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breve análise à fase de grupos do euro 2012

Grupo A

O Grupo A começa com um empate entre uma das selecções a jogar em casa (Polónia) e a Grécia de Fernando Santos. Num jogo muito mal jogado do ponto de vista técnico, as duas selecções haveriam de empatar com duas expulsões pelo meio. Desde logo se denotou que o segredo de Fernando Santos para a selecção Grega não era mais do que aquilo a que a Grécia nos tem habituado desde 2004: defender bem e apostar no contra-ataque, quase sempre conduzido pelo eterno Giorgios Karagounis. Do jogo contra a Polónia surgiu uma das revelações deste euro: o médio defensivo do Olympiakos Ioannis Maniatis. Ao lado do também eterno Katsouranis, Maniatis tem aqui a rampa de lançamento para um campeonato de topo. No jogo em si, a Polónia teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A inexperiência Polaca fui sem dúvida o seu maior inimigo durante a fase de grupos. Comandados pelo trio do Borússia de Dortmund (Kuba, Piszczek e Lewnadowski) coube ao avançado abrir a contagem no marcador neste primeiro encontro, prometendo aos adeptos polacos a esperança de passar pelo menos a fase-de-grupos.

Depois do jogo inaugural, a Rússia caprichou e venceu a República Checa por 4-1. Apesar de ter vencido o grupo, ninguém dava nada por esta selecção checa, muito em virtude da má-forma dos seus principais jogadores (Rosicky e Baros principalmente) e do facto desta selecção ser uma selecção envelhecida e longe da selecção que foi nos tempos de Nedved, Poborsky, Berger e Jan Koller. No primeiro jogo, os Checos foram devorados por uma selecção Russa comandada por um homem que dentro em breve será um dos grandes do futebol mundial: Alan Dzagoev. Dzagoev, sempre bem acompanhado por outros grandes jogadores como Arshavin, Kerzhakov, Anyukov, Zhirkov, Zyrianov e Pavluchenko, foi um autêntico pesadelo para a defesa checa. Assimilando por completo o conceito de jogo holandês do futebol total trazido por Hiddink e continaudo por Dick Advocaat, a Rússia esmagou por completo a república checa através de rápidos contra-ataques e de uma circulação de bola exímia. No entanto, os problemas físicos vieram no 2º e 3º jogo para o lado dos Russos e todo o favoritismo construído aquando do primeiro jogo quanto à vitória no grupo transformou-se rapidamente numa eliminação mal digerida dos russos frente aos Gregos.

Coube então à República Checa obstruir o caminho aos Russos, com uma enorme subida de rendimento de Tomás Rosicky. Os Gregos deram o golpe fatal na Rússia na 3ª jornada, através da sua táctica habitual: marcar um golo e defender o resto do jogo, característico jogo da selecção grega que muitas dificuldades poderá colocar à Alemanha nos quartos-de-final.

Grupo B

Na primeira jornada, um Portugal – Alemanha afigurava-se como o primeiro grande jogo deste anos. Minutos antes, a Dinamarca tinha imposto a primeira grande surpresa deste europeu, vencendo de forma categorica (com um golo de Krohn-Dehli surgido após uma belíssima jogada de ataque dos dinamarqueses) a selecção Holandesa, que foi para a Polónia já com um intenso mau estar entre alguns dos seus jogadores e entre os jogadores e o seleccionador. De Lviv, Portugal trouxe a aflição. Num jogo que pendeu claramente para o lado português, coube a Mário Gomez mostrar o porquê da Alemanha ser historicamente uma selecção eficaz: uma oportunidade, um golo. Já no lado português, meia dúzia de oportunidades na cara de Manuel Neuer não nos deram mais do que uma infeliz derrota contra a selecção germânica.

Ao intervalo do jogo contra a Dinamarca já na 2ª jornada, e com margem de erro nula, pensavamos nós que Paulo Bento já tinha conseguido inverter a falta de eficácia da selecção. Apesar de ter feito um excelente jogo contra a Dinamarca, a selecção acabaria por sofrer até aos minutos finais. Silvestre Varela acabaria por fazer aquilo que Cristiano Ronaldo não tinha feito minutos atrás. No outro jogo da 2ª jornada, era Mario Gomez quem mostrava novamente as suas credenciais frente a uma Holanda que foi sem margem para dúvida a maior decepção deste europeu.

Contra os Holandeses, Ronaldo apareceu. A Holanda, apostada em vencer até inaugurou o marcador. No entanto, os Holandeses esqueceram-se daquilo que Joachim Low e Morten Olsson tinham feito para anular a influência do craque português: colocar mais que um jogador na área de influência do jogador do Real Madrid. Van der Wiel, apesar de ser um bom lateral, foi um jogador muito escasso para as manobras do português. Ronaldo venceu quase todos os confrontos contra o homem do Ajax e apontou 2 belíssimos golos numa exibição que só não foi de sonho porque o poste lhe anulou por duas vezes um poker que seria brilhante. Do lado Holandês, Wesley Sneijder confirmou a má-época que realizou ao serviço do Inter, Huntelaar e Van Persie foram uma nulidade e de Robben só se viram algumas arrancadas pela direita no jogo contra a Dinamarca e um trabalho individual interessante que permitiu o golo de Van der Vaart contra Portugal. No Alemanha-Dinamarca, os dinamarqueses bem tentaram colocar a selecção germânica fora dos quartos-de-final, mas (com uma ligeira ajuda da arbitragem) tal acabaria por não acontecer.

A selecção Holandesa entrará numa nova fase. Prevejo uma grande renovação na equipa. Os Holandeses acabam por ter matéria prima capaz de fazer essa renovação. De um geração marcada pela influência de Robben, Van Persie, Dirk Kuyt, Huntelaar, Sneijder e Van der Vaart, prontificam-se jogadores para o futuro como Strootman, Van der Wiel, Eljero Élia ou Luuk de Jong. Nesta selecção, Ricky Van Wolfswinkel do Sporting tinha claramente lugar. A federação Holandesa deverá querer apostar num seleccionador forte e quem sabe se não é desta vez que Guus Hiddink volta ao seu país para orientar a selecção.

Grupo C

Do Espanha – Itália da primeira jornada viu-se uma inversão de papeis: Itália e Espanha entraram em campo sem pontas-de-lança dignos desse nome (quer queiramos quer não, Balotelli e Di Natale não são pontas-de-lança). A Itália mostrou-se a espanha do passado (c0m um registo muito mais atacante do que em edições de fase finais de torneios internacionais anteriores) e a Espanha mostrou-se um bocado à semelhança da Itália do passado, jogando um jogo cauteloso e de contenção de bola. Comandados pelo sentido de jogo de Pirlo e Marchisio, seriam os italianos a abrir as hostilidades para 3 minutos depois ser Fabrègas a consumar o empate para a Espanha. No entanto, era mais que previsível um empate pois nenhuma das selecções quis efectivamente arriscar para vencer, preferindo desiquilibrar a classificação no jogo que ambas tinham perante a Croácia.

Os Croatas ainda ameaçaram quebrar o favoritismo de italianos e espanhóis. A vítima da primeira jornada seria a indefesa Irlanda. Modric foi o maestro da Croácia e Mandzukic, mesmo apesar da eliminação da selecção balcânica, expressou em golos o belo futebol de ataque da selecção comandada por Slaven Bilic. Depois do 3-1 inicial, confesso que coloquei a Croácia como outsider ao título europeu, previsão essa que aumento depois dos croatas terem realizado a partida que realizaram contra os italianos. Apesar da eliminação, quase toda a selecção croata sai muito valorizada deste europeu. Mandzukic e Modric deverão ser dos jogadores mais cobiçados deste verão. No entanto, a Croácia acusou alguma imaturidade e alguma falta de qualidade no sector defensivo.

A Irlanda haveria de se expor ao futebol superior de Espanhóis e Italianos, acabando o europeu com um score lastimável de 1-9. Giovanni Trapattoni não conseguiu operar um milagre com o que tinha e a Irlanda, com uma selecção que precisará de ser renovada já na próxima qualificação para o Mundial de 2014 não deve sonhar com uma presença numa fase final de uma competição internacional num futuro próximo. Já a Croácia realizou uma excelente partida contra a Espanha e a bom da verdade desportiva, foi claramente roubada em dois lances: uma mão clara de Iniesta na área e um penalty que ficaria a assinalar já nos minutos finais na área espanhola, depois de Iker Casillas ter derrubado ostensivamente um jogador croata.

Grupo D

Sheva animou as almas ucranianas com dois golos no jogo inaugural da equipa da casa. Aos 35 anos, Sheva revisitou o seu grande passado e não perdoou por duas vezes na cara de Isaksson no seu jogo de estreia numa fase final de europeu. A Suécia, com um jogo extremamente focalizado em Zlatan Ibrahimovic haveria de ser penalizada pelo facto de se ter visto a vencer os ucranianos por 1-o e por ter optado por uma postura defensiva na 2ª parte. Os Suecos haveriam de corrigir frente aos Ingleses mas aí foram demasiado perdulários perante uma Inglaterra muito cínica e voltada para o contra-ataque e para a velocidade de homens como Walcott ou Welbeck.

De facto, a selecção inglesa contrariou q.b a ausência de Wayne Rooney. No jogo inaugural do grupo frente à França (cuidado com esta França) os Franceses fizeram o que podiam para vencer o jogo. Destaque para as grandes exibições de Cabaye, Nasri, Benzema e Debuchy. A Inglaterra limitou-se a confiar em Joe Hart e a marcar um golo de bola parada por intermédio de Joleon Lescott.

Há minutos, a Suécia despediu-se com honra do europeu, batendo a França por 2-0. Zlatan disse adeus ao europeu com mais uma obra-prima e a França vai ter que se medir forças com a Espanha, sabendo que nas meias-finais, o vencedor deste grupo terá que jogar contra Portugal (sim, porque não estou a ver os checos com futebol para a nossa selecção).

Arbitragem:

Erros graves que decidiram jogos e que começaram no jogo inaugural entre Polónia e Grécia. Más decisões que custaram apuramentos (Alemães e Espanhóis). Num euro que se queria pautado pelo rigor técnico e disciplinar, a arbitragem não tem estado à altura das operações. As experiências da UEFA quanto ao árbitro de baliza dão-se como completamente falhadas após este europeu.

Prestações individuais. A meu ver, aqueles que estiveram “in” na fase de grupos:

Grécia: Ioanis Maniatism, Giorgios Karagounis, Samaras, Gekas

Polónia: Lukas Piszczek, Murawski

Rep. Checa: Tomás Rosicky, Michal Kadlek, Polak, Abebe Selassie

Rússia: Dzagoev, Zhirkov, Pavlyuchenko, Anyukov

Portugal: Fabio Coentrão, Pepe, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela

Alemanha: Phillip Lahm, Mats Hummels, Mario Gomez, Lukasz Podolski, Mezut Ozil

Holanda: Rafael Van der Vaart

Dinamarca: Niklaas Bendtner, Simon Kjaer, Erikssen

Itália: Giorgio Chiellini, Claudio Marchisio, Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Mario Balotelli e Antonio Di Natale

Espanha: Cesc Fabrègas, Fernando Torres, Xavi

Rep. Irlanda: Sean St. Ledger

Croácia: Mandzukic, Luka Modric, Rakitic, Jelavic

Inglaterra: Theo Walcott, Steven Gerrard, Joleon Lescott, Danny Welbeck

França: Phillipe Mexés, Debuchy, Ribéry, Yohann Cabaye, Samir Nasri, M´Vila

Ucrânia: Shevchenko, Yarmolenko

Suécia: Zlatan Ibrahimovic, Kim Kallstrom

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futeboladas

Jornadas do fim-de-semana das principais ligas europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Começo pela Premier League, como habitual.

Premier League:

Ver aqui os highlighs do empate do Manchester City frente ao Sunderland a 3 bolas.

Emoções ao rubro no sábado no City of Manchester. No entanto, o empate (à luz da vitória do Manchester United em Blackburn esta noite) faz com que o City fique a 5 pontos do rival de Manchester e comece a ficar longe do sonho do título.

O arejado Sunderland de Martin O´Neill foi ao City of Manchester incomodar a “fraca” equipa de Mancini. E poderia ter trazido de Manchester muito mais que um empate não fosse a reacção tardia dos homens de Manchester. Na primeira parte, o sueco Sebastien Larsson e o dinamarquês Niklas Bendtner deram toques escandinavos à revolução do Sunderland em Manchester. No entanto, uma grande penalidade convertida por Balotelli iria manchar uma exibição perfeita dos Black Cats na 1ª parte.

O mesmo duo iria elevar a contagem para 3-1 aos 55″. É impressionante como Sességnon consegue fugir a uma entrada duríssima de Yaya Touré no meio campo e como consegue oferecer a Bendtner a hipótese de servir Larsson para o 3º golo da equipa.

Até que Mancini largou Tevez em campo e deixou o argentino a jogar no ataque com Dzeko e Balotelli. O City acordou de forma tardia mas ainda teve tempo para empatar a partida nos 5 minutos finais por intermédio de Balotelli e Kolarov.

Seriam precisamente estes dois jogadores o foco principal da partida. Corria o minuto 63 da partida quando o italiano e o sérvio se desentenderam na marcação de um livre directo.

Ver aqui o incidente

O internacional italiano não ficou agradado com o facto do sérvio ter puxado a bola para si para bater o livre em questão e tiveram que ser os colegas de equipa a afastar o avançado do celeuma. No entanto, registo aqui que o árbitro da partida deveria efectivamente ter mostrado o cartão amarelo aos dois jogadores do City, atitude que foi aberta pela FA depois do precedente gerado por Kieron Dyer e Lee Bowyer em 2004\2005, quando os ditos jogadores (no Newcastle) andaram à porrada no meio de um jogo da liga inglesa e foram expulsos.

Quem não ficou agradado com a situação assim como com a performance dos seus jogadores na partida foi Roberto Mancini.
No entanto, Mancini tem aparecido com algumas declarações contraditórias. Se no flash-interview posterior ao jogo do Sunderland o treinador italiano afirmou (como se pode ouvir no video acima postado) que o City continua na luta pelo título, hoje, o mesmo, já veio afirmar que caso o City perca o próximo jogo diz adeus ao título inglês.

Quem aproveitou a escorregadela do City foi precisamente o City. Devido à limitação que a WordPress impõe ao nível de postagem de videos (apenas aceita videos de youtube) ainda não disponho de imagens deste jogo.
O Manchester United venceu o Blackburn fora por 2-0 com golos de António Valência e Ashley Young. O equatoriano fez uma partida brilhante e continua a merecer a titularidade que Sir. Alex Ferguson lhe tem concedido nas últimas semanas. Foi uma vitória muito difícil para o United. Não que o United não tenha castigado o Blackburn durante toda a partida porque castigou, mas porque o United só conseguiu chegar aos golos nos 10 minutos finais.

Na imprensa têm surgido notícias que dão conta de aceleradas rondas de negociação entre o Manchester United e o empresário de Arjen Robben para que o internacional Holandês troque Munique por Manchester na próxima temporada. Robben termina contrato em 2013 mas tem muitos interessados em Inglaterra. À cabeça, Manchester City, Chelsea e Manchester United. Como o Bayern não pretende perder o jogador (ou perder o jogador a um preço muito inferior aquilo que ele efectivamente poderá render aos cofres bávaros) a imprensa alemã afirma que Robben já deverá ter renovado com o Bayern até 2015, informação que ainda carece de confirmação por parte da direcção bávara.

Robben é o 2º internacional holandês veículado como reforço do Manchester United para a próxima temporada. Na semana passada, especulou-se que Klaas-Jan Huntelaar não iria renovar contrato com o Schalke 04 para poder rumar a custo zero para Old Trafford.

Aston Villa 2-4 Chelsea

Grande vitória do excelente em Villa Park. Grande jogo de futebol em Birmingham. Grande onda de solidariedade entre futebolistas e adeptos para com o internacional Búlgaro Stilyian Petrov, jogador do Aston Villa.

Vamos por partes:

Grande jogo do Chelsea de Di Matteo na ressaca da vitória europeia contra o Benfica na luz (já lá vamos).

O Chelsea assegurou a permanência na luta por um lugar na Champions com uma fabulosa exibição colectiva que efectivamente vinga a derrota caseira por 3-1 contra o Aston Villa no passado mês de Dezembro. Até deu para Fernando Torres fazer o gosto ao pé aos 90″.

Adeptos e jogadores das duas equipas uniram-se para dar força a Stilyian Petrov. O internacional Búlgaro está a lutar pela vida em virtude do diagnóstico médico que lhe traçou uma leucemia melóide aguda. Petrov confessou que a sua luta é inspirada na mesma luta pela vida que Fabrice Muamba passou há 2 semanas quando teve um colapso cardíaco em pleno relvado de White Hart Lane. Segundo palavras do jogador: “Vi a foto de Muamba e isso inspirou-me muito. – Depois dirigiu-se aos fans do Aston Villa e agradeceu todo o apoio que os adeptos do clube de Birmingham e que todos os colegas de profissão lhe estão a desejar.

Os adeptos do Villa não se fizeram rogados e ao minuto 19 (número da camisola de Petro) fizeram questão de cantar e saltar em conforto ao problema que afecta a vida do futebolista Búlgaro. O momento da ovação pode ser visto aqui no site do Jornal A Bola. O futebol é feito destas emoções. Força Petrov!

É o 2º caso recente de um jogador que está a lutar contra uma doença cancerígena. Há uns meses atrás o jogador do Barcelona Eric Abidal conseguiu vencer um tumor no fígado.

Na específica luta pela Champions League, o Chelsea aproveitou a derrota do Arsenal no derby de Londres contra o Queens Park Rangers.

A equipa de Arsène Wenger parecia embalada para o 3º lugar pois já não perdia desde o início de Fevereiro. No duelo contra o aflito Queens Park Rangers, o franco-marroquino Adel Taarabt (jogador que prometia muito para esta época mas que acabou por gorar as expectativas de quem o considerava um fenómeno; já foi pretendido por Chelsea e Manchester United) abriu o marcador com uma espectacular rotação sobre o belga Thomas Vermaelen e consequente finalização sob pressão de Laurent Koscielny. No 2º jogo em branco para Robin Van Persie, seria Theo Walcott a marcar aos 37″ para a equipa de Wenger. Samba Diakite haveria aos 66″ de dar a tão desejada vitória para os homens de Mark Hughes que com esta vitória voltou a subir a linha de água em troca com o Blackburn.

Tottenham 3-1 Swansea

Quem também aproveitou a derrota do Arsenal foi o Tottenham. Frente a um Swansea que costuma fazer bons jogos contra os lá de cima, o Tottenham “vestiu o fato macaco” nos minutos finais (golos de Adebayor aos 74 e 85) mas começou a partida com um smoking de gala oferecido por Rafael Van der Vaart. Soberbo golo do Holandês que decerto irá pontificar nos melhores da Liga 11\12.

Na 2ª parte veio a resposta por parte do médio ofensivo Islandês Golfy Sigurdsson. Na mesma escala de espectacularidade do golo de Van der Vaart.

O Tottenham colou-se ao Arsenal com 58 pontos. O Chelsea é 5º com 53.

Outros jogos:

Wigan 2-o Stoke – A equipa de Roberto Martinez continua na sua luta contra a despromoção. Mais uma vitória importantíssima que até poderia ter dado para sair dos lugares incómodos não fosse a vitória do Queens Park Rangers contra o Arsenal. Antolin Alcaraz (ex-Beira-Mar) abriu a contagem.

Wolverhampton 2-3 Bolton – Jogo de aflitos de Owen Coyle venceu e aproveitou para dedicar a Fabrice Muamba. 10 minutos finais loucos. Se Michael Kightly tinha aberto o marcador para os da casa aos 55″ e Martin Petrov tinha empatado aos 65″ por intermédio de uma grande penalidade, o Bolton virou o marcador aos 80″ por intermédio do defesa espanhol Marcos Alonso. Aos 84″ seria Kevin Davies a elevar para 3-1 para 4 minutos depois o Wolverhampton reduzir para 2-3. O Wolverhampton está a ficar numa situação ruinosa. 6 são os pontos que separam o wolves do primeiro lugar acima da linha-de-água.

Newcastle 2-0 Liverpool – Os magpies não desarmam da luta pela europa. Venceram o pobre Liverpool por 2-0 com dois golos de Papiss Cissé. O avançado contratado no mercado de Janeiro ao Freiburg da Bundesliga já leva 7 golos desde que chegou a Newcastle e promete (pela sua veia goleadora e pela sua força e rapidez) ser um dos melhores marcadores da Premier League na próxima temporada.

O Liverpool de Dalglish já não ganha há 6 jornadas. A última vitória dos Reds foi no derby de Liverpool em Anfield no dia 25 de Fevereiro. O Liverpool já confirmou que Dalglish não será o treinador da equipa na próxima temporada.

Liga Espanhola:

Mais um rolo compressor do Real para o campeonato. Inacreditável. O Real marcou 15 golos no espaço de uma semana. 5 contra a Real Sociedad, 3 na deslocação ao APOEL para a Champions e mais 5 no Osasuna. É de realçar que o Osasuna está a fazer uma época sensacional, sendo 6º classificado (lugar que dá acesso à Liga Europa).

A exibição de Cristiano Ronaldo não merece comentários. Talvez a mais perfeita da sua carreira. Rápido nos flancos a fazer em água a cabeça de Javier Flaño. O lateral espanhol não ganhou um duelo em drible ao português. Aquele golo formidável do meio da rua e a assistências para Benzema e Higuaín. Benzema com aquele golo “à van basten”. Mesmo existindo 6 pontos de avanço e um clássico por disputar em Nou Camp, mesmo que o Real perca contra o Barça, dúvido que o título fuja à equipa madrilena.

O Barça recebeu o Athletic num jogo que causou alguma polémica em Espanha. Isto porque o Athletic cedeu às pretensões do Barça em jogar no sábado à noite. Como é sabido o Athletic jogou na quinta-feira à noite frente ao Schalke 04 na Alemanha e o Barça joga amanhã frente ao Milan para a Liga dos Campeões. O Athletic queria jogar no domingo, o Barça (por razões óbvias) no sábado. O Athletic preferiu abdicar do descanso entre partidas para ter mais um dia para descansar para o jogo da 2ª mão na quinta-feira e cedeu o domingo pelo sábado ao Barça pois entendeu que o Barça necessitaria mais do jogo no sábado. Para a comunicação social, esta alteração entendeu-se como um favor dos bascos aos catalães visto que a equipa de Bielsa há muito que já desistiu de um lugar europeu por via do campeonato para poder lutar pela vitória na Liga Europa.

Dentro de campo o Barça venceu confortavelmente por 2-0 e manteve a perseguição ao Madrid. Messi marcou o 36º da temporada na Liga espanhola e está a 1 de Cristiano Ronaldo. O Barça joga amanhã frente ao Milan em Nou Camp com um 0-0 da 1ª mão (irei abordar mais à frente). Pep Guardiola avisou hoje na conferência de imprensa que antecede o jogo que o Milan é uma equipa capaz de marcar fora, logo, o Barça deverá ter atenções redobradas.

Outros jogos:

Valência 1-1 Levante – No açucarado derby de Valência, Valência e Levante partilharam um ponto. Um ponto que serviu mais as pretensões do Valência do que as pretensões do Levante. O Valência é 3º com 48 pontos e o Levante 5º com 45. O Levante não conseguiu chegar aos lugares da Champions mas aproveitou a derrota caseira do Málaga (4º) frente ao Bétis.

