Tag Archives: Lucas González Amorosino

rwc (6)

Depois da esmagadora vitória Australiana frente à modesta selecção Norte-Americana num jogo em que o ponta Adam Ashley-Cooper esteve em destaque, reporto aqui os últimos 4 jogos deste mundial que tenho vindo a seguir com alguma atenção.

À partida para este mundial, previa-se que o jogo de ontem que opôs a Nova Zelândia à França tivesse sido o centro das atenções na Pool A.

Muito resumidamente, o seleccionador Francês Marc Lièvremont comprou o bilhete antecipado para o 2º lugar da França do grupo e por questões de índole física dos seus principais jogadores e moral dos mesmos (não convinha à França largar os seus trunfos frente à selecção da casa perante um estado eufórico e arriscar-se a perder um jogo por muitos) Lièvremont sabotou este clássico do rugby mundial dois dias antes na conferência de imprensa, desiludindo todos os Neozelandeses que pretendiam ver a sua selecção num competitivo jogo contra a 1ª linha do rugby francês, afirmando que ia poupar jogadores.

Perante um estádio cheio de eufóricos adeptos All-Blacks, a selecção da casa não sentiu dificuldades em derrotar a França por expressivos 37-17, confirmando o primeiro lugar do grupo.

Henry Graham não poupou nenhum dos seus jogadores para o embate contra os Franceses, torneando assim a questão que tinha sido levantada em 2007 quando os Neozelandeses (no dia seguinte à eliminação contra a França em Cardiff) queixavam-se que aquela derrota também se tinha verificado em virtude de não terem disputado qualquer jogo de topo até aos quartos-de-final (Os All-Blacks tinham defrontado na fase de grupos a Escócia, a Itália, Portugal e Roménia).

Lièvremont acabou por cumprir metade da promessa que tinha deixado na sala de conferência de imprensa, e no 15 titular da França haveria por não colocar o talonador Servat, o 3ª linha Imanol Harinordoquy (em sua vez jogou o não menos reputado e talentoso Louis Picamoles) o abertura François Trinh-Duc e o defesa Cédric Heymans. Porém, todos estes atletas entraram na 2ª parte. Fora dos convocados haveriam de ficar Nicolas Mas, David Skrela, Alexis Palisson, Romain Millo-Chluski, Fulgence Ouedraogo e David Marty.

A França ressentiu-se desta estratégia do seu treinador e os 34 All-Blacks haveriam de fazer a vida negra aos Franceses. Sempre comandados pelo brilhante Dan Carter, os Neozelandeses chegaram facilmente aos 3 ensaios logo na primeira parte por intermédio do nº8 Adam Thomson, do defesa (neste jogo actuou a ponta) Cory Jane e do ponta Israel Dagg, que na 2ª parte haveria de marcar o 2º ensaio da conta pessoal. Na primeira parte, o melhor que os Franceses conseguiram foi uma penalidade convertida por Dimitri Yachvilli.

A defesa dos Gauleses haveria de acertar na 2ª parte, não sendo tão permissiva às investidas dos homens lá de trás da formação do hemisfério sul mas haveria de cometer mais faltas sobre os mesmos. Como referi, Israel Dagg haveria de marcar mais um ensaio logo a abrir a 2ª parte, Dan Carter continuou a brilhar com um pontapé de penalidade e um drop e o jogo iria terminar com uma França mais afoita, marcando dois ensaios por intermédio do centro Mermoz e do abertura Trinh-Duc sem que a Nova Zelândia concluísse o jogo com o último ensaio da autoria de Sonny Williams.

Com as contas de grupo A e grupo B praticamente fechadas, os All-Blacks irão defrontar a Argentina nos quartos-de-final enquantos Franceses terão pela frente um grande clássico do velho continente contra a Rosa de Inglaterra.

– No duelo das mais fortes selecções do pacífico, Samoa levou a melhor sobre Fiji por 27-7.

Não foi um jogo muito bonito. De um lado, as Fiji quiseram jogar por intermédio da força, técnica e velocidade dos seus 34. Do outro lado, Samoa apostou em muito no poderio dos seus avançados e começou a construir o resultado com imensas faltas ganhas por este dentro do território Fijiano.

O seleccionador Fijiano Samu Domoni fez uma alteração estranha no 15 titular das Fiji. O abertura Serenaia Bai, uma das unidades com melhor rendimento dos Fijianos nos primeiros 2 jogos passou para centro enquanto Nicky Little assumiu (sem grande prestação; é sem dúvida um dos jogadores mais fortes desta selecção mas está abaixo de forma) o lugar de abertura. E o jogo de ataque dos 34 Fijianos com as suas habituais e rápidas trocas de bola e acelerações não funcionaram contra a agressiva selecção Samoana.

