Tag Archives: Liga de Clubes

justiça salomónica

se eu atirar um petardo no EMA a meio de um jogo do Beira-Mar e for visto a atirar o petado por um steward, a segurança do clube tem ordens para me tirar do estádio, chamar a polícia, e esta pode-me identificar. se me identificar, vou a tribunal, apanho uma coima, sou proibido de ir a estádios de futebol durante vários anos e posso até ser preso efectivamente até 2 anos pelo acto. lá em guimarães, por isto, o máximo que acontece é o clube apanhar 1 jogo à porta fechada no próximo jogo em casa da equipa B e outro da equipa principal. tudo em guimarães parece ser permitido. transformar as bancadas em autênticas batalhas campais, atirar pedras à claque adversária, fazer esperas no final da partida com os putos à frente para depois entrarem em cena os maiores, apedrejar autocarros adversários e persegui-los até à autoestrada se for preciso. depois deste tipo de sanções por parte da Liga, continuará tudo a ser permitido. é por isto que muitas famílias não vão ao futebol. O responsável? A Liga de Clubes…

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Beira-Mar 2-2 Nacional da Madeira

Mês e meio depois de ter visto o Beira pela última vez no estádio, voltei ao EMA. Voltei por descargo de consciência. Nos bons e nos maus momentos temos de ser adeptos do nosso clube.

Uma primeira nota para o público. Não sei se foi minha impressão mas teve mais público no estádio que o habitual. Bom sinal para o clube em tempos de crise económica e desportiva. Também não sei se foi impressão mas vi um publico Aveirense mais entusiasta que o habitual. Famílias inteiras a ir à bola, todos de amarelos, todos com cachecóis do clube, alguns deles que sobressaíam claramente o cheiro a mofo e naftalina. De uma vez por todas, a direcção e a SAD (também consigo dizer bem de alguns aspectos trabalhos por esta SAD) estão a conseguir cativar mais gente ao estádio, fruto dos bilhetes a 5 euros para 2 acompanhantes por sócio. Se colocassem o bilhete para não sócio a 5 euros talvez teriam mais 500 ou 1000 pessoas. Disso estou certo.

Se o público afluiu em peso para ver se puxava pelos da casa, mal entrei no estádio tive ali um pique em que me julguei novamente no Mário Duarte. O bairrismo beiramarista, os cânticos da claque, os bruás do público a cada lance na área do nacional e as habituais picardias na linha lateral ao fiscal de linha fizeram-me lembrar outros tempos. Costinha pediu que os adeptos escondessem os cachecóis dos grandes e os aveirenses bem que lhe fizeram a vontade. Penso que só não fica bem ao treinador do Beira-Mar salutar a permanência do clube na liga para que os borlas (é como a malta dos UAN lhes chama) venham apenas visitar o clube quando este joga em casa com o respectivo grande. Penso que é errado proferir tais afirmações quando um dos problemas com que o clube se debate desde 2003 é precisamente a fraca mobilização e a fraca capacidade de realizar novos sócios. Tenho como certo quem é de Aveiro, indiferentemente das preferências por um grande, como eu as tenho, tem que ser em primeiro lugar do grande da cidade: o Sport Clube Beira-Mar. Os primeiros da partida minutos fizeram-me lembrar aquele inferno do Mário Duarte. Fizeram-me lembrar aquele pequeno rectângulo de jogo plantado entre o campus da Universidade de Aveiro, o Bairro Santiago e o Hospital Infante D. Pedro V onde, pequeno, furava os torniquetes só para ver actuar o Dinis. Se bem que ver actuar o Dinis implicava para as equipas adversárias um montão de contusões e pernas partidas. Mas, de facto, eram outros tempos. Ali, no Mário Duarte, respirava-se Beira-Mar da cabeça aos pés. As peixeiras insultavam bem alto os árbitros, os super dragões só se podiam portar bem ou então levavam na fuça e ainda existiam os comandos duros, a antiga claque do Beira-Mar. Eram mesmo duros. Histórias são mais que muitas no meu imaginário infantil. Lembro-me de uma vez estar a ver o Sporting. Não escondo que também sou sportinguista. Lembro-me do Emmanuel Amunike ter feito uma jogada de mestre para golo e de ter ido acirrar os comandos duros. O resultado foi uma calhoada em cheio que deixou o nigeraniano estatelado no chão durante largos minutos. Saudades.

