Tag Archives: Joy Division

A Dança

1985. Programa de Chico Buarque e Caetano Veloso na Globo. Uma das primeiras aparições nacionais dos Legião Urbana de Renato Russo, o novo rock de Brasilia, pela porta da geração mpb. Chico e Caetano ficaram maravilhados com a dança ao estilo Ian Curtis (Joy Division) Morrissey (Smiths) feita por Russo. Cedo, os dois perceberam que ali estava a ser gravado um momento histórico da viragem da música brasileira: a geração mpb que tanto tinha ajudado a mudar o paradigma social da sociedade brasileira durante o período da ditadura militar estava a presenciar uma nova maneira de fazer música no Brasil. Em 1985, muito influenciados pela onda de Madchester, bandas como os Legião, os Capital Inicial, os Plebe Rude (Brasília) em conjunto com os colegas de São Paulo (Paralamas do Sucesso) e do Rio (Titãs) acabaram por “derrotar” a mpb e instituir uma nova fase de culto na música brasileira.

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Como ser efectivamente uma grande banda rock?

Joy Division — “Dead Souls” – editada no post-mortem de Ian Curtis na compilação Still de 1981.

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6, bom futebol, 9

A velha mecânica de Manchester anima-me a noite que se vestiu de verde.

Domingos e o Sporting ganham o meu entusiasmo.

Joy Division — “A means to an end” — Álbum: Closer (1980)

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Happy Mondays – Wrote for Luck

A espantosa Haçienda de Manchester que serve de cenário para este videoclip de “Wrote for Luck” do CD1 do álbum “Bummed” de 1988.

Aconselho-vos a pesquisar não só a história da Hacienda através da página criada na Wikipédia, como nos links externos que lá são colocados.

Para os mais curiosos, existe também o brilhante filme-documentário “24 hour party people”, produzido em 2o02 por Michael Winterbottom que retrata de forma mais ou menos fiel o percurso da Factory Records de Tony Wilson e o percurso da cena de Madchester desde os Buzzcocks até ao fim oficial da Haçienda em 1997 e a ligação das bandas de Manchester à editora e consequentemente à discoteca, que nem os lucros das vendas de álbuns de Joy Division, Stone Roses, New Order e Happy Mondays conseguiraram fazer com que gerasse lucros durante o seu funcionamento.

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The most interesting old sounds from the northwest

Primeira aparição pública dos Joy Division. Em 1978, no programa de Tony Wilson na Granada Television, televisão periférica da área de Manchester.

Era assim que tudo começava…

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The Courtneers

The Courtneers
“Not Nineteen Forever”
Álbum: St. Jude (2008)

De todas as bandas que vi em Paredes de Coura, este quarteto de Manchester foi para mim a banda que mais me surpreendeu. A provar que a cena de Manchester continua viva e que a cidade ainda consegue lançar grandes bandas.

A banda de Liam Fray, formada em 2006, chegou pela primeira vez ao nosso país via Paredes de Coura com o estatuto de banda quase desconhecida do público Português. Com 2 álbuns e 2 EP editados, este single era o mais conhecido do público Português. Com um rock and roll que fixa bem nos ouvidos, os Courtneers cativaram sempre na mesma toada: uma boa interacção com o público, bons riffs de guitarra a lembrar bandas como os Franz Ferdinand com um toque soave de electrónica vinda do teclista convidado Adam Payne. Numa ideia de apresentar o 2º álbum da banda, os Courtneers vieram a Paredes de Coura com a máquina muito bem oleada.

Liam Fray foi sempre exemplar com o público. Falou qb com o público, cantou sobretudo sobre relações amorosas que correram mal e até se meteu com os putos com as t-shirts dos Joy Division. Porque de seguida vinha Peter Hook para tocar temas da banda mítica de Manchester.

Voltarão a aparecer em breve no nosso país.

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Desistam

Já me mete nojo ver os putos e os posers a falar dos Joy Division e da cena de “Madchester”. Mete-me um profundo asco vê-los destruir, vê-los tentar tornar mainstream aquilo que não é mainstream e que nunca o será. Parem de falar no Ian Curtis. Ele deixou bem vincado em vida que não fazia musica para ser adorada por toda a gente depois de morto. Vocês nem sabem sequer que antes de haver Joy Division, havia Warsaw. E que antes de Warsaw, haviam bandas como os Clash, como os New York Dolls, como os Velvet Underground, como os Television.


Vocês nem sabem que o nome Joy Division foi criado com base num clube nocturno que os soldados Alemães frequentavam em Paris durante a ocupação Francesa por parte do exército Alemão. Vocês nem sabem que a banda só lançou dois álbuns de originais e que o resto são singles lançados em vinyl. Por isso parem de ser como o Miguel Esteves Cardoso. Esse quando vêm falar de música, escreve sempre sobre o mesmo. Numa dinâmica de circulo. Quando escreve sobre o Ian Curtis não vêm falar do John Lennon. Quando não escreve sobre o Ian Curtis vêm falar do John Lennon.

Parem de falar nos Smiths. Parem de usar o argumento preconceituoso que o Morrissey usava a musica para sair do armário. Ele nunca escondeu que era homossexual. Parem de andar por aí a postar nos facebooks que a “Creep” é o melhor single de sempre dos Radiohead. Porque a “Creep” só é single no NL e no “Pablo Honey” que se diga de passagem que é uma das piores merdas de sempre da história da música. Para gente podre de bebeda que com a bebedeira acha genial a tudo o que é mau. Parem de andar por aí a gabar o “Ok Computer” como o melhor álbum de sempre alguma vez feito. Ouçam o “The Bends”, ouçam o “Kid A”, ouçam a merda que vocês quiserem. Longe de mim.

Por isso desistam…

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