O jogo projectado pelo seleccionador de Samoa Titimaia Tafua resultou na perfeição e a sua selecção foi ganhando pontos ao pé: na primeira parte, o abertura Tusu Pisi () converteu 3 penalidades e atirou para valer um excelente drop. Ao intervalo, Tonga cumpria o quadro estratégico delineado na perfeição e vencia por 12-0.

A 2ª parte começou com nova penalidade de Pisi e um ensaio de Kahn Fotoal´i aos 62 minutos, elevando o marcador para 22-0.Canadá

Cereja no topo do bolo foi o ensaio que seguiu, surgido de uma brilhante arrancada do 3ª linha na imagem (George Stowers) culminando uma exibição de ouro (15 placagens efectivas) para o lado Samoano. As Fiji ainda reduziram por intermédio do ensaio de Netani Talei.

– A Irlanda bateu a Rússia por 62-12 em que jogo que veio a confirmar o que se previa: sentido único para a área de ensaio Russa.

Como era previsto, os movimentos muito simples dos Irlandeses cilindraram a pobre Russia, que apesar das derrotas veio a este mundial para aprender com as equipas de nível de classe mundial e fortalecer as suas raízes tendo em conta os jogos dos próximos anos contra as selecções do “seu campeonato” tal como Portugal o fez em 2007. Tanto o fez, que os Lobos, nos últimos 4 anos conseguiram ganhar em território Romeno, empatar na Geórgia e lutar pelo resultado contra equipas com mais estaleca no circuito mundial como o Canadá, Tonga ou Japão.

Os Irlandeses já sabem que irão jogar contra Gales nos quartos-de-final, num jogo que promete muita emoção dado que são duas selecções do mesmo calíbre e cujos jogadores actuam praticamente todos no mesmo campeonato, a Liga Céltica.

A selecção Irlandesa entrou em campo com uma selecção alternativa por opção do seu seleccionador Declan Kidney, preocupado já com o jogo dos quartos-de-final. Mesmo assim os Irlandeses entraram a todo o gás perante mais um jogo em que os russos foram muito imaturos do ponto de vista defensivo, facto que lhes valeu um amarelo (ao médio de abertura Rachkov) e consequentemente os dois primeiros ensaios Irlandeses. Na primeira parte, a Irlanda marcou 5 ensaios (Fergus McFadden, Sean O´Brian, Andrew Trimble, Isaac Boss e Keath Earls) sendo que os últimos 3 foram obtidos nos últimos 5 minutos da primeira parte, numa fase em que os russos acumularam desconcentração com cansaço.

Na 2ª parte, os Russos obtiveram mais 2 ensaios para a sua contabilidade no ano de estreia num mundial mas acabaram por sofrer outros 4. Despedem-se do mundial na próxima jornada contra a selecção Australiana.


No jogo do dia, a Argentina teve a pontinha de sorte que lhe faltou contra a Inglaterra perante a Escócia e assegurou praticamente a passagem aos quartos-de-fina. Só uma vitória larga dos Escoceses frente aos Ingleses poderá ditar azar para os Argentinos.

Num jogo muito fechado e muito lutado a meio campo (as estatísticas mostram 5446 em posse de bola para os Escoceses; 5050 em território; 3,07m dos Argentinos na área de 22 escocesa contra 10,50 dos Escoceses na área argentina) foi o ensaio de Lucas Gonzalez Amorosino (mais uma vez em destaque neste mundial) aos 72″ que deu esta grande vitória à turma Argentina num jogo que foi disputado quase sempre ao pé e nas intensas lutas de avançados onde os argentinos quase sempre levaram a melhor sobre os Escoceses.

No regresso de Filippo Contepomi aos Pumas, coube ao eterno aberturacentro abrir as hostilidades com uma penalidade aos 19 minutos. Num duelo de históricos, a primeira parte teria duas penalidades de Chris Patterson, o eterno defesa escocês.

