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“Era um desejo de há alguns anos”

Liedson

Lied(Son) of a bitch.

És portanto uma fraude. Aquele teu discurso aos adeptos do Sporting (milhares choravam enquanto falavas) que fizeste na noite da tua partida é falso. Não passas de mais um mercenário da bola. Para mim, eras um símbolo da história do Sporting. Deixaste de o ser. Não pelo facto de te transferires para o Porto, porque acho legítimo que continues a ganhar o teu dinheiro sendo no Porto, no Benfica, no Flamengo ou na China. Perdeste todo o meu apreço nessa singular frase. Se era um desejo de alguns anos, era sinal de que quando jogavas no Sporting, já desejavas transferir-te para o Porto. Ou seja, mesmo quando jogavas no Sporting, não eras totalmente fiel ao clube que te pagava o ordenado. Ambicionavas mais.

Ao Izmailov, pelas circunstâncias que rodearam a sua passagem pelo Sporting e pela maneira como foi maltratado por alguns dirigentes do Sporting, desejei boa sorte. A ti, Liedson, espero que sejas infeliz no Porto. Espero que não jogues ponta e que não marques um único golo. Não te esqueças de uma coisa: quando vieres a Alvalade serás devidamente vaiado com justa razão por aqueles que já depositaram toda a sua fé em ti.

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futeboladas

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Início de época complicado para o Borússia de Dortmund. Os campeões em título venceram em Mainz por 2-1 num jogo muito sofrido onde haveriam de triunfar já depois da hora. Com as suas estrelas (Gotze e Barrios) a um ritmo intermitente devido a problemas físicos, o Dortmund é 13º com 10 pontos, e não só tarda em confirmar o estatuto de campeão em título como reforça o argumento de que na Bundesliga, uma época de excelência pode ser sucedida por uma época de fracasso.

O croata Ivan Perisic, jogador contratado ao Club de Brugge que no ano passado se tornou o melhor marcador da Liga Belga, voltou a ser decisivo no Dortmund e tem sido para já uma das agradáveis revelações dos campeões Alemães.

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Existem situações no futebol que fazem os adeptos pensar que os jogadores sabotam propositadamente o trabalho dos treinadores. A situação do Inter de Gianpaolo Gasperini (despedido a meio da semana depois de uma humilhante derrota no campo do recém-promovido Novara) é uma destas situações. Muitas vezes basta apenas que os jogadores não gostem do método pelo qual o treinador orienta os treinos ou até as regras de conduta incutidas ao respeito pelo mesmo. O Inter apostou em “vaca velha” de nome Ranieri mas não creio que seja com o mesmo que a coisa endireite. Ranieri é talvez uma das piores escolhas que um clube de serie A (ainda mais o Inter com o seu historial e objectivos) pode fazer, mas…

A boa forma interna do Valência caiu em terra no Sanchiz Pizjuan

Kanouté provou que ainda está aí para as curvas e Ever Banega não conseguiu (no final da partida) disfarçar a tristeza por ter falhado uma grande penalidade que poderia ter dado o empate aos Valencianos.

Pelo que vi a meio da semana, esta equipa do Valência tem muita qualidade e precisa de ser mais trabalhada. Creio que a luta pelo 3º lugar em Espanha será acesa entre Valência, Atlético e Sevilla. Pelo andar da carruagem dos grandes, arrisco-me mesmo a dizer que as distâncias para os dois colossos do futebol espanhol será mais suave nesta época.

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Afirmar que se quer lutar pelo título não pode ser algo que saia apenas da boca para fora. O Leverkusen cumpriu o seu primeiro grande jogo na Bundesliga e saiu completamente derrotado da Allianz Arena por 3-0.

Robben está bastante vistoso desde a grave lesão que o afastou praticamente da última temporada. Toni Kroos e Thomas Muller comprovam a cada jogo que passa que são jogadores que qualquer treinador na europa gostaria de ter nas suas equipas. Encanta-me também Luis Gustavo, trinco Brasileiro que o Bayern contratou no mercado de inverno da temporada transacta ao Hoffenheim – é um jogador bastante aguerrido que faz lembrar Van Bommel pela raça que enfrenta os lances. Tem uma significativa melhoria técnica e de passe em relação ao Holandês na hora de armar jogo.

O Leverkusen, apesar do excelente ataque que possui (Ballack, Kiessling, Castro, Schurle) é uma equipa muito organizada defensivamente… até lhe marcarem um golo cedo! Pode ser um autêntico carrasco quando as equipas adversárias não conseguirem marcar nos primeiros 45 minutos, mas, quando sofrem nos primeiros minutos é uma equipa incapaz de se reorganizar e partir para a reviravolta do marcador.

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Goleada da semana. No futebol Holandês.
O PSV não foi de modas e o resultado é o que se vê.

O extremo Mertens (contratado neste defeso ao Utrecht) fez poker e confirma o excelente início de época pessoal e do clube. Prepara-se talvez para rumar à laranja mecânica. Os restantes golos foram apontados pelo internacional Strootman, Toivonen e Matavz. O PSV é 4º com 14 pontos, os mesmos do Feyenoord, a 1 do Twente e 2 do líder e campeão em título Ajax.

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A apostar mais na juventude talentosa que vai saíndo gradualmente das suas camadas de formação, o Lyon soma e segue. Depois da vitória contra o Marselha (2-0) e do deslize contra o Caen a meio da semana, o Lyon bateu o Bordéus na 8ª jornada da Ligue 1.
Clement Grenier, Maxime Gonalons e Alexandre Lacazette tem sido apostas ganhas no 11.
O Lyon lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com Toulouse e PSG.

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Ronaldo ajudou a resolver aquilo que Michu tornou muito complicado logo ao 1º minuto. Varane mostra ser um central de qualidade, mas a falta de entrosamento com Albiol foi notória. Notória também é a intranquilidade que se vive no clube.

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Jogo grande na Holanda. O empate mantem tudo na mesma. Ajax na liderança.

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Javier Pastore é grande demais para este clube e para este campeonato.

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Gregório Manzano prometia um Atlético acutilante e sem medo em Nou Camp. Embalado pelas boas exibições da equipa, o técnico afirmava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que o seu atlético tinha jogadores com fome de título.
Em Nou Camp a história foi diferente – Messi puxou dos galões e afundou a nau madridista com um fabuloso hat-trick. Manzano aprendeu a diferença entre o querer e o poder.

O Vasco soma e segue. Mesmo sem o técnico Ricardo Gomes (a recuperar de um acidente vascular cerebral sofrido em Agosto a meio do jogo contra o Flamengo) a turma Vascaína está virada para vencer o Brasileirão e dedicar ao seu treinador.
Desta feita, a vítima foi o Cruzeiro. 3-0 o resultado. O Vasco de Felipe Bastos, Eduardo Costa e Eder Luiz segue na frente do Brasileirão à 26ª jornada com mais 2 pontos que o Corinthians de Liedson (venceu o Bahia nesta ronda) 3 que o São Paulo e 4 que o Botafogo. Já o Cruzeiro está a fazer um campeonato decepcionante – a turma de Belo Horizonte está em 16º lugar e apenas 4 pontos a separam do 1º lugar abaixo da linha de água que é ocupado precisamente pelo rival Atlético Mineiro.

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Liedshow!

Botá prá frever!

Quem se meta com Liedson, “vai apanhá!” – dentro da baliza.

Num clássico do futebol brasileiro entre duas equipas que estão no topo da tabela do Brasileirão, Deivid inaugurou o marcador após assistência de Ronaldinho Gaúcho.

Em plena 2ª parte, Gustavo despertou o “ódio” (segundo palavras do internacional português) em Liedson. Espetou-lhe um soco que o arbitro não viu. Liedson respondeu com 2 golos e o Corinthians não só venceu o clássico como se colou à liderança.


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Algumas considerações sobre Serge Ibaka

Ler aqui.

O jogador de basquetebol dos Oklahoma City Thunders Serge Ibaka nasceu na República Democrática do Congo. Foi para Espanha em 2007 onde permaneceu dois anos. Saltou para a NBA. Quis mudar de nacionalidade para Espanhola para representar a selecção de nuestros-hermanos. E está pré-convocado para um Eurobasket sem sequer ter passaporte espanhol.

Faz-me lembrar os casos de Ben Gordon e Luol Deng. Passaportes britânicos à pressão passados a um (que nasceu na Jamaica) e outro (do Sudão) para actuar pela Grã-Bretanha na qualificatória para os jogos olímpicos.

Passaportes à pressão no basket é o que parece estar na moda. Em Portugal, existem trâmites legais para a naturalização de atletas de alta competição. No basquetebol, tal aconteceu com Betinho Gomes, Carlos Andrade, Matt Nover ou Herman Alston. Como tal, vemos Pepes, Decos, Liedsons a esperar vários anos para obterem nacionalidade portuguesa. Em Espanha e França, meia dúzia de meses chegam para que o processo fique completo.

A FIBA (Federação Internacional de Basquetebol) não autorizava sequer numa competição internacional a utilização de dois naturalizados por selecção (No Eurobasket de 2009 Carlos Andrade ficou de fora por Betinho Gomesactualmente já autoriza) mas autoriza que as federações nacionais em conjunto com as entidades governamentais mudem a regra do jogo quanto a uma naturalização às três pancadas de um atleta que nada tem de espanhol a não ser o facto de ter representado equipas espanholas durante 2 temporadas.

No mínimo injusto não?

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Sobre as declarações de Costinha

Continuo a crer que a culpa do actual momento do Sporting não passa pelo trabalho de Costinha.

Fazendo uma análise ao ano de trabalho do director desportivo, creio que Costinha está a realizar um bom trabalho. Teve momentos bons, assim como teve momentos infelizes, tão próprios de quem tenta manter o equilíbrio de uma casa a arder.

Nos momentos bons, tenho a destacar a atitude tomada perante Izmailov. Defendo Costinha, defendo a atitude de Costinha. Não teço considerações sobre a decisão do jogador em não ter actuado naquele jogo frente ao Atlético de Madrid, visto que para além da competição desportiva existe um valor a salvaguardar que é a saúde do jogador. Crítico sim a atitude do jogador em ter viajado para Moscovo no dia da partida, atitude que foi tomada à revelia da estrutura do futebol profissional do Sporting e por conselho do seu empresário Paulo Barbosa.

Como em qualquer vínculo laboral, Izmailov tinha (estrictamente) que obedecer às ordens de quem lhe paga e não aos conselhos de alguém que é seu contratado e não pertence a essa mesma estrutura. Daí que a atitude disciplinadora e correctiva de Costinha esteja (na minha opinião) correcta.

Nos momentos maus, destaco obviamente o facto de Costinha não vir regularmente a público defender o Sporting. Das arbitragens, da pressão da Comunicação Social.

Para salvaguardar que a equipa profissional de futebol esteja focada apenas nos aspectos relativos à competição desportiva, é necessário que tanto Costinha como José Couceiro sejam mais interventivos na defesa do clube.

Quanto às suas declarações, sou da mesma opinião quanto à administração do Sporting. É difícil fazer mais quando não existem fundos para construir uma equipa competitiva. É difícil fazer mais quando a administração do Sporting está completamente minada pelos interesses dos bancos e quando o presidente em funções é ele mesmo um representante da banca no Sporting. Para bem do clube, é necessário que o próximo presidente possa inverter esses factos e possa arriscar mais. No futebol actual, quem não investe numa boa equipa de futebol profissional não pode ter retorno ao nível de encaixe financeiro. E neste momento, tendo em conta o plantel do Sporting, existem muitos jogadores sem qualidade alguma para representar a camisola do Sporting.

Pior, foi deixar sair o melhor avançado de um plantel que está literalmente em carência de golos sem que se tenha prevenido previamente com a entrada de um atleta capaz de suplantar a saída de um jogador como Liedson.

Quanto ao treinador Paulo Sérgio, tenho uma visão diferente da de Costinha. Desde a sua chegada a Alvalade que previa que Paulo Sérgio estava a chegar para cumprir um ano no clube. Não duvido absolutamente nada das qualidades de Paulo Sérgio, desde que este treine um Paços de Ferreira ou um Vitória de Guimarães. No Sporting não. Há muitos anos que creio que o Sporting deverá apostar num treinador estrangeiro vencedor. Num treinador capaz de instaurar uma filosofia de trabalho mais profissional, capaz de ombrear com os rivais do clube. Num consagrado que ponha a equipa a jogar bom futebol de ataque.

Só bom futebol poderá trazer os adeptos de volta a Alvalade. Caso contrário, e revelando-se a junção de todas as premissas, o Sporting é um clube condenado à extinção… Em breve.

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O adeus de Liédson (Parte II)

Confesso que também soltei umas lágrimas.

Ao longo dos anos, sempre pensei que este momento nunca iria chegar. O Sporting ficou hoje mais pobre, mais encaminhado para o abismo de resultados desportivos que tem marcado os últimos anos.

Hoje, já começamos a sentir os efeitos da sua ausência. Uma equipa em clara carência de golos não pode vender o seu melhor marcador, sem que pelo menos antecipadamente consiga contratar um substituto à altura.

Obrigado Liédson!

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O adeus de Liedson

No adeus de Liedson, só posso dizer “obrigado levezinho”

Andei anos à espera que este dia não acontecesse. É futebol. Tudo no futebol tem um ciclo e ninguém mantem esse ciclo para toda a eternidade.

Liedson ficará para sempre gravado nos nossos corações. Um fora-de-série, um dos melhores jogadores de sempre do Sporting Clube de Portugal.


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O último da Dinastia Roquette…


Adeus! Não voltes nunca mais!

Quando a 5 de Julho de 2009, José Eduardo Bettencourt venceu com 89% dos votos as eleições para a Presidência do Sporting, já se sabia que seria o último presidente da dinastia José Roquette.

As expectativas em torno de Bettencourt eram altas… Era um homem que conhecia todos os cantos da casa (colaborava com a SAD desde 2001), era considerado um grande amante da instituição do Sporting Clube de Portugal e pensava-se ser capaz de arrumar a casa depois do vendaval financeiro provocado por Filipe Soares Franco nas contas do clube, tornando-o capaz de continuar a diminuir o passivo e investir no futebol profissional, não só numa equipa competitiva como na reformulação de toda a estrutura organizacional do clube.

Contra, os cépticos do clube, trataram de afirmar que José Eduardo Bettencourt (administrador do Santander) era a escolha consensual dos interesses da banca no clube de Alvalade. Com o tempo, começamos a acreditar nestes mesmos cépticos.

Ao nível estrutural, Bettencourt prometia adoptar uma estrutura organizativa rígida que começava com a aprovação da remuneração de um salario para a sua posição. De cerca de 20 mil euros.

Ao nível do futebol profissional, os primeiros dias de Bettencourt no clube ficariam marcados com a expeculação da eventual saída de Paulo Bento do comando técnico leonino, ao qual o agora demissionário presidente haveria de proferir a célebre frase: “Paulo Bento forever!” – Paulo Bento não ficaria “forever”, sendo despedido antes do final do ano civil de 2009 graças a um extremo cansaço do treinador perante os jogadores, dos jogadores perante o treinador e do treinador perante a atitude da direcção da instituição.

Nos primeiros meses, Bettencourt preocupou-se em arrumar a casa ao  nível financeiro. Apuradas as contas exactas do Sporting, era mister para o presidente renegociar sucessivos planos de reestruturação financeira que permitissem ao Sporting apostar numa equipa competitiva, promessa que Bettencourt deixaria para a época 20092010 e para a actual época. Durante a sua presidência, Bettencourt haveria de investir 34 milhões em contratações no clube e haveria obviamente de ficar ligado à venda de João Moutinho ao rival Futebol Clube do Porto. “A Maçã Podre” – foi o que JEB intitulou o antigo capitão do Sporting, que actualmente dá cartas no rival. Durante o mandato de Bettencourt, o valor do passivo aumentaria e o valor do activo Sportinguista diminuiria. Para muito ainda contribuiram as vendas de Ronaldo do Manchester para o Real Madrid e as vendas de Veloso e Moutinho.

Com Bento fora do barco, Bettencourt haveria de cometer outro erro crasso aquando da escolha do novo treinador. Apesar de Carvalhal ser uma solução até ao final da época, Bettencourt e a sua direcção errou logo de início em nem sequer apresentar publicamente o novo treinador. Carvalhal seria apresentado pelo site do Sporting e iniciaria um longo calvário de 7 meses num plantel completamente destroçado pelo cansaço da era Bento. Até ao último dia, a direcção de Bettencourt não haveria de propor a renovação ao técnico, optando por contratar Paulo Sérgio para o comando técnico na época 20102011. Com a vinda de Paulo Sérgio, vinham mais promessas de investimento no futebol profissional. Promessas que foram goradas por JEB, que continuava mais interessado em anunciar sucessivas reestruturações financeiras quando os adeptos do Sporting queriam era ver vitórias, coisa rara no Sporting de Bettencourt.

A falsa promessa de uma estrutura organizativa sólida que permitisse dar algum descanso ao clube, caía lentamente por terra com o passar do mandado de JEB. Primeiro, o caso Sá Pinto vs Liedson que motivaria a saída do antigo internacional do cargo de director desportivo e a entrada de Costinha para o respectivo cargo. Depois, a mudança de treinador, a venda de Moutinho, o diferendo entre Costinha e Izmailov e a contratação recente de José Couceiro para um cargo que ninguém sabe muito bem o que representa e que competências lhe são dadas pela organização.

A certo tempo falou-se que Bettencourt queria instalar uma estrutura organizativa no Sporting parecida a um modelo que tantos resultados dá no FC Porto. Na realidade, com Bettencourt, o Sporting passou a ser uma casa a arder…

A nível desportivo, este ano e meio do mandato de Bettencourt foi sem dúvida uma das páginas mais negativas da história do Sporting Clube de Portugal. Salvo excepções, confirmadas com a vitória do Futsal no campeonato nacional da modalidade e a vitória na Taça Challenge da equipa de Andebol.

No futebol profissional, se Paulo Bento e Soares Franco iam conseguindo levar o clube à Liga dos Campeões durante alguns anos seguidos, com o início do mandato de Bettencourt, o Sporting começou a ser um clube com uma falta de ambição tremenda. A nível nacional, o Sporting passou a ser uma equipa com um orçamento monstruoso a lutar pelo parco objectivo da 3ª posição com o Braga. A nível internacional, foi-se a Champions e veio a Liga Europa, onde nem assim, o Sporting parece ter aspirações a ir longe.

Por estes motivos, a derrota de ontem abalou com Bettencourt. Creio que este já deveria estar a preparar a demissão para breve. Pela primeira vez, JEB foi humilde e admitiu que fracassou enquanto presidente. Por isso, foi ontem à sala de imprensa apresentar a sua demissão, deixando vaga para que outro possa fazer melhor. Cabe então agora a Dias Ferreira (presidente da AG) que marque eleições antecipadas ou que opte por tentar gerar um presidente “co-optativo”, modalidade presidencial prevista nos estatutos da instituição.

JEB saiu. Creio que o Sporting não precisa de outro JEB. O Sporting não precisa de um presidente que se olhe às contas e que não tenha ambição em ganhar, custe o preço que custar. Aliás, está economicamente provado que os clubes que investem em boas equipas acabam por ter retorno desse investimento, caso contratem bons jogadores, capazes de vencer e dar espectáculo – chamando assim pessoas ao clube. Com JEB, o Sportinguismo tornou-se descrente. JEB afastava a cada jogo mais sportinguistas do estádio e das deslocações fora.

O Sporting precisa sobretudo de um presidente populista que possa não só mobilizar o povo de volta ao clube como trabalhador na construção de uma efectiva máquina organizativa interna e na construção de um futebol profissional estável. Talvez esta minha ideia seja uma tremenda utopia nos tempos que correm… Bem sei que nos próximos dias deverão aparecer meia dúzia de candidatos a prometer mundos e fundos que o clube não pode pagar caso sejam eleitos pelos sócios.

É triste a realidade deste clube. No entanto, a demissão de José Eduardo Bettencourt já foi um passo importante para a mudança.

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