes homens chegaram a ter 7 minutos de vantagem perante um pelotão comandado sempre pelos Britânicos e por Alemães. Para ser mais específico, mais por Britânicos do que por Alemães. Só nos últimos quilómetros finais, por atitude de tentativa de desgaste dos homens da Grã-Bretanha e por tentativa de colocar os seus sprinters bem posicionados para a entrada da recta da meta é que Italianos, Espanhois e Australianos tentaram assumir o topo do pelotão, mas sem efeito…

Pelo meio da prova, vários ciclistas tentaram a sua sorte (inclusive Rui Costa tentou sair) mas o resultado acabaria por ser sempre o mesmo: com maior ou menor esforço, a armada Britânica apanhava todas as investidas que saiam do pelotão de modo a levar Cavendish à meta.

Também pelo meio, uma queda a meio do pelotão fragmentou o mesmo em dois. Van Avermaet e Thor Hushovd iam mal colocados e acabaram por perder o contacto com os grupo dos favoritos muito cedo.

Nos quilómetros finais, as selecções mais poderosas (como referi) tentaram chegar-se à frente para lançar os seus favoritos. Com um excelente posicionamento, Geraint Thomas lançou em boa posição Mark Cavendish e o relampago não perdoou no sprint final perante a oposição de todos os outros candidatos principais, sucendo a Thor Hushovd na posse da camisola do arco iris.

O seu colega de equipa na HTC Matthew Goss deu a prata à HTC. O Alemão André Greipel (Omega Pharma-Lotto) deu o bronze à Alemanha depois de bater Cancellara por milímetros.

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Pelos jogos internacionais…

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A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

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No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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Projecto Por um Objectivo

Os Objectivos do Milénio (ODM) tem sido um dos objectivos mais descurados pelos Estados Mundiais nas últimas décadas.

Em 2000, altos dirigentes de 189 Estados reconhecidos pela ONU reuniram-se na Cimeira do Milénio para reafirmar as suas obrigações com ” todas as pessoas do mundo, especialmente as mais vulneráveis e, em particular, as crianças
do mundo a quem pertence o futuro.”

Comprometeram-se então a atingir um conjunto de objectivos específicos, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que irão guiar os seus esforços colectivos nos próximos anos no que diz respeito ao combate à pobreza e ao desenvolvimento sustentável.

Comprometeram-se então a:

1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
1.1 Reduzir para metade a percentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a 1 dólar por dia.
1.2 Reduzir para metade a percentagem da população que sofre de fome.

2. Alcançar o ensino primário universal
2.1 Garantir que todos os rapazes e raparigas terminem o ciclo completo do ensino primário.

3. Promover a igualdade de género e a autonomização da mulher
3.1 Eliminar as disparidades de género no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis, até 2015.

4. Reduzir a mortalidade infantil
4.1 Reduzir em dois terços a taxa de mortalidade de menores de cinco anos.

5. Melhorar a saúde materna
5.1 Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna.

6. Combater o vírus VIH, a malária e outras doenças mortais
6.1 Deter e começar a reduzir a propagação do VIH/SIDA.
6.2 Deter e começar a reduzir a incidência de malária e outras doenças graves.

7. Garantir a sustentabilidade ambiental
7.1 Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais; inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais.
7.2 Reduzir para metade a percentagem da população sem acesso permanente a água potável.
7.3 Melhorar consideravelmente a vida de pelo menos 100 000 habitantes de bairros degradados, até 2020.

8. Criar uma parceria global para o desenvolvimento
8.1 Continuar a desenvolver um sistema comercial e financeiro multilateral aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório. Inclui um compromisso em relação a uma boa governação, ao desenvolvimento e à redução da pobreza, tanto a nível nacional como internacional.
8.2 Satisfazer as necessidades especiais dos países menos avançados. Inclui o acesso a um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos avançados, um programa melhorado de redução da dívida dos países muito endividados, o cancelamento da dívida bilateral oficial e a concessão de
uma ajuda pública ao desenvolvimento mais generosa aos países empenhados em reduzir a pobreza.
8.3 Satisfazer as necessidades especiais dos países em desenvolvimento sem litoral e dos pequenos estados insulares.
8.4 Tratar de uma maneira global os problemas da dívida dos países em desenvolvimento através de medidas
nacionais e internacionais, a fim de tornar a sua dívida sustentável a alongo prazo.
8.5 Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e aplicar estratégias que proporcionem aos jovens um trabalho digno e produtivo.
8.6 Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar acesso a medicamentos essenciais, a preços acessíveis, nos países em desenvolvimento.
8.7 Em cooperação com o sector privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em particular os das tecnologias da informação e comunicação.

Para tais efeitos, os Estados obrigaram-se até 2015 a ceder uma verba correspondente a 0,7% para projectos que pudessem cumprir os objectivos enunciados.

O grande celeuma dos ODM reside no facto de até hoje maior parte dos Estados signatários não terem alcançado essa meta. De todos os Estados signatários, apenas a Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda e Bélgica e Luxemburgo estão no bom caminho e tem cedido 0,7% do seu PIB. Portugal tem oscilado na ajuda na casa dos 0,3%, tendo contribuído com 0,29% do seu PIB no ano civil de 2010.

– O que resulta que 1200 milhões de pessoas vivam em todo o mundo com menos de 1 dólar por dia e aproximadamente 3000 milhões vivam com menos de 3.
– 50% da população mundial continua sem acesso a água potável e saneamento básico. 35% continua sem acesso à educação básica e cerca de 30% não tem acesso a uma vida que se coadune com os princípios básicos da dignidade humana.
– Doenças como a SIDA, malária e tuberculose não param de crescer. As duas primeiras continuam a ser um autêntico flagelo nos países sub-desenvolvidos dos continentes Africano, Americano e Asiático.

Segundo estimativa feita pelas Nações Unidas através da UNICEF, Banco Mundial e Organização Mundial de Saúde, para se alcançarem os objectivos ODM serão necessários 50 mil milhões de dólares anuais, ou seja, os 189 Estados signatários deverão ter que desenbolsar o dobro daquilo que ajudaram nos anos 2009 e 2010.

Mais dados índices e explicações relacionadas com os ODM podem ser vistas aqui.

Para obrigar o Estado Português a arcar com as suas obrigações, algumas ONG´s lusas juntaram-se numa plataforma comum com a designação de Por Um Objectivo.

Os objectivos e iniciativas da plataforma assim como as candidaturas a voluntariado podem ser vistas e preenchidas aqui.

É preciso dar a voz por esse objectivo. 8 bandasartistas portugueses deram a voz por esse objectivo e lançaram um CD que não só visa pressionar ainda mais o Estado Português a cumprir as suas obrigações perante o Objectivo do Milénio como servirá para alertar a juventude à vontade de mudança do actual panorama.

A plataforma está sempre aberta a voluntários para as mais diferentes tarefas.

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