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NBA 2012\2013 #15

1. Jogos de ontem:

Jogo de surpresas e reviravoltas em LA. Orlando não ganhava um jogo nos últimos 10. Já os Clippers tinham estabelecido um record de franchising ao nível de vitórias seguidas: 13. Ao 14º jogo, em casa, quando se previa uma vitória fácil para a turma de Los Angeles, os Magic provaram que a liga afinal tem como principal característica o equilíbrio.

Na ausência de Glen Davis na turma da Flórica, foi o poste sérvio Nikola Vucevic uma das grandes figura do encontro (está a fazer grandes jogos desde que Baby Shaq se lesionou) com 18 pontos e 15 ressaltos, números que tem sido tónica das suas prestações nas últimas 2 semanas. O sérvio acabou por confirmar a vitória de Orlando com um slam dunk.
A grande figura do encontro, para o lado dos Magic, acabou por ser o base Arron Afflalo com 30 pontos (10 em 19 ao nível de lançamentos de campo; 3 triplos) e 7 assistências, provando que só não é uma figura de proa da liga porque é um jogador demasiado inconsistente nas suas exibições. Talento de tiro não lhe falta. Falta sim estrutura psicológica para superar momentos de pressão.
Do banco de Orlando saíria ainda JJ Redick com 21 pontos, sendo 12 obtidos com 4 grandes lançamentos atrás da linha do garrafão. O 6th Man de Orlando está a jogar um basquetebol prodigioso, o que põe em causa o seu futuro em Orlando visto que no próximo verão torna-se free-agent e segundo os rumores quer sair da equipa da Flórida.

Do lado da equipa de Vinny Del Negro, Jamal Crawford falhou o último lançamento.
Blake Griffin com uma prestação notável em todos os aspectos – 30 pontos, 8 ressaltos, 7 asssistências. Apesar de continuar a persistir (e a ser beneficiado pela arbitragem) com os seus slams em falta (quase todos são em falta visto que Griffin entra com os braços para armar o slam e só não são falta todos aqueles em que o defensor está dentro da área restritiva), notam-se bastantes melhorias do poste baixo de LA ao nível do lançamento, sendo que Griffin já é capaz de executar com uma significativa taxa de exito lançamentos a 14 pés do cesto e já converteu inclusive 3 triplos esta temporada.
Contrastando com a excelente exibição do all-star, o resto da equipa exibiu-se a um nível inferior aquilo que tem exibido, excepção feita para Chris Paul com as suas fantásticas 16 assistências e 10 pontos marcados. A equipa de LA pode queixar-se da falta de eficácia ao nível de 3 pontos com 9-22.

Surpresa em Chicago, com a equipa local a ser perfeitamente dominada pelos Phoenix Suns:

Os Bulls apresentaram-se algo cansados perante uma equipa (Phoenix) que tem demonstrado bem menos durante época do que aquilo que seria de prever. Esta equipa nova equipa dos Suns vai dar que falar nas próximas épocas caso não saia ninguém nas próximas rondas de transferências. É uma equipa com muita qualidade, começando pelo base organizador Goran Dragic (quem sabe se os Suns não tem aqui o novo Steve Nash; penso que Houston fez muito mal em abdicar deste sérvio para contratar Jeremy Lin), pelo extremo Michael Beasley (para quem não sabe foi o nº2 do draft onde o 1º foi Derrick Rose; continua algo instável e frágil do ponto de vista psicológico o que é muito mau visto que é um extremo com um leque de soluções ofensivas muito interessantes) e pela sua linha de postes constituídas por Luis Scola e Marcin Gortat, dois jogadores muito experientes que conseguem dar muita força e muito poder ofensivo e defensivo à equipa.

A estratégia defensiva e ofensiva da equipa do Arizona em Chicago passou por estes 4 homens: Dragic muito eficaz a organizar, Beasley muito eficaz no tiro exterior (20 pontos; 10 em 14 em lançamentos de campo), Scola muito eficaz a lançar e a ganhar ressaltos defensivos (22 pontos; 7 ressaltos, 6 deles defensivos) e Marcin Gortat exímio tanto a servir de muro para as investidas interiores de Noah, Boozer e Deng (por muitas vezes estes 3 esbarraram literalmente contra o polaco) como a abrir caminhos através do seu bloqueio para Beasley e Scola, se bem que nesta história dos bloqueios a arbitragem não só foi muito permissiva com bloqueios ilegais do polaco como em outras vezes passou vista grossa a muitas faltas que o polaco fez na luta das tabelas.

Do lado de Chicago, o trio composto por Noah, Deng e Boozer apresentou-se com algum cansaço acumulado nesta partida em virtude da excessividade que Tom Thibodeau lhes tem dado nos últimos tempos. Deng e Noah tem médias de utilização de 40 minutos, não apresentam para já suplentes que os possam fazer descansar mais tempo sem a equipa sofra uma quebra de rendimento e isso pode ser um factor prejudicial para a equipa no futuro. Mesmo assim, as exibições de Boozer e Noah contra uma defesa muito aguerrida por parte de Phoenix foram bastante satisfatórias. 

Tom Thibodeau foi mais uma vez apanhado com dificuldades na leitura de jogo. Está a dar demasiados minutos a Hinrich e isso não está a ser benéfico para a equipa do ponto de vista ofensivo. Ontem tinha Hamilton a acertar tudo o que lhe vinha parar às mãos e acabou por dar demasiado espaço ao italiano Marco Belinelli (um desastre na partida de ontem) em prol do veterano all-star.

Da exibição de ontem salvou-se também o sophomore Jimmy Butler. O puto está a crescer a olhos vistos em Chicago. Não é um primor de técnica, não é o gajo perfeito ao nível de lançamento mas é muito lutador, não tem medo de arriscar e costuma entrar para marcar 8\10 pontos muito importantes em períodos decisivos.

Dados importantes: Chicago com tendência para perder jogos contra equipas acessíveis em casa. Road de sonho para os Bulls com 10 vitórias e 5 derrotas. No United Center, a coisa está bastante dispar: Thibodeau só tinha perdido 7 dos 42 jogos efectuados em casa na época 2011\2012 e nesta época já soma 10 derrotas em 20 jogos.

Dirk já voltou ao activo e já se vê um cheirinho dos velhos Mavericks.

2. Em específico:

Chalmers completamente endiabrado. Jogo sem história em Sacramento até que Chalmers desata a marcar triplos e só para nos 10. 34 pontos (máximo de carreira) para o base de Miami e o empate com o recorde de Brian Shaw ao nível de triplos marcados num jogo, recorde que perdurava desde 1993. 10 em 13 para o base de Miami num jogo em que o base da equipa adversária (Isiah Thomas) também quis entrar na brincadeira e lançou 6 em 8.

3. As 10 melhores jogadas da noite:

Destaque para o regresso em cheio do #1 do draft de 2010 John Wall (Washington Wizards)

4. The Nets Association episode 6: as primeiras duas semanas de PJ Carlesimo no comando da equipa, semanas que se tem pautado por algumas vitórias da equipa e pela consequente subida na tabela classificativa no Este.

5. Uma graçola do “barbas” James Harden (Houston Rockets) contra Philadelphia num jogo onde os 76ers viriam a vencer.

6. Insider: Monty Williams e os New Orleans Hornets

7. Notícias:

Rumor que tem circulado que dá conta do interesse dos Cleveland Cavaliers em recapturar LeBron James quando este terminar contrato com Miami em 2014.

O proprietário dos Mavericks Mark Cuban afirma que a sua equipa não irá trocar Dirk Nowitzky.

8. Desta noite:

parker rubio

Fotografia curiosa tirada há minutos no jogo entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves. Dois jogadores europeus (Tony Parker e Ricky Rubio), dois bases talentosos (um mais veterano e o outro a dar as primeiras pisadas de uma carreira que se espera muito auspiciosa na Liga), dois jogadores com o mesmo número nas costas.

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De Londres #20 – O ouro olímpico para o novo Dream Team

Como se esperava. O novo dream-team americano arrebatou o ouro, de forma fácil e como se esperava.

Deron Williams, LeBron James, Anthony Davis, Andre Iguodala, Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Love, Kobe Bryant, James Harden, Kevin Durant, Tyson Chandler e Russell Westbrook são os nomes que Londres irá recordar para a eternidade. Nomes que a nada devem ao nível de talento na modalidade ao Dream Team original de 1992, equipa que continha elementos como Michael Jordan, Magic Johnson, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Larry Bird ou Charles Barkley.

No entanto, muitos outros jogadores poderiam pertencer a esta equipa. Alguns não viajaram para Londres por lesão: Derrick Rose, Dwayne Wade, Blake Griffin e Dwight Howard. Outros como Paul Pierce, Rajon Rondo, Joe Johnson, Andrew Bynum, Greg Munroe ou Carlos Boozer também poderiam ter sido opções na selecção norte-americana.

Em Londres, um passeio.

Os Norte-Americanos não vacilaram. Dos 156-73 à Nigéria veio um recorde olímpico ao nível de pontuação de uma equipa num jogo olímpico. França, Austrália, Lituânia (a selecção que melhor se portou contra a Norte-Americana, perdendo apenas por 5 pontos) Tunísia, Argentina e Espanha sucumbiram perante o maior potencial dos fundadores da modalidade. Na final de hoje, apesar da Espanha ter jogado dois furos acima do que tinha jogado na fase de grupos (onde em 5 jogos perdeu dois frente a Russia e Brasil, classificando-se no 3º posto; onde sentiu imensas dificuldades para bater uma medíocre anfitriã Britânica apenas por 1 ponto) e nos quartos-de-final\meias frente a França e Rússia, os Americanos acabaram por fazer uma 2ª parte mais consistente. Porém, deve ser dado mérito aos Espanhois pela 1ª parte que fizeram, pelo portentoso jogo interior que tiveram (a partir de Ibaka e dos irmãos Gasol) um pouco ao contrário dos jogos contra Rússia e França (o seu jogo interior foi bem controlado por estas selecções) e pelas fantásticas exibições de Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, sendo este último um jogo que acho incompreensível como é que só conseguiu aguentar dois anos ao mais alto nível na NBA.

