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vamos encher o Municipal de Aveiro

bEIRA 3

Jogo decisivo de tudo ou nada contra o Olhanense pela manutenção. Sábado às 16 horas. Caso o Beira-Mar vença, pode sair subir acima da linha-de-água. É importantíssimo o apoio de todos os aveirenses nesta partida. Vamos encher o Estádio Municipal de Aveiro. No domingo passado contra o Nacional estiveram 4 mil pessoas dentro do estádio. Por isso, vamos ser mais desta vez e vamos ajudar os nossos rapazes a obter 3 pontos fulcrais nesta nossa batalha pela 1ª liga.

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Beira-Mar 2-2 Nacional da Madeira

Mês e meio depois de ter visto o Beira pela última vez no estádio, voltei ao EMA. Voltei por descargo de consciência. Nos bons e nos maus momentos temos de ser adeptos do nosso clube.

Uma primeira nota para o público. Não sei se foi minha impressão mas teve mais público no estádio que o habitual. Bom sinal para o clube em tempos de crise económica e desportiva. Também não sei se foi impressão mas vi um publico Aveirense mais entusiasta que o habitual. Famílias inteiras a ir à bola, todos de amarelos, todos com cachecóis do clube, alguns deles que sobressaíam claramente o cheiro a mofo e naftalina. De uma vez por todas, a direcção e a SAD (também consigo dizer bem de alguns aspectos trabalhos por esta SAD) estão a conseguir cativar mais gente ao estádio, fruto dos bilhetes a 5 euros para 2 acompanhantes por sócio. Se colocassem o bilhete para não sócio a 5 euros talvez teriam mais 500 ou 1000 pessoas. Disso estou certo.

Se o público afluiu em peso para ver se puxava pelos da casa, mal entrei no estádio tive ali um pique em que me julguei novamente no Mário Duarte. O bairrismo beiramarista, os cânticos da claque, os bruás do público a cada lance na área do nacional e as habituais picardias na linha lateral ao fiscal de linha fizeram-me lembrar outros tempos. Costinha pediu que os adeptos escondessem os cachecóis dos grandes e os aveirenses bem que lhe fizeram a vontade. Penso que só não fica bem ao treinador do Beira-Mar salutar a permanência do clube na liga para que os borlas (é como a malta dos UAN lhes chama) venham apenas visitar o clube quando este joga em casa com o respectivo grande. Penso que é errado proferir tais afirmações quando um dos problemas com que o clube se debate desde 2003 é precisamente a fraca mobilização e a fraca capacidade de realizar novos sócios. Tenho como certo quem é de Aveiro, indiferentemente das preferências por um grande, como eu as tenho, tem que ser em primeiro lugar do grande da cidade: o Sport Clube Beira-Mar. Os primeiros da partida minutos fizeram-me lembrar aquele inferno do Mário Duarte. Fizeram-me lembrar aquele pequeno rectângulo de jogo plantado entre o campus da Universidade de Aveiro, o Bairro Santiago e o Hospital Infante D. Pedro V onde, pequeno, furava os torniquetes só para ver actuar o Dinis. Se bem que ver actuar o Dinis implicava para as equipas adversárias um montão de contusões e pernas partidas. Mas, de facto, eram outros tempos. Ali, no Mário Duarte, respirava-se Beira-Mar da cabeça aos pés. As peixeiras insultavam bem alto os árbitros, os super dragões só se podiam portar bem ou então levavam na fuça e ainda existiam os comandos duros, a antiga claque do Beira-Mar. Eram mesmo duros. Histórias são mais que muitas no meu imaginário infantil. Lembro-me de uma vez estar a ver o Sporting. Não escondo que também sou sportinguista. Lembro-me do Emmanuel Amunike ter feito uma jogada de mestre para golo e de ter ido acirrar os comandos duros. O resultado foi uma calhoada em cheio que deixou o nigeraniano estatelado no chão durante largos minutos. Saudades.

