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Boicote Geral às AulasAssembleia Magna

Amanhã, como é de conhecimento público, haverá um Boicote Geral às aulas na Universidade promovido pela Associação Académica de Coimbra.

É necessário, para que os problemas dos estudantes sejam atendidos por quem de direito, que os estudantes se unam primeiro à porta das suas faculdades (organizando piquetes de greve; impedindo o acesso às faculdades e departamentos) e que se desloquem em seguida para a concentração no largo D. Dinis, marcada para as 10 e meia.

Pelas 18 horas, haverá uma Assembleia Magna nos Jardins da AAC, para discutir a acção realizada durante o dia e para analisar a situação política actual e futuras acções a desenvolver.

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Assembleia Magna: minuto-a-minuto

22:54 – Como é apanágio, o Entre o Nada e o Infinito encontra-se nos fundos da Cantina dos Grelhados a levar a cabo o habitual minuto-a-minuto sobre mais uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra.

Na Cantina dos Grelhados encontram-se seguramente mais de 300 pessoas. Esta Assembleia Magna cuja ordem de trabalhados pode ser vista aqui marca a primeira magna de Diana Taveira enquanto presidente da Magna e de Eduardo Melo enquanto presidente da Direcção-Geral.

As expectativas para esta Assembleia Magna são elevadas. O ponto alto da noite será uma nova discussão da situação política e das acções em desenvolver, principalmente no que toca à Acção Social Escolar.

23:00 – Diana Taveira apresenta os seus pares da mesa, a ordem de trabalhos e inícia a Assembleia Magna.

Diana Taveira afirma que já foi feita a revisão dos estatutos da AAC e que estes já foram apresentados.

E aí vem o Alface. Sempre cheio de pica.

Coloca uma questão (sobre os estatutos): o texto final dos estatutos irá a votação dos estudantes?

Diana Taveira afirma com base legal que a aprovação dos estatutos não serão levados a votação da Assembleia Magna mas sim dos membros da Assembleia Estatutária – Artigo 96º dos Estatutos.

Rui Carvalho questiona novamente Diana Taveira: ” Essa decisão, não-oscultação dos estudantes (decisão de Diana Taveira)” em relação aos estatutos, se é uma decisão irreversível… – Rui Carvalho e Diana Taveira estão em pleno diálogo. Rui Carvalho fala da questão da RUC – o alvará da RUC dependerá em exclusivo da aprovação dos estatutos.

Rui Carvalho volta a perguntar a Diana Taveira se não seria sensato apresentar o projecto final aos estudantes? – Diana Taveira volta a argumentar com base no artigo 96º dos estatutos.

23:09 – Fala Marco Veloso, o antigo presidente da mesa da Assembleia Magna. Um dos principais visados nas críticas sobre a demora dos estatutos na penúltima Assembleia Magna.

Marco Veloso lê o artigo 96º dos estatutos – O mesmo dá a oportunidade a qualquer sócio-efectivo que não pertença à Assembleia Estatutária de apresentar propostas para a discussão e redacção do texto final dos estatutos.

Marco Veloso considera inútil a discussão sobre os estatutos em prol da passagem para o ponto 2. Diana Taveira afirma praticamente o mesmo – passar esta discussão para o ponto 3.

23:12 – Bárbara Gois da FLUC sobe ao pulpito. Vem falar sobre Zeca Afonso. Hoje fazem 24 da sua morte. Fala da importância de Zeca Afonso para a luta estudantil e do seu contributo para a cultura coimbrã.   Boa intervenção da estudante.

(Salva de palmas da plateia)

23:14 – Eduardo Melo sobe ao púlpito. Apresentações e cumprimentos à mesa e aos seus pares da Direcção-Geral.

Vai fazer um breve resumo deste primeiro mês de trabalho:

– Organização das fases finais dos campeonatos universitários.

– Criação da agenda cultural, de modo a publicitar as acções culturais da casa.

– Concurso no dia dos namorados e arruda nesse dia.

– Campanha e divulgação dos programas de mobilidade existentes para os estudantes do ensino superior.

– Resolução de problemas burocráticos.