Atlético de Madrid 3-0 Getafe – O Atlético de Madrid também aproveitou as derrotas de Málaga e Osasuna para se chegar aos lugares europeus. Os madrilenos bateram em casa o Getafe por 3-0 com golos de Falcão, Sálvio e Adrián. O jovem avançado espanhol tem sido bastante cobiçado nas últimas semanas. Há quem diga que o Chelsea e o Inter estão com os olhos postos na sua contratação. Adrián confessou em entrevista ao jornal Marca que está muito bem no Atlético e que pretende fazer coisas boas no clube madrileno.

Sporting de Gijón 1-2 Zaragoza – Em duelo de aflitos, Hélder Postiga marcou aos 37″ e Lafita decidiu aos 90. O Português já leva 7 tentos na Liga e tem sido muito útil ao clube da Rioja. O Zaragoza ainda está debaixo da linha-de-água no 18º lugar com 28 pontos, menos 4 que o Villareal. O Sporting de Gijón de André Castro está a um passo da despromoção.

Na próxima jornada:

– O Real recebe o Valência no Santiago Bernabéu. Com 3-0 de vantagem na eliminatória contra o APOEL será capaz Mourinho de fazer rodar a equipa tendo em conta a estabilidade do 1º lugar na Liga? O Valência precisa de vencer para não complicar as contas do 3º lugar.
– O Barça vai a Zaragoza com a equipa da casa a precisar de pontos.
– Outro jogo em destaque na luta é o Levante vs Atlético de Madrid. O Levante precisa de segurar o seu lugar europeu perante um Atlético que irá terminar em sprint o campeonato. 3 são os pontos que separam as duas equipas.

Liga Italiana:

Um dos jogos da semana em Itália.

Em primeiro lugar há que dar realce à curiosa abordagem táctica da Juve de António Conte. 3x5x2 é o modelo utilizado regularmente por Walter Mazzarri no Napoli. Esta táctica e a utilização de determinados jogadores nela por parte de Conti tem variadas explicações: aniquilibrar o adversário por via do equilíbrio táctico e de uma marcação homem a homem por parte da Juve; a colocação nas alas de dois jogadores de cariz defensivo (De Ceglie à esquerda e Lichsteiner à direita) de modo a parar a rapidez e influência no contra ataque dos alas do Napoli (Maggio e Zuñiga) 3 centrais (Bonnucci, Chiellini e Barzagli) para travar a influência de Cavani e Lavezzi. Duelo de meio campo entre Pirlo\Marchisio e Inler\Gargano e Hamsik. A dupla do meio campo da Juventus levou a melhor durante quase toda a partia (Hamsik foi nulo) e Cavani\Lavezzi foram anulados com facilidade pelo trio de centrais da Juve. Pirlo e Marchisio construíram quanto quiseram e Arturo Vidal foi o joker da partida. Quando Conte precisou de atacar, tirou Lichsteiner e meteu Cáceres e o Uruguaio deu outra profundidade ao ataque.

Não sei quantos poderiam ser; o mais justo é que tivessem sido uns 5 ou 6 dadas as oportunidades que a Juventus teve durante os 90 minutos. Pirlo meteu pelo menos três bolas de golo na cabeça dos seus colegas e em conjunto com Marchisio faz com que a Juve tenha dois excelente executantes ao nível da temporização atacante. Arturo Vidal mascarou-se de Eljero Elia no 2º golo da Juve. Está um craque este Chileno de 24 anos. E Del Piero entrou para acabar com o pouco que existia do Napoli na partida. No entanto, o jogou terminou com a justa expulsão de Zuñiga depois de uma agressão a Andrea Barzagli.

A Juve ficou agora a 2 pontos do Milan. O Napoli é 4º com 48 pontos e continua às portas da Liga dos Campeões. As duas equipas ainda jogarão mais uma vez esta época. Será no dia 20 de Maio no Olímpico de Roma para a final da Taça de Itália. Se pudesse distribuir os títulos pelas aldeias, não me importava nada (pelo lindo futebol que ambas as equipas praticam) que o Milan vencesse a Champions, que a Juventus vencesse o título e que o Napoli vencesse a Taça de Itália.

Boa nova para Juve é o facto do avançado Alessandro Matri e do defesa Leonardo Bonucci terem renovado com o clube dos Agnelli.

O Milan foi à Sicilia enfrentar o Catania e perdeu pontos para a Juve. Sem grandes folgas entre duelos europeus, Max Allegri apenas fez duas alterações ao onze habitual: tirou El-Sharaawy e Kevin Prince Boateng (entraram ambos na 2ª parte quando o Milan já empatava) e colocou em sua vez Alberto Aquilani e Ambrosini. Perante o potencial de ambos os jogadores, este tipo de substituições não fazem o Milan perder de qualidade e isso é uma das virtudes deste plantel dosJuanmilaneses: é rico em soluções de qualidade e como tal poderá enfrentar 2 frentes ao mesmo tempo sem grandes deslizes.

Não aconteceu na Sicília. O Catania que até está a fazer uma boa época conseguiu sacar um empate ao líder da prova.
Na 1ª parte, destaque para as belíssimas defesas de Juan Pablo Carrizo aos pés de Emanuelson e Zlatan Ibrahimovic. O Argentino não evitou o golo de Robinho aos 37″ mas foi crucial para levar a equipa para o intervalo a perder por 1-0 quando poderia estar a perder por 2 ou 3. No golo do brasileiro, os créditos vão todos para Zlatan: só um jogador da sua categoria é que consegue manter aquela bola jogável e ainda assistir um colega de equipa para golo. O Sueco está (quanto a mim) a fazer a melhor época da sua brilhante carreira!

Na 2ª parte tudo mudou. O Catania começa com um golo muito mal anulado ao argentino Alejandro Gomez. Como se pode ver nas imagens, tanto Bonera como Abate poem em linha o extremo do Catania. A malta do ataque do Catania não desistiu e passados uns minutos (mesmo depois de Antonini ter dado o corpo ao manifesto a remate de Pablo Barrientos) empatou por intermédio de Spolli num lance em que Bonera e Ambrosini foram completamente “comidos” e Méxes ficou impávido e sereno ao ver Spolli nas costas a emendar para a baliza de Abbiati.
Minutos mais tarde, o Milan pode-se queixar de um erro de arbitragem grosseiro. No lance de Robinho é nítido que Marchessi vai tocar no esférico para além da baliza (mais dentro do que fora). O lance em si é lindo e tem novamente o toque de Zlatan na assistência. O trabalho de Robinho também é fantástico pois deixa dois defesas do catania pregados ao chão no momento do remate. Merecia mais o brasileiro.
O jogo acabou como tinha começado: mais duas fantásticas defesas de Carrizo (para mim o homem do jogo em conjunto com Bonera e Zlatan) e uma perdida incrível do Chileno Felipe Seymore na última jogada da partida).

Foi provavelmente um dos melhores jogos do ano na Série A se bem que o Inter vs Génova desta jornada e os jogos entre Inter e Palermo (de Giuseppe Mezza) e o derby Romano da 2ª volta também foram grandes jogos.
Para finalizar, os dois indesculpáveis erros de arbitragem que felizmente não beliscaram o resultado final. Caso os dois lances fossem validados, seria o empate a 2 bolas. Todavia, o Milan, como está a lutar pelo título foi o clube que se queixou da arbitragem e segundo as declarações do seu administrador Adriano Galliani, o clube milanês prepara-se para pedir à Federação Italiana de Futebol que coloque arbitros de baliza nas partidas da Série A.Pale

A meu ver é uma ideia estaparfúrdia do administrador do Milan pois o referido sistema não está a ter os resultados desejados nos testes que se tem verificado nas competições europeias. Prova disso recentemente foi o penalty que não foi visto a favor do Benfica frente ao Chelsea por mão de Terry, e os penaltis inexistentes assinalados contra o Sporting nos jogos contra City e Metalist na Liga Europa, o primeiro onde o arbitro de baliza não se pronunciou pelo facto do lance ter sido fora de área do Sporting e o 2º onde o arbitro de baliza indicou ao arbitro principal de uma falta inexistente por parte de Rui Patrício.

Para finalizar, hoje circulou a notícia de que António Cassano teve alta médica para regressar à alta-competição depois do problema que teve após o jogo contra a Roma no final do ano passado. No final dessa partida que o Milan viria a ganhar no Olímpico por 3-2, já no voo de regresso para Milão Cassano sentiu-se mal e o avião teve que aterrar de emergência em Bolonha para que Cassano fosse imediatamente conduzido ao hospital. Um primeiro indício suspeitava de um mini acidente vascular-cerebral. Exames mais específicos vieram a revelar que o jogador tinha um problema cardíaco raro motivado por um acontecimento específico num ventrículo que fecha 5 minutos após o nascimento de qualquer ser humano e que em raros casos não acontece.
Cassano já se vem a treinar desde Janeiro sem limitações mas precisava da alta médica para voltar aos relvados. Max Allegri ainda poderá contar com o avançado para as batalhas que se avizinham na Champions (caso o Milan se apure para as meias-finais) e para a Serie A. No entanto, Cassano perdeu o seu espaço para El-Sharaawy, Robinho e Maxi Lopez no ataque da equipa Milanesa.

Estreia de Andrea Stramaccioni como treinador principal do Inter.

Com Cláudio Ranieri havia noites em que o Inter podia fazer 150 remates numa partida que a bola não iria entrar na baliza adversária. Com Stramaccioni, logo na primeira partida, a bola entrou em abundância nas redes defendidas pelo Francês Sebastian Frey.

E quem diria que Diego Milito depois de 1500 bolas falhadas à frente da baliza faria um hat-trick?

Febre dos penaltis em Milão. O Génova com Kaladze, Veloso, Palácio e Gilardino no onze até começou melhor a partida e podia ter marcado primeiro não fosse uma intervenção providencial de Júlio César aos pés de Rodrigo Palácio para canto e consequentemente um corte providencial de Esteban Cambiasso na sequência desse canto. Depois viria o primeiro golo por Milito. Se Milito falhasse aquela bola era um escândalo. Não falhou o penalti de cabeça que lhe ofereceram mas viria a falhar um golo feito após dois cabeceamentos na área de Samuel e Cambiasso. Redimiu-se minutos depois com a oferta que Stankovic (a meias com Moretti) lhe deram para fuzilar Frei no frente-a-frente. O Inter jogava bem e bonito para um Génova apostado em jogar (como é hábito) no contra-golpe.

3-0 aos 38″ fabricado pelos centrais milaneses: Lúcio aproveita a bola rechaçada pela defesa genovesa e oferece a Samuel que só teve de empurrar. Parecia resolvido o jogo. Já nos descontos da 1ª parte, Cambiasso evitava pela 2ª vez na linha de golo o primeiro tento do Génova a cabeceamento de Sculli. No entanto, a bola foi parar ao raio de acção do avançado que de bicicleta com a ajuda do seu colega Emiliano Moretti acabaria por ser feliz.

Na 2ª parte, apesar do remate inicial de Chivu, foi o Génova que dominou nos últimos 45 minutos.
1º penalti duvidoso para os genoveses. Zanetti é jogador que por norma sempre nos habituou a jogar limpo. É certo que a bola lhe vai ao braço mas dúvido que fosse a intenção do argentino tocar-lhe dessa maneira até porque ia em queda.

Cambiasso tinha ameaçado e Mauro Zarate concretizou para o 4-2 aos 74″. Mais uma vez o jogo parecia destinado a cair para o Inter sem grandes sobressaltos.

2º penalti do Génova – o atropelo é evidente e Júlio César não protestou. É certo que Palácio ganhou vantagem perante o esticão de Júlio César e cravou bem o penalti.

Penalti do Inter – Joel Obi deixou-se de “sonecas” (uma das criticas que faço ao nigeriano é que apesar da sua brilhante capacidade técnica é um jogador que se entrega muito pouco ao jogo) e deu um baile em Giandomenico Mesta e Guarín com um toque de classe enfia no bolso o seu antigo colega no Porto Belluschi e é carregado. Decisão justa que enervou Moretti. Belluschi foi expulso com cartão vermelho directo dado que Guarin foi carregado numa situação de possibiliade de golo em zona frontal. É caso para perguntar como é que o Argentino caiu no engodo de alguém com quem treinou todos os dias e deveria conhecer de trás para a frente?

3º penalti do Génova – correctissima decisão.

Esta derrota motivou uma decisão estranha no seio do Génova. O presidente do clube despediu Pasquale Marino pelos maus resultados da equipa genovesa e apresentou hoje Alberto Malesani como o novo treinador do Génova, 3 meses depois de o ter despedido em troca por Marino também por maus resultados. No mínimo caricato.
A exibição de Miguel Veloso não passou despercebida aos responsáveis do Inter. O centrocampista já esteve perto de Milão na reabertura de mercado para substituir Thiago Motta, na altura vendido ao PSG. No entanto, o Inter esbarrou com as pretensões genovesas de apenas abdicar do jogador luso por 22 milhões de euros e preferiu contratar Freddy Guarin por empréstimo de 6 meses (+ opção de compra no valor de 9 milhões) a troco de 1,8 milhões de euros.

Outros jogos:

Parma 3-1 Lazio – Balão de oxigénio para o Parma na luta pela manutenção. O Parma foge temporariamente aos lugares incómodos e complica a vida da Lazio na luta pela champions.

Roma 5-2 Novara – A roma continua a pretender um lugar europeu e conseguiu permanecer nessa luta às custas do aflito Novara que até entrou a vencer com golo de Caracciolo. Excelente exibição do colectivo Romano na 2ª parte.

Lecce 0-0 Cesena – Um empate que atrapalha em muito as poucas aspirações de dois aflitos. O Lecce vê a linha-de-água a 5 pontos enquanto o Cesena está a 14 pontos.

Fiorentina 1-2 Chievo – Um golo de Luca Rigoni aos 88″ põe a jeito a Fiorentina. É 17ª com 5 pontos de avanço sobre o Lecce.

Na próxima jornada teremos o Milan a receber a Fiorentina. Os Milaneses recebem a Viola depois de um importante confronto europeu frente ao Barça em Nou Camp. A vitória é o único resultado que interessa às duas equipas derivado dos distintos objectivos actuais: os milaneses querem a renovação do título enquanto os jogadores da Viola querem sair dos lugares incómodos.
A Juventus vai a Palermo. É um terreno difícil, sendo expectável que Miccoli e companhia façam de tudo para retirar pontos à Vecchia Signora.
A Lazio recebe o Napoli com 3 pontos de vantagem. A Lazio quer segurar o 3º lugar enquanto o Napoli espreita a passagem para o mesmo. O Napoli promete futebol de ataque em Roma. Quem ainda espreita uma escorregadela destas equipas para ver se consegue subir é o Inter (está a 4 do Napoli e a 7 da Lazio) e a Roma. Os interistas deslocam-se à Sardegna para jogar contra o Caglari enquanto os romanos vão ao terreno do aflito Lecce.

Para finalizar os assuntos da Série A são de realce os 35 golos marcados pelas 20 equipas em 10 jogos. Dá uma média de 3,5 golos por jogo.

Liga Francesa:

1. Com o Montpellier a “folgar” a pedido do Marselha (dois embates contra o Bayern para Champions fizeram adiar a partida para dia 11) o PSG não conseguiu tomar partido da situação para colocar pressão no actual “rival” pela conquista da Ligue 1 e perdeu em Nancy por 2-1. A equipa de Carlo Ancelloti está em quebra e para isso muito se deve a quebra de rendimento de Javier Pastore e Kevin Gameiro. Yohan Mollo aos 89″ impôs a primeira derrota de Carlo Ancelotti na Liga Francesa.

2. Em dia das mentiras, aproveitou o Lille para se chegar à frente mais um pouquinho. Até parece mentira que o campeão em título ainda esteja na luta pela renovação do mesmo com um percurso muito irregular até então (15 vitórias, 11 empates, 4 derrotas). Contra o Toulouse (5º) voltou a sobressair a mestria de Eden Hazard.

3. O Toulouse foi ultrapassado no 4º lugar pelo Lyon, que apesar desse feito não conseguiu mais do que um empate no terreno do Rennes (7º) – se conseguiu o empate bem o deve ao golo de Lisandro Lopez e aos muitos falhanços provocados pelos homens do norte. Por duas ou três situações Lloris foi chamado a intervir e segurou as pontas para a equipa de Remi Garde. Noutras situações, o noruguês Tettey, o Burkinês Pitroipa e o Togolês Boukari falharam na boca da baliza de forma inacreditável. Apesar do facto de Lisandro ter recuperado a forma de outros tempos, ao nível global, este Lyon está muito longe do que assistimos do forte Lyon na última década.

4. André Ayew é notícia em França. O jovem Ganês está a despertar o interesse de meio mundo. Bayern, Chelsea, United, Tottenham e Inter querem os concursos do avançado de 22 anos que é filho da maior glória do futebol ganês Abedi Pele.

Bundesliga:

Mais um jogo de doidos. No final da partida do Westfalenstadium, os adeptos das duas equipas deram por bem empregue o seu dinheiro para ver um empate a 4 bolas entre Dortmund e Estugarda. É certo que a felicidade reinava no seio da equipa e adeptos bávaros.

A felicidade dos adeptos não era para menos. Que jogo sensacional. Depois de uma 1ª parte dominada pelo Dortmund (1-0 com golo de Kagawa ao intervalo) o estugarda (a perder por 2-0) iria no espaço temporal de 8 minutos (Ibisevic; 2 golos de Julian Schieber; 71 aos 79″) virar o resultado para 2-3. O Dortmund, ameaçado, haveria de virar para 4-3 em 4 minutos (Hummels e Perisic) para o Estugarda empatar mesmo no fim por intermédio de Christian Gentner.

Podiam ter sido mais que 8 golos – Schieber falhou um certo na 1ª parte e foi acompanhado por Robert Lewandowski no outro lado antes do 12º golo do japonês Kagawa na edição deste ano da Bundesliga. O Japonês é um senhor jogador à semelhança de quase todo o plantel dos Vestefalianos. Creio que Jurgen Klopp começa a ter aqui matéria prima para atacar a Liga dos Campeões nas próximas épocas caso a direcção do clube não venda os jogadores que tem.
GrobKreutz atirou aos ferros assim como o polaco Lukasz Piecsczek. O Dortmund pode-se queixar da falta de sorte. O mais interessante desta equipa do Dortmund é que para além de ser exemplar ao nível defensivo (Hummels e Subotin metem respeito) e de ter um meio-campo que é algo do outro mundo, não usa e abusa da técnica individual dos seus jogadores, preferindo um futebol altamente flanqueado até porque Marcel Schmelzer (defesa-esquerdo) é um jogador que tem uns pézinhos de ouro para centrar bolas.

Outro lance que seria memorável foi a enorme cavalgada do centrocampista Dinamarquês William Kvist que só parou nos ferros da baliza de Weidenfeller. Seria um golo de antologia.
Até que entrou Julien Schieber na partida – primeiro a assistir Ibisevic e depois contra tudo e contra todos a estabelecer o 2-2 e 1 minuto depois o 3-2. O golo de Mats Hummels também é golão e a reacção de Jurgen Klopp não é para menos. Até que Gentner conseguiu descobrir um buraquinho na defesa do Dortmund e fez o 4-4 final para gáudio daqueles que se deslocaram de Estugarda a Dortmund.

O Bayern reduziu a diferença para 3 pontos depois de bater o Nuremberga por 1-0. Arjen Robben deu a vitória aos bávaros.

O Schalke 04 empatou a 1 bola no terreno do Hoffenheim depois de ter sido vergado a uma derrota caseira por 4-2 contra o Athletic de Bilbao (já lá vamos) e o 4º classificado (Borussia de Moenchagladbach) também perdeu em Hanover por 2-1.

Liga dos Campeões:

À 1 mês atrás ninguém diria que seria Salomon Kalou aquele que iria dar a vitória ao Chelsea no jogo dos quartos-de-final na Luz frente ao Benfica.
Primeiro porque depois da derrota em Napoli por 3-1 ninguém acreditava que Villas-Boas teria capacidades para conseguir ultrapassar os italianos em Stamford Bridge. Villas-Boas foi precisamente despedido nessa semana e o seu adjunto Roberto diMatteo conseguiu fazer com que os Blues dessem uma lição de futebol aos italianos no seu reduto.
Depois porque Salomon Kalon era carta fora do baralho do técnico português nos 8 meses que o dito passou em Londres.
Em terceiro lugar, porque uma equipa com Lampard, Drogba, Torres, Malouda, Mikel, Sturridge, Mata, Lukaku faz com que Salomon Kalou seja um nome praticamente desconhecido que ainda paira no plantel Blue.

O Benfica pode queixar-se de factos internos e externos para justificar a derrota. Pode-se queixar do facto de ter atacado muito mas mal e de ter rematado muito mas sem eficácia.

Ao nível de arbitragem, creio que Raúl Meireles não acabava a primeira parte pois fartou-se de cometer faltas duras e graves. Di Matteo apercebeu-se disso e tirou o médio quando sentiu que a presença deste em campo poderia ser negativa para o jogo da equipa. Ainda ao nível de arbitragem, fica um penalti claríssimo por marcar a favor do Benfica por mão de John Terry na área.

O Benfica só acordou a partir da meia-hora de jogo. Perante um Chelsea bem organizado com a construção táctica de bloco defensivo subido para evitar principalmente que Aimar e Witsel construíssem e fantasiassem no meio-campo encarnado. Ao contrário do que foi dito na imprensa no dia seguinte e do que Ramires disse à comunicação social, o brasileiro não tirou muitas contrapartidas do seu companheiro de flanco. Emerson até respondeu bem à altura do seu compatriota, perdendo 2 ou 3 vezes em velocidade para o mesmo e pouco mais. O lance do golo do Chelsea nasce do seu lado, mas, tanto poderia surgir da esquerda como da direita.
Na primeira parte, Gaitán e Bruno César estiveram muito interventivos nas respectivas alas e o brasileiro foi o detentor de mais remates no Benfica. Bruno César mereceu o golo ao contrário de Oscar Cardozo que se limitou a falhar golos na cara de Petr Cech. 23 foram os remates que o Benfica fez na partida. Petr Cech não brilhou devido a esse facto. A questão é que os jogadores do Benfica remataram muito mas quase sempre para fora. Cech brilhou por exemplo a cabeceamento de Jardel já na 2º parte.
Seria no contra-golpe (arma que Jesus tanto gaba na sua equipa) que o Chelsea iria marcar ao Benfica. Até ao final há a questão do penalti que ficou por assinalar e a questão do atraso (para mim não é intencional) de David Luiz para Petr Cech. Mesmo ao cair do pano tanto poderia ter marcado o Benfica como Juan Mata poderia ter fechado a eliminatória com a possibilidade que teve de aumentar para 2-0.

Em suma é um resultado injusto para o Benfica. O empate a 1 adequava-se mais perante um Chelsea que veio a Lisboa defender e jogar para o empate e um Benfica que quis o golo a todo o custo (e até o merecia) mas que deve ter mais paciência neste tipo de jogos.
A eliminatória não está fechada e Roberto DiMatteo foi o primeiro a afirmar hoje na conferência de imprensa que o Benfica tem talento para marcar em Londres. No entanto, não creio que o Benfica passe a eliminatória.

