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sportinguices (parte II)

Na sexta-feira escrevia eu neste blog em relação à exibição de Anderson Polga no jogo contra o Nacional: “Só me ocorre algo a este propósito: Anderson Polga.

A exibição do brasileiro contra o Nacional da Madeira deu-me um sentimento misto: nojo e comicidade.”

Hoje foi Rodriguez, Oneywu, João Pereira e Evaldo: em 2 jogos o Sporting sofre 4 golos devido a um único denominador que é o facto de ter uma defesa fraca, fraquíssima, horrível.

Ontem, noutro post, escrevi com relação à justiça do 1º lugar ocupado pelo Benfica e às expectativas do Sporting para o resto da época: “Quanto ao meu Sporting, restará talvez o contentamento de tentar o 3º lugar (dá acesso à 3ª pré-eliminatória da Champions do próximo ano) construir uma espinha dorsal para atacar o título no próximo ano e tentar ganhar as taças internas em que está inserido e ir o mais longe possível na Liga Europa.”

Se construir uma equipa para a próxima época é algo em que acredito, a conquista do 3º lugar no campeonato deixou de ser uma realidade com esta derrota em Braga.

Muitas críticas e gozos já se têm urdido contra o Sporting – o mais fraco dos grandes, o eterno 3º, o 1º dos pequenos, o 4º grande. Todas elas vem de pessoas que se assemelham a cobras: urdem os gozos nos seus mais profundos covis, sem respeito por pessoas que dedicam a sua vida, a sua actividade profissional ou até os seus tempos de lazer a uma instituição que é secular e que presta utilidade pública a milhares de jovens neste país.

Dou-vos um exemplo bem pessoal: quando eu era miúdo, passei a minha infância e a minha adolescência sem ver o Sporting campeão (só vi pela primeira vez poucos dias antes de completar 13 anos) – os meus colegas portistas que viam o Porto de Jardel a erguer titulo sobre titulo e os meus colegas benfiquistas (que também nunca tinham visto nada como eu) passavam a vida a gozar-me por ser o único da turma que era do Sporting.

Até que em 1999\2000 o Sporting foi campeão e o Benfica durante essa altura passou 2 épocas sem ir às competições europeias, levou 7 em Vigo de um tal de Celta, esteve à beira da falência, promoveu uma acção de misericórdia e caridade intitulada de “Operação Coração” para sobreviver, teve um dos seus mais marcantes jogadores (João Pinto) a sair a custo zero para o rival e teve um presidente corrupto como João Vale e Azevedo – em todos esses episódios poderia ter uma postura cínica como a que os meus colegas de turma tinham comigo e ter tirado partido da situação. Não, apenas me limitei a continuar a torcer pelo Sporting e a dizer a alguns benfiquistas que um dia as coisas iriam melhorar para o seu clube.

É certo que o Sporting volta a capotar. Saídos de 2 épocas claramente miseráveis pensavamos claramente que esta poderia ser a época de turning point. Pensamos mal, a não ser que algo de extraordinário venha a acontecer nas 4 frentes em que o Sporting ainda está envolvido. Saímos da luta pelos 2 primeiros lugares no campeonato com uma derrota em Braga que denotou mais uma vez fragilidades e tonterias defensivas, jogo a passo, falta de criatividade, um João Pereira fraquíssimo, demora na finalização, perda de domínio no meio-campo a meio do jogo e muito nervosisimo\intranquilidade.

Desde o jogo da Luz, que este Sporting não está muito longe do Sporting de Paulo Sérgio, de Carvalhal e de Couceiro. Está uma lástima portanto…

O problema deste clube é que treinadores passam, jogadores passam, passam presidentes, funcionários, sócios e adeptos mas a filosofia continua a mesma: falta de ambição, falta de investimento, erros sobre erros na prospecção de reforços e consequentes contratações. E os velhos do resto como esse tal de Dr. Eduardo Barroso e como esse tal de Jorge Gabriel continuam a ser enviados para programas de televisão e para os jornais para dizerem as mais profundas bacoradas sobre futebol e prejudicar a alma de um clube que por si já é atormentada.