– Iniciativa de apoio aos sem-abrigo da cidade de coimbra e comemoração do dia mundial do doente.

– Reunião com os núcleos de estudantes para reforçar laços de cooperação entre a DG e os mesmos.

– Lançamento do (in)formação pedagógica, um novo folheto do pelouro da pedagogia e levantamento de problemas pedagógicos.

– Início do novo gabinete de apoio ao estudante e visita da DG a escolas secundárias de todo o país.

– Visita a Repúblicas e Residências Universitárias, de modo a apurar os seus problemas. Reuniões com habitantes e delegados dessas mesmas repúblicas e residências.

– Marcaram reuniões com alunos bolseiros, para identificar os seus principais problemas.

– Debates com os candidatos à reitoria da Universidade de Coimbra de modo a esclarecer todo o público interessado com as eleições para a Universidade.

– Reunião com o secretário de estado do MCTES.

Eduardo acaba a sua intervenção, sendo bafejado com uma salva de palmas.

23:21 – Hugo Ferreira da FDUC, actual membro do Conselho Fiscal vai falar sob a queixa que lhe foi apresentada por Miguel Portugal em relação ao contrato do Intocha no Conselho Fiscal.

Hugo Ferreira está a falar sobre o seu processo.

Fala sobre o “julgamento” sobre o seu processo. O “julgamento” será feito por 6 pessoas – diz. Diana Taveira interrompe-o. Pede para que Hugo Ferreira explique todo o problema no ponto 3.

23:28 – O João Alexandre chega à sala e o Joel senta-se ao meu lado.

23:29 – Eduardo Melo vem fazer uma defesa de honra, em nome da DG. Ataca Hugo Ferreira: “não admito. apresenta provas para comprovar o que tens a comprovar mas não venhas para aqui colocar o nome da DG para limpar o teu nome”

Defesa de honra de Carlos Barandas, presidente do CF. Admite que “não existem jogos estratégicos” para afastar Hugo Ferreira.

Defesa de honra de Hugo Ferreira. Responde à letra a Eduardo.- Diana Taveira interrompe novamente o aluno de direito.

O causador disto, Miguel Portugal, tem-se mantido calado.

Hugo Ferreira, fala que várias pessoas lhe pediram esclarecimento sobre o processo.

23:34 – Diogo Pereira, antigo membro da mesa da Assembleia Magna pede a criação de um novo ponto na ordem de trabalhos – discussão sobre a votação que se efectuou para a reitoria da Universidade de Coimbra.

23:36 – A mesa ordena que se passe para o ponto nº2 da ordem de trabalhos.

Diana Taveira pede ordem na sala.

23:38 – Mais uma vez, o Entre o Nada e o Infinito está a actualizar o seu minuto-a-minuto com mais rapidez que os pseudo-jornalistas do “Quinzenário os Cabrões”

23:40 – Passamos de facto ao ponto nº2.

Começa Eduardo.

” Este sim é o ponto que nos traz aqui hoje” – Fala da reunião que teve com o secretário de estado do MCTES.

Apresentou as necessidades que a AAC quer ver cumpridas no Ensino Superior, nomeadamente, na Acção Social Escolar e das preocupações que a AAC tem publicitado em relação às bolsas de estudo e em relação às normas técnicas que regulam a atribuição das mesmas.

A estas preocupações, foi respondido a Eduardo Melo que “não podiam ser mudadas quaisquer políticas, porque na opinião do secretário de estado toda a gente estava de acordo com estas políticas relativas ao ensino superior”

Quanto ao decreto-lei 702010 e à proposta de lei do CDS, a AAC perguntou quais serão os passos seguintes do MCTES. Ao que o secretário de estado deu uma resposta que Eduardo Melo afirma “ser brincar com os estudantes do ensino superior”

No ENDA, houveram duas tomadas de posição quanto a esta questão:

1 – A posição defendida pela AAC – Melhorias das normas técnicas para o próximo ano lectivo. Uma compensação que o governo não vê com bons olhos.

Em ENDA, foi assumido pela AAC a contrariedade absoluta contra o decreto-lei 702010 e a retirada do mesmo devido à proposta de lei do CDSPP. Regras de cálculo mais justas dados os agregados familiares dos estudantes que se candidatam a bolsa de estudo.