Casa cheia em Nicósia. Esperavam-se mais dificuldades para o Real. Real Madrid sem Xabi Alonso faz Mourinho colocar Nuri Sahin no onze titular. Aposta ganha. O Turco foi crescendo ao longo do jogo e não raras foram as vezes em que deu equilíbrio ao meio-campo madridista e conseguiu desmarcar os seus companheiros.
Em destaque, a diferença de orçamentos. A maior contratação do Real contra a maior contratação do APOEL. Os 94 milhões gastos por Ronaldo contra o 600 mil euros que o APOEL deu pelo avançado brasileiro Adaílton. Os 500 milhões que o Real gastou nas últimas 3 épocas em reforços contra o milhão e cem mil gastos pelo APOEL.
Na primeira parte, o Real optou por estar em cima do acontecimento com uma toada lenta. Benzema e Ozil estavam bem mexidos e iam criando as primeiras jogadas de perigo. O Madrid estava a praticar um futebol muito aberto e muito flanqueado como é seu apanágio. Na primeira parte, o Real conquistava mas não tinha marcado. O APOEL raramente tinha saído do seu meio-campo. Nada de extraordinário perante o que vimos contra Porto e Lyon.

Ao intervalo, Ivan Jovanovic fazia lançar o veterano português Hélder Sousa. Aos 34″ este antigo jogador do trofense fazia a sua estreia na Champions e logo contra o Real de Mourinho.

Na 2ª parte, o Real carregou no acelerado. Começou a provocar cansaço no APOEL e os cipriotas começaram a baixar a guarda defensivamente lentamente. Até que Mourinho lança no jogo Kaka e Marcelo. A revitalização do flanco esquerdo vai original os golos do Real: a combinar bem com Benzema, seria o francês a marcar o primeiro golo e a duo brasileiro que saltou do banco a carimbar o 2º. O 3º seria uma obra prima de bom futebol entre Ronaldo, Ozil e Benzema. 3-0 para o Real num jogo tranquilo. Podem existir poupanças na 2ª mão em Madrid a pensar no jogo da Liga frente ao Valência.

Empate sensaborão no jogo de proa destes quartos-de-final da Champions. Esperava-se que o duelo entre Milan e Barcelona fosse colorido com golos.
Duas equipas que já se tinham defrontado na fase de grupos. Em Nou Camp, o Milan fez um jogo extraordinário conseguindo o empate a 2 bolas. Em San Siro, o Barcelona levou a melhor.

Barcelona a apresentar uma única alteração em relação ao one habitual no último mês: Seydou Keita a entrar no lugar de Thiago Alcântara. Pep Guardiola sabia de antemão que o meio-campo do Milan tem actuado de forma poderosa e quis desde logo mostrar interesse em colocar Keita (um jogador cheio de pulmão) no meio-campo para junto com Xavi e Fabrègas anular Seedorf, Ambrosini, Boateng e Nocerino.

Domínio total do Barça na partida. O Barça pecou apenas por falta de eficácia. É essa falta de eficácia que resume o empate obtido pelo Milan. Tirando os primeiros minutos onde os milaneses tentaram começar a mandar na partida, até por uma questão da necessidade de uma vitória expressiva que pudesse dar alguma tranquilidade em Nou Camp e de outra necessidade que se prendia em não entregar o domínio do jogo aos catalães, o resto do jogo seria dominado pelo Barça e as maiores oportunidades de golo iriam pertencer à equipa de Pep Guardiola.
Na primeira parte, não se fosse a falta de eficácia, o Barça poderia ter ído para os balneários a vencer por 2 ou 3. Oportunidades para tal teve de sobra: Keita, Aléxis, Messi e Xavi tiveram nos pés 5 soberanas oportunidades de golo. No entanto, a defesa do Milan, apesar de alguns desacertos menores ia conseguindo retardar a obtenção de um golo por parte da equipa “culé” e mesmo quando a defesa não dava conta do recado era Abiatti quem salvava a equipa de Max Allegri.

O Barça apostou num futebol diferente do que é habitual em San Siro. A circulação de bola não passou tanto pelos laterais. Daniel Alves ia subindo no terreno de forma amiúde e nunca apareceu na zona de finalização. Messi não apresentou as habituais jogadas de flexão do flanco direito para o centro do terreno, jogadas onde costuma ser letal em maior parte dos jogos. O Barça apostava mais em entrar pela defesa do Milan pelo centro do terreno, muito à custa de rápidas tabelinhas entre os 3 homens do meio-campo e Aléxis Sanchez. Seria o Chileno a provocar a decisão mais complicada da noite para a arbitragem: a meu entender não existe penalti. Aléxis embate contra Abbiati mas creio que o Chileno (apercebendo-se que tinha adiantado em demasia a bola) tenta cavar o contacto ao guarda-redes italiano.
O golo anulado a Messi nos minutos seguintes seria uma boa decisão do fiscal-de-linha.

Na 2ª parte, mais do mesmo. O Milan estava ligeiramente encostado às cordas. O Barça não deixava os milaneses armar o seu ataque com uma pressão alta ao nível da defesa milanesa. António Nocerino não conseguia receber a bola e construir de raiz. Em contrapartida, o Barça quando tinha a bola tratava imediatamente de tentar adormecer o Milan e esperar um erro da defensiva italiana para capitalizar. Esse erro esteve perto. Tanto Aléxis, como Messi como Puyol por intermédio de um canto tiveram novas oportunidades para marcar mas não era o dia do Barça.

Ma

Já o Bayern voltou a provar que também quer vencer a Liga dos Campeões. No Vélodrome de Marselha, a turma local foi incapaz para travar a corrente de ataque dos Bávaros. Mário Gomez despachou o assunto ainda na primeira parte para uma eliminatória que todos sabíamos que não ia ter grande história para narrar.

Liga Europa:

De todos os adversários que podiam ter saído ao Sporting no sorteio dos quartos-de-final, pessoalmente creio que o Metalist foi o pior adversário que a turma leonina podia enfrentar. Isto porque apesar de se conhecerem alguns nomes da equipa ucraniana (composta principalmente por jogadores sul-americanos) o Sporting iria enfrentar uma equipa desconhecida dos palcos europeus, desconhecida do ponto de vista de potencial e forma de actuar e que tinha um registo impressionante nas fases anteriores da prova, tendo perdido alguns jogos em casa e tendo ganho outros fora, alguns deles em terrenos difíceis como é o caso do Olympiacos da Grécia, equipa que foi eliminada por este Metalist nos oitavos-de-final.

Sporting posicionado depois do vibrante sucesso diante do Manchester United. Do Metalist ficamos a conhecer que é uma equipa bem organizada a todos os níveis. Defendem de forma agressiva e atacam preferencialmente usando o contra-golpe onde tem jogadores talhados para o efeito, casos de Taison (bom jogador; um bocadito fiteiro e pouco objectivo na hora de concretizar as suas maravilhosas arrancadas pelo flanco) e Cleiton Xavier. Também fiquei impressionado com o avançado Cristaldo; Este avançado argentino de 23 anos que saltou do Velez Sarsfield para a Ucrania e que já foi convocado por Sérgio Batista para a selecção é um jogador que me impressionou pela sua dotação técnica.

O jogo começou com algumas desconcentrações da defensiva leonina, ainda fruto de uma fase de estudo ao futebol rápido e açucarado dos ucranianos. Do ponto de vista ofensivo, a equipa ucraniana colocou algumas dificuldades à turma leonina a partir do momento em que (com a lição de casa bem estudada) meteram o trinco Torres a marcar homem-a-homem Matías Fernandes (impedindo o Chileno de assumir a batuta do jogo ofensivo leonino) e meteram dois homens regularmente em cima de Stijn Schaars. Sem o holandês a armar jogo e o chileno a criar, o Sporting sentiu algumas dificuldades em construir oportunidades dignas de registo. Penso que a ideia do Metalist seria a de vencer fora. Os jogadores da turma ucraniana iam mudando o ritmo de jogo a seu bel-prazer. Quando o Sporting tentava ficar por cima na partida, a equipa ucraniana diminuía o ritmo da circulação de bola. Quando sentiam que o Sporting estava a entrar numa onde de bloqueio, os ucranianos impunham rapidos contra-ataques que a bem ou mal até ao final da primeira parte foram resolvidos pela defensiva leonina.

O que é certo é que na primeira parte o Sporting não teve bola nem oportunidades de golo. Para contar só o facto de Torsiglieri (central que já foi do Sporting e que este ano foi em primeiro lugar emprestado ao Metalist e depois vendido definitivamente aos ucranianos) recebeu um amarelo e como tal não irá jogar na 2ª mão. À semelhança do seu colega no centro da defesa Papa Gueye. Os dois fartaram-se de marcar com pitons os homens do ataque do Sporting e deveriam a meu ver ter visto mais do que um amarelo. Na 2ª parte existe mesmo o lance em que Torsiglieri perdeu a cabeça e numa disputa de bola com Jeffren atirou o jogador espanhol contra o banco de suplentes, motivo mais que suficiente para ver o cartão vermelho directo.

Na 2ª parte, a palestra de Sá Pinto fez efeitos. O Sporting voltou ao relvado com outra cara e decidiu aumentar o ritmo de jogo e procurar as alas, até então desaparecidas. Se até então apenas Carriço tinha tentado a sua sorte de longe por duas vezes e se numa desconcentração da defensiva ucraniana num livre cobrado por Matías Fernandes havia algum sururu na área ucraniana, eis que Capel e Izmailov escreveram a ouro o momento do jogo para o primeiro golo da partida. A seguir, foi Patrício quem valeu à turma leonina após remate de Cristaldo à entrada da área.

Os centrais do Metalist continuavam a ser duros e merecedores de algo mais que o amarelo. Taison continuava a querer desiqulibrar no flanco esquerdo. Sentindo a rapidez do brasileiro, João Pereira não fez a ala como é seu costume. O brasileiro fazia tudo bem excepto na hora de atirar; tanto não atirava a baliza como se atirava para o chão! Já Cleiton Xavier tinha desaparecido da partida e so voltou a aparecer aquando da grande penalidade do Metalist.
Aos 63″ veio outro dos momentos da partida quando Insua atirou um míssil para a baliza ucraniana, fazendo o 2-0.
Aproveitando a confortável vantagem, Sá Pinto tratou de a preservar. Tirou Carriço (esgotado após uma exibição de encher o olho) e meteu Renato Neto para dar mais poder de choque ao meio-campo do Sporting; refrescou também as alas, colocando Jeffren e Carrillo. Tanto o espanhol como o peruano tentaram várias investidas pelas alas e o Peruano poderia ter sido feliz num lance em que depois de uma cavalgada pela direita preferiu chutar com o seu pé mais fraco (esquerdo) quando poderia ter isolado Matías para o 3-0.

Veio a resposta ucraniana. Por duas vezes Patrício foi chamado a intervir aos pés adversários: primeiro Taison e depois o recém entrado Devic. Depois seria Taison a tentar de livre e Patrício a responder em voo. Era o Sporting que se fechava nos minutos finais para segurar a vantagem. Até que no minuto final Devic caiu na área leonina e o arbitro de baliza marcou penalti numa decisão errada. Cleiton Xavier amenizou a derrota ucraniana e levou a eliminatória muito viva para Kharkiv. O Sporting terá que sofrer para passar às meias-finais da prova.

“El Louco” Bielsa é o treinador da moda na actualidade futebolística. Não é para menos: o futebol seu Athletic tem deslumbrado tanto ao nível interno na Liga espanhola como ao nível internacional na Liga Europa.

Depois de ter eliminado o Manchester United da forma que eliminou (na 2ª mão no San Mamés Ferguson poderia ter saído goleado) a mais recente vítima do futebol total de Bielsa foi o Schalke 04. Engane-se quem pensa que é fácil ir a Gelsenkirchen jogar como o Athletic foi. Apesar de ser uma equipa alemã, existe algo que une o Schalke ao Athletic: um estilo de jogo latino, promovido na turma alemã por vários jogadores como Farfán, Jurado ou Raúl. Não nos podemos esquecer que esta equipa do Schalke fez na época passada um enorme brilharete na Champions, atingindo as meias-finais (onde foi eliminada pelo United) depois de ter estrangulado o Inter (campeão europeu em título na altura) com um brilhante 5-2 em Giuseppe Meazza.

Este Athletic de Bielsa é um enorme case study. É uma equipa que peca um pouco por jogar de forma aberta. Apesar de ter melhorado em muito com a descida posicional de Javi Martinez para o centro da defesa (Martinez já era um grande trinco e arrisca-se a ir pela Roja ao Europeu como central) é uma equipa que se expõe em muito ao contra-ataque das equipas adversárias. Isto porque Bielsa adopta um estilo de pressão muito alta aos adversários (logo à saída da grande área) que apesar do facto de estar a resultar lindamente na Liga Europa nos jogos efectuados pela turma basca.

Outro dos problemas desta Athletic de Bilbao é a tendência extrema que esta equipa tem para optimizar o seu ataque com Llorente como finalizador. Não é que o Bilbao não finalize em quantidade e em qualidade. O problema é que os bascos têm bons criativos (Susaeta, Muniain, De Marcos) mas todos eles não sabem finalizar e estão sempre à espreitar de oferecer golos ao seu ponta-de-lança.

Jogos impróprio para cardíacos na arena de Gelsenkirchen. O Bilbao começou melhor e capitalizou um erro do guarda-redes do Schalke. Depois viria a reviravolta alemã com o expoente máximo nos pés do maravilhoso Raúl. O Schalke alterou os guarda-redes e o Bilbao, actuando em contra-ataque, apenas se limitou a explorar os erros alemães. Se no 3º golo o guarda-redes alemão teve culpas, no 4º é caso para dizer que estava extremamente mal posicionado.
E o Athletic está nas meias-finais. Garantidamente. Poderá ser o próximo adversário do Sporting.

Nas restantes partidas, o Atlético de Madrid venceu o Hanover por 2-1 e o Valência perdeu no terreno do AZ Alkmaar por semelhante resultado:

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futeboladas (fim-de-semana)

Nota inicial: Para sexta-feira, os rescaldos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Liga Inglesa:

ver aqui o resumo dos principais lances da partida.

Duelo principal da 30ª Jornada da Premier League. Chelsea e Tottenham defrontaram-se em Stamford Bridge com o apuramento para a Liga dos Campeões no horizonte das duas equipas nesta recta final do campeonato. O Tottenham de Redknapp tem estado em quebra nas últimas jornadas. Depois de um empate a meio da semana contra o Stoke a 1 bola, os Spurs (ultrapassados pelo Arsenal na 3ª posição) pretendiam sair de Stamford Bridge com uma vitória que lhes permitisse “fechar” praticamente o apuramento para a Champions, ou empatar para manter o Chelsea longe do 4º lugar. Já o Chelsea vinha de uma desmoralizadora derrota no terreno do Manchester City por 2-1 na quarta-feira.

Os Spurs estiveram em bom plano no terreno do rival e a bom da verdade até mereceram vencer a partida. Mais uma vez vingou uma das falhas desta equipa de Redknapp: a finalização. A construção de jogadas de perigo esteve soberba. Bale e Modric assumiram a batuta da equipa e tanto o Galês pelos flancos como o Croata pelo meio do terreno tentaram criar o máximo número de oportunidades de golo para Emmanuel Adebayor e para Rafael Van der Vaart. O Holandês teria um “penalty” na primeira parte depois de uma grande jogada de Bale e Modric pela esquerda. No entanto seria Petr Cech o santo milagreiro dos Blues. Na segunda parte, seria Bale a romper a defesa do Chelsea pelo centro e a dar caminho aberto para o remate do lateral Kyle Walker às malhas laterais. Bale esteve exímio a pisar terrenos mais centrais durante a partida e muitas foram as vezes em que partiu com garra para cima dos defesas dos Blues.

Do Chelsea, as reacções ao domínio dos Spurs vieram por intermédio de rápidas situações de contra-golpe e por intermédio de um livre de Lampard que iria embater com alguma sorte no poste já na 2ª parte. A 2ª parte também ficaria marcada por algumas perdidas dos Spurs: Modrid desmarcou de forma brilhante Adebayor e o Togolês depois de ter ultrapassado toda a defesa londrina e Petr Cech permitiu o corte decisivo de Gary Cahill. Depois seria Gareth Bale a cabecear ao poste e a atirar de livre para bela defesa de Petr Cech.

Harry Redkanpp mostrou-se satisfeito com o ponto conseguido em Stamford Bridge. Humildade em excesso por parte do treinador do Tottenham perante um domínio avassalador dos Spurs na partida.

Quem aproveitou este empate foi o Arsenal.

Ver aqui o resumo do 3-0 ao Aston Villa.

A equipa de Wenger não sabe o que é perder ou empatar para a Liga desde o dia 1 de Fevereiro, ou seja, desde a 23 jornada onde empatou no Reebok Stadium frente ao Bolton Wanderers.

A equipa de Wenger é uma equipa que respira confiança e alegria no seu futebol. E como tal, merece o 3º lugar que ocupa neste momento. Pena foi aquele péssimo arranque de campeonato senão este Arsenal poderia estar ainda hoje a lutar pelo título. É obviamente um dos problemas que se coloca à gestão Wenger: o custo de criar equipas de raiz obriga a uma adaptação lenta e gradual de todos os jogadores num único colectivo. Numa competição a sério como a Premier League, um clube como o Arsenal não pode andar anos após anos a criar equipas de raiz para depois despachar os jogadores mais importantes no fim de cada época. Sabemos que a estratégia do Arsenal para assegurar a sua própria estabilidade financeira passa essencialmente pela formação de jogadores que são repescados aqui e ali para posteriormente serem vendidos a outros clubes. No entanto, o Arsenal ficará a ganhar se por exemplo conseguir manter esta geração. Acredito que jogadores como Chamberlain, Coquelin, Carl Jenkinson, Ramsey, Wilshere, Walcott, Frimpong, Ignasi Miquel, Alex Song serão capazes de dar um bom futuro ao clube caso o clube os possa manter mais uma época na companhia de “veteranos” como Van Persie, Arteta, Mertesacker, Gervinho e Vermaelen.

Há muito talento num Chamberlain que é poço de rapidez e tecnicismo, num Coquelin que é um médio duro e técnico ao mesmo tempo, num Ramsey que é um primor de visão de jogo. num Walcott que tanto é o extremo perfeito à inglesa como aparece a finalizar e num Frimpong que é o típico pulmão africano de meio-campo.

Para a próxima época, fala-se que o Arsenal está na linha da frente para assegurar a contratação a custo zero de Alessandro Del Piero. Recordo que o avançado de 37 anos não renovou com a Juventus e pretende continuar a jogar futebol a alto nível.

Neste momento o Arsenal é 3º com 58 pontos contra os 55 de Tottenham e os 50 do Chelsea.

No duelo lá de cima:

Wayne Rooney (21º golo na Premier) resolveu aos 42″ um jogo muito difícil para o United que continua a liderar a tabela classificativa.

O United já está a preparar a nova época apesar desta ainda não estar resolvida.
Notícias tem vindo a público da disponibilidade de Ryan Giggs ser treinador da equipa num futuro próximo. o Galês sorriu quando lhe foi colocada esta pergunta por uma jornalista do Daily Mail. Segundo as suas palavras: “Ser treinador do Manchester United? Vamos ver. Por agora apenas quero aproveitar o momento. Apenas quero jogar futebol mas estou preparado para a minha vida depois de me retirar”

Quem se fala que também poderá reforçar o clube de Manchester é o ponta-de-lança Holandês Jan Huntelaar. Apesar do Schalke 04 já ter manifestado a vontade de renovar o mais breve possível com o seu artilheiro (leva 40 golos nos 39 jogos efectuados esta época) o jogador não parece interessado em renovar com o clube alemão e fontes ligadas ao internacional holandês já afirmaram que o atleta está a estudar uma proposta do Manchester United.
O jogador para já mantem-se focado no seu trabalho em Gelsenkirchen: “Vou ter tempo para pensar após a temporada. Antes disso, quero focar-me em marcar golos e não vou me deixar levar por isso, porque tenho o objetivo de ajudar a equipa na Liga Europa”. Recorde-se que o Schalke poderá ser adversário do Sporting nas meias-finais da prova, caso o Sporting ultrapasse os ucranianos do Metalist e os alemães ultrapassem a eliminatória que os une ao Athletic de Bilbao.

Seguramente o golo mais lindo da época na Premier!

Peter Crouch com um volley arrasador frente ao City no sábado.

A vitória na passada quarta-feira frente ao Chelsea no City of Manchester parecia ter afastado os maus resultados da equipa de Mancini. Como em desespero todos os santos ajudam, contra os Blues, Mancini esqueceu-se “temporariamente” que Tevez o tinha mandado para um sítio pouco agradável no encontro da liga dos campeões contra o Bayern de Munique e colocou o Argentino em campo na 2ª parte. O City acabaria por vencer uma dura batalha de meio-campo contra o Chelsea graças à infantilidade nos minutos finais de um regressado à competição (Michael Essien) no lado dos homens de londres na sequência de uma mão ostentiva na sua área.

Contra o Stoke, o golão de Crouch (8º na Liga) voltou a complicar as contas a Mancini. Valeu Yaya com o empate aos 76″. Insuficiente para dar mais 2 pontos de vantagem ao United. No entanto, os rivais de Manchester irão encontrar-se no final de Abril, num jogo que será decisivo para apurar o desfecho desta edição da liga.

Outros jogos:

Liverpool 1-2 Wigan – O Liverpool vai de mal a pior. Mais uma derrota caseira para a equipa de Kenny Dalglish. O Liverpool já soma 10 derrotas nesta temporada. O golo do central escocês Gary Caldwell atira definitivamente a turma de Anfield para fora da Europa e dá alento a um Wigan que continua abaixo da linha de água. Agora a apenas 1 ponto do Bolton.

Os Reds também já estão a preparar a nova época. Os primeiros rumores dão conta do interesse em Jackson Martinez, avançado dos Jaguares do México que segundo a imprensa daquele país já deveria ter um acordo com o FC Porto. O avançado argentino Matías Suarez (20 golos e 11 assistências em 37 jogos esta época pelos Belgas do Anderlecht) também está a ser cobiçado pelos responsáveis directivos de Anfield Road. Kenny Dalglish não será em princípio o treinador do clube na próxima época.

Não está também descartada a hipótese de Rafa Benitez regressar a Liverpool na próxima temporada depois de extinto o assédio do Chelsea ao treinador espanhol.

WBA 1-3 Newcastle – Os Magpies foram aqueles que mais aproveitaram o empate do Tottenham. Num jogo arrasador, chegaram aos 34″ com vantagem de 3-0 sobre o WBA. Ben Arfa e Pape Cissé (2 golos) foram os obreiros de uma vitória confortável que coloca a equipa de Alan Pardue. Hatem com os mesmos pontos dos Blues. O Newcastle ainda não está totalmente fora de uma eventual luta pela liga dos campeões dado que também está a 5 pontos do Tottenham.

Bolton 2-1 Blackburn – Ainda no rescaldo do incidente Fabrice Muamba (o médio continua numa agradável recuperação; já consegue caminhar e já viu o jogo do Bolton pela TV) o Bolton continua a fazer pela vida na luta pela manutenção. Frente ao Blackburn no Reebok Stadium, a equipa orientada pelo escocês Owen Coyle bateu o também aflito Blackburn por 2-1. David Weather fez os dois golos dos Wanderers na partida.

Quando faltam 8 jornadas para o fim da Liga, o fundo da tabela tem a actual classificação: 13º Fulham 36 pts 14º WBA 36 pontos 15º Aston Villa 33 pts 16º Blackburn 28 pts 17º Bolton 26 pts 18º QPR 25 pts 19º Wigan 25 pts 20º Wolverhampton 22 pts.

Liga Espanhola:

Depois do controverso jogo no El Madrigal frente ao Villareal que iria terminar com um empate a 1 bola e com a expulsão no fim do jogo Mourinho, o Real deu uma resposta cabal às vozes que acusavam os merengues de estarem a perder gás nas últimas semanas. A vantagem de 6 pontos ficou intacta para o Barcelona graças a mais uma goleada para a Liga, desta feita contra a modesta Real Sociedad por 5-1.
Com Álvaro Arbeloa à direita da defesa e Raphael Varane no centro da defesa, o Real voltou a fazer um daqueles jogos que dá gosto de ver com aquele futebol flanqueado e recheado de fabulosas tabelinhas e combinações pelas alas. Golos de Higuaín, Ronaldo, Benzema e Xabi Prieto para a Real Sociedad punham o resultado em 3-1 ao intervalo. Na 2ª parte, o português e o francês elevariam a conta para o 5-1 final.

