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Segue para a Catalunha

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Fazem 19 anos do primeiro triunfo do Barcelona na prova máxima do futebol europeu. Precisamente no antigo Estádio de Wembley.
À primeira vista, a vitória de 1992 parece mentira quando dito como primeiro dos catalães às novas gerações, mas o facto é que o livre do antigo treinador do Benfica Ronald Koeman ditava o primeiro grande triunfo europeu para o Barça frente à Sampdoria na altura comandada em campo por um tal de Roberto Mancini.

Em 6 anos, o Barça de RijkaardGuadiola limpou 3 dos 6 troféus, facto que deve ser considerado como genial. Aos 40 anos, Pep Guardiola (que já tinha vencido a prova como jogador nessa final de Wembley em 1992) tornou-se o mais jovem treinador de sempre a vencer por duas vezes a prova, superando o record que pertencia ao único treinador que lhe conseguiu roubar troféus nas duas últimas temporadas: José Mourinho.

O Manchester United, a jogar no seu país (quase em casa diria) recebeu o Barcelona, numa disputa muito peculiar: ambas as equipas disputavam o 4º troféu máximo do futebol europeu.

Passando a factos, quando vi as equipas iniciais não constatei qualquer mudança de relevo na equipa do Barcelona: Guardiola não mexeu muito na equipa em relação aquilo que à constituição com que se tinha apresentado nos últimos jogos da época dos Catalães, à excepção da aposta em Mascherano no eixo da defesa preterindo de Carles Puyol, em limitações físicas nas últimas semanas. Na esquerda da defesa, o regressado Abidal (um verdadeiro vencedor da vida) substituía a opção que tinha sido mais regular: o brasileiro Adriano.

Do lado da turma de Ferguson, o xadrez inicial causou-me algum espanto ao contrário da apatia natural que me tinha provocado a teia montada por Guardiola.

O Escocês cometeu algumas falhas graves no seu onze inicial: um meio campo composto por Carrick e Giggs quando se impunha claramente a colocação de um terceiro homem como Scholes perante um meio-campo que se sabe povoado de jogadores do Barça, a colocação de Nani no banco o que é um profundo crime para uma final de Champions,  e a colocação de António Valência no onze inicial quando se têm o maior criativo da equipa no banco. Já a aposta no Sul-Coreano Ji-Sung Park não a posso censurar, visto que o jogador asiático é de um rigor táctico tremendo e uma aposta segura para este tipo de jogos.

Durante a partida, não assistimos a nada de novo. O Manchester entrou a todo o gás, tentando circular rapidamente o seu jogo ofensivo e apostando em pressionar alto a defesa do Barcelona. Uma boa entrada para quem pretende vencer esta equipa Catalã, que perante a “entrada de leão” do adversário se limitou a diminuir lentamente a velocidade do jogo e a tentar adormecer a equipa Inglesa. Dito e feito.

Calmamente, o Barcelona foi colocando o seu “tiki-taka” em marcha e aos 27″ seria Pedro Rodriguez a inaugurar o marcador. Passados 7 minutos, o Manchester (reagiu bem ao golo) haveria de empatar num lance em que Giggs assiste Rooney vindo de posição de fora-de-jogo. Nesse aspecto, os auxiliares e árbitros de baliza do quinteto comandado pelo Húngaro Viktor Kassai erraram, assim como todos também erraram (na minha opinião) em dois lances: o primeiro quando Evra levou a bola com o braço na primeira parte e o 2º quando Villa colocou a “mão marota” na área dos Catalães a um lance de insistência de Evra pela esquerda.

Na 2ª parte, uma veleidade da defesa de Manchester permitiria a Messi rematar sem oposição de fora-da-área para o 2-1. Quando o Barça se toma em vantagem, já sabemos qual é o resultado: a equipa começa a adormecer o jogo numa lenta circulação de bola de um lado ao outro do terreno que pode durar minutos e que efectivamente atordoa por completo o ímpeto das equipas adversárias. Muito sábia a lição de Guardiola no que toca a este aspecto de jogo.

Quando se impunha que o português Nani entrasse (ao intervalo) perante um Valência que não fez mais nada durante toda a partida senão dar porrada nos adversários, Ferguson lançou o internacional luso “tarde e a más horas” e este acabaria por estar indirectamente ligado ao 3º golo dos Catalães, numa altura em que a equipa de Manchester tinha tremendas dificuldades em conseguir sair a jogar do seu meio campo perante a pressão alta que os Catalães habitualmente exercem.

Se por um lado o “tiki-taka” tem esse efeito, por outro lado o Barça usa e abusa desse modelo para atacar o adversário quando este se encontra cansado: Villa haveria de dar a estocada final perante um Manchester que pura e simplesmente não existiu na 2ª parte.

Vitória justíssima na Liga dos Campeões por parte do Barcelona, que quer gostando ou não gostando, é de facto a melhor equipa mundial dos últimos anos.

O Manchester pela carreira que fez na competição é um justo vencido mas hoje não fez pela vida para bater este Barcelona.

Para finalizar, em Setembro teremos um Barcelona vs FC Porto na supertaça europeia.

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