Eduardo Melo continua a falar sobre Acção Social Escolar e sobre os atrasos que se verificam no estudo e atribuição de bolsas. Eduardo pretende que as entidades (no próximo ano) acelerem este processo.

Eduardo Melo acaba a sua intervenção.

23:57 – Vem um estudante (Manuel Ribeiro) falar sobre as bolsas de estudo.

Moção.

Afirma que as bolsas de estudo são um direito de todos os estudantes. Fala do défice das capacidades de resposta dos SASUC aos estudantes que não ainda não viram o seu processo definido. – reiteira que estas entidades não podem fugir à responsabilidade de decidir todos os processos individuais que tem em mãos.

Soluciona que estas entidades devem ser sancionadas com a cobrança de uma taxa de juro pelo atraso no pagamento das bolsas, à semelhança daquilo que o Estado efectua a quem não paga propinas a tempo e horas e os seus impostos a tempo e horas.

Apresenta uma moção:

Ponto 1 – Uma data para pagamento das bolsas – até 20 de Dezembro.

Ponto 2- Esta data é irrevogável.

Ponto 3 – Cobrança de uma taxa de juro de 1% ao mês a cada aluno pelo atraso na decisão da avaliação dos seus processos a partir da data de 20 de Dezembro.

00:02 – Fabien Figueiredo da FEUC questiona Manuel Ribeiro: “Quem paga essa taxa de juro? É o Estado?”

Manuel Ribeiro atribuí esse pagamento às entidades responsáveis por atribuição de bolsa.

Hugo Ferreira questiona “quem é a entidade responsável” para imputar a culpa ao infractor para que seja cobrada essa taxa de juro e quem é que avalia essa decisão?

Manuel Ribeiro responde: “claramente o governo”

Fabien Figueiredo elogia o “Quinzenário os Cabrões” pela edição desta semana. Pelo menos no toca à questão da FAIRe em que a Cabra noticiou que esta se encontra há 2 anos sem direcção.

Fabien Figueiredo passou para a questão da FAIRe

( ver a edição desta semana do Quinzenário)

Questiona a quota de entrada da FAIRe, e questiona quantas secções culturais tem 1800 euros para trabalhar? – Fabien esteve muito bem…

Apresenta uma moção para que a AAC anule a adesão à FAIRe.

Aí vai o principal interessado da adesão da AAC àFAIRe. Discorda de Fabien em relação à opinião em relação ao trabalho do Quinzenário.

O Alface já vem todo picado.

Afirma “relações apertadíssimas entre a DG e o MCTES. nunca esteve em causa” – e diana taveira chama “alface ao alface”.

“a minha honra está afectada” – diz Rui Carvalho. Ataca Fabien Figueiredo, na luta que o estudante da FEUC trava nas Assembleias Magnas – Diana Taveira tenta acalmar o antigo vice-presidente da DG.

” é anti pedagógico vir tentar alterar uma decisão que foi tomada livremente na Assembleia Magna. o que o colega Fabien veio aqui fazer é desrespeitar a Assembleia Magna”.

12:16 – Pedido de esclarecimento do Samuel Vilela.

Lá vem mais uma lição do catedrático!

Pergunta a Fabien “Em que te baseias para fazeres essa moção, se a adesão foi votada aqui em Assembleia Magna com larga maioria?”

Pedido de esclarecimento de André Costa, da FDUC – “Se alguém conseguir explicar quais são os estatutos da FAIRe… gostava de os conhecer agora.” – Pede para que lhe sejam explicados os estatutos da FAIRe, visto que nos novos estatutos a AAC não pode ser sócia.

Relembra que houveram Assembleias Magnas que já revogaram deliberações de outras Assembleias Magnas. O estudante de Direito afirma ser possível revogar deliberações de outras Assembleias Magnas – Esteve bem o antigo presidente do núcleo da FDUC

Diana Taveira quer alterar esta questão para o ponto 3 – Outros assuntos.

