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facas de três bicos

O Costa do Castelo desistiu.

Seguro deu o sinal de alarme mas também se soube precaver. Apesar de ter perguntado qual era a pressa na convocação de um congresso quando tinha sido ele a apressar esse mesmo congresso na AR, havia sempre a questão das eleições à Câmara da Capital. António Costa sabia perfeitamente que não havia alternativa no PS\Lisboa às eleições autarquicas. Podia-se optar por uma solução de recurso dentro do “socratinismo” para Câmara que até pudesse lutar pela vitória contra Seabra (Pedro da Silva Pereira, Luis Amado ou até Carlos Zorrinho) mas essa hipótese seria sempre vista como a 2ª escolha para o cargo por parte de um partido que precisa de subir no barómetro.

António Costa sabia perfeitamente que não se podia tornar líder do PS antes das autárquicas (teria que obrigar o partido a manobras que poderiam não resultar nas eleições) ou depois das autárquicas (os lisboetas não seriam parvos e não iriam votar em alguém que iria abdicar a meio do mandato para se tornar candidato às legislativas). Em qualquer um dos cenários, a decisão de António Costa parece-me a mais sensata para a unificação do partido mas não me parece a mais sensata para o futuro pois António José Seguro não deverá constituir-se como alternativa a este governo. Creio que entretanto aparecerá alguém da ala “socratista” que irá empurrar Seguro para o lugar do qual ele jamais deveria ter saído.

Ganhar as autárquicas em Portugal significa, ao nível de mediatismo, barómetro de popularidade dos partidos e fidelização de eleitorado para as próximas legislativas ganhar uma dúzia de câmaras muncipais: Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos, Coimbra, Braga, Amadora, Sintra, Almada, Oeiras, Leiria e Viseu. Só nestas Câmaras Municipais, a brincar a brincar, concentram-se quase 2,5 milhões de eleitores, número que é mais coisa menos coisa metade do número de votantes habituais, pautando a abstenção que se registou nas últimas legislações.

No caso de Lisboa, o partido que vencer a Câmara sobe nos índices mediáticos e no barómetro de popularidade. Portanto, torna-se essencial para PS e PSD disputarem a capital com o presidente em mandato e com um opositor que é amado em Sintra e é popular em Lisboa. Uma derrota nas autárquicas poderá ser o golpe de misericórdia neste governo. Creio que não será porque o executivo cai antes. Mas…

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meanwhile

Os invasores de Bretton Woods ainda não conseguiram perceber que o aumento da carga fiscal e da retenção à fonte por parte dos trabalhadores da classe média estão a arruinar por completo o consumo, a criação de emprego e consequentemente a economia do país.

Os Invasores de Bretton Woods ainda não conseguiram perceber que a diminuição de deduções fiscal em sede de IRS irá tirar ainda mais rendimento a quem já não o tem.

Os Invasores de Bretton Woods continuam a insistir que tudo deve ser taxado, inclusive o subsídio de maternidade. Só não são capazes de propor uma taxa sobre as transacções financeiras e sobre as mais valias de quem não quer investir no nosso país. Só não são capazes de instigar a uma averiguação do que se passou no BPP, no BPN e daquilo que se está a passar no BCP, no BPI e no Banif.

Chegamos a um grau asfixiante de incerteza. As pessoas não tem dinheiro.

Diariamente assistimos a uma panóplia de casos chocantes: a crianças são negadas refeições por dívidas dos país ao agrupamento escolar ou à segurança social. Nas Caldas da Raínha, um casal vive dentro de uma carrinha antiga porque não tem onde trabalhar. O ditado diz: “em cada esquina, um amigo” – a realidade de Lisboa diz: “em cada esquina, um mendigo ou um sem-abrigo” – em coimbra, na baixa, existem mais de 50 pessoas nessa situação (vi-as eu no outro dia a dormir ali prós lados do Arnado e da democratica). Chegámos a uma realidade triste onde as pessoas olham para as montras desupermercado e não tem capacidade para prover os bens básicos de que necessitam.