A Abertura de Xabi Alonso para Benzema no 3º golo é qualquer coisa de genial. Não é apenas uma questão de visão de jogo mas sim uma questão de aliança entre uma visão de jogo fenomenal e uma capacidade de passe longo que só Alonso possuí neste momento no futebol mundial.

Benzema já leva 27 golos esta época e parece outro jogador do Benzema que víamos na época de Pellegrini e na época passada. Está mais rápido, mais incisivo a tocar a bola, mais explosivo no 1 para 1 e com melhores índices de aproveitamento. Às vezes faz bem estar na lista de dispensas de um clube para se voltar ao topo.

Sem forçar muito o andamento pois amanhã jogam contra o AC Milan num jogo que se prevê espectacular, o Barcelona foi a Mallorca vencer de forma confortável por 2-0. Messi aos 25″ e Piqué aos 79″ selaram mais uma vitória dos Catalães.

O Barça revê os italianos nos quartos-de-final da Champions depois de ter encontrado a equipa de Max Allegri na fase-de-grupos. Então, o Milan conseguiu um empate em San Siro a 2 bolas e perdeu com o Barça em casa.

Thiago Alcântara foi expulso aos 57″ na equipa catalã.

O Valência (3º) foi perder ao Coliseum Alfonso Perez, terreno do Getafe. Roberto Soldado até abriu a contagem aos 5″ mas o Getafe haveria de dar a volta por cima. A equipa comandada por Luis Garcia que conta com jogadores como Cata Dias, Mehdi Lacén, Miku, Casquero e Dani Guiza reentrou na luta pela europa, sendo 9ª com 39 pontos (está a 4 do 6º que é o Osasuna). Já o Valência cedeu terreno para o Málaga na luta pelo 3º lugar (directo na Champions) estando os malaguenhos (após vitória no terreno do Espanyol) com os mesmos pontos do clube ché.

Outros jogos:

Zaragoza 1-0 Atlético de Madrid – Restará uma vitória na Liga Europa para haver competições europeias no Vicente Calderón na próxima época. O Atlético continua o seu caminho errante pela Liga. Desta feita foi ao La Romareda ceder perante o lanterna vermelha onde actuam Rúben Micael e Hélder Postiga. Continua em 10º lugar a 4 pontos dos lugares europeus.

Fala-se novamente da possibilidade de Falcao ser negociado no final da época para o Chelsea em troca por Fernando Torres e 20 milhões de euros.

Um golo de Apono aos 90+5″ de grande penalidade na cobrança de uma falta sobre Hélder Postiga deu uma lufada de ar fresco na equipa orientada por Manolo Jimenez. O Zaragoza continua a 6 pontos da linha-de-água.

Levante 0-2 Osasuna – Os Navarrenhos do Osasuna mantém as pretensões europeias. São 6os a 4 pontos de Valência e Málaga e com esta vitória encurtaram a diferença para apenas 1 ponto para o 5º que é o Levante. Golos de Raúl Garcia e Nino.
Aproveitaram também o empate caseiro do Athletic frente ao Sporting de Gijón no San Mamés.

Rayo Vallecano 0-2 Villareal – No El Madrigal será impensável que o Villareal desça de divisão em ano de Champions. O Villareal tem que dar ao stick para fugir aos últimos lugares. O empate (injusto é certo) obtido contra o Madrid na quarta-feira e a vitória de domingo frente ao Rayo aliviaram o espectro de linha de água que pairava sobre a equipa. Giuseppe Rossi continua de fora por lesão.

Com a questão do título por resolver, a luta também está acesa quanto aos lugares europeus e quanto à manutenção em espanha.
Assim sendo:

– Quanto aos lugares europeus temos assim ordenada a classificação: 3º valência 47 pts 4º Málaga 47 pts 5º Levante 44 pts 6º Osasuna 43 pts 7º Espanyol 40 pts 8º Sevilla 39 pts 9º Getafe 39 pts 10º Atlético de Madrid 39 pts 11º Athletic 38 pts 12º Rayo Vallecano 37 pts.

– Quanto à manutenção: 15º Bétis 32 pts 16º Villareal 31 pts 17º Granada 31 pts 18º Racing de Santander 25 pts 19º Sporting de Gijón 25 pts 20º Zaragoza 25 pts

Na próxima jornada teremos o Santander a jogar frente ao Granada, o Sporting de Gijón a receber o Zaragoza, o Osasuna a receber o Real Madrid, o Barcelona a receber o Athletic de Bilbao, e Atlético de Madrid – Getafe, Valência – Levante. Alguns jogos interessantes entre adversários directos nas diversas lutas.

Liga Italiana:

Mais um grande passo para a renovação do título.

Max Allegri continua a apostar no onze que lhe tem dado mais garantias. Mesbah, Muntary, Emanuelson (está um grande jogador em Milão) El Sharaawy e está claro, o abono de família desta gente: Zlatan Ibrahimovic! A Roma de Luis Enrique com algumas mudanças em relação ao onze habitual: Gago, Osvaldo, Marquinho (ala\médio esquerdo emprestado pelo Fluminense) e Alessandro Rosi como titulares.

Mais dois golos para o Sueco depois de um susto provocado por Pablo Osvaldo. Não se pode acusar Luis Enrique de não ter ido a Milão jogar o jogo pelo jogo. Tanto o fez que a Roma até marcou primeiro e teve as melhores oportunidades do 1º tempo. Na segunda parte apareceu Zlatan: primeiro de penalty, depois naquele golo que acho absolutamente soberbo e onde Maarten Stekelenburg e Simon Kjaer ficam mal na fotografia!

A Roma continua a acusar dois problemas: não consegue planar o seu potencial em jogos contra os grandes e apesar do potencial elevadíssimo de 13\14 jogadores do seu plantel, acaba por ter um plantel desiquilibrado. Muito dificilmente conseguirá Luis Enrique garantir a Uefa para o clube recentemente comprado pelo multimilionário italo-americano Thomas Di Benedetto.

Já o Milan joga amanhã contra o Barcelona.
Na antevisão da partida, Max Allegri descartou a possibilidade de montar uma equipa com uma atitude defensiva. Já Zlatan Ibrahimovic elogiou Messi e disse que possivelmente não irá cumprimentar Pep Guardiola. Recorde-se que Zlatan revelou a público na sua biografia algumas das zangas que teve com Guardiola na sua passagem pela Catalunha na época 2009\2010.

Thiago Silva continua a ser notícia na cidade milanesa. Isto porque o Barcelona revelou interesse no central em véspera de confronto entre as duas equipas. O Milan deverá ter oferecido a braçadeira de capitão a Thiago Silva como forma do Brasileiro permanecer em San Siro. O Brasileiro já demonstrou que se encontra num dilema: gostava de jogar no Barça porque lhe atrai a liga espanhola mas também está contente com o seu estatuto no Milan onde é intocável no onze titular.

Quem continua em maus lençóis com as lesões é Alexandre Pato: o brasileiro voltou a ressentir-se da coxa e já viajou para os Estados Unidos onde se irá encontrar com o especialista Frederick Carrick. Carrick é especialista na área da neurologia e é conhecido pelo seu trabalho no desenvolvimento e investigação de patologias que afectam o equilíbrio entre o físico e a mente. Julga-se que Pato (à semelhança de outros jogadores) poderá sofrer de fibromialgia, problema que afecta essencialmente atletas de alta competição. Já Rodriguez do Sporting pode ser um jogador a contas com um problema semelhante: alta probabilidade de lesões dado a dores intensas em algumas partes do corpo provocadas por fraquezas psíquicas.

Juventus 2-0 Inter e Ranieri out.

A Juventus continua na luta pelo scudetto e fez do Inter vítima dessa cobiça. No entanto, ainda são 4 os pontos que separam os homens de Turim do líder Milan.

Com o Dell´Alpi ao rubro, a Juve deu um banho de bola ao Inter que teve sorte em não ser goleado. A únicas oportunidades reais de golo que o Inter teve durante toda a partida foi na primeira parte quando Milito na cara de Buffon voltou a demonstrar fraca pontaria na hora de somar por duas vezes se bem que também deverá dar mérito ao mítico guarda-redes da malta de Turim. O Argentino não é o mesmo jogador de antigamente. Perdeu o faro para o golo com a saída de Mourinho e decerto que no final desta época será convidado a mudar de ares.
A Juventus por seu turno pratica um futebol lindo. Consegue alternar bem a bola entre flancos de forma rapida e costuma servir muito bem os homens da frente. Na primeira parte foram 3 as oportunidades que Alessandro Matri teve nos pés e na cabeça para inaugurar o marcador. Destaque também para a grande exibição do lateral direito Uruguaio Martin Cáceres, exibição que seria coroada com o primeiro golo da equipa de Antonio Conte. Também em destaque esteve o centrocampista Claudio Marchisio. Ao lado de Pirlo, o internacional italiano está um senhor jogador: espectacular a defender, rápido a fazer transições e exímio na táctica de conte no que consiste à transposição de bola entre flancos a partir do seu passe longo. Já Pirlo está no primeiro golo da Juve ao centrar com régua e esquadro para a cabeça de Cáceres.

Depois veio Del Piero e arrumou com a questão. Não consigo perceber como é que a Juve ainda tenciona deixar Del Piero sair. É certo que aos 37 anos mais tarde ou mais cedo a Juve terá que dizer um adeus a um dos seus símbolos históricos. Mas para deixar Del Piero sair para outro grande europeu poderá ser um erro por parte da direcção comandada pelos Agnelli. A assistência do internacional Chileno Artur Vidal para o golo de Del Piero é absolutamente deliciosa. Grande contratação por parte da Juve no último verão.

Para terminar, mais duas questões.

A Juventus mostrou interesse em Hernanes da Lázio. O Brasileiro quer sair do clube romano e a Juventus poderá ser o destino ideal. 30 milhões de euros é o valor que Claudio Lotito (presidente da Lázio) pede pelo centrocampista. No entanto a Juventus estará interessada em dar 22 milhões e um jogador à escolha entre eventuais dispensados no verão: Milan Krasic, Reto Ziegler, Fabio Quagliarella e Michele Pazienza.

Já Ranieri foi despedido do comando técnico do Inter depois desta derrota mas continuará a trabalhar no clube de Milão noutras funções. Ranieri foi contratado à 6ª jornada para substituir o paupérrimo Gianpiero Gasperini. Com Ranieri os objectivos cingiam-se na subida na tabela classificativa para lugares europeus e numa boa prestação na Liga dos Campeões. Ranieri conseguiu ganhar alguns jogos logo de início e o Inter chegou a estar nas posições uefeiras a meio de Fevereiro. No entanto, mais uma onda de derrotas e a escandalosa eliminação frente ao Marselha nos oitavos-de-final da Champions ditaram o afastamento do treinador italiano.

Na apresentação de Stramaccioni treinador interino até final da temporada (era treinador dos juniores do clube) Mássimo Moratti afirmou que Ranieri terá outras funções no clube milanês. O proprietário do Internazionale preferiu atacar Gasperini: “Ranieri é um cavalheiro e por enquanto temos contrato com ele. Depois veremos o seu futuro, até porque ele gostaria de continuar no Internazionale. Com Gasperini, pelo contrário, não estou satisfeito e tem muitas responsabilidades na nossa temporada”.
Quem também não escapou às duras críticas do presidente foi Diego Forlán. O presidente acusou o Uruguaio contratado no início da temporada ao Atlético de Madrid de fraude: “Forlan jogou pouco e quando esteve em campo jogou mal. Defraudou as expectativas” – e de facto tem razão. No entanto, não creio que o Inter deverá descartar o Uruguaio pois é um talentoso que poderá render com outro no comando técnico. Pior tem estado Milito por exemplo.

Moratti já está a analisar o dossier de um novo treinador, que poderá até assumir funções nas próximas semanas sem ser o treinador até ao final da época. O Checo Zdneko Zeman (já passou por Itália nos anos 90 na Lazio) Vincenzo Montella (antigo jogador da Roma) André Villas-Boas e o actual treinador do Athletic Marcelo Bielsa poderão ser os primeiros da lista do Inter.
Para arrumar a casa, o Inter já deverá ter elaborado uma lista de dispensas que só será alterada a pedido do novo treinador. Entre a lista de jogadores que poderão ser dispensados ou vendidos contam nomes como Ivan Cordoba, Maicón, Lúcio, Jonathan, Ricky Alvarez, Philipe Coutinho e Diego Milito.

Numa jornada com 6 empates em Itália, quem se safou foi a Lázio ao bater o Cagliari por 1-0 no Olímpico. A Lazio continua a sua caminhada triunfal rumo à Champions. O central Diakité deu aos 88″ vitória aos Romanos que agora têm uma vantagem de 3 pontos para os seus mais directos perseguidores: Napoli e Udinese.

Napoli e Udinese empataram. Os primeiros contra o Catania em casa. O Catania ainda está na luta pelos lugares europeus e desperdiçou uma oportunidade de se aproximar dos Napolitanos. 6 pontos continuam a separar as duas equipas depois de um jogo em que a equipa Napolitana marcou 2 golos de rajada no início da 2ª parte (Dzemaili e Cavani; 19º golo do Uruguaio na Serie A) e o Catania empatou nos 15 minutos finais por intermédio de Spolli e Lanzanfame.
Já a Udinese empatou no terreno do Palermo a 1 bola. Fabrizio Miccoli inaugurou o marcador aos 32″ para os sicilianos (12º golo no campeonato para o avançado de 32 anos) e o romeno Gabriel Torje haveria de empatar aos 85″. Este romeno está em destaque na equipa do Norte. Torje é um extremo bastante rápido e bastante tecnicista.

Noutros jogos, Génova e Fiorentina empataram a 2 bolas no Luigi Ferraris (golo de Belluschi) Novara e Lecce empataram a 0 bolas (mau resultado para duas equipas que estão abaixo da linha-de-água; o Novara começa a ficar praticamente condenado enquanto o Lecce vê o 17º lugar do Parma a 5 pontos) e o Cesena empatou em casa com o Parma (o Cesena está em último a 14 pontos do Parma).

Resumidamente, o Milan lidera com 53 pontos contra os 49 da Juventus. O 3º é a Lázio com 51 pontos, mais 3 que Udinese e Napoli. O 4º lugar não dá acesso à Champions. No 6º lugar está a Roma a 4 pontos do dueto. Em 7º o Catania a 6 pontos da Europa e em 8º o Inter a 7.

Na luta pela manutenção é este o cenário: 13º Cagliari 34 pts 14º Génova 34 pts 15º Fiorentina 33 pts 16º Siena 33 pts 17º Parma 32 pts 18º Lecce 27 pts 19º Novara 24 pts 20º Cesena 18 pts

Na próxima jornada teremos o Milan a deslocar-se ao terreno do Catania e a Juventus a receber o Napoli em casa.

Liga Francesa:

A vida correu mal neste fim-de-semana a Carlo Ancelotti e ao seu PSG. Empate caseiro contra o Bordéus a 1 bola que até poderia ter redundado em derrota em pleno Parque dos Príncipes. Guillaume Hoarau amenizou as coisas para a turma parisiense.

O Goleador Olivier Giroud é um dos ídolos de Montpellier nos dias que correm.

O avançado deu a liderança ao Montpellier ao resolver um jogo muito difícil contra o Saint-Ettiène aos 89″ quando os homens de Saint-Ettiène já jogavam com 10 por expulsão de Mignot. O avançado já marcou 18 golos na Ligue 1 desta época e apesar da cláusula de rescisão estar fixada em 30 milhões de euros é cobiçado por Marselha, PSG e Málaga. Não é o único cobiçado por grandes clubes da Europa: o franco-marroquino Younés Belhanda (nº10 do Montpellier) também é cobiçado por clubes como Barcelona, Manchester City e Manchester United. Não é para menos: o Montpellier está à beira de fazer história.

O Montpellier Hérault, apesar de ser um clube de 1ª liga em França e de ter jogadores notáveis na sua história como Laurent Blanc, Bruno Carotti, Franck Silvestre, Laurent Robert, Roger Millá e Carlos Valderrama, nunca venceu um titulo francês e os únicos dois títulos que tem de destaque são duas taças de frança (1929 e 1990).

Quem também aproveitou a escorragadela do PSG foi o Lille. O campeão em título ainda espreita uma oportunidade para poder renovar o título conquistado na época passada. Nesta jornada, Eden Hazard abriu de penalty uma vitória sobre o Evian por 3-0 na casa destes. O Lille está a 7 pontos da liderança partilhada entre Montpellier e PSG.Toulouse e Lyon subiram aos lugares europeus com a derrota do Saint-Ettiène. Ambas as equipas venceram: o Toulouse derrotou o Auxerre por 1-0 e voltou a agravar a crise da equipa do Sul. O Auxerre é último com 24 pontos e vê o Caen a 5 pontos de difeença. Já o Lyon bateu no Gerland o também aflito Sochaux por 2-1.

Liga Alemã:

Com o campeonato a aproximar-se do fim, o Borussia de Dortmund continua a sua saga rumo ao título.

Antes de mais, o clube da Vestfália anunciou que renovou com o médio Mario Gotze até 2016. Gotze começava a ser pretendido por clubes como o Bayern e o Manchester United. Gotze é agora o jogador mais bem pago do plantel e tem uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros. Gotze revelou que se sente bem em Dortmund e quer fazer parte do crescimento do clube. A direcção da equipa já anunciou que pretende também renovar com Neven Subotic, Mats Hummels, Sven Bender, Shinji Kagawa, Marcel Schmelzer e Kevin Großkreutz até ao final da temporada para prevenir o assédio de outros clubes e a blindagem de cláusulas de rescisão altas para os jogadores da sua espinha dorsal precavendo que saiam sem grandes compensações financeiras. Subotic é desejado pelo Barcelona e pelo Arsenal. Hummels é desejado pelo Bayern. Kevin Großkreutz já teve uma proposta do Arsenal mas os 12 milhões oferecidos pelo clube londrino foram insuficientes para convencer os dirigentes do Dortmund.

A equipa de Jurgen Klopp vai de vento em popa para o triunfo na Bundesliga. Nem mesmo a oposição da máquina Bávara orquestrada por Robben, Gomez e companhia tira o sono aos amarelos de Klopp. Na 27ª jornada da Bundesliga, os vestefálianos foram a Colónia bater a equipa de Petit (lesionado) Geromel, Sereno e Podolski (titulares) por incríveis 6-1 num autêntico massacre na 2ª parte. Lukasz Piszczek, Robert Lewandowski, Ilkay Gündogan, Ivan Perišić e Shinji Kagawa (2) foram os marcadores dos golos. Kagawa aparece num pico de forma tremendo neste final de temporada. É o verdadeiro maestro desta orquestra. O mais engraçado desta partida é que foi o Colónia a primeira equipa a marcar.

Como lhe competia, antes dos duelos europeus para ambas as equipas (o Hannover ainda está na Liga Europa) o Bayern restabeleceu a diferença para o Dortmund em 5 pontos. Toni Kroos abriu o livro para os bávaros e Mário Gomez marcou o seu 35º golo esta época (23 na Bundesliga). O Marfinense Didier Ya Konan ainda reduziu para a equipa onde joga o Português Sérgio Pinto.

Em altas.

Apesar de não ser o maior fã das qualidades de Huntelaar, reconheço que o Holandês está a fazer a melhor época da sua vida em Gelsenkirchen. Mais dois golos. 40 golos em 39 jogos esta época é obra e só está ao alcance de Messi e Ronaldo. Huntelaar soma mais golos que Mario Gomez e Gomez já marcou muitos como se sabe (só na Liga dos Campeões foram 10). No entanto, o alemão tem mais 1 golo que o holandês na Liga.

O Schalke despachou o Bayer de Leverkusen na Arena de Gelsenkirchen por 2-0 e cimentou a 3ª posição. Está a 9 pontos do Dortmund e a 4 do Bayern. É o mesmo que dizer que a 7 jornadas do fim, o Schalke (ainda está na Liga europa onde quinta recebe o Athletic de Bilbao; pode cruzar com o sporting nas meias) ainda espreita a hipótese do título caso aconteça algo de improvável aos dois primeiros. Pelo menos, o Schalke já garantiu praticamente a participação na Liga dos Campeões na próxima temporada. Restará apenas saber se de forma directa (actual 3º lugar) ou se nos playoffs de acesso, caso perca esse lugar para o Borussia de Moenchagladbach (a 2 pontos no 4º lugar).

O Borussia de Moenchagladbach de Marco Réus (marcou) perdeu em casa contra o Hoffenheim por 1-2.

Na luta pela europa, como o Leverkusen perdeu, o Bremen igualou os pontos dos farmacêuticos depois de empatar em casa contra o Augsburg mas perdeu pontos para os mais directos perseguidores pois o estugarda venceu o Nuremberga com um golo de Cacau.

Na parte de baixo da tabela, a vida começa a complicar-se para dois históricos: o Hamburgo está em antepenúltimo com 27 pontos (os mesmos do primeiro clube acima da linha de água que é o Augsburg) e o Hertha é penúltimo com 26. No caso do HSV, a posição ainda não é problemática pois o antepenúltimo lugar deverá disputar um playoff de manutenção com o 3º classificado da Bundesliga 2. O Hertha a manter-se no 17º lugar desce de divisão. O Kaiserslautern está a um passo de descer com os 20 pontos somados.

Na próxima jornada teremos o Dortmund a receber o Estugarda em casa. Mais uma final para o Dortmund no objectivo do título e para o Estugarda no objectivo europeu. O Bayern vai a casa do Nuremberga. Kaiserslautern e Hamburgo jogam o tudo ou nada quanto à manutenção. Augsburg e Colónia jogam entre si e em caso de vitória de um dos dois clubes, esse clube sairá da zona dos aflitos enquanto o outro poderá entrar na linha de água.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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futeboladas

Última jornada. Consagração dos apurados, festa menor daqueles que tem oportunidade de ir ao playoffs ou desilusão daqueles que tinham o objectivo de se apurar nos grupos e tem que ir disputar esses mesmos playoffs, e jornada de honra dos vencidos.

Grupo A

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A Alemanha decidiu a sorte Belga bem cedo. Em Dusseldorf, Ozil (30m) Schurrle (33m) e Gomez aos 48, sem que Joaquim Low tenha mexido em muito no habitual 11 da Manschaft, decidiram a eliminação da Bélgica em prol da ída da Turquia aos playoffs.
Marouane Fellaini apontou o tento de honra dos Belgas, cujo seleccionador George Leekens voltou a apostar em Witsel a titular e Defour a suplente.

O avançado Buruk Yilmaz resolveu a qualificação turca para o playoff final. Será mais oportunidade para a selecção do eféso. 

Casaquistão e Áustria empataram 0-0 em Astana.

A Alemanha ganhou o grupo com pleno de 30 pontos. A Turquia foi 2ª com 17, a Bélgica 3ª com 15, a Áustria com 12, Azerbeijão com 7 e Casaquistão com 3.