Depois de um intervalo, novas actualizações:

1. O presidente do núcleo de Economia leu uma carta aberta do Dr. Júlio Mota (docente de economia) que foi endereçada ao MCTES e à mesa da Assembleia Magna.

2. Está neste momento a discursar Manuel Afonso:

– Fala dos ataques que estão a ser feitos aos estudantes devido ao actual sistema de acção social escolar.

– Fala sobre as eleições para a Reitoria e para a “eventual passagem da UC a fundação” e a palavra que a AAC deve assumir neste ambito, fomentando a discussão.

– Vem apresentar uma moção:

Ponto 1 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral apresentarão a proposta de propina mínima no próximo ano.

Ponto 2 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral, apresentarão uma proposta de discussão no órgão em relação à passagem da UC a fundação.

Não consegui perceber o ponto 3 e o ponto 4. Mais à frente, nas votações, este será lido novamente.

12:45 – Aí vai João Alexandre.

Concorda com a intervenção de Manuel Afonso. Faz um par de questões a Manuel Afonso, que de seguida, decide “não alimentar guerrinhas”.

Seguem-se os pedidos de esclarecimento de Filipe Januário e de Miguel Franco a Manuel Afonso.

O  Ponto 3 da moção de Manuel Afonso é a proposta de um referendo.

Samuel Vilela tenta “empurrar estas questões” para o ponto 3. Samuel Vilela enaltece o discurso de Manuel Afonso e afirma que a DG é “contra o 702010, é a favor da revogação do 702010” – quanto à proposta de lei do CDSPP – “queremos que os nossos colegas não estejam muito tempo à espera da atribuição das bolsas” – e aí, o estudante de RI frisa que os SASUC têm neste momento várias dezenas de processos por avaliar.

Samuel Vilela apresenta uma moção:

Ponto 1 – Proceder a escrita de uma carta aos grupos parlamentares para que façam uma norma transitória em relação aos estudantes que ainda estão à espera de atribuição de bolsa…

Uma aluna da faculdade de direito, vem falar sobre os problemas que afectam os estudantes da Universidade de Coimbra – a luta deve continuar – afirma. “Eles não nos vão fazer calar… Temos que continuar a gritar, a gritar aquilo que queremos…”

00:56 – Discursa Renata Costa.

Fala sobre a dificuldade que os jovens enfrentam ao nível financeiro para continuarem os seus cursos e as dificuldades que estão a ser tornadas evidentes em arranjar emprego depois de terminarem os seus estudos.

Fala do desinvestimento que estão a ser efectuados no Ensino Superior, da detrioração das infra-estruturas de habitação da UC e do aumento do prato social.

Reforça a ideia que os estudantes devem unir-se de modo a que sejam escutados (os seus problemas) pelos governantes. Reforça a ideia de uma luta estudantil forte.

Apresenta uma moção:

– Uma manifestação no dia 17 de Março, que deve começar no largo D. Dinis e deve terminar no Governo Civil de Coimbra.

( pequeno intervalo)

Depois do intervalo, continua a discussão do ponto 2 da ordem de trabalhos.

A DG apresentou uma moção:

– A DG delibera – a adesão da Associação Académica de Coimbra ao protesto “geração à rasca” a realizar no próximo dia 12 de Março, em Lisboa. Devendo esta encontrar-se institucionalmente representada e acompanhar o protesto ao longo do seu percurso

Continua-se a falar sobre as dificuldades que os actuais estudantes do ensino superior passam durante e depois de terminarem o seu curso.

01:19 – Eduardo Melo refere que está disponível para responder a todas as questões que estão a ser colocadas na Assembleia Magna.

Fabien defende que a AAC deve mobilizar o máximo número de pessoas para ir a essa manifestação – essas pessoas devem ir junto com a representação institucional da AAC.

Eduardo Melo responde que os proponentes não querem que a AAC tome de assalto o referido protesto. No entanto, Eduardo Melo vai perguntar aos proponentes se querem alterar esta tomada de decisão.

Fabien continua a insistir que a AAC deve levar mais gente à manifestação “Geração à Rasca” – Eduardo Melo diz que pode reservar autocarros até dia 8 de Março e que a AAC não terá quaisquer problemas em reservar os meios para que a sugestão de Fabien se concretize.