Imaginemos então se o IVA do cabaz básico sobe de escalão. Aquele que vai comprar 2 litros de leite, compra apenas 1. Aquele que comprava 10 pães, compra apenas 5. Aquele que comprava 2kg de carne compra apenas 1. Efeito ciclíco: o produtor de leite que vendia 100000 litros por mês passa a vender metade e dos 10 empregados que tem dispensa 5 e esses 5 terão que receber ajuda do estado. O padeiro que vendia 200000 pães por dia, passa a vender 100o00 e dos 20 empregados que tinha, dispensa 10 e esses 10 passam a depender do estado. O produtor de carne que vendia 10000 kg por mês passa a vender 5000 e dos 50 empregados que tinha, dispensa 25 e esses 25 passam a receber apoio do estado. A cadeia de supermercados que vendia todos estes produtos, como passa a vender menos (e a receber menos comissões pelos produtos que vende) também terá que reduzir o número de trabalhadores e estes passam a dependem da ajuda do Estado. Se o objectivo do estado é diminuir a despesa, não é só a receita que chega por metade por via do consumo como é o extra que sai pela via das ajudas sociais (enquanto as houver). Decidi escrever a última frase a vermelho para que toda a gente saiba que esta é a visãodo falhanço do Consenso de Washington, ou seja, o neoliberalismo falhou, fracassou, morreu.

Fico incrédulo quando leio que estas medidas são fruto da necessidade que o país tem em promover o investimento? Mas qual investimento? Com um mercado interno completamente estagnado, arruinado, quem é que vai investir no quer que seja para fracassa por falta de compradores? Digam-me qual é o investidor que tem neste momento condições para arcar com o risco do seu negócio fracassar pela abismal queda do consumo interno português?

O investimento (ou a falta dele) remete-me a outros factores que me encaminham ao busílis da questão: ainda ninguém percebeu as inconstitucuionalidades promovidas pelo último orçamento de estado? Será que ninguém percebe de leis neste país ao ponto de não se perceber que é as férias pagas são um direito constitucional adquirido, inamovível e inultrapassável? Será que neste país ninguém percebe de leis ao ponto de deixar passar uma medida que cobra impostos de forma retroactiva? Será que os agentes do FMI não percebem que o direito à maternidade (paga) é um direito constitucional e como tal impassível de ser retirado total ou parcialmente?

Chegámos a uma realidade onde milhares de famílias não sabem o que lhes espera o dia de amanhã ou sabem que o dia de amanhã poderá trazer miséria e fome. Chegámos a uma realidade onde a insatisfação leva à frustração, a frustração à criminalidade, a frustração à insegurança, a frustração à fome e qualquer dia a fome rebentará numa onda de violência sem precedentes neste país.
Cada vez acredito que este país terá o destino (sufragado democraticamente) que merece. Este povo está a ter a paga que merece por ter eleito esta corja de bandidos. Se eu fosse membro do governo teria medo. Está a criar um povo que já não tem nada a perder. Eu sei que são situações diferentes, promovidas por contextos histórico-sociais diferentes mas não tejo qualquer pejo em afirmar que a revolução francesa começou pela falta de pão. E um povo que já não tem nada a perder, com fome, pode tornar-se violento.

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o rídiculo

de ser um segurança privado, pago com o dinheiro de todos nós, a expulsar um aluno de um local público que só por acaso é o estabelecimento de ensino para o qual o dito cujo paga propinas. 

o aluno em causa é identificado pela polícia porque estava a lesar a liberdade pessoal do primeiro-ministro. mas o segurança em causa não é identificado depois de proibir a liberdade de imprensa do cameraman da tvi e de ter agredido (puxar pelo braço é agressão) o aluno.

esta e a de Madrid remetem-me para uma música bem antiguinha do Titãs que resume tudo:

Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!…

Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia…

Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!…

Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia…

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hiper-democracias ou a falta dela.

Quando penso sobre o valor Democracia e sobre o valor Liberdade, confesso que começo a ficar confuso.

Pegando nesses valores como inseparáveis, já não consigo perceber a diferença entre a ditadura e uma democracia tosca, falsa e mal institucionalizada.

