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Uma questão de infantilidades

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Uma questão de infantilidades. Por parte de dois jogadores do Arsenal.

Quando vi o alinhamento das equipas nos primeiros minutos da equipa, vieram-me logo à cabeça dois pensamentos:

1-Arsène Wenger estudou muito bem o Barcelona e os últimos jogos da equipa catalã na Liga Espanhola.

2- A defesa com que o Barcelona entrou arrepiou-me. Por necessidade, Busquets teve que ser central. E o lateral-esquerdo Adriano não tem qualidade para envergar a camisa que enverga. E não percebo como Guardiola o coloca em campo quando tem Maxwell no banco.

Vamos a factos concretos:

Arsène Wenger colocou um Arsenal extremamente defensivo em campo. Todavia, creio que esta postura defensiva foi claramente objectivada e pensada por Wenger para esta partida. Tomando como exemplo os últimos jogos do Barcelona na Liga, Wenger apostou numa defesa subida e num meio campo extremamente pressionante e unido, não deixando portanto que Xavi e Iniesta construíssem jogo e que sobretudo não optassem pelos típicos passes de ruptura para as costas da defesa, movimentos fulcrais na equipa ché.

Por outro lado, previa-se que caso o Barça marcasse o primeiro, muito dificilmente o Arsenal teria poder atacante para continuar na eliminatória. O que aconteceu de facto na partida. O Arsenal conseguiu lograr um auto-golo na 2ª parte mas acabou a partida sem fazer um único remate à partida, facto que não só deve ser raro na história da Liga dos Campeões como quiça na história dos “gunners”.

Ate à meia hora de jogo, a estratégia de Wenger estava a ser perfeita. Nem mesmo a lesão precoce do jovem guarda-redes Polaco Scesny (substituído por Almunia) abalava a turma de Wenger. Após a meia-hora, um conjunto de faltas de parte a parte aliadas a uma série de picardias dos jogadores de ambas as equipas haveria de abalar um pouco a estrutura do Arsenal. Depois de uma falta sobre Abidal, Van Persie e os jogadores do Barcelona exaltaram-se e o jogador Holandês logo a seguir haveria de colocar uma mão na cara de Daniel Alves na disputa de um lance – o Suiço Massimo Busacca haveria de ser permissivo nesse lance (para não estragar a partida) optando apenas por mostrar o amarelo ao avançado do Arsenal. No entanto, fiquei logo com a percepção que o mau feitio do Holandês poderia acabar em expulsão na 2ª parte.

Nos minutos seguintes, um erro infantil de Cesc Fabrègas (como se pode ver no vídeo acima postado) haveria de ser fatal para o Arsenal com o golo recheado de brilhantismo do inevitável Lionel Messi. Ao intervalo, 1-0 para os Catalães. O Arsenal precisaria de reagir no ataque – no banco, Arshavin e Bendtner poderiam ser soluções benéficas para o efeito.

Na 2ª parte, o jogo começou na mesma toada com que tinha terminado o 1º tempo. No entanto, no início do 2º tempo, a sorte estava com os londrinos – sem fazer qualquer remate à baliza, o Arsenal haveria de marcar aos 51″ após auto-golo de Sergio Busquets, auto-golo resultante de um canto da turma londrina.

Com a eliminatória a seu favor, haveria de surgir a 2ª infantilidade de Van Persie quando após lhe ter sido assinalado fora-de-jogo continuou com a bola, pontapeando-a. O Suiço Massimo Busacca aplicou as regras da FIFA, mostrando o 2º amarelo ao Holandês que reclamou não ter ouvido o apito do árbitro. Busacca esteve bem, mas nesta regra, creio que a FIFA terá que ordenar definitivamente que o critério seja igual em todos os campos. Existem árbitros que mostram amarelos por lances destes, outros que não.

A esta altura, se o Arsenal era inofensivo no ataque, mais inofensivo ficou. Nos minutos seguintes, o Barcelona carregou com toda a força e por 2 ou 3 vezes a bola andou a cheirar a golo. A equipa Catalã conseguia criar oportunidades de golo mas não conseguia marcar – num primeiro lance a bola rodou a área até chegar aos pé de Daniel Alves que rematou por cima e noutro, Villa isolado obrigou Almunia a uma grande defesa.

Até que num minuto o Barça vira a eliminatória. Primeiro numa grande jogada de ataque finalizada por Xavi. Depois, numa grande penalidade que Messi transformou, penalizante de uma rasteira pregada por Koscielny – na minha opinião, foi a grande pecha do central Francês no jogo. Koscielny tem talento.

À rasca, Wenger haveria de colocar Bendtner e Arshavin na partida. O Russo haveria de ser inexistente nos 15 minutos que esteve em campo. O Dinamarquês poderia ter selado a eliminatória para o lado dos londrinos aos 84 minutos não fosse o facto de ter dominado a bola de forma horrível na cara de Valdés perante a pressão de Abidal.

O Barça, à frente na eliminatória desde o minuto 71 haveria de fazer gestão do resultado perante um adversário que não conseguiu reagir aos golos – em dois ou três lances de brilhantismo, o resultado poderia ter sido elevado a números de goleada, não fosse as péssimas finalizações de Villa, Messi e Iniesta. Calmamente, o Barça acabou o jogo a trocar a bola, naquela posse e circulação de bola que desmoraliza qualquer adversário.

Passou aos quartos-de-final o mais forte. A equipa de Wenger mereceu a vitória em casa, mas foi pouco atrevida no ataque. Atrevida talvez seja uma palavra elogiosa para a prestação atacante do Arsenal. Nasri não teve rasgos de brilhantismo, Fabrègas só destabilizou a equipa e Van Persie teve duas atitudes que colocaram em xeque a passagem dos “gunners” aos quartos-de-final. Talvez falte no Arsenal um pouquinho mais de ambição. A equipa pratica um futebol bastante bonito mas continua a tremer nos jogos a doer.

No outro jogo da noite, o Shaktar Donetsk humilhou a Roma no seu novíssimo estádio.

Sofrer 3 golos em casa numa eliminatória de Champions é algo que na competição em causa é completamente inadmissível. Se os Ucranianos já tinham feito rolar cabeças no comando técnico da Roma no jogo da 1ª mão (Ranieri demitiu-se nessa mesma noite) e o novo treinador dos Romanos Vincenzo Montella acreditava que a sua equipa poderia dar a volta ao resultado na 2ª mão, um 3-0 concludente na Ucrânia provou que a Roma não tem talento para estas andanças e que o Shaktar pode ser um adversário perigoso nos quartos-de-final para as equipas que se apurem.

A equipa Ucraniana (que só começa agora o seu campeonato) não só está “fresca das pernas” como tem um ataque recheado de fantasia, fantasia essa que lhe é dada pelos jogadores Brasileiros como Douglas Costa, Jádson ou Willian. Chygrynski na defesa garante a ordem lá atrás. Srna e Rat são laterais que fazem bem todo o flanco – o Croata é um jogador de “mão cheia” – La na frente, Luiz Adriano, Eduardo da Silva e o Boliviano Marcelo Moreno são homens para fazer estragos.

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