1:26 – Outro estudante pergunta se “os núcleos estão vínculados às decisões da política educativa da AAC”

Eduardo Melo responde: “não creio que os núcleos de estudantes estarão preocupados em participar nestas iniciativas. é questão de levar as iniciativas a inter-núcleos”

1:28 – Mais uma moção de uma estudante da FDUC neste ponto 2:

Ponto 1 – A realização de uma concentração que consiga juntar 1000 estudantes contra os cortes nas bolsas no dia 14 de Março (a data pode ser ajustada) no largo D. Dinis.

Ponto 2- A afixação no largo das matemáticas de uma lona que diga “queremos as nossas bolsas…”

(não consegui perceber o ponto 3)

Ponto 4 – Criação de um grupo de trabalhado constituído por dirigentes da DG e outros estudantes para trabalhar nesta questão num prazo de 48 horas.

1:30 – André Costa pede esclarecimento. 4 protestos em 12 dias? ” Eu não sou mínimamente contra os protestos, acho que nos devemos mobilizar e cada um tem aqui o seu espaço para defender a convicção que deve entender…” – a seguir, André Costa, pergunta se em vez de 4 protestos, a DG não poderá condensar tudo num grande protesto. “Assim não faz sentido…” – termina André Costa.

A estudante da FDUC dá certa razão a André Costa mas defende que se deve mobilizar o máximo de gente para as manifestações que foram apresentadas.

Retomamos o debate:

1:53 – Ainda a discussão do ponto 2.

Já foram apresentadas outras moções, que dentro de minutos serão votadas.

O Entre o Nada e o Infinito, na persona do seu mordomo-mor João Branco irá intervir no ponto 3.

Mais uma moção. De Hugo Ferreira.

Ponto 2 – A DGAAC deve garantir transporte a todos aqueles que pretendam ir a Lisboa ao Protesto da Geração à Rasca, mesmo que o ponto nº1 não seja aprovado – Peço desculpa mas não ouvi o ponto nº1.

Samuel Vilela defende a DG.

2:18 – Silvia Franklin pede aos actuais dirigentes da AAC e a todos os presentes nesta Assembleia Magna que lutem para que os nossos colegas mais carenciados tenham acesso aos seus direitos. Fala dos 600 estudantes da Universidade de Coimbra que cancelaram a sua matrícula por insuficiência de meios financeiros.

Apresenta uma moção-programa de acções:

Ponto 1 – Pede que a atribuição de bolsa de estudo seja baseada nos critérios anteriores ao decreto-lei 702010, que os estudantes que já estão prejudicados pelo decreto-lei vejam revistos os valores das suas bolsas de estudo.

Ponto 2 – Divulgação deste caderno reinvindicativo em todas as faculdades e cantinas para que a luta estudantil continue.

Sílvia Franklin terminou a sua intervenção com uma célebre frase futebolística que um dia foi dita pelo treinador Jaime Pacheco: “quem joga pro empate, arrisca-se a perder”

Responde-lhe o alface.


Manuel Afonso pergunta a Sílvia Franklim se acha que esta estratégia de perda de tempo não é similar à estratégia de José Socrates. Pergunta-lhe também se também não é coincidência que a atitude e as políticas tomadas pela DG não são as mesmas (da cor partidária) que está na primeira fila (DG)?

Alface perguntou onde andava Sílvia Franklim e Sílvia Franklim assume que é trabalhadora estudante e que estava a trabalhar.

2:25 – Alface: “Não serão as propostas exibidas por Sílvia Franklim ao longo dos anos coincidentes com as opções políticas do partido político que foi candidata (BE)?

Sílvia Franklim: “Gosto de pensar que a minha acção está consequente com a minha visão da realidade”

2:28 – Mais uma moção de uma estudante cujo nome não consegui perceber

Ponto nº1 – Convocação de uma manifestação para o dia 24 Março em Lisboa com destino à Assembleia da República – 24 de Março = dia do estudante.

Ponto nº2 – A manifestação terá como objectivo a revogação do decreto-lei 702010.

