Tag Archives: Juan Román Riquelme

mas é isto mesmo que vai acontecer no final da temporada

vitor pereira

e só não aconteceu no último defeso porque:

1. Vitor Pereira foi campeão.

2. O Porto tinha que gastar uns 5 milhões para despedir Vitor Pereira e pagar a clásula de rescisão a Leonardo Jardim.

3. Seria demasiado óbvio depois das notícias que saíram a seguir à saída do Leonardo Jardim do Beira-Mar.

no entanto, a malta do relvado deve estar com os copos quando publica isto:

riquelme

e isto:

eder

como se o Braga não quisesse pagar\acautelar as próximas três épocas com um jogador que chegou há 6 meses ao clube a custo zero.

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tanti auguri

Há cerca de um ano atrás, o River Plate descia à 2ª Divisão Argentina num dos dias mais tristes do futebol argentino.

No Monumental De Nuñez, jogadores da equipa como Juan Pablo Carrizo ou Erik Lamella (actualmente na AS Roma) choravam no relvado, enquanto os hinchas nas bancadas mostravam a sua fúria, ameaçando constantemente elementos da direcção do clube assim como treinador e jogadores com sucessivas tentativas de invasão ao relvado e ao camarote presidencial.

No momento difícil do rival, Juan Román Riquelme, eterno capitão do Boca Juniors (rival do River) e recentemente eleito melhor jogador da história do clube numa votação feita no site do mesmo, dava uma enorme lição de fair-play ao afirmar que a liga argentina ficava mais pobre sem a presença dos Milionários.

1 ano passou e o River está de volta à 1ª divisão argentina. Matías Jesus Almeida subiu a treinador. A equipa reforçou-se com jogadores como Cristian Ledesma, Alejandro Dominguez, Fernando Cavenaghi ou David Trezeguet, que, apesar de sempre ter dito que queria acabar a carreira no Boca Juniors (clube do qual o pai é fã confesso; Trezeguet é filho de um argentino e passou 5 anos da sua juventude em Buenos Aires) acabou por rumar ao River vindo do Hércules de Espanha.

Aos 35 anos, o Francês colocou o Monumental De Nuñes em extâse, marcando os dois golos da vitória que garantiu a súbida de divisão dos Milionários frente ao Almirante Brown, modesta equipa da cidade de Isidro Casanova (nas imediações de Buenos Aires). Isto depois de ter apontado mais 11 golos em 18 partidas realizadas pelo clube.

Para finalizar, a festa do 1º golo do Francês (se bem que no momento do passe Funes Mori estava claramente adiantado):

Os Hinchas do River são do melhor que existe no futebol. Nas vitórias e na derrota, na 1ª ou na 2ª, estádio cheio.

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River Plate desce de divisãonoite difícil em Buenos Aires

Mariano Pavone (ex-Bétis de Sevilla) ainda marcou o golo inaugural da partida aos 6 minutos que dava alguma esperança aos adeptos dos Millionários, mas haveria de falhar na 2ª parte uma grande penalidade que acabaria por ser fatal às aspirações do clube de Buenos Aires.

Imagine o Sporting, Benfica ou Porto a cair de divisão? Se imaginou, multiplique o fervor clubístico dos adeptos Portugueses por três.

Um caos monumental (segundo descrição do Jornal Desportivo Argentino Olé) foi aquilo que se passou no Monumental Nunez depois da interrupção definitiva da partida por parte do árbitro Sergio Pezzotta.

O River Plate caiu na zona de playoff de manutenção contra o Belgrano (4º classificado da Nacional B Argentina). Nem o mais negativo dos adeptos dos Milionários jamais colocaria o cenário de descida da 2ª equipa à 2ª divisão Argentina. Falamos de um dos maiores históricos do futebol mundial: 34 títulos argentinos, 2 Libertadores, 1 intercontinental. Um clube onde jogaram nomes como Daniel Passarella (actual presidente do clube) Pablo Aimar, Diego Simeone, Matias Jesus Almeyda, Mário Kempes, Enzo Francescoli, Radamel Falcao, Alfredo Di Stefano, Leonardo Astrada, Marcello Gallardo, Ariel Ortega, Marcelo Salas, Hernan Crespo, Javier Saviola, Juan Pablo Sorin, Andrés D´Alessandro, Lucho Gonzalez ou Gonzalo Higuaín.

Falamos de um clube que à partida para esta época apresentava nomes como Juan Pablo Carrizo, Paulo Ferrari, o tão cobiçado Funes Mori, Jonathan Maidana, Matias Almeyda, Erik Lamella, Diego Buonanotte, Leandro Caruso e Mariano Pavone.

A tarefa do River era hérculea. Após a derrota por 2-o em Córdoba, “a remontada” precisava de ser executada no Monumental em Buenos Aires. No fim do jogo em Córdoba, os adeptos do clube da capital Argentina já tinham deixado o aviso. Durante a semana chegaram a existir ameaças de morte aos jogadores. Face à instabilidade, a equipa esteve toda a semana a treinar nas instalações de um clube de rugby nos arredores de Buenos Aires.

A meio da semana, o jogador do século do rival Boca Juniors Juan Roman Riquelme veio a público afirmar que seria impensável o River descer de divisão e que uma eventual descida iria tirar brilho ao campeonato argentino e ao grande derby de Buenos Aires.

Os jornais Argentinos batalharam durante toda a semana na prevenção de eventuais tumultos na capital caso o River descesse de divisão.

Foram destacados 2500 polícias para a partida e nas imagens finais da transmissão da Sporttv, não se via um único polícia na zona de acesso aos camarotes do  Monumental. A polícia actuou com canhões de água perante os revoltosos adeptos do River para que o jogo pudesse prosseguir.

Quanto ao jogo. Aos 4 minutos golo anulado ao Belgrano. Passados 2 minutos, o 1º golo do River por Mariano Pavone ainda dava alento aos adeptos da casa. Na 2ª parte, os baldes de água fria: o empate do Belgrano e uma grande penalidade falhada por Pavone. Aos 89 minutos, o árbitro da partida teria que terminar a mesma por falta de condições para prosseguir, dada a revolta que ia nas bancadas do Monumental.

No relvado, os jogadores do River reuniam-se em circulo, devidamente escoltados por um enorme corpo de segurança privado e pela polícia. Alguns choravam copiosamente, casos de Carrizo, Almeyda, Caruso… Os jogadores do Belgrano eram alvo de arremesso de objectos por parte dos adeptos do river mais próximos do túnel de acesso aos balneários. Choro de tristeza, revolta do lado dos adeptos do River que continuavam a travar uma luta contra os canhões de água da polícia. Do outro lado, adeptos do Belgrano choravam de alegria pela promoção à divisão principal e pela história que o seu clube acabava de fazer no Futebol Argentino ao relegar o mítico River para a 2ª posição.

No acesso ao camarote presidencial, adeptos tentavam invadir os mesmos, na tentativa de chegar ao Presidente Passarella. Durante minutos, barraram a saída a espectadores que se encontravam no mesmo e chegaram a agredir um casal que estava em completo pânico. Valeu a rápida intervenção de alguns adeptos do clube para evitar males maiores.

O que se seguiu foi isto: o mais profundo caos dentro do Estádio e na cidade. Poderão existir mortos durante esta noite. Aliás, a Comunicação Social Argentina já fala em 2 mortos nas ruas.

Links para seguir em directo as notícias que chegam de Buenos Aires:

Jornal Clarín

Jornal Perfil

Diário Olé

Este último tem videos interessantes sobre as cenas que se passaram dentro e fora do estádio e imagens exclusivas da entrada dos jogadores do River no túnel de acesso ao balneário.

C5N – Em directo das ruas de Buenos Aires.

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Impressionante

http://video.rutube.ru/28f49624bb091eccc818d6af824f5b37


Impressionante é ver jogadores sul-americanos pegar de estaca em qualquer parte do mundo.

Brasileiros, Argentinos e Uruguaios são claros exemplos de jogadores que demoram bastante tempo a assimilar os conceitos técnicos, tácticos e físicos do futebol europeu. Aliado a esse facto, está obviamente agregada a dificuldade que por vezes sentem em adaptar-se ao estilo de vida europeu e a ausência notada dos seus familiares e amigos.

Ao longo deste tempo todo em que vejo, sigo e estudo o futebol, foram imensos os exemplos de jogadores dessas 3 nacionalidades que vieram para a Europa com “rótulo de craque” declarado mas que demoraram imenso tempo a impor o seu espaço e presença no futebol europeu ou que infelizmente passaram completamente ao lado do mesmo.

Esteban Cambiasso saiu do River Plate para o Real Madrid em 1996 (nas camadas jovens) voltando a Espanha definitivamente em 2002. Foram precisos 2 anos turtuosos na capital espanhola e uma transferência para o Inter (como quem diz tomem lá este gajo porque a gente já não acredita nele) para que no clube Italiano se tornasse uma das peças mais influentes da história recente da equipa.

Juan Román Riquelme foi sem dúvida um dos brilhantes organizadores de jogo que alguma vez vi jogar. Riquelme era lento e era vagaroso ao nível de processos e de coordenação mas tinha uma visão de jogo, um posicionamento e uma qualidade de passe perfeita para um excelente número 10. Jogando especificamente numa área limitada de campo, era nessa área que se sentia confortável para manobrar todo o jogo de ataque de uma equipa.

Chegado ao Barcelona em 2002, o melhor jogador da história do Boca Juniores (segundo votação oficial no site do clube, onde foi considerado melhor que Maradona) passou um ano terrível onde não se conseguiu afirmar na equipa catalã, sendo automaticamente descartado na época que se seguiu para o Villareal onde fez boas épocas, mas, onde sendo estrela da equipa nunca conseguiu ser um jogador regular (106 jogos36 golos) e onde em 2006 haveria de falhar uma grande penalidade nos minutos finais da 2ª mão das meias-finais da Liga dos Campeões contra o Arsenal (finalista derrotado nesse ano) que segundo Riquelme haveria de ser o momento mais trágico da sua carreira. Na altura, Riquelme afirmou que esse momento tinha mexido irremediavelmente com a sua confiança, optando então por voltar meses mais tarde para o seu querido Boca.

Diego Forlán e Robinho são outros exemplos recentes de como os Sul-Americanos demoram a explodir no futebol europeu.

O Uruguaio, contratado pelo Manchester em 2002 ao Independiente para fazer dupla com Ruud Van Nistelrooy, nunca se conseguiu afirmar no United. Em duas épocas, Alex Ferguson colocou-o em campo por 63 vezes (46 das quais como suplente) tendo o Uruguaio marcado apenas 10 golos. Já o Brasileiro, grande promessa do futebol Brasileiro, ainda não mostrou as credênciais de “fenómeno” com que vinha do Brasil – contratado pelo Real Madrid por 25 milhões de euros, aquele que um dia bateu o record salarial do Brasil (cerca de 1,5 milhões de eurosano na última época de Santos) passou 3 anos na capital espanhola onde efectuou 101 jogos e marcou apenas 25 golos. Vendido ao Manchester City em 2008, a sua passagem por Manchester seria ainda mais ruinosa e efémera (41 jogos em duas épocas14 golos) sendo de seguida emprestadovendido definitivamente ao Santos. Depois de uma época no Brasil, voltaria ao Milan, onde muitos pensavam que seria o espaço onde Robinho se iria finalmente impor. Depois de um bom arranque de campeonato, o Brasileiro caiu para o banco de suplentes e em 25 jogos marcou 10 golos.

Como estes, já vi dezenas de casos. Desde Ariel Ortega, passando por Pablo Aimar, Adriano (contratado pelo Inter em 2001 só haveria de participar no clube a partir de 2005) Álvaro Recoba, Guillermo Barros Schelloto, Martin Palermo, Fernando Gago, Mario Bolatti, Alexandre Pato (as duas primeiras épocas de Milan foram desastrosas) Nilmar, Diego Souza, Breno, Gabriel Heinze (ninguém dava nada por ele quando esteve no Sporting) Aldo Duscher (a saída do Sporting para o Depor foi um erro declarado) Andrés D´Alessandro, Juan Pablo Sorín (nunca chegou a merecer o destaque que a qualidade lhe granjeava) Claudio Cannigia, Bruno Gimenez, Cicinho, Lucas (o do Liverpool) Elano, Renato Augusto, Edmundo (o que passou pelo Benfica) Amaral (idem)…

Para que não me alargue mais, também é passível de ser dito que houve jogadores destas 3 nacionalidades, que chegando à europa sem o estatuto de “craques” afirmaram-se na europa como tal.

Os exemplos de Lisandro Lopez, David Luiz, Fernando Redondo, Javier Zanetti (saiu do Banfield directamente para o Inter) Daniel Alves, Hernanes, Mauro Zarate (era reconhecido na Argentina mas não era um craque como agora o conhecemos) Thiago Silva (chegou a andar pelo Porto B) Hulk, Jádson, Jonás Gutierrez, Luis Fabiano, Álvaro Pereira, entre outros, são exemplos de jogadores que chegaram a clubes europeus sem a distinção e que com trabalho e evolução, passaram a ser reconhecidos como jogadores de top.

Outros, limitaram-se a confirmar o estatuto de vedeta que detinham nos seus países de origem: Ronaldo, Romário, Bebeto, Verón, Aguero, Simeone, Walter Samuel, Cafú, Rivaldo, Zé Roberto, Emerson, entre outros…

Luis Suárez é inevitavelmente um dos destes exemplos. Era aqui onde queria chegar com todo este discurso.

Suárez era uma das grandes promessas do futebol Uruguaio jovem. Prova disso foi o facto de ter sido contratado aos 19 anos pelo modesto Groningem da Holanda e de passado um ano ter sido contratado pelo Ajax, que como sabemos, é uma das maiores escolas de talento da europa.

Se no Ajax Luis Suárez detinha o estatuto de estrela da equipa, o mundial que fez na África do Sul, cativou muito boa gente a colocar-se na rota do jogador. Falou-se de uma eventual transferência para o Milan, mas o que é certo é que o Liverpool vendeu Torres e foi de imediato assegurar o talento Uruguaio. Com razão e mérito. Suárez não só pegou de estaca nos Reds como lhes deu aquilo que o seu ataque estava órfão (na minha opinião) desde os tempos áureos de Michael Owen: criatividade.

Suárez, como bem sabemos, não é um grande matador. Nunca o será. No entanto, o seu recorte técnico assente numa excelente condução de bola em drible e a fantasia que lhe é imanente é uma delícia para os olhos e é extramamente profícua quando executada no futebol inglês.

Prova disso foi o jogo que Suárez fez ontem contra o Manchester. A jogada que fez para o 1º golo dos Reds é do outro mundo – estamos a falar obviamente da defesa do United.

Mais que impressionante, foi magistral.


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