Na 2ª parte, com 6-3 no marcador a incerteza pairou até ao final mesmo depois da Escócia ter chutado dois drops certeiros (Jackson e Dan Parks) e da Argentina ter respondido com mais um pontapé de Contepomi. Os Pumas não se deram por vencidos e numa grande jogada colectiva haveriam de fechar com um brilhante ensaio de Amorosino e a preciosa conversão de Contempomi. Os Escoceses ainda tentaram ripostar e avançaram no terreno em busca da vitória mas os 10 minutos finais iriam pertencer à maravilhosa garra da defensiva argentina, que conseguiu suportar as investidas finais dos escoceses, principalmente pelo fabuloso Patrício Albacete, homem de 17 placagens durante os 80 minutos.

Para finalizar, algumas notas específicas sobre o andamento dos grupos, estatísticas colectivas e feitos individuais:

1. No Grupo A, a Nova Zelândia lidera com 15 pontos, contra os 10 da França, os 5 de Tonga e os 4 do Canadá. O Japão não marcou qualquer ponto. O Canadá só tem 2 jogos efectuados e ainda tem hipóteses matemáticas de conseguir o apuramento, mas será algo bastante difícil.

1.1 Os NeoZelandeses são a equipa com mais pontos marcados – 161 no total. Nesta estatística, a África do Sul aparece em segundo com menos 8 pontos e a Inglaterra em 3º com 121.

1.2 Os All-Blacks também são a selecção com mais ensaios na prova: 24. Os Sul-Africanos tem 20 enquanto os Ingleses tem 1.

Os Japoneses são a equipa com mais ensaios sofridos. No total foram 22.

2. No Grupo B, a Inglaterra lidera com 14 pontos contra os 10 dos Argentinos e Escoceses (o score dos Argentinos é 65-33 enquanto o dos Escoceses é de 61-43). Geórgia e Roménia ainda não fizeram qualquer ponto mas os Georgianos apenas realizaram 2 jogos. Os Georgianos jogam contra Argentinos e Romenos enquanto a Escócia joga contra os Ingleses.

2.1 Para passar, a Escócia necessita:

2.1.1 Vencer a Inglaterra com ponto de bónus sem que os Ingleses marquem qualquer ponto, indiferentemente de vitória ou derrota da Argentina.
2.1.2 Vencer a Inglaterra sem ponto de bónus desde que a Argentina perca ou empate o seu jogo.
2.1.3 Empatar com a Inglaterra desde que a Argentina perca com a Geórgia ou apenas marque ponto de bónus defensivo
2.1.4 Perder com a Inglaterra desde que consiga ponto de bónus defensivo e a Argentina não marque qualquer ponto.

2.2 Os Ingleses são a equipa com menos pontos sofridos da prova (22) e em conjunto com a Austrália e África do Sul apenas sofreram 1 ensaio.

3. No Grupo C, a Irlanda lidera com 13 pontos, contra os 10 Australianos, os 5 Italianos, os 4 Norte-Americanos e o ponto que a Rússia conseguiu.

3.1 Cenários para este grupo:
3.1.1 A Irlanda e Austrália passam caso vençam os seus jogos.
3.1.2 A Autrália vence o grupo caso a Irlanda perca contra a Itália e a Austrália vença o seu jogo.
3.1.3 A Itália passa caso vença a Irlanda e o outro jogo, sendo que terá que marcar bónus num dos jogos e não permitir que a Irlanda faça ponto defensivo. Caso a Irlanda faça ponto defensivo contra a Itália, os Italianos são obrigados a vencer com bónus os dois jogos.

4. No Grupo D, a África do Sul lidera com 14 pontos, contra os 10 de Samoa, os 5 de Gales (menos um jogo) os 5 de Fiji e os 0 de Tonga

4.1 Cenários:
4.1.1 A África do Sul passa em primeiro caso ganhe ou empate a partida que lhe resta.
4.1.2 Samoa passa caso vença com pontos de bónus e Gales vença as duas partidas mas não consiga vencer uma delas com ponto de bónus ou caso empate o seu jogo e Gales vença apenas 1 partida ou caso perca e Gales não vença as duas partidas.
4.1.3 Para Gales passar basta vencer duas partidas, uma com ponto de bónus (caso Samoa não atinja ponto de bónus) ou com 2 pontos de bónus caso Samoa o consiga.

5. Ao nível de estatísticas individuais:

5.1.1 O melhor marcador da prova é o médio de abertura Springbok Morne Steyn com 48 pontos (2 ensaios, 13 conversões e 4 penalidades) sendo perseguido por Kurt Morath de Tonga com 31 (5 conversões e 7 penalidades) e Morgan Parra da França com 28 (1 ensaio; 4 conversões; 5 penalidades).
Steyn também lidera a classificação de mais conversões: 13 contra 10 de Colin Slade da Nova Zelândia.