Segunda nota: a arbitragem. Não serve para desculpar a ingenuidade da defesa do beira-mar nos lances dos dois golos do Nacional. Depois de Majid e seus pares terem lançado um comunicado a meio da semana a exigir à liga que a verdade desportiva prevaleça depois do roubo de catedral da última semana em Paços de Ferreira e de no dia seguinte se terem dirigido à Liga para pedir explicações ao seu director-executivo Mário Figueiredo e de terem solicitado uma reunião com o chefe do conselho de arbitragem Vitor Pereira, a própria liga escarrou (desculpem os mais sensíveis) na cabeça da SAD ao nomear para este jogo um árbitro que ascendeu a meio da época à 1ª categoria (Luis Ferreira; era o seu 2º jogo na 1ª categoria) e que ainda por cima era natural de Barcelos. Ou seja, se para mim já me causa confusão, quando está a permanência de um clube em risco, quando esse clube é sistematicamente prejudicado durante toda uma época e quando está o futuro de muitas famílias em jogo como é o caso das famílias dos mais de 100 empregados do Sport Clube Beira-Mar nomear um inexperiente árbitro para um jogo que se pode considerar decisivo para a equipa aveirense, mais me confusão me estranha que depois de uma semana em que os elementos da SAD do Beira-Mar fizeram barulho junto da liga como se lhes exigia (ao contrário dos elementos da direcção do clube que se mantêm calados que nem ratos no fundo dos seus cadeirões na sede social do clube à espera que o clube seja despromovido) a própria liga ainda tenha o descaramento de nomear um árbitro de Barcelos (AF Braga) sabendo que dois dos rivais directos do Beira-Mar na luta pela manutenção são precisamente duas equipas do distrito de Braga: Moreirense e Gil Vicente, a última, a precisamente de Barcelos.

Luis Ferreira acaba por ter o dedo no resultado. Se a expulsão já na 2ª parte do jogador nacional foi justíssima e mais que merecida (Moreno fartou-se de dar pau na primeira parte, não se calava junto do árbitro e no lance em questão fez uma entrada muita feita sobre Serginho) Luis Ferreira e os seus assistentes deixaram passar muitos lances onde havia fora-de-jogo nítido por parte dos jogadores do Nacional, deixaram passar uma obstrução clara à minha frente sobre Camará quando o resultado estava em 1-1 (o fiscal de linha do lado da superior não se sabia posicionar na linha do último defensor, logo via os lances de um ângulo inconclusivo) e o 1º golo do Nacional procede de uma falta clara a meio campo sobre Nildo, que, depois de meter o meio campo do Nacional no pacote com um tremendo slalom é completamente ceifado por um dos laterais do Nacional.

Terceira Nota – O Rendimento dos jogadores do Beira-Mar – Tudo bem feito excepto dois ou três pormenores.

O primeiro, os erros defensivos. Há 1 ano que o Beira-Mar não acaba uma partida sem sofrer golos. É coisa que não consigo perceber, muito menos lances como o 2º golo do Nacional. Com 2 duplas de centrais do melhor que existe na Liga (Jaime, Bura, Tonel, Hugo) todos eles fortes no jogo de cabeça (como é o caso do Bura e do Jaime, os que alinharam na partida de hoje) não faz sentido sofrer golos em lances de bolas paradas como hoje se veio a verificar. Se no primeiro golo do Nacional, existe o tal lance em que o Nildo sofre uma valente sarrafada por parte de um jogador do Nacional à qual Luis Ferreira passou vista grossa, nos dois golos do Nacional existem duas clamorosas falhas de marcação dos centrais.

Segundo, a falta de uma referência de área. Yazalde e Camará tem o mérito de serem jogadores dotados de alguns pormenores técnicos de classe mas são jogadores que não se constituem como referências de área visto que o seu jogo predomina nas linhas. Não são verdadeiros pontas-de-lança. Quanto mais são avançados ao estilo nº9 ou extremos. Recebendo jogo dos laterais ou da malta do meio campo nas alas acabam quase sempre a centrar para a cabeça dos centrais da equipa contrária sem que ninguém do Beira lá esteja para finalizar.

Terceiro, a apatia com que alguns jogadores do Beira-Mar jogam e a apatia do seu treinador. Rui Sampaio é o expoente máximo dessa apatia. Parado, paradinho e sem qualquer criatividade a sair daqueles pés maravilhosos. Desrotinado e a a anos-luz da época da subida de divisão. Os ares de Cagliari fizeram-lhe mal. No banco, Costinha tarda em mexer na equipa. O que por um lado até é compreensível pois as alternativas viáveis no plantel escasseiam. No entanto, com 13 minutos pela frente não soube colocar logo Balboa em campo e Balboa era o único capaz de fazer a diferença naquele banco. Balboa entra aos 88″ quando pouco havia a fazer.

De resto, exibição agradável do Beira-Mar. A começar em Nildo. É o patrão desta equipa em todos os sentidos. Só é pena que não consiga ser um jogador consistente a este nível durante toda época. Nildo manda no jogo aveirense. É uma formiguinha a correr atrás dos adversários no miolo quando a equipa defende. Quando a equipa tem em bola, em conjunto com Serginho (hoje entrou na 2ª parte; tem que ser titular visto que é um jogador que incute maior velocidade e arte ao jogo aveirense) são os únicos que conseguem dar um toque fantasioso ao futebol do Beira-Mar. Grande exibição para o capitão Pedro Moreira. Fez praticamente o flanco todo com a raça que se lhe conhece. Do outro lado, Hélder Lopes também não destoou.

Quarta Nota: os episódios lamentáveis do jogo de Paços de Ferreira. Alguns elementos da claque que foram a Paços de Ferreira descreveram o cenário vergonhoso que a equipa da capital do movel oferece às equipas visitantes. Desde intimidação directa a jogadores, insultos e escarradelas na entrada e saída dos balneários. Um estádio sem segurança para uma equipa que se vale desse facto para obter resultados desportivos. Agora com as novas regras do policiamento em recintos desportivos, em Paços de Ferreira e em outros campos deste país, sem polícia no terreno de jogo, vale tudo.

Quinta Nota: Com a vitória do Moreirense começo a ver as alminhas a rezarem pela intervenção divina do São Gonçalinho. Entre o 12º (Vitória de Setúbal) e o último (Beira-Mar) estão 4 pontos de diferença, sendo que 2 são os pontos que separam o Beira-Mar do Gil Vicente. O calendário do Beira-Mar não se avizinha fácil até ao final da temporada. Olhanense em casa na próxima semana num jogo de mata-mata entre aflitos onde a vitória é fulcral, Vitória de Guimarães fora naquele ambiente difícil com os vimaranenses a lutar pela europa, Gil Vicente em casa noutro jogo de aflitos que o Beira tem obrigatoriamente que vencer, Rio Ave fora com os vilacondenses também a lutar pela europa, Marítimo em casa com os madeirenses a lutar pela europa, Estoril fora com os estorilistas a jogar possivelmente o tudo ou nada pelo último lugar europeu e Sporting em casa na última partida do campeonato com a turma leonina também capaz de ter que vencer em Aveiro para ir à Europa. Ou seja, resumindo e concluíndo com dois jogos contra adversários directos onde os 6 pontos são o objectivo principal e mais 5 jogos para conseguir mais 5 pontos no mínimo visto que os 26 pontos que usualmente garantem matematicamente a manutenção não vão chegar este ano. Contudo, estou confiante que a rapaziada vai dar a volta por cima.

sexta e última nota: é a primeira vez em meses que escrevo um post sem bater no Majid. o seu a seu tempo.

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definitivamente

querem mandar o beira para a 2ª liga. vi o lance do alegado penalti do Paços vezes sem conta e não consigo perceber onde é que é penalti. o que eu vi e vejo é o jogador do Paços a agarrar ostensivamente o Jaime e a deixar-se cair, coisa típica das equipas portugueses quando estão em desvantagem nos últimos minutos. uma arbitragem muito caseira que ajudou o Paços ao longo da partida. vezes e vezes sem contas, os jogadores do Paços usaram de entradas duríssimas, provocações e simulações para desconcentrar os jogadores do beira-mar e assim chegar ao empate. em maior parte delas, o sr. Manuel Oliveira fechou os olhos e deixou passar.

o que me choca é o facto do beira-mar estar a ser roubado jornada após jornada (já na semana passada contra o Benfica foi vítima de roubo de catedral com o penalti que não foi assinalado pelo mão do Luisão) e nenhum elemento da direcção se insurgir publicamente contra esses roubos. estão a mandar-nos directamente para a 2ª liga e os dirigentes do beira-mar estão a agradecer o serviço.

p.s: de Paços de Ferreira, assim como do jogo contra o Benfica da semana passada fica uma imagem mais positiva da equipa. Costinha está de parabéns. é uma equipa com uma mentalidade muito diferente daquela que apresentava Ulisses Morais. mais ofensiva, mais lutador e com maior acerto defensivo. acredito que assim nos iremos manter de divisão. a ver vamos se já na próxima semana conseguimos sair da linha de água com uma vitória no EMA frente ao Nacional.