Ponto nº3 – Convocar para dia 28 de Março uma nova magna para discutir os efeitos da manifestação.

“Se nós queremos revogar a porcaria do decreto-lei 702010 temos que marcar uma manifestação já e não convocar novas magnas para estar a discutir estes assuntos” – bem dito.

( e o ponto 3 nunca mais chega)

2:37 – Mais uma moção apresentada pela DG. Lida por Rafael Duarte:

Quantas moções é que já foram apresentadas?

2:40 – Mais uma moção de Henrique Paranhos. Segundo o próprio, é uma moção que vai de acordo com a moção apresentada com Renata Costa.

(Henrique Paranhos está à 5 minutos a discursar)

Ponto 1 – Manifestação dia 24 de Março, dia do estudante. ( A proposta já foi apresentada) – Efectivação da proposta deliberada em magna, de modo a que seja entregue.

Henrique Paranhos propõe que a sua moção seja anexada à de Renata Costa.

(pausa)

03:39 – Desde a pausa, a única intervenção decente foi a de João Alexandre, quando convidou a Universidade de Coimbra a criar o estatuto de “estudante-manifestante”. Bravo!

Eduardo Melo: ” A associação académica de coimbra vai defender a revogação do decreto-lei 702010. A primeira que defendeu a revogação foi a AAC”

Eduardo Melo reforça que a proposta de lei do BE foi chumbada no Parlamento. “Para obter resultados fracos onde estão aqui os interesses dos estudantes” – disse para a aluna de direito que interveio antes.

( o ponto nº2 está a ser discutido há 4 horas – ainda faltam 3 pontos e várias votações para que se encerre esta assembleia magna)

“Sejamos muito sinceros. Dia 24 de Março já o assumi. É preciso que analisemos o cenário político depois disso” – Eduardo. – “A DG quer uma medida de força. Uma manifestação, uma greve de fome, o encerramento da Universidade de Coimbra, o quer que seja.” – sobre o dia 24 de Maio.

(a Magna está-se a tornar numa prova de resistência. mais fixe e mais árdua que qualquer edição das 24 horas de Le Mans)

Uma jovem da Faculdade de Direito pergunta a Eduardo se é preciso ter currículo para participar numa acção estudantil.

03:50 – Manuel Afonso sobe ao púlpito.

Diz que a magna está a tornar-se “cansativa”.

Crítica o argumento de Eduardo Melo. Crítica o facto do presidente da DG não apoiar a manifestação de 24 de março com o objectivo de revogar o decreto-lei, frisando que esta está deliberada em magna e tenta transparecer que a postura de Eduardo Melo denota uma certa passividade em relação à luta estudantil.

(Vá-la pessoal, vamos às votações e vamos passar ao ponto 3)

04:45 – São 4 e 45 da manhã e ainda estamos na votação das milhentas moções que foram propostas neste ponto.

Pelo cansaço, este post não será mais actualizado.

Amanhã, postarei todas as deliberações tomadas esta madrugada em Assembleia Magna.

Agradeço a compreensão.


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Pura falta de coerência no discurso

(A azul, os meus sublinhados e comentários)

Da entrevista de Miguel Portugal ao Jornal A Cabra no que toca aos resultados da luta estudantil preconizada pelos estudantes a 17 de Novembro de 2010 em Lisboa.

(Aqui, a 2ª parte desta entrevista)

A Assembleia da República modificou o decreto-lei 702010, mas não se vêem resultados visíveis dessa modificação. A grande vitória histórica de Miguel Portugal já semeou a desistência de 600 colegas nossos, mas segundo a óptica do antigo presidente da Direcção-Geral foi uma grande vitória. 600 c0legas nossos hipotecaram por mais 1 ano o seu sucesso escolar, mas Miguel Portugal considera que foi uma grande vitória.

Grande vitória seria a revogação do decreto-lei 702010, deliberação de Magna que a DG de Miguel Portugal e a actual Direcção-Geral de Eduardo Melo se propuseram a cumprir. A revogação, não a modificação.