Foi um torneio olímpico com muita qualidade. Desde os Estados Unidos até à fraca Tunísia. O resultado final pareceu-me normal: EUA com o Ouro, Espanha com a prata, Rússia com o bronze. Argentina e França também mereciam as medalhas. Os Argentinos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para travar os russos no Bronze. Ginobili e Scola exibiram-se a bom nível. A França de Parker, Batum e Turiaf caiu nos quartos-de-final contra uma Espanha mais forte na parte final da partida. No final da partida também se podem lamentar do extravasar da tristeza de Nicolas Batum, quando agrediu Navarro com um murro na barriga, gesto que deverá ser alvo de punição para o atleta por parte da FIBA. Os Russos, liderados por alguns jogadores recheados ao nível de experiência passada na liga norte-americana (Khryapa, Mozgov, Kirilenko) e por outros que fazem maravilhas na europa (Fridzon) acabaram por ser uma selecção que me cativou muito e que promete dar luta aos americanos no futuro (a rússia foi a única selecção de topo que pelo sorteio não defrontou os EUA).

Por outras paragens podemos constatar que a modalidade terá um futuro mais equilibrado. A Grã-Bretanha montou uma equipa para os jogos. Recrutou dois atletas interessantes na NBA que não nasceram em solo inglês: o Sudanês Luol Deng e o Jamaicano Ben Gordon. Ambos “passaram” por Inglaterra: Deng tinha passaporte britânico quando fugiu do conflito somali rumo aos EUA. Gordon é filho de uma inglesa Tunísia e Nigéria foram bons representantes do continente africano, continente que está a exportar bons talentos para a europa e para as universidades americanas. O Brasil quedou-se pelos quartos-de-final, saboreando uma vitória contra a Espanha na fase de grupos. A Argentina, apesar da experiência acumulada das suas principais vedetas nos campeonatos americanos, espanhol e italiano (Ginobili, Scola, Nocioni) poderá passar por alguns problemas de renovação na sua equipa. A China foi um interessante participante em representação do continente asiático. No entanto, o basket chinês poderá desaparecer de cena nos próximos anos visto que não tem aparecido grandes talentos desde Yao Ming e Yi Jianlian.

Para os próximos olímpicos estou seguro que outras selecções irão aparecer. Israel e Irão terão boas selecções no futuro, a primeira comandada por Omri Cassipi. Na velha europa, outras também começam a despontar como o caso da Dinamarca, Irlanda e Ucrânia. Grécia, Itália, Croácia e Sérvia, pelo passado glorioso que ostentam também deverão ser candidatas a um regresso aos jogos olímpicos.

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“no veo por qué todos asumimos que España y Estados Unidos son invencibles. No siento que sea el caso. Sé que están muy bien, pero nadie es invencible. Siento que están un paso por encima del resto, pero falta una semana para los partidos, añadiendo que “España jugó partidos complicados que podría haber perdido y Estados Unidos podría haber perdido contra Brasil”.

Luis Scola, selecção Argentina de Basquetebol e Houston Rockets

Zeus te ouça. Estou a torcer por vocês para este torneio olímpico.

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(a ler) para o torneio olímpico de basquetebol

entrevista feita pela marca ao seleccionador Norte-Americano de Basquetebol Mike Krzyzewski

PREGUNTA. En 1992, el sueño del ‘Dream Team’ empezó con una derrota inesperada ante un equipo de universitarios. Se ha repetido la historia en un entrenamiento ante el equipo B.
RESPUESTA. Bueno, realmente no nos ganaron. No era un partido de entrenamiento como tal, sino segmentos de cinco minutos. Sí que anotaron más puntos que nosotros pero eso no es uChucna victoria.

P. Bueno, los jugadores del ‘Select Team’ sí hablan de victoria y como usted dijo que esa derrota fue una estrategia de Chuck Daly para llamar la atención de sus jugadores, pensé que sería igual.
R. En 1992 sí era un entrenamiento de unos 20 minutos y aunque había tremendos jugadores, Jordan no jugó mucho y tampoco se realizaron ajustes defensivos. Aquella derrota sirvió para tomar consciencia de que había que hacer cambios. Esta vez no hemos jugado más que tramos de cinco minutos, aunque tengo que reconocer que el rival hizo un gran trabajo.

P. También puede servir de toque de atención para que los jugadores sepan que han de estar a tope en los Juegos, pues ahí se medirán a los mejores entre los mejores.
R. Bueno, la alarma o llamada de atención ya las tuvimos en 2002, 2004 y 2006. No sé cuántas veces puedes darle al botón de que suene la alarma dentro de cinco minutos sin que realmente te despiertes. Habrá que ir a tope. En 1992 tuvimos que preparar una treta que sirviera de atención, pero ahora la realidad es que ya nos han ganado muchos equipos que son muy buenos.

P. ¿Qué rivales destacaría de los Juegos Olímpicos?
R. España tendrá a todos sus jugadores de vuelta, Argentina sigue contando con Ginobili y Scola, Francia con Parker y más jugadores NBA, Rusia es un equipo muy grande, también está Lituania, Brasil, que es grande y tiene un entrenador reputadísimo…

P. ¿Las distancias con EEUU se siguen recortando?
R. Respetamos enormemente a la comunidad internacional baloncestística y el nivel tan alto que hay. No es que supongamos o imaginemos que son buenos, es que es la realidad. Son equipos muy buenos y esperamos que nos planten una dura batalla.

P. Entre todos los rivales, ¿cuál el más complicado?
R. Odio decir que alguien concreto es nuestro rival más duro o complicado, más que nada por si otro equipo nos gana. Creo que nuestro rival más complicado es nuestro siguiente rival en nuestro próximo partido, sea quien sea.

P. ¿Y España?
R. Obviamente estamos hablando de uno de los más grandes equipos que hay ahí fuera. No sólo están los hermanos Gasol, también Ibaka formando sin duda el mejor juego interior de los Juegos. También está Navarro, que es uno de los mejores jugadores del mundo. También Rudy, Calderón en el puesto de base… Tienen una gran cantidad de jugadores con amplia experiencia internacional y una continuidad tremenda. Llevan jugando juntos desde que eran unos chavales.

P. Las expectativas son altas. ¿Teme que el exceso de presión les pase factura?
R. No puedes prestar atención a lo que se diga o se espere de ti. Tienes que concentrarte en tu trabajo y seguir mejorando. Tenemos que querer ganar porque nosotros queremos ganar, no porque otros esperen que ganemos. Si haces algo porque alguien espera eso, jamás lo logras. Queremos ganar el oro porque esto es lo que queremos hacer. Esta es nuestra meta y espero que los demás la compartan.

P. ¿No ganar el oro sería un fracaso?
R. Desde luego, sería una decepción tremenda. Si perdemos, ya está, hemos perdido. Titúlalo como quieras. No ganar el oro sería una tremenda decepción para nosotros porque nuestra meta es ganar el oro. Sería una decepción brutal, pero la gente puede decir lo que quiera si perdemos. Independientemente de lo que pase en Londres no nos iremos de allí como unos fracasados. O nos iremos felices y satisfechos por haber cumplido nuestra meta o nos iremos muy decepcionados. Vamos allí para ser campeones.

P. Usted no ha entrenado nunca a un equipo NBA y en la selección está repleto de superestrellas, MVP, ‘All Star’… ¿Cómo es de complicado trabajar con ellos y hacerles ver la importancia del colectivo y no la personal?
R. No es duro en absoluto, son grandes profesionales y su actitud es intachable. Son tíos muy majos, que respetan al cuerpo técnico porque son jugadores que han salido de la universidad. Todos salvo tres, y uno de ellos, Kobe iba a venir conmigo a Duke pero terminó dando el salto profesional. Ellos siguen el baloncesto y saben que hemos tenido éxito y creen en lo que les decimos.

P. ¿Cómo es su relación con los jugadores?
R. Llevamos ya juntos siete años así que hemos desarrollado una gran relación, una buena amistad y creo que gran parte se debe a que yo no entreno en la NBA y no soy rival suyo nunca. Nunca compito ante ellos así que puedo ser su entrenador sin tener que preocuparme de si en algún momento soy su enemigo. Estamos en esto juntos. Durante el año mantenemos el contacto, tenemos una gran relación y me encanta entrenarles.

P. Pensando en los Juegos: abren contra Francia, que cuenta con una selección con amplia representación NBA y con un físico tremendo.
R. Francia tiene un gran equipo, que ya hizo un gran trabajo el año pasado y que tiene a Parker que es tan bueno como cualquier base de la NBA. Nuestro país quiere que ganemos cada partido y queremos cumplir con esos deseos, pero será un debut complicado.

P. ¿Qué espera de su ‘stage’ en Barcelona?
R. Con suerte, deseo que nuestra estancia en Barcelona sirva para que nos preparemos muy bien de cara a los Juegos con dos amistosos muy duros contra Argentina y España.

P. Vuelve a Barcelona en el 20 aniversario del ‘Dream Team’. Entonces usted era ayudante. Ahora seleccionador nacional absoluto desde hace años. ¿Qué recuerda del ‘Dream Team’?
R. Lo que sucedió en 1993 fue una explosión mundial que ayudó al crecimiento global del baloncesto. Aquellos 12 jugadores se unieron y no es loE que ganaron sino cómo lo ganaron. Demostraron con su gran calidad lo magnífico y bello que puede ser el baloncesto, jugado como colectivo. Desde entonces, el baloncesto mundial ha mejorado más y más. Es un deporte que está creciendo y cada vez encuentras mejores jugadores por todas partes. La prueba es que un 20% de los jugadores de la NBA son extranjeros.

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NBA (últimas 2 semanas)

Muito sumariamente, estes 3 vídeos resumem os highlights da carreira dos Bulls nos últmos 6 jogos.

Em primeiro lugar, a derrota em Oklahoma City frente aos Thunder. Ainda sem Rose, os Bulls estiveram muito mal tanto defensivamente como ofensivamente. Num duelo que se previa intenso (muitos já dizem que será o duelo das finais deste ano) Kevin Durant e Russell Westbrook comeram de cebolada os frágeis Bulls.
No dia seguinte, Goran Dragic e Luis Scola haveriam de inflingir em Houston a 13º derrota aos Bulls, ajudando a imprensa a criticar um “estado terrível de forma” dos Bulls no fim da época regular.

