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Uma pouca vergonha

A ADOP (Autoridade de AntiDopagem de Portugal) presidida por Luis Horta, através do Instituto do Desporto, um braço da Secretaria de Estado do Desporto decidiu punir o nosso Seleccionador Nacional Carlos Queiroz com uma sanção de 6 meses que impede o técnico de exercer a sua actividade profissional actual, a contar desde o dia 19 de Agosto de 2010.

O acordão do processo disciplina pode ser lido aqui.

Segundo a mesma entidade, é importante recordar a matéria de facto pela qual se partiu para o referido processo disciplinar a qual passo a transcrever:

” Importa aqui e agora, recordar a matéria de facto dada por assente pelo Conselho de Disciplina e que não merece a censura da ADOP:

1. O Prof. Carlos Queiroz, aqui arguido, é o Seleccionador Nacional de Futebol ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol, competindo-lhe, designadamente, supervisionar e coordenar todas as selecções nacionais da FPF, em especial a orientação e por conseguinte o treino da Selecção Nacional A, prestando os seus serviços com disponibilidade para cumprimento de tarefas e planos de trabalho programados e dedicar ao Departamento de Futebol e de Formação da FPF todo o apoio técnico necessário ao sucesso dos objectivos da FPF.

2. A Selecção Nacional A preparando-se para a fase final do Campeonato do Mundo que viria a ter lugar na África do Sul, fez um estágio na Covilhã, aí tendo ficado hospedada em hotel.

3. No dia 16 de Maio de 2010, um pouco antes das 08:00 da manhã, três médicos da ADOP deslocaram-se a esse hotel da Covilhã, por terem sido notificados pelo Presidente da ADOP (Luis Horta) para aí realizarem a essa hora uma acção de controlo de dopagem (vulgo controlo-surpresa) aos jogadores da selecção nacional que se encontravam em estágio.

4. A ADOP é a sigla usada pela Autoridade AntiDopagem de Portugal, presidida pelo Prof. Dr. Luis Horta.

5. Aqueles três médicos, ao chegarem, dirigiram-se à recepção do hotel, foram recebidos pelo agente da PSP Manuel Borges, que os identificou e foi avisar da sua presença o Dr. Henrique Jones, médico da selecção.

6. Tratava-se de um controlo surpresa.

(…)

9. O Dr. Henrique Jones foi à sala de refeições, onde o arguido se encontrava, informar este de que havia um controlo de dopagem aos jogadores.

10. De seguida o Dr. Henrique Jones dirigiu-se aos médicos da ADOP a quem cumprimentou e tratou de despertar os jogadores.

11. Os médicos da selecção nacional trataram dos procedimentos logísticos para o controlo se realizar numa sala do hotel.

(…)

21. O arguido estava muito exaltado.

22. Os médicos do ADOP continuaram a deslocar-se para a sala onde decorreu o controlo sem terem retorquido às palavras do arguido.

23. Já na sala onde se realizou o controlo antidopagem os médicos da selecção nacional pediram desculpa aos médicos da ADOP por aquelas palavras proferidas pelo arguido.

24. O arguido não acompanhou os médicos à sala onde foi realizada recolha de amostras, operação a que não esteve presente.

25. Os médicos da ADOP entenderam que estavam reunidas as condições para desempenhar a sua missão e continuaram as operações do controlo antidopagem.

26. O médico da ADOP Dr. José Marques, declarou-se perturbado com a conduta do arguido tendo declarado que apesar da necessidade de estar concentrado no seu trabalho, não lhe saíam da cabeça as palavras do seleccionador.

(…)

29. A recolha de amostras decorreu com a melhor colaboração dos médicos da FPF e dos 7 jogadores seleccionados.

30. A FIFA informara em Fevereiro de 2010 que haveria um controlo de dopagem surpresa a todas as selecções nacionais antes da Fase Final do Campeonato do Mundo.

(…)

35. O arguido agiu consciente e livremente, sabendo que essas palavras eram ofensivas pelo menos para o Dr. Luis Horta, para a mãe do Dr. Luis Horta e para os médicos da ADOP perante quem as proferiu.