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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Seja solidário

beira solidario

E no campo, a vitória em Barcelos contra o Gil Vicente é um balão de oxigénio. Sobe o Beira-Mar do último lugar para o 13º e atira provisoriamente a Académica para debaixo da linha-de-água.

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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

mais

Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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hoje é dia de clássico

e eu já rezo a todos os santos para o Sporting não sair goleado no Dragão.

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bom dia

o beira-mar joga logo à noite no Estádio da Luz. Prevê-se bom tempo e o fim da linha para Ulisses Morais.

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o borba tem razão

palavras do próprio: “caralho, qual fito sem ritmo? O fito nunca tem falta de ritmo. é o fito!”

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naquele momento em que eu quase em lágrimas só conseguia dizer “foi o ricky”

foto: césar santos\scp

Este Marcelo Boeck é demais. Um show dentro do próprio show.

Duro. Durinho. Duríssimo. Com uns toques de arbitragem manhosos. Lá conseguimos inverter o ciclo. Fez-me lembrar o jogo de Paços de Ferreira no ano passado. Chamei filho-da-puta ao Capel e tudo mudou nesse jogo. Voltei a chamar filho-da-puta ao Capel e ele deu o empate. Depois, já no gozo, a malta do café pediu-me para chamar filho-da-puta a outro. Escolhi o do costume: o Ricky. E minutos depois o Ricky lá meteu a cabeça a jeito na bola e deu a vitória.

Não é um campeonato mas soube como isso. Do abismo tiramos dois coelhos da cartola para salvar este mau início de temporada. As dificuldades da equipa continuam lá. O futebol é demasiado flanqueado e nem sempre é objectivo. No miolo não criamos desequilíbrios. Carrillo a 10 será uma boa solução visto que imprime uma maior velocidade ao jogo do sporting e a sua fantasia pode ser benéfica para ser aquele fura-defesas que tanto necessitamos. Apesar do Peruano ser um jogador que também pode partir laterais nas alas com a sua magia, o seu futebol nas alas remete-se para a simples função de ganhar a linha e tentar Ricky ou de ganhar a parte de fora e tentar a sua sorte. Sá Pinto continua com algumas escolhas que para mim são erradas. Colocar jogadores sem ritmo (Viola e Rinaudo) é um erro. Não porque não sejam bons jogadores. De Fito todos conhecemos o seu poder de tampão defensivo e o equilíbrio que dá à equipa. É incansável na sua função de todo-o-terreno. Do puto Viola vimos um ou dois lances em que desiquilibrou pelas alas. Mas não tinha pernas para mais. Sá Pinto precisa de ter um onze rapidamente para dar estabilidade à equipa ao nível de resultados.

Sá Pinto continua com dificuldades para desarmar a táctica que é montada pelos treinadores adversários em Alvalade. Há anos que assistimos a um fenómeno que pode ser descrito como o “autocarro de Alvalade”: as equipas chegam a Alvalade, montam um autocarro à frente da sua baliza e aproveitam os erros defensivos da equipa da casa para capitalizar pontos. Os jogadores do Sporting sabem que um golo cedo acaba com esse tipo de tácticas. Logo é crucial que o Sporting entre num ritmo alto para poder abrir a muralha adversária o quanto antes. E já agora, os jogadores do Sporting sabem que não podem ter tantos erros de finalização. O primeiro golo de Capel surge ao 25º remate do Sporting à baliza do Gil. Uma equipa que quer ser campeã não pode estar a seco com tantos remates.

Quanto à expulsão de Labyad no final da partida, prefiro não me pronunciar. As imagens falam por si. Parece que existe uma tentativa organizada para afastar o Sporting da luta pelo título logo nas primeiras jornadas.

De resto, voltamos ao activo. As vitórias servem essencialmente para moralizar os jogadores em tempos difíceis. O Sporting teve semanas difíceis. Vamos em frente!

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bom dia

O Beira-Mar joga hoje no Estádio do Dragão contra o Porto. Prevêem-se aguaceiros.

