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ainda faltam 10 dias para o dia das mentiras

José, em Galego Xosé, em Hebraico Joshua, em Inglês Joseph, o Sócrates, o exilado, o responsável da dívida, o mentiroso, o comentador que dizia a alunos com licenciaturas legais na Science Po de Paris que as dívidas gerem-se e pagar a dívida toda de uma vez é uma ideia de criança, o bacharel licenciado às três trapalhadas, o antigo namorado da Fernanda Câncio, o messias aguardado pelos jovens turcos do PS para por os patins a António José Seguro e devolver o PS aos cabeçalhos dos jornais e inícios de telejornais, o ex-accionista do benfica, o ex-colega de casa do Diogo Infante, o gajo que recebeu luvas do negócio Freeport, o gajo que processou professores, escritores, estivadores, gestores, o man que deixou o seu próprio ministro dos Negócios Estrangeiros de mão estendida nas instituições europeias para cumprimentar um outro ministro europeu, o governante que queria um portugal mais pobre, o teias do ambiente, entre outras bichezas, baixezas, descaradezas, docinhos e malvadezas, imagine-se, imagine-se, imagine-se, vai voltar de Paris para ser comentador semanal num programa da RTP.

p.s: Será que o Relvas deixa?

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pois…

Como Pedro Passos Coelho pode ser tão burro, tão previsível e tão mentiroso.

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Lixo

Mais uma notícia para o João Galamba comentar.

Desta vez meu caro João Galamba, nem as estatísticas do Eurostat, do Ministério das Finanças e do Valter Lemos te safam. Sim, porque está mais que provado que 66% das estatísticas do Valter Lemos são feitas na hora. Logo, nunca hão de bater certo com a realidade.

Relembro-te meu caro João Galamba – a agência de rating´s Moody´s cotou de forma ultra negativa as empresas em causa. Empresas públicas. Cotou-as de “junk”. Tipo, como quem dizer, lixo. Calma aí no andor. Lixo, cujos gestores que as administram ganham mais que o Presidente da República e ao mesmo nível de Nicolas Sarkozy ou Angela Merkel.

Estás muito calado João Galamba. Já diz o ditado e é bem verdade: “quem semeia ventos, colhe tempestades”

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Aos Jugulares deste mundo

Os Jugulares deste mundo, não sabem como se processam os mercados em altura de crise.

Pela auto-regulação dos mercados após períodos de crise, entende-se o fenómeno em que a curva da procura e a curva da oferta se tocam e em que os agentes económicos que defendem a procura e a oferta chegam a um determinado consenso quanto ao preço. Ou seja, quando existe um equílibrio de forças em jogo (compradores e vendedores). Isto é um dos BaBas da economia, como vossas senhorias devem porventura desconhecer. A auto-regulação dos mercados pode ter ou não dedo da intervenção estatal. Essa intervenção reveste o cariz de políticas monetárias ou políticas orçamentais.

Como também deve ser vosso conhecimento, o governo Português já emitiu por diversas vezes títulos de dívida pública. Não vos vou explicar o que é dívida pública. Nos títulos de dívida pública, cabe ao governo através do Ministério das Finanças e das entidades que regulam a emissão de títulos de dívida pública estabelecer a quantidade de títulos a emitir e o objectivo financeiro a obter com a emissão de títulos.

Como também devem saber, a cotação dos títulos de dívida pública e os juros que lhes são indexados nos mercados, dependem de vários factores: políticas económicas financeiras, monetárias e orçamentais que o estado está a desenvolver no plano interno, as políticas externas que o estado desenvolve (neste caso com os parceiros europeus) o nível de inflacção actual, o nível de necessidade do Estado em relação ao investimento de capitais na sua economia, o nível de endividamento do Estado perante instituições bancárias ou outros Estado, e está claro, a análise que é feita pelas Agências de Rating.

As Agências de Rating, como sabem, consideraram negativamente a actuação do Governo Socialista. De acordo com as políticas económicas, financeiras, monetárias e orçamentais que está a tomar com os sucessivos PEC´s, com a dívida externa devida a alguns dos parceiros europeus, com a extrema necessidade de investimento que o estado português necessita e que já não obter dos grandes grupos bancários mundiais e de outros estados (designação correcta: corte de linha de crédito) e de acordo, com as debilidades e dificuldades que o Estado Portugues apresenta em cumprir as suas obrigações a médio e longo-prazo.

Como se não bastasse, também deve ser do vosso conhecimento o facto de algumas dessas mesmas agências de rating terem cotado como “lixo” algumas empresas públicas e semi-públicas Portuguesas, o que de entre outros factores, lhe garante também difíceis acessos a novas linhas de crédito.

Como deve ser de vosso conhecimento, as mesmas agências de rating cotaram o Estado Português com um ranking que o revela incapaz de fazer frente às dificuldades económicas e financeiras pelo qual o país passa.

Está bem. Podem vir com a teoria da conspiração, que essas agências de rating são agências privadas onde os consultores fazem o que bem lhes apetece sobre as políticas dos Estados que analisam. Para resolver esse assunto, porque é que não vão ter com o supra-europeísta Mário Soares e lhe pedem que chateie os tipos lá de bruxelas a de uma vez por todas oficializar uma agência de rating europeia? Não pedem, porque se bem me lembro, foi o Bloco de Esquerda que um dia palpitou apresentar uma solução para esse problema nesses moldes. E como se sabe, vocês adoram fazer piadas sobre o PCP e sobre o Bloco de Esquerda. Uh, que escumalha nojenta!

Juntando todos esses factores em baixa, está claro que os juros dos títulos de dívida pública representam nos mercados, o risco que os investidores correm ao “investir” em títulos de dívida pública emitidos pelo tesouro Português – quanto mais o Estado necessita de capitais, quanto mais tempo demora a cumprir as suas obrigações, quanto pior está cotado ao nível de perspectivas de crescimento económico no futuro e quanto menos estão cotadas as suas empresas públicas, é claro que o investidor sente que o seu investimento a 5 ou 10 anos corre o risco de não ser garantido por falta de pagamento por parte do Estado Português. Daí que as taxas de juro nos mercados subam em flecha, sendo portanto, maior o risco do investimento e menor a linha de financiamento do Estado Português.

Quais são as consequências desta emissão de títulos de dívida pública:

– O Estado financia-se por agora, mas dentro de 5 e 10 anos terá que desenbolsar o dinheiro que agora encaixou com a indexação de um juro de 7,5%8%, ou seja, o Estado endividou-se ainda mais a médiolongo prazo caso o dinheiro que agora é investido não seja capaz de ser investido até perfazer o valor dos títulos de dívida pública mais a indexação dos 8%.

Por acaso já se interrogou acerca da taxa de juro pela qual a China comprou títulos de dívida pública a 18 meses a Portugal?

– O Governo Socialista que vocês tanto defendem (principalmente na pele do Ministro das Finanças não é João Galamba?) é um governo cujas políticas falharam redondamente não só ao nível de efeitos práticos de economia, como ainda votaram cidadãos nacionais a privações de que os Ministros e Secretários de Estado decerto não passam.

Haverá portanto pior tipo de ajuda externa que esta?

Para finalizar, cumpre-me vos dizer que ainda estão a tempo de mudar a vossa perspectiva sobre este assunto. Por vezes, dar o braço a torcer e admitir que estamos errados é meio-caminho andado para chegarmos a uma perspectiva baseada na racionalidade e não na cegueira político-partidária. Acreditar neste governo (em particular, neste primeiro-ministro e neste ministro das finanças) assemelha-se à ridicularidade de um adolescente de 15 anos ainda acreditar no pai natal.

E com isto me despeço.

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