2. Veio Boston pelo meio. Vitória muito sofrida. Knicks @ Madison Square Garden.

Rose volta. Carmelo começa em cheio a partida, atingindo 21 pontos ao intervalo. Depois de uma fase inicial em que os Knicks estiveram (a meio do 1º período) a vencer por 21 de diferença (27-6) os Bulls reequilibraram o marcador até ao intervalo e chegaram a estar a vencer por 10 no 4º período. Até que a 10 segundos do fim do tempo regular, Carmelo Anthony (43 pts) sacou de um triplo e empatou a partida. Do outro lado, o regressado Derrick Rose (28 pts num jogo que não foi propriamente espantoso) falhou o último lançamento.
No prolongamento, deu-se o mesmo. Chicago liderava e Carmelo arrumava com a questão no último segundo com outro triplo.

3. Knicks @ United Center. Sem Rose, os Bulls fizeram um jogo mais alegre e não permitiram veleidades aos Knicks.

Falando um pouco dos Knicks. A equipa já ultrapassou os tempos conturbados do mês de Março. Nos primeiros jogos de Abril, algumas vitórias recolocaram a equipa rumo aos playoffs, mesmo na ausência de Jeremy Lin e Amare Stoudamire. JR Smith tem pegado de estaca na equipa e tem-se denotado que Tyson Chandler está agora a encaixar na perfeição no jogo da equipa.

Os Knicks são 7ºs e passam a batata quente de Milwaukee para os 76ers. A equipa de Scott Skiles tem vindo a jogar muito bem. A sinergia entre Brandon Jennings e Monta Ellis foi imediata. Pena é que estes Bucks possam já não ir a tempo de apanhar o comboio dos playoffs.

4. Heat @ United Center

Muito se poderia perguntar e afirmar antes do início deste jogo. Muito mais se pode afirmar depois do fim deste. E eu escrevo esta parte desta crónica 2 minutos após o termino do mesmo, orgulhoso da luta que os meus Bulls empregaram durante a parte decisiva.

A perguntas como “Será que Rose alinha?” o início da partida respondeu-me favoravelmente. Alinhou depois de ter ficado de fora na vitória contra Nova Iorque. “Será que poderemos ver o melhor Rose da temporada?” – a resposta foi um não, um redondo não: Rose esteve horrível e não só em nada contribuiu para a vitória de Chicago como ainda estorvou os Bulls de talvez obterem uma vitória nos 48 minutos regulares. As grandes estrelas passam por maus momentos e Rose está a passar um desses maus momentos. Numa época em que já fez coisas brilhantes, já ficou 23 jogos de fora em 58 e teme-se que não apareça em forma nos playoffs. Rose já nos habituou a um grau de profissionalismo tremendo. Rose já nos habituou a sacar de momentos mágicos quando não pensamos que alguém em Chicago tenha capacidade para tal. Eu sinceramente acredito que Rose jogará em perfeitas condições nos playoffs.

Dwayne Wade e LeBron James novamente em Chicago. Numa casa onde Jordan foi rei, Jordan ainda reina. Wade bem queria Chicago, cidade onde nasceu. Preferiu a companhia de James do que se libertar como free-agent em 2010. Preferiu mal (do ponto de vista pessoal) mas bem do ponto de vista de um adepto Bulleano: não desprestigiando os dois grandes jogadores que são Wade e James, creio que Chicago não conseguiria duas épocas tão bons com 1 dos 2 jogadores no seu rooster.

Mau arranque dos Bulls. Algum nervosismo. Alguns turnovers. Miami a capitalizar a 10-2 nos primeiros 5 minutos da partida. Defesa agressiva dos Miami, principalmente a Rose, Deng e Boozer. Se o último fez uma partida incrível, o do meio fez uma partida intermitente e o primeiro não mais se voltou a encontrar na partida. Com Miami a capitalizar, a 2:06 do final do 1º período aparecer a maior vantagem dos Heat durante a 1ª parte: 22-13. Não é que Miami estivesse a ter um domínio expresso. Estava simplesmente a mostrar alguma eficácia contra um adversário que só a partir dos 2 minutos finais do 1º período é que acordou. Sentido o pulso ao jogo, Spoelstra ia dando minutos a jogadores pouco habituais no 1º período: Miller e Turiaf. Boozer ia a sendo a alma do negócio, colocando expressamente o resultado no final do primeiro período em agradáveis 19-22.

O 2º período começa com um backcourt escandaloso de Ronny Turiaf que não só não é assinalado como no decorrente da jogada ainda dá uma falta a Miami. Chicago entra a defender com mais garra. Com isto entra Karl Korver e CJ Watson e começa o “the korver watson show” com um triplo que dá empate a 24 e Watson dá vantagem logo a seguir: os shooters foram uma constante. Korver entrou pouco (deveria ter jogado mais face à falta de eficácia de Rose) e sempre que entrou fez um triplo (4 em toda a partida; 14 pontos). Já Watson obrigou nos minutos finais o seu treinador a encostrar Rose no lavar dos cestos das vindimas deste jogo e a assistir à vitória de Watson e dos seus companheiros de banco contra Miami. Os minutos que se seguiram foram de domínio dos homens da casa. A 4 minutos do fim Spoelstra é obrigado a travar a partida quando os Bulls fazem um 12-2 seguido, aumentando a vantagem para 36-27. Spoelstra fazia a melhor decisão de toda a primeira parte. A partir daí, os Bulls foram novamente irreconhecíveis até ao final do período, acumulando turnovers e erros de lançamento. Exceptuando Boozer (acaba com 15 pontos a primeira parte) era o King James quem mandava na bola (em Miami; ao estilo habitual) na partida. Daí até ao intervalo foi ver Miami trilhar uma vantagem de 5 pontos (41-36). A melhor notícia para Chicago ao intervalo seria dizer que Rose ainda não tinha marcado um único ponto em 8 lançamentos de campo. Numa circunstância destas, qualquer adepto de Chicago pensa que se Rose até ali não tinha feito um único ponto (primeira vez na carreira do base em que este chegava ao intervalo com tal proeza) na segunda parte tudo seria diferente e Rose era (à semelhança do que já fez em dezenas de partidas) de marcar uma dúzia de rajada.

Perante um 12-0 a findar a 1ª parte, Chicago volta com mais ambição para os períodos da decisão. Começa com um triplo de Deng. Os triplos foram uma constante no jogo de Chicago, principalmente em momentos de aperto. A equipa conseguiu 10 triplos em 16 tentativas, algo fantástico para a média da NBA. Já Miami também lançou muito (11) mas só concretizou 4, sendo que 3 foram do meio da rua por intermédio de LeBron James.

Com um maior ascendente de Chicago no início do 3º tempo, aos 5 minutos vem o primeiro e único lançamento concretizado por Rose. À 9ª tentativa. Pensava-se que o craque dos Bulls começaria a bombar. Errado. Nos 3 lançamentos seguintes (seguidos) Rose acabaria por tentar um triplo e dois layups mas sem sucesso. Estava na hora de questionar a fraca tomada de decisões do sr. Thibodeau. Com Rose e Hamilton a mais porque não colocar em campo novamente Korver e Watson? Thibodeau ouviu-me no 4º período e aí residiu um dos segredos da vitória.

Do outro lado, era James quem continuava a mandar. Deng estava a ser incapaz de seguir defensivamente a principal vedeta dos Heat, apostada essencialmente em brilhar a partir do catch and shoot. Thibodeau alterou a marcação a James a 5 minutos do fim do 3º período e colocou Hamilton em cima do mesmo. Hamilton surtiu efeitos pois James nunca mais voltaria a aparecer decisivamente na partida. Bosh estava a emergir com o desenrolar do jogo. Pode-se dizer que secou Joakim Noah na luta das tabelas (20 pontos e 8 ressaltos de Bosh contra os míseros 5\4 de Noah). Já Wade estava desaparecido desde os minutos iniciais e voltaria apenas a aparecer nos minutos finais (marcou 10 pontos no 1º período, 10 no último e 1 dos 2 de Miami no prolongamento).

Thibodeau seca James com 2 e a eficácia de Miami baixa consideravelmente até ao fim do período, onde vence por 62-60.

Início do 4º período: Cesto aqui, cesto acolá. Falhanço aqui, falhanço acolá. Foram assim os primeiros 5 minutos. Até que Korver reaparecer e faz dois triplos. Os Bulls já lideram por 76-74 a 4.42 do fim da partida. Os Bulls começam a adiantar-se com eficácia. 81-76 a 2.32 do fim obrigam Bosh a perder a cabeça e a ir aos 7.25 tentar um triplo sem eficácia. No entanto, punha-se o síndrome Carmelo no ar para os 2 minutos finais: com James e Wade em campo poderiam os Bulls descuidar-se como se tinham descuidado por duas vezes em Nova Iorque no passado domingo? A resposta viria nos minutos seguintes. Primeiro foi Wade a pegar na bola por duas vezes e a assumir com eficácia dois lançamentos de risco, um deles na cara do gigante Omer Asik. 81-80 para Chicago com Wade a assumir os últimos 5 lançamentos até então. Depois foi James a sair da marcação de Hamilton, a receber um ressalto de Bosh a lançamento de Wade e a conseguir a vantagem de 83-81 para Chicago com um triplo ao estilo downtown. Estava o caldo entornado.

Com Rose a tremer já dentro dos 2 minutos finais, Thibodeau pede dois timeouts de 30 segundos e tira o base do jogo, substituíndo-o por Watson. Foi o que se viu. James vai para a linha de lance livre e acerta apenas um. 84-81. Thibodeau coloca 4 triplistas (Watson, Korver, Hamilton e Deng; só faltava Lucas e Rose) e Boozer para o quer e viesse ou para uma estratégia de lançamento curto caso os cortes desejados para descobrir um triplista solto não resultasse. Os cortes foram bem efectuados e a 2.2 do fim Hamilton dá o empate a Chicago num triplo longe e descaído para a direita com Wade pendurado nos seus braços. O United Center vai ao rubro e Wade não consegue vencer a partida na reposição de bola.

Prolongamento.84-84.

Sem grande história. Bulls 12-2 Heat. Os Bulls iniciam com um lançamento à esquerda de Rose e com um mega abafo de Asik (preciosíssimo a defender) na cara de Wade. Gibson em contra-ataque afunda, sofre falta, converte o lance livre e põe o jogo a 5. James está a dormir e Wade tenta o tudo por tudo. O em 5 em lançamentos. Chicago controla e vence calmamente o jogo.

Ilações: muitas!