A única diferença que consigo vislumbrar entre as duas reside no facto da ditadura ser instituída por métodos que tornam previsíveis aos cidadãos as consequências dos seus actos e a democracia falsa ser instituída de forma a criar um grau de imprevisibilidade nesses mesmos actos em relação às suas consequências práticas. Quero com isto dizer em duas pinceladas que a ditadura, pela imposição e utilização de todo o tipo de meios, instrumentos legais e instituições repressivas, faz com que o cidadão necessite de repensar as consequências dos seus actos antes de agir concretamente perante dado caso (p.e num país onde não há liberdade de expressão e onde opinar dá direito a sanção penal, o cidadão tenderá a comportar-se adequadamente a esta imposição legal) e numa falsa democracia, pela criação de um institucionalismo tosco, tendencioso, imprevisível, lobbysta e pela criação legal que permite a distinção prática entre as elites e o povo, a atitude e os comportamentos do cidadão não só tendem a ser mais liberais e abrangentes como as respostas do poder governativo e administrativo podem ser transmitidas nos moldes da resposta dada pela polícia aos manifestantes de ontem.

Esta introdução remete-me obrigatoriamente para um texto delicioso escrito pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e pelo sociólogo brasileiro Leonardo Avritzer intitulado “Para âmpliar o cânone democrático”.

Podendo ler esse texto na íntegra aqui, Santos e Avritzer dão uma autêntica lição discursiva sobre as intensas batalhas que a democracia teve que ultrapassar no século XX. A meio do texto, os dois autores discursam de forma exemplar sobre a dificuldade da implantação e institucionalização democrática nos países europeus saídos de ditaduras (como Portugal) e nos países do hemisfério sul no período de pós-colonização, onde os mesmos tiveram que construir uma experiência democrática a partir da estaca zero, muitas vezes ultrapassando os problemas decorrentes da tosca aplicação democrática pelas necessidades de abertura aos mercados decorrentes de entrada numa economia global.

Portugal é um belo exemplo de um país onde a experiência democrática está a ser aplicada às 3 pancadas.

Ainda ontem, na manifestação decorrente da greve nacional convocada pela CGTP, tivemos este belíssimo exemplo de um governo que começa a temer a contestação promovida pelo povo.

Qual constituição, qual quê? Porrada neles.

Os agentes do corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública, agentes que são pagos pelo nosso dinheiro para manter a segurança e a ordem pública, acabaram por libertar de uma vez só a frustração de anos e anos de profissão em que não conseguem combater males maiores à sociedade como a prostituição por coacção de terceiros, o desmantelamento de redes de narcotráfico nas grandes cidades, o crime organizado e as máfias estrangeiras que operam em Portugal para descarregar umas boas bastonadas em cidadãos que livre e pacificamente reinvindicavam os seus direitos perantes os cortes anti-democráticos que o nosso governo de direita faz segundo o mando desse documento chamado Memorando de Entendimento com o Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia.

Como diria Pedro Rosa Mendes, “não somos a voz do dono de ninguém” – somos sim, donos do nosso próprio destino e donos do nosso próprio país! A Democracia constroi-se a partir das nossas instituições e não a partir daquilo que as instituições regionais e mundiais pensam que é bom para o nosso presente e para o nosso futuro.

Feliz ou infelizmente, a democracia já ultrapassou a era do contrato social iluminista. No entanto, o contrato social ainda pode explicar muita coisa nos tempos que correm. Como a confiança do povo nas mãos dos seus governantes tenderá a ser praticamente nula, quando o povo já não demonstra essa confiança, os governos terão que cair. O Sérgio Godinho explicava muito do contrato social quando cantava “a paz, o pão, habitação, saúde, educação” em prol da Liberdade. O Estado, deveria por defeito ser o garante desses 5 pilares. Em Portugal, o estado deixou de ser garante dos 3 primeiros e tenderá a extender-se progressivamente para fora dos dois últimos.

Ocorre-me ainda perguntar quem foi o indíviduo que deu ordem para este acto hediondo. Se foi alguém da tutela responsável pelas forças policiais, diria que tal recorrência à força para este tipo de eventos já é um acto paralelo à própria história de um dos partidos do governo. Assim aconteceu quando os polícias se viraram contra os polícias e quando os estudantes foram corridos à lei do bastão no aumento de propinas nos anos 90. Assim aconteceu por exemplo quando Alberto Martins pediu a palavra nas Matemáticas em 1969 perante o Ministro da Educação em nome dos estudantes de Coimbra. Semelhanças com o modus operandi do Estado Novo só me fazer reflectir para a ideia que vivemos numa democracia falsa.