37. Pelo menos o Dr. Luis Horta sentiu-se ofendido com a actuação do indivíduo.”

As palavras proferidas pelo nosso Seleccionador Nacional foram:

1. (Perante a chegada dos médicos da ADOP) — “Quem são estes senhores? Controlo antidoping? À selecção nacional ? O Sr. Luis Horta quer é visibilidade”

2. (De seguida, proferiu as seguintes frases que validadas pelo processo disciplina instaurado pelo Conselho de Disciplina da FPF)

— “Foda-se! Caralho! Porque é que estes gajos não vão a esta hora fazer o controlo na cona da mãe do Luis Horta?”

(Estas palavras foram proferidas na frente dos médicos da ADOP e do Dr. Nuno Campos)

Isto foi o que o Conselho de Disciplina deu como provado. O Prof. Carlos Queiroz, em sede federativa e posteriormente numa entrevista pública justificou-se que no futebol português o uso do calão é frequente. Digo desde já que é um uso ridículo e de uma extrema má educação para uma pessoa que é Doutorada pela mais alta hierarquia do ensino Português.

Carlos Queiroz, em sede processual federativa também tentou justificar a sua ofensa, desculpando-se (devido às suas raízes culturais e linguísticas africanas) que quis referir o calão ” vai para a cona maím” que em Moçambique significa ” foste colocado em cona de mãeir para bem longe” referido que não quis ofender qualquer pessoa com o termo em vernáculo.

Quanto à pena de 6 meses aplicada pela ADOP não me pronuncio, sob o risco de não estar a ser correcto do ponto de vista jurídico. No entanto, se a punição prevista para o caso em questão era de 2 a 4 anos, interrogo-me o porquê de uma punição de 6 meses? Não quiseram estragar o resto da carreira a Carlos Queiroz?

Concluíndo, penso que neste acordão estão reunidas todas as condições para que a FPF retome este caso e de uma vez por todas tome uma decisão quanto ao actual seleccionador. Perante a extrema gravidade dos factos, os contribuíntes Portugueses merecem uma resposta adequada ao caso por parte de Gilberto Madaíl. Neste momento, penso que não existem condições para que Carlos Queiroz se mantenha no cargo que actualmente desempenha. No meu entender, a Federação deverá avançar para a rescisão do contrato que a liga a Carlos Queiroz não olhando a meios para o fazer. Com ou sem justa causa.

A imagem de Queiroz está extremamente desgastada e o Seleccionador não terá a tranquilidade necessária para continuar com o seu trabalho. Não terá capacidade suficiente para ter mão sobre os jogadores, para reagir de forma civilizada e coerente aos possíveis ataques que a imprensa poderá fazer e não representa uma vontade unânime dos contribuíntes Portugueses para continuar a desempenhar o actual cargo. Para esse efeito, no meu entender, a Federação deve desde já começar à procura de um novo técnico que já possa estar disponível nos próximos compromissos da Selecção Nacional. Agostinho Oliveira não é solução, sabendo-se de antemão que nestes primeiros encontros oficiais da Selecção com vista ao apuramento para o Europeu de 2012, este apenas irá executar no terreno tudo aquilo (que nos bastidores) lhe será indicado pelo actual Seleccionador Nacional.

Assim sendo, a Federação deverá cortar o mal pela raiz. Todos estes factos são gravíssimos e não são um bom espelho do futebol Português para as Instâncias Federativas Europeias e Mundiais, que ainda não se pronunciaram sobre uma possível intromissão do Governo Português (da Secretaria de Estado do Desporto através do Instituto do Desporto) no futebol, o que pode motivar um castigo federativo à FPF. No entanto há que relembrar que tanto a UEFA como a FIFA acabaram por não validar os castigos que prometeram às Federações de Futebol do Togo (devido ao incidente na CAN), da Nigéria e da França cujos governos se imiscuiram em assuntos federativos após a eliminação destas selecções do mundial.
O que se pode ressalvar disto é que é passa uma terrível imagem do nosso futebol, tendo em conta a Candidatura Ibérica aos Mundiais de Futebol de 2018 e 2022.

Quanto a Luis Horta, concordo que deva levar Carlos Queiroz para a barra dos tribunais, para que este seja punido pelas afirmações gravíssimas que proferiu. Cada um é responsável pelos seus actos. Já que dinheiro não é problema para Queiroz, em sede judicial, terá a oportunidade de tentar defender a sua honra, que desde já tem mácula.

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Perguntem ao Carlos Queiroz

Já não bastava o facto de teres feito uma péssima campanha de apuramento para o Mundial e de teres inventado q.b durante a competição. Disse-o aqui e aqui. Se tivesse que voltar a escrever hoje aquilo que escrevi nesses posts, não teria qualquer hesitação e voltaria a fazê-lo.