Pontos altos do grupo:
1. A vitória da Alemanha nas 10 partidas com um total de 34 golos. Joachim Low renovou em pleno a sua selecção após o mundial 2010 e a Alemanha aparece novamente com um meio campo que emana a maior qualidade possível dentro do futebol europeu: Mario Gotze, Mezut Ozil, Sami Khédira, Bastian Schweinsteiger, Marko Marin, Toni Kroos, Piotr Trochowski, Christian Trasch e Simon Rolfes são grandes mais-valias para qualquer selecção. Miroslav Klose (9) e Mário Gomez (6) marcaram 15 golos dos 34 Alemães. Klose não tem sido opção desde o verão que marcou a sua mudança para a Lázio de Roma. Não entanto, nada me espanta que, mesmo com a ascenção de André Schurrle à equipa principal da Mannschaft, Joachim Low tenha de chamar o experiente avançado para o campeonato da europa.
2. A vitória turca em casa contra a Bélgica por 3-2 e o empate na Bélgica por 1-1. Arda Turan mostrou-se um jogador importante e decisivo na campanha turca. Apontou o 3-2 contra os Belgas, e o golo da vitória frente ao Casaquistão aos 96″ desse jogo.
3. O empate caseiro da Bélgica contra a Áustria 4-4, com o empate Austríaco a surgir aos 90+3″.
4. As maiores goleadas do grupo: 6-2 da Alemanha à Áustria em Setembro, 6-1 da Alemanha ao Azerbeijão em Setembro de 2010

Grupo B

A Rússia não vacilou e goleou Andorra por 6-0 qualificando-se directamente.

A República da Irlanda terminou com o sonho da Arménia. 2-1 foi o resultado. A Irlanda segue para playoff enquanto a Arménia acaba uma qualificação de sonho onde conseguiu 17 pontos.

Macedónia e Eslováquia empataram a 1 bola.

O grupo termina com a vitória da Rússia com 23 pontos. República da Irlanda vai ao playoff com 21. Arménia 17. Macedónia 8. Andorra 0.

Momentos altos deste grupo:
1. A vitória da Irlanda na Arménia na 1ª jornada por 1-0. Fulcral para as contas finais do grupo e para o apuramento Irlandês para os playoffs.
2. A vitória da Eslováquia na Rússia por 1-0 em Setembro de 2010 mostrava uma Eslováquia capaz de decidir o grupo taco a taco com Russos e Irlandeses. Tal não veio a suceder pois um mês depois, os Eslovacos perdiam 2-1 na Arménia.
3. A vitória por 3-2 da Rússia na Irlanda.
4. A vitória Russa em Moscovo contra a Arménia por 3-1 com hat-trick de Pavlyuchenko.
5. O empate da Eslováquia em Dublin mostrava uma selecção Eslovaca muito forte e decidida em lutar com dois cabeças-de-série. Os Eslovacos de Hamsik haveriam por cair nos últimos jogos quando levaram 4-0 da Arménia em casa.
6. A vitória da Rússia na Eslováquia na sexta com aquele golo monumental de Dzagoev.

Grupo C

A Itália venceu a Irlanda do Norte em Pescara por 3-1. Cassano bisou. Prandelli fechou a sua primeira qualificação com 26 pontos.

A Eslovénia, tal como eu tinha previsto no post anterior, complicou a vida aos Sérvios e mando-os fora do apuramento. A Estónia beneficiou desta vitória Eslovena para ir aos playoffs.
O médio do Olimpija Ljubliana Vrsic foi o marcador do único golo da partida.

A Itália apurou-se automaticamente com 26 pontos. A Estónia ficou em 2º com 16 pontos, a Sérvia 3ª com 15. A Eslovénia com 14. A Irlanda do Norte 9 e as Ilhas Feroés com 4.

Momentos altos da qualificação:

1. A derrota caseira da Eslovénia em casa frente à Irlanda do Norte por 1-2.
2. O empate caseira da Sérvia contra a Eslovénia (1-1) e a humilhante derrota caseira contra a Estónia (1-3)
3. A vitória da Itália na Eslovénia por 1-0 com golo de Thiago Motta.
4. O empate entre Sérvia e Estónia em Tallin em Março com Vassiliev a marcar um dos golos decisivos. O outro seria na Irlanda do Norte. Vassiliev acabaria por marcar 5 golos nesta fase.
5. O empate da Sérvia com a Itália e a derrota decisiva em Ljubljana no dia de hoje.
6. A vitória da Estónia por 2-1 contra as Faroes em casa, onde os Nórdicos viram os Estónios virar o resultado já depois da hora.

Grupo D

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A França esteve a perder até perto do fim, e com a derrota a Bósnia estava qualificada automaticamente. Depois do balde de água fria de Dzeko no Stade de France, Nasri salvou o orgulho e a qualificação francesa. A Bósnia foi atirada para o playoff como se atira uma batata quente e pode ser novamente o adversário de Portugal. Não será, como tivemos oportunidade de verificar no playoff de apuramento para o campeonato do mundo de 2010, um adversário fácil.

Nos restantes jogos da última jornada, a Roménia empatou na Albânia a 1 bola. Campanha defraudante dos Romenos, que mais uma vez, estiveram a perder até ao minuto 77.

Nas contas finais do grupo, a França venceu-o com 21 pontos, contra 20 da Bósnia, 14 da Roménia, 13 da Bielorrussia, 9 da Albânia (acaba por ser uma excelente fase de grupos para a modesta selecção) e 4 do Luxemburgo (dentro dos possíveis, o Luxemburgo marcou mais pontos do que aquilo que se previa).

Momentos altos deste grupo:

1. O empate caseiro da Roménia contra a Albânia a abrir e o novo empate a fechar. 4 pontos importantes que os Romenos perderam.
2. A derrota caseira da França frente à Bielorussia em Setembro de 2010. Podia antever-se uma Bielorrussia capaz de lutar pelos primeiros lugares.
3. A vitória fulcral da França na Bósnia por 2-0 em Outubro.
4. O empate da Bósnia na Albânia a 1 bola.
5. A vitória da Bósnia em Sarajevo contra a Roménia em Março. Tal resultado, catapultou os Bósnios na fase de grupos para uma excelente prestação.
6. O empate da França na Bielorrussia em Junho.
7. O empate da França na Roménia a 0 bolas descartou todas as possibilidades Romenas de qualificação.
8. O empate Francês ontem. Foi um jogo muito sofrido dos gauleses.

Grupo E

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Num jogo que interessava a Portugal na decisão do 2º melhor classificado da fase de grupos, bastava apenas que a Suécia não vencesse a Holanda em Estocolmo indiferentemente do resultado de Portugal em Copenhaga. Portugal falhou a vitória e o empate. Num jogo emocionante de reviravoltas, a Suécia bateu a Holanda por 3-2 depois de ter estado a vencer por 1-0 e a perder por 2-1.
Kim Kallstrom, Sebastian Larsson e Toivonen marcaram os golos dos Suecos. Kuyt e Huntelaar os golos Holandeses. Foi a única derrota dos Holandeses na fase de grupos.

Nos outros jogos do grupo, empate entre Hungria e Finlândia em Budapeste e vitória da Moldávia por 4-0 contra São Marino por 4-0.

Contas finais do grupo: Holanda 27, Suécia 24, Hungria 19, Finlândia 10, Moldávia 9, São Marino 0

Momentos altos do grupo:

1. Os 37 golos dos Holandeses no grupo. 12 dos 37 golos Holandeses foram marcados por Klaas-Jan Huntelaar, o melhor marcador desta qualificatória.
2. A vitória caseira da Moldávia sobre a Finlândia na 1ª jornada. Os Finlandeses estiveram muito abaixo daquilo que tinham feito noutras fases. Perderam meses depois em casa contra a Húngria por 2-1, numa fase em que os Hungaros (à semelhança daquilo que já tinham feito aquando da fase em que calharam no grupo de Portugal) mostravam-se interessados em lutar por mais. Boa prestação magiar num grupo muito difícil.
3. O 4-1 da Holanda à Suécia em Novembro de 2010 marcava a vontade Holandesa de vencer este grupo sem mácula. Em Março, a laranja mecânica haveria de dar 4 fora em Budapeste.
4. O 5-3 da Holanda em Março passado à Húngria em Roterdão. Os magiares estiveram a vencer por 2-1 a meio da 2º parte, e a empatar consecutivamente 2-2 e 3-3. Não resistiram nos últimos 15 minutos.
5. O 5-0 da Suécia em Junho à Finlândia.
6. A vitória Húngara em Budapeste contra a Suécia por 2-1 em Setembro indiciava uma pressão dos Húngaros pelo 2º lugar.
7. A vitória Sueca na passada sexta em Helsínquia por 2-1 confirmava o 2º lugar em definitivo. Relembro para fechar que a Suécia jogou alguns jogos sem a sua maior estrela Zlatan Ibrahimovic.

Grupo F

Depois de vencida a Croácia em Atenas na sexta, a selecção de Fernando Santos não pode embandeirar em arco e suou muito para levar de vencida a Geórgia no dia da alegria Grega provida por mais uma qualificação muito difícil. Depois de estar a perder até aos 79″, o golo de Charisteas aos 85″ fez respirar de alívio o povo Grego. Charisteas é um ídolo entre os gregos. Nos últimos 10 anos, todos os golos históricos dos gregos nas competições internacionais tem o cunho do ponta-de-lança: desde o golo que deu a vitória no Euro 2004, aos golos que fizeram apurar os gregos para o euro 2008 e para o euro 2012.

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No outro jogo importante para as contas do grupo, a Croácia fez o que lhe competia, batendo a Letónia por 2-0. Resultado insuficiente. Os Croatas terão que jogar os playoffs.

Israel bateu malta por 2-0.

Contas finais: Grécia 24 pontos, Croácia 22, Israel 16, Letónia 11, Geórgia 10, Malta 1.

Momentos altos do grupo:

1. O empate caseiro da Grécia contra a Geórgia na primeira jornada a 1 bola. Fernando Santos estreava-se mal no comando técnico dos gregos.
2. O empate entre Croatas e Gregos em Zagreb a 0.
3. A derrota Croata na Geórgia por 1-0 em Tiblissi prejudicou em muito as aspirações croatas ao 1º lugar. O 2º lugar estava em risco em Zagreb quando a Cróacia virou um 0-1 favorável a Israel para um 3-1.
4. A vitória Grega sobre a Croácia por 2-1 na sexta-feira.

Grupo G

Já sem grandes motivos de interesse ao nível da classificação, a Suiça venceu Montenegro em casa por 2-0 mas os Montenegrinos vivem uma época histórica para o seu futebol com a passagem aos playoffs.
Na Bulgária, a selecção da casa perdeu contra Gales por 1-0 com golo de Gareth Bale. Esta fase ainda não mostrou a selecção Galesa com o poderio que ela começa a ter. No entanto, a juventude dos novos jogadores galeses é passível de ter em conta na próxima qualificatória para o mundial.

Contas finais do grupo: Inglaterra 18 pontos, Montenegro 12, Suiça 11, Gales 9, Bulgária 5.

Momentos altos do grupo:

1. Na turma Búlgara, há que recordar a renúncia de Dimitar Berbatov. Enfraqueceu uma equipa por completo. A Bulgária apenas marcou 3 golos em 8 jogos. Lotthar Matthaus está com dificuldades na montagem de uma selecção forte e capaz de ombrear novamente com os grandes europeus.
2. Montenegro. A confirmada surpresa. Com défice no ataque (7 golos) mas com eficácia defensiva (também 7 golos). Prometem ser um osso duro de roer no playoff.
3. A vitória de Montenegro na Bulgária por 1-0 com golo de Zverotic.
4. A vitória Inglesa na Suiça por 3-1.
5. O empate da Suiça em Sófia custou caro o apuramento aos Helvéticos.
6. A vitória Galesa por 2-1 contra Montenegro ainda abriu portas aos Suiços para a 2ª posição do grupo, mas estes haveriam de perder na sexta-feira em Gales por 2-0 quando os Montenegrinos faziam empatar a Inglaterra em Podgorica num jogo histórico.

Grupo I

Com a Espanha apurada, havia apenas o 2º lugar em discussão. Com a vitória Espanhola na sexta em Praga contra a República Checa, e a vitória Escocesa no sábado contra o Liechstenstein, era a Escócia quem estava na pole-position para se apurar para os playoffs. No entanto, a Escócia tinha que visitar a Espanha enquanto a República Checa jogava na Lituânia.

Os Checos cumpriram o seu papel e venceram os Lituanos por 4-1. De cadeirinha, assistiram à vitória Espanhola sobre os Escoceses por 3-1 com dois golos de David Silva e outro de David Villa.

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Finalizada esta fase de grupos:

Apurados directamente: Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Grécia, Espanha, Itália, França, Rússia e Holanda.
Melhor 2º: Suécia
Para playoffs: República Checa, Portugal, Croácia, Irlanda – cabeças de série – Turquia, Montengro, Bósnia-Herzegóvina, Estónia.

Nota: Os cabeças de série jogam contra os que não são cabeças de série.

Outros jogos internacionais:

Ásia-Pacífico: 1ª fase de grupos – 3ª jornada (Passam os dois primeiros)

Grupo A – A Jordânia bateu Singapura por 3-0 fora e continua na liderança do grupo A com 9 pontos. A China perdeu 1-0 em casa contra o Iraque. Os Iraquianos tem 6 pontos, os Chineses 3 e Singapura 0.

Grupo B – A Coreia do Sul bateu os Emirados Árabes Unidos por 2-1 em casa. O Líbano empatou com o Kuwait a 1 bola. Os Sul Coreanos lideram com 7 pontos, o Kuwait tem 5 e o Líbano 4.

Grupo C – A Coreia do Norte pode não repetir a presença no campeonato do Mundo. Os Norte-Coreanos perderam em casa contra o Uzbequistão por 1-0.

Já o Japão deu 8 em casa ao Tadjiquistão.
Japoneses e Uzebeques lideram o grupo com 7 pontos. Coreia do Norte tem 3. Tadjiquistão 0.

Grupo D – A Austrália continua o seu passeio. Venceu Omã por 3-0 em Sydney. Tailândia e Arábia Saudita empataram a 0 bolas.
A Áustralia lidera com 9 pontos. Tailândia com 4, Arábia Saudita com 2, Omã com 1.

Grupo E – Carlos Queiroz e o seu Irão venceram os Bahrein por 6-0. O Bahrein tinha sido a selecção que tinha afastado o Irão do Mundial 2010. O Qatar foi à Indonésia vencer por 3-2.
O Irão lidera com 7 pontos. O Qatar tem 5, o Bahrein tem 4 e a Indonésia ainda não marcou qualquer ponto.

COMNEBOL

2ª jornada do campeonato

Depois da derrota por 4-1 em Buenos Aires contra a Argentina, o Chile bateu em Santiago o Perú por 4-2.

A Colômbia sofreu a bom sofrer para levar os 3 pontos de La Paz. Depois de ter estado a vencer por 1-0 com golo de Dorlan Pabon, seria Walter Ponce a empatar o jogo para os Bolivianos aos 84″. Radamel Falcão haveria de aplicar o seu instinto assassino já depois da hora.

Surpresa na Venezuela. A Vino Tinto continua a surpreender meio mundo com os seus resultados. Em Anzoátegui, a selecção da casa venceu de forma categórica a Argentina por 1-0 e promete estar na luta pelos 4 lugares directos que dão apuramento e pelo 5º que dá vaga para playoff.

Paraguai e Uruguai dividiram pontos após empate a 1 bola em Assunción.

O Uruguai lidera o grupo com 4 pontos. Argentina, Equador (1 jogo) Colômbia (1 jogo) Perú, Chile e Venezuela tem 3 pontos. O Paraguai tem 1 ponto. A Bolívia tem 0.

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futeboladas

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A contenda não roçou o sofrimento, mas, a selecção voltou a ser pouco incipiente do ponto de vista defensivo. Dos 10 golos sofridos nesta qualificação, para uma selecção que está nos píncaros do futebol mundial, é caso para dizer que roça o ridículo o facto de Portugal ter concedido 7 em casa frente a Islândia e Chipre.

Da 1ª parte ressalta um 3-0 “de enfiada” perante uma selecção cujo modo de actuar no Estádio do Dragão gerou alguma confusão no jogo português nos primeiros minutos da partida, tendo os dois golos de Nani conseguido desbloquear a situação.

Do 3-0, passámos a 3-2 no decorrer da 2ª parte. Valeu o golo de Moutinho para devolver algum conforto à turma lusa. Para a retina fica o 5º golo, autoria de Eliseu, coroando uma excelente exibição do lateralala esquerdo do Málaga. O jogador Açoreano, de ascendência Cabo-Verdiana, mostrou-se como uma boa alternativa no flanco esquerdo da selecção lusa perante a ausência do intocável Fábio Coentrão.

Pela negativa, Rolando fez uma exibição para esquecer e foi lento a reagir nos lances dos golos da Islândia.

Em Chipre, a Dinamarca cumpriu a sua tarefa e venceu a equipa Cipriota por claros 4-1. Golos de Jacobsen, Krohn-Dehli e Romedahl (2) nos primeiros 20 minutos da partida arrumaram a questão para o lado Dinamarquês e acirraram a qualificação portuguesa para o jogo de terça-feira em Copenhaga.
As contas são simples: à selecção de todos nós, basta vencer ou empatar na terça. Em caso de derrota, iremos para o playoff a não ser que o resultado nos seja desfavorável por 3-0 e que a Suécia possa vencer a Holanda.

Nos outros grupos:

Grupo A

A oleada máquina bávara do Bayern de Munique foi a Instambul complicar em muito as contas da Turquia nesta fase de qualificação. Bastian Schweinsteiger, Mário Gomez e Thomas Muller deram uma vitória por 3-1 à já qualificada Mannschaft no inferno da Turk Telecom Arena.

O primeiro golo de Mário Gomez aos 36 minutos é de um fantástico trabalho do avançado do Bayern, um trabalho que não é nada comum ao modo de actuar e às características do avançado alemão.

A Bélgica, como lhe competia devido à situação de desvantagem pontual em relação aos turcos, cilindrou o Cazaquistão por 4-1 num jogo em que Axel Witsel foi titular e Steven Defour entrou aos 75 minutos para o lugar do veterano Timmy Simons, homem que inaugurou o marcador para os belgas ainda na primeira parte de grande penalidade. Hazard, Kompany e Marvin Ogunjimi marcaram os outros tentos belgas.

No outro jogo do grupo, a Austria foi ao Azerbeijão golear por 4-1.

As contas do grupo só irão ser finalizadas na última jornada. A Alemanha já está qualificada com os seus 27 pontos (9 vitórias em 9 jogos). A Bélgica está em 2º com 15 e a Turquia em 3º com 14. Na última jornada, em teoria, o calendário é favorável aos turcos. A Turquia fecha a qualificação em Instambul enquanto a Bélgica terá que fazer pela vida na visita ao LTU Arena em Dusseldorf para defrontar a Alemanha.
As contas são simples: em caso de vitória Belga em território alemão, qualifica-se a selecção de Witsel e Defour. Em caso de empate ou derrota belga e vitória turca, os turcos qualificam-se. Os Belgas poderão passar caso empatem e os turcos não vençam o Azerbeijão.

Grupo B

Num grupo muito complexo e equilibrado, a Rússia poderá ter dado um passo de gigante com a vitória que obteve hoje em Bratislava frente à Eslováquia.
A selecção de Hamsik tinha tudo para dar o golpe final nos Russos, mas a selecção de Dick Advocaat esteve sempre com os olhos na vitória e embora não se tenha qualificado, garantiu pelo menos o playoff final.

A Eslováquia, com 14 pontos, está fora da contenda.

Um brilhante golo do magnífico médio de ataque do CSKA de Moscovo Alan Dzagoev (está em grande forma e pisca o olho aos grandes clubes mundiais) deu a vitória aos Russos. É de facto um golo épico de Dzagoev. Daqueles que só as grandes vedetas do futebol sabem fazer nos grandes momentos.

A perseguir os Russos pelo 1º lugar do grupo ainda estão a Irlanda (vitória 2-0 em Andorra; golos de Doyle e McGeady) e a modesta Arménia (que sensação; venceu a Macedónia por 4-1 em Yerevan).

Na próxima jornada, a Rússia recebe Andorra em Moscovo no Luzhniki e tem porta aberta para a qualificação directa. Aos russos, pelos pontos de vantagem que detem sobre Arménia e República da Irlanda, bastará o empate.
A Irlanda recebe a matreira Arménia em Dublin e em caso de vitória dos Armenos, estes passam aos playoffs, dado único na história do seu futebol.
Em caso de derrota dos Russos, a Irlanda passa se vencer os Armenos. A Arménia passa em 1º lugar do grupo se vencer a Irlanda e os Russos perderem frente a Andorra.

Grupo C

http://video.rutube.ru/7f6b3b06a2f2c794efc196685137bb41

No Sérvia vs Itália em Belgrado, a qualificada equipa italiana complicou as contas dos sérvios.
Marchisio confirmou o bom momento de forma que já tinha sido detectado na Juventus com dois excelentes golos no domingo frente ao AC Milan e inaugurou o marcador aos 2 minutos. Ivanovic empatou aos 26″ mas foi um golo insuficiente para evitar que a Estónia chegasse ao 2º lugar depois da vitória na Irlanda do norte.

Cesare Prandelli voltou a testar alguns jogadores que tem estado em ascendente na Liga como são os casos do regressado António Cassano, de Leonardo Bonucci, Antonio Nocerino, Sebastian Giovinco e Alberto Aquilani, também ele recentemente regressado às convocatórias da Squadra Azzurra.

A Estónia, tem sido à semelhança da Arménia outra das grandes surpresas desta qualificação. Aproveitando o empate de Belgrado, a selecção comandada por Tarmo Ruuti terminou a sua fase de qualificação com uma suada vitória em Belfast, vitória que apenas foi conseguida nos minutos finais graças a dois golos emotivos do médio do Nafta da Eslováquia Konstantin Vassiliev que foram muito festejados pela comitiva da sua selecção em pleno relvado. Nunca antes a modesta Estónia esteve tão perto de se qualificar para um playoff final.

Folgando a Estónia, a pressão foi colocada a todo o gás no lado dos Sérvios, que terça-feira terão que medir forças em Ljubljana frente a uma Eslovénia que já está afastada do cenário de qualificação, mas cujo fervor nacionalista contra a “metrópole” da antiga junção Jugoslava lhes irá falar mais alto em campo.

A Itália também irá receber a Irlanda do Norte em Pescara.

Contas simples. Com a Itália já apurada, os Estónios passam em caso de derrota dos Sérvios em Ljulbjana. O empate basta à selecção comandada por Vladimir Petrovic.

Grupo D

A França venceu a Albânia por 3-0 mas continua com a Bósnia-Herzegovina colada a si que nem uma lapa. Perante um Stade de France repleto, desejoso de ver os bleus somar o triunfo que lhes pudesse garantir a qualificação automática no 1º lugar do grupo, tal não se veio a verificar visto que os Bósnios também venceram, em casa, o Luxemburgo por 5-0.

No jogo de Paris, Malouda, Loic Remy e Anthony Revèillere deram o triunfo aos gauleses num jogo em que não contaram com Franck Ribèry.

No jogo de Sarajevo, Dzeko, Misimovic (2) Pjanic e Medujanin deram a vitória aos Bósnios, que pelo menos, estarão votados ao mesmo fado que lhes calhou em sorte no apuramento para o mundial de 2010 aquando da ída aos playoffs e da consequente derrota frente a Portugal.

No outro jogo do grupo, sem qualquer interesse de relevância superior, a Roménia voltou a desiludir os seus fans com um empate frente à Bielorrússia. No regresso de Adrian Mutu à selecção, o jogador da Fiorentina apontou os 2 golos da sua selecção.

Na próxima jornada, temos jogo grande no Stade de France com a França a receber a Bósnia. Quem vencer passa no 1º lugar do grupo. Em caso de empate, passa a França.

A Albânia recebe a Roménia no outro jogo do grupo.