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Não é o nosso grande amor porque venceu o Benfica. É sempre

Demos banho de bola. Não é difícil de admitir. Custa a muitos, porque não estavam à espera da surpresa. Para os benfiquistas, ganhar ao Sporting tinha-se tornado um trabalho “fácil e limpinho”. Dezenas já festejavam antecipadamente uma vitória simples, as always.

O eterno 4º, o grande que já não é grande, mas que este ano ainda pode ser maior que o glorioso, deu um lição de humildade.

O futebol é mesmo assim: hoje ganha-se, amanhã perde-se.

Os meus amigos benfiquistas desapareceram do mapa subitamente. Não conseguem porventura explicar como é que o meio-campo do Sporting ganhou todas as bolas, como é que o Matías partiu a cocada preta, como é que o Javi (segundo muitos o melhor trinco da história do futebol português) foi comido de cebolada pelo Matías. Não conseguem explicar como é que o Elias se tornou uma carraça do Witsel e secou o belga por completo. Não conseguem explicar como é que o Emerson foi papado durante 90 minutos. Até conseguem explicar. Eu é que não consigo explicar como é que o Benfica paga uma fortuna a um defesa-esquerdo campeão do mundo para passar uma temporada no banco. Não conseguem explicar como é que o “perigoso” Cardozo não ganhou um duelo nas alturas ao duro Xandão e ao atinado Polga. Não conseguem explicar porque é que o Benfica não conseguiu meter uma (uma, uma) uma vez à prova o Rui Patrício e viram do outro lado o Artur evitar uma goleada.

As derrotas não se explicam apenas pelo prisma da arbitragem. Artur Soares Dias errou. Assinalou mal uma grande penalidade a favor do Sporting, tendo feito vista grossa a outra antes na área leonina e posteriormente, a uma outra cometida na área do Benfica por Garay. Confesso que o resultado até poderia ter sido diferente caso todos esses casos tivessem sido devidamente assinalados. Não o foram. De resto, o Sporting ridicularizou o Benfica com jogadas de mestria, isolando o seu pouco eficaz ponta-de-lança na cara do guardião do Benfica 4 vezes. Matías é um jogador de top mundial e finalmente está a jogar no seu lugar. Ironizei a meio da partida que Matías estava a carregar em si o espírito de Ché Guevara “tal” eras ganas de executar ali e agora a revolução. Elias foi pau para toda a batalha. Capel saiu esgotado de tanto correr, de tanto puxar, de tanto lutar. Insua foi outra das exibições que me agradou muitíssimo. Fazendo jus às suas habituais declarações no twitter “que lindo é ver este lateral de verde e branco” e, confesso que já não via um flanco esquerdo com tanta qualidade desde a dupla Rui Jorge\Barbosa. E Barbosa, apesar de ter sido um jogador tecnicamente brilhante que só pecava pela falta de velocidade no seu jogo, tem para mim o estatuto de Deus do Sporting pelo simbolismo de ter sido anos a fio aquele que levava o Sporting às costas.

Acima de tudo, esta vitória serviu para provar que estamos vivos. E digo-o aqui sem pejo. Iremos vencer a Taça de Portugal e a Liga Europa. Tenho 100% de certezas. Compreendo perfeitamente que para alguns benfiquistas seja difícil ver o Sporting campeão Europeu. Eu gostei de ver o Porto campeão europeu na Champions e na UEFA. Se fosse o Braga nutria tal sentimento. Se fosse o Benfica, seria-me indiferente. Seria-me indiferente porque a cartilha dos adeptos do Benfica assemelha-se cada vez mais à cartilha do Estado Novo. As premissas são “tudo contra nós”, “nós pela nação, nós contra todos” e “somos melhores que os outros” – Para se ser melhor que alguém é preciso mostrar-se. Isso de ficar à frente do Sporting é mito. O que interessa é ganhar. Ficar um lugar à frente do rival é ficar um pouco mais à frente que o dito na luta dos últimos. O Sporting para o Benfica não passa daquele clubezito do estádio das retretes “onde vamos lá ganhar como habitual”

Adeus. Damos o título ao Porto. E damos bem. Não jogam nada mas são mais sóbrios no discurso.

