Tag Archives: José Mourinho

clássico (III)

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Sem dúvida a melhor aposta de sempre. O site de apostas espanhol Beticious  que por acaso já me tinha brindado com a aposta mais ridícula de sempre (até ontem) decidiu lançar uma bet sobre quem irá à sala de conferência de imprensa por parte da estrutura do Real Madrid fazer o rescaldo do clássico de hoje do futebol espanhol (15h na Sporttv). De realçar o humor dos administradores do site ao colocar a hipótese de tal antevisão ser realizada por personalidades como: Esperanza Aguirre (presidente do governo regional da Comunidade Autónoma de Madrid e actual opositora interna de Mariano Rajoy no Partido Popular Espanhol; célebre em Maio de 2012 pela proposta que entregou no parlamento regional madrileno aquando da disputa da final da Taça do Rei entre Barcelona e Athletic de Bilbao que visava proibir os adeptos das duas equipas de entrarem no Vicente Calderón com bandeiras que não a Espanhola) o Papa Bento XVI (penso que seria difícil visto que está em cativeiro desde ontem!!) o vocalista dos U2 Bono e até o princípe real Inaki Urdangarin que como se sabe foi um antigo jogador internacional espanhol de andebol na década de 90 e se destacou ao serviço do Barcelona.

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clássicos (de fim de noite)

Um hino ao futebol! Camp Nou, quartos-de-final da Copa do Rei 1996\1997. Eu vi este jogo em directo na TVI. Graças à minha mãe que me deixou ficar acordado até às 11 da noite para poder ver até ao fim. E ainda bem que deixou visto que foi um daqueles jogos que era capaz de alegrar uma criança de 9 anos num tempo em que o futebol que vinha de fora era escasso no país.

Barça de sonho com jogadores como Vitor Baía, Busquets (2º guarda-redes; pai de Sérgio Busquets), Albert Ferrer, Pep Guardiola, Fernando Couto, Luis Figo, Giovanni (que pés magníficos tinha este brasileiro) Sergi (o melhor defesa esquerdo que alguma vez vi jogar; era uma locomotiva a fazer todo o flanco e tinha uma capacidade de cruzamento que só vi anos depois, no lado direito no Paraguaio Arce), Zubizarreta (3º guarda-redes, anos mais tarde titular da selecção espanhola quando já actuava no Valência), Robert Prosinecki (outro dotado com uns pés do outro mundo; no entanto as lesões haveriam de lhe estragar a carreira), Hagi (outro daqueles que colocava a bola onde queria), Hristo Stoichkovic, Luis Enrique, Guillermo Amor, Miguel Angel Nadal (tio do tenista Rafa Nadal), Albert Celades, Abelardo, Pizzi e Jordi Cruyjff (que não deu nada), Ivan De La Peña e a estrela da companhia, Ronaldo O Fenómeno. Indiscutivelmente um dos melhores planteis de sempre da história do futebol.

Atlético de Madrid na ressaca do furacão futre mas no expoente da era Gil y Gil. Uma equipa que lutava pelo título e ombreava taco-a-taco com as duas superpotências do futebol espanhol. Jogadores como José Molina, Santi (um defesa central que passou praticamente despercebido aquela geração mas que ainda chegou a ser convocado para a Roja), Geli (um central muito forte fisicamente), Vizcaíno, Pantic, Diego Simeone (que saudades de o ver jogar!!) Aguilera e Caminero (a dupla de médios ofensivos da selecção espanhola de então), Bejbl, Quinton Fortune (antes de Manchester), Biagini, Ezquerro (extremo da selecção espanhola), Esnaider (anos depois seria contratado pelo Porto não tendo grande sucesso na sua passagem pelo clube da Invicta) e Kiko, anos a fio o colega de ataque de Raúl ou Morientes na Roja. No banco, Radomir Antic.

Meia-hora de terror para Couto e Baía. O Barça perdia por 4-0 e sofria uma humilhação frente ao Atlético. Baía tinha sido contratado por 5 milhões de euros (1 milhão de contos!!) ao Porto, sendo na altura o guarda-redes mais caro da história do futebol. Metia água por todos os lados a cada vez que a bola cercava a sua área. Dá-me uma nostalgia ao ver estas imagens. Nessa meia hora, Kiko e Pantic fizeram o que quiseram de Couto e Nadal. Na 2ª parte, foi o que foi. Não tenho palavras para descrever o rolo compressor da equipa orientada por Sir Bobby Robson (com Mourinho como adjunto) com De La Pena, Sergi, Figo e Ronaldo a encetar a reviravolta. Para ver e rever. Ainda bem que o youtube ainda tem destas reliquias. São património da humanidade.

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notas sobre o superclássico

1. Impressionou-me o Piqué pelas três certinhas que tirou ao Ronaldo.

2. Meteu-me impressão o Ricardo Carvalho pelo estado lastimável em que se encontra. Mal fisicamente, mal colocado, uma aposta de risco de Mourinho fruto da escassez que o Real atravessa ao nível de centrais.

3. Varane, não pelo golo mas sim por ter feito o seu trabalho e o de Ricardo Carvalho. Já escrevi aqui e volto a escrever que será o melhor central do mundo da sua geração.

4. Modric. Ter saído de Londres foi um erro crasso que futuramente será pago. O Madrid é o clube mais profícuo do mundo a destruir grandes carreiras.

5. O Daniel Alves e o Busquets continuam a dar lenha no Ronaldo como se não houvesse amanhã e a reclamar com o árbitro como se ainda tivessem razão.

6. A falta que faz um Falcao num ataque como o do Real Madrid.

7. Creio que no último lance do jogo Carles Puyol corta o remate de Sami Khédira com o braço.

8. Messi fez o que quis e só não fez mais porque ainda existia um Varane implacável pela frente, Ronaldo esteve perdulário.

9. Diego Lopez cumpriu aquele que vai ser o seu primeiro e único jogo pelo Real Madrid. Amanhã será apresentado outro guarda-redes no Bernabéu de nome Rui Patrício.

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e eu concordo

Final do Campeonato do Mundo de Clubes.

Corinthians vs Chelsea

Oscar é para mim o médio do futuro. Desde o mundial de sub-20 que já tinha esse estatuto. Ainda espreitei alguns jogos do Internacional de Porto Alegre para confirmar as dúvidas que me restavam. É, desde que sigo a Premier, o 2º brasileiro a assentar que nem uma luva no futebol de terras de Sua Majestade. O primeiro, pelas características óbvias e tão diferentes do Brasileiro comum foi Gilberto Silva. De características diferentes da do antigo internacional brasileiro que teve a sorte de um dia ser chamado por Scolari para um Campeonato do Mundo devido à lesão de Emerson (designado em Itália como O Velho), Óscar também ele tem características que não são comuns no típico médio canarinho: é simples e não opta pelo típico futebol rendilhado, tem uma técnica acima da média, é talentoso e eficaz no passe curto e no passe longo e remata com alguma eficácia de meia distância. Para o meio campo dos relvados ingleses, onde o futebol rápido e nem sempre bem jogado obriga a que os médios sejam soltos, rápidos e eficazes na distribuição de jogo, Oscar é peixe dentro de água.

Sabendo que não ia ser titular contra o Timão (deve-lhe ter saltado a tampa obviamente; apesar de ter vindo para o Chelsea do Inter, Óscar foi formado no São Paulo e só um São Paulino sabe o ódio que essa estirpe tem aos galinácios, vulgo, Corinthians) o médio brasileiro deverá ter dito acerca do seu treinador Rafa Benitez algo como “ele é louco” – e é de facto.

Há uns anos atrás, fruto das vitórias com o Valência na Liga Espanhola e Taça Uefa em 2004 (com muito mérito diga-se) e do Liverpool na Champions em 2005, Benitez era posto no pedestral de José Mourinho. O tempo veio a confirmar que o espanhol não faz sombra ao Português. Em nada. Há que relembrar os exitos de Benitez na premissa dos planteis do Valência de 2003\2004 e do Liverpool da época seguinte: autênticas máquinas de futebol. Com recursos, o futebol prova que tudo é possível.

Depois do sonho veio a desilusão. Benitez teve quase a fazer do Liverpool campeão (já não acontece desde 1991). Quase, não fosse o fantástico futebol do Manchester de Ronaldo. O modelo Benitez (muito parecido com o modelo Wenger só que executado apenas o recrutamento de jovens espanhóis esgotou-se) e com ele também se esgotou a paciência de um clube atolado em dívidas. Veio a era Gilette e Benitez, como qualquer treinador sem resultados, foi posto no olho da rua. Passados alguns anos, apanhou o restolho da era Mourinho no Inter. Como qualquer restolho deixado por Mourinho, Benitez não teve no Inter aquilo que nunca teve (Segundo os especialistas da bola) em qualquer clube por onde passou: mão-de-ferro. Ainda os jogadores campeões europeus do Inter de Mourinho choravam a saída do Português para Madrid e já Benitez era posto no olho da rua.

Veio o Chelsea. Campeão europeu em título. É certo que Di Matteo foi, até hoje, o mais improvável campeão europeu. Apanhou um Chelsea em ruínas depois da passagem do furacão Villas-Boas. Apanhou um Chelsea a meio de uma eliminatória europeu com um 1-3 servido no San Paolo em Napoli, onde, diga-se de passagem, o Chelsea levou um cheiro de bola tão grande que merecia ter saído da Bella Napoli não com 3 mas com 6. E na 2ª mão, com um Super Napoli (recordo-me do golaço apontado pelo Gokhan Inler) Di Matteo e os jogadores viraram uma eliminatória que 15 dias antes parecia perdida. Isto sem falar que depois do Benfica (onde o emblema da Luz fez tudo para merecer o apuramento), o Chelsea vai dar aquele recital táctico a Nou Camp para depois vencer o tão desejado sonho de Abrahamovic na final contra o Bayern.

Ainda no êxtase da vitória europeia, Abrahamovic deu condições ao técnico italiano e reforçou a sua confiança e plantel. O Chelsea tem de longe o melhor trio de médios do futebol britânico: Hazard, Oscar e Mata. E por detrás deste trio ainda existe um Lampard, que apesar da idade, ainda aparece de vez em quando para mostrar o velho Lampard do passado. Di Matteo, como se esperava, confirmou o lucky shot obtido pela champions e não teve unhas para tocar a guitarra que Abrahamovic lhe tinha dado. A paciência do Russo esgotou-se quando não devia e para o seu lugar contratou Benitez que em tantos jogos ainda não acertou uma. Moral da história: por mais mal que um campeão europeu se esteja a portar, é quase regra de ouro (ainda mais no futebol britânico) que o treinador campeão merece mais oportunidades daquelas que mereceu Di Matteo. Ainda mais, quando é substituído por um louco.

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futeboladas

O Real Madrid apura-se à rasca mas apura-se…

Várias notas de uma partida que fui vendo aos pedaços enquanto via em simultâneo o PSG – FC Porto:

1. Modric está a pegar de estaca no miolo do Real Madrid. Se Pirlo é para mim o melhor, se Iniesta é o 2º melhor, Modric completa o pódio. É uma delícia vê-lo girar e ziguezaguear neste meio campo do Real Madrid com aquele futebol açucarado de passe simples, passe a rasgar e criatividade que todos conheciamos de White Hart Lane. A assistência para o 2º golo é perfeita.

2. O regresso de Kaka. Mourinho conta com ele a partir de agora. O Brasileiro respondeu com uma exibição como há muito não se via. Por momentos pensei estar a ver o Kaka de 2007.

3. O Ajax. Pouco maduros mas dá para perceber que tem ali outra geração e tanto. Eriksson é o líder da banda. Centrocampista moderno, arejado e com uma visão de jogo acima do normal. Pela lógica do clube, não ficará por muito tempo na Amsterdam Arena. Outros me sobressaem à vista neste plantel do Ajax: Daley Blind, Boerigter, Sana… a ver vamos se o Ajax consegue finalmente consolidar um lugar europeu coadunante com a sua história.

4. A saída maluca de Casillas. As saídas nunca foram o seu forte. Mas merece perdão, sempre. Por cada golo mal-batido, Casillas faz 15 defesas impossíveis. É para mim, indiscutivelmente, o melhor que vi defender em toda a minha vida.

A feijões é certo, mas, Málaga e Anderlecht proporcionaram um grande espectáculo no fecho desta fase de grupos.

Duda marcou 2 golos e a Liga dos Campeões para o Málaga toma contornos muito peculiares para os jogadores lusos visto que aos 2 desta noite do internacional português juntam-se os 4 marcados por outro internacional luso: Eliseu.

O internacional sérvio Milan Jovanovic faz o golo da noite. Depois de uma experiência falhada no Liverpool, este jogador que se deu a conhecer por via do rival Standard de Liège é o autêntico patrão desta equipa de Bruxelas.

O internacional Camarones Carlos Kameni fez, pelo que vi nos highlights da partida, uma exibição muito solida contra o Anderlecht e evitou por várias vezes a vitória dos Belgas.

O azar de Helton ensombra uma exibição pouco conseguida do Porto no Parque dos Principes.

A defesa do Porto permitiu ao longo do jogo muitas brechas ao poderoso ataque do PSG. Pelas alas, essencialmente, Lavezzi, Menez e Ibra fizeram o que quiseram dos laterais do Porto. No entanto há que reconhecer a bela partida que fez Nicolas Otamendi perante o monstro que é Zlatan Ibrahimovic.

Ao contrário do que já me disseram hoje, o meio-campo do Porto esteve muito bem. Moutinho e Lucho anularam por completo a influência de Chantome na distribuição de jogo do PSG e isso notou-se a partir do momento em que o PSG praticamente só conseguiu desiquilibrar a partir de rápidos contra-ataques, onde lá está, os 3 da frente são fortíssimos (principalmente Menez e Lavezzi por serem jogadores muito rápidos e de drible fácil). O outro médio-centro dos parisienses (Matuidi) foi insuficiente para travar João Moutinho. O internacional francês correu muito mas nem sempre bem. Isso só prova a eficiência que o médio do Porto tem no jogo da sua equipa. Na frente, James fez o que pode, Varela esteve desinspirado e Jackson continuou a mostrar muito da sua raça e da sua qualidade.

Apesar do Porto ter perdido aqui um encaixe financeiro na ordem do milhão de euros, a passagem no 2º lugar trará um adversário mais acessível no sorteio dos oitavos-de-final. Valeram as excelentes exibições em 3 jogos deste grupo: PSG em casa e os dois jogos contra o Dinamo de Kiev.

Quanto ao PSG, ainda não vi grande coisa que me deslumbre. É uma equipa com muitas individualidades, é. Mas Ancelotti ainda não conseguiu construir um colectivo coeso e sinceramente não gosto da filosofia de jogo desta equipa por pecar excessivamente por um jogo típico de futebol italiano: ferrolho e contra-ataque. As individualidades da equipa praticamente que tentam remar cada um por si. O que de facto ofusca a presença, por exemplo, de um senhor no meio-campo chamado Javier Pastore. Para se tornar uma equipa mais consistente, o PSG também deveria ter um bom médio box-to-box que transporte bola. Chantome é bom jogador mas está muito aquém do potencial dos colegas da frente.

O golo do Julien Schieber (contratado ao Estugarda no Verão) coroa um jogo em que o Borussia de Dortmund aplicou um autêntico rolo compressor no Manchester City. Pela 2ª época consecutiva, os Citizens não transformam em resultados o potencial que tem. De Parabens está Jurgen Kloop. No sábado teve uma partida decisiva para a equipa a contar para a Bundesliga onde conseguiu remediar (dada a diferença pontual entre Bayern de Munique e Dortrmund na tabela classificativa) um mal menor para a equipa Vestfaliana ao conseguir um empate na Allianz-Arena, para, hoje, conseguir eliminar os campeões ingleses que terão que se contentar novamente com uma ída à fase final da Liga Europa.

Não tinha dúvidas que depois da desastrosa participação do Borussia na edição do ano passado da Champions (saiu vergado na fase de grupos com duas goleadas frente ao Marselha, que depois eliminaria o Inter com um golo de Brandão no último minuto da 2ª mão em Giuseppe Meazza) esta equipa iria dar cartas na edição deste ano, fruto de uma maior evolução da equipa e do próprio talento (muito rica em talentos) que neste momento tem. Saiu Kagawa para o United é certo, mas, a entrada de Réus (um desiquilibrador nato) e a evolução da dupla Perisic\Gundogan, rapidamente compensaram a saída do internacional Japonês para Old-Trafford.

Não tivessem os campeões russos desperdiçado tantas oportunidades de golo no jogo da 5ª jornada contra o Málaga (acabou empatado 2-2) e hoje, com esta vitória em Milão, estariam apurados para os oitavos. Allegri continua em maus lençois. Apesar do apuramento (aos tropeções, diga-se) este Milan necessita de uma reforma urgente caso queira manter-se competitivo (na Série A está a ser um autêntico desastre; salva-se apenas a vitória no clássico contra a Juventus) e Galiani já deu a entender que a reforma não passa por Allegri. Guardiola já piscou o olho ao Milan. No entanto, Allegri está a ser vítima de um embuste directivo pois está a treinar uma equipa muito jovem, muitos furos abaixo dos planteis do Milan nas últimas 5 épocas e com hora de saída previamente combinada.

O Zenit sai pela porta pequena da competição para a Liga Europa, mas, torna-se para já, para mim, o contender nº1 à vitória dessa competição. No entanto esta eliminação mostra que Spalletti terá que trabalhar mais a equipa. Para o ano acredito que o Zenit aparecerá com uma força incrível na champions caso consiga vencer ou classificar-se pelo campeonato russo.

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começo por…

dizer ao Sá Pinto que ele bem tentou levantar o clube que ama.

dizia-me há uns meses atrás o Mário Silva, e bem, que para se levantar um clube perdido, era necessário ter-se muito amor a esse clube. é o caso do Sá Pinto em relação ao Sporting. foi aquilo que, um outro histórico europeu, o Liverpool, que também se encontra numa fase muito controversa da sua história, fez, ao contratar para o cargo de treinador Kenny Dalglish na época transacta.

Dalglish e Sá Pinto não são treinadores. ser um antigo futebolista de qualidade (Dalglish é indiscutivelmente uma das maiores lendas do futebol europeu e Sá Pinto, apesar de não ter sido nenhuma vedeta do futebol mundial, foi um jogador que marcou uma geração do futebol do seu país) não é sinónimo de sucesso enquanto treinador. prova disso são os inúmeros treinadores de reputação mundial que nunca foram jogadores de futebol ou que nunca foram jogadores de nível mundial: Mourinho, Sven-Goran Eriksson, Héctor Cuper, Scolari, Wenger, Benitez são os exemplos de treinadores que apesar do seu currículo enquanto treinadores (uns ganharam mais, outros menos) pertencem a esse lote.

no entanto, tanto Sá Pinto como Dalglish, pelo conhecimento interno profundo da realidade dos clubes cuja missão era levantar de sucessivos anos de hecatombe ao nível de resultados desportivos, pela garra que sempre empregaram ao serviço desse clube enquanto jogadores (lembro-me que Sá Pinto por exemplo, arruinou a sua carreira enquanto jogador num célebre jogo a contar para a UEFA de 2001\2002 contra o Halmstads; vitória do Sporting por 6-0 se não estou em erro; lesionando-se gravemente no joelho depois de ter esforçado em demasia para dominar uma bola que ia fora quando o sporting já ganhava por 6) eram soluções muito viáveis para as direcções desses mesmos clubes.

Sá Pinto chega a um Sporting arrasado por mais uma desilusão. Domingos Paciência sai a meio de uma época em que se esperava que fosse o habilitado a devolver o sporting ao top-3 da liga portuguesa. Domingos sai num momento em que o clube se encontra numa posição confusa: existe um investimento na equipa profissional superior aquele que tinha sido feito nas eras de Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, existem objectivos a cumprir, existe pressão adicional derivada desses mesmos objectivos mas os resultados não aparecem e a confusão instalada na direcção não permite a paz ao clube. Domingos não engata aos domingos, perde a equipa e perde por completo o balneário. Sá Pinto entra, motiva o balneário e ganha jogos na UEFA que qualquer sportinguista jamais pensava que os seus jogadores poderiam ganhar. o jogo de manchester foi a prova disso. eliminar o campeão inglês com uma vitória em Alvalade e com aquele épico de Manchester era suficiente para os adeptos pensarem que estaria ali a solução para espantar os maus anos do clube e para os jogadores ganharem confiança.

a partir de Bilbao tudo se desmorona.

a Sá Pinto, como não poderia deixar de ser, é dada uma oportunidade para trabalhar uma equipa a partir da sua base, ou seja, a partir da pré-época. e como se tinha dado a Domingos, a direcção dá a Sá Pinto o plantel com mais qualidade e riqueza em soluções que alguma vez vi no Sporting desde a era de Figo e do malogrado professor Queiroz. e desde cedo, como o meu pai tinha previsto, Sá Pinto revela que não é treinador e que não tinha capacidade para colocar a equipa a jogar um bom futebol. não basta olhar o jogo com a atitude de guerreiro, é preciso também saber-se aquilo se faz para que no campo os resultados apareçam. e na minha modesta opinião, os incentivos constantes do treinador aos jogadores não são suficientes, pois se olharmos bem, nenhuma equipa que tem aspirações pode chegar a Outubro sem um onze base construído e sem um fio de jogo objectivo.

no entanto, a actual situação do Sporting não se estende apenas ao meu desempenho do seu demissionário treinador.

é nítido que directivamente, o clube ainda vive maus momentos. a estrutura profissional do clube passa por uma enorme instabilidade, instabilidade essa que parece ser típica do sporting.

o clube tem um presidente ausente, que passa a vida mais preocupado em viagens à China para arranjar investidores (mas quem é que na verdade quer investir num clube que não vai à Liga dos Campeões e que não tem património ou receita?) e tem vários presidentes-sombra. falo dos senhores Bruno Carvalho, Luis Duque, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Dias da Cunha, Dias Ferreira, José Roquette, Rogério Alves e tantas vozes mais que são as vozes que semeiam a instabilidade no clube com as suas afirmações descabidas, confusas e até, por vezes, algo contraditórias. ou seja, é sumo aos meus olhos que existe muita gente no Sporting que fala, fala demais e não fala aquilo que realmente deve falar. começa no presidente ausente e acaba no vogal da mesa da assembleia magna.

financeiramente, não se sabe muito bem onde é que o clube vai buscar dinheiro. até se sabe, mas essa não é a forma correcta de gerir um clube. alienar passes de jogadores a fundos dúbios só fará com que o clube não ganhe nada com as transferências desses mesmos jogadores e posicione-se delicadamente na bancarrota caso não consiga chegar a uma liga dos campeões. logo, qualquer profissional da bola, por mais rico que seja, que abra um jornal desportivo e leia que o seu clube está em falência técnica e pode estar em risco de não pagar o seu salário, não terá a motivação necessária para enfrentar a sua profissão e ter bom rendimento.

no entanto, ninguém naquela direcção é capaz de controlar a loucura da imprensa desportiva nos maus momentos do clube e ninguém é capaz de fazer barulho quando o sporting é atacado de forma violenta, cobarde e vil.

desportivamente, as planificações de época do sporting são algo que ainda não se sabe muito bem como se fazem. Carlos Freitas foi contratado para dar aquele toque de midas que só ele consegue dar no futebol português. reforçou a equipa com excelentes profissionais. mas, a instabilidade directiva faz com que esses profissionais cheguem ao sporting e mostrem que desaprenderam a jogar futebol. no ponto de vista físico, acho inenarrável chegar a Outubro e reparar que maior parte do plantel do Sporting ou se encontra em má-forma ou se encontra lesionado. as lesões são outro facto inenarrável: o departamento médico do sporting é o departamento médico em Portugal que demora mais tempo a colocar de volta os jogadores na competição. exemplos disso: Fito Rinaudo. em março estava pronto para a competição mas só voltou em Setembro. Luis Aguiar foi-se embora sem qualquer jogo oficial. Alberto Rodriguez joga pela selecção mas deixou de jogar pelo clube. Matías passava mais tempo na enfermaria do que no relvado, mas em Firenze tem jogado todos os jogos. vá-se lá saber o porquê disto.

outro facto estranho que me transparece, é a capacidade que os sucessivos balneários do Sporting encontram de demitir treinadores. os jogadores fazem tudo para demitir o treinador que lhe não lhes convém. aconteceu com Peseiro, com Paulo Bento, com Paulo Sérgio, com Carvalhal, com Domingos e agora com Sá Pinto. será que não existe ninguém naquela direcção que chegue a um balneário e diga que os jogadores são pagos para jogar futebol e para ganhar títulos?

para finalizar.

o sporting vai ao dragão domingo. uma vitória puxará o clube para perto dos primeiros lugares e poderá devolver a confiança aos jogadores. o novo treinador (dizem as más línguas que é Co Adriaanse; outro conflituoso nas relações com os jogadores) estará em Alvalade na segunda e aproveitará a pausa no campeonato para jogos internacionais para poder trabalhar descansadamente com a equipa e incutir o seu modelo de jogo. uma derrota colocar-nos-à a 8 pontos do Benfica e do Porto, ou seja, no fio da navalha no que a liga portuguesa diz respeito. sinceramente, até tremo só de pensar na cabazada que o sporting vai apanhar domingo. se apanharam 3 do videoton, podemos sair do dragão com uns 7 no saco. espero que não não, mas…

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À 6ª foi de vez

De que vale vencer a mesma equipa 5 vezes se à sexta uma derrota dá de bandeja o título à outra equipa?

Assim aconteceu em Nou Camp. De um lado, um Mourinho inteligente aplicou a receita que já tinha dado frutos nas meias-finais da Champions em 2010 em Nou Camp com o Inter e que Roberto DiMatteo limitou-se a copiar no encontro de quarta-feira em Stamford Bridge. Do outro lado, Pep Guardiola foi traído por uma equipa que batalhou muito, que criou muito mas que não foi capaz de concretizar as oportunidades, também um pouco à semelhança do que o Barça (não) fez em Londres a meio da semana.

Mourinho desenhou a táctica perfeita. Colocou a equipa num estilo ultra-defensivo, numa cópia clara do que já tinha feito 2 anos antes com o Inter na Catalunha. Em 4x5x1 desdobrável para 4x3x3, apostou num meio campo coeso formado por Alonso, Ozil e Khédira. Nas alas, Ronaldo e DiMaria tinham ordens para fechar as alas perante as intromissões ofensivas de Dani Alves, Tello, Adriano e Iniesta e para sair para o contra-ataque sempre que possível. Na frente, Benzema era o único que tinha ordens para não defender e tinha como missão fazer pressão alta aos jogadores lá de trás (Mascherano e Puyol) de modo a evitar, pressionar e complicar a construção que é feita de trás pelo Barcelona.

O ataque do Madrid resumia-se exclusivamente ao contra-ataque.

Já Pep foi traído nas suas escolhas. Muito se pode dizer sobre este Barcelona. Certo parece-me dizer que psicologicamente começa a ser difícil a Guardiola motivar os seus púpilos para vencer. O ciclo do futebol é mesmo este: quando uma equipa constituída genericamente pelos mesmos jogadores (como o Barça) vence tudo o que tem para vencer (variadas vezes em variadas competições) na última década, começa a necessitar de caras novas, de um novo ciclo.

De Mourinho já se esperava o que aconteceu em Nou Camp. Os primeiros minutos mostraram um Real retraído, defensivo, pressionante no meio campo e capaz de resolver os problemas de maior que o ataque do Barça ia causando esporadicamente para numa 2ª fase partir em velocidade para cima da defensiva do Barça, ora por Benzema ora pelas intensas arrancadas de Cristiano Ronaldo. Iniesta e Xavi tentavam construir mas Sérgio Ramos e Pepe não davam veleidades no último reduto dos madridistas. Messi andou dentro e fora do jogo. Quando esteve dentro tentou as suas incríveis jogadas pelo centro do terreno. Quando isolado na cara de Casillas não foi capaz de finalizar ao seu jeito.

E o Madrid aproveitou logo nos primeiros minutos da partida, num lance onde Victor Valdés acaba por ter culpas partilhadas com os seus centrais: o guardião do Barça saiu em falso e Khédira, embrulhado na pequena-área conseguiu (parece-me em fora-de-jogo) dar o toque desejado ao cabeceamento de Pepe.

E o Real começava a surpreender.

O Barça enervou-se com a ousadia do Real e tentou sair para o meio-campo Madridista em busca do empate. À “ausência” de Messi em certas partes do jogo, Iniesta tentou fazer de Messi e por várias vezes tentou ele furar a defesa madridista. No entanto, exceptuando as perdidas de Messi e Aléxis na 2ª parte, Casillas não teve grande trabalho durante a partida.

Na 2ª parte, um pouco mais do mesmo. O Barça carregou muito no ataque, mas no fim, o jogo dos catalães resume-se ao ditado de “muita parra e pouca uva”. O Real continuou fechadinho na defesa e assente no contra-ataque. A eficácia do Barça foi escassa. Tello teve tudo para o empate mas atirou muito por cima. Aléxis entrou e marcou com alguma sorte. Fabrègas (encostado injustamente a uma ala) e Pedro Rodriguez (entrado numa fase de desespero) foram soluções infeliz que vieram do banco catalão.

Até que Ronaldo calou o camp-nou num lance de jogador.

Mourinho e os seus jogadores geriram a vantagem com muita tranquilidade. Do banco madridista, o português colocou Granero em campo para continuar a segurar o reforçado meio-campo Catalão. Callejón entrou para segurar a bola lá na frente e Higuaín já entrou para queimar tempo em período de descontos. No campo, os que lá estavam continuaram a segurar os ímpetos do ataque catalão e pelo meio, ora Coentrão ora Ronaldo iam quebrando o ritmo de jogo do Barça com algum anti-jogo.

E Mourinho vence justamente o título.

Guardiola assumiu a derrota e deu os parabéns ao português pelo “campeonato” – o Barça atira literalmente a toalha ao chão no que diz respeito a Liga Espanhola. E deve recuperar rapidamente pois na quarta-feira terá Di Matteo e o Chelsea a praticar mais um pouco da receita Mourinho.

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futeboladas (fim-de-semana)

Começo como é habitual pela Premier League:

32ª jornada do principal escalão do futebol inglês:

Depois de uma derrota no terreno do Queens Park Rangers, um golaço na recta final da partida por intermédio do médio catalão Mikel Arteta poderá ter servido dois interesses na recta final da liga: o 3º lugar do Arsenal no fim do campeonato, lugar que garante a Champions da próxima época para o clube londrino e o fim da linha para o Manchester City no sonho do título inglês. Quem sabe, também garantirá o fim da linha para Roberto Mancini no comando técnico dos citizens, numa altura em que se diz que a board de Manchester estará disposta a tudo para convencer José Mourinho a trocar Madrid por Manchester no final desta temporada.

Dentro das 4 linhas, o futebol-arte de Wenger limpou qualquer sombra de dúvidas que pairou até aos 86″, minuto do golo de Arteta. Algo insatisfeito com a pressão que os citizens estão a fazer sobre Robin Van Persie (o holandês termina contrato com os Gunners esta temporada, ainda não renovou e já foi dado como certa uma investida por parte da direcção do Manchester para resgatar o jogador) Arsène Wenger aproveitou para lançar algumas alfinetadas ao clube de Manchester, dizendo que agora, os citizens já podem lançar mais investidas sobre jogadores do Arsenal” – o francês ironizou a situação afirmando posteriormente a seguinte afirmação: “Podemos analisar estar situação de duas maneiras. Se calhar agora eles vão querer contratar outros jogadores”.
Estas declarações surgem obviamente na sequência das compras que os homens de Manchester fizeram no clube londino. Em 3 temporadas, os Gunners viram sair para o City Emmanuel Adebayor, Kolo Touré, Samir Nasry e Gael Clichy, motivo que levou os adeptos do clube de londres a espalhar a piada que os citizens “teriam cartão de cliente no Emirates para ter descontos na compras” – recorde-se que todos os jogadores saíram por um preço inferior ao que era expectável devido ao facto do Arsenal ter sido pressionado à sua venda em derivado do facto de ambos estarem apenas com mais 1 ano de contrato.

Já Roberto Mancini reagiu à derrota afirmando que afinal “não estamos fora do título” – na semana passada, Mancini tinha afirmado no flash interview posterior ao empate contra o Sunderland que se o City perdesse no fim-de-semana, dizia adeus ao título. Com 8 pontos de diferença para o United, não me parece (mesmo que o City vença o derby) que possam ter grandes hipóteses nesta questão.

No jogo de Londres, as luzes incidiram novamente sobre Mario Balotelli. O avançado está de cabeça perdida e voltou a cometer das suas.

O 1º lance – aos 20 minutos Balotelli tem esta entrada violenta sobre Alex Song. Já sabiamos que o camaronês era um jogador algo viril. No entanto, a entrada do Italiano poderia efectivamente ter traçado um destino na sua carreira. O arbitro viu e fez de conta que não viu. Balotelli foi perdoado mas…

fez duas faltas rispidas sobre Sagna nos dois minutos que sucederam ao golo do Arsenal e foi expulso.
Quem não ficou nada agradado com este comportamento foi Roberto Mancini. No flash-interview, o técnico italiano deu a receita de Tevez a Balotelli: “I don’t have any words for his behaviour.
I hope for him he can understand he is in a bad way for his future and I really hope that he can change his behaviour in the future. He will probably not play in the next six games. He’s young and could be my son and when you are young you can make mistakes. Mario made a mistake and I hope for him – not me – that he can change.
He clearly created a big problem but he has also scored important goals for us this season. He needs to chnge his behaviour if he wants to continue to play. I have seen players like him, who have all this talent, and they are finished in two or three years.”

Mancini assumiu de facto que o problema de Balotelli não passa apenas pelo controlo das suas emoções dentro de campo e deu a entender que o italiano também causa problemas no balneário. É uma pena, acrescento eu, que um talento destes não tenha cabeça. Balotelli parece-me daqueles jogadores que daqui a 5 ou 6 anos andará a arrastar-se por clubes como o Modena ou como a Atalanta porque há de chegar o dia em que ninguém o queira.
Notícias posteriores ao jogo indicam que o City deu guia de marcha ao italiano à primeira proposta que aparecer. O Milan de Galliani já apareceu interessado no jogador.

Balotelli já pediu desculpas aos companheiros, treinador, direcção e adeptos pelo seu comportamento. Rumores em Itália dão conta da não-inserção do avançado na pré-convocatória para o europeu por parte do seleccionador Césare Prandelli. Prandelli tem medo que Balotelli vá influenciar uma espiral negativa no balneário da Squadra Azzura. Recorde-se que há algumas semanas atrás, o seleccionador italiano já tinha posto a hipótese de Balotelli não integrar a convocatória italiana por considerar que o avançado não tinha estofo para lidar com a pressão.

Quem aproveitou de imediato a derrota do City foi o Manchester United. Os comandados de Alex Ferguson tiveram uma tarde descansada, vencendo o Queens Park Rangers por 2-0 em Old-Trafford. Nani voltou à competição, algo que deu algum regozijo ao treinador escocês. Dentro de campo, o Queens Park Rangers condicionou o seu jogo logo aos 14″ por expulsão de Shaun Derry após falta dentro da área que daria a oportunidade a Wayne Rooney de inaugurar o marcador. O United controlou o jogo com o equatoriano Valência a facturar mais uma exibição portentosa. Momento da tarde foi o 2º golo dos Red Devils, apontado pelo regressado Paul Scholes, num dos seus remates típicos.

Desde o regresso de Scholes em Janeiro que se nota uma maior acalmia no United. Exceptuando os jogos frente ao Bilbao, em que o Athletic de Bielsa montou o seu “carrossel de ataque” junto à área dos ingleses, Scholes veio dar aquilo que o United da 1ª parte da época não tinha: um médio que transportasse jogo e que fosse capaz de servir de orientador a todo o ataque. Quem poderia fazer isso melhor do que o mítico Paul Scholes?

ver aqui a vitória do Chelsea sobre o Wigan por 2-1.

No rescaldo de uma noite europeia frente ao Benfica em que a equipa londrina teve mais sorte do que juízo, o Wigan veio a Stamford Bridge necessitado de pontos para fugir aos lugares de despromoção. O Chelsea, aproveitando o empate do Tottenham frente ao Sunderland, precisava de vencer para se aproximar mais do 4º lugar. Pode-se dizer que nos dias que correm, o Chelsea é uma das equipas com mais sorte no mundo: vence o Benfica injustamente e com alguma ajudinha da arbitragem nas duas mãos, apurando-se para a Champions e vence um lutador Wigan com mais uma ajudinha dos senhores de negro.

Di Matteo optou por inserir duas caras novas no onze: Michael Essièn e Ryan Bertrand à esquerda. O Wigan de Roberto Martinez esteve por cima durante todo o jogo. Martinez teve uma abordagem táctica muito curiosa: jogou com 3 centrais e com 2 alas. Curioso também foi o primeiro lance de perigo na partida a remate de meia-distância de Gary Cahill.

Na 2ª parte viriam os lances que iriam deteminar o rumo da partida: logo a começar, penalti por assinalar a favor do Wigan com uma mão na área do lateral-direito sérvio Bratislav Ivanovic. Depois, seria o sérvio a marcar o primeiro golo da partida naquele lance bizarro. O Wigan nunca desistiu e sentiu que poderia levar qualquer coisa de Londres: aos 82″ Mohammed Diamé fuzilou Petr Cech naquele poderoso remate à entrada da área.

Para o fim estava guardada a masterpièce dos falhanços da arbitragem neste jogo: apesar da bonita jogada de ataque do Chelsea e do golaço que poderia ser se Torres marcasse aquele voley, 3 jogadores do Chelsea (inclusive Mata) estavam em fora-de-jogo no lance e existe carga nítida de John Obi-Mikel sobre o guarda-redes do Wigan Al-Habsi.

Ontem, Roberto Martinez, treinador do Wigan, revelou que o chefe dos árbitros da FA Mike Riley telefonou-lhe a pedir desculpa pelos erros de arbitragem na partida. Segundo palavras do jovem técnico espanhol: “Ele disse-me que arbitrar nesta liga exige nível e, nessa medida, deviam ter acertado naquelas duas decisões. Creio que há um modo honroso de enfrentar os erros. Todos somos capazes de os cometer e tem a ver com o modo como se reage a eles” – e o que é certo é que os erros de arbitragem foram danosos para o Wigan. A bom da verdade desportiva, o Wigan poderia ter vencido por 2-1 e poderia ter dado um passo importante rumo à manutenção.

O Chelsea aproximou-se do Tottenham e o Wigan continua abaixo da linha de água.

Notícias revelam que o Chelsea já se está a mexer para se reforçar: Igor Lichnovski, jovem defesa de 19 anos do Universidad do Chile e Hernanez, internacional brasileiro da Lazio estão na lista do Chelsea. O primeiro também poderá constar das listas do Inter mas só sairá por verbas a rondar os 5 milhões de euros. Já Hernanes tem o seu passe fixado num valor entre os 22 e os 25 milhões. O brasileiro da Lázio também é desejado pela Juventus e pelo Tottenham.

Por falar em Tottenham. Os Spurs deram um passo negativo ao empatar em Sunderland a 0 bolas. A equipa de Redknapp vê assim mais longe o 3º lugar do Arsenal e terá que lutar jornada a jornada com o Chelsea pelo objectivo Champions.

Outros jogos:

Liverpool 1-1 Aston Villa – Continua a seca de vitórias e golos em Anfield. Andy Carroll foi novamente protagonista pela negativa. O avançado contratado em Janeiro de 2011 ao Newcastle por 40 milhões poderá ter guia de marcha no clube de Liverpool.

A Juventus pretende pescar em Liverpool. Ao que parece, Luis Suarez ficou magoado com a polémica que teve com Patrice Evra. Ultimamente, Kenny Dalglish tem colocado o uruguaio no banco de suplentes, algo muito estranho para aquilo que o extremo tem vindo a fazer nos Reds. Tem uma justificação: Suarez já disse que pretende sair do futebol Inglês. A Juve mostra-se interessada e pretende fazer uma proposta a rondar os 20 milhões + Milos Krasic, jogador que está insatisfeito em Turim e que tem servido de moeda de troca para algumas propostas que o clube tem feito.

Swansea 0-2 Newcastle – Os magpies continuam de olho no 5º lugar do Chelsea e no 4º do Tottenham. Papiss Cissé, ponta-de-lança senegalês contratado em Janeiro ao Freiburg da Bundesliga carimbou com 2 bons golos a vitória da equipa de Alan PardueE. Cissé já leva 9 golos em apenas 3 meses no Saint James Park. Começa a revelar-se mais um caso de sucesso na equipa do Norte e não promete ficar aqui, como aliás, já tinha dito na última crónica.

Norwich 2-2 Everton – Duas equipas descansadas ao nível classificativo proporcionaram um bom jogo de futebol. O avançado croata Jelavic é outro caso de sucesso no futebol inglês. Marcou mais 2 golos. Todavia, o Everton ficou limitado para o resto da temporada com a lesão do seu central\trinco Jack Rodwell. O atleta, que fazia parte dos planos de Stuart Pearce para o europeu já não irá marcar presença no evento em virtude de uma lesão grave.

La Liga:

Duelo intenso no La Romareda em Zaragoça. A equipa da casa (com Rúben Micael no onze; Postiga só entrou nos minutos finais) precisava de bater o pé ao Barça para obter pontos para fugir à despromoção. Já o Barça vinha de uma saborosa vitória frente ao Milan para a Liga dos Campeões e precisava de vencer para alimentar a luta pela renovação do título espanhol.

Guardiola optou por fazer alguma gestão do plantel, colocando Xavi e Iniesta no banco. Xavi só iria entrar aos 90″ para queimar tempo mas ainda a tempo de ver o 4-1 final.

Uma vibrante primeira parte que acompanhei (depois interrompi para ver o Porto frente ao Braga) dava uma noção básica de que o Zaragoça queria efectivamente parar o Barça no seu reduto. A jogar destemidamente contra o futebol dos catalães, prova disso foi o penalty que Angel Lafita não aproveitou ao minutos 23 depois de uma falta de Victor Valdés (Valdés redimiu-se defendendo o penalti) e o golo passado 7 minutos por intermédio de Carlos Aranda. Tremido, o Barcelona subiu no terreno e virou o jogo em 3 minutos: primeiro por Puyol num lance onde Roberto fez mais uma das suas (já tínhamos saudades de ver o antigo guarda-redes do Benfica a sair às aranhas) e depois por intermédio de um golaço de Messi. A primeira parte iria terminar com a expulsão por acumulação de amarelos do central Abraham, facto que condicionou o Zaragoza, repito, que até então estava a merecer muito mais do que uma derrota pelo esírito afoito com que estava a enfrentar o Barça.

Na 2ª parte, com o jogo devidamente controlado, o Barça apareceu com mais um golo do Argentino (de grande penalidade) e com o delicioso golo de Pedro em combinação com Messi num estilo que mais parecia do rugby do que do futebol.

Um rumor dá conta que o Barça pretende “usar” Cesc Fabrègas e 30 milhões de euros para convencer Robin Van Persie a ser blaugrana na próxima época. O Barça pagaria assim um preço justo ao Arsenal e o espanhol serviria de intermédiário para convencer o Holandês a trocar londres pelo clube catalão.

Duro nulo para o Real em dia de páscoa frente ao Valência.

A jogar com a artilharia toda, Mourinho pretendia livrar-se do incómodo Valência nesta altura da temporada. O Real mereceu vencer visto que dominou toda a partida e viu o golo negado por várias vezes ora pelo poste ora por uma grandiosa (grandiosa mesmo!) exibição do suplente do Valência Guaita (o Valência tem de facto dois maravilhosos guarda-redes).
Primeiro a de Ronaldo ao poste. Tudo lindo. Chutão do extremo português a bater com violência no poste. Seria um dos melhores golos da Liga. A resposta do Valência: remate de Topal (este turco é brilhante na meia-distância) para defesa incompleta de Casillas. Com o guardião do Madrid plantado a pedir fora-de-jogo do avançado valenciano, este não consegue fazer mais do que atirar a bola ao poste. Seria complicado para o Madrid voltar à partida se o Valência ter inaugurado o marcador neste lance.

O Valência desapareceu da partida depois deste lance e só voltaria a aparecer na 2ª parte novamente a remate ao poste por intermédio da meia-distância do internacional turco. Se o golo de Ronaldo era de Antologia, qualquer dos lances de Topal também. Nas imagens veja-se a felicidade de Casillas a agradecer aos postes do Bernabéu após o dito lance. Veio o show de Ronaldo e o show da sua sombra nesta partida: Guaita! O internacional sub-21 espanhol está de parabéns. Levaria a melhor sobre toda a artilharia ofensiva que Mourinho tinha lançado na partida (o Real acabou o jogo com Ronaldo, Kaka, DiMaria, Callejón e Benzema).

O resultado foi ingrato para as duas equipas, observando pelo ponto de vista classificativo: o Real perdeu dois pontos para o Barcelona e o Valência foi ultrapassado na 3ª posição pelo Málaga.

Para a história da partida, ainda ficou o lance entre Pepe e Arbeloa.

Descontente com a falta que tinha sofrido, Pepe tentou descarregar uma das suas meiguices no jogador do Valência e acabou por fazê-lo de forma inocente no seu colega de equipa Arbeloa. FAIL!
No entanto, o lateral espanhol compreendeu a situação e até brincou com o assunto quando interrogado pelos jornalistas.

Marcelo valorizou a negatividade do empate do Real mas diz que o balneário continua tranquilo. Já Guardiola também afirmou que o Barça muito dificilmente será campeão. No entanto, de Pep, creio que estas declarações são talhadas para tentar espicaçar o adversário.

Com este empate do Valência, aproveitou o Málaga. A nova aquisição da família bin Thani, depois de um mau início de temporada está cada vez mais perto de confirmar a Champions pela via directa. O último adversário a sofrer a fúria malagueña foi o Santander com golos de Isco, Santi Cazorla e Van Nistelrooy.

Ainda sobre equipas que alimentam o sonho europeu, o Osasuna foi a Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid) receber uma lição de bola do Rayo Vallecano. No Rayo, recém-promovido à Liga após alguns anos de ausência estão agora jogadores como José Maria Movilla (ex-Atlético e Espanyol) Diego Costa (ex-Braga e Atlético) e Andrija Delibasic (ex-Benfica e Beira-Mar) – não é portanto uma equipa com grandes estrelas, mas é uma equipa que se tem mostrado muito combativa e que faz de um jogo rápido e agressivo a sua maior força. No regresso à liga, ocupam para já o 12º lugar com 40 pontos e vivem um momento muito tranquilo, precisando apenas de 3 pontos em 6 jornadas para confirmar a manutenção.

Já o Osasuna perdeu para Málaga, Valência e Levante (venceu 2-0 o Atlético e deverá ter arrumado de vez os sonhos de Simeone quanto ao dossier Champions\Liga Europa por via do campeonato; relembro que o Atlético ainda está na Taça Uefa onde jogará frente ao Valência as meias-finais) mas segurou o 6º lugar, lugar que dá Liga Europa em Espanha.

Quem também estragou os planos europeus, neste caso do Sevilla foi o adversário do Sporting nas meias-finais, o Athletic de Bilbao. Llorente marcou para os bascos, fazendo o seu 15º golo na Liga esta temporada. Caso de sucesso, Llorente leva 26 golos esta temporada e cada vez está mais perto da saída para um grande europeu.

Quem também revelou interesse num jogador de Bielsa foi o United. Ferguson ficou maravilhado com as fantásticas exibições do extremo Oscar DeMarcos contra a sua equipa e já deu ordens de compra aos directores do clube. O extremo poderá sair para Old-Trafford por uma verba a rondar os 26 milhões de euros. De Marcos foi contratado em 2009 ao Alavés por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

O Athletic deveria a meu ver preservar estes jogadores por mais uns anos. Como é uma equipa auto-subsistente deveria guardar os jogadores por mais umas épocas visto que não são impedimentos do ponta de vista financeiro que motivam o Athletic a vender. Tirando o guarda-redes Iraizoz (31 anos) o lateral Iraola (29), o central amorebieta (27) o centrocampista Gabilondo (33 anos) e o extremo David Lopez (29 anos) todo o núcleo duro do sucesso de Bielsa está abaixo dos 25 anos. Falo de De Marcos, Muniain, Llorente, Susaeta, Martinez, Ander Herrera, Iturraspe e Mikel San José. Com jogadores deste calíbre, daqui a alguns anos, a maturidade futebolística associada à evolução de um projecto e à evolução desta equipa enquanto equipa até podem trazer títulos ao país basco. Acredito que a manutenção destes jogadores poderá dentro de alguns colocar o Bilbao na luta pelo título espanhol, feito que poderá ser extraordinário tendo em conta os recursos dos clubes como Barcelona, Real, Atlético e Valência e os recursos\limitações estatutárias que o Bilbao apresenta na contratação de jogadores.

Para finalizar as notícias sobre equipas espanholas, é de lamentar a morte de um adepto do Athletic. Um jovem de 28 anos foi baleado pela polícia basca antes do jogo frente ao Schalke 04. A bala acertou a cabeça do dito jovem e este veio a falecer hoje (terça-feira) num hospital de Bilbao.

Liga Italiana:

Quebra no Milan? A Viola foi complicar as coisas a Milão nesta altura da temporada.

Depois da eliminação para a Liga dos Campeões aos pés do Barça, o Milan complicou a revalidação do título com uma derrota caseira frente à Fiorentina de Délio Rossi.

Allegri pensava que eram favas contadas e decidiu mexer na equipa: Zambrotta jogou à esquerda, Muntari no meio do terreno e Maxi Lopez foi companheiro de ataque de Zlatan Ibrahimovic. Já a Fiorentina de Rossi não pode contar com duas das suas maiores estrelas: Montolivo (poderá estar de saída para Milão no final da temporada) e Juan Manuel Vargas não alinharam na partida. Rossi arriscou jogar com Matija Nastasic (19 anos) ao lado de Natali e arriscou colocar o jovem central de 19 anos Michele Camporesi (decorem o nome pois vai ser uma grande vedeta do futebol italiano) a jogar a trinco.

Delio Rossi não se deu mal. A primeira parte, como competia, pertenceu ao Milan. Primeiro reclamou-se um penalti que o arbitro da partida iria marcar, decorrente de uma falta que não existiu de Nastasic sobre Maxi Lopes: nota-se que o avançado argentino e o central sérvio estão a agarrar-se mutuamente e que o argentino subitamente cai e arrasta consigo o sérvio. Ibra não perdoou de penalti.

Na 2ª parte tudo haveria de mudar. Num futebol de contra-golpe rápido, a Fiorentina marcou logo a abrir a segunda parte por intermédio do internacional montenegrino Stevan Jovetic. Depois seria o antigo avançado da Juve Amauri a dar uma prendinha à sua equipa, combinando lindamente com Jovetic e finalizando na cara de Abiatti.
Vitória importantíssima da Viola na luta pela manutenção na Série A.

Vitória difícil mas bem conseguida da Juventus em Palermo.

Frente a um adversário que costuma ser muito difícil de bater em casa, a Juve apresentou algumas mexidas no onze. Desde logo se realça a entrada do ala Chileno Marcelo Estigarribia (Chileno emprestado à Juve pelo Le Mans de França) e a inserção de Fabio Quagliarella no onze após ter marcado contra o Napoli (muitos diziam que Quagliarella estava de saída de Turim; Conte decidiu reaproveitá-lo perante a falta de eficácia de outros avançados como Matri ou Borrielo).

Leonardo Bonucci e Fabio Quagliarella resolveram o jogo na 2ª parte para o lado da Vecchia Signora, que, aproveitando a derrota do Milan subiu para a primeira posição do campeonato. A Juve de Antonio Conte ainda não perdeu para a Serie A, facto que levou Massimiliano Allegri (treinador do Milan) a afirmar que a Juve “não é invencível”. O que é certo é que a Juve (tirando o jogo de amanhã frente à Lázio e o de dia 22 frente à Roma, ambos em Dell´Alpi) tem um calendário muito acessível até ao final da temporada: Cesena, Novara, Lecce (os 3 últimos) e Atalanta.

Jogaço no Olímpico de Roma. O Napoli perde jogos é certo. Tirando o jogo de há duas jornadas em Turim frente à Juve, nunca vi o Napoli perder sem dar espectáculo. A Lazio venceu e cimentou o seu lugar na Champions da próxima época.

A Lazio vive um bom momento. Tão bom que Miroslav Klose afirmou ontem desejar jogar muitos e bons anos pelos Romanos. Já o Napoli, apesar do 5º lugar actual, já conheceu melhores dias. Os Napolitanos tinham em Roma a oportunidade crucial para atingir a Lazio no 3º posto e desperdiçaram a oportunidade.

O antigo centrocampista da Juventus Antonio Candreva abriu a contagem aos 9″ num remate lateral em que Morgan DeSanctis deu uma fifia muito pouco usual para o seu gabarito. A lazio marcou e como costuma ser seu apanágio, recuou no terreno. O Napoli foi tentando penetrar através de alas compostas por Miguel Britos e Blerim Dzemaili. Aos 36″ Ezequiel Lavezzi fez uma assistência prodigiosa para Goran Pandev e o macedónio emprestado pelo Inter (que já foi jogador durante muitos anos na Lazio) não se importou de marcar numa baliza que tão bem conhece e fazer o seu 6º golo da temporada (má época para Pandev num clube onde nunca se assumiu como titular face às presenças de Cavani e Lavezzi).
Na 2ª parte, a Lazio haveria de se superiorizar na partida. Tanto ao nível de futebol como ao nível de golos:
– primeiro por uma obra prima de Stefano Mauri que merece ser vista e revista. Vai de certeza para a lista dos melhores de sempre da Série A.
– depois por Christian Ledesma na cobrança de uma grande penalidade bem assinalada na falta do Uruguaio Britos sobre o veteraníssimo Tommaso Rocchi.

No Communal Friuli, a Udinese ainda acalenta o sonho da liga dos campeões. O eterno António Di Natale e o internacional Ganês Kwadwo Asamoah deram a vitória por 3-1 sobre o aflito Parma. Na Udinese, destaque para as exibições constantes de jogadores experientes como Michele Pazienza (emprestado pela Juventus) Danilo (lateral-direito cobiçado pelo Inter) Pablo Armero e Gianpieri Pinzi. Mauricio Isla ainda continua de fora na equipa orientada por Francesco Guidólin.
O Parma com esta derrota desce ao 16º lugar com 35 pontos, mais 4º que o 18º (Lecce).

Na Sardenha frente ao Cagliari, o Inter deixou mais dois pontos e atrasou-se na corrida pela Europa. Os milaneses sofreram 6 golos em duas jornadas. Muitos erros defensivos tem assolado o Inter esta temporada. E não é por falta de defesas de qualidade.
O 2º golo do Cagliari é alcançado por Maurício Pinilla. O antigo jogador do Sporting tem feito boas épocas em Itália. Esta época, Pinigol já leva 9 golos esta temporada, sendo que 7 são desde que chegou ao Cagliari em Janeiro vindo por empréstimo do Palermo. Aos 28 anos Pinigol já se pode considerar um globetrotter dada a quantidade de países e clubes onde já alinhou: Universidad do Chile (Chile) Inter (Itália) Chievo, Sporting (Portugal) Racing de Santander (Espanha) Hearts (Escócia) Vasco da Gama (Brasil) Apoel Limassol (Chipre) Grosseto (Itália; foi o melhor marcador da 2ª divisão italiana em 2009\2010) Palermo e agora Cagliari.

Se o Inter empatou, a Roma perdeu.

Frente ao aflito Lecce. Do jogo Romano só se aproveitou o tiraço de livre do internacional argentino Erik Lamella. Lamella promete ser um jogador de futuro. Todos os golos do Lecce nascem de desconcentrações defensivas romanas. Só para nota informativa, a Roma alinhou com um quarteto defensivo composto José Angel, Simon Kjaer (está longe dos anos de Palermo) Gabriel Heinze e Alessandro Rosi.

Liga Francesa:

O Monpellier venceu o Sochaux por 2-1 e continua a liderar a Ligue 1 com os mesmos pontos do PSG (63). No entanto, os homens do Sul terão uma deslocação difícil a casa do Marselha já hoje em jogo em atraso. Em caso de vitória poderão ficar lançados para a vitória histórica na Ligue 1.

No Parque dos Principes, a turma de Ancelotte acompanhou o Montpellier nas vitórias. Jeremy Menez e o recém contratado (ao Chelsea) central Alex marcaram os golos da vitória para a turma parisiense.

A direcção do PSG já disse que Ancelotti é aposta de futuro e também afirmou que o treinador italiano terá 100 milhões para contratações no próximo verão. João Pereira, Hulk, Radamel Falcão e Kaka são os targets que Ancelotti pretende para construir uma equipa competitiva para a Champions.

O jogador do Porto Hulk já veio dizer publicamente que não pretende ir para o PSG.

Quem deu um passo atrás foi o campeão em título Lille. Os homens do Norte perderam por 3-1 frente ao Brest fora e ajudaram o Brest a sair dos lugares desconfortáveis. O Lille está a 7 pontos da liderança, isto quando faltam 7 jornadas para o fim em França.
O Lyon aproximou para se separar do Toulouse. No Gerland, os homens de Remi Garde bateram o Auxerre por 2-1 enquanto o Toulouse perdeu.

Bundesliga:

Em vésperas de jogo decisivo frente ao Bayern de Munique, o Borussia de Dortmund cumpriu a sua obrigação de líder e campeão em título e foi vencer o Wolfsburg por 3-1 ao seu terreno. Mais uma exibição magnífica do ponta de lança Robert Lewandowski. O polaco já leva 19 golos (24 toda a época) na Bundesliga, sendo o 3º melhor marcador. Só é superado por dois titãs: Mario Gomez e Klaas-Jan Huntelaar.

O Bayern também venceu. No Allianz-Arena Mario Gomez recolocou a turma comandada por Jupp Heynckes a 3 pontos do Dortmund. A vítima foi o Augsburg. Prevê-se um jogão hoje no Westfallenstadium em Dortmund. Em caso de vitória do Dortmund, penso que o assunto título fica arrumado. Em caso de vitória do Bayern, as equipas empatam em pontos e teremos luta até ao fim. Em caso de vitória dos Bávaros, caso vença o seu jogo em Nuremberga, o Schalke (está a 9 pontos) também poderá re-entrar na luta para a jornadas finais, até porque na 31ª jornada joga em Dortmund.

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futeboladas

Jornadas do fim-de-semana das principais ligas europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Começo pela Premier League, como habitual.

Premier League:

Ver aqui os highlighs do empate do Manchester City frente ao Sunderland a 3 bolas.

Emoções ao rubro no sábado no City of Manchester. No entanto, o empate (à luz da vitória do Manchester United em Blackburn esta noite) faz com que o City fique a 5 pontos do rival de Manchester e comece a ficar longe do sonho do título.

O arejado Sunderland de Martin O´Neill foi ao City of Manchester incomodar a “fraca” equipa de Mancini. E poderia ter trazido de Manchester muito mais que um empate não fosse a reacção tardia dos homens de Manchester. Na primeira parte, o sueco Sebastien Larsson e o dinamarquês Niklas Bendtner deram toques escandinavos à revolução do Sunderland em Manchester. No entanto, uma grande penalidade convertida por Balotelli iria manchar uma exibição perfeita dos Black Cats na 1ª parte.

O mesmo duo iria elevar a contagem para 3-1 aos 55″. É impressionante como Sességnon consegue fugir a uma entrada duríssima de Yaya Touré no meio campo e como consegue oferecer a Bendtner a hipótese de servir Larsson para o 3º golo da equipa.

Até que Mancini largou Tevez em campo e deixou o argentino a jogar no ataque com Dzeko e Balotelli. O City acordou de forma tardia mas ainda teve tempo para empatar a partida nos 5 minutos finais por intermédio de Balotelli e Kolarov.

Seriam precisamente estes dois jogadores o foco principal da partida. Corria o minuto 63 da partida quando o italiano e o sérvio se desentenderam na marcação de um livre directo.

Ver aqui o incidente

O internacional italiano não ficou agradado com o facto do sérvio ter puxado a bola para si para bater o livre em questão e tiveram que ser os colegas de equipa a afastar o avançado do celeuma. No entanto, registo aqui que o árbitro da partida deveria efectivamente ter mostrado o cartão amarelo aos dois jogadores do City, atitude que foi aberta pela FA depois do precedente gerado por Kieron Dyer e Lee Bowyer em 2004\2005, quando os ditos jogadores (no Newcastle) andaram à porrada no meio de um jogo da liga inglesa e foram expulsos.

Quem não ficou agradado com a situação assim como com a performance dos seus jogadores na partida foi Roberto Mancini.
No entanto, Mancini tem aparecido com algumas declarações contraditórias. Se no flash-interview posterior ao jogo do Sunderland o treinador italiano afirmou (como se pode ouvir no video acima postado) que o City continua na luta pelo título, hoje, o mesmo, já veio afirmar que caso o City perca o próximo jogo diz adeus ao título inglês.

Quem aproveitou a escorregadela do City foi precisamente o City. Devido à limitação que a WordPress impõe ao nível de postagem de videos (apenas aceita videos de youtube) ainda não disponho de imagens deste jogo.
O Manchester United venceu o Blackburn fora por 2-0 com golos de António Valência e Ashley Young. O equatoriano fez uma partida brilhante e continua a merecer a titularidade que Sir. Alex Ferguson lhe tem concedido nas últimas semanas. Foi uma vitória muito difícil para o United. Não que o United não tenha castigado o Blackburn durante toda a partida porque castigou, mas porque o United só conseguiu chegar aos golos nos 10 minutos finais.

Na imprensa têm surgido notícias que dão conta de aceleradas rondas de negociação entre o Manchester United e o empresário de Arjen Robben para que o internacional Holandês troque Munique por Manchester na próxima temporada. Robben termina contrato em 2013 mas tem muitos interessados em Inglaterra. À cabeça, Manchester City, Chelsea e Manchester United. Como o Bayern não pretende perder o jogador (ou perder o jogador a um preço muito inferior aquilo que ele efectivamente poderá render aos cofres bávaros) a imprensa alemã afirma que Robben já deverá ter renovado com o Bayern até 2015, informação que ainda carece de confirmação por parte da direcção bávara.

Robben é o 2º internacional holandês veículado como reforço do Manchester United para a próxima temporada. Na semana passada, especulou-se que Klaas-Jan Huntelaar não iria renovar contrato com o Schalke 04 para poder rumar a custo zero para Old Trafford.

Aston Villa 2-4 Chelsea

Grande vitória do excelente em Villa Park. Grande jogo de futebol em Birmingham. Grande onda de solidariedade entre futebolistas e adeptos para com o internacional Búlgaro Stilyian Petrov, jogador do Aston Villa.

Vamos por partes:

Grande jogo do Chelsea de Di Matteo na ressaca da vitória europeia contra o Benfica na luz (já lá vamos).

O Chelsea assegurou a permanência na luta por um lugar na Champions com uma fabulosa exibição colectiva que efectivamente vinga a derrota caseira por 3-1 contra o Aston Villa no passado mês de Dezembro. Até deu para Fernando Torres fazer o gosto ao pé aos 90″.

Adeptos e jogadores das duas equipas uniram-se para dar força a Stilyian Petrov. O internacional Búlgaro está a lutar pela vida em virtude do diagnóstico médico que lhe traçou uma leucemia melóide aguda. Petrov confessou que a sua luta é inspirada na mesma luta pela vida que Fabrice Muamba passou há 2 semanas quando teve um colapso cardíaco em pleno relvado de White Hart Lane. Segundo palavras do jogador: “Vi a foto de Muamba e isso inspirou-me muito. – Depois dirigiu-se aos fans do Aston Villa e agradeceu todo o apoio que os adeptos do clube de Birmingham e que todos os colegas de profissão lhe estão a desejar.

Os adeptos do Villa não se fizeram rogados e ao minuto 19 (número da camisola de Petro) fizeram questão de cantar e saltar em conforto ao problema que afecta a vida do futebolista Búlgaro. O momento da ovação pode ser visto aqui no site do Jornal A Bola. O futebol é feito destas emoções. Força Petrov!

É o 2º caso recente de um jogador que está a lutar contra uma doença cancerígena. Há uns meses atrás o jogador do Barcelona Eric Abidal conseguiu vencer um tumor no fígado.

Na específica luta pela Champions League, o Chelsea aproveitou a derrota do Arsenal no derby de Londres contra o Queens Park Rangers.

A equipa de Arsène Wenger parecia embalada para o 3º lugar pois já não perdia desde o início de Fevereiro. No duelo contra o aflito Queens Park Rangers, o franco-marroquino Adel Taarabt (jogador que prometia muito para esta época mas que acabou por gorar as expectativas de quem o considerava um fenómeno; já foi pretendido por Chelsea e Manchester United) abriu o marcador com uma espectacular rotação sobre o belga Thomas Vermaelen e consequente finalização sob pressão de Laurent Koscielny. No 2º jogo em branco para Robin Van Persie, seria Theo Walcott a marcar aos 37″ para a equipa de Wenger. Samba Diakite haveria aos 66″ de dar a tão desejada vitória para os homens de Mark Hughes que com esta vitória voltou a subir a linha de água em troca com o Blackburn.

Tottenham 3-1 Swansea

Quem também aproveitou a derrota do Arsenal foi o Tottenham. Frente a um Swansea que costuma fazer bons jogos contra os lá de cima, o Tottenham “vestiu o fato macaco” nos minutos finais (golos de Adebayor aos 74 e 85) mas começou a partida com um smoking de gala oferecido por Rafael Van der Vaart. Soberbo golo do Holandês que decerto irá pontificar nos melhores da Liga 11\12.

Na 2ª parte veio a resposta por parte do médio ofensivo Islandês Golfy Sigurdsson. Na mesma escala de espectacularidade do golo de Van der Vaart.

O Tottenham colou-se ao Arsenal com 58 pontos. O Chelsea é 5º com 53.

Outros jogos:

Wigan 2-o Stoke – A equipa de Roberto Martinez continua na sua luta contra a despromoção. Mais uma vitória importantíssima que até poderia ter dado para sair dos lugares incómodos não fosse a vitória do Queens Park Rangers contra o Arsenal. Antolin Alcaraz (ex-Beira-Mar) abriu a contagem.

Wolverhampton 2-3 Bolton – Jogo de aflitos de Owen Coyle venceu e aproveitou para dedicar a Fabrice Muamba. 10 minutos finais loucos. Se Michael Kightly tinha aberto o marcador para os da casa aos 55″ e Martin Petrov tinha empatado aos 65″ por intermédio de uma grande penalidade, o Bolton virou o marcador aos 80″ por intermédio do defesa espanhol Marcos Alonso. Aos 84″ seria Kevin Davies a elevar para 3-1 para 4 minutos depois o Wolverhampton reduzir para 2-3. O Wolverhampton está a ficar numa situação ruinosa. 6 são os pontos que separam o wolves do primeiro lugar acima da linha-de-água.

Newcastle 2-0 Liverpool – Os magpies não desarmam da luta pela europa. Venceram o pobre Liverpool por 2-0 com dois golos de Papiss Cissé. O avançado contratado no mercado de Janeiro ao Freiburg da Bundesliga já leva 7 golos desde que chegou a Newcastle e promete (pela sua veia goleadora e pela sua força e rapidez) ser um dos melhores marcadores da Premier League na próxima temporada.

O Liverpool de Dalglish já não ganha há 6 jornadas. A última vitória dos Reds foi no derby de Liverpool em Anfield no dia 25 de Fevereiro. O Liverpool já confirmou que Dalglish não será o treinador da equipa na próxima temporada.

Liga Espanhola:

Mais um rolo compressor do Real para o campeonato. Inacreditável. O Real marcou 15 golos no espaço de uma semana. 5 contra a Real Sociedad, 3 na deslocação ao APOEL para a Champions e mais 5 no Osasuna. É de realçar que o Osasuna está a fazer uma época sensacional, sendo 6º classificado (lugar que dá acesso à Liga Europa).

A exibição de Cristiano Ronaldo não merece comentários. Talvez a mais perfeita da sua carreira. Rápido nos flancos a fazer em água a cabeça de Javier Flaño. O lateral espanhol não ganhou um duelo em drible ao português. Aquele golo formidável do meio da rua e a assistências para Benzema e Higuaín. Benzema com aquele golo “à van basten”. Mesmo existindo 6 pontos de avanço e um clássico por disputar em Nou Camp, mesmo que o Real perca contra o Barça, dúvido que o título fuja à equipa madrilena.

O Barça recebeu o Athletic num jogo que causou alguma polémica em Espanha. Isto porque o Athletic cedeu às pretensões do Barça em jogar no sábado à noite. Como é sabido o Athletic jogou na quinta-feira à noite frente ao Schalke 04 na Alemanha e o Barça joga amanhã frente ao Milan para a Liga dos Campeões. O Athletic queria jogar no domingo, o Barça (por razões óbvias) no sábado. O Athletic preferiu abdicar do descanso entre partidas para ter mais um dia para descansar para o jogo da 2ª mão na quinta-feira e cedeu o domingo pelo sábado ao Barça pois entendeu que o Barça necessitaria mais do jogo no sábado. Para a comunicação social, esta alteração entendeu-se como um favor dos bascos aos catalães visto que a equipa de Bielsa há muito que já desistiu de um lugar europeu por via do campeonato para poder lutar pela vitória na Liga Europa.

Dentro de campo o Barça venceu confortavelmente por 2-0 e manteve a perseguição ao Madrid. Messi marcou o 36º da temporada na Liga espanhola e está a 1 de Cristiano Ronaldo. O Barça joga amanhã frente ao Milan em Nou Camp com um 0-0 da 1ª mão (irei abordar mais à frente). Pep Guardiola avisou hoje na conferência de imprensa que antecede o jogo que o Milan é uma equipa capaz de marcar fora, logo, o Barça deverá ter atenções redobradas.

Outros jogos:

Valência 1-1 Levante – No açucarado derby de Valência, Valência e Levante partilharam um ponto. Um ponto que serviu mais as pretensões do Valência do que as pretensões do Levante. O Valência é 3º com 48 pontos e o Levante 5º com 45. O Levante não conseguiu chegar aos lugares da Champions mas aproveitou a derrota caseira do Málaga (4º) frente ao Bétis.

Atlético de Madrid 3-0 Getafe – O Atlético de Madrid também aproveitou as derrotas de Málaga e Osasuna para se chegar aos lugares europeus. Os madrilenos bateram em casa o Getafe por 3-0 com golos de Falcão, Sálvio e Adrián. O jovem avançado espanhol tem sido bastante cobiçado nas últimas semanas. Há quem diga que o Chelsea e o Inter estão com os olhos postos na sua contratação. Adrián confessou em entrevista ao jornal Marca que está muito bem no Atlético e que pretende fazer coisas boas no clube madrileno.

Sporting de Gijón 1-2 Zaragoza – Em duelo de aflitos, Hélder Postiga marcou aos 37″ e Lafita decidiu aos 90. O Português já leva 7 tentos na Liga e tem sido muito útil ao clube da Rioja. O Zaragoza ainda está debaixo da linha-de-água no 18º lugar com 28 pontos, menos 4 que o Villareal. O Sporting de Gijón de André Castro está a um passo da despromoção.

Na próxima jornada:

– O Real recebe o Valência no Santiago Bernabéu. Com 3-0 de vantagem na eliminatória contra o APOEL será capaz Mourinho de fazer rodar a equipa tendo em conta a estabilidade do 1º lugar na Liga? O Valência precisa de vencer para não complicar as contas do 3º lugar.
– O Barça vai a Zaragoza com a equipa da casa a precisar de pontos.
– Outro jogo em destaque na luta é o Levante vs Atlético de Madrid. O Levante precisa de segurar o seu lugar europeu perante um Atlético que irá terminar em sprint o campeonato. 3 são os pontos que separam as duas equipas.

Liga Italiana:

Um dos jogos da semana em Itália.

Em primeiro lugar há que dar realce à curiosa abordagem táctica da Juve de António Conte. 3x5x2 é o modelo utilizado regularmente por Walter Mazzarri no Napoli. Esta táctica e a utilização de determinados jogadores nela por parte de Conti tem variadas explicações: aniquilibrar o adversário por via do equilíbrio táctico e de uma marcação homem a homem por parte da Juve; a colocação nas alas de dois jogadores de cariz defensivo (De Ceglie à esquerda e Lichsteiner à direita) de modo a parar a rapidez e influência no contra ataque dos alas do Napoli (Maggio e Zuñiga) 3 centrais (Bonnucci, Chiellini e Barzagli) para travar a influência de Cavani e Lavezzi. Duelo de meio campo entre Pirlo\Marchisio e Inler\Gargano e Hamsik. A dupla do meio campo da Juventus levou a melhor durante quase toda a partia (Hamsik foi nulo) e Cavani\Lavezzi foram anulados com facilidade pelo trio de centrais da Juve. Pirlo e Marchisio construíram quanto quiseram e Arturo Vidal foi o joker da partida. Quando Conte precisou de atacar, tirou Lichsteiner e meteu Cáceres e o Uruguaio deu outra profundidade ao ataque.

Não sei quantos poderiam ser; o mais justo é que tivessem sido uns 5 ou 6 dadas as oportunidades que a Juventus teve durante os 90 minutos. Pirlo meteu pelo menos três bolas de golo na cabeça dos seus colegas e em conjunto com Marchisio faz com que a Juve tenha dois excelente executantes ao nível da temporização atacante. Arturo Vidal mascarou-se de Eljero Elia no 2º golo da Juve. Está um craque este Chileno de 24 anos. E Del Piero entrou para acabar com o pouco que existia do Napoli na partida. No entanto, o jogou terminou com a justa expulsão de Zuñiga depois de uma agressão a Andrea Barzagli.

A Juve ficou agora a 2 pontos do Milan. O Napoli é 4º com 48 pontos e continua às portas da Liga dos Campeões. As duas equipas ainda jogarão mais uma vez esta época. Será no dia 20 de Maio no Olímpico de Roma para a final da Taça de Itália. Se pudesse distribuir os títulos pelas aldeias, não me importava nada (pelo lindo futebol que ambas as equipas praticam) que o Milan vencesse a Champions, que a Juventus vencesse o título e que o Napoli vencesse a Taça de Itália.

Boa nova para Juve é o facto do avançado Alessandro Matri e do defesa Leonardo Bonucci terem renovado com o clube dos Agnelli.

O Milan foi à Sicilia enfrentar o Catania e perdeu pontos para a Juve. Sem grandes folgas entre duelos europeus, Max Allegri apenas fez duas alterações ao onze habitual: tirou El-Sharaawy e Kevin Prince Boateng (entraram ambos na 2ª parte quando o Milan já empatava) e colocou em sua vez Alberto Aquilani e Ambrosini. Perante o potencial de ambos os jogadores, este tipo de substituições não fazem o Milan perder de qualidade e isso é uma das virtudes deste plantel dosJuanmilaneses: é rico em soluções de qualidade e como tal poderá enfrentar 2 frentes ao mesmo tempo sem grandes deslizes.

Não aconteceu na Sicília. O Catania que até está a fazer uma boa época conseguiu sacar um empate ao líder da prova.
Na 1ª parte, destaque para as belíssimas defesas de Juan Pablo Carrizo aos pés de Emanuelson e Zlatan Ibrahimovic. O Argentino não evitou o golo de Robinho aos 37″ mas foi crucial para levar a equipa para o intervalo a perder por 1-0 quando poderia estar a perder por 2 ou 3. No golo do brasileiro, os créditos vão todos para Zlatan: só um jogador da sua categoria é que consegue manter aquela bola jogável e ainda assistir um colega de equipa para golo. O Sueco está (quanto a mim) a fazer a melhor época da sua brilhante carreira!

Na 2ª parte tudo mudou. O Catania começa com um golo muito mal anulado ao argentino Alejandro Gomez. Como se pode ver nas imagens, tanto Bonera como Abate poem em linha o extremo do Catania. A malta do ataque do Catania não desistiu e passados uns minutos (mesmo depois de Antonini ter dado o corpo ao manifesto a remate de Pablo Barrientos) empatou por intermédio de Spolli num lance em que Bonera e Ambrosini foram completamente “comidos” e Méxes ficou impávido e sereno ao ver Spolli nas costas a emendar para a baliza de Abbiati.
Minutos mais tarde, o Milan pode-se queixar de um erro de arbitragem grosseiro. No lance de Robinho é nítido que Marchessi vai tocar no esférico para além da baliza (mais dentro do que fora). O lance em si é lindo e tem novamente o toque de Zlatan na assistência. O trabalho de Robinho também é fantástico pois deixa dois defesas do catania pregados ao chão no momento do remate. Merecia mais o brasileiro.
O jogo acabou como tinha começado: mais duas fantásticas defesas de Carrizo (para mim o homem do jogo em conjunto com Bonera e Zlatan) e uma perdida incrível do Chileno Felipe Seymore na última jogada da partida).

Foi provavelmente um dos melhores jogos do ano na Série A se bem que o Inter vs Génova desta jornada e os jogos entre Inter e Palermo (de Giuseppe Mezza) e o derby Romano da 2ª volta também foram grandes jogos.
Para finalizar, os dois indesculpáveis erros de arbitragem que felizmente não beliscaram o resultado final. Caso os dois lances fossem validados, seria o empate a 2 bolas. Todavia, o Milan, como está a lutar pelo título foi o clube que se queixou da arbitragem e segundo as declarações do seu administrador Adriano Galliani, o clube milanês prepara-se para pedir à Federação Italiana de Futebol que coloque arbitros de baliza nas partidas da Série A.Pale

A meu ver é uma ideia estaparfúrdia do administrador do Milan pois o referido sistema não está a ter os resultados desejados nos testes que se tem verificado nas competições europeias. Prova disso recentemente foi o penalty que não foi visto a favor do Benfica frente ao Chelsea por mão de Terry, e os penaltis inexistentes assinalados contra o Sporting nos jogos contra City e Metalist na Liga Europa, o primeiro onde o arbitro de baliza não se pronunciou pelo facto do lance ter sido fora de área do Sporting e o 2º onde o arbitro de baliza indicou ao arbitro principal de uma falta inexistente por parte de Rui Patrício.

Para finalizar, hoje circulou a notícia de que António Cassano teve alta médica para regressar à alta-competição depois do problema que teve após o jogo contra a Roma no final do ano passado. No final dessa partida que o Milan viria a ganhar no Olímpico por 3-2, já no voo de regresso para Milão Cassano sentiu-se mal e o avião teve que aterrar de emergência em Bolonha para que Cassano fosse imediatamente conduzido ao hospital. Um primeiro indício suspeitava de um mini acidente vascular-cerebral. Exames mais específicos vieram a revelar que o jogador tinha um problema cardíaco raro motivado por um acontecimento específico num ventrículo que fecha 5 minutos após o nascimento de qualquer ser humano e que em raros casos não acontece.
Cassano já se vem a treinar desde Janeiro sem limitações mas precisava da alta médica para voltar aos relvados. Max Allegri ainda poderá contar com o avançado para as batalhas que se avizinham na Champions (caso o Milan se apure para as meias-finais) e para a Serie A. No entanto, Cassano perdeu o seu espaço para El-Sharaawy, Robinho e Maxi Lopez no ataque da equipa Milanesa.

Estreia de Andrea Stramaccioni como treinador principal do Inter.

Com Cláudio Ranieri havia noites em que o Inter podia fazer 150 remates numa partida que a bola não iria entrar na baliza adversária. Com Stramaccioni, logo na primeira partida, a bola entrou em abundância nas redes defendidas pelo Francês Sebastian Frey.

E quem diria que Diego Milito depois de 1500 bolas falhadas à frente da baliza faria um hat-trick?

Febre dos penaltis em Milão. O Génova com Kaladze, Veloso, Palácio e Gilardino no onze até começou melhor a partida e podia ter marcado primeiro não fosse uma intervenção providencial de Júlio César aos pés de Rodrigo Palácio para canto e consequentemente um corte providencial de Esteban Cambiasso na sequência desse canto. Depois viria o primeiro golo por Milito. Se Milito falhasse aquela bola era um escândalo. Não falhou o penalti de cabeça que lhe ofereceram mas viria a falhar um golo feito após dois cabeceamentos na área de Samuel e Cambiasso. Redimiu-se minutos depois com a oferta que Stankovic (a meias com Moretti) lhe deram para fuzilar Frei no frente-a-frente. O Inter jogava bem e bonito para um Génova apostado em jogar (como é hábito) no contra-golpe.

3-0 aos 38″ fabricado pelos centrais milaneses: Lúcio aproveita a bola rechaçada pela defesa genovesa e oferece a Samuel que só teve de empurrar. Parecia resolvido o jogo. Já nos descontos da 1ª parte, Cambiasso evitava pela 2ª vez na linha de golo o primeiro tento do Génova a cabeceamento de Sculli. No entanto, a bola foi parar ao raio de acção do avançado que de bicicleta com a ajuda do seu colega Emiliano Moretti acabaria por ser feliz.

Na 2ª parte, apesar do remate inicial de Chivu, foi o Génova que dominou nos últimos 45 minutos.
1º penalti duvidoso para os genoveses. Zanetti é jogador que por norma sempre nos habituou a jogar limpo. É certo que a bola lhe vai ao braço mas dúvido que fosse a intenção do argentino tocar-lhe dessa maneira até porque ia em queda.

Cambiasso tinha ameaçado e Mauro Zarate concretizou para o 4-2 aos 74″. Mais uma vez o jogo parecia destinado a cair para o Inter sem grandes sobressaltos.

2º penalti do Génova – o atropelo é evidente e Júlio César não protestou. É certo que Palácio ganhou vantagem perante o esticão de Júlio César e cravou bem o penalti.

Penalti do Inter – Joel Obi deixou-se de “sonecas” (uma das criticas que faço ao nigeriano é que apesar da sua brilhante capacidade técnica é um jogador que se entrega muito pouco ao jogo) e deu um baile em Giandomenico Mesta e Guarín com um toque de classe enfia no bolso o seu antigo colega no Porto Belluschi e é carregado. Decisão justa que enervou Moretti. Belluschi foi expulso com cartão vermelho directo dado que Guarin foi carregado numa situação de possibiliade de golo em zona frontal. É caso para perguntar como é que o Argentino caiu no engodo de alguém com quem treinou todos os dias e deveria conhecer de trás para a frente?

3º penalti do Génova – correctissima decisão.

Esta derrota motivou uma decisão estranha no seio do Génova. O presidente do clube despediu Pasquale Marino pelos maus resultados da equipa genovesa e apresentou hoje Alberto Malesani como o novo treinador do Génova, 3 meses depois de o ter despedido em troca por Marino também por maus resultados. No mínimo caricato.
A exibição de Miguel Veloso não passou despercebida aos responsáveis do Inter. O centrocampista já esteve perto de Milão na reabertura de mercado para substituir Thiago Motta, na altura vendido ao PSG. No entanto, o Inter esbarrou com as pretensões genovesas de apenas abdicar do jogador luso por 22 milhões de euros e preferiu contratar Freddy Guarin por empréstimo de 6 meses (+ opção de compra no valor de 9 milhões) a troco de 1,8 milhões de euros.

Outros jogos:

Parma 3-1 Lazio – Balão de oxigénio para o Parma na luta pela manutenção. O Parma foge temporariamente aos lugares incómodos e complica a vida da Lazio na luta pela champions.

Roma 5-2 Novara – A roma continua a pretender um lugar europeu e conseguiu permanecer nessa luta às custas do aflito Novara que até entrou a vencer com golo de Caracciolo. Excelente exibição do colectivo Romano na 2ª parte.

Lecce 0-0 Cesena – Um empate que atrapalha em muito as poucas aspirações de dois aflitos. O Lecce vê a linha-de-água a 5 pontos enquanto o Cesena está a 14 pontos.

Fiorentina 1-2 Chievo – Um golo de Luca Rigoni aos 88″ põe a jeito a Fiorentina. É 17ª com 5 pontos de avanço sobre o Lecce.

Na próxima jornada teremos o Milan a receber a Fiorentina. Os Milaneses recebem a Viola depois de um importante confronto europeu frente ao Barça em Nou Camp. A vitória é o único resultado que interessa às duas equipas derivado dos distintos objectivos actuais: os milaneses querem a renovação do título enquanto os jogadores da Viola querem sair dos lugares incómodos.
A Juventus vai a Palermo. É um terreno difícil, sendo expectável que Miccoli e companhia façam de tudo para retirar pontos à Vecchia Signora.
A Lazio recebe o Napoli com 3 pontos de vantagem. A Lazio quer segurar o 3º lugar enquanto o Napoli espreita a passagem para o mesmo. O Napoli promete futebol de ataque em Roma. Quem ainda espreita uma escorregadela destas equipas para ver se consegue subir é o Inter (está a 4 do Napoli e a 7 da Lazio) e a Roma. Os interistas deslocam-se à Sardegna para jogar contra o Caglari enquanto os romanos vão ao terreno do aflito Lecce.

Para finalizar os assuntos da Série A são de realce os 35 golos marcados pelas 20 equipas em 10 jogos. Dá uma média de 3,5 golos por jogo.

Liga Francesa:

1. Com o Montpellier a “folgar” a pedido do Marselha (dois embates contra o Bayern para Champions fizeram adiar a partida para dia 11) o PSG não conseguiu tomar partido da situação para colocar pressão no actual “rival” pela conquista da Ligue 1 e perdeu em Nancy por 2-1. A equipa de Carlo Ancelloti está em quebra e para isso muito se deve a quebra de rendimento de Javier Pastore e Kevin Gameiro. Yohan Mollo aos 89″ impôs a primeira derrota de Carlo Ancelotti na Liga Francesa.

2. Em dia das mentiras, aproveitou o Lille para se chegar à frente mais um pouquinho. Até parece mentira que o campeão em título ainda esteja na luta pela renovação do mesmo com um percurso muito irregular até então (15 vitórias, 11 empates, 4 derrotas). Contra o Toulouse (5º) voltou a sobressair a mestria de Eden Hazard.

3. O Toulouse foi ultrapassado no 4º lugar pelo Lyon, que apesar desse feito não conseguiu mais do que um empate no terreno do Rennes (7º) – se conseguiu o empate bem o deve ao golo de Lisandro Lopez e aos muitos falhanços provocados pelos homens do norte. Por duas ou três situações Lloris foi chamado a intervir e segurou as pontas para a equipa de Remi Garde. Noutras situações, o noruguês Tettey, o Burkinês Pitroipa e o Togolês Boukari falharam na boca da baliza de forma inacreditável. Apesar do facto de Lisandro ter recuperado a forma de outros tempos, ao nível global, este Lyon está muito longe do que assistimos do forte Lyon na última década.

4. André Ayew é notícia em França. O jovem Ganês está a despertar o interesse de meio mundo. Bayern, Chelsea, United, Tottenham e Inter querem os concursos do avançado de 22 anos que é filho da maior glória do futebol ganês Abedi Pele.

Bundesliga:

Mais um jogo de doidos. No final da partida do Westfalenstadium, os adeptos das duas equipas deram por bem empregue o seu dinheiro para ver um empate a 4 bolas entre Dortmund e Estugarda. É certo que a felicidade reinava no seio da equipa e adeptos bávaros.

A felicidade dos adeptos não era para menos. Que jogo sensacional. Depois de uma 1ª parte dominada pelo Dortmund (1-0 com golo de Kagawa ao intervalo) o estugarda (a perder por 2-0) iria no espaço temporal de 8 minutos (Ibisevic; 2 golos de Julian Schieber; 71 aos 79″) virar o resultado para 2-3. O Dortmund, ameaçado, haveria de virar para 4-3 em 4 minutos (Hummels e Perisic) para o Estugarda empatar mesmo no fim por intermédio de Christian Gentner.

Podiam ter sido mais que 8 golos – Schieber falhou um certo na 1ª parte e foi acompanhado por Robert Lewandowski no outro lado antes do 12º golo do japonês Kagawa na edição deste ano da Bundesliga. O Japonês é um senhor jogador à semelhança de quase todo o plantel dos Vestefalianos. Creio que Jurgen Klