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NBA 2012\2013 #38 – as escolhas do staff

1. Começamos pelo habitual momento de humor, proporcionado pela rúbrica de Shaquille O´Neal na NBA TV: Shaqtin´A´Fool. Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

Como sempre, a aparição regular de JaVale McGee (Denver Nuggets), desta feita com um acontecimento que merece um oscar. A reacção de McGee ao empurrão do rookie dos Cleveland Cavaliers Ty Zeller é absolutamente deliciosa.

2.

O Eduardo também nos traz um momento que aconteceu no último all-star weekend. No evento de trabalho comunitário promovido pelo programa NBA Cares, o poste dos Lakers Dwight Howard aprende a palavra trabalho da boca de duas cidadãs brasileiras. Pelas críticas que tem sido alvo pela sua má-forma nesta temporada, Howard vai ter que decorar a palavra neste último terço do campeonato para bem dos Lakers e das suas possibilidades de ainda atingirem os playoffs.

3. O Hugo Coelho Gomes traz-nos uma notícia que saiu no site da bola onde Isaiah Thomas, histórico jogador dos bad boys de Detroit (década de 80 e 90) afirma que “Lebron James é melhor que Michael Jordan”

Estas afirmações vem na sequência das afirmações de Jordan durante o all-star Weekend e no contexto da troca de palavras que se tem feito entre actuais agentes e antigos agentes da liga sobre quem é o melhor da actualidade (LeBron ou Kobe Bryant). Em Houston, Jordan afirmou que prefere o astro dos Lakers ao líder dos Heat. Tais afirmações tiveram resposta por parte de LeBron, que não se manifestou muito incomodado com as declarações do melhor da história da modalidade. Kobe tem passado ao lado da polémica e não se tem pronunciado publicamente sobre a situação.

Tenho muito respeito por Isaiah Thomas dado que foi um dos melhores bases de sempre da liga, mas não posso concordar com as suas afirmações. Isto porque:

– Jordan foi mágico em todos os sentidos. Jordan era um jogador completo a todos os níveis. Jordan foi a 6 finais e não perdeu nenhuma. Jordan marcou uma era. Jordan criou os Bulls como hoje os conhecemos. Jordan podia ter ganho 8 títulos seguidos caso não tivesse ido jogar baseball depois da morte do pai durante ano e meio. LeBron perdeu finais antes de conseguir o primeiro título apenas à sua 9ª temporada na liga. Jordan conseguiu o seu primeiro título à 7ª temporada na liga. Até hoje, nenhuma outra estrela da liga (nem Kobe, nem James, nem Wade, nem Duncan) conseguiram ganhar todas as finais em que participaram e tão pouco conseguiram os 6 títulos que Jordan conseguiu.

– Não é que LeBron não seja um jogador categórico porque é de facto. Estou seguro que será um jogador que ficará eternamente na memória colectiva da história da modalidade. Não concordo com Isaiah Thomas quando este disse que Jordan “saltava mais que os outros na altura” – falamos de uma fase da NBA recheada de jumpers e de shooters. Desde Gary Payton a Karl Malone, de Hakeem Olajuwon a Dikembe Mutombo, de Shaq a John Stockton, de Grant Hill a Reggie Miller. Tudo Hall of Famers da competição saídos da década de 90. Jordan era completo. Não foi o primeiro jogador completo da história da modalidade, mas dentro daqueles que foram completos (Bill Russell, Larry Bird, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Joe Dumars), Jordan foi indiscutivelmente o melhor.

– Jordan e LeBron são jogadores diferentes ao nível de características: o primeiro era um shooter nato enquanto o segundo usa mais do físico para se fazer imperar. Se compararmos os números de um e outro notamos que ambos tem números muito parecidos nos vários departamentos de jogo. Jordan foi um jogador muito completo e LeBron é hoje um jogador muito completo. Ambos foram (no caso de LeBron são) bem secundados ao nível de equipa. Em Chicago, Jordan contava com a presença de outros jogadores brilhantes como Pippen, Longley, Kerr, Kukoc, Harper, Rodman, Paxson, Cartwright. Em Cleveland e Miami LeBron jogou com bons jogadores como Varejao, Larry Hughes, Ilgauskas, Wade, Bosh, Allen.

– É certo que toda a gente poderá opinar sobre este assunto. É certo que muitos do passado podem dizer que na era Jordan a competição era mais dura. Outros poderão afirmar que agora é mais duro vencer um título da liga do que era nos tempos de Jordan. Não poderemos estabelecer uma comparação entre os dois visto que não jogaram na mesma era, se bem que seria excitante ver Jordan, LeBron, Wade, Paul, Carmelo, e todas os outros Hall of Famers da história Liga a actuar numa única era.

– Na minha modesta opinião, em actividade, pelos títulos que já ganharam e pelo que já fizeram na liga, os dois melhores jogadores são Kobe e Tim Duncan. LeBron aparece em 3º.

4.

Bynum 2

Meme feito pelo Eduardo Barroco de Melo a reinar com o novo penteado de Andrew Bynum (Philadelphia 76ers). O poste voltou recentemente à competição depois de mais uma paragem prolongada devido à sua crónica lesão no joelho.