5.1.2 O melhor marcador de ensaios é Chris Ashton da Inglaterra contra 4 de Adam Ashley-Cooper da Austrália, Vincent Clerc da França, Richard Kahui e Israel Dagg da Nova Zelândia e Vereneki Goneva da Ilhas Fiji.

5.1.3 Kurt Morath lidera o ranking de penalidades com 7 contra 6 de Tusi Pisi de Samoa com 6 e 5 de Morgan Parra da França, Chris Patterson da Escócia e James Hook de Gales.

5.1.4 Theuns Kotze da Namíbia lidera a lista de drop goals com 3, todos eles apontados contra as Fiji.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

RWC (4)

Depois de alguns dias de ausência destas crónicas, volto a escrever sobre aquilo que se tem passado no mundial de Rugby.

Já para a 2ª jornada da fase de grupos, enquanto estivemos ausentes, o Canadá facturou uma interessante vitória sobre Tonga (25-20) a Escócia teve grandes dificuldades em bater a Geórgia (mostra que as selecções emergentes estão cada vez mais próximas de competir com as grandes selecções; a Escócia não conseguiu lograr um único ensaio), Samoa entrou a vencer no Mundial depois de derrotar a Namíbia por 49-12 e a Nova Zelândia, numa noite em que a organização homenageou todas as vítimas das catástrofes que abalaram o Japão neste ano de 2011, bateu a selecção nipónica com bastante facilidade (83-7).

Nesta madrugada, a história foi diferente:

A Irlanda bateu a Austrália no jogo grande do grupo C. Com a vitória frente aos Australianos, a Irlanda assegurou praticamente a passagem no 1º lugar do grupo.

15 – 6 espelha bem aquilo que foi o jogo. Demasiado fechado, demasiado táctico, demasiado aberto à luta corporal e à vontade de não ceder barata a vitória. Os Irlandeses, com o vigor do costume, executaram bem a táctica planeada para a partida e anularam por completo os Wallabies.

No primeiro test-match a doer para a selecção comandada por Robbie Deans, denotou-se a falta de um criativo. Denotou-se a falta de um jogador “abre-latas”. E esse jogador estou seguro que era Giteau. Por mais que jogadores como o formação Will Genia, o abertura Quade Cooper e o ponta Kurtley Beale tentassem mexer o jogo para os 34 Australianos, o resultado acaba por ser o esbarramento contra a forte muralha defensiva Irlandesa. Foi na acutilância e agressividade defensiva que resultou o sucesso da selecção europeia: os avançados irlandeses não deram espaço para o jogo dos avançados australianos (Ben Alexander, James Horwill e Rocky Elson costumam ser avançados que gostam de penetrar com a bola nas mãos) e da exibição dos 34 australianos pouco ou nada se viu de destaque. Mesmo com uma posse de bola dividida (51% para os Irlandeses49% para os Australianos e um domínio territorial Australiano (54%, sendo que os Australianos tiveram um tempo de 10,34m dentro da área de 22 metros irlandesa) nada acabou por sair bem aos Wallabies perante a agressividade defensiva Irlandesa. Os números são rosto desse facto.

O 3ª linha James Horwill foi peremptório ao afirmar na zona mista instalada dentro do Eden Park em Auckland a frustração do colectivo Australiano: “Ireland did well and we played some dumb rugby. We were not good enough” – e de facto, vimos uma selecção Australiana muito atípica. Sem grande energia e criatividade no ataque, os Irlandeses aproveitaram todos os erros defensivos dos Australianos e como é seu tímbre pela dádiva de terem excelentes executantes de penalidades (no caso deste mundial, do abertura Jonathan Sexton e do mítico veterano Ronan O´Gara) com o jovem abertura a efectivar duas penalidades e um drop e o experiente veterano a fechar a vitória irlandesa.

A Austrália terá que reforçar as suas bases caso queira discutir a vitória. A Irlanda agradou-me bastante depois de uma primeira partida pouco conseguida frente aos Estados Unidos.

– No grupo D, depois de uma vitória muito sofrida perante Gales, a carreira da Selecção Sul-Africana está claramente em ascendente neste ano de 2011. Os Sul-Africanos confirmaram as minhas palavras e aquilo que é de conhecimento público: em campeonato do mundo são crónicos candidatos ao título mundial e mesmo com poucas credenciais exibidas nos test-matches efectuados no último ano, não há tempo nem espaço para contemplações.