1. Novamente deverá ser repetido ao proprietário dos Heat que 3 não fazem uma equipa. Talvez seja melhor adicionar Dwight Howard, Kobe e mais uns quantos para se vencer um título. Se James, Bosh e Wade fizeram entre si 71 dos 86 pontos e 19 dos 41 ressaltos, os outros 6 utilizados fazem 15 pontos e 22 ressaltos, algo que é muito pouquinho para uma equipa que quer vencer um título.

Do outro lado, mais um banho colectivo. Se no 1º jogo contra Miami em Chicago já tinha sido um enorme banho colectivo com a agravante de ter sido um jogo onde John Lucas deu uma lição de humildade aqueles que acreditavam piamente que os Bulls estavam doidos em apostar nele para substituir Rose e Watson, neste jogo, o banco de Chicago faz 44 dos 96 pontos da equipa assim como 21 dos 45 ressaltos do colectivo.

2. Desilusão chamada Rose. Normal. Esperemos que recupere a forma a tempo das grandes decisões. Está mais lento a atacar o cesto. Nota-se nitidamente. 2 pontos, 1 em 13 ao nível de lançamentos de campo foram a prova de um jogo para esquecer.

3. Watson\Korver – Ainda bem que Thibodeau remendou o erro. Grandes exibições. Aquele triplo de Watson no fim é uma das obras primas da época Bulleana.

4. Boozer\Deng. Boozer está novamente um senhor jogador em Chicago. É um jogador que não me agrada muito mas tem mostrado níveis de eficácia tremendos, muitas vezes em lançamentos de média\longa distância. Já Deng está a crescer e é bom que cresça mais caso aconteça um mau cenário a Rose em tempos de playoff.

5. O primeiro lugar de Chicago está assegurado. Vamos ver quem calha na rifa aos Bulls. Se Orlando, se Nova Iorque, se Milwaukee. Os dois primeiros são mais que candidatos a tal.

Mesmo que existam dúvidas faço aqui a minha previsão:

Chicago tem um record de 45 vitórias e 14 derrotas. Faltam portanto 7 jogos para o fim da temporada regular. Chicago terá que jogar em Detroit, Charlotte, Miami e Indiana e terá que receber Dallas, Washington e Cleveland. Mesmo que Chicago perca 3 jogos num cenário ultra negativo (Miami, Indiana e Dallas) o record final será de 49-17.

Miami tem um record actual de 41 vitórias e 17 derrotas. Faltam 8 jogos para o fim da temporada regular para a equipa de Erik Spoelstra. Recebem em casa Chicago, Toronto, Washington e Houston. Jogam fora nos pavilhões de Nova Iorque, New Jersey, Boston e Washington. Se vencerem todas as partidas e Chicago perder (na pior das hipóteses os 3 jogos que acima enunciei) Miami consegue o primeiro lugar de conferência visto que tem um melhor record em casa do que a equipa do estado do Illinois.

Outros jogos da Liga nestas últimas duas semanas:

1 de Abril

Para aqueles que se mostrem mais interessados, aqui fica o video do jogo completo do dia 1 entre Heat e Boston Celtics.

Primeiro jogo de 2 no espaço de uma semana para as duas equipas.

Depois de um péssimo arranque de temporada, os Celtics estão a acabar em grande a fase regular. A meio da temporada, os homens de Doc Rivers estão suspeitosamente num frágil 8º lugar de conferências. Muitos cenários se começaram a traçar no mundo da NBA quanto ao futuro desta equipa. Eu inclusive, dei o meu bitaite em relação à estratégia que achava adequada para a equipa de Boston. O que é certo é que no mercado de transferências, a saída de Rajon Rondo foi equacionada (pelo seu valor actual de troca; talvez o único jogador de Boston que neste momento poderá ser trocado por 2 ou 3 bons jogadores) para servir de moeda de troca perante uma eventual remodelação da equipa. Ainda bem que a equipa do Massachussets assim não o fez. Rondo está a fazer uma época formidável e o boost final dos Celtics muito se deve a ele e a Paul Pierce, jogador que começou a época lesionado e que tem vindo gradualmente a voltar à sua antiga forma (e que forma!!).

Melhor que esse facto também é o facto do banco de Boston estar a jogar bastante melhor do que tinha vindo a fazer até então. Já se nota mais preponderância em jogadores como Greg Stiensma e Delonte West. O primeiro tem feito exímias partidas do ponto de vista defensivo.

Na Northbank arena, os Heat foram completamente silenciados por um banho de basquetebol dos Celtics. Os Heat marcaram apenas 72 pontos, tendo feito um parcial (o 3º) com apenas 12 pontos. Justificação? A aguerrida defesa dos Celtics que decidiu marcar individualmente LeBron James.
No ataque Rondo e Pierce estiveram sublimes. Quanto ao base, o seu treinador Doc Rivers mostrou-se contente com o trabalho que Rondo fez na partida. Segundo palavras do treinador dos Celtics: “”We told Rondo that we needed him to be a scorer. Not necessarily a playmaker; a scorer. And I thought he set the tone at the beginning of the game by doing that, and I thought that loosened it up for everybody else to get into the game. He was terrific.”
O base fez um fantástico triplo-duplo com 16 pontos, 11 ressaltos e 14 assistências. Já Paul Pierce fez 23 pontos e 7 ressaltos. Ainda em destaque esteve o power forward Brandon Bass. Bass tem andado muito eficiente do ponto de vista ofensivo. Prova disso foram os 16 pontos contra Miami e os 10 ressaltos.

Do lado de Miami, esta partida representou um pouco mais do mesmo: James e Wade contra tudo e contra todos. Bosh teve uma exibição para esquecer (apenas 4 pontos) tendo baqueado entre Bass e Garnett.

Boston ainda ameaça o 3º lugar de Indiana. Em 7 jogos, Boston terá que os vencer todos e esperar que Indiana faça apenas 2 vitórias nos mesmos.

Eis o jogo que fez estalar o verniz em Orlando.
Os Nuggets estão a fazer pela vida na Conferência Oeste. Em Orlando, a turma do Nevada venceu por 104-101 e agudizou a má relação existente e pública entre Dwight Howard e o seu treinador Jeff Van Gundy ao ponto de Van Gundy afirmar publicamente que para o ano não quer Howard na Flórida. Abre-se definitivamente uma janela de troca para o poste.

Denver vive no “fio da navalha” – a equipa tem talento e por muitas vezes já o referi. Não é fácil armar um colectivo com tanto talento e com tanto virtuosismo. No entanto, os resultados ficam escassos em relação ao potencial da equipa. Para a recta final, um record de 34-26 até poderia efectivamente ser um record confortável no Este (garantia o 7º e ainda dava para atacar o 6º e o 5º). No Oeste, a competição é mais equilibrada e joga-se tudo à minúcia, ao jogo. Atrás de Denver, estão Utah (31-28) e Phoenix (30-28) – Utah irá querer suar a camisola para conseguir um objectivo que seria impensável no início da época tomando em conta as capacidades da equipa. Já Phoenix, embalados por Steve Nash, também irão querer dar uma prenda de despedida ao seu veterano base.

Em Orlando, Ty Lawson (25 pontos; 22 na 2ª parte) catapultou os Denver para uma exibição suada. Arron Afflalo, André Miller e Al Harrington ajudaram. O suplente de luxo de Denver saltou do banco para marcar 18 pontos (2 triplos). Este banco de Denver é de facto uma ameaça: dois bons triplistas (Harrington e Miller) Corey Brewer e Wilson Chandler.

O grande medo que as equipas do Oeste deverão ter dos Nuggets reside no facto da equipa de George Karl ser muito imprevisível. Tanto é capaz do 8 como do 80.

Com Howard de fora por lesão, Orlando parece querer inventar no fim de época. Contra Denver apareceu Jameer Nelson. Fazia muito tempo que o base de Orlando não passava dos 20 pontos. Fez 27. Mas de nada lhes valeu.

2 de Abril

Não é fácil fazer o que Memphis foi fazer a Oklahoma. Ainda mais quando os Thunder vinham moralizados de uma vitória sobre Chicago.

Jogo muito equilibrado. Confesso que não sou grande admirador dos MarGrizzlies. Reconheço o valor de Gasol e de Gay. Esta partida provou-me que uma equipa não se faz com apenas 2 jogadores. OJ Mayo brilhou assim como todo o colectivo de Memphis. 7 jogadores ultrapassaram a casa dos 10 pontos e Mareese Speights esteve lá perto com 9 pontos e 13 ressaltos. Durant (21 pts) e Westbrook (19) foram insuficientes para travar a vitória dos Grizzlies, que, entram para a fase final da temporada regular num confortável 5º lugar de conferência que ainda pode ser 4º caso os Clippers desatinem nos próximos jogos.

Excluir adversários. Duas equipas que estão fora dos lugares de playoffs. No entanto, Utah ainda está na luta e Portland saiu fora depois desta partida. Paul Millsap com 33 pontos. É definitivamente a única estrela de Utah. Não é um jogador que aprecie por ser algo gordo e muito deficitário ao nível de argumentos técnicos. No entanto é um poço de força. É o que se precisa para o um poste-baixo.

3 de Abril

De finais de Fevereiro para cá, Cleveland não tem feito mais do que apanhar 30as e mais. Será manobra para descer posições e ir buscar outro bom jogador no draft?

Facto Curioso: Greg Popovich colocou os 13 atletas que compõem o rooster dos Spurs a jogar e todos marcaram pontos. O melhor marcador da equipa até acabou por ser o desconhecido Patty Mills, jogador australiano que os Spurs foram recrutar aos chineses do Xinjian Flying Tigers. Mills (que já actuou em Portland na época passada com médias pontuais de 2.8 em 64 jogos efectuados) fez 20 pontos (8 em 11 em lançamentos de campo) nos 18 minutos que teve no terreno. Novo Jeremy Lin mas desta feita Australiano?

Existem jogos onde a coisa até resulta. James com 41 pontos e Bosh com 17 na ausência de Wade. Ao mesmo tempo, em Orlando, nem os 31 pontos de Glen Davis (high-score career) livravam os Magic de uma derrota sem sentido contra o lar da 3ª idade da NBA, os Detroit Pistons.

4 de Abril

Taco a taco como nos velhos tempos!

