Tag Archives: Karl Malone

delicioso (2)

Documentário lançado pela IMAX em 2000 sobre os últimos dias de Michael Jordan em 1998 nos Chicago Bulls. O 6º título dos Bulls na era Jordan contado ao pormenor.

p.s: a engraçada intervenção do actor Bill Murray (Lost In Translation, Caça Fantasmas, The Man Who Knew Too Little) nas primeiras filas do United Center. Murray é um conhecido Bulleano. Jack Nicholson também aparece nas primeiras filas do United Center no jogo 5 da final contra os Jazz de Karl Malone e John Stockton. Reggie Miller (Indiana Pacers; 14º melhor marcador de pontos da história da competição), a equipa dos Pacers criada ao detalhe para acabar com a era de domínio dos Bulls e as dores de cabeça que o triplista deu ao veterano Jordan.

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NBA 2012\2013 #38 – as escolhas do staff

1. Começamos pelo habitual momento de humor, proporcionado pela rúbrica de Shaquille O´Neal na NBA TV: Shaqtin´A´Fool. Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

Como sempre, a aparição regular de JaVale McGee (Denver Nuggets), desta feita com um acontecimento que merece um oscar. A reacção de McGee ao empurrão do rookie dos Cleveland Cavaliers Ty Zeller é absolutamente deliciosa.

2.

O Eduardo também nos traz um momento que aconteceu no último all-star weekend. No evento de trabalho comunitário promovido pelo programa NBA Cares, o poste dos Lakers Dwight Howard aprende a palavra trabalho da boca de duas cidadãs brasileiras. Pelas críticas que tem sido alvo pela sua má-forma nesta temporada, Howard vai ter que decorar a palavra neste último terço do campeonato para bem dos Lakers e das suas possibilidades de ainda atingirem os playoffs.

3. O Hugo Coelho Gomes traz-nos uma notícia que saiu no site da bola onde Isaiah Thomas, histórico jogador dos bad boys de Detroit (década de 80 e 90) afirma que “Lebron James é melhor que Michael Jordan”

Estas afirmações vem na sequência das afirmações de Jordan durante o all-star Weekend e no contexto da troca de palavras que se tem feito entre actuais agentes e antigos agentes da liga sobre quem é o melhor da actualidade (LeBron ou Kobe Bryant). Em Houston, Jordan afirmou que prefere o astro dos Lakers ao líder dos Heat. Tais afirmações tiveram resposta por parte de LeBron, que não se manifestou muito incomodado com as declarações do melhor da história da modalidade. Kobe tem passado ao lado da polémica e não se tem pronunciado publicamente sobre a situação.

Tenho muito respeito por Isaiah Thomas dado que foi um dos melhores bases de sempre da liga, mas não posso concordar com as suas afirmações. Isto porque:

– Jordan foi mágico em todos os sentidos. Jordan era um jogador completo a todos os níveis. Jordan foi a 6 finais e não perdeu nenhuma. Jordan marcou uma era. Jordan criou os Bulls como hoje os conhecemos. Jordan podia ter ganho 8 títulos seguidos caso não tivesse ido jogar baseball depois da morte do pai durante ano e meio. LeBron perdeu finais antes de conseguir o primeiro título apenas à sua 9ª temporada na liga. Jordan conseguiu o seu primeiro título à 7ª temporada na liga. Até hoje, nenhuma outra estrela da liga (nem Kobe, nem James, nem Wade, nem Duncan) conseguiram ganhar todas as finais em que participaram e tão pouco conseguiram os 6 títulos que Jordan conseguiu.

– Não é que LeBron não seja um jogador categórico porque é de facto. Estou seguro que será um jogador que ficará eternamente na memória colectiva da história da modalidade. Não concordo com Isaiah Thomas quando este disse que Jordan “saltava mais que os outros na altura” – falamos de uma fase da NBA recheada de jumpers e de shooters. Desde Gary Payton a Karl Malone, de Hakeem Olajuwon a Dikembe Mutombo, de Shaq a John Stockton, de Grant Hill a Reggie Miller. Tudo Hall of Famers da competição saídos da década de 90. Jordan era completo. Não foi o primeiro jogador completo da história da modalidade, mas dentro daqueles que foram completos (Bill Russell, Larry Bird, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Joe Dumars), Jordan foi indiscutivelmente o melhor.

– Jordan e LeBron são jogadores diferentes ao nível de características: o primeiro era um shooter nato enquanto o segundo usa mais do físico para se fazer imperar. Se compararmos os números de um e outro notamos que ambos tem números muito parecidos nos vários departamentos de jogo. Jordan foi um jogador muito completo e LeBron é hoje um jogador muito completo. Ambos foram (no caso de LeBron são) bem secundados ao nível de equipa. Em Chicago, Jordan contava com a presença de outros jogadores brilhantes como Pippen, Longley, Kerr, Kukoc, Harper, Rodman, Paxson, Cartwright. Em Cleveland e Miami LeBron jogou com bons jogadores como Varejao, Larry Hughes, Ilgauskas, Wade, Bosh, Allen.

– É certo que toda a gente poderá opinar sobre este assunto. É certo que muitos do passado podem dizer que na era Jordan a competição era mais dura. Outros poderão afirmar que agora é mais duro vencer um título da liga do que era nos tempos de Jordan. Não poderemos estabelecer uma comparação entre os dois visto que não jogaram na mesma era, se bem que seria excitante ver Jordan, LeBron, Wade, Paul, Carmelo, e todas os outros Hall of Famers da história Liga a actuar numa única era.

– Na minha modesta opinião, em actividade, pelos títulos que já ganharam e pelo que já fizeram na liga, os dois melhores jogadores são Kobe e Tim Duncan. LeBron aparece em 3º.

4.

Bynum 2

Meme feito pelo Eduardo Barroco de Melo a reinar com o novo penteado de Andrew Bynum (Philadelphia 76ers). O poste voltou recentemente à competição depois de mais uma paragem prolongada devido à sua crónica lesão no joelho.

5.
LeBron James 2

Meme feito pelo Hugo Coelho Gomes, o maior fã de LeBron James que conheço!

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NBA 2012\13 #3

Kobe Bryant, o 5º jogador a ultrapassar a barreira dos 30 mil pontos na história da Liga.

O recorde de carreira ao nível de pontos ainda pertence a Kareem Abdul-Jabbar (mítico jogador dos Lakers da década de 80) com 38387 pontos. Para além de Jabbar e agora Bryant, só Karl Malone (Utah Jazz\anos 90, Lakers\já no início deste século) Michael Jordan (Chicago Bulls\anos 80\90 e depois Washington Wizards) e Wilt Chamberlain (Philadelphia Warriors, agora 76ers\de 1959 até ao início dos anos 70) é que conseguíram ultrapassar esta barreira pontual.

Em actividade, para termos noção do feito de Bryant, o 2º jogador activo com mais pontos de carreira é Kevin Garnett (com 36 anos\já vai na sua 18ª temporada na liga) tendo marcado 24533 pontos (17º na lista) e o 3º é o Alemão Dirk Nowitzky (34 anos\14ª temporada na liga) com 24134 pontos, o que faz da estrela dos Dallas Mavericks 19º nesta lista.

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Repetir a história

Fazem 20 anos que um grupo liderado por um tal de Michael Jordan fez pela primeira vez história em Chicago. Na equipa, para além de Jordan, constava um tal de Scottie Pippen, John Paxson (actual General Manager da equipa) Horace Grant e Bill Cartwright, um veteraníssimo de luxo à epoca.

De 1991 a 1998, a equipa sofreria as entradas de jogadores como Tony Kukoc, Luc Longley, Dennis Rodman, Steve Kerr, Bill Wennington ou Ron Harper.

O treinador era Phil Jackson, o consagrado.

Em 8 épocas, os Bulls foram 6 finais: as únicas 6 finais da sua história. Todas vencidas. Durante o período, venceram-se 6 campeonatos e só não se venceram outros 2 porque Michael Jordan desistiu da modalidade durante 2 anos em memória ao pai (jogador de baseball) tornando-se temporariamente jogador dos Chicago Cubs.