49-3 com a marcação de 6 ensaios, ponto de bónus ofensivo, carimbo do 1º lugar do grupo (a nada que algo de supra excepcional possa acontecer nos restantes jogos) e muito indolor para as aspirações das Fiji no grupo.

Num jogo bem disputado em que os Springboks não foram de meias medidas e ao intervalo já venciam por 23-3 com dois pontapés e duas conversões executadas por Morne Steyn e dois ensaios por intermédio do primeira linha Steenkamp e do centro Jacque Fourie, as Fiji bateram-se com honra mas foram completamente impedidas que usar o seu rugby de velocidade e força pela defesa Sul-Africana, que hoje, não permitiu veleidades aos fortes centros e pontas da selecção do Pacífico.

Na 2ª parte, num ritmo de cruzeiro, a África do Sul não tirou o pé do acelerador (como de resto não poderia tirar frente a uma selecção do calíbre da Fijiana) e obteve mais quatro ensaios por intermédio do centro François Steyn (na imagem) do médio de abertura Morne Steyn (que jogador fenomenal) do pilar Mtwarrira e do 3ª linha centro Danie Roussouw, que apesar das 21! (sim, 21!!!) placagens efectuadas pelo seu colega de sector Henrich Brussow, acabou por ser eleito o homem da partida. As Fiji acabaram por sair da partida com um tímido pontapé de penalidade do seu médio de abertura Serenaia Bai, e como Gales conseguiu um ponto defensivo perante a África do Sul, Fiji vê-se obrigada a vencer os Gales ou empatar com ponto de bónus ofensivo para anular a desvantagem pontual provocada pelas partidas contra os Springboks. Isto, se nada de extraordinário acontecer nos jogos de Gales e da selecção Fiji contra a Selecção de Samoa, que perante tais resultados também poderá tentar dar uma perninha pela qualificação num grupo que de resto nota-se ser o mais forte e equilibrado da prova. No entanto, sou da opinião que Gales irá passar como 2º classificado deste grupo, porque é de facto muito mais selecção que Fiji ou Samoa.


– No grupo B, depois da nada desprestigiante derrota no jogo inaugural contra os Ingleses, a Argentina não permitiu veleidades à Roménia do género das que os Escoceses tinham permitido no jogo inaugural do grupo e cilindraram os Romenos por 43-8, dando sinal à Escócia (a jogar bastante mal) que os Argentinos irão colocar os Escoceses fora da fase final sem esforços de maior.

Ao bom estilo de Nani Corleto, o defesa do Leicester Tigers Lucas González Amorosino (na imagem) foi o jogador em destaque no lado Argentino.

As premissas que explicam a vitória dos Argentinos são fáceis de evidenciar e explicar:

1. Com a coragem e o sangue quente do costume, os Argentinos entraram mandões na partida e com vontade de resolver o problema cedo de modo a que os Romenos, pela proximidade do marcador não ganhassem alento à semelhança daquele que tiveram no jogo contra a Escócia. Madrugadores, os Pumas abriram rapidamente as hostilidades com dois ensaios: Santiago Fernandez aos 5″ e Juan Leguizámon aos 9. Mais dois se seguiriam ainda dentro do 1º tempo com Juan Figallo e Amorosino. Os Romenos respondiam com uma penalidade de Dimofte e um ensaio de Ionel Cazan. Na 2ª parte, Juan Imhoff e Genaro Fessia haveriam de chegar ao ensaio nos minutos finais quando o seleccionador Santiago Phelan já optava por fazer descansar os seus principais jogadores e rodar os menos experientes de modo a prepará-los para qualquer eventualidade que surja durante a prova.

2. Os Argentinos anularam por completo o forte Romeno, ou seja, o poder de penetração dos seus avançados no pick and go. Quando alguém o consegue fazer, bloqueia por completo as soluções de jogo dos Romenos. Eventualmente, o leitor mais atento e interessado pergunta-se porque é que Portugal não monta soluções para parar as investidas de jogo dos avançados romenos e bloquear as soluções de jogo dos Romenos. A resposta é simples: não desprezando por completo a qualidade e o notório esforço e luta que os avançados portugueses entregam ao jogo, estes estão a anos luz da vivacidade e da virilidade de homens como Leguizámon, Ledesma, Fernandez Lobbe, Juan Figallo, Patricio Albacete, Rodrigo Roncero ou Martín Scelzo. Se os Romenos são duros de roer, os avançados Argentinos ainda mais duros são. Aqui está o segredo do rugby argentino.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,