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Tão bem ensinadinhos que eles andam

foto: Jornal Record

Não viesse o exemplo de quem orienta a equipa…

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clássicos

A propósito de uma portentosa exibição no Dell´Alpi em Turim que redundaria em eliminação para a Inglaterra no campeonato do mundo de 1990 frente à Alemanha, a velha glória do Tottenham Gary Lineker diria uma frase que ficaria gravada na história: “o futebol é 11 contra 11 mas no fim ganha sempre a Alemanha”.

Nos últimos 3 anos, essa frase poderia ser transportada com uma certeira analogia para os duelos decisivos entre Porto e Benfica. São 11 contra 11 mas o Porto leva sempre a melhor.

No entanto, preciso de recordar 2 acontecimentos bem recentes:

O 1º em Guimarães há duas semanas atrás quando Jorge Jesus, na altura saído de uma derrota frente ao Vitória local, quando interrogado pelo jornalista no flash-interview acerca da pressão que o Benfica poderia vir a ter com os 2 pontos de vantagem sobre o Porto, afirmou que não compreendia a pergunta e que a pressão ainda estava virada para o seu rival. Mal sabia JJ do que o esperava na semana passada contra a Académica em Coimbra e do desfecho (trágico) do jogo de hoje.

O 2º é este:

Este Zé Manel Nabo deve estar, como se diz na gíria, com o melão a arder…

Isto porque mal sabia da figura triste que estava a fazer ao gravar este spot. Todavia, tenho em conta que liderança com meia dúzia de pontos no fim da primeira volta já serve para os adeptos do folclore lusitano fazerem a festa e atirarem os foguetes. Não quero no entanto fazer de advogado do diabo…

O tal adversário em falência táctica está a meia dúzia de jornadas de ser campeão nacional e ainda pode roubar o título que pertence por decreto-lei ao Benfica, ou seja, a Taça da Cerveja.

O adversário em falência técnica, embora distante, ainda tem uma brecha para poder ultrapassar o Benfica na classificação, está a poucos dias de um embate excitante com o primeiro da Premier para a Liga Europa e de mal o menos ainda se arrisca (a jogar mal) a fazer a festa no Jamor!

Vamos a factos:

Com ou sem rega no relvado, com luzes apagadas ou contas da EDP por pagar, este balázio de Hulk coroa um jogo de classe mundial e deixa mal na fotografia Emerson. Arrisco-me a dizer que Emerson é aquele jogador que não entra sequer na fotografia do jogo visto que foi “comido de cebolada” pelo seu compatriota.

Jogo de classe mundial.

Ao contrário do que tinha feito em Alvalade em Janeiro, o Porto entrou na Luz ferido na asa. Entrou a atacar (ao contrário de Alvalade onde preferiu jogar um pouco na retranca e apostar no contra-golpe) e entrou a vencer. Perante esta atitude, foi nítida a desconcentração inicial do Benfica nas marcações e no ataque era Aimar quem tentava puxar a carroça… mas sem grande jeito.

Depois do golo do empate por parte de Óscar Cardozo, um golo merecido para o equilíbrio que o Benfica estava a executar na partida. O 2º golo viria a completar o auge da exibição Benfiquista na partida. No entanto, aquele par de contra-ataques perigosos que o Benfica teve na 2ª parte (onde a meu ver não existe qualquer falta nas duas situações) poderia ter sido o fim da linha para o Porto. Já diz o ditado que “quem não marca, sofre”  – e o Benfica acabou por sofrer com aquela deliciosa tabelinha entre James Rodriguez e Fernando. Pode-se por em causa o facto de Witsel estar caído aquando do contra-golpe do Porto? Sim. De quem é a culpa? Segundo as leis da FIFA tem que ser o árbitro a parar a partida. No entanto é nítido que Witsel chega claramente atrasado ao passe e tenta cavar uma falta a Maicon à entrada da área, na mesma linha de uma falta que foi assinalada na primeira parte a Rolando, onde Witsel, adiantando em demasia a bola, limitou-se a provocar o contacto.

Está claro que a partir daí, o Porto agigantou-se, sabendo que poderia sacar na Luz mais do que um empate. Não consigo perceber se Emerson é bem ou mal expulso. É certo que toca em Hulk mas também é certo que Hulk aproveita-se claramente do facto do seu compatriota Emerson já ter um amarelo na partida.

Depois veio o 3-2. E quem diria que o herói desta vez seria Maicon! Sinceramente existem duas irregularidades na jogada:

1ª Maicon e outro jogador do Porto, no momento do passe, estão claramente em fora-de-jogo.

2ª O outro jogador do Porto que se faz ao lance entala Artur na sua pequena área, logo, penso que o árbitro deveria ter assinalado falta sobre o guarda-redes do Benfica. É um lance que me faz lembrar o lance de Luisão contra Ricardo no Estádio da Luz em 2005 que ditou praticamente o título desse ano para o Benfica. No entanto, na altura, alguns amigos benfiquistas disseram-me que o lance era limpo… o futebol é mesmo assim: mesmo quando não esperamos, a história repete-se mas contra a nossa equipa.

No entanto, urge-me para finalizar fazer mais algumas menções, reparos, elogios e críticas:

1º – Muitos portistas criticam Vitor Pereira, muitos benfiquistas andaram semanas a ironizar Vitor Pereira. No entanto aqui se vê a organização do porto. Com ou sem o dedo do treinador, mesmo a 5 pontos os Portistas nunca baixaram os braços em relação ao objectivo do título e vieram à Luz jogar para ganhar contra um Benfica que está claramente em perda: tanto ao nível de caudal de jogo como ao nível físico e psicológico.

2ª – Helton. Teve uma exibição muito segura. Não teve culpa nos golos e sempre que chamado esteve ao seu melhor nível. O exemplo disso foi o último livre dos encarnados na partida.

3ª James Rodriguez e Hulk: Em forma, são dois diabretes nas alas do Porto. Dois golões que coroaram duas grandes exibições.

4ª – Witsel – O Belga fez um excelente jogo. Anulou a influência de Moutinho nos dragões e sempre que pode saiu com a equipa no contra-golpe. No entanto, o Belga peca pela palhaçada que fez em dois lances onde poderia ter feito bastante melhor. Optou por atirar-se ao chão.

5ª – Jorge Jesus – O peixe morre pela boca. Há 3 semanas disparava balas contra toda a gente. Hoje saiu triste do seu próprio Inferno. Lançar Nelson Oliveira nas horas em que lançou revela pouquíssima ambição até quando a equipa alinhava num certeiro contra-golpe a meio da 2ª parte. Atacar o rival como meio de defesa nunca é a melhor opção. Arrisca-se a não vencer nada esta época. O futebol português fica mesmo uma treta, mas com gentalha como Jorge Jesus.

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sá pintices

O boxeur que é treinador de futebol nas horas vagas já conseguiu tranquilizar as hostes leoninas.

O exemplo do jogo desta noite não quer dizer absolutamente nada para o fim de época mas já é um bom augúrio. O Sporting apareceu em campo mais pacificado com a mudança de treinador e com o empate de Varsóvia. Um estilo de jogo mais atacante contra um Paços que não costuma ser pera doce quando joga num terreno de um grande.

Boa exibição de Elias. André Santos também entrou bem no jogo e tentou novamente a longa distância. Schaars foi mais atrevido que o normal, aparecendo na zona de finalização variadíssimas vezes. Carriço não comprometeu. Van Wolfswinkel, em bom português é um perfeito anormal: domínios de bola não é com ele, denunciar penaltis e falhar golos certos é com ele. Não é apenas uma crise de confiança; é sim falta de qualidade.

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faltas de carácter

Especula-se que um dos motivos da demissão de Domingos Paciência foi os acelerados contactos mantidos com dirigentes do FC Porto nas últimas semanas.

A confirmarem-se tais suspeitas:

1. Domingos Paciência desilude pelo desrespeito que manteve durante essas semanas com a sua entidade patronal, com os seus jogadores e com os sócios da sua entidade patronal.

2. O Sporting não deverá pagar um cêntimo a Domingos Paciência pela rescisão de contrato.

3. O Sporting deverá efectivamente fazer queixa do FC Porto à FIFA e levar essa queixa até às últimas consequências, inclusive tribunais civis.

4. O FC Porto tem vindo a actuar desta forma em vários casos. As contratações de Falcão, Paulo Assunção, Kléber, João Moutinho e André Villas-Boas e quem sabe Eder são exemplo de um modus operandi praticado pelos dirigentes portistas: aliciar o jogador\treinador, não importando a existência pré-acordos ou mesmo contratos dos outros clubes com os “agentes”.