Começo a desconfiar que o Sporting precisa urgentemente de mudar de objectivos e de estratégias. Se a gastar pouco não vai lá e a gastar 20 milhões acaba também por não ir lá mais vale não se assumir como candidato a nada e jogar com jogadores formados nas suas escolas. Mas esta é apenas a minha perspectiva – a perspectiva de um sportinguista mais que apaixonado.

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verdades

À hora em que escrevo, o Benfica goleia o Vitória de Setúbal por 4-1 e terminará a 2ª volta em primeiro lugar, lugar que desde já considero justíssimo.

Sportinguista, me confesso: se terminasse hoje o campeonato, o Benfica merecia ser campeão. É certo que pelo meio, certas decisões dúbias por parte de arbitragens infelizes empurraram de certa maneira o Benfica. Mas também é certo que o ataque do Benfica é demolidor e a defesa do Benfica beneficiou em muito da contratação de um guarda-redes mais seguro que Roberto e de um central (Garay) que é uma lástima actuar num campeonato como o português indiferentemente do prestígio internacional que o Benfica tem.

A regularidade é algo fundamental para se ganharem títulos. E o Benfica tem sido o que Porto e Sporting não tem sido: regulares.

Quanto ao meu Sporting, restará talvez o contentamento de tentar o 3º lugar (dá acesso à 3ª pré-eliminatória da Champions do próximo ano) construir uma espinha dorsal para atacar o título no próximo ano e tentar ganhar as taças internas em que está inserido e ir o mais longe possível na Liga Europa.

E para todos os Benfiquistas que criticam Cardoso pelos mais variados motivos e características do Paraguaio, têm aí a resposta: nunca mais irão ter um goleador tão eficaz como o Tacuara nos próximos 20 anos.

E para todos aqueles que me criticam com argumentos ad-hominem de que sou obtuso no que toca a futebol português, penso que também fui esclarecedor q.b.

 

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Protegido: Beira Mar 1-2 Sporting de Braga

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auri-negrices

Créditos: Pedro Nuno\Ultras Auri-Negros.

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Ao meio-dia…

Em Inglaterra, todas as semanas, presenciamos a um jogo compreendido no intervalo temporal entre o meio-dia e as treze horas e trinta minutos.

Se antigamente, nos grandes anos da Premiership dos anos 90, era o Arsenal que dava o mote, actualmente, temos inclusive jogos entre os grandes disputados nesse período temporal de sábado.

No consciente inglês, onde o consumo se torna primazia e grande motor económico, existem estudos realizados que comprovam que colocar este tipo de jogos ao meio-dia traz estádios cheios, coloca famílias inteiras a ir ao futebol e depois a rumar às superfícies comerciais instaladas nos estádios dos clube para almoçar, para comprar um “recuerdo” do jogo e consequentemente para fazer girar o merchandizing dos clubes e a própria economia.

A moda Britânica já se alastrou a Espanha e a Itália. As Ligas Espanhola e Italiana, esta época, calendarizaram um jogo por semana de manhã. Tanto que há umas semanas vi o Real Sociedade jogar contra o Ahletic de Bilbao às onze da manhã e a Atalanta a jogar contra uma equipa que já não me ocorre à mesma hora em Itália.

Em Portugal, não temos nada disso. A não ser na 2ª liga, por necessidade dos clubes de facturar algum capital com as transmissões televisivas da Sporttv.

Pessoalmente, e em jeito de aparte, eu gosto de assistir jogos à noite. Mas cada caso é um caso…

O que se pode considerar facto é que a mentalidade do nosso futebol ainda não se encontra predisposta a ceder às mudanças da indústria e os jogos dos grandes continuam a realizar-se depois das dezoito horas no mínimo, quando dois grandes, por imposição, jogam no mesmo dia.

Para a tarde, estão sempre reservados os jogos entre equipas menores, os jogos não-televisionados. Só o Braga, actuando duas vezes às dezasseis horas da tarde, mudou esse paradigma esta época.