Resumo exemplar do site da NBA:

THE FACTS: Paul Pierce missed a long jumper over Tim Duncan as time expired, as the San Antonio Spurs held on for their ninth straight win, 87-86, over the Boston Celtics. The visitors gutted out the victory despite only managing 28 second half points, as the Celtics’ defense clamped down after allowing 59 points before intermission. With San Antonio’s offense slowed, Boston fought back in the second half from a 17-point deficit to take the lead in the closing minutes. The Spurs regained control late however, with strong defense and a couple clutch baskets from Matt Bonner and Gary Neal. Duncan added 10 points and 16 points as the Spurs closed to just a game behind the Thunder for the top seed in the Western Conference. Avery Bradley had a game-high 19 points off the bench for the Celts, who had their five-game winning streak snapped.

QUOTABLE: “I thought I got a great shot, created some space right there at the free throw line. it’s just sometimes they fall and sometimes they don’t.”
— Pierce on his last-second miss.

THE STAT: The Spurs grabbed six of their 12 offensive rebounds in the fourth quarter, leading to seven pivotal second chance points in the frame.

TURNING POINT: With the Celtics leading by two with three minutes remaining in the contest, the Spurs countered with a 6-0 run, keyed by two crucial offensive rebounds from Manu Ginoboli and Duncan, which led to the second chance opportunities.

QUOTABLE II: “It was a great game, great game. We knew coming in here they’re a playoff caliber team and there always a tough challenge and it was a good game for us, a good challenge for us.”
— Duncan.

HOT: Bradley — Despite returning to the bench for the first time in seven games, the second-year guard continues to excel within the offense, scoring in double-digits for the fifth time in his past six games.

NOT: Spurs third quarter offense — San Antonio managed just nine points in the frame, and missed all eight of their 3-point attempts. Overall, they shot just 20 percent from the field.

48 minutos de cheirinho a playoffs na batalha de gigantones!

James e companhia não tremeram no final da partida no Oklahoma. 34 pontos (3 triplos; 10 em 20 em lançamentos de campo, 7 ressaltos e 10 assistências para o extremo. Números absolutamente formidáveis. 19 para Wade, 12 para Bosh.
Do lado de Oklahoma, 30 para Durant, 28 para Westbrook sendo que o base lançou muito mas concretizou pouco. Tirando a postura agressiva de Ibaka, Oklahoma está a incorrer gradualmente no guilty move dos Heat: Westbrook, sem no entanto desvalorizar a grande época que está a fazer, quase que rouba a bola a Durant para assumir tudo. Se Wade assume James nos momentos finais dos Heat, é Durant quem cobre a borrada de Westbrook durante as partidas. Individualmente, creio que Miami e Oklahoma tem de facto melhores jogadores que Chicago, exceptuando Deng e Rose. Colectivamente, Chicago é um assombro perante estas duas equipas.

Steve Nash mostra do que é feito. Fazer pela vida parte II!

Mais um jogo de cheirinho a playoffs. Se tudo correr bem, jogarão na 2ª ronda dos playoffs e irão colocar Los Angeles em pé de guerra.
Por mais jogo que tenha feito Bynum, Kobe, Paul, a única memória que irei levar deste jogo foi Gasol a levar com o remate impiedoso de Blake Griffin, lance que veremos de forma individual e personalizada mais à frente neste post.

Oklahoma gastou o gás que tinha contra Chicago. Mais uma vez Durant tentou limpar as borradas de Westbrook. 44 pontos do base contra os 21 do colega de equipa (7 em 26 lançamentos de campo). Não chegou perante os briosos Pacers que merecem na íntegra o espectacular 3º lugar do Este. A dupla Granger\Hibbert jogou q.b para bater fora a equipa que lidera o Oeste. Está a formar um bom colectivo e à semelhança do osso duro de roer que foi para Chicago na 1ª ronda dos playoffs do ano passado, poderá efectivamente surpreender este ano.

Afinal não é apenas Chicago quem dá banho de jogo colectivo a Miami. Memphis foi surpreender ao American Airlines Arena e venceu por 15, interrompendo uma série de invencibilidade dos Heat no seu reduto que já durava há 17 jogos.

Reparem no lance de contra-ataque no início do video: até LeBron deverá ter ficado corado com tanta astúcia por parte de Rudy Gay e Mike Conley.

Mais um jogo sensacional da dupla Dragic\Scola. 26 pontos e 11 assistências para o internacional sérvio e 25 pontos para o internacional Argentino. Houston está praticamente apurado para os playoffs e com muito mérito. Na casa dos Lakers, conseguiram 10 triplos em 17 tentativas.
Do lado dos Lakers, Bryant tentou levar a carroça as costas mas continua com aquela estranha mania de não passar a bola a ninguém.
Facto da noite: Metta World Peace (Ron Artest) renasceu do mundo dos mortos. Peace (Artest) tem destas coisas: anualmente há uma fase em que se extravasa e vira canguru. Marcou 23 pontos e teve a um palmito de decidir a contenda para o lado da equipa de Mike Brown.

Do banco de LA nem bom vento nem bom casamento. Com Gasol e Bynum a níveis regulares, 13 pontos e 20 ressaltos vindos do banco é pouquíssimo para quem quer lutar pelo título.

7 de Abril

1,2,3 – 3º jogo de sucesso para Memphis em duelos contra as equipas da frente. Se deixam Gay e Gasol embalar, Memphis poderá ser novamente surpresa nos playoffs.

Jared Dudley, extremo de Phoenix escreveu assim no seu twitter no domingo de páscoa: “I don´t care if is Kobe or Gasol or Bynum on the otherside, Suns rocked the game. Go Suns”

Por acaso até foi Gasol (30 pontos e 12 ressaltos) a tentar amenizar os estragos do “tomahawk colectivo” de Phoenix.
O recém contratado Devin Ebanks foi titular em Los Angeles, fazendo a sua estreia a titular na NBA à 2ª temporada. Ebanks teve a dura missão de substituir Kobe. Os adeptos dos Lakers deverão começar-se a mentalizar que os jogos dos Lakers, mal ou bem, passando ou não a bola, começarão a ser assim se Kobe saltar da carruagem e se não houver mestria para a contratação de um substituto.

9 de Abril

No 1º jogo entre Denver e Golden State, os Warriors levaram a melhor. Dois dias passaram e Denver não só esmagou a pobre equipa de Oakland como ainda deu um espectáculo para mais tarde recordar. O poste Kenneth Faried foi a estrela da companhia e realçou ainda mais aquilo que penso do seu potencial: é jogador!
Farried foi o 1º jogador da história da NBA a marcar 27 pts e 17 ressaltos em menos de 25 minutos de jogo – quarta-feira. Entra assim para os livros dos recordes com um que muito dificilmente será batido num futuro próximo.

Quando Kevin Seraphin (rookie dispensado por Chicago para Washington na temporada passada) dá baile aos pobres Van Gundy Boys!

Boston rung it twice! Está dado o aviso para os playoffs.

Segundo a parte inicial da crónica da NBA, foi assim:

“THE FACTS: The Boston Celtics proved what happened just nine days ago was no fluke.

The Celtics, after a slow start, recovered to defeat the Miami Heat 115-107 Tuesday at AmericanAirlines Arena. It was their second straight victory against the Heat.

Paul Pierce led the Celtics with 27 points while Kevin Garnett added 24 points, nine rebounds and two blocks. All five Boston starters scored in double-figures, including guard Rajon Rondo’s 18 points and 15 assists.

The Celtics won on the strength of a strong first quarter. They led by as many as 18 in the second quarter before holding off several Heat runs. Boston had an answer each time the Heat made a small push.

For Miami, it was the second loss at home in three games after falling to the Memphis Grizzlies April 7. Forward LeBron James led the Heat with 36 points, seven rebounds and seven assists, but his supporting cast wasn’t very much help. Chris Bosh and Dwyane Wade combined to shoot 14 of 34 from the field and finished with 33 points.

QUOTABLE: “They jumped on us early. I thought Avery’s (Bradley) two shots early in the game were huge for us because it kind of stemmed their run. Then we made a run, got a lead. They just kept throwing punches at us. We talk about it in a fighting term. We told them today before the game that if you’re in a boxing match, you have to expect to get hit.”
–Celtics coach Doc Rivers

THE STAT: The Celtics shot 60 percent from the field. Not only were they connecting on open shots, they also made several contested ones.

TURNING POINT: The Heat jumped to a fast 9-3 lead before the Celtics went on a 30-13 run to close the first quarter and take the lead for the good.

QUOTABLE II: “We’re not at a period of concern. The team played well. They (Celtics) shot the ball very well. When they shoot like that, it’s going to be tough to beat them.”
— Wade

HOT: Garnett showed glimpses of his younger days, playing dominant on both ends. He shot 11 of 14 from the field and grabbed nine rebounds. He also had two blocks and was disruptive in the paint on the defensive end.

NOT: Bosh continues to struggle against top-tier teams. He was a non-factor through three quarters before finally getting going in the fourth. By then, it was too late. He made just 5 of 13 shots and was outplayed by Boston forward Brandon Bass and center Greg Stiemsma.”

E Boston continuou a sua senda vitória num teste que tem que ser analisado com atenção visto que as duas equipas estão actualmente em rota de colisão para os playoffs. Atlanta teve a astúcia de ir fazer um bom jogo defensivo a Boston. Rajon Rondo estragou os planos de Joe Johnson e companhia com o seu 6º triplo-duplo da época (arrisca-se a ser o jogador da história com mais triplos-duplos obtidos daqui a uns anitos) ou seja com 10 pontos, 10 ressaltos e 20 incríveis assistências!

Para o sucesso de Rondo contribuíram de forma decisiva Garnett (atenção que Garnett está a melhorar de forma) com 22\12 e Bass com 21\10. O jogo interior dos Celtics está um mimo! E Pierce aparece como um joker. Falta apenas reabilitar Ray Allen. Esse de vez em quando aparece por si próprio!

CP3 ou como quem diz Chris Paul tem o dom de aparecer nestes moemntos. Mais um jogo que deve ser escapulizado ao pormenor!

Sem Kobe, em San Antonio, com 26 pontos de Metta World Peace e 30 ressaltos de Bynum, LA venceu por 14 em San Antonio. Será possível?!

Depois dos melhores jogos (na minha opinião) dos últimos 15 dias, passamos às melhores jogadas\momentos mais divertidos do mesmo espaço temporal:

OJ Mayo não é apenas notícia pelas boas prestações que está a ter ao serviço de Memphis. O 3º do draft de 2010 protagonizou esta cena hilariante no jogo contra Dallas, convencido que o “cesto era para ali” ou seja para o seu próprio cesto.