Saíste do mundial pela porta pequena e a tua reputação entre os Portugueses caiu para o nível do chão. Pior que isso, penso que a tua relação com alguns jogadores saiu completamente fragilizada. No entanto, não te poupaste em palavras e no teu estilo bem provocador primeiro andaste a dizer certas coisas na Comunicação Social que são de assunto interno da Federação e que não tiveste coragem de dizer na cara do Madaíl e depois tentaste negar as palavras de um jornalista, apelidando-o de aldrabão… Tá tudo!

Como se já não te conhecessem! Para além de um perdedor nato, há outro substantivo iniciado pela letra “p” que te caracteriza na perfeição: és um provocador nato. Não ganhaste nada no mundo do futebol enquanto treinador principal, mas adoras provocar os outros. E depois os outros caem-te em cima “à grande e à francesa” e tu vens a público afirmar que “estás a ser  vítima de tentativa de linchamento na opinião pública”. Como se não tivesses a plena noção, que és tu Carlos Queiroz quem provoca este tipo de situações.

Daí que ponha as mãos no fogo em como tenho a certeza que mandaste umas bocas lá ao homem do doping. Ainda por cima, foste cobarde ao ponto de as mandar sem a referida pessoa estar presente para se defender. Quem te conhecer que te compre. Já o tinhas feito ao Sporting Clube de Portugal e a uma das suas direcções,  já o tinhas feito ao comentador Jorge Baptista. Este último correu-te com uns socos bem dados. Isto sem contar os reais motivos pelos quais foste expulso de muitos sítios por onde passaste como pela Selecção Sul-Africana (acusado de racismo) pelos Metrostars e pela selecção dos Emirados Árabes Unidos onde só te aguentaste uns meses e pelo Real Madrid onde entraste pela porta pequena e saíste pela porta reservada aos anões. À boa moda de linguagem popular, é caso para dizer que “armas sempre um cambalacho por cada casa onde passas” e parece que na Federação Portuguesa de Futebol fizeste uma inovação a essa regra tão genuína do teu comportamento profissional: “já armaste pelo menos uns 5”.

Quem não gostou muito desta ideia foi o Madaíl e o Laurentino Dias. Depois da eliminação, o Madaíl começou-se a aperceber daquilo que tu és e começou a torcer o nariz quanto à tua continuação. Pensou melhor quando fez as contas à indeminização que levarias para casa, caso fosses despedido e repensou a ideia. Logo, esta história relativa a Luis Horta é um excelente pretexto para a Federação tentar a rescisão por justa causa ou a rescisão amigável e assim meter uns trocos ao bolso. Acto que peca por tardio.

O que mete do é que o Madaíl e o Conselho Disciplinar da Federação andam a dar voltas e voltas para arranjar um motivo que te meta dali para fora sem levares um tostão. E isso pode custar caro, visto que estamos a 3 semanas do primeiro jogo oficial de qualificação para o Euro 2012 e ainda nem sabemos quem vai escalonar a convocatória. Só agora te quiseram ouvir, e tu aí, chamaste pretensos amigos para te defender: Alex Ferguson que é o único homem no mundo do futebol que continua a acreditar em ti e a aturar os teus desaforos; Pinto da Costa, que te veio pagar o favor de não teres convocado o João Moutinho para o Mundial de forma a desvalorizar o seu passe para o Porto o ir buscar abaixo do preço da cláusula e o Luis Filipe Vieira, que no meio desta história só poderá entrar para te agradecer de teres ido buscar o Rúben Amorim para substituir o Nani no Mundial de modo a inflaccionar o seu passe. Ou seja, chamaste pessoas que não estiveram presentes no estágio da Covilhã e que não sabem “nada de nada do que se passou”. Se é essa a tua defesa, a isso chamo “atirar areia para os olhos dos responsáveis da federação e para os olhos do público Português” (quem te paga o salário) que neste caso merece saber toda a verdade.

Podes ser um bom profissional, podes perceber bastante de métodos de treino, de táctica, de decisões a tomar por um treinador a meio de uma partida. Podes até ganhar tudo o que houver de importante para ganhar no mundo da bola. O teu carácter, a tua personalidade e o teu feitio continuarão sempre lastimáveis.

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