Grupo E

A Holanda venceu a Moldávia por 1-0 no Feijnoord Stadium em Roterdão e continuou na pressecucção do habitual pleno de vitórias. Huntelaar marcou o único tento da partida.

No outro jogo, com a relação que acima expliquei com a campanha da nossa selecção caso portugal perca na Dinamarca, a Suécia foi à Finlândia bater a selecção da casa por 2-1 num jogo muito complicado. Sebastian Larsson deu vantagem aos suecos aos 8 minutos e Olsson ampliou aos 52″. Um golo de Toivio aos 72″ ainda fez tremer os suecos nos 20 minutos finais.

Para terça-feira, fecha-se o grupo.
A Suécia recebe a Holanda e está obrigada a ganhar para poder fugir à despromoção dos playoffs por ser a pior 2ª classificada.
A Hungria ainda tem hipóteses de se qualificar mas para isso teria que bater a Finlândia por 12 golos de diferença e esperar a derrota Sueca frente à Holanda em Estocolmo.
Moldávia e São Marino fecham mais uma qualificação em Chrisinau.

Grupo F

Fernando Santos está de parabéns. A sua Grécia venceu a Croácia em Atenas por 2-0, passou para a liderança do grupo e assegurou praticamente a qualificação directa.

A dupla de avançados Samaras (71m) e Gekas (79m) deram os dois valiosos golos que irão decerto apurar sem grandes delongas a selecção orientada pelo Português.

No outro jogo do grupo, a Letónia venceu Malta por 2-0.

Para terça-feira, a Cróacia recebe a Letónia em Zagreb e para além de estar obrigada a vencer para colmatar a derrota em Atenas necessita que a Grécia possa perder ou até mesmo empatar em Tiblissi, dado que a Croácia tem um goal-average de 9 e a Grécia apenas de 8.
Sem qualquer relevância também se irá disputar o encontro entre Malta e Israel.

Grupo G

Duelo escaldante em Podgorica que opôs Montenegro à Inglaterra. Se os Ingleses garantiram o apuramento directo para o europeu, este histórico empate deixa os montenegrinos num autêntico estado de extâse nacional. A jovem e talentosa selecção montenegrina consegue apurar-se (dada a derrota da Suiça em Gales) para o playoff final na 2ª qualificatória que disputa a nível europeu depois da cisão referendária com a Sérvia.

Razão tinha eu quando na qualificatória para o Mundial 2010 afirmei que Montenegro seria a sensação para 2012. Não previ porém que a Estónia e Arménia chegassem em condições de discutir a esperança do playoff como de facto estão a discutir até ao último minuto.

Numa semana em que muito se falou sobre o futuro de Fabio Capello nos comandos da Old Albion (o italiano poderá deixar o cargo no final do europeu) e a possibilidade atirada pela imprensa da FA vir a contratar Arsène Wenger para o lugar do italiano, a selecção inglesa entrou em campo com a ideia de vencer ou empatar para carimbar em definitivo o apuramento, se bem, que as chances de Montenegro eram minimais dado os 10 golos de diferença no goal-average que separam as duas selecções.

Ashley Young abriu a contagem para os Ingleses perante o coro de assobios que foi constante em Podgorica sempre os Ingleses tocavam na bola. O veterano Darron Bent ampliou a vantagem aos 31″. Na 2ª parte viria a surpresa montenegrina com Zverotic a reduzir aos 45″ num lance onde Joe Hart foi traído por um desvio de um defensor Inglês e já em tempos de desconto, seria Andrija Delibasic, antigo avançado de Benfica e Beira-Mar a dar uma alegria imensa aos milhares de montengrinos depois de ter saído do banco de suplentes 10 minutos antes.

Pelo meio ainda houve lugar à expulsão directa de Wayne Rooney num lance em que o avançado do Manchester perdeu a cabeça e pontapeou um adversário.

Para a retina ficam as imagens tão características do emotivo Delibasic (o pessoal do Beira-Mar pode um dia atestar destes festejos do Montengrino num jogo contra o Benfica) no vídeo e na imagem abaixo postada.

No outro jogo do grupo, desilusão Suiça em Cardiff frente a uma selecção Galesa que ainda não tinha aparecido em prova. Apareceu pelos maus motivos e afastou os suiços de uma série de várias qualificações para fases finais de provas internacionais. Aaron Ramsey e Gareth Bale marcaram para a selecção Galesa.

As contas do grupo fecham em definitivo na terça com um Suiça vs Montengro e um Bulgária vs Gales.

Grupo I

A Espanha venceu em Praga por 2-0 e abriu a porta à Escócia (só joga amanhã em casa frente ao Lichstenstein) de ultrapassar a República Checa na classificação.

Nada de especial em relação aquilo que conhecemos da Rojita! Resolveram o jogo cedo por intermédio de Mata e Alonso. O resto foi contenção de bola. Os Checos ficaram reduzidos a 10 por expulsão de Hubschman no minuto 70.

A Escócia joga amanhã contra o Lichstenstein e em caso de vitória fará 11 pontos, ou seja, mais um que os checos. Nenhuma destas selecções tem o playoff final asseguro quaisquer que sejam os resultados apurados na última jornada pois dependerão dos outros grupos.

Nada está acabado para os Checos. A Escócia terá que medir forças terça-feira com a Espanha em Alicante enquanto a República Checa irá jogar a Vilnius frente à Lituânia.
Tomando com mais provável a vitória Escocesa amanhã, os Checos terão que vencer em Vilnius ou empatar, esperando respectivamente para cada resultado que a Escócia perca ou empate em Espanha.

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futeboladas

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Duelo de Liverpool em Goodison Park. O Everton de David Moyes não está a ter um início de campeonato famoso (apenas 7 pontos em 7 jornadas; 13º lugar) e nesta partida não resistiu à maior pressão ofensiva do ataque do rival nos minutos finais, tendo os “Reds” de Dalglish somado a 4ª vitória no campeonato à conta de dois golos dos homens da frente: Carroll aos 71″ e Luis Suarez aos 82″.

O jogo fica marcado pela expulsão por vermelho directo de Jack Rodwell logo aos 23″.
O Liverpool é 4º com 13 pontos, a 6 do Manchester United.

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Luis Enrique viu momentaneamente dissipada a pressão com que se tem deparado no início da aventura como treinador na Roma. Depois de alguns resultados menos conseguidos, o técnico espanhol viu a sua equipa bater sem espinhas a Atalanta por 3-1. Numa primeira parte totalmente dominada pelos Romanos, Bojan Krkic inaugurou aos marcados aos 20″ (estreia a marcar pela Roma) e o argentino Pablo Osvaldo ampliou o marcador aos 31″. Pelo meio tanto Osvaldo como Daniele De Rossi tiveram situações que podiam ter dado toques de goleada em plena primeira parte.

Na 2ª parte, German Denis (emprestado pelo Nápoles) ainda animou a partida para os homens do lado de Bérgamo (começaram com 6 pontos negativos; caso tivessem começado com 0 seriam 2ºs com 10) mas Fábio Simplício acabaria por matar o jogo aos 81″.

A Roma é 6º com 8 pontos.

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Em Espanha, Villareal e Saragoça enfrentaram-se no El Madrigal…
A posição das duas equipas não é a mais famosa. O Villareal está longe dos lugares cimeiros. Já o Saragoça de Postiga e Ruben Micael tem sofrido de alguma malapata neste início de época com vários golos mal anulados pelas arbitragens dos seus jogos (Postiga teve três golos anulados desde que chegou a Saragoça, 2 deles mal anulados). Ambas as equipas tem 6 pontos.

Para a retina, este jogo teve um momento de excepção: após o arbitro ter assinalado uma grande penalidade a favor da equipa da casa, Giuseppe Rossi resolveu fazer uma “excessiva e demorada” paradinha, contrariando as regras impostas para este tipo de movimento. Mesmo tendo marcado, o arbitro decidiu anular o golo do italiano e na resposta, Rossi decidiu fazer um penalty à panenka para o centro da baliza, tendo a bola embatido na mesma para revolta de Roberto e ironia de Rossi que de imediato correu em direcção ao arbitro num gesto de provocação, com a mão sobre o ouvido em clara indicação “que à 2ª não tinha ouvido o apito”.

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No Giuseppe Meazza, Ranieri estreou-se em casa com uma derrota copiosa frente ao fabuloso Nápoles. Denota-se que o técnico italiano terá que pedir muitos reforços em Dezembro à direcção. O Inter parece-me um colectivo que sofre vários desiqulíbrios: tanto ao nível posicional (certas posições não tem soluções credíveis; a posição de defesa e médio esquerdo, um 3º central de qualidade; um playmaker que possa ser substituto de Sneijder em caso de lesão, um ala direito) como até no simples pormenor das idades do plantel. Por um lado o Inter tem muitos jogadores experientes mas esses jogadores (Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Milito) já não tem pernas para jogar 2 vezes por semana; por outro lado as soluções são compostas por jovens talentosos, mas, com muito pouca experiência a este nível (Joel Obi, Lorenzo Crisetig, Ricky Alvarez, Nagatomo, Jonathan, Phillipe Coutinho) e a acusar em muito o peso da camisola que envergam.

Foi precisamente Joel Obi um dos motivos que “construiu” esta humilhação caseira. O Nigeriano apanhou dois amarelos em 41″ e em duas acções faltosas inconsequentes não só diminuiu a força de ataque da sua equipa como a remeteu à defesa frente a uma equipa poderosa como é o Nápoles.
Os Napolitanos, motivados pela vitória europeia a meio da semana contra o Villareal para a Champions, mostraram todo o seu potencial em Milão e golearam por 3-0 com golos de Hamsik, Maggio e Campagnaro. O eslovaco provou que é actualmente um dos melhores playmakers do futebol mundial e o ala fez o que quis de Joel Obi e companhia e aproveitou mais a situação quando o Nigeriano foi expulso. Isto tudo sem Edinson Cavani em campo…

O Inter é 17º com 4 pontos (está a 7 dos líderes Udinese e Juventus) enquanto o Nápoles é 4º com 10 pontos. Os Napolitanos, pelo potencial que apresentam, poderão novamente surpreender este ano.

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Época frustrante em Bordéus. Mais uma vez, a equipa da casa teve tudo para vencer e acabou por se deixar empatar. Desta vez foi contra o Montpellier, nos últimos 2 minutos de jogo.

Os Girondinos estão num modestíssimo 14º lugar com 8 pontos em 9 jorMnadas.

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Em Málaga, os novos ricos de Espanha continuam a dar por bem empregue o investimento. O El Romareda está praticamente cheio e traz rentabilidade ao investimento do clube. Dentro do campo, a equipa de Manuel Pellegrini ganha mas ainda não convence. Os Malaguenhos são 4ºs da liga espanhola. No sábado venceram o Getafe por 3-2, tendo estado a perder até aos últimos minutos. Vale bem a pena ver a super bicicleta de Júlio Baptista, obra de arte que ditou a vitória para o Málaga no último minuto de uma partida marcada pela péssima decisão da arbitragem em validar o 2º golo do Getafe ao Venezuelano Micu depois deste jogar claramente a bola com o braço.

Duelo de Bascos no Anoeta em San Sebastian. No clássico regional, o Athletic levou a melhor com dois golos de Llorente. Para a retina fica o golo monumental do internacional espanhol sub-21 Iñigo Martinez de trás da linha do meio-campo.

Duelo quente em Moscovo. O Zenit viajou à capital para enfrentar um dos muitos inimigos moscovitas à renovação do título de campeão russo. A viagem dos adeptos do clube do norte da Rússia ficou marcado por confrontos que levaram alguns adeptos ao hospital.

Dentro de campo, o Zenit aguentou a liderança, conseguindo um ponto muito precioso para a renovação do título após o empate a 2 bolas. O CSKA que é 2º empatou a 0 no terreno do Kuban e o Dinamo venceu em casa o Krasnodar por 2-1 e colocou a 3 pontos da equipa de São Petersburgo. Lokomotiv e Spartak (ambas a 7 pontos) ainda sonham com o título mas essa realidade está muito difícil, visto que só faltam 4 jornadas para terminar o campeonato.

O Zenit recebe o Dinamo de Moscovo na próxima jornada.

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Quem diria que à 6ª jornada da Liga Espanhola o líder seria o Levante?

A modesta equipa de Valência lidera com 14 pontos em conjunto com Barça e Real. E não se escapa de já ter conseguido 13 dos pontos necessários para a manutenção em 6 jornadas.

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Em mais um clássico de clubes londrinos, o Fulham esmagou o Queens Park Rangers por 6-0 num resultado nada vulgar na Premier League. O experiente ponta-de-lança Andrew Johnson marcou um hat-trick.

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Grande momento de futebol em White Hart Lane noutro dos derbys de Londres marcados para este fim-de-semana.
Não deu para Wenger comemorar os 15 anos enquanto treinador do Arsenal. O Francês viu a sua equipa fazer um excelente jogo frente um Tottenham que está claramente em ascenção e viu Sceszny dar um frango monumental a remate de Ian Walker na 2ª parte. Do lado dos Spurs, Van der Vaart abriu o marcador na primeira parte e em conjunto com Scott Parker (incansável) e Gareth Bale fizeram uma joga de todos os tamanhos para o conjunto do norte de londres.

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Em Hamburgo, o Schalke 04 aproveitou da melhor forma o empate do Bayern em Hoffenheim no sábado e ascendeu à 4ª posição (a 4 pontos do bávaros) depois de bater a equipa local por 2-1.
Klaas-Jan Huntelaar marcou os 2 golos do Schalke.

O Hamburgo de Petric, Guerrero e Westermann continua a fazer um início de época desolador, estando na última posição com apenas 4 pontos.

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Em Turim, os da casa foram persistentes e aos 87″ conseguiram colocar-se em vantagem frente ao campeão em título Milan.

O centrocampista Claudio Marchisio marcou os dois golos que colocaram o Dell´Alpi ao rubro e deram a liderança partilhada com a Udinese à equipa de Turim.

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“The Pastore Show” fez estragos ao Olympique de Lyon e colocou o PSG isolado no primeiro lugar da Ligue 1.

Pastore é aquele génio da bola que qualquer mister queria ter lá na equipa.

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Para finalizar, o Real… A classe de Ronaldo, o “killer instinct” de Higuaín e a gratidão de Callejón no pedido de desculpas aos adeptos da sua antiga equipa.

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Pelos jogos internacionais

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Em Chipre, os tugas lá ganharam e ultrapassaram o assunto da ordem: Ricardo Carvalho!

Não foi um jogo propriamente fácil. Os Okkas e os Charalambides não fizeram lembrar Guimarães nem nada que se pareça… No entanto, a nossa selecção (mesmo a jogar com 10 depois de uma expulsão certíssima de um jogador cipriota que se decidiu armar em guarda-redes) esperou até às últimas para confirmar a vitória e dar um toque de goleada que não ilustra aquilo que se passou em campo.

Cristiano Ronaldo acabou por ser a figura do jogo com 2 golos, mesmo apesar dos cânticos do cipriotas em homenagem a Lionel Messi.

Continuamos no bom caminho e tivemos quase quase a descolar da Noruega, que em casa, esteve quase a patinar no gelo frente à Islândia. Só aos 87 minutos é que o avançado do Hannover da Alemanha Mohammed Abdellaoue conseguiu “cravar” uma grande penalidade aos islandeses e consequentemente concretizá-la.

Terça-Feira teremos os olhos postos em Copenhaga onde a Dinamarca nos poderá dar uma ajuda caso vença ou empate com a Noruega:

1. Em caso de vitória Dinamarquesa, ficarão as 3 selecções com 13 pontos, mas a Noruega terá um jogo a mais, logo cairá para o 3º lugar. A Dinamarca ultrapassa Portugal caso consiga bater os Noruegueses por uma diferença de 7 golos.

2. Em caso de empate, a Noruega lidera com 14 pontos e mais um jogo. Portugal será 2º com 13. Dinamarca 3ª com 11 e os mesmos jogos de Portugal.

3. Em caso de vitória Norueguesa, a Noruega irá liderar com 16 pontos, Portugal ficará com 13 e menos um jogo e a Dinamarca com 10 estará impossibilitada de chegar à 1ª posição do grupo.

Nos restantes grupos:

– No grupo A, David Alaba (jogador talentoso do Bayern Munique) viu a sua Áustria ser goleada pelo rolo compressor da Mannschaft por 6-2.

Os meninos da Mannschaft continuam a maravilhar o mundo com o seu bonito futebol. Uma noite para nunca mais esquecer para Mezut Ozil. O 10 do Madrid apontou o seu primeiro hat-trick pela selecção e em todos os golos teve nota artística elevada. Andre Schurrle (3º golo em 2 jogos), Podolski e Mario Gotze marcaram os restantes golos da Mannschaft. Mesmo apesar de ter mudado de armas e bagagens para a Lázio de Roma, Miroslav Klose continua a ser chamado à selecção e teve grande preponderância no 1º golo da sua selecção.

Mário Arnautovic e Harnik marcaram os tentos de honra dos pobres Austríacos.

Nos outros jogos do grupo, a Turquia bateu o Cazaquistão com muitas dificuldades em Instambul. Arda Turan, jogador recentemente contratado pelo Atlético de Madrid ao Galatasaray marcou aos 90+6″ o golo da vitória turca, golo que recoloca os turcos no 2º lugar do grupo com 13 pontos, num grupo em que a Alemanha assegurou matematicamente a qualificação.

A Bélgica de Defour e Witsel patinou no Azerbeijão. Os Belgas estiveram a vencer até aos 86 minutos. Os Belgas estão na 3ª posição com 12 pontos. Como a Turquia tem menos um jogo e a Bélgica tem que ir jogar à Alemanha em Outubro, os Belgas poderão ter dito adeus ao europeu.

Terça, a Áustria recebe a Turquia.

– No Grupo B, a competição está feroz. A Rússia sofreu para bater em Moscovo a Macedónia. Semshov foi o autor do golo russo e recoloca a Rússia na liderança com 16 pontos.

A Irlanda e a Eslováquia empataram a 0 em Dublin e continuam ambas com 11 pontos. Quem também espreita o 2º lugar é a modesta Arménia. Os Armenos marcam 11 pontos depois de terem batido Andorra por 3-0 fora.

A próxima jornada promete ser importante para o desfecho deste grupo. Na próxima terça-feira, a Rússia recebe a Irlanda e pode trilhar o seu caminho rumo à PolóniaUcrânia. A Eslováquia terá que medir forças com a Arménia. Caso os Armenos vençam e a Irlanda perca, o 2º lugar fica ao rubro com as 3 selecções com 14 pontos na ida para as últimas 2 jornadas.

– No grupo C a Itália foi fazer o resultado do costume às modestas Ilhas Faroe. 1-0, golo do regressado António Cassano.
O central do Inter Rannochia foi titular nos italianos, assim como foi novamente Thiago Motta e Christian Maggio. Alberto Aquilani e Mario Balotelli também voltaram a jogar pela Squadra Azzurra.

Os italianos lideram com 19 pontos e estão a 1 ponto da qualificação.

A Eslovénia marcou passo na Estónia por 1-2 e a Sérbia capitalizou o erro, vencendo a Irlanda do Norte em Belfast por 1-0 com golo de Pantelic.
A Eslovénia continua em 2º com 11 pontos, os mesmos da Sérvia. A Estónia relançou o sonho de marcar presença no europeu, estando em 4º com 10 pontos. Já a Irlanda do Norte passou para o quinto lugar com 9 pontos mas ainda poderá conseguir vaga para o playoff.

Na próxima jornada, a Itália poderá qualificar-se e baralhar ainda mais as contas do grupo se vencer a Eslovénia no Artémio Franchi em Florença. A Sérvia terá pela frente as Ilhas Faroe em Belgrado e poderá aproveitar um deslize da sua antiga república. No jogo do mata-mata, em Tallinn, a Estónia recebe a Irlanda do Norte e pode manter bem vivo o sonho dos playoffs.

– No grupo D, a França está a fazer uma qualificatória menos sofrida que as anteriores. Na Albânia, os Franceses venceram por 2-0 com Benzema a abrir o marcador.

A Bósnia deu um passo importante rumo aos playoffs, ao bater a Bielorrussia em Minsk por 2-0. Os Bósnios são 2ºs com 13 pontos enquanto os Bielorrussos (com 12 pontos em 8 jogos) disseram praticamente adeus à possibilidade do playoff. A Roménia (11 pontos com 7 jogos) venceu o Luxemburgo fora com dois golos do extremo Gabriel Torje e continua a lutar pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Bósnia recebe a Bielorrussia enquanto a Roménia se tentará defender contra a França.

Abrem-se aqui alguns cenários:

1. Se a Bósnia bater a Bielorrussia, não só tira os Bielorrussos do caminho como poderá passar para a frente do grupo com uma vitória acima de 4 golos caso os Franceses percam (p.e 1-0 com os Romenos)

2. Se a Bósnia perder com a Bielorrussia e a França bater a Roménia, os Franceses dão um passo em frente com 19 pontos contra os 15 dos Bielorusssos (+1 jogo), os 13 Bósnios e os 11 Romenos.

3. Se a Bósnia empatar com a Bielorrussia e os Romenos baterem a França, a Roménia passa para o 2º lugar do grupo com 14 pontos em igualdade com os Bósnios.

4. Se a Bósnia vencer a Bielorussia e os Franceses empatarem com Romenos, a França lidera com 17 pontos contra os 16 de Bósnios, 12 de Bielorussos e Romenos.

– No grupo E

Os Holandeses ofereceram o Happy Meal do dia aos pobres jogadores amadores de São Marino.

11-0 com poker de Van Persie (para esquecer os 8 que apanhou no fim-de-semana anterior com o Manchester) bis de Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder e outros golos de Heitinga, Wijnaldum e Dirk Kuyt.

A Holanda lidera com 7 vitórias.

A Suécia escorregou em Budapeste. A Hungria (embora com mais um jogo que os suecos) igualou-os a 15 pontos com uma vitória por 2-1. Mesmo com um jogo a mais, os Húngaros torcem para que na próxima jornada algo possa correr mal com a Suécia nas últimas jornadas. Dificilmente poderá ser na próxima, pois a turma Sueca irá a São Marino. No jogo de hoje, o avançado do Bari Gergely Rudolf foi o herói da partida ao apontar o golo da vitória magiar aos 90″.

A Finlândia bateu a Moldávia em casa por 4-1 num resultado que pouco importa visto que as chances finlandesas são nulas.

Na terça-feira, a Finlândia recebe a Holanda, a Moldávia recebe a Húngria e a Suécia vai a São Marino. A Holanda poderá confirmar já na terça-feira o apuramento.

– No Grupo F, Fernando Santos e a sua Grécia continuam a liderar depois da vitória por 1-0 em Israel. Sotiris Ninis marcou o único golo da partida.

A Grécia tem 17 pontos contra os 16 da Croácia, que foi vencer a Malta com facilidade (3-1). Israel (13 pontos; +1 jogo) hipotecou a sua campanha nesta jornada.
No outro resultado do grupo, a Letónia foi vencer á Geórgia por 1-0.

Na próxima jornada teremos a Cróacia a receber Israel e a Grécia a defrontar a Letónia. Creio que o cenário mais certo seja a vitória das duas equipas da frente do grupo. Se tal acontecer, ambas garantem pelo menos o playoff e deixam a discussão da qualificação para as últimas 2 jornadas.

– No grupo G,

A Inglaterra foi a Sófia resolver o encontro na 1ª parte. 3 golos no 1º tempo por intermédio de Gary Cahill e 2 de Wayne Rooney chegaram para reforçar a liderança inglesa no grupo com 14 pontos. A Bulgária de Lothar Matthaus é uma selecção muito descolorida sem Berbatov, necessitando que apareça um novo jogador que seja excepcional.