“Está a sacudir, está a rematá, para o meu amor Griffin passá”. Sobre o congolês naturalizado Espanhol Serge Ibaka de Oklahoma. Griffin remata de todos os cantos contra todos os adversários. Já começa a cheirar mal e qualquer dia alguém vai perder a cabeça e indicar a Griffin uma cama no hospital.

Clássico. Pelas nossas conta já é o 7º em cima do pobre catalão nesta temporada. No entanto neste em particular, Gasol não tem razão porque não é falta atacante. Gasol está dentro da área restritiva e não tem posição consolidada, mesmo perante o tapa na cara de Griffin. No entanto, como Griffin é menino bonito da Liga, não saiu uma técnica por ter ido fazer cara feia ao internacional espanhol.

Os fantásticos 43 pontos de Carmelo Anthony contra os Bulls!

Mais um especialista em dunks. Gerald Green foi um achado dos Nets na D-League. A contratos de 10 dias, Green mostrou capacidades para ficar na Liga e tem-se revelado uma das surpresas desta época.

Fotos magníficas destes últimos 15 dias:

O passado, o presente e o futuro dos grandes bases da Liga, Goran Dragic e Steve Nash.

CP3 clutch drive to win!

Notícias que marcaram a última semana:

1. Dwight Howard com uma hérnia discal irá falhar os últimos jogos da época regular e poderá não regressar na 1ª ronda dos playoffs.

2. Corrida ao prémio de MVP. Eis os nomeados.

3. Os New Orleans Hornets, equipa que até esta semana tinha uma participação na gestão da NBA deverá ter novo dono, sendo ele o proprietário dos Saints, equipa de futebol americano da cidade.

4. A liga livra-se do problema de New Orleans mas não se livra do problema de Sacramento. Os Kings poderão vir a desistir da competição caso se mantenha o dilema em relação ao seu futuro.

5. Jordan não desiste dos seus Bobcats e reafirma que não está disponível para vender a equipa.

Para finalizar, os grandes memes da NBA:

Nunca duvidei pelo crescimento da tua barriga. No entanto, continuas com o mau hábito que trouxeste de Denver de quilhar os meus Bulls de vez em quando.

OMG! They are ridding Chris Bosh!

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA

Vamos em primeiro lugar aos meus Bulls. 3 jogos muito interessantes (de analisar) antes da visita ao líder da conferência Oeste (Oklahoma City Thunder) que será amanhã pelas 17h (12 horas locais).

Os Bulls são a primeira equipa já apurada para os playoffs.

Derrota caseira frente a Denver na madrugada de quarta-feira. Um jogo péssimo dos Bulls a todos os níveis perante uma equipa (Denver Nuggets) que ainda está na corda bamba pelos playoffs no Oeste. Não consigo perceber como é que este colectivo de Denver (realço a palavra colectivo; tem bons jogadores como Wilson Chandler, Farried, Ty Lawson, Al Harrington, JaVale McGee, Arron Afflalo, Chris “Birdman” Anderson, Danilo Gallinari) chega a esta altura da época em 8º lugar na conferência quando tem potencial para ter uma fase regular muito mais descansada.

Um jogo péssimo por parte dos Bulls. No 7º jogo sem Rose (pergunta-se na América como é que estes Bulls conseguem manter tanta regularidade ao nível de vitórias sem a sua bússula) tudo correu mal aos Bulls. A equipa fez o pior jogo que tenha visto ao nível defensivo e ofensivo. Ao nível defensivo, pouca acutilança na marcação à zona fez com que os atirados de Denver brilhassem: Arron Afflalo (está a acabar a época em grande; é talvez a sua época mais regular na Liga) fez 22 pontos (8 em 12 em lançamentos de campo) e Ty Lawson fez 27 pontos e partiu tudo no United Center. Afflalo esteve a um passo de assinar pelos Bulls como free-agent no início desta temporada. O base de Denver fez 3 triplos muito importantes, acontecendo quase todos em jogadas em que Chicago reduzia a vantagem por intermédio de triplos. Metade da vitória de Denver no United center residiu na excelente participação dos seus bases. Quem também saiu bem do banco (como é seu apanágio) foi Al Harrington: 17 pontos, 3 triplos. Em matéria de triplos, Denver tivemos um jogo de eficácia alta: 8 triplos para Denver em 13 tentativas, incríveis 13 em 20 para os Bulls.

Na equipa de Chicago, se houve jogo em que Rose fez falta foi este contra Denver. A equipa jogou mal. CJ Watson e John Lucas não foram capazes de arranjar boas soluções de lançamento e cometeram imensos turnovers. No total, a equipa de Chicago fez 16 turnovers, pertencendo 9 a Watson e Luol Deng. Um dos turnovers que me saltou à vista durante a partida foi numa reposição de bola. Watson recebendo a bola de Deng deixou-a rolar pelo chão para não queimar tempo (existe uma regra na NBA que numa reposição de bola, enquanto esta não for tocada por um jogador antes do meio-campo faz com que o tempo geral e o tempo de ataque não avance) no fim do 3º período. Qual é o espanto que no momento em que Watson vai receber a bola, escorrega e faz com que a bola saia pela linha lateral.

Ao nível defensivo, os Bulls não conseguiram aplicar a sua lei aos Nuggets. Deixaram toda a gente lançar à vontade e ao nível de ressaltos, Denver conseguiu sacar 31 ofensivos.

Ao nível do ataque, faltou alguém que se destacasse. Faltou Rose. Watson foi o melhor pontuador com 17 pontos. Depois ficaram Boozer, Lucas e o rookie Jimmy Butler com 14 pontos. Butler esteve muito bem nesta partida, arriscando lançamentos difíceis em alturas em que a equipa tentava recuperar desvantagens de 9\10 pontos.

Para finalizar, Denver teve uma pontuação igual ou a cima de 25 pontos em todos os períodos. Não é fácil ganhar em Chicago. Não é fácil ultrapassar a barreira dos 100 pontos em Chicago.

Na madrugada de quinta-feira existiu um domínio total frente a Atlanta. A equipa recusou bem da derrota do dia anterior vencendo a equipa do estado da Geórgia por esclarecedores 98-77.

Depois de um primeiro parcial em que Atlanta levou a melhor por 23-21, os Bulls controlaram o resto do jogo e comodamente foram gerindo a sua vantagem na 2ª parte. Luol Deng voltou a fazer uma exibição à Deng com 22 pontos (5 triplos) Boozer fez 20 pontos e 9 ressaltos, chegando inclusive a dar uma jogada de puro espectáculo à rapaziada das bancadas onde perante a pressão de um jogador de Atlanta a 3 metros do cesto, rodou pela parte de fora e afundou na cara de Joe Johnson. Joe Johnson iria acabar por retribuir a gentileza com uma gravata (acidental é certo) no power-forward de Chicago. Quem também se evidenciou foi Taj Gibson. O power forward suplente de Chicago tem vindo a crescer muito nesta temporada. Já se deixou daqueles lançamentos estranhos a longa distância para os quais não está dotado e prefere atirar à direita a 2 metros onde é muito eficiente. Gibson também tem melhorado muito ao nível técnico e isso tem sido nítido nos últimos jogos dos Bulls.

Perante mais um jogo em que os Bulls fizeram muitos triplos (9) Atlanta fez uma exibição muito off. Apenas Josh Smith (19 pontos) e Jeff Teague (13 pontos e 8 assistências) tentaram lutar contra o domínio dos Bulls.

Frente aois Pistons e como a imagem mostra, Derrick Rose já aqueceu com a equipa assim como Richard Hamilton. No entanto os dois continuam a ser poupados pelo departamento médico da equipa. Será que teremos Rose amanhã contra Oklahoma?

Depois de um primeiro parcial de 28-25 para os da casa e dos Pistons ainda terem ameaçado que vinham a Chicago com vontade de vingar o rótulo de 2ª pior equipa da actualidade da NBA (a 1ª é definitivamente Charlotte) a equipa de Ben Gordon e companhia acabou por sair vergada a uma das piores prestações ofensivas da temporada. Dois períodos (2º e 4º) com apenas 10 pontos revelaram uma eficácia pobrezinha de 36% para a equipa do Michigan.

Os Bulls nem precisaram de puxar pela sua veia triplista (apenas 2 em 12 tentativas) para derrotar os pobres Pistons. Deng (20 pontos) Boozer (13 pontos e 11 ressaltos) e Noah (19\12) foram praticamente suficientes para vencer a partida.

Ainda sobre os Bulls, ocorre ler um bom artigo publicado por John Schumann no blog NBA Hang Time em que este analista realça a enorme resposta que o colectivo comandado por Tom Thibodeau dá na ausência do MVP da época regular 2010\2011. Nota para a percepção que Schumann faz para as combinações Boozer-Noah. É nítido que Boozer depende em muito das prestações de Noah. Se Noah estiver confiante na recepção de bolas dos bases e as encaminhar para o tiro a média distância de Boozer, o power forward faz grandes mas mesmo grandes exibições.

Outros jogos em destaque na Liga desde terça-feira:

Jogão em Milwaukee entre duas equipas que entram na fase final da época lugar com objectivos distintos. Atlanta (31-22) está em 6º na conferência este e já tem praticamente assegurada a sua vaga nos playoffs. No entanto, os Hawks irão querer uma posição mais confortável para evitar Miami, Chicago, Orlando ou até Boston que tem estado em crescendo nas últimas semanas.

Nesta partida em Milwaukee assistiu-se a uma enorme performance colectiva por parte das duas equipas fazendo lembrar um pouco daquilo que vão ser os jogos de playoff.

Em Atlanta, 6 jogadores ultrapassaram os 10 pontos ao nível de pontuação pessoal. Josh Smith teve uma exibição pessoal monstruosa, marcando 30 pontos e conquistando 18 ressaltos. Smith atirou de todo o lado e feitio, fazendo 14 em 26 ao nível de lançamentos de campo. Jeff Teague (15) e Ivan Johnson também estiveram em destaque com 17 e 15 respectivamente. Joe Johnson apenas fez 11 pontos e 8 ressaltos. No dia seguinte em Chicago também teria uma exibição para esquecer.