5.
LeBron James 2

Meme feito pelo Hugo Coelho Gomes, o maior fã de LeBron James que conheço!

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De Londres #20 – O ouro olímpico para o novo Dream Team

Como se esperava. O novo dream-team americano arrebatou o ouro, de forma fácil e como se esperava.

Deron Williams, LeBron James, Anthony Davis, Andre Iguodala, Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Love, Kobe Bryant, James Harden, Kevin Durant, Tyson Chandler e Russell Westbrook são os nomes que Londres irá recordar para a eternidade. Nomes que a nada devem ao nível de talento na modalidade ao Dream Team original de 1992, equipa que continha elementos como Michael Jordan, Magic Johnson, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Larry Bird ou Charles Barkley.

No entanto, muitos outros jogadores poderiam pertencer a esta equipa. Alguns não viajaram para Londres por lesão: Derrick Rose, Dwayne Wade, Blake Griffin e Dwight Howard. Outros como Paul Pierce, Rajon Rondo, Joe Johnson, Andrew Bynum, Greg Munroe ou Carlos Boozer também poderiam ter sido opções na selecção norte-americana.

Em Londres, um passeio.

Os Norte-Americanos não vacilaram. Dos 156-73 à Nigéria veio um recorde olímpico ao nível de pontuação de uma equipa num jogo olímpico. França, Austrália, Lituânia (a selecção que melhor se portou contra a Norte-Americana, perdendo apenas por 5 pontos) Tunísia, Argentina e Espanha sucumbiram perante o maior potencial dos fundadores da modalidade. Na final de hoje, apesar da Espanha ter jogado dois furos acima do que tinha jogado na fase de grupos (onde em 5 jogos perdeu dois frente a Russia e Brasil, classificando-se no 3º posto; onde sentiu imensas dificuldades para bater uma medíocre anfitriã Britânica apenas por 1 ponto) e nos quartos-de-final\meias frente a França e Rússia, os Americanos acabaram por fazer uma 2ª parte mais consistente. Porém, deve ser dado mérito aos Espanhois pela 1ª parte que fizeram, pelo portentoso jogo interior que tiveram (a partir de Ibaka e dos irmãos Gasol) um pouco ao contrário dos jogos contra Rússia e França (o seu jogo interior foi bem controlado por estas selecções) e pelas fantásticas exibições de Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, sendo este último um jogo que acho incompreensível como é que só conseguiu aguentar dois anos ao mais alto nível na NBA.

Foi um torneio olímpico com muita qualidade. Desde os Estados Unidos até à fraca Tunísia. O resultado final pareceu-me normal: EUA com o Ouro, Espanha com a prata, Rússia com o bronze. Argentina e França também mereciam as medalhas. Os Argentinos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para travar os russos no Bronze. Ginobili e Scola exibiram-se a bom nível. A França de Parker, Batum e Turiaf caiu nos quartos-de-final contra uma Espanha mais forte na parte final da partida. No final da partida também se podem lamentar do extravasar da tristeza de Nicolas Batum, quando agrediu Navarro com um murro na barriga, gesto que deverá ser alvo de punição para o atleta por parte da FIBA. Os Russos, liderados por alguns jogadores recheados ao nível de experiência passada na liga norte-americana (Khryapa, Mozgov, Kirilenko) e por outros que fazem maravilhas na europa (Fridzon) acabaram por ser uma selecção que me cativou muito e que promete dar luta aos americanos no futuro (a rússia foi a única selecção de topo que pelo sorteio não defrontou os EUA).

Por outras paragens podemos constatar que a modalidade terá um futuro mais equilibrado. A Grã-Bretanha montou uma equipa para os jogos. Recrutou dois atletas interessantes na NBA que não nasceram em solo inglês: o Sudanês Luol Deng e o Jamaicano Ben Gordon. Ambos “passaram” por Inglaterra: Deng tinha passaporte britânico quando fugiu do conflito somali rumo aos EUA. Gordon é filho de uma inglesa Tunísia e Nigéria foram bons representantes do continente africano, continente que está a exportar bons talentos para a europa e para as universidades americanas. O Brasil quedou-se pelos quartos-de-final, saboreando uma vitória contra a Espanha na fase de grupos. A Argentina, apesar da experiência acumulada das suas principais vedetas nos campeonatos americanos, espanhol e italiano (Ginobili, Scola, Nocioni) poderá passar por alguns problemas de renovação na sua equipa. A China foi um interessante participante em representação do continente asiático. No entanto, o basket chinês poderá desaparecer de cena nos próximos anos visto que não tem aparecido grandes talentos desde Yao Ming e Yi Jianlian.

Para os próximos olímpicos estou seguro que outras selecções irão aparecer. Israel e Irão terão boas selecções no futuro, a primeira comandada por Omri Cassipi. Na velha europa, outras também começam a despontar como o caso da Dinamarca, Irlanda e Ucrânia. Grécia, Itália, Croácia e Sérvia, pelo passado glorioso que ostentam também deverão ser candidatas a um regresso aos jogos olímpicos.

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