Grande vitória seria se todos os estudantes carenciados da UC tivessem direito por lei a uma bolsa condigna para continuar os seus estudos, não as migalhas que até agora tem sido distribuídas pelos Serviços de Acção Social. Pior que esse facto é a imposição de devolução das bolsas provisórias que os referidos Serviços estão a fazer aos alunos que têm visto os seus processos de atribuição indiferidos.

Outra pergunta que me ressalta desta entrevista é esta: ” Porque é que as constantes direcções gerais têm a tendência por optar por acções simbólicas e pela via do diálogo? Há uma dificuldade em admitir que algo está mal e que têm que lutar contra o governo?”

– Claro que não faz sentido. Para os dirigentes da Direcção-Geral nunca faz sentido ir contra “aqueles que um dia serão nossos colegas no Parlamento ou nossos superiores numa empresa ou num Ministério” – O que não faz sentido é ter dirigentes associativos que estão a pensar naquilo que podem ser no futuro através das portas que a AAC lhes abre em vez de pensar que existem colegas que precisam que os seus direitos sejam defendidos a partir da luta estudantil externa. Na minha opinião, as acções simbólicas não são mais que o convite claro aos governantes para que nos tirem mais direitos.

” Que comentário fazes quando se diz que as academias não querem fazer manifestações porque têm estudantes ligados a juventudes o que pode comprometer o seu futuro dentro de partidos?” – outra pergunta pertinente à qual Miguel Portugal torneou a questão da maneira que mais lhe interessou…

“Achas que ainda e possivel alterar o RJIES? Será claramente complicado. Não nos podemos esquecer que o RJIES veio de uma directiva europeia. A política para o ensino já não é apenas discutida em Portugal. A nossa adesão ao Fórum Académico Internacional de Representação externa (FAIRe) tambem foi nesse sentido, de conseguirmos resolver os problemas a montante e não jusante. Quando chegou, o RJIES já tinha sido discutido na europa e nós fomos apanhados de surpresa. Acho que é importante que o movimento associativo não seja reaccionário mas pró-activo na procura das suas funções e penso que devemos continuar a defender um conjunto de soluções, só acho que não é possível fazer as modificações todas…. Nesta altura estao bastante implementados e será difícil mas há acertos que poderão ser feitos.” – Não vejo a tal FAIRE com esses olhos. A entrada da AAC na FAIRe vai ser o ingrediente que vai aniquilar de vez as deliberações da Assembleia Magna.

“Falavas de uma postura pró-activa, foi isso que aconteceu relativamente ao decreto-lei 70/2010? Ou se essa postura tivesse sido tomada não teria sido sequer promolgado?
O que aconteceu com o 70/2010 foi que a a AAC, logo em Junho, quando teve conhecimento deste projecto, começou a trabalhar politicamente pela sua revogação…” – trabalharam pela revogação do decreto-lei 702010 mas mesmo depois da deliberação aprovada em Assembleia Magna que vinculava a DG a Revogar, ficaram todos contentes com a modificação proposta pelo CDSPP na Assembleia da República e a partir daí o processo foi completamente encerrado, tanto no final da DG de Miguel Portugal como neste início da DG de Eduardo Melo.

“Dizes que nunca queres tomar qualquer posição sem que os estudantes estejam devidamente informados, no entanto a adesão ao fórum decorreu sem que os sócios se sentissem bem informados e prova disso foi a discussão que houve em AM. Achas que deveria ter sido feita de outra maneira?
Na altura falámos com um conjunto de pessoas. Eu falei com antigos presidentes da DG, alguns contra, outros a favor. Falámos também com pessoas que dirigiram a política educativa desta casa durante os últimos anos, falámos internamente em DG. Fizemos uma explicação bastante longa daquilo que era o FAIRe diante da AM. Sentimo-nos confortáveis para que aquilo acontecesse. E os nossos argumentos foram válidos o suficiente para fazer com que aquilo passasse em AM. Foi quase unânime a sua entrada no FAIRe, porque a certa altura a discussão era se a AAC iria entrar no FAIRe enquanto membro observador ou se era enquanto membro efectivo. Portanto, a adesão ao FAIRe foi algo levado como garantido logo por toda a AM. A discussão depois foi se realmente seríamos membro efectivo ou membro observador. Sentimos que fizemos bem o nosso trabalho, porque também o objectivo ali, sempre o disse e também fiz questão de o dizer nessa AM, seria a adesão de modo a conseguir condicionar as decisões lá fora.” – Se o objectivo era esse, o nosso amigo Alface não se soube explicar muito bem naquele longo discurso que travou na referida Assembleia Magna. Já agora, para quando a eleição do Alface na FAIRe?