Em Milwaukee, as sinergias da transferência de Monta Ellis já se fazem sentir mas para já ainda não suficientes para afirmar que a equipa se qualifique para os playoffs. Os Bucks estão a melhor consideravelmente desde a entrada do extremo mas ainda continuam de fora dos lugares de acesso à fase final do campeonato. No entanto, prevê-se uma luta intensa com Nova Iorque se bem que os Nova Iorquinos tem para já 3 jogos de vantagem sobre a equipa de Scott Skiles.

No jogo frente aos Bucks, Monta Ellis superou Josh Smith com 33 pontos e fez ainda 8 assistências. Sem qualquer triplo pelo meio, diga-se. Ellis tem beneficiado do talento de Brandon Jennings. O base nesta partida fez 18\6.

Já no dia 24 em Houston, Dallas tinha vencido por 101-99 num jogo em que a decisão da partida arrastou-se até ao último segundo. Em Dallas a história foi diferente. Dallas começou mal (30-19 para Houston no 1º período) deu a volta no 2º e no 3º período e acabou por gerir a vantagem que tinha no 4º.

Os Rockets estão a aguentar-se dignamente na luta pelos playoffs (são 7ºs na conferência) mas ainda continuam com Kevin Martin ausente. Martin dificilmente voltará a jogar na fase regular. No derby do estado do texas contra Dallas, Luis Scola voltou a comandar as tropas com 22 pontos e 8 ressaltos. Foi extremamente interessante ver Scola a travar uma intensa batalha corpo-a-corpo com Dirk Nowitzky e Lamar Odom. No entanto Scola teve a ajuda de colegas como o extremo Chandler Parsons (15\9) e o base Goran Dragic (17 pontos\9 assistências).

Interessante é ver esta equipa de Houston. Ninguém dava nada por eles. No entanto com a contratação de Kevin Martin tudo se tem vindo a alterar. Luis Scola parece outro. O argentino sempre me causou boa impressão. Numa equipa a sério com objectivos é mais lutador que o habitual. Esta equipa de Houston poderá efectivamente crescer com a evolução dos jovens jogadores que possui: Courtney Lee é também ele um bom base e um bom lançador. Goran Dragic é uma pérola que dará cartas no futuro. Faz o trabalhinho de base como deve ser e é destemido na hora de atacar o cesto ora em incursões ora no tiro de longa distância. Chad Buddinger apesar de ser um jogador alto lento, é um excelente nº6 e é bastante atlético.
Não consigo é compreender como é que uma equipa que contrata um jogador como Marcus Camby continua a apostar em Dalembert para a sua titularidade. Dalembert é um jogador horrível e a cada ano que passa fica ainda mais molengão do que os tempos em que estava em Philadelphia.

No lado de Dallas, nesta partida, Dirk voltou a levar a equipa de Mark Cuban às costas. 21 pontos para o Alemão. Teve a colaboração dos elementos vindos do banco. Beaubois (14 pontos) e Brandon Wright (13) ajudaram Dallas a consolidar mais uma vitória.
Depois de assistir a esta partida dos campeões em título, fiquei mais convencido que Dallas terá capacidades para renovar o seu título. Não se trata apenas de Dirk, de Jason Terry, de Shaun Marion ou Jason Kidd. Trata-se de colocar o melhor plantel ao nível de soluções a mexer. Tirando os 4, há um Vince Carter irregular, um Lamar Odom que teima em aparecer (se bem que já tem feito algumas boas exibições) um Rodrigue Beaubois que tem mais para dar, um Brandon Haywood que tem lugar de caras na equipa titular (no lugar de Mahimni) e um Yi Jianlian cujo treinador continua a teimar em não dar hipóteses e que até poderia ser uma excelente solução para a equipa no jogo exterior.

Tim Duncan (26\11) e Tony Parker (24 pontos) para um lado. Shannon Brown (32 pontos) Marcin Gortat (21 pontos\14 ressaltos) e Steve Nash (16\8 assistências) no outro. Final de campanha feliz para os Spurs. 4 jogos em 5 noites com 4 vitórias.

Cabaz de Nova Iorque frente a Orlando. Será um escândalo se os Knicks não se posicionarem para os playoffs. No entanto, é cada vez mais nítida a possibilidade de termos Chicago a jogar contra Nova Iorque na 1ª ronda dos mesmos.
A vida em Nova Iorque está difícil. Isto porque Jeremy Lin e Amare Stoudamire estão lesionados. Jeremy Lin foi hoje operado ao joelho e arrisca-se a perder o resto da temporada. A pausa nunca será inferior a 6 semanas para Lin. Já Stoudamire está de fora por tempo indeterminado com uma lesão nas costas. Torna a vida mais difícil para Mike Woodson que tem visto o reforço JR Smith casar muito bem com o resto da equipa e que tem visto a dupla Bibby e Davis cada vez mais entrosada no jogo da equipa. O que não muda é a ganância de Carmelo Anthony.

Neste jogo frente a Orlando, a turma da Flórida fez um jogo muito pobrezinho a todos os niveis. Já os Knicks estiveram com muitas ganas na fase de atacar o cesto. Se bem que o fizeram de forma pouco eficaz, principalmente nos triplos com 12 em 34 tentativas. Carmelo fez 25 pontos e 6 assistências, o rookie Iwan Schumpert, a jogar a point-guard, também marcou 25 pontos (com 4 triplos e do banco saiu Steve Novak para ajudar a equipa com 16 pontos. Novak é outro exemplo igual a Lin. O exemplo de alguém que andava perdido no banco dos Knicks e que de um momento para o outro tornou-se pedra fundamental para alguns triunfos da equipa de Nova Iorque. Contra Orlando, Novak foi autor de 4 triplos. Apesar de ser um jogador que anda na Liga desde 2006 e de já ter jogado em Dallas e em San Antonio, só agora é que Novak se está a destacar qualquer coisita. 8.6 é a média pontual deste extremo em Nova Iorque, tomando em conta que nunca passou dos 5 pontos de média e que em Nova Iorque tem uma média de rotação de 17 minutos.

Minnesota viu-se à rasca para bater os Bobcats. No entanto Kevin Love (40 pontos e 19 ressaltos) fez um jogo monstruoso. Os Wolves continuam à rasca com as lesões. Rúbio já não volta mais esta temporada. Beasley tem um dedo do pé fracturado e Barea anda à rasca da bacia. Os Wolves tem alinhado com 8 jogadores.

Deron Williams (30 pontos e 9 assistências) continua a partir a loiça toda. Os Nets tem vindo a melhorar com o decorrer da época e para o ano até prometem qualquer coisinha. Já arrancaram tarde.

14º jogo seguido de Miami a vencer em casa. Desta vez vieram os rivais de Dallas e perderam graças a um show (finalmente!) colectivo de Miami, principalmente no 3º período.
Facto raro em Miami: Nenhum dos elementos do Big Three ultrapassaram os 20 pontos.
Facto raro em Miami parte 2: 6 jogadores ultrapassaram a barreira dos 10 pontos sendo eles o Big Three + Mario Chalmers, Udonis Haslem e Norris Cole.

Do lado de Dallas, pouquíssima defesa e pouquíssimo ataque. Dirk Nowitzky (25 pontos) disfarçou o dia mau da equipa.

Períodos desiquilibrados. 30-18 para os Lakers no 1º período. 34-19 para Oklahoma no 3º. Bynum (25\13) e Bryant algo inspirados num lado mas insuficientes para travar a vontade de vencer a qualquer custo de Rusell Westbrook no outro. Westbrook esteve simplesmente soberbo. Durant também esteve em destaque com 21 pontos e 11 ressaltos.

Cleveland está a dizer adeus aos playoffs. Não basta ter Kyrie Irving para se ter sucesso. Ultimamente tem sido cabaz atrás de cabaz. Irving fez 29 pontos. Do outro lado Irving e seus pares foram sugados por uma máquina devastadora que fez 124 pontos, liderada por Brandon Jennings (28 pontos) e Ilyasova (20 pontos e 10 ressaltos).

A diferença de ter um Dirk e de ter um Jameer Nelson e um Chris Anderson.

Bem disputado. Quando o fim chega e a pressão aperta, uns marcam e outros falham por duas vezes.

Para finalizar alguns memes da NBA:

Marca pontos como um cavalo. Ganha ressaltos como um cavalo. Mete triplos que nem um cavalo. E ainda dá nas fuças do Barea como um cavalo.

Convém também dizer que com tantos touros à volta torna-se difícil

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Bulls vencem em Orlando (e outras da Liga)

Poucos minutos antes de ter escrito esta crónica, assistir a mais uma vitória de Chicago. Nesta madrugada, os Bulls bateram de forma sensacional os Toronto Raptors, numa partida em que estiveram a perder durante 3 períodos.

Na terça-feira, os Bulls foram sensacionais ao derrotar os Orlando Magic (3º da conferência este com um score de 30-18) por 85-59. Numa altura em que se tem criticado a equipa de Chicago por estar sistematicamente a lamentar-se com as ausências de Derrick Rose e quando se aproxima o jogo de sábado frente ao líder do Oeste (Oklahoma City Thunder) em que Rose não irá marcar presença (ausência praticamente confirmada pelo departamento médico dos Bulls) Chicago tem mais uma resposta colectiva sensacional em Orlando, vulgarizando Dwight Howard e os seus Magic.

Howard, que recentemente extendeu por mais uma época o seu contrato com Orlando, olhava apreensivo do banco de suplentes para a sua equipa. Não era para menos, Chicago dominou em todos os aspectos do jogo e fez com que os Magic não conseguissem ultrapassar os 20 pontos de pontuação em cada parcial. O melhor parcial que Orlando conseguiu foi um magro 15-12 no 3º período.

Do lado dos toiros, grande exibição para Carlos Boozer. Boozer está a jogar muito bem. Mais seguro na hora de atirar. No jogo contra Orlando atirou de todos os cantos e feitios e saiu-me muito bem com 24 pontos resultantes de 12 lançamentos em 18 tentativas. É raro ver um Boozer a lançar tanto, a lançar de longe e a lançar com tanta eficácia. O 2º jogador em destaque foi John Lucas. O base voltou a saltar do banco (quando Rose e Hamilton estão em campo Lucas não salta do banco a não ser nos minutos finais se a equipa estiver a ganhar por larga vantagem) e voltou a fazer estragos. Lucas está a aproveitar a ausência dos bases para ganhar o seu espaço na rotação. Contra Orlando, o base fez 20 pontos resultantes de um belíssimo e eficaz 8-13 em lançamentos de campo onde 4 dos 8 certeiros foram de 3 pontos. Luol Deng também fez 14 pontos, mas continua a ser uma pontuação algo escassa para o 2º melhor da equipa de Chicago.