É certo que jogar à noite traz desvantagens. Principalmente no inverno, onde o frio tira pessoas do estádio, mesmo que o jogo seja no período temporal compreendido entre as catorze e as dezassete horas. Em dias de chuva, são raros os estádios dos jogos menores que ultrapassam as duas mil pessoas e em noites de chuva, até os grandes sofrem com a afluência de meia ou pouco mais de meia casa, ainda mais quando os jogos estão a dar pela televisão.

Que tal mudar as mentalidades do futebol português para bem da indústria que é o futebol? A Liga deveria urgentemente em pensar copiar os modelos das ligas de sucesso do futebol europeu e começar a pensar colocar em experimentação um jogo ao meio-dia por jornada para ver se a coisa toma o rumo do sucesso.

P.S: Este post surge na sequência do facto da liga espanhola ter dado luz verde ao pedido do Real Madrid de jogar contra o Osasuna no Bérnabeu ao meio-dia (11 horas em portugal) de domingo.

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6, bom futebol, 9

A velha mecânica de Manchester anima-me a noite que se vestiu de verde.

Domingos e o Sporting ganham o meu entusiasmo.

Joy Division — “A means to an end” — Álbum: Closer (1980)

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Sondagem #10

À pergunta: Quem irá vencer a Liga Portuguesa 20112012? apurou-se um total de 119 votos. Eis os resultados da sondagem promovida neste blog:

1º Nacional da Madeira — 29 votos — 24,37%
2º FC Porto — 21 votos — 17,65%
3º Benfica — 20 votos — 16,81%
4º Sporting — 14 votos — 11,76%
5º Académica — 12 votos — 10,08%
6º Beira-Mar — 5 votos — 4,2%
7º Feirense — 4 votos — 3,36%
8º Rio Ave — 3 votos — 2,52%
9º Vitória de Guimarães — 2 votos — 1,68%
10º Gil Vicente — 2 votos — 1,68%
11º Paços de Ferreira — 2 votos — 1,68%
12º Marítimo — 1 voto — 0,84%
13º Vitória de Setúbal – 1 voto – 0,84%
14º Sporting de Braga — 1 voto – 0,84%
15º Olhanense — 1 voto — 0,84%
16º União de Leiria — 1 voto — 0,84%

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O ditador

Há muito que é conhecido o feitio de João Bartolomeu, o presidente do Leiria. Esta história de despedir treinadores no início da época não é uma situação virgem lá para os lados de Leiria. Basta recordar que há poucos anos atrás, e depois de campanhas que pareciam ser promissoras na frente do clube do Liz, Lito Vidigal (agora seleccionador de Angola) foi despedido de forma insólita por Bartolomeu num programa de rádio.

À 3ª jornada, e também ele depois de uma excelente campanha na época passada, calhou a fava a Pedro Caixinha. O Leiria, cuja antevisão que fiz da liga portuguesa fez-me admitir publicamente que esta equipa do Leiria para além da intranquilidade não tinha estofo para enfrentar um escalão deste calíbre (ver antevisão da Liga Portuguesa através dos posts catalogados como futebol), sai totalmente a perder com as atitudes instáveis e algo ditatoriais do seu presidente.

João Bartolomeu despediu Caixinha e agora despediu Vitor Pontes. Quem sabe se o desejo do presidente do Leiria é ver no banco um treinador a cada três jornadas. Por este andar, Cajuda não passa o feriado dos finados em Leiria. Pior arrogância é o facto do presidente do Leiria tecer sempre duras críticas aos treinadores que despede só porque os mesmos nunca aceitam ficar ligados aos quadros da SAD Leiriense noutras funções. Caixinha era um incompetente porque tinha função de olheiro e já na época passada tinha contratado péssimos jogadores. O discuto é o mesmo desde os despedimentos de Cajuda, de Jesus, de Lito Vidigal e de muitos outros técnicos, alguns deles, profissionais que até fizeram um bom trabalho em Leiria.

É portanto muito fácil falar quando a gestão do clube é errónea e não são dadas condições de trabalho aos profissionais. O Leiria andou ultimamente com a casa às costas. Incomportável do ponto de vista financeiro a utilização do Municipal Magalhães Pessoa, a União mudou-se para a Marinha Grande num jeito de pura chantagem para voltar no futuro a usufruir o Estádio Municipal de borla, quem sabe…

O Leiria acumula salários em atraso. Não admira perante um clube que não passa dos 800 espectadores em grande parte dos jogos em casa e não vende jogadores para os grandes fazem muitos anos. A cereja no topo do bolo desta gestão errónia trava-se com o mais recente escândalo dos contratos que a SAD tinha com alguns jogadores.

Perante todos estes factos, não seria melhor que os sócios do clube abrissem os olhos quanto à postura arrogante e ditatorial  do seu presidente?

É que sempre ouvi dizer que em futebol “não se fazem omeletes sem ovos”.

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Volto a adiar o inadiável

Cigarro após cigarro, morro do coração, vou morrer cedo do coração ou de cancro. Joguem à bola, inúteis. Cambada de mancos, bando de vadios. Mãos na cabeça, olhos cansados. Falta quem organize o jogo, falta quem marque golos. Falta tranquilidade. A estrutura do clube é o principal problema do clube. Falta de ambição. Mercenários. Como é que é possível sofrer golos destes? Parem com este sofrimento. Meu pobre deus, que doença esta a minha. Deixem de pagar a estes gajos para ver se eles jogam mais. Deixem de apoiar o clube. Caiam à 2ª liga porque só vos faz bem. Cambada de mansos.

Até que as bolas entram. Juro que nunca mais me vou armar em sado-masoquista. Jurar é feio e acaba por redundar em mentira. Nunca mais vou ver o sporting. Estou-me nas tintas para a merda deste clube.

Minto. Até quinta-feira. O sofrimento dá prazer.


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Inacreditável

Aquilo que se está a passar no futebol português devido ao problema da arbitragem do Beira-Mar vs Sporting é algo inacreditável.

Diria mais: é inedito.

Se por um lado, o Sporting tem razão em ter queixas de João Ferreira (aquele que um dia custou um título ao Sporting com a mão de Ronny em Alvalade) e começou o campeonato com um empate resultante de erros gravíssimos da equipa de arbitragem de Carlos Xistra, o clube de Alvalade pela primeira vez levanta a voz contra as injustiças das quais é alvo. Mostra carisma e mostra liderança.

Por outro lado, a recusa de João Ferreira em apitar a partida que se inicia daqui a meia hora não mostra apenas o que Godinho Lopes apelidou de “incompetência”. Mostra mais que isso. Mostra medo e uma gota de arrependimento pelo acto. E isso é imperdoável para uma liga que quer profissionalizar a arbitragem.


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Força rapazes!

O Beira-Mar inicia daqui a 1 hora mais uma época desportiva na Madeira frente ao Marítimo no Estádio dos Barreiros.

Uma época que será muito difícil no meu entender. A manutenção é o objectivo. Tenho sérias dúvidas que o Beira consiga ser capaz de atingir um lugar na primeira metade da tabela. Não dispõe de técnico, de qualidade nem de riqueza de soluções no plantel para tais objectivos.

Mesmo assim, espero um Beira lutador ao longo dos 30 jogos desta liga, na Taça e na Taça da Liga. Dependendo dos sorteios e do próprio espírito que a equipa possa demonstrar ao longo das Taças, é destas que pode vir a maior surpresa do clube na temporada 20112012.

Volto a relembrar o plantel dos aveirenses:

Guarda-Redes: Rui Rego, Enoque Paes e Jonas Mendes

Defesas: Vasco Fernandes, Édson,  André Marques, Pedro Moreira, Hugo, Yohan Tavares e João Pereira

Médios: Koukou, Alex Hauw, Siaka Bamba, Artur, Cristiano, Rui Sampaio, Nildo e Jaime e André Sousa.

Avançados: Dominic Reinolds, Dudu, Zhang, Serginho, Élio e Douglas.

O relato da partida pode ser ouvido a partir das 16h na Rádio Terranova em 105.0 FM para o distrito de Aveiro ou partir da internet aqui.

Força rapazes! Surpreendam-me!

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Era uma vez (no Benfica)

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que uma época se lembrou de contratar jogadores suficientes para fazer 3 planteis.

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que necessitaram de contratar 5 guarda-redes em 2 anos, gastando 10,3 milhões de euros aos cofres encarnados + os salários dos respectivos atletas. No entanto apenas um garante total segurança à baliza do Benfica e dificilmente será titular – falo de Artur Moraes.

Um clube que já contratou 15 jogadores esta época e que ainda se prepara para contratar mais 2 ou 3, que já gastou em transferências este ano qualquer coisa como 28 milhões de euros, sendo que 3 desses contratados já foram despachados para rodar e terão tantas hipóteses de vestir a camisola encarnada como tiveram no passado Bergessio, Paulo Almeida, Urretaviscaya entre outros é motivo mais que suficiente para questionar (visto que o Benfica nas últimas 4 épocas um valor aproximado dos 150 milhões de euros em transferências) onde é que o Benfica vai buscar tanto dinheiro? Não é a única pergunta que faço no que toca a este aspecto? A outra obviamente coloca-se nesta grau: O Benfica terá mesmo uma gestão profissional ou meia dúzia de lunáticos que gastam sem rei nem roque?

A resposta, para alguns benfiquistas será toldada pelo raciocínio lógico de uma política de contratações imperialista e folclórica, facto assente como benfeitor da felicidade de qualquer benfiquista na pré-época. Bruno César (leia-se o homem mais gordo que o Benfica contratou; supera Paulo Almeida, Rochemback e Maniche) já é uma máquina de jogar futebol e Nolito (um pobre coitado que andava lá pelas equipas B dos Barças deste mundo) um jogador que vai ser convocado decerto à fabulosa Espanha de Del Bosque, onde por exemplo a coqueluche do Valência Juan Mata só agora entra nas contas e onde jogadores como Thiago Alcântara (jogou mais na equipa A do Barcelona que Nolito) Javi Martinez (campeão do mundo; intermitente convocado da Roja) Ignácio Camacho, Bojan Krkic não têm espaço na selecção de Del Bosque.

Pela primeira vez nos últimos anos, a equipa do Benfica até me pode mostrar que estou enganado mas dificilmente irá resultar e dificilmente irá combater com Sporting e Porto. Ao contrário dos últimos anos, o Sporting apostou em gente que o treinador e o director-desportivo conhecem e reconhecem como jogadores capazes de recolar o Sporting na órbita dos troféus. O Porto, no piloto automático de um Pereira disfarçado de Villas-Boas não irá precisar de muito para andar lá por cima. Para o Benfica, creio que se iniciou uma nova era das trevas.

Ao contrário dos últimos anos, o Sporting afastou-se por completo dos empresários e das jogadas que estes executam para colocar o seu lixo por estas bandas. Pelo menos, Jorge Mendes não conseguiu colocar o seu entulho pelas bandas de Alvalade: temos o exemplo de Manuel Fernandes, Quaresma, Simão Sabrosa, Hugo Almeida, entre outros.

Já o Benfica está minado de empresários. Ganhar dinheiro em comissões com o Benfica é fácil. É só afirmar que jogador X é relacionado directamente ao talento de um Sálvio já esquecido ou de um gaitan-de-foles-de-corrida e a coisa dá-se facilmente. O dinheiro, ninguém sabe de onde aparece. De meios lícitos talvez não deve ser. Não é que neste aspecto, Vieira seja um santo, porque todos sabemos que não é. É um excêntrico ignorante provinciano sem qualquer noção do mundo do futebol. Repete-o todos os dias quando vêm a público pedir para que se investiguem as contas do Porto. Investiguem as do Porto sim, mas também investiguem as do Benfica. Aliás, se tiverem de investigar clubes à mesma medida do que as autoridades turcas estão a fazer no país do Efeso, comecem por investigar da 1ª Liga até aos distritais. Meio mundo vai preso, metade do futebol português acaba.

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Tesourinhos deprimentes do futebol português #10


O electricista do Benfica não estava ao serviço e a Benfica SAD achou melhor accionar o sistema de rega para que o treino do dia seguinte fosse mais proveitoso do ponto de vista técnico.

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Beira Mar 1-0 Olhanense

http://www.myvideo.de/movie/8088153

“Num dia de festa” a sorte esteve do nosso lado.

Preciosa vitória que nos deixa no 10º lugar com 32 pontos, a escasos 3 pontos da 5ª posição.

Domingo, é para ir ganhar à Luz.

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Campeão Nacional

http://www.myvideo.de/movie/8074973

Parabéns ao Futebol Clube do Porto, o novo campeão nacional.

Como provas de regularidade, os campeonatos ganham-se vencendo da 1ª à última jornada. No Futebol não existem vitórias morais e títulos não vencem por antecipação na pré-época nem pela quantidade de camisolas que se vendem de determinado jogador.

Campeonatos não começam à 5ª jornada, campeonatos não se vencem com discursos e atitudes agressivas, mas com muita atitude, muito trabalho, talento e sobretudo, muita humildade.

Não sendo portista como muitos de vós devereis saber, reconheço que o Porto (depois do desaire que foi a época passada) mereceu este título. Não menosprezando o futebol do Benfica, que é bastante agradável de ver. Pinto da Costa não dorme – arriscou em Villas-Boas e Villas-Boas tornou-se aposta ganha ainda na primeira volta com o ciclo de invencibilidade com que o Porto começou esta época e com as “reabilitações” que o técnico portista fez com jogadores que pareciam estar mortos na equipa – casos de Belluschi, Sapunaru e Guarin.

Mesmo admitindo que a transferência ainda hoje me doi na alma, João Moutinho foi um dos alicerces deste título. João Moutinho tinha razão – o Sporting jamais lhe daria um título. No Porto venceu à 1ª época. Nesse aspecto Moutinho estava certo. O que nunca conseguirei perdoar (eu e todos os Sportinguistas) foi a insolência e ingratidão que Moutinho demonstrou perante a Instituição Sporting Clube de Portugal no célebre treino de pré-época em que Moutinho se recusou a treinar, aparecendo posteriormente na Academica a gritar à frente dos seus colegas “vendam-me ao Porto” e as declarações infelizes de José Eduardo Bettencourt quando o apelidou de “maçã podre”.

Hulk e Falcão são jogadores de outra galáxia. E a muito o Porto lhes deve este título pelo rasgo individual em alguns jogos complicados desta temporada.

O Porto vence o título na casa do rival. Creio que não haverá maior facada de Pinto da Costa a Luis Filipe Vieira que esta. Creio que não haverá maior facada de André Villas-Boas a Jorge Jesus que esta. Creio que não haverá maior facada de Hulk e Sapunaru aos incidentes do túnel da época passada que esta. Creio que estas mesquinhices do futebol português têm que ser controladas no futuro – numa liga a sério, Jesus já estaria suspenso até ao final da época, Villas-Boas já teria sido punido com um valente castigo e os clubes já teriam direito a uma suspensão de jogos à porta fechada pelo mau comportamento dos seus adeptos e dos seus dirigentes. Todo este ping-pong de agressões verbais e físicas entre adeptos, dirigentes e jogadores das duas equipas é algo desprestigiante para o futebol português – torna-o trigueiro, mesquinho, de 3º mundo. Violência gera violência. Há que acabar com a violência.

No final da partida de ontem à noite, o Benfica cortou a luz aos festejos dos jogadores do Porto no relvado num acto de mau perder imenso. Pior que esse facto, com essa atitude a Benfica SAD poderia ter incitado à violência entre os adeptos do Porto e do Benfica que ainda se encontravam dentro do estádio, e tal incidente, deve ser penalizado.

Espero que na próxima época tenhamos um campeonato ainda mais disputado que este. Sem agressões verbais, sem agressões físicas. Espero que o meu Sporting consiga arrumar a casa e volte ao seu objectivo primordial pela história que lhe pertence no futebol português: a luta pelo título nacional. Até lá, a vitória é da estrutura do Futebol Clube do Porto. Vem aí uma semana europeia para Porto, Braga e Benfica. Seria bonito ver duas equipas portuguesas na final da Liga Europa.

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Beira-Mar 1-2 Sporting de Braga


http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=107677675,t=1,mt=video

Confesso que vi o jogo pela televisão a espaços.

Pareceu-me uma boa exibição até aos 69″.

Com Jaime a titular no centro da defesa, o comportamento da defesa pareceu-me bastante atinado até aos 69″, altura do auto-golo que deu o empate ao Braga. O meio campo, certo como de costume. Mesmo acordado para a próxima época com o Braga e apresentando debilidades físicas, Djamal cumpriu e Rui Sampaio evidenciou-se novamente a cima da média. Tatu marcou mas esteve uns furos abaixo do normal, assim como Artur. Nota-se ali a falta de um ponta-de-lança: mesmo não marcando por muitas vezes, Ronny desgastava as defesas contrárias e abria muitos espaços aos extremos.

Continuo a não perceber a contratação de Yartey. Não veio acrescentar rigorosamente nada a este plantel do Beira-Mar. Assim como também não percebo a escolha de Leonardo Jardim sobre Ricardo Rocha, sabendo que 3 semanas depois acabaria por abandonar o clube. Ricardo Rocha até pode ser um defesa central de qualidade, mas fisicamente não é jogador para estas andanças.

Também não compreendo a contratação de Rui Bento. Não é o treinador ideal para este Beira-Mar, sabendo o legado que Jardim deixou… Precisava-se outro tipo de técnico, mais experiente.
Começo a temer a próxima época. Ou a direcção do Beira-Mar começa a “mover os cordelinhos” ou desde já antevejo uma época muito atribulada para o clube.

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Naval 2-2 Beira-Mar

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=kdFYFP6gqReiBQr1

Empate inaceitável contra a Naval a 2 bolas.

Frente a um adversário que está com a corda ao pescoço, o Beira-Mar chegou facilmente à vantagem de 2-0, cedendo nos minutos finais graças a faltas cometidas dentro da área que a Naval converteu de grande penalidade.

O jogo fica obviamente marcado pela fraca actuação de Jorge Sousa, que na 1ª parte protagonizou um lance caricato no golo de Tatu e uma decisão precipitada no lance da grande penalidade que Fábio Jr haveria de falhar. Na 2ª parte, o lance que deu origem à grande penalidade que deu o 1-2 para a Naval é um erro grosseiro do árbitro Portuense.

Do jogo da Figueira da Foz sobressaiu novamente a qualidade de Leandro Tatu (cada vez mais creio que não fica na próxima época) e mais uma exibição bastante agradável de Rui Rego. Com nota negativa, destaco os centrais Hugo e Yohan – muito permeáveis, muito vulneráveis nos lances aéreos e extremamente nervosos na parte final da partida – motivo esse que deu este empate à Naval, a expulsão de Yohan e quase que resultou numa derrota.

O Beira-Mar segue em 9º com 29 pontos.


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Finalmente, a manutenção…

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/SO44GULZBEEWjrm2GyUv/mov/1


Uns dizem que sim, outros dizem que não. Eu não tenho dúvidas: o Beira-Mar garantiu hoje a manutenção. Pouco vi do jogo, mas pelo que vi, vi um Beira-Mar a jogar um futebol bastante agradável.

Agora, é pensar jogo a jogo no que falta jogar esta época. Faltam 7 jornadas. Esta equipa, pelo trabalho que desenvolveu ao longo da época merece mais. Jogo a jogo,  um lugar nos 7 primeiros da tabela pode ser alcançado. Repito, pelo que os jogadores do Beira fizeram esta época, merecem um desses lugares.

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Sporting 1-0 Beira-Mar


http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=107575350,t=1,mt=video

Para “não desagradar nem a Gregos nem a Troianos” abstenho-me de fazer comentários sobre o jogo de hoje.

Continuo a afirmar: Rui Bento não é solução para o Beira-Mar. Oxalá que o tempo e os resultados provem que estou enganado.

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