Os Ingleses aproveitaram a solidariedade Britânica concedida por Gales. Gales estava a fazer uma campanha frustrante até hoje, momento em que a selecção galesa bateu Montenegro por 2-1 em casa. Craig Bellamy, Aaron Ramsey e Gareth Bale foram titulares na selecção de Gales; Simon Vukcevic, Stevan Jovetic, Stefan Savic e Mirko Vucinic titulares em Montenegro; Ramsey foi decisivo ao marcar o 2º golo dos Galeses e Gareth Bale fez um jogão segundo o site da UEFA; Jovetic marcou o golo montenegrino.
Montenegro, continua na 2ª posição com 11 pontos.

A Suiça folgou e continua com 5 pontos, ou seja, muito longe do apuramento.

Na próxima jornada, Montenegro folga. Se os Suiços quiserem ter uma réstia de esperança terão que bater a modesta Bulgária. O mesmo se aplica aos Bulgaros (têm 5 pontos como a Suiça). A Inglaterra poderá alcançar a qualificação caso vença Montenegro.

No grupo I, a Espanha folgou e já veremos o jogo que os espanhois fizeram esta noite mais à frente neste post.

No único jogo de hoje, a pobre Lituânia empatou a 0 bolas com o Liechstenstein em casa. Não chegará à República Checa, que amanhã jogará na Escócia. Os checos tem 9 pontos, poderão aumentar para 12 caso vençam mas ficarão com um jogo a mais que a Espanha que tem 15. Já os Escoceses tem apenas 4 pontos em 4 jogos, podendo passar para 7 caso vençam a República Checa e como tal relançar a luta pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Escócia irá receber a Lituânia enquanto a Espanha irá confirmar a qualificação em Logroño diante do Liechstenstein.

Outras zonas:

Zona Ásiatica

Já a pensar no mundial de 2014, iniciou-se a 1ª fase de grupos:

– Grupo A – A China venceu 2-1 Singapura. A Jordânia bateu o Iraque por 2-0.
– Grupo B – – A Coreia goleou o Libano em casa por 6-0. O Kuwait foi vencer fora os Emirados por 3-2.

– Grupo C – Vitória suada do Japão frente à Coreia do Norte por 1-0. Em Saitama, o Japão de Zaccheroni com muitas ausências de jogadores que actuam na Europa suou para bater os norte-coreanos. O Uzbequistão também levou de vencido o Tadjiquistão pelo mesmo resultado.

– Grupo D – A jogar em casa e com poucos atletas da convocatória normal, os Australianos bateram a Tailândia por 2-1. Joshua Kennedy e Alex Brosque resolveram um jogo muito difícil para os Australianos. A Arábia Saudita cedeu terreno em Omã, empatando a 0.

– Grupo E – O Irão não deu hipóteses à Indonésia (3-0). Qatar e Bahrein empataram a 1 bola.

Amigáveis:

Venezuela e Argentina foram testar jogadores e promover o futebol à India. Num amigável disputado em Calcutá, a Argentina levou a melhor por 1-0. Otamendi marcou o golo da Argentina na estreia do novo seleccionador Alejandro Sabella. Os Indianos ficaram porém maravilhados com Lionel Messi e com as suas boas arrancadas.

A Argentina provou não ter conseguido superar as falhas defensivas da era Maradona e Batista. A Venezuela podia ter ganho, não fosse o avançado do Málaga Rondón ter desperdiçado algumas chances de golo.

Ucrânia e Uruguai protagonizaram um bom ensaio. 3-2 para a selecção Uruguaia.

Depois da difícil vitória espanhola no mundial de 2010 por 2-1, a selecção espanhola voltou a demonstrar dificuldades perante a interessante selecção sul-americana.

O jogo desta noite, realizado em St. Gallen na Suiça, ficou marcado pelas cenas de violência que podemos ver no video que postei.

A Espanha iniciou o jogo a perder. Ao intervalo perdia por 2-0, fruto do golaço de Maurício Isla a abrir a partida. Irritado, Del Bosque colocou Iniesta e Fabrègas, jogadores que viriam a ser os obreiros da reviravolta espanhola.

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Antevisão da Bundesliga

Nos vários anos em que observei a Bundesliga, conclui que a Liga Alemã é a mais equilibrada e mais imprevisível Liga da Europa. Não é a única, dado que observo as mesmas características na Liga Francesa e noutras ligas europeias como a Holandesa (mesmo perante a existência de 3 equipas grandes, a pouco e pouco começaram a surgir vários outsiders a intrometerem-se na luta entre os grandes e a baralhas as contas da tabela classificativa).
Justifico o facto da Bundesliga ser equilibrada visto que apenas apresenta uma equipa com um potencial superior às demais. Essa equipa foi, é, e sempre será o Bayern. Pelas conquistas da sua história, pelo poderio da sua formação e pela superioridade financeiras às demais. No entanto, ser uma potência hegemónica na ordenação de clubes de um determinado país não é sinónimo de vitória garantida. A Bundesliga é exemplo disso. Embora a hegemonia pertença ao Bayern, existem meia dúzia de clubes que apresentam potencial para derrotar em qualquer ano a equipa Bávara (Borussia de Dortmund; Bayer Leverkusen; Werder Bremen; Estugarda) e recentemente começaram a aparecer equipas capazes de lutar pelo título e até vencê-lo: casos do Wolfsburg, do Hamburgo e do Schalke 04. Daí que a liga tenha tanto de equilíbrio como de imprevisibilidade, visto que nem sempre estas equipas fazem épocas regulares: ora lutam pelos primeiros lugares numa época e na outra, todo o seu potencial se transforma numa mísera luta pela sobrevivência no principal escalão do futebol alemão.

Basta olhar para o quadro de vencedores das duas éras do futebol alemão (era da pré-bundesligaera pós-bundesliga) para perceber o que acabo de dizer. O Bayern lidera destacadíssimo, perdendo em alguns anos para uma pequena elite muito equilibrada ao nível de potencial.

Num outro plano, um destes dias vi uma reportagem no programa Futbol Mundial da Sporttv ao Schalke 04. Na reportagem, os adeptos do clube Alemão falavam das poucas hipóteses do clube de Gelsenkirchen vencer a Bundesliga desta época. Falamos obviamente de uma equipa que conta nas suas fileiras com jogadores como Raul, Huntelaar, Benedict Howedes, Christophe Metzelder, Jermaine Jones, Juan Jurado, Joel Matip, Jefferson Farfán e Ciprian Marica e de uma equipa que no passado apesar de ter ficado num modesto lugar a meio da tabela com um campeonato super irregular chegou às meias-finais da Liga dos Campeões onde só foi ultrapassado por Manchester United e venceu a Taça da Alemanha. A justificação para as poucas probabilidades do clube eram simples: a extrema concorrência na Bundesliga de outras equipas com talento.

A época 20112012 da Bundesliga começou este fim de semana e depois de um ano muito mau, o novo Bayern de Jupp Heynckes apesar de não estar a defender o título de campeão mas assumindo-se como o principal favorito à vitória não começou da melhor maneira a campanha desta época ao perder na Allianz arena contra o Borussia de Moenchagladbach por 1-0. O campeão Dortmund começou por bater o Hamburgo em casa por 3-1. O Werder Bremen venceu em casa o Kaiserslautern por 2-0, o Bayer perdeu em Mainz por 2-0 e no jogo grande da jornada (sim porque na Bundesliga existem jogos grandes quase todas as jornadas) o renovado Estugarda bateu o Schalke por 3-0.

Passando à apresentação de planteis, peço desculpa por qualquer erro ortográfico ou frásico, informação errada ou mudanças futuras (até dia 31 de Agosto) nos planteis que passarei a enumerar de seguida:

Jupp Heynckes – Do Benfica ao Bayern.

O Bayern mudou de ciclo. Depois de uma época 20102011 frustrante em que o Bayern não conseguiu a regularidade de outros anos e em que a Liga dos Campeões não correu de feição aos Bávaros, que se apresentavam na competição como vice-campeões europeus, a direcção da turma bávara decidiu mudar de rumos despedindo Van Gaal e contratando o antigo técnico do Benfica. Técnico que desde já considero não ter grande potencial para orientar uma equipa desta dimensão. No entanto, o Bayern na Alemanha é como o Porto em Portugal: com a excelente organização interna do clube e os recursos possuídos, qualquer treinador arrisca-se a ser campeão.

Como é apanágio da política de contratações própria da equipa Bávara, o Bayern gastou q.b e voltou a apostar no mercado interno, sem que tivesse mexido na estrutura base do seu plantel.
De saídas a registar existem a de Hamit Altintop (saiu a custo zero para o Real Madrid de José Mourinho) jogador que durante algumas épocas funcionou como 12º jogador da equipa. Nunca foi um titular assumido na equipa bávara, sendo quase sempre o primeiro suplente a sair do banco. E por muitas vezes o internacional turco saiu do banco para resolver partidas ou ajudar a resolvê-las com as suas maravilhosas arrancadas e assistências para os poderosos avançados que o clube Bávaro sempre dispõe nas suas fileiras. Também saiu Miroslav Klose, em final de contrato para a Lázio. Klose foi sem dúvida um dos jogadores mais marcantes do Bayern nos últimos anos mas seguiu a leia natural de um jogador de futebol da sua idade e decidiu aos 35 anos ir experimentar outro campeonato.
De resto, exceptuando alguns jogadores jovens que saíram do clube como Ekici (para o Werder Bremen) saíram outros jogadores sem qualquer expressãoposição afirmada no clube, casos de Andreas Ottl e Andreas Gorlitz.

Com necessidade de reforçar convenientemente alguns sectores da equipa, o Bayern começou por reforçar a baliza contratando o super guarda-redes Manuel Neuer ao Schalke por 21 milhões de euros, o avançado de 23 anos Nils Petersen ao Borussia Moenchagladbach, o lateral direito Rafinha ao Génova por 5,3 milhões de euros num super negócio para a equipa bávara por acrescenta um lateral de enorme qualidade ao seu plantel. Surpresa foi a contratação do jovem médio centro japonês Usami por empréstimo do Gamba Osaka. Usami é considerado uma das jovens promessas do futebol nipónico e tenta espreitar o seu lugar na europa pela porta de um grande europeu. O defesa alemão (de origem ganesa) Jerôme Boateng (irmão de Kevin Prince Boateng do Milan) acabou por ser até já o último reforço dos bávaros. Boateng estava no City mas conhece muito bem o futebol alemão, onde brilhou no Hamburgo.

Tais alterações não vem alterar a espinha dorsal da equipa treinada por Heynckes mas sim aperfeiçoá-la em certos sectores considerados deficitários pelas saídas que tem ocorrido na equipa nos últimos anos. Caso do miolo da defesa, onde o Bayern viu partir nas últimas épocas dois centrais que marcaram uma geração e cuja equipa bávara parece ter dificuldades em arranjar substitutos da mesma qualidade: Lúcio e Demichelis. O Brasileiro Breno por exemplo ainda não confirmou as credenciais que levaram o Bayern à sua contratação. Por outro lado, o Bayern conseguiu formar um grande central: Holger Badstuber, uma dureza bastante elegante.

Se o Holandês não se lesionar com grande regularidade esta época, poderá levar novamente o Bayern ao título.

Jogadores como Lahm, Ribery, Robben, Schweinsteiger, Ivica Olic, Thomas Muller, Mario Gomez continuam a ter a preponderância decisiva nesta equipa. São bem secundados por outras opções de plantel como Diego Contento, o jovem Toni Kroos, Tymoschuk, Pranjic, David Alaba, o brasileiro Luis Gustavo e os recém contratados Usami e Nils Petersen.

Com este potencial, o Bayern contiua a ser destacadamente o favorito à vitória na Bundesliga. Veremos se a equipa será capaz de no final confirmar essas credenciais.

Borussia de Dortmund

O campeão Dortmund não precisou de mexer muito na sua estrutura. Equipa que ganha não se mexe. E a bom da verdade, esta é a melhor equipa do Dortmund desde a vitória na Liga dos Campeões na equipa onde jogou Paulo Sousa. Atenção, essa equipa era absolutamente fantástica. Para além do Português, havia Karl Heinz Riedle, Mattias Sammer, Andreas Moller, Jurgen Kohler, Stefan Reuter, Steffen Freund, Lars Ricken, Stéphane Chapuisat e era treinada por Névio Scala.

A equipa treinada por Jurgen Klopp comprou pouco e vendeu ainda menos. Aperfeiçou alguns sectores com as contratações do médio Croata Ivan Perisic (ex-Club Brugge) e do jovem defesa Julian Koch ao Duisburg. Apenas viu sair Nuri Sahin para o Real Madrid por 10 milhões de euros, o veterano lateral brasileiro Dêdê para a turquia numa fase da carreira do lateral em que este já não assumia a preponderância na equipa de outras épocas assim como a saída do avançado Rangelov, peça pouco usada por Klopp na época do título.

Mário Gotze – Uma promessa confirmada no futebol alemão. Poderá ser um dos jogadores alemães da década.

De resto, todas as variáveis mantem-se coeteris paribus na equipa de Dortmund.
Dois bons guarda-redes: Weidenfeller e Langerak.
Uma defesa de luxo com Subotic (para mim já é um dos melhores centrais do mundo) Hummels (já chegou à selecção alemã e faz uma excelente dupla com Mertesacker) Pisckek, Omoyela e Felipe Santana.
Um meio campo com Kehl, Kringe, Gotze (jovem talento emergente na época passada) o polaco Kuba, Perisic, Bender, Leitner, Antônio da Silva e o Japonês Kagawa. No ataque, o poderoso Lucas Barrios, o polaco Robert Lewandowski, o tecnicista Mohammed Zidan e Damian Le Tallec são promessa de poderio ofensivo traduzido em golos.

Ou seja, pouco mais há a dizer sobre o Dortmund. Parte como campeão, o que na Liga Alemã não é bom sinal pois exceptuando o Bayern, todos os campeões raramente fazem duas épocas excelentes. Só o tempo poderá demonstrar a capacidade deste Dortmund em conciliar a liga alemã com a Liga dos Campeões, onde como campeão alemão deverá querer ir longe.

Estugarda

O que acabei de dizer sobre o Borussia de Dortmund foi o problema do Estugarda na época passada, o do Wolfsburg na época anterior. Volto a repetir: excepto o Bayern, todas as equipas campeãs ou que se classificaram para a Liga dos Campeões não conseguem manter a regularidade na Bundesliga na época seguinte.

Foi o que aconteceu ao Estugarda. A liga dos Campeões acabou por destroçar o plantel da equipa Bávara. Tanto destroçou que o Estugarda (apesar de ter um plantel bastante interessante) teve até às últimas jornadas com o risco de descida de divisão pendente. O Estugarda (assim como o Schalke) da época
passada reforçou então o cariz destrutivo da Liga dos Campeões. É muito difícil obter bons resultados na liga nacional e nas competições nacionais quando não se tem um plantel coeso, com 2 boas soluções para cada lugar no onze. Estugarda e Schalke foram exemplo disso: uma foi eliminada logo da Champions e nunca mais recuperou de um mau arranque na Liga e a outra privilegiou uma competição em detrimento da outra em virtude dos resultados que ia obtendo.
Tais desaires manifestaram-se em muito na preparação desta época por parte da equipa alemã. Desde logo com a saída do seu principal jogador (Ciprian Marica) para o Bayern e a falta de liquidez para investir na sua equipa de futebol. Daí que as contratações do Estugarda tenham sido apenas o médio dinamarquês  Kvist (ex-Copenhaga) e o médioo Guineense Traoré do Augsburg da 2ª divisão, o avançado Schieber do Nuremberga e o defesa Rodriguez do PSV.
O Estugarda também deixou sair Trasch para o Wolfsburg.

Embora a equipa esteja mais frágil na frente do ataque com a saída de Marica, o Estugarda ainda pode contar com alguns jogadores de calíbre, casos dos defesas Molinaro, Tasci, Boka, Delpierre e Khalid Boulahrouz, os médios Kuzmanovic (decaiu muito desde a saída da Fiorentina) Gebhart, Gentner e Hajnal e os avançados Cacau e Pogrebnyak.

Não é uma equipa perfeita e nem sequer aparece na linha da frente dos candidatos ao título mas pode ser que este ano o Estugarda possa voltar às grandes exibições e quiçá a um lugar na Europa.

Wolfsburg

O que disse em relação ao Schalke e Estugarda, aplica-se ao Wolfsburgo.
A Liga dos Campeões, quando disputada sem um plantel recheado em soluções para cada posição pode ser destrutiva para qualquer equipa. Desde que foi campeão na época 20082009 e disputou a champions no ano seguinte, o Wolfsburg ainda não se conseguiu levantar e atingir resultados coadunantes com o que tem investido no seu plantel. Da obtenção desse título, muitos jogadores já voaram para outros clubes, caso do Bósnio Dzeko.

Felix Magath espera voltar a colocar o Wolfsburgo no topo do futebol alemão após duas épocas frustrantes.

A equipa da Wolkswagen entra em campo nesta época 20112012 com objectivos sérios e assumidos de forma expressa: voltar às competições europeias.
A receita reside novamente no comando técnico de um dos mais experientes e bem sucedidos do futebol alemão: Felix Magath. Magath inicia a época numa casa onde foi feliz em 2009. Contratado a meio da época pelo Wolfsburgo após uma experiência mal sucedida no Schalke 04, volta a querer lutar pelos primeiros lugares da Bundesliga.
O currículo de Magath fala por si: 3 bundesligas (2 pelo Bayern; 1 pelo Wolfsburgo) 1 taças da Alemanha (no Bayern, 2 se considerarmos que orientou o Schalke na primeira metade da época 20102011) 1 supertaça pelo Bayern. Para além destes factos, Magath é conhecido por métodos de treino duros e regras muito rígidas aos seus jogadores aquando dos momentos de competição, o que se comprova que é um treinador que preza a disciplina e o método como forma de se atingir o sucesso. Numa mentalidade completamente e Alemã. Numa mentalidade militar, tendo em conta o facto do treinador ser filho de um antigo militar norte-americano de origem Porto-Riquenha que cumpriu serviço na Alemanha.

Sempre com a bola coladinha aos pés, enfrenta cada adversário com dribles fáceis e estonteantes. Em forma e com a condição moral em alta, é um dos mais mortíferos criativos do futebol mundial.

O Wolfsburgo voltou a ir com alguma força ao mercado de transferências.
As saídas de alguns jogadores assim o motivaram, casos do avançado Grafite (encerrou uma época de ouro na turma alemã numa transferência para os Emirados Árabes Unidos; desfez-se portanto a dupla Dzeko-Grafite no Wolfsburg; Grafite encerra 4 épocas ao serviço do clube alemão com um total de 107 jogos e 59 golos) do médio Sascha Rieter (mudou-se para Colónia) e do extremoavançado Turco Tuncay Sanli que voltou a Inglaterra para representar o Bolton.
Todavia, as saídas podem não ficar aqui visto que Diego é muito cobiçado pelo Atlético de Madrid.

Para colmatar as saídas, o Wolfsburgo contratou o médio de 27 anos Patrick Ochs ao Frankfurt assim o defesa Russ, o avançado Croata Lakic ao Kaiserslautern, o médio polaco de 21 anos Klich aos polacos do Wisla Cracóvia e o experiente lateralmédio Hassan Salihamidzic à Juventus.

Mantém-se Diego Benaglio na baliza, Arne Friederich, Marcel Schaefer, Alex Madlung e Simon Kjaer na defesa. Kjaer é mesmo o patrão desta defesa do Wolfsburgo. Imperioso nas bolas aéreas e no desarme, muito em virtude do seu enorme porte.
No meio-campo Diego continua até ver, mas as suas épocas nunca mais foram as mesmas desde que saiu do Werder Bremen para a Juventus. Quanto voltou na época passada à Alemanha pensava-se que podia levar o Wolfsburgo ao topo do futebol alemão, mas o Brasileiro desiludiu durante toda a época. Continuam jogadores como Josué (internacional Brasileiro) Thomas Kahlenberg (é um portento de técnica este jogador dinamarquês) o Japonês Hasebe, o Venezuelano Orozco e o checo Polac. O Wolfsburgo tem portanto um meio campo recheado de qualidade e soluções para as mais diversas posições e escalonamentos tácticos que Magath queira inserir na equipa.

Na frente, o Wolfsburg perdeu muita força com as saídas de Dzeko e Grafite. À contratação de Lakic, mantem-se outro jogador croata (Mandzuric; jogador que marcou 8 golos na época 20102011 e que pode subir de rendimento este ano com a saída de Grafite) e o internacional Alemão Patrick Helmes, uma promessa completamente falhada do futebol alemão.

Mainz

Uma das equipas sensação da Bundesliga da última temporada.
A equipa comandada por Thomas Tuchel tem um plantel bastante engraçado. Não é nada do outro mundo mas permite ao treinador Germânico pensar num lugar confortável na tabela classificativa.

Nas contratações de pré-temporada, destaque para as aquisições do jovem ponta de lança de 22 anos Choupo-Moting ao Hamburgo, do avançado Deniz Yilmaz ao Bayern de Munique e do defesa alemão Malik Fatih ao Spartak de Moscovo. Saídas de Christian Fuchs e Lewis Holtby para o Schalke, duas peças essenciais na boa campanha do clube na Bundesliga 20102011.

No seu plantel, Tuchel poderá continuar a contar com os defesas Bo Svensson e Eugen Gopko, com os médios Elkin Soto e Andreas Ivanschitz e com os avançados Allagui, Ujah e Sliskovic.

Apesar do facto das duas saídas de revelo terem fragilizado esta formação, o Mainz não é candidato declarado à descida de divisão.

Werder Bremen

Símbolo do histórico clube alemão que se tem afundado depois de vários anos na alta roda do futebol europeu. Os fans mais efusivos da Alemanha esperam que o clube regresse aos bons resultados.

Thomas Schaaf (à semelhança de Magath no Wolfsburgo também terá a difícil missão de recuperar um clube que tem passado alguns anos de amargura) tendo como vantagem o facto de ser praticamente mobília do clube: o treinador alemão que enquanto jogador e técnico nunca conheceu outro clube que não o Werder Bremen é sem dúvida um dos que ainda acredita no amor à camisola e está desde 1979 nos quadros profissionais da turma alemã.

Como vantagem, Schaaf continua a ser um dos únicos em Bremen que sabe o que é jogar pelo Werder durante 17 épocas seguidas num total de 262 jogos oficiais, orientar o clube durante 12 num total de 445 jogos oficiais no banco de suplentes, vencer uma competição europeia (Taça das Taças em 1992) 3 Bundesligas (2 como jogador; 1 como treinador) uma Taça Alema, uma Taça da Liga Alemã enquanto treinador e 4 Supertaças (3 enquanto jogador e 1 enquanto treinador) para além de ter levado o clube por uma vez à final da Taça Uefa, onde os alemães apenas perderam frente aos Ucranianos do Shaktar Donetsk. É portanto um registo assustador que continua a dar confiança aos dirigentes do Bremen em apostar em Schaaf, mesmo após muitas épocas turbulentas em que o histórico homem de Bremen teve a porta da rua escancarada por várias vezes à sua frente por maus resultados. Falta portanto o título a Schaaf.

Este Werder Bremen aparece como um dos mais sérios candidatos ao título. Pelo plantel que dispõe terá que fazer muito mais do que a simples qualificação para as provas europeias.
Se é certo que o orçamento do clube tem vindo a reduzir e o clube foi obrigado a vender mais do que aquilo que tem comprado nas últimas épocas, a qualidade mantem-se. Já não existem jogadores como Diego, Ozil, Torsten Frings ou Hugo Almeida mas não é por esse facto que a equipa de Bremen não continua a apresentar excelentes plantéis para atacar a Bundesliga.