“Houve sócios que pensaram que a AAC podia estar a subjugar-se à vontade do fórum. Concordas?
Não. De maneira nenhuma. A AAC como qualquer outra estrutura tem a sua opinião própria e se não concordar com certa e determinada medida desvincula-se dela em reunião em sede própria e não tem que acatar decisões que os seus colegas.” – não tardará nem um ano até que isso aconteça.

“Falando no Fórum AAC de 2009, achas que na altura deveria ter sido aberto um inquérito imediatamente?
Não caberá a mim enquanto presidente da Mesa da AM, que era na altura, fazer esse julgamento. Não posso responder sobre órgãos aos quais não pertenci. A a partir do momento em que este CF tomou posse, era um momento de transição, investigou e tomou as suas diligências para que o processo fosse resolvido o mais rápido possível e acho que o conseguiu.” – claro que não lhe interessa. Saberemos lá porquê?

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Amanhã há Assembleia Magna!



Conforme a deliberação tomada pelos estudantes na última Assembleia Magna (realizada no Auditório da Reitoria no dia 22 de Novembro) foi convocada pela Presidência uma Assembleia para amanhã às 22 horas na Cantina dos Grelhados, pressupostamente para avaliar os resultados das reuniões que o presidente e o vice-presidente (Miguel Portugal e Rui Carvalho) tiveram com os representantes das bancadas parlamentares dos partidos políticos com assento na Assembleia da República a 17 de Novembro, dia da manifestação de estudantes do ensino superior em Lisboa.

Muito embora o assunto já esteja inserido na agenda parlamentar, com a inserção de 3 propostas de lei quanto à alteração do actual modelo de atribuição de bolsas por parte do Bloco de Esquerda, do PCP e do CDSPP, a votação das mesmas foi adiada.

É com curiosidade que quero ver quais serão os resultados que a Direcção-Geral cessante vai apresentar à Assembleia.

A este propósito, curioso é o facto de não haver qualquer menção a esta Assembleia Magna tanto no site da Académica. (Em resposta a certos dirigentes da DG) tanto pedem nas Magnas para “o pessoal” estar informado de acordo com o site da Académica, que as pessoas até vos fazem a caridade de ir lá, mas quando vão lá dão de caras com um site desactualizado.

Como é que querem puxar mais estudantes para a Magna?

Para finalizar, o vosso repórter da Academia tudo fará para estar presente para vos dar o habitual minuto-a-minuto. Devido a problemas de ordem familiar, o mais provável que aconteça é não estar presente.

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Em Londres

http://www.youtube.com/e/a8jN4qZTGTo

Milhares de estudantes do ensino superior Britânico juntaram-se em frente ao Parlamento com vista à revolta contra o aumento das propinas.

A revolta estudantil no Reino Unido teve hoje o seu ponto alto. O governo Britânico aumentou as propinas de 3290 libras (3840 euros) para 6 mil libras (7000 euros) e em certos casos para 9 mil libras (10500 euros).

Concentrados em frente ao Parlamento, os estudantes sofreram uma violenta carga policial. Várias dezenas foram detidos pelas autoridades. Um polícia ficou gravemente ferido.

Os nossos colegas Britânicos revoltam-se perante as políticas de austeridade dos seus governantes no que toca ao ensino superior. E nós, quando é que nos revoltamos a sério em Portugal?

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Hoje há Assembleia Magna!

Às 22 horas na cantina dos grelhados.

Segundo a presidência da mesa da Assembleia Magna, a ordem de trabalhos é a seguinte:

– Informações;
– Regulamento eleitoral dos corpos gerentes da AAC;
– Normas técnicas nacionais;
– Acção Social indirecta;
– Manifestação do dia 17 de Novembro;
– Outros assuntos.

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