Voltaria em 1995, para os 3 anos que me fazem relembrar o porquê de me ter nascido uma paixão imensa pelos toiros de Chicago.

Jordan era simplesmente fabuloso. Eu, uma pobre criança saía à pressa da escola primária para me colar à antiga panasonic dos meus avós para apanhar o diferido do jogo da madrugada anterior. A cada vitória dos Bulls era certinho ver o meu avô a dizer que mais um título era garantido.

Em 1997, relembro os 6 jogos das finais contra os Utah Jazz que os Bulls venceriam por 4 jogos a 2. Do outro lado estava o melhor jogador que me lembro ver jogar a seguir a Jordan: Karl Malone, de cognome “O carteiro”. Malone era o clone de Jordan e se Michael nunca tivesse existido na Liga era Karl o rei dos reis actualmente.

Em 1998, era Gary Payton aquele que sozinho tentava colocar Seattle nas bocas do mundo contra a armada Bulleana. Mais uma vez, Jordan levou a melhor.

Até que no fim dessa época, disse adeus aos Bulls terminando “em teoria” uma carreira que seria reatada três anos mais tarde ao serviço dos Washington Wizards, ex-Washington Bullets. Em 1998, Jordan destroçou-me o coração por completo. Pippen saiu da equipa, Dennis Rodman abandonou carreira e dedicou-se ao cinema, e na equipa, Toni Kukoc e Steve Kerr iniciavam uma nova era de Chicago, marcada por amargos anos de travessias no deserto e apostas falhadas em novos Jordan´s mascarados de Elton Brand, Jalen Rose ou Ron Artest.

Em 2004, uma nova juventude deu vitalidade aos Bulls. Jovens como Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng, Tyson Chandler ou Ed Curry prometiam ser tão bons como as equipas vencedoras de aneis. No entanto, a inexperiência na Liga acabaria por redundar em alguns anos em que o objectivo máximo seria a entrada nos playoffs. Em 2007, a equipa seria completamente desmembrada, restanto o melhor desta geração: Luol Deng. Em 2007, Kobe Bryant também rejeitaria largar os Lakers rumo a Chicago. Em 2007, os Bulls voltavam a falhar os playoffs.

Até que o ano 2008 veio e os Bulls tiveram a sorte de ficar com o nº1 do draft desse ano. Depois de adicionar Joakim Noah no draft de 2007, a sorte grande caiu a Chicago: era preciso escolher entre Michael Beasley, uma jovem promessa que actualmente não se esperará mais do que ser um jogador medíocre da Liga e outro (natural de Chicago) de seu nome Derrick Rose, um pequeno saltitão que à primeira vista dos fans de Chicago mais se assemelhava a um jogador completamente chanfrado da cabeça que se atirava contra defesas inteiras sem grande resultado.

Rose cresceu como jogador e com ele, cresceu uma equipa que este ano se reforçou com Carlos Boozer, Karl Korver e Kurt Thomas.

Rose tornou-se um gigante. Temível para qualquer defesa. O mais jovem MVP da Liga. Aos 22 anos, Rose conquistou o mundo e em Chicago é o novo Jordan, é o menino bonito da casa, é aquele jogador que o franchising deposita todas as esperanças para uma senda vitoriosa na próxima década.

Rose e companhia têm agora o grande desafio do ano. Depois das expectativas iniciais de temporada apontarem a um 3º ou 4º lugar na conferência na fase regular, Rose deu show e colocou Chicago no 1º lugar da liga.

Hoje, iniciam-se as finais da conferência este, frente a uma poderosa equipa de Miami cujos alvos principais a abater são LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh. Confio cegamente nestes Bulls. Afinal de contas, são 13 anos fora deste patamar. Ver os Bulls neste patamar é excitante. É recuar à minha infância. É confiar com determinação num Derrick Rose em proporção análoga à confiança que sentia em Jordan.

Tenho o feeling que vamos ultrapassar os poderosos Heat. Tenho o feeling que vamos voltar a fazer história.

Lets go Bulls! Yes, you can!

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