Segunda nota: a arbitragem. Não serve para desculpar a ingenuidade da defesa do beira-mar nos lances dos dois golos do Nacional. Depois de Majid e seus pares terem lançado um comunicado a meio da semana a exigir à liga que a verdade desportiva prevaleça depois do roubo de catedral da última semana em Paços de Ferreira e de no dia seguinte se terem dirigido à Liga para pedir explicações ao seu director-executivo Mário Figueiredo e de terem solicitado uma reunião com o chefe do conselho de arbitragem Vitor Pereira, a própria liga escarrou (desculpem os mais sensíveis) na cabeça da SAD ao nomear para este jogo um árbitro que ascendeu a meio da época à 1ª categoria (Luis Ferreira; era o seu 2º jogo na 1ª categoria) e que ainda por cima era natural de Barcelos. Ou seja, se para mim já me causa confusão, quando está a permanência de um clube em risco, quando esse clube é sistematicamente prejudicado durante toda uma época e quando está o futuro de muitas famílias em jogo como é o caso das famílias dos mais de 100 empregados do Sport Clube Beira-Mar nomear um inexperiente árbitro para um jogo que se pode considerar decisivo para a equipa aveirense, mais me confusão me estranha que depois de uma semana em que os elementos da SAD do Beira-Mar fizeram barulho junto da liga como se lhes exigia (ao contrário dos elementos da direcção do clube que se mantêm calados que nem ratos no fundo dos seus cadeirões na sede social do clube à espera que o clube seja despromovido) a própria liga ainda tenha o descaramento de nomear um árbitro de Barcelos (AF Braga) sabendo que dois dos rivais directos do Beira-Mar na luta pela manutenção são precisamente duas equipas do distrito de Braga: Moreirense e Gil Vicente, a última, a precisamente de Barcelos.

Luis Ferreira acaba por ter o dedo no resultado. Se a expulsão já na 2ª parte do jogador nacional foi justíssima e mais que merecida (Moreno fartou-se de dar pau na primeira parte, não se calava junto do árbitro e no lance em questão fez uma entrada muita feita sobre Serginho) Luis Ferreira e os seus assistentes deixaram passar muitos lances onde havia fora-de-jogo nítido por parte dos jogadores do Nacional, deixaram passar uma obstrução clara à minha frente sobre Camará quando o resultado estava em 1-1 (o fiscal de linha do lado da superior não se sabia posicionar na linha do último defensor, logo via os lances de um ângulo inconclusivo) e o 1º golo do Nacional procede de uma falta clara a meio campo sobre Nildo, que, depois de meter o meio campo do Nacional no pacote com um tremendo slalom é completamente ceifado por um dos laterais do Nacional.

Terceira Nota – O Rendimento dos jogadores do Beira-Mar – Tudo bem feito excepto dois ou três pormenores.

O primeiro, os erros defensivos. Há 1 ano que o Beira-Mar não acaba uma partida sem sofrer golos. É coisa que não consigo perceber, muito menos lances como o 2º golo do Nacional. Com 2 duplas de centrais do melhor que existe na Liga (Jaime, Bura, Tonel, Hugo) todos eles fortes no jogo de cabeça (como é o caso do Bura e do Jaime, os que alinharam na partida de hoje) não faz sentido sofrer golos em lances de bolas paradas como hoje se veio a verificar. Se no primeiro golo do Nacional, existe o tal lance em que o Nildo sofre uma valente sarrafada por parte de um jogador do Nacional à qual Luis Ferreira passou vista grossa, nos dois golos do Nacional existem duas clamorosas falhas de marcação dos centrais.

Segundo, a falta de uma referência de área. Yazalde e Camará tem o mérito de serem jogadores dotados de alguns pormenores técnicos de classe mas são jogadores que não se constituem como referências de área visto que o seu jogo predomina nas linhas. Não são verdadeiros pontas-de-lança. Quanto mais são avançados ao estilo nº9 ou extremos. Recebendo jogo dos laterais ou da malta do meio campo nas alas acabam quase sempre a centrar para a cabeça dos centrais da equipa contrária sem que ninguém do Beira lá esteja para finalizar.

Terceiro, a apatia com que alguns jogadores do Beira-Mar jogam e a apatia do seu treinador. Rui Sampaio é o expoente máximo dessa apatia. Parado, paradinho e sem qualquer criatividade a sair daqueles pés maravilhosos. Desrotinado e a a anos-luz da época da subida de divisão. Os ares de Cagliari fizeram-lhe mal. No banco, Costinha tarda em mexer na equipa. O que por um lado até é compreensível pois as alternativas viáveis no plantel escasseiam. No entanto, com 13 minutos pela frente não soube colocar logo Balboa em campo e Balboa era o único capaz de fazer a diferença naquele banco. Balboa entra aos 88″ quando pouco havia a fazer.

De resto, exibição agradável do Beira-Mar. A começar em Nildo. É o patrão desta equipa em todos os sentidos. Só é pena que não consiga ser um jogador consistente a este nível durante toda época. Nildo manda no jogo aveirense. É uma formiguinha a correr atrás dos adversários no miolo quando a equipa defende. Quando a equipa tem em bola, em conjunto com Serginho (hoje entrou na 2ª parte; tem que ser titular visto que é um jogador que incute maior velocidade e arte ao jogo aveirense) são os únicos que conseguem dar um toque fantasioso ao futebol do Beira-Mar. Grande exibição para o capitão Pedro Moreira. Fez praticamente o flanco todo com a raça que se lhe conhece. Do outro lado, Hélder Lopes também não destoou.

Quarta Nota: os episódios lamentáveis do jogo de Paços de Ferreira. Alguns elementos da claque que foram a Paços de Ferreira descreveram o cenário vergonhoso que a equipa da capital do movel oferece às equipas visitantes. Desde intimidação directa a jogadores, insultos e escarradelas na entrada e saída dos balneários. Um estádio sem segurança para uma equipa que se vale desse facto para obter resultados desportivos. Agora com as novas regras do policiamento em recintos desportivos, em Paços de Ferreira e em outros campos deste país, sem polícia no terreno de jogo, vale tudo.

Quinta Nota: Com a vitória do Moreirense começo a ver as alminhas a rezarem pela intervenção divina do São Gonçalinho. Entre o 12º (Vitória de Setúbal) e o último (Beira-Mar) estão 4 pontos de diferença, sendo que 2 são os pontos que separam o Beira-Mar do Gil Vicente. O calendário do Beira-Mar não se avizinha fácil até ao final da temporada. Olhanense em casa na próxima semana num jogo de mata-mata entre aflitos onde a vitória é fulcral, Vitória de Guimarães fora naquele ambiente difícil com os vimaranenses a lutar pela europa, Gil Vicente em casa noutro jogo de aflitos que o Beira tem obrigatoriamente que vencer, Rio Ave fora com os vilacondenses também a lutar pela europa, Marítimo em casa com os madeirenses a lutar pela europa, Estoril fora com os estorilistas a jogar possivelmente o tudo ou nada pelo último lugar europeu e Sporting em casa na última partida do campeonato com a turma leonina também capaz de ter que vencer em Aveiro para ir à Europa. Ou seja, resumindo e concluíndo com dois jogos contra adversários directos onde os 6 pontos são o objectivo principal e mais 5 jogos para conseguir mais 5 pontos no mínimo visto que os 26 pontos que usualmente garantem matematicamente a manutenção não vão chegar este ano. Contudo, estou confiante que a rapaziada vai dar a volta por cima.

sexta e última nota: é a primeira vez em meses que escrevo um post sem bater no Majid. o seu a seu tempo.

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Quem não tem dinheiro não tem vícios

“Manifestámos a nossa disponibilidade para, juntamente com a Liga (de clubes) e Sindicato (de jogadores), reforçar ou renovar do fundo que já existiu para as provas profissionais. O anterior era de 300 mil euros. Provavelmente, terá o mesmo valor”

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Mais uma vez, os organismos que dirigem o futebol português tentam passar um paninho limpo por cima da merda que emerge do futebol português.

