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Operações de manutenção de segurança dos cidadãos

Na Líbia, as tropas da NATO voltaram a encrencar, atirando directamente sobre 13 rebeldes.

Na Costa do Marfim, está difícil a deposição de Gbagbo.

E na Síria?

E no Bahrein?

E na faixa de gaza, onde o Estado de Israel continua a atacar quem bem lhe apetece?

Cada vez mais defendo uma reforma a sério nas Nações Unidas. Para que se constitua uma força capaz de não só instituir uma nova ordem política mundial assim como se tornar eficaz para resolver tensões políticas, diplomáticas ou bélicas que surjam por esse mundo fora.

Não fazem muitos dias que vi um documentário num canal de televisão por cabo que retratava a geopolítica mundial no intervalo entre as duas guerras mundiais. Está claro que os mesmos debateram a problemática resultante do falhanço total da Sociedade das Nações. Desde a sua fundação (sugestão Norte-Americana que não viria a culminar em assinatura do Tratado de Versalhes) à sua queda em 1945. Quer-me bem parecer que o modelo da Carta das Nações Unidas está hoje tão obsoleta e tão ineficaz para resolver tais tensões como a “errática” Sociedade das Nações estava quando Hitler ensaiou a sua força aérea na ajuda à vitória de Franco na guerra civil espanhola.

E tal facto tem um fim, fim esse que está bom de ver: o mundo está em chamas e o que se têm evitado desde 1945 poderá voltar a acontecer.

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Quid Iuris?

A Cruz Vermelha Internacional avisou a Comunidade Internacional para o alarme de cerca de 800 mortos na cidade de Duékoué na Costa do Marfim, na sequência de confrontos entre grupos rivais motivados pelo problema político que se abate sobre o país desde as últimas eleições presidenciais em que Alassane Outtara venceu Laurent Gbagbo e cujo presidente cessante se determina a não abandonar o poder.

Nos últimos dias têm-se registado alguns conflitos em todo o país, tendo o governo declarado recolher obrigatório na capital das 21 horas às 6 da manhã.

Tendo em conta o caso da Líbia e o caso Costa-Marfinense (na minha opinião, uma problemática bem mais grave) é caso para questionar porque é que as Nações Unidas ainda não puseram na sua agenda a discussão do problema e porque é que o Conselho de Segurança ainda não se reuniu para aplicar sanções imediatas ao regime de Laurent Gbabgo. Não estarão os cidadãos Costa-Marfinenses necessitados de uma intervenção internacional para manutenção de segurança analogamente aquilo que a Comunidade Internacional está a levar a cabo na Líbia contra o regime de Mohammar Khadafi?

Continuo a não perceber a resolução imediata do Conselho de Segurança para o caso Líbio tendo em conta a passividade ou demora em adoptar resoluções para outras tensões bélicas que estão a ocorrer em outras partes do mundo.

Como referi, o caso da Costa do Marfim pode-se considerar mais problemático que o caso Líbio, visto que Gbabo perdeu as eleições há alguns meses atrás, recusando-se a abandonar o poder, mesmo perante as ameaças de deposição pela força que alguns países (entre os quais a França) vieram na altura avisar.

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