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O André Azevedo Alves e as suas teorias da merda

aqui.

não desfazendo o sucesso do livro e do autor,

o andré (e o autor citado) caem na esparrela profunda, tacanha, medonha (ainda mais para a categoria de professor universitário) de entrar por uma premissa assente num prisma de comparação entre macroeconomia e economia doméstica. típico dos tempos que correm. aquelas historietas boas para adormecer que se fazem com os 10 amigos que vão beber finos para um café para explicar a equidade fiscal. priceless.

só, que, infelizmente se esquece que em economia o termo austeridade não significa poupar e não tem como contrário o “gastar demasiado” mas sim racionalizar as existências e maximizá-las. se quisermos adoptar à lógica estatal, é racionalizar os activos do estado de forma a (logicamente) executar o máximo bem social\redistribuição do produto\redistribuição dos recursos por toda a população de forma a que se atinja um certo nível de equidade.

quando o andré (seguindo o autor) cita: “Imagine que um conhecido seu tenha gastado, em 2008, 12% a mais do ganhou; em 2009, 31% a mais; em 2010, 25% a mais; e, em 2011, 26% a mais. Você diria que essa pessoa é austera? Você diria que esse comportamento é sustentável? Pois é exatamente isso o que o governo da Espanha tem feito. E ele vem se mostrando incapaz de mudar de postura.” – cita quase a armadilha do coeteris paribus, ou seja, a designação que se utiliza para se designar que uma economia avança, recua, estagna, se todos os outros factores económicos se mantiverem. a austeridade deriva de excessivos gastos? a postura de um estado é apenas condicionada pelo facto de gastar demasiado? a postura de um estado pode ou não pode ser condicionada por factores externos ao próprio estado ou não pode? as agências de rating com as suas inenarráveis formas de catálogo dos seus clientes poderão especular 0u não especular sobre as políticas de um estado? poderão ou não especular para influenciar a queda de uns em proveito dos outros? a economia de um certo estado poderá ou não ser condicionada a partir do momento em que um investidor vai embora para outro país porque o custo de produção nesse país é mais baixo que no país onde anteriormente produzia? não estou, portanto, a perceber o argumento. julgava o sr. professor uma pessoa mais inteligente e sensata.

e já agora, visto que confunde termos e conceitos, pode-me dizer em que parte, em que políticas é que a austeridade nos estados europeus é escassa?

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Falsos Diplomatas

O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Paulinho das Feiras, gosta muito de falar sobre diplomacia e sobre a actividade dos diplomatas.

A maior incongruência deste enorme “génio popular” reside no facto do próprio não ser um diplomata nem ter qualquer formação académica na área da diplomacia. Logo, qualquer declaração que ler ou ouvir sobre tal problemática da boca desse ministro considero como falsa.

E mais, aconselho-lhe pelo menos a leitura de dois livros de um antigo e prestigiadíssimo diplomata português chamado José Calvet de Magalhães: “Diplomacia Pura” e o “Manual Diplomático” – pode ser que o ministrozeco da treta aprenda alguma coisa sobre diplomacia.

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