Não quero com isto dizer que não aprove que os ditos organismos criem um fundo de apoio para ajudar os futebolistas que passem dificuldades económicas porque a solidariedade entre uma classe profissional começa exactamente com este tipo de gestos. É importante realçar o exemplo espanhol no que toca a estas matérias: sempre que existe um clube incumpridor nas competições profissionais ou amadoras, a coisa não se resolve apenas com declarações, abandonos ou rescisões por parte dos jogadores desses mesmos clubes. Mesmo que o clube incumpridor seja de 3ª divisão, são os grandes rostos do futebol espanhol que saiem em defesa dos direitos dos seus colegas de profissão mais fragilizados. Foi o que aconteceu no passado mês de Agosto quando os clubes profissionais espanhóis ameaçavam greve às primeiras jornadas dos campeonatos profissionais por incumprimento contratual de alguns clubes de 2ª liga. Não estavam em causa o pagamento dos salários nos planteis de Barcelona, Real Madrid ou Valência. Todavia, seriam Iker Casillas (Real Madrid) Carles Puyol (Barcelona) ou Frederic Kanouté (Sevilla) os rostos de proa que falavam à frente das televisões nacionais e internacionais pelas reinvindicações dos jogadores afectados pelo flagelo do incumprimento salarial.

Esta decisão por parte da FPF é portanto mais uma medida que visa incutir a irresponsabilidade aos dirigentes dos clubes de topo do futebol português pelos seus péssimos erros de gestão. ” Vamos gastar mais um bocadito daquilo que não temos. Se não pagarmos as nossas obrigações perante os nossos jogadores, alguém o fará, sem que a participação nos campeonatos profissionais esteja afectada” – João Bartolomeu e a União de Leiria foram o caso mais crasso de um clube que andou mais de uma década a gastar aquilo que não podia, sem que no entanto, a Liga tivesse mão no assunto e impedisse o clube Leiriense de participar nas provas profissionais. Foi preciso chegar ao ridículo de actuar com apenas 9 jogadores (4 dos quais juniores) para que finalmente a Liga pusesse o clube fora de uma escalão ao qual os Leirienses não tinham capacidades para participar desde 2002. E infelizmente, na 1ª liga, o Leiria não foi o único incumpridor (crasso) durante a temporada passada.

A solução, a meu ver, passa pela apresentação logo no início de época (por parte dos clubes) de garantias bancárias que confirmem que os ditos tem capacidade para fazer face às suas despesas ao longo da época. Se não tiverem essas mesmas garantias, a Liga deve actuar com a exclusão de participação na divisão correspondente ao dito clube. Não se trata apenas de um modo sancionatório para incumpridores ou possíveis incumprimentos mas preventivo para que se ganhe responsabilidade no mundo da gestão futebolística profissional.

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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uma questão de critério?

Lembro-me perfeitamente de uma situação ocorrida numa época não-longínqua da Liga Portuguesa em que Paulo Bento, na altura treinador do Sporting, indignado se não estou em erro com uma arbitragem vergonhosa de Pedro Henriques a um jogo da equipa por si comandada num Benfica vs Sporting, ter ido ao flash interview\conferência de imprensa tecer duras críticas à arbitragem.

O Conselho Disciplinar da Liga, na altura comandado pelo professor Ricardo Costa, decidiu punir a revolta do agora seleccionador nacional com 12 dias de castigo, o que impediu a actual seleccionador português de se sentar no banco dos leões num empate em Paços de Ferreira numa altura em que o Sporting ainda lutava pelo título.

Em Novembro de 2008, Paulo Bento voltou a tecer duras críticas à arbitragem de um Sporting vs Porto para a Taça de Portugal que o Conselho Disciplinar da Federação considerou como “ofensivas”, Paulo Bento teria 1 mês de suspensão para cumprir no início da época 2009\2010, pouco antes de se ter despedido do Sporting.

Ontem, em Barcelos, não há margem para dúvidas que o Porto foi prejudicado em duas situações.

Vitor Pereira veio aoi flash interview criticar duramente a arbitragem de Bruno Paixão, um tipo que anda a mais na arbitragem portuguesa há mais de uma década. Não porque seja tendencioso porque não é, mas porque é um arbitro de qualidade muito duvidosa.

Todavia, não deixo de anotar a revolta explicita do treinador do porto cujas palavras foram: “a arbitragem uma vergonha”.

Consigo prever perfeitamente que o relatório do observador de arbitragem dessa partida será suficiente para que Bruno Paixão seja colocado na famosa “jarra”. Indiferentemente de tais futurismo, Vitor Pereira também deveria ser colocado na bancada por semelhante período de castigo aplicado na situação anterior a Paulo Bento.

Digo eu, não é?

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tachadas

Leio no Record que Gilberto Madaíl ganha enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Futebol 13580 euros por mês e Fernando Gomes, enquanto Presidente da Liga de Clubes 12180 euros.

Pago pelos contribuíntes nacionais, Gilberto Madaíl aufere mais que o primeiro-ministro e que o Presidente da República.

Percebem agora porque é que Madaíl ficou tantos anos no cargo e nunca quis largar o tacho?

Percebem agora porque é que Fernando Gomes quer ir para a Federação?

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Ao meio-dia…

Em Inglaterra, todas as semanas, presenciamos a um jogo compreendido no intervalo temporal entre o meio-dia e as treze horas e trinta minutos.

Se antigamente, nos grandes anos da Premiership dos anos 90, era o Arsenal que dava o mote, actualmente, temos inclusive jogos entre os grandes disputados nesse período temporal de sábado.

No consciente inglês, onde o consumo se torna primazia e grande motor económico, existem estudos realizados que comprovam que colocar este tipo de jogos ao meio-dia traz estádios cheios, coloca famílias inteiras a ir ao futebol e depois a rumar às superfícies comerciais instaladas nos estádios dos clube para almoçar, para comprar um “recuerdo” do jogo e consequentemente para fazer girar o merchandizing dos clubes e a própria economia.

A moda Britânica já se alastrou a Espanha e a Itália. As Ligas Espanhola e Italiana, esta época, calendarizaram um jogo por semana de manhã. Tanto que há umas semanas vi o Real Sociedade jogar contra o Ahletic de Bilbao às onze da manhã e a Atalanta a jogar contra uma equipa que já não me ocorre à mesma hora em Itália.

Em Portugal, não temos nada disso. A não ser na 2ª liga, por necessidade dos clubes de facturar algum capital com as transmissões televisivas da Sporttv.

Pessoalmente, e em jeito de aparte, eu gosto de assistir jogos à noite. Mas cada caso é um caso…

O que se pode considerar facto é que a mentalidade do nosso futebol ainda não se encontra predisposta a ceder às mudanças da indústria e os jogos dos grandes continuam a realizar-se depois das dezoito horas no mínimo, quando dois grandes, por imposição, jogam no mesmo dia.

Para a tarde, estão sempre reservados os jogos entre equipas menores, os jogos não-televisionados. Só o Braga, actuando duas vezes às dezasseis horas da tarde, mudou esse paradigma esta época.

É certo que jogar à noite traz desvantagens. Principalmente no inverno, onde o frio tira pessoas do estádio, mesmo que o jogo seja no período temporal compreendido entre as catorze e as dezassete horas. Em dias de chuva, são raros os estádios dos jogos menores que ultrapassam as duas mil pessoas e em noites de chuva, até os grandes sofrem com a afluência de meia ou pouco mais de meia casa, ainda mais quando os jogos estão a dar pela televisão.

Que tal mudar as mentalidades do futebol português para bem da indústria que é o futebol? A Liga deveria urgentemente em pensar copiar os modelos das ligas de sucesso do futebol europeu e começar a pensar colocar em experimentação um jogo ao meio-dia por jornada para ver se a coisa toma o rumo do sucesso.

P.S: Este post surge na sequência do facto da liga espanhola ter dado luz verde ao pedido do Real Madrid de jogar contra o Osasuna no Bérnabeu ao meio-dia (11 horas em portugal) de domingo.

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Amigo não empata amigo!

A nomeação de Carlos Xistra para o jogo de ontem causou alguma polémica, visto que os regulamentos da Liga de Clubes e os regulamentos da Federação não batem certo.

Nos jogos da Liga, em jogos entre equipas da mesma associação de futebol distrital pode ser nomeado um árbitro da mesma associação de futebol assim como em jogos de equipas de  associações distritais diferentes, poderá ser nomeado um árbitro da mesma associação distrital de um das equipas.

Nos jogos da Federação, os estatutos prevêem que não podem ser nomeados árbitros das mesmas associações distritais das equipas em confronto. Daí que tenha sido nomeado Carlos Xistra para o clássico que se realizou ontem.

A acrescentar a este facto, para o jogo de ontem teria que ser nomeado um internacional. Reduziam-se assim, entre os árbitros de 1ª categoria, as escolhas para 3 nomes: Carlos Xistra, Olegário Benquerença ou o sempre “simpático” Bruno Paixão.

Se Benquerença era um nome riscado, dadas as divergências existentes entre os clubes em confronto quanto ao nome do árbitro Leiriense, colocar Bruno Paixão na Luz seria o mesmo que um desastre total. Daí que Xistra tenha parecido à luz da Federação uma escolha sensata.

Rivalidades à parte, Xistra e os seus auxiliares erraram por 4 vezes no clássico: 4 erros com influência directa no resultado final, erros que felizmente não retiraram a verdade desportiva à eliminatória que o Porto, desde já, venceu justamente

Falo do golo de Hulk em claro fora-de-jogo, do penalti mal assinalado a favor do Benfica e de duas expulsões que deveria ter acontecido: a de Cristian Rodriguez e a de Carlos Martins, que esteve mais interessado em interagir com os elementos do banco do Porto do que no que se passava dentro das 4 linhas.

Xistra fez uma arbitragem medíocre, notando-se claramente que não é árbitro para estes tipos de jogos. A arbitragem Portuguesa continua no seu melhor, a rivalidade entre o Porto e o Benfica continua no seu melhor. Outra pergunta que aqui coloco é quando é que as instâncias que regulam o futebol português colocam finalmente um ponto final nesta rivalidade doentia, sancionando com dureza os dois clubes por aquilo que têm dito e feito ao longo desta época?

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“Pu”verdade Desportiva

11 dias de suspensão para Jorge Jesus? Só me posso rir…

Pela gravidade do comportamento, pelo timing de saída e pelo timing em que esta decisão demorou a ser cozinhada (utilizo correctamente o verbo) nem Ricardo Costa me conseguirá explicar esta decisão, por mais artigos de opinião que escreva no Record sobre os vícios do organismo que dirigiu na Liga de Clubes.

Ricardo Costa, saberá decerto a Lição de como se tecem os meandros na Liga de Clubes, e está claro, de quem os tece actualmente. É pena é que a palavra máfia não apareça nos sumários do WOC, embora, infelizmente dela esteja cancerígeno o futebol português.

Creio que é hora de todos os benfiquistas festejarem este acesso súbito à “pu”verdade desportiva. Bem o merecem.

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Das incompetências da Liga

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/VaSqDKRphViNWqWAZF5D/mov/1


Jorge Jesus ainda não conhece o veredicto final do processo que lhe foi montado na Comissão Disciplinar da Liga de clubes relativamente à chapada que deu no jogador do Nacional Luis Alberto.

Nem mesmo perante a ameaça de uma suspensão pesada por parte da Liga (porque é completamente inadmissível que Jesus não seja suspenso com mão pesada) ninguém consegue parar a má formação de carácter do treinador do Benfica, que no domingo nos voltou a presentear com mais uma cena que pode motivar a abertura de um novo processo disciplinar.

Durante o jogo com o Marítimo, Jorge Jesus já tinha presenteado os espectadores com cenas lamentáveis e nada dignas de um treinador de futebol aquando do golo anulado ao Benfica.

No final da partida, a bolha voltou a rebentar quando Jesus (acompanhado pelo inevitável Rui Costa) pegou-se com um dirigente do Marítimo quando a turma da Madeira cercou o árbitro da partida, pedindo-lhe explicações de algumas decisões tomadas pelo mesmo durante a partida.

Continuo a afirmar que caso estas acções e comportamentos viessem a ser praticadas por um treinador do Sporting ou do Beira-Mar,  decerto que a Comissão Disciplinar da Liga iria actuar rapidamente, punindo sem dó nem piedade os infractores.

Destas atitudes e resultante desta passividade, creio nos é manifestamente visível o facto do Benfica dominar a Liga ao nível de influências. Um facto que decerto não se coaduna com a campanha que Luis Filipe Vieira nos habituou ao longo destes anos em prol da verdade desportiva.

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Não percebo estas…

Do derby de Alvalade, saem multas para o Benfica e Sporting.

A Comissão Disciplinar da Liga aprovou hoje uma multa de 1500 euros para o Sporting e  outra de 1650 euros para o Benfica pelos disturbios habituais que foram provocados pelos adeptos.

A pergunta que eu faço é esta: se a Polícia actuou da maneira que actuou na Superior Sul contra a Juventude Leonina, porque é que a multa é superior para a Benfica SAD?

É por estas coisas que eu cada vez menos percebo quem anda nas entidades que mandam no futebol português…

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Beira-Mar 1-1 Marítimo

Antes das ilações do jogo, o momento crucial: golo anulado ao Beira-Mar aos 90″ por pressuposto fora-de-jogo de Hugo no momento do cabeceamento que antecede o seu toque para golo. Para isso, peço-vos que parem o vídeo aos 59 segundos para verem a posição do Hugo.

O Beira-Mar recebeu ontem o Marítimo tendo empatado a 1 bola. Não foi um jogo bem disputado, se bem que o Beira-Mar fez mais para vencer que o Marítimo.  E ao fim ao cabo, venceu, não fosse o facto de Artur Soares Dias ter invalidado um golo claramente limpo.

Nota-se que o Marítimo é uma equipa que tem outros argumentos. É uma equipa composta por jogadores com uma tecnica mais apurada e com um bom sentido tactico. No entanto, no jogo de ontem, o Beira-Mar foi mais forte. O Marítimo limitou-se a tentar anular lá atrás a influência do trio da frente (Varela, Artur e Wilson) de modo a poder jogar num contra-ataque deliberado em que Kléber e Babá são grandes especialistas. O Beira-Mar é uma equipa que comete muitos erros e que ainda não tem os processos ofensivos bem assimilados. Para além do facto de não ter um grande desiquilibrador, a circulação de bola é imperfeita, cometendo-se muitos erros no passe (principalmente Djamal e João Luis) e nas recepções (Renan e Wilson).

Defensivamente nota-se que falta alguma acutilância e agressividade quando o adversário tem a bola. Tenho visto que a equipa não ataca o portador da bola, optando por esperar que o adversário suba com bola pelo terreno para tentar neutralizar o perigo perto ou dentro da grande área. É um grande risco que a equipa assume e que se pode pagar bem caro. Também ao nível dos ressaltos, a equipa demonstra pouca agressividade. Nos lances aéreos, as bolas aparecem quase sempre a pingar à entrada da área para um adversário que dali pode causar muito perigo se rematar. É preciso portanto que se ganhem essas segundas bolas.

No entanto, ontem o Beira-Mar tomou o ascendente do jogo do princípio ao fim e podia ter construído uma vitória tranquila. Desde logo no primeiro minuto quando Wilson Eduardo apareceu na cara de Marcelo. Durante os 90 minutos foram muitas as ocasiões que por infelicidade não deram em golo: os remates de Renan e Djamal, um lance de Alex Maranhão e outro de Ronny se não estou em erro. Ao nível do espírito de luta, a equipa esteve de parabéns. Se o futebol por vezes é mal jogado, a equipa demonstra que quer vencer as partidas e isso é muito bom e dá bons indicadores para o resto da época.

Em jeito de conclusão, apenas me resta deixar um aviso ao Conselho de Arbitragem da Liga: se realmente querem tornar os arbitros profissionais, comecem a separar o trigo do joio e a ver quem realmente tem qualidade. Este senhor do apito É REALMENTE MUITO FRACO. E isso, já o tinha reparado desde que o vi pela primeira vez.
Do ponto de vista tecnico não sabe dirigir um jogo sem o interromper em demasia. Do ponto de vista disciplinar, é capaz de dar um amarelo por uma merdinha de nada e de expulsar correctamente por agressão sem qualquer tipo de problemas. No entanto, ontem, lesou claramente o Beira-Mar em 2 pontos, que no final das contas do campeonato podem fazer falta. Nesta altura, estes dois pontos punham o Beira numa posição muito interessante no campeonato. O Sr. Artur Soares Dias, na altura do lance, deve ter dito para si mesmo que um clube como o Beira-Mar não pode estar à frente de outros conjuntos com mais poderio económico como por exemplo o Benfica, o Nacional ou até mesmo o Sporting de Braga caso perca a sua partida de hoje.

Neste caso, o que o povão diz é correcto e pode servir de analogia para os Srs. da Liga: quando pensarem trazer de novo Artur Soares Dias para apitar o Beira, ide roubar para o caralho.

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