À semelhança das épocas anteriores, a época de transferências foi comedida em Bremen: perante as saídas de jogadores como Peter Niemayer (Hertha) Petri Pasanen (Salzburg) e Torsten Frings, o Bremen contratou o médio criativo Ekici por 5 milhões após o turco ter brilhado ao serviço do Nuremberga, fez regressar o avançado Sueco Marcus Rosenberg após empréstimo ao Racing de Santander, contratou o defesa Lukas Schmidt ao Schalke assim como o jovem médio de 19 anos Stevanovic ao clube de Gelsenkirchen, o experiente Andreas Wolf ao Nuremberga
e o central Grego Sokratis Papasthopoulos ao Génova de Itália depois de não ter conseguido o seu espaço quer na turma genovesa quer no AC Milan. A Bundesliga poderá dar outra sorte ao central grego. Das contratações do Bremen pode-se falar na aquisição de muitos jovens talentos, uns confirmados no futebol alemão, outros de alto risco. Daí que Stevanovic e Trybull vão rodar por outras paragens de forma a ganharem ritmo competitivo.

Mertesacker, o autêntico patrão da defesa do Werder Bremen e da Mannschaft.

A baliza continuará entregue a Tim Wiese, exemplo de longevidade no Werder. Aos 30 anos e após muita polémica em épocas anteriores, Wiese cumpre actualmente a sua 7ª época no clube alemão.
A defesa a cargo de Schaaf é recheada de talento. Com as contratações efectuadas para o sector, juntam-se jogadores como o polaco Boenisch, o experiente central brasileiro Naldo, o defesa esquerdo Clemenz Fritz, o central austríaco Prodl, o francês Mickael Silvestre (contratado a meio da época passada) e o autêntico patrão da defesa de Bremen e da Mannschaft Per Mertesacker, um dos únicos que ainda não abandonou o barco de Bremen com o passar dos anos. Com esta defesa, Schaaf só pode esperar segurança.

Marko Marin – Mais um médio brilhante na brilhante geração de médios da nova selecção alemã (Marin, Kroos, Khédira, Ozil, Gotze) – Exceptuando Khédira, todos se podem comparar pela técnica incrível, pela rapidez de movimentos, pelo drible fácil, pela versatilidade em ocupar diversos lugares do meio campo e assistir os avançados na perfeição.

O meio campo do Werder ainda deverá esperar um ou outro reforço até ao fecho do campeonato. O Brasileiro Wesley, Ekici, o talentoso Marko Marin (que qualidade de passe incrível) e o veterano Tim Borowski são titulares indiscutíveis nesta equipa. O jovem Bargfrede, o recém contratado Ignojovski ao OFK Belgrado da Sérvia e Aaron Hunt são poucas soluções para esta equipa, que mais uma vez tem um défice claro de alasextremos. Se bem que Marin poderá jogar encostado à direita e Hunt é um extremo puro, resta a solução Arnautovic para as alas. O Austríaco ainda não conseguiu cumprir o rótulo de craque que o levaram a transferir-se do Twente para o Inter de Mourinho na primeira época do Português em Milão mas nota-se que é um jogador com um nível técnico bastante elevado, ainda mais se tivermos em conta o facto de ser um jogador gigante. Faz-me lembrar Zlatan Ibrahimovic.

Arnautovic terá como colegas de ataque Claudio Pizarro (dispensa apresentações) Rosenberg e o seu compatriota Avdic e o jovem ponta de lança Sandro Wagner, que após a excelente prestação no europeu de sub-21 em 2009 ainda teima em afirmar-se na equipa. No entanto, o poderio físico de Wagner poderá ser muito útil para o Bremen esquecer Hugo Almeida. É portanto um ataque recheado de jogadores muito combativos e que fazem do seu enorme poderio físico uma arma às defesas contrárias.

Hannover 96

Mais um clube que pode fazer correr tinta nesta edição da Bundesliga.
O Hannover tem sido nos últimos anos um dos clubes mais regulares. Inicia esta época com o olhar (quem sabe) na Liga Europa.

Poucas mexidas no seu plantel: o defesa costa-marfinense Djakpa mudou para Frankfurt, o americano DaMarcus Beasley nunca confirmou na europa os créditos com que vinha da América e foi jogar para o Puebla do México. Nada de relevante.
Entraram o experiente defesa Christian Pander vindo do Schalke, o polaco Sobiech, e o internacional Norueguês Hauger (ex-Stabaek). Mantiveram-se portanto as linhas do Hannover 20102011 com jogadores como o guarda-redes Ron-Robert Zieler, os defesas Haggui, Pogatetz (duro como uma rocha!) Steve Cherundolo, e Christian Schulz, os médios Andreasen, Sérgio Pinto e Carlitos (o que passou pelo Benfica) o albanês Lala e os avançados Didier Ya Konan, Moa Abdellaoue e a promessa falhada Jan Schlaudraff.

O Hannover tem portanto uma defesa com alguma qualidade, arma que pode aproveitar para marcar pontos nesta Bundesliga e fazer uma campanha no topo da tabela classificativa. Na minha opinião, atendendo à concorrência que o clube terá pela frente será muito difícil cavar um lugar europeu, mas, não é um feito de todo irrealizável.

Borussia de Moenchagladbach

A equipa mais exportadora e internacional da Liga Alemã.
O Borussia sempre se caracterizou por plantes muito ricos em jogadores estrangeiros, jovens na sua maioria, descobertos por uma boa rede de scouting em todo o mundo. É um dos clubes com mais dificuldades na Bundesliga, variável que tem sido o mote para pouco investimento num clube que nos últimos anos poucas épocas tranquilas teve na Bundesliga e chegou mesmo a ir à Bundesliga 2. A Aposta recaiu portanto na contratação de jovens jogadores para os vender às melhores equipas da Alemanha. Tornou-se sustentável. Falta-lhe dar o salto para voos maiores no futebol alemão, facto que será extremamente complicado devido às consequentes renovações de plantel ano após ano que a sua política de vendas incute.

Este é o quadro do Borussia de Moenchagladbach nos últimos 15 anos. Infelizmente. O Borussia é um dos clubes históricos da Alemanha, mesmo apesar das sucessivas descidas de divisão que aconteceram desde 1996. Num passado muito distante venceu 2 Taças Uefa e 5 Bundesligas ( todas na década de 70).

Neste defeso, saíram o guarda-redes belga Logan Bailly para o Neuchatel Xamax da Suiça, o avançado Nils Petersen para o Bayern, o Argelino Matmour e o Brasileiro Bamba para o Frankfurt e o médio Michael Fink para o Besiktas.
Entraram o avançado Joshua King por empréstimo do Manchester United, o jovem avançado Australiano Leckie via Adelaide United, o lateral-esquerdo Oscar Wendt do Copenhaga (muito cobiçado em Alvalade, era um dos trunfos eleitorais de Godinho Lopes) o avançado Argentino Bobadilla (ex-Aris) o médio internacional Norte-Americano e uma das estrelas do futebol americano Michael Bradley vindo do Aston Villa (Bradley é um médio centro muito forte com um excelente sentido de organização de jogo) e o Japonês Otsu, vindo do Kashima Antlers.

Permanecem o Belga Filip Daems, os defesas Dante e Stranzl, os médios Neustadter, Marx, o Noruguês Nordveit, o experiente e talentoso nº10 Venezuelano Juan Arango e os acutilantes avançados Igor de Camargo, Mike Hanke e Idrissou.

Perante as contratações efectuadas, os jogadores que permanecem no Borussia de Moenchagladbach e o primeiro jogo onde a equipa foi vencer com muito mérito (principalmente defensivo) o Bayern de Munique ao Allianz Arena por 1-0, pode ser que este ano seja o ano de reafirmação do Moenchagladbach na Liga.

Nuremberga

Um histórico adormecido do futebol alemão.
À semelhança do Moenchagladbach, fez furor no passado. No presente, vai à Europa de vez em quando assim como também já foi fazer uma visita à 2ª divisão na época de 20082009, num ano em que precisamente defrontou o Benfica a eliminar na Uefa.

Ao contrário das épocas europeias do Nuremberga, a nova direcção do clube tem apostado muito pouco na contratação de nomes importantes do futebol alemão (sejam alemães ou estrangeiros, preferindo apostar em jogadores germânicos que deram cartas em equipas menores e sobretudo na prata da casa. Para a adopção dessa política, muito contribuiu a descida do clube ao escalão secundário do futebol alemão.

Mais saídas do que entradas no clube: desde logo a de Ekici para o Werder, do eslovaco Mintal para o Hansa Rostock após várias épocas em Nuremberga, do avançado Schieber para o Estugarda, do defesa Wolf para o Werder Bremen, entre outros jogadores. Ao todo, saíram 19 jogadores do quadro profissional da equipa. Entraram 8. Destaques para as contratações do médio Markus Feulner (ex-Dortmund) do ponta-de-lança Checo Pekhart (ex-Sparta de Pragahomem que começa a prometer muitos golos) e do médio Hegeler (ex-Leverkusen).

A tendência alterou-se neste clube. Ao contrário das épocas das boas campanhas do clube ao nível interno, caracterizadas pela aquisição de bons atletas estrangeiros, a base deste Nuremberga é essencialmente germânica e vinda da formação do clube. Ao todo, nos 27 atletas da equipa, apenas 8 jogadores são estrangeiros.
Destaques para o lateral Sueco Per Nilsson, para o defesa central Javier Pinola (jogador que há muitos anos passou pelo Racing Santander e Atlético de Madrid B) para o experiente médio defensivo Simmons (fez grande carreira no PSV) para Markus Feulner, para o centro campista Judt, para o Israelita Cohen (claramente o criativo da equipa) para o avançado Eigler (poderia ter rumado a um clube com mais ambição) para o Suiço Bunjaku e para o jovem avançado Eslovaco Mak.

FC Augsburg

Equipa que volta ao convívio dos grandes muitos anos depois da última participação na Bundesliga.

Vendeu alguns dos seus baluartes, importantíssimos na súbida de divisão, casos do defesa Sinkiewitz, do médio Traoré (agora no Estugarda) do jovem médio Bertram (Hamburgo) e do jovem médio Austríaco Leitner que irá tentar chegar ao patamar da Bundesliga no campeão Dortmund.

A contratação mais sonante foi o médio Holandês de 24 anos Lorenzo Davids ao NEC.

No seu plantel, destaques para os laterais Verhoag e Sankoh, para o médio esquerdo Japonês Hosogai, para o Canadiano Marcel De Jong, para o Zambiano Sinkala, e para o Angolano naturalizado Alemão Nando Rafael.

Esta equipa terá muitas dificuldades em escapar à despromoção.

Freiburg

Mais uma equipa que terá um campeonato muito modesto.
Poucas saídas, poucas entradas. Nenhuma de relevo.

No seu plantel, destaque para os jogadores Beg Ferati (ex-Basileia) o médio Jan Rosenthal, o nº10 Romeno Nicu e o avançado Eslovaco Jandrisek.

Hoffenheim

Vedak Ibisevic continua a ser o bombardeiro de serviço do Hoffenheim.

Analiso esta equipa do Hoffenheim como um conjunto de alguns talentos prematuros que apareceram no futebol alemão e não conseguiram obter o seu lugar nas grandes equipas, aproveitando o clube para relançar as suas carreiras.

Desde o ano da súbida da equipa ao principal escalão do futebol alemão, o Hoffenheim tem feito épocas bastante interessantes (no ano de estreia, a equipa desta modesta cidade chegou a liderar a Bundesliga até à 9ª jornada) estando a trilhar um caminho de evolução que poderá muito bem culminar no final desta época numa ida às competições europeias.

O início desta época é sinónimo de uma mescla de jogadores de várias nacionalidades nesta equipa. Nos 29 jogadores que ainda perduram no plantel do Hoffenheim, existem jogadores de 11 nacionalidades. Exceptuando os jogadores que transitaram da época passada, o Hoffenheim apostou numa política de contratações de jovens jogadores como o avançado Shipplock (ex-Estugarda) o defesa Fabian Johnson (ex-Wolfsburgo) o guarda-redes Belga ex-Genk Castels, Knowledge Muzona (avançado ex-Kaiser Chiefs da África do Sul) o avançado internacional Ganês Prince Tagoe (ex-Partizan) e fez regressar o jovem médio argentino Zuculini, emprestado ao Racing de Santander onde acabou por também não ser muito feliz. Zuculini é uma jovem promessa que se estreou na Liga Alemã aos 17 anos e tarda em despontar.

O Hoffenheim não conseguiu o empréstimo do lateralala esquerdo Alaba, promessa austríaca que voltou ao Bayern e perdeu o defesa esquerdo Raitala para o Osasuna que foi colmatar a saída de Monreal para o Málaga.

Quem acabou por não vingar na Alemanha foi o Brasileiro Carlos Eduardo. O jovem médio custou na altura da sua contratação ao Grémio um balúrdio aos cofres do clube alemão (17 milhões de euros) mas acabou não confirmar as credenciais que o apelidavam do novo Ronaldinho Gaúcho do futebol Brasileiro. Acabou por ser transferido na última época para o Rubin Kazan da Rússia, onde apenas efectuou 6 jogos.

No que toca ao seu plantel, mantém-se as presenças do lateralcentral internacional Alemão Andreas Beck, do experiente central croata Josip Simunic, o Ganês Vorsah, o central Austríaco Ibertsberger (a Áustria tem uma excelente fornada de defesas e quase todos os da sua selecção jogam na Alemanha) o esquerdino Edson Braafheid (antigo jogador do Bayern) que é um lateral esquerdo que ataca muito bem mas tem muitas dificuldades a defender e o jovem central dinamarquês Vestergaarde, grande promessa do futebol Dinamarquês, que conseguiu saltar dos juniores do Brondby directamente para o Hoffenheim.

No meio campo, destaques para o trinco Rudy, para o ala Islandês Sigurdsson (transferiu-se em 2010 do Reading) para o jovem Brasileiro Roberto Firmino e para Franco Zuculini, o estratéga desta equipa.

Ryan Babel tenta relançar a sua carreira algo atribulada na Bundesliga ao serviço do Hoffenheim.

No ataque, boas soluções para as alas com o Holandês Ryan Babel e com o rápido Nigeriano Chinedu Obasi. Na frente, para além de Muzona e Shipplock, o Hoffenheim poderá contar com o seu goleador Ibisevic, com o poderio físico de Tagoe e do seu compatriota naturalizado alemão Peinel Mlapa, mais um jovem muito possante do ponto de vista físico com 1,93m.

Preve-se portanto um Hoffenheim com um estilo de jogo flanqueado onde os laterais Brafheid e Vorsah e os Alas Babel e Obasi tentarão ganhar muitas vezes a linha de fundo para servir os seus fortes avançados. Tem garantia de sucesso esta equipa.

Hertha de Berlim

Depois do descalabro da descida (em ano europeu) a equipa de Berlim está de volta aos grandes palcos com uma equipa capaz de saltar novamente para a europa.

O Hertha, como se sabe, é um clube com uma capacidade financeira invulgar. Estádio cheio, toda uma cidade virada para o clube. Depois de uma descida algo estranha, o Hertha volta à Bundesliga como uma equipa muito melhor do que aquela que defrontou o Benfica há 2 épocas atrás para a Liga Europa. Não digo que o Hertha consiga chegar à Europa neste seu pujante regresso, mas, na minha análise, os homens de Berlim reforçaram muito bem a sua equipa e construiram um plantel bastante interessante.

Desde logo pelas entradas de Andreas Ottl (ex-Bayern de Muniqueum jogador bastante agressivo que pode fazer os lugares de defesa-centrallateral-direitoala-direito, médio defensivo e centrocampista) do guarda-redes de 23 anos Thomas Kraft (ex-Bayern) do tecnicista Torun (ex-Hamburgo) para a frente do ataque e do centro campista Niemayer e(ex-Werder Bremen) jogadores que vieram colmatar a saída de jogadores que estavam claramente a mais neste plantel da turma de Berlim: Hartmann (foi para o Alemania Aachen) Valeri Domovchiyski (internacional Bulgaro que não foi feliz na sua passagem por Berlim vai para o Duisburg)e Pal Dardai (o internacional Húngaro terminou carreira aos 35 anos).

Os reforços juntam-se a jogadores como Christian Lell (mais um formado nas escolas do Bayern que não agarrou o seu espaço nos Bávaros) o central Georgiano Kobyashvilli, o defesa-esquerdo Checo Hubnik, o central croata Mijatovic, o central ex-Académica e Braga Káka que voltou de empréstimo aos bracarenses, os médios Raffael e Ronny (ex-Sportingcumpriu o desejo de se juntar ao irmão em Berlim depois de nunca ter sido grande opção no Sporting) o médio centro Ebert, o organizador de jogo Lustenberger e os avançados Adrián Ramos (é mexido, deu-me boas impressões na Copa América) Nikita Rukyavitska (é um jogador que tem evoluído bastante desde que saiu do Twente, ao ponto de já ser titular na Selecção Australiana) e o poderoso avançado canadiano Rob Friend (1,95m de altura, 93 kg de peso).

O antigo internacional alemão Markus Babbel é o treinador do Hertha.

Mladen Petric é o mestre na equipa do Norte Alemão.

O Hamburgo para mim é a maior decepção desta Liga Alemã. Decepção pelo simples facto de ter uma equipa maravilhosa e não conseguir atingir os títulos que os seus adeptos há tanto tempo reclamam.

Mais uma vez, o Hamburgo manteve a qualidade a que nos habituou no seu plantel.
Saíram alguns jogadores importantes casos de Piotr Trochowski (a custo zero para o Sevilla) Jan-Eric Choupo-Moting (sem grande espaço no Hamburgo, teve que mudar para o Mainz) Joris Mathisen (saiu a custo zero para Málaga assim como Ruud Van Nistelrooy) Tunay Torun, McCauley Crisantus (rumou a Frankfurt) Jonathan Pitroipa (vendido ao Rennes) e Zé Roberto (foi para o Qatar). Muita veterania e juventude da qual o Hamburgo abriu mão, ora pelos elevados salários, ora por falta de espaço no plantel.

Nas entradas, boas contratações para a equipa comandada por Michael Oenning. Desde logo a entrada do jovem formado no Chelsea e internacional sub-21 pela Inglaterra Michael Mancienne. Três jovens seguiram as pisadas do central de 23 anos, trocando o clube inglês pelos Alemães: Jacopo Sala, o lateral direito Holandês Bruma (tem lugar de caras em qualquer plantel de premier league) e Gokhan Ture. Numa aposta em jovens de talento, entraram também o Norueguês Skeljbred (ex-Rosenborg) o guarda-redes internacional Austríaco Hesl, e Soren Bertram (ex-Ausburg). O Hamburgo decidiu dar nova hipótese ao internacional Sueco Marcus Berg, um avançado bastante talentoso que ainda não provou o epíteto de “novo Larsson” na Alemanha. Berg tem 24 anos e é um finalizador nato.

As contratações juntam-se a um conjunto de estrelas bastante interessantes para a Liga Alemã:
– Na baliza, o checo Drobny e Hesl irão lutar pela titularidade.

– Na defesa, excelentes soluções para as 3 posições. Bruma e o costa-marfinense Demel para a direita. Mancienne, Westermann, Stepanek e Besic para o centro da defesa, e Aogo e Dickmeier para a esquerda.

Rincón – veio em 20092010 por empréstimo a meio da época para dar rotatividade ao meio-campo do Hamburgo perante a boa campanha na Taça Uefa e acabou por ficar na turma Alemã onde hoje é indispensável no meio campo.

No meio-campo, Marcell Jansen pode jogar à esquerda e até recuar a defesa caso seja preciso. Tem como alternativa Robert Tesche e Anis Ben-Hatira, jogador que também pode actuar na direita, a 10 ou a avançado. É um talento em bruto do futebol alemão. Os trincos serão o Venezuelano Rincón, o Checo Jarolim (também pode actuar a 8 ou 10 ou à direita mas a opção correcta será colocar o checo a transportar o jogo da equipa aproveitando a sua enorme qualidade no passe) Skeljbred o Sérvio Kacar (nº10 puro) e à direita, as alternativas primordiais são o rápido Castelen ou o tecnicista Eljero Élia, cuja transferência para uma grande equipa da europa voltou novamente a adiar-se. Já se falou que José Mourinho o pretendia no plantel do Real Madrid.

Uma vida dedicada ao Hamburgo. É um matador por excelência. De mal amado no início da sua carreira tornou-se peça indispensável na manobra atacante do clube alemão.

Na frente, um autêntico festival de golos é aquilo que os adeptos do Hamburgo esperam e estão habituados. Mladen Petric, José Paolo Guerrero, Marcus Berg e o coreano Son-Heung Min dispensam apresentações.

Perante este poderio ao nível de soluções só resta mesmo uma hipótese a Oenning. Vencer.

Bayer Leverkusen

Michael Ballack – o eterno futebol de força e técnica que me seduziu. Um dos melhores jogadores que vi actuar no meu tempo.

Mais uma época para o Bayer Leverkusen tentar alcançar a Europa. Mais um plantel recheado de qualidade, capaz de ir do 8 ao 80.
Poucas saídas e poucas entradas. Saíram Demagoj Vida (teve na lista de contratações do Sportingnão se deu bem com a Alemanha e voltou à croacia para representar o Zagreb) e Arturo Vidal (um defesa-esquerdomédio centro Chilena com um potencial incrível para a Juventus. É um excelente armador de jogo, dotado de um pé esquerdo do outro mundo).

Entraram alguns jovens para uma equipa que começa por ter um guardião excepcional: o internacional Alemão René Adler.

Na defesa, destaque para o defesa direito Daniel Schwaab, para os laterais esquerdos Gonzalo Castro e Stefan Reinartz e para o central Manuel Friedrich.

Tranquillo Barnetta – uma qualiade técnica impressionante e um pontapé de longa distância temível.

No meio campo, o possante Simon Rolfes deverá jogar com Ballack e Tranquillo Barnetta como homens mais criativos. Lars Bender também é um excelente suplente, podendo render Ballack ou Barnetta. Renato Augusto é outro dos criativos da equipa, mas continuará a jogar na direita do ataque, devendo Barnetta fazer a esquerda do meio campo. É portanto um meio campo de luxo.

Andre Schurrle – O novo talento da dianteira alemã e do Bayer Leverkusen. O Bayer não olhou a meios para ter o antigo jogador do Mainz, pagando 8 milhões de euros pelo seu passe.

No ataque, a jovem vedeta da Mannschaft Andre Schurrle, o avançado da nova geração alemã com Stefan Kiessling, jogador que já garantiu há muito o seu lugar na selecção alemã e Eren Derdyok, um avançado do qual não sou fã ao nível de características e pelo facto de ser muito perdulário. No entanto, o Suiço é um homem a ter em conta.

Liga europa é o mínimo que se pede a esta equipa.

Kaiserslautern

Longe dos bons anos realizados nos anos 90. Muito longe dos tempos em que lutava pelo título e lá conseguia lugares na europa.

Não deverá ir além da luta pela manutenção.

Um bom guarda-redes: Kevin Trapp.

Dois ou três defesas de qualidade: Jan Simunek, o veterano Alexander Bugera e os brasileiros Rodnei e Lucas Silva.

No meio-campo, Gil Vermouth é um extremo bastante rápido e Christian Tiffert é um bom organizador de jogo.

Na frente, Richard Sukuta-Pasu promete ser um quebra cabeças para as defesas adversárias. O internacional sub-21 pela Alemanha tenta relançar a sua carreira no Kaiserslautern.

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