Chegamos a um ponto neste país onde as pessoas não tem direito a uma vida condigna. Escasseia o emprego, escasseia o rendimento das famílias para fazer face às suas obrigações, o nível de vida subiu abruptamente assim como a carga fiscal imposta pelo estado e o acesso aos bens sociais que o estado deveria assegurar (como manda a constituição) como “tendencialmente gratuitos”.

Pior que esse facto é o facto de vivermos num país onde o ordenamento jurídico nos autoriza a liberdade de expressão e o direito à greve, mas onde empresários aparecem de caçadeira em punho nas suas empresas para aterrorizar os seus trabalhadores e persuadi-los pela força a não fazer greve e onde as próprias instituições do estado são as primeiras a usar a violência para reprimir esses mesmos direitos.

Vivemos num país sem rei nem roque. O poder é transversal. Pertence ao povo não aos governos, não aos partidos políticos. No mesmo sentido em que se elegem representantes, o povo é livre para destituir dos cargos esses mesmos representantes quando não se sentir satisfeito. O povo é digno de entrar pacificamente pela Assembleia da República e terminar a pouca vergonha que os partidos políticos por lá fazem. O povo é digno de mudar o rumo do seu país se assim o pretender.

Caberá a cada cidadão zelar pelos seus interesses. Caberá a cada cidadão consciencializar-se daquilo que pretende para a sua vida. Sei que são cada vez mais os revoltados com o presente e com o futuro do país. A única coisa que peço é que esqueçam os partidos políticos e as ideologias. Lutem pela vossa vida. Ergam-se e lutem por algo melhor. Façam a revolução. Para bem desta tosca democracia. Para bem deste país.

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vais a pé que vais bem

O passe social do metro de Lisboa vai aumentar no mês de Fevereiro dos actuais 23 euros mensais para os 29 euros.

Ao mesmo tempo, os autocarros urbanos de Lisboa, a Carris e o Metro vão disponibilizar um passe único, o Navegante, que também será inflaccionado tendo em conta o cálculo dos actuais preços mensais dos passes dos 3 meios de transporte.

Já que Cavaco Silva diz que a sua reforma não dá para pagar a despesa, e devido ao caso problemático que a sua família actualmente vive, é caso para dizer que os malvados dos gestores destas empresas públicas vão diminuir ainda mais o parco rendimento do aníbal e da maria e vão obrigar o Cavaquito a andar mais a pé pela cidade de Lisboa. No entanto, creio que tal medida não será assim tão lesiva ao PR, não sendo ele um antigo barreirista na categoria dos 110m. Como o ditado diz, quem corre por gosto não cansa.

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É já amanhã

Luta pelos teus direitos!

6 outras cidades Portuguesas associaram-se ao evento com manifestações à escala regional: Porto, Coimbra, Faro, Braga, Funchal e Santarém.


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Cortes de rating

A Moody´s também cortou o rating das Câmaras de Sintra e Lisboa, da Região Autónoma da Madeira e dos Açores.

A Câmara de Sintra assim como a Câmara Municipal do Porto já afirmaram que não irão renovar o contrato com a agência de rating, facto que deveria ser seguido pelo Estado Português, bancos, empresas públicas, regiões autónomas, empresas privadas e autarquias.

Já agora porque é que também não cortam o rating da Câmara Municipal de Águeda? Podem sempre pegar pelas ciclovias que o PSD tanto contesta, pelas despesas no Agitágueda e na Festa do Leitão, pela flauta do nariz do Tónio da Loiça, pelo facto do Daniel Arede estar sempre a chatear as pessoas e o turistas camones e pelos jacintos na Pateira que podem ser prejudiciais à flora e fauna aquática!!


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World Naked Bike Ride (Lisboa)

Cerca de 200 portugueses pedalaram hoje em Lisboa na primeira edição da World Naked Bike Ride na capital Portuguesa.  (Notícia JN)

Basicamente, a World Naked Bike Ride é um movimento cívico à escala mundial cujo objectivo passa em fazer eventos públicos de cicloturismo (em que os participantes vão nusno caso Português em trajes menores) para alertar a sociedade para o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo nas grandes cidades.

E fazem muito bem. O que a malta gosta é de andar de bicicleta, montar as éguas, motocrosse, sexo livre e futebol de ataque.

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Governo Civil

3 Governadores Civis demitiram-se mal foram informados que Pedro Passos Coelho ter afirmado que não iria nomear governadores civis.

António Galamba (Lisboa) Fernando Moniz (Braga) e Manuel Monge demitiram-se na sequência das afirmações do Primeiro-Ministro no decurso do seu discurso de Tomada de Posse.  António Galamba justificou a sua decisão pelo facto de “nos ultimos meses os governadores civis em funções foram confrontados com uma campanha mediática populista, catalisada por partidos políticos como o PSD e o CDS-PP, centrada na defesa da extinção dos governos civis.” – O mesmo refere também que: “os governos civis foram ignorados e “apresentam uma sustentabilidade financeira invejável, com capacidade de gerar receitas próprias para o funcionamento dos serviços prestados aos cidadãos, para apoiar as forças de segurança e contribuir para o equipamento dos bombeiros voluntários de cada distrito”

Na minha modesta opinião, o novo primeiro-ministro deveria ir mais longe na sua reforma administrativa e acabar de vez com os governos civis. Afinal de contas, os governadores civis não servem mais para além de descerrar placas comemorativas e serem uma despesa inútil para o erário público nacional! Se na opinião do Governador Civil de Lisboa, os governos civis servem os propósitos acima enunciados na declaração, poupa-se despesa no seu encerramento e transferem-se directamente as suas competências e os recursos que dispõem para a protecção civil portuguesa, para o exército (quando chamado a combater incêndios florestais), para o ministério que tutela as forças de segurança,  para as lojas do cidadão espalhadas pelo território e fundamentalmente para as autarquias, ficando o caso resolvido. 


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Crise humanitária

É com espanto que observo a situação actual do Japão.

– Um sismo devastador: o 4º maior da história, segundo os registos existentes, que tirou a vida a cerca de 10 mil pessoas.

– Dezenas de milhares de desaparecidos, centenas de milhares de pessoas evacuadas.

– 4 explosões nucleares na Central Nuclear de Fukushima, que perfazem um dos piores acidentes nucleares da história da humanidade. 17 soldados norte-americanos contaminados com níveis de radioactividade superior ao normal, riscos para a saúde pública dos cidadãos e trabalhadores da área envolvente à Central Nuclear.

– Centenas de milhares de desalojados, cidades que desapareceram do mapa, estragos financeiros na casa de milhões de milhões de euros. O sismo, para além das estruturas que destruiu, para além das vidas que tirou e dos riscos para a saúde pública que gerou está a abalar significativamente a economia Japonesa. Exemplo disso foi a Bolsa de Valores Japonesa (Nikkei) que hoje encerrou com perdas colossais de 10%.

Perante todos estes dados, pode-se falar que é a maior crise no país desde a 2ª Guerra Mundial e desde o lançamento da bomba atómica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Perante todos estes dados, pode-se falar que esta deverá ser a pior catástrofe natural da história da humanidade. Num país que se encontrava altamente preparado para actuar a todos os níveis perante este tipo de catástrofes: respeitava os métodos de construção anti-sísmica, tinha toda a logística preparada ao nível de protecção civil para actuar imediatamente em situações de resgate, remoção de escombros e, preparadíssimo e instruído ao nível de formação cívica dos seus cidadãos.

Como aqui referi num dos anteriores posts sobre esta catástrofe, nem é bom de pensar caso um fenómeno sísmico desta potência eclodisse em Portugal. A protecção civil Portuguesa não está preparada para actuar num fenómeno destas, mesmo apesar do facto da região de Lisboa coabitar com o risco de uma falha sísmica. Ao nível de formação cívica, os cidadãos Portugueses não estão minimamente preparados tendo em conta a formação que é dada ao povo Japonês.

Estamos portanto perante uma crise humanitária sem precedentes. A Comunidade Internacional através da sua organização internacional primordial que é as Nações Unidas devem unir todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos desta catástrofe.

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300 mil nas ruas

(foto: Manuel A. LopesAgência Lusa – RTP)

200 mil na Avenida da Liberdade em Lisboa. 80 mil na Avenida dos Aliados no Porto. 1500 na Praça da República em Coimbra. 500 em Leiria. 6 mil em Braga. 6 mil em Faro. 250 pessoas no Funchal. Mil pessoas em Ponta Delgada. 200 pessoas em Castelo Branco.

(números aproximados)

Sem confrontos, sem quaisquer tipo de intervenções policiais. O protesto de uma “geração à rasca” foi um tremendo bloco de força contra as políticas que tem ostracizado a juventude portuguesa. Contra a falta de emprego entre jovens licenciados e não-licenciados, contra a precariedade e os recibos-verdes, contra os cortes no financiamento das universidades e do ensino básico e secundário, contra os cortes na acção social – por um futuro melhor!

Não tenho dúvidas em afirmar que hoje se marcou uma página bonita na história contemporânea Portuguesa e que mais acções se seguirão nas ruas nos próximos meses. É hora de dizer basta.


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Protesto “Geração à Rasca”

O dia chegou.
Sempre acreditei que o dia iria chegar.
Sempre acreditei que no dia em que Vasco Pulido Valente iria provar do veneno da sua expressão “geração rasca” – o dia chegou.

Juntos, a uma só voz e com um objectivo uno, iremos para a rua. Iremos para a rua clamar contra sucessivos governos que têm brincado com a juventude em Portugal. Iremos para a rua clamar contra a precariedade e o desemprego que a juventude de hoje padece, contra as políticas que têm retirado o acesso a uma melhor qualidade de vida aos jovens, contra as políticas que têm aniquilado com os sonhos de toda a uma geração, contra as políticas que têm retirado direitos aos estudantes, contra os cortes na acção social, contra os cortes no financiamento das universidades.

Iremos para a rua protestar bem alto que não somos escravos de ninguém. Não somos mercadoria. Não somos uma despesa presente redundante em proveitos no futuro para o Estado. Não somos um simples número financeiro. Hoje, a minha geração vai provar que têm força e que merece mais e melhor. Hoje, a minha geração vai dar a “bofetada de luva branca” nos políticos e nos “pseudo analístas políticos” que a avaliam de rasca.

Hoje, faremos história neste país. 63 mil inscritos no evento do facebook. Espero que em Lisboa, no Porto, em Coimbra e em todas as cidades do país e do estrangeiro onde residam jovens portugueses, se proteste, pela dignidade humana que a juventude de hoje e a de amanhã merece.

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Em Maio eu vou

Ver novamente os The National em Portugal.

Dia 23 no Coliseu do Porto. Bilhetes entre 20 e 40 euros.

Dia 24 no Campo Pequeno em Lisboa. Bilhetes entre os 30 e os 35 euros.

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Lamentável…

3 representantes do sindicato da Administração Pública foram hoje detidos numa manifestação dos mesmos à porta do Palácio de São Bento.

Segundo os detidos a polícia fez um cordão humano quando a manifestação já estava a dispersar, não deixando que os manifestantes saíssem do local. Segundo versão da polícia, o tal cordão humano e as detenções ocorreram porque os manifestantes não estavam a respeitar a distância imposta de 100 metros em relação ao Palácio.

É caso para perguntar: Porque é que são mobilizados pela polícia uma imensidão de operacionais para uma manifestação que é pacífica? Existe alguma lei em Portugal que proíba em 100 metros a aproximação ao Palácio de São Bento? E mesmo que alguém se aproxime, não existe um dístico de segurança a zelar pela ordem do espaço? Ou será que o Primeiro Ministro José Sócrates, depois de tudo o que estar a levar avante no nosso país já não é capaz de aceitar contestação?

Já no dia 17 de Novembro de 2010, assistiu-se a uma destacação da polícia na Assembleia da República aquando da manifestação estudantil. Eu contei pelo menos 60 homens armados na escadaria? Para quê meus amigos?

A estes incidentes, chamo apenas o termo “ditadura”. Um povo que não se pode manifestar contra o governo, não é um povo livre.


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Observação Formidável

Ainda a respeito da morte de Carlos Castro e da polémica em torno de Renato Seabra, numa peça jornalística que se pode ver no site online do Jornal Público, eis que existe alguém que não se identificou na barra de comentários mas que fez uma observação brilhante relacionada com a temática em questão sem no entanto mencionar o caso concreto. A este anónimo, tiro o meu chapéu.

“Anónimo , Lisboa. 09.01.2011 16:45
A cultura que temos

Caso trágico……mas, não, não restam grandes dúvidas que os Morangos com Açúcar, uma máquina de produzir ideologia extremamente danosa, pode ser falado no contexto deste caso. É supostamente uma novela de ficção que tem claramente as mesmas estratégias narrativas e base ideológica de um spot publicitário. É bem verdade que não é uma produção isolada. É antes a irmã mais nova de todo um sistema de merchandising. Mas também é verdade que é a irmã mais feia de todas – reúne todas as piores características de cada um dos pais.Parece tão irreal, que não se veja ninguém publicamente visível, ou no mínimo, críticos televisivos, que não façam pé de vento sistemático a exigir responsabilidade social aos produtores destas máquinas. Sei que esta ordem de ideias parece ser um pouco extrema… Mas quem lida com os mais jovens todos os dias sabe que eles papam todos aquilo. Mas todos!!! E naturalmente nota os efeitos da coisa.A nossa cultura, não é a dos museus, galerias e teatros, é aquilo que as pessoas realmente vêem e absorvem.E, meus amigos, a nossa cultura está-nos a f***r!!!”

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Que raio de justiça é esta?

A justiça Portuguesa não tem emenda. Se por um lado quer ser mais rigorosa, por outro lado continua a ser demasiado permissiva. Quem pretende demonstrar respeito perante uma sociedade, terá forçosamente que fazer imperar esse mesmo respeito. Custe a quem custar.

Arrancou hoje a fase de instrução do Processo Face Oculta no Campus de Justiça de Lisboa. Começam-se a ouvir as primeiras testemunhas do processo. No entanto, não houve sinal da presença de nenhum arguído. 36 são os faltantes à primeira audiência.

Nem mesmos enterrados até aos ossos num caso de tremenda corrupção, Manuel Godinho, Armando Vara ou o Engenheiro Penedos tiveram o displante de aparecer nas festividades. Pouco parece interessar à justiça Portuguesa a obrigatoriedade dos arguidos no decorrer dos processos. A lei obriga a que a todos os interessado num processo judicial estejam presentes nas audiências. No entanto, pune de forma pecuniária quem falte. Se o cidadão normal tem que ir às audiências dos processos em que está envolvido por falta de capital para pagar as multas, a estes senhores tais sanções são mais favoráveis do que enfrentar a própria justiça.

Lamentável…

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Super Bock em Stock!


Está aí a chegar aquele que tem tudo para ser o melhor evento musical do país no Inverno: o Super Bock em Stock!

Depois do prestígio alcançado na edição do ano passado, o festival patrocinado pela marca de Cervejas tem data marcada para o próximo fim-de-semana (dias 3 e 4) em vários locais que passam desde o Hotel Tivoli à Estação de Metro Avenida!

Ao nível de artistas internacionais, nomes como Janelle Monae e Kele (vocalista dos Bloc Party desta vez a solo) actuam no Tivoli.

Quanto aos nacionais, o festival terá a presença do grande B-Fachada (com Sérgio Godinho), Jorge Palma, Tiago Bettencourt, os Pinto Ferreira, Linda Martini e o antigo baixista dos Ornato Violeta Nuno Prata no seu mais recente trabalho a solo.

O preço dos bilhetes passe válidos para todos os espectáculos e eventos custam 40 euros.

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Pelo fim da violência do mundo

Diz não à NATO e aos seus ideais imperialistas. Diz não às operações violentas de uma Organização que está caduca de objectivos.

Diz não a uma Organização Internacional que não é mais do que um fantoche dos Estados Unidos para exercer a sua hegemonia no mundo.

Diz não a uma Organização que apenas está disponível para zelar pela segurança de países, cujos países imperialistas tenham algum interesse económico.

Diz não a uma Organização que não consegue instalar a paz e o avanço das democracias de forma eficaz nos países em que intervém.

Por isso e por muito mais diz não ao Tratado do Atlântico Norte.

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