Desengane-se quem pensa que Dwight Howard teve um dia para esquecer. O poste tentou levar (como sempre) a sua equipa às costas. Fez 18 pontos e 12 ressaltos. Mesmo perante a oposição de Boozer (13 ressaltos) Gibson e Asik (8 ressaltos cada).  Esteve muito eficaz com 8 em 12 em lançamentos de campo. No entanto apanhou uma das melhores atitudes defensivas dos Bulls do ano, o que inclusive levou a ESPN a passar muitas vezes imagens defensivas dos Bulls com os seus comentadores a dizer que esta defesa dos Bulls é provavelmente uma das melhores senão a melhor da história da NBA. E tem toda a razão, pois confesso que desde que sigo a NBA a sério (2001) nunca vi uma equipa defender de forma tão severa e ao mesmo tempo tão eficaz. Howard esteve bastante desacompanhado na partida: apenas Ryan Anderson conseguiu passar a barreira dos dois digitos de pontos. Fraquíssimas exibições por parte de Jameer Nelson e Hedo Turkoglu.

A equipa de Orlando lançou muito em mal. Enquanto os Bulls embalados por Boozer e Lucas obtiveram um score de 35 lançamentos em 79 tentativas (incluíndo um razoável registo de 7-18 em triplos) a equipa de Orlando lançou muito e mal, obtendo um score de 24-68 em lançamentos de campo (4-20 em triplos). A juntar ao fraco desempenho de tiro, Orlando cometeu 19 turnovers contra os 16 de Chicago. Tenho visto muito jogos esta época e fico com a sensação que as equipas (na globalidade) andam a cometer mais turnovers que o habitual.

Mais uma vez se viu algo em Chicago que denota melhoria em relação ao ano passado. Acabaram-se os ataques em que os bases não trabalham as jogadas. Quero com isto dizer as situações de jogo frequentes na época passada em que Rose ou Watson chegavam ao ataque e em vez de pensar plataformas de ataque, optavam pelo ataque rapido ao cesto. Actualmente vejo uma equipa dos Bulls que demora mais tempo a atacar mas que consegue delinear as jogadas de forma correcta, optando por soluções de passe até se encontrar um jogador livre para lançar. O jogo interior também tem ganho muita expressão com esta eficácia de Boozer e com a bravura de Joakim Noah.

Outros jogos da Liga:

Wade (31 pontos) e Bosh (23 pontos) afundaram o rival do Estado da Flórida no dia anterior a Chicago.

No Staples Center, a equipa de Utah continua a fazer pela vida na tentativa de chegar aos playoffs. Os Lakers tiveram uma prestação para esquecer e sofreram um pouco com a súbita queda de forma do seu líder Kobe Bryant. Bryant teve um jogo para esquecer com 3 lançamentos de campo em 20 tentativas. Brilharam Bynum (33 pontos e 11 ressaltos) e Gasol com 18 pontos e 10 ressaltos. Daí que nos últimos dias se tenha feito a piada que os Lakers vencerão mais jogos se Bryant resolver passar a bola a Gasol e Bynum.

Os Jazz começam a lutar contra o tempo para chegarem aos playoffs. A equipa de Salt Lake City está na 9ª posição do Oeste com um score de 24-22, apenas a um jogo dos playoffs pois Houston tem um score de 25-22. Em Los Angeles, brindaram-nos com mais uma exibição colectiva: Paul Millsap (é o grande líder desta equipa) fez 24 pontos, 9 ressaltos e 5 assistências, Josh Howard, Derrick Favors e Devin Harris fizeram 12 pontos e do banco saltaram os inspirados Hayward e Enes Kanter (finalmente) com 17 pontos respectivamente.

Jogo fraco em Atlanta onde a excelente carreira de tiro de Joe Johnson foi insuficiente para travar o jogo colectivo de Boston. Prometem-se bons e duros playoffs para as duas equipas caso se encontrem na 1ª ronda.

Jogo para Dirk Nowitzky brilhar (33 pontos). Arron Afflalo também fez uma excelente exibição por parte dos Nuggets (24) mas a noite seria do Alemão, que, perante a aproximação dos playoffs está a aumentar o ritmo da pastilha e está a tornar-se cada vez mais certeiro. Bom sinal para os Mavs.

Os Rockets continuaram a maldição dos Lakers. Bryant voltou a não passar a bola e fez 10-27 em lançamentos de campo. Mesmo assim marcou 29 pontos. Se os tivesse acertado todos (incluíndo lances livres) o extremo poderia ter feito algo como 68 pontos. Pau Gasol fez 16 pontos mas os Lakers estiveram muito mal defensivamente.

Na presença de Yao Ming (ainda não se sabe se voltará à competição) foi o seu colega de posto Luis Scola (está a fazer uma grande época; já vi Scola por várias vezes a pegar na bola na linha de lance livre e a levar toda a gente atrelada a ele até ao cesto!) a brilhar com 23 pontos. Quem também brilhou foi o base suplente Courtney Lee com 23 pontos. Lee subiu a titular graças à lesão temporária de Kevin Martin, outra das estrelas dos Rockets. Quem também está em destaque em Houston é o base esloveno Goran Dragic. Este esloveno fez 16 pontos e 13 assistências.

Outras da Liga:

Ainda as trocas.

Depois de expirado o período legal para trocas,

Na sexta-feira, Cleveland que tinha recebido Jason Kapono de Los Angeles na troca Ramon Sessions decidiu despedir o extremo. O antigo rei dos triplos da NBA deverá decerto rumar à Europa ou esperar que alguém o contrate de forma livre até aos playoffs, dado que é possível contratar atletas livres até ao final da fase regular.

No sábado Denver assinou por 5 anos com Wilson Chandler. O antigo jogador dos Knicks, que já tinha actuado em Denver na época passada  vem reforçar em muito o shooting da equipa do Nevada. Chandler é conhecido por ser um jogador que se perdeu pelos seus péssimos hábitos. Há uns meses atrás foi inclusivamente detido em Nova Iorque por ter sido apanhado a fumar marijuana dentro de um Hummer, o que motivou o seu despedimento dos Nuggets. Na 4ª época na Liga, Chandler conseguiu atingir o seu ponto auge em 2010\2011 ao serviço dos Knicks onde em 51 jogos conseguiu uma média pontual de 16.4. Entretanto seria trocado para Denver no pacote por Carmelo Anthony.

Satisfeitos com o voador Gerald Green (média pontual de 11 em 12 jogos pelos Nets) a equipa de New Jersey decidiu oferecer um contrato a este jogador de 4ª temporada que andava intermitente entre a NBA e a D-League. Green tem aqui a sua oportunidade para se estabelecer de vez na Liga depois de passagens por Boston, Houston, Dallas e pela Europa.

Na segunda-feira, Houston despediu Derek Fischer. O veterano base tinha vindo de LA. Houston não o quis e Fischer foi assinar por Oklahoma City. Não servia para os Lakers. Vai agora reforçar a equipa com melhor score no Oeste e ajudar a colmatar um défice que os Thunder tem tido pela falta de um base que faça exclusivamente transporte de bola.

Na terça-feira, Andrés Nocioni foi despedido por Philadelphia. O argentino deverá despedir-se da Liga para voltar à Liga Argentina, desejo que já era público do jogador depois de ter jogado no Peñarol de Mar de Plata durante o lock-out. Nocioni despede-se da competição depois de várias épocas interessantes em Chicago e Sacramento.

No mesmo dia, Memphis contratou Gilbert Arenas. Reforço para playoffs, mais pela experiência do que pelo aumento de mais-valia que trás à equipa do Tenessee. Arenas já foi All-Star mas há muitos anos que se arrasta pela liga em virtude de uma grave lesão que sofreu ainda ao serviço dos Wizards.

Hoje, Miami contratou o Francês Ronny Turiaf. Washington tinha trocado o jogador com Denver no pacote Nênê e McGee. Denver não assumiu o jogador e ele agora vai parar a Miami.

O mítico e inconfundível. Cada vez mais pançudo. Entra sempre para fazer o seu cestinho da ordem e para por o United Center de Chicago ao rubro. All-Star da Mine e dos tremoços.

Para quem não o conhece, disfarça bem. Por vezes dou por mim a ver Nova Iorque e a pensar que no fim de contas estou a ver Miami, tantas são as vezes que as movimentações do Melo são iguais às do LeBron e que a bola tem cola nas suas mãos e não sai para as mãos de mais ninguém.

Só de uma noite de bebedeira é que Michael Jordan se poderia ter lembrado de comprar os Bobcats. Ou então a Nike não lhe pagou honorários suficientes da sua linha de sapatilhas para comprar os Bulls.

Desde que Jordan tomou posse como proprietário dos Bobcats que a equipa do seu estado natal nunca mais voltou a ser a mesma. Pela Negativa. Os Bobcats continuam no seu mundinho à parte, a levar tareia após tareia. 7-37 é mau demais para ser verdade.

Pior que isso foi o acordo que os Bobcats fizeram com Boris Diaw. Um dos seus melhores jogadores decidiu em conjunto com a equipa terminar o seu contrato para poder assinar livremente com outra equipa do NBA. Bulls poderão ser um lugar para o veterano francês. Isto se exonerar a 1st pick de draft que Charlotte deve a Chicago pela transferência de Tyrus Thomas. Mas duvido que Chicago pretenda fazer esses acordos.

Cena muito feia em Sacramento. Com Rubio no estaleiro até ao final da época, começam-se a esfumar as hipóteses de Kevin Love e dos Minnesota Timberwolves em conseguirem os playoffs. Love começa a perder a paciência com os seus colegas de equipa. Depois de uma discussão com Barea no banco de suplentes na derrota contra os homens do Óregon, Love e Barea chegaram a vias de facto, tendo que ser afastados pelos colegas.

O base porto-riquenho já se deverá ter arrependido do facto de ter trocado Dallas por Minnesota.

No jogo desta madrugada contra Chicago, em honra das forças armadas Norte-Americanas e Canadianas os Toronto Raptors decidiram usar um uniforme verde camuflado.

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Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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