Falcão tinha tudo para assinar pelo Benfica e o Porto roubou-o ao clube da luz através de um aliciamento ao empresário do jogador.

Paulo Assunção tinha um pré-acordo com o Sporting mas Rui Alves decidiu quebrar o acordo com o clube leonino e vendê-lo ao Porto.

Kléber foi suspeito de ter sido aliciado pela SAD Portista para pedir à direcção maritimista para o transferir para o FCP, num decidendo em que o Atlético Mineiro (detentor de metade do passe) tinha um pré-acordo com o Porto e o Marítimo não o queria vender ao clube portista pelas razões acima expostas. Em Janeiro, o Sporting fez uma proposta mais vantajosa que a do Porto pelo passe do jogador aos dois clubes, o jogador foi autorizado a negociar o seu contrato com o Sporting tendo efectivamente chegado a acordo com o Sporting, mas o Atlético Mineiro vetou a transferência do jogador.

O caso João Moutinho tem pormenores ainda mais escandalosos. O empresário do jogador Pini Zahavi e o jogador encontraram-se com elementos da SAD portista no verão de 2010 no Porto à revelia do Sporting. Pinto da Costa elogiou várias vezes Moutinho como um jogador à Porto. Com a ajuda de Carlos Queiroz enquanto seleccionador, Moutinho não foi convocado para o Europeu, o que, definitivamente fez baixar o seu valor no mercado. Moutinho apareceu na pré-época do Sporting e logo no primeiro dia fez questão de entrar pelo treino dos seus colegas e dizer alto e bom som que não queria treinar, pedindo à SAD que “o vendesse para o Porto” – Bettencourt assim o fez.

André Villas-Boas tinha um pré-acordo com o Sporting, mas à última da hora decidiu assinar pelo Porto.

Eder? Moldes semelhantes ao esquema Moutinho.

5. A própria Liga de Clubes deveria começar a investigar estes abusos por parte da entidade Futebol Clube do Porto.

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Os amarelos vão virar laranja e vão beber Oranginas

Bem que ando a mentalizar os meus amigos amarelos para a realidade.

Com este treinador, a jogar dessa maneira, com as fraquezas ofensivas que demonstramos e com alguns jogadores que temos, vamos cair novamente.

Estamos apenas a 2 pontos do abismo. No domingo ou ganhamos ao Guimarães ou então que se comecem a fazer contas a resultados de terceiros.

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uma questão de critério?

Lembro-me perfeitamente de uma situação ocorrida numa época não-longínqua da Liga Portuguesa em que Paulo Bento, na altura treinador do Sporting, indignado se não estou em erro com uma arbitragem vergonhosa de Pedro Henriques a um jogo da equipa por si comandada num Benfica vs Sporting, ter ido ao flash interview\conferência de imprensa tecer duras críticas à arbitragem.

O Conselho Disciplinar da Liga, na altura comandado pelo professor Ricardo Costa, decidiu punir a revolta do agora seleccionador nacional com 12 dias de castigo, o que impediu a actual seleccionador português de se sentar no banco dos leões num empate em Paços de Ferreira numa altura em que o Sporting ainda lutava pelo título.

Em Novembro de 2008, Paulo Bento voltou a tecer duras críticas à arbitragem de um Sporting vs Porto para a Taça de Portugal que o Conselho Disciplinar da Federação considerou como “ofensivas”, Paulo Bento teria 1 mês de suspensão para cumprir no início da época 2009\2010, pouco antes de se ter despedido do Sporting.

Ontem, em Barcelos, não há margem para dúvidas que o Porto foi prejudicado em duas situações.

Vitor Pereira veio aoi flash interview criticar duramente a arbitragem de Bruno Paixão, um tipo que anda a mais na arbitragem portuguesa há mais de uma década. Não porque seja tendencioso porque não é, mas porque é um arbitro de qualidade muito duvidosa.

Todavia, não deixo de anotar a revolta explicita do treinador do porto cujas palavras foram: “a arbitragem uma vergonha”.

Consigo prever perfeitamente que o relatório do observador de arbitragem dessa partida será suficiente para que Bruno Paixão seja colocado na famosa “jarra”. Indiferentemente de tais futurismo, Vitor Pereira também deveria ser colocado na bancada por semelhante período de castigo aplicado na situação anterior a Paulo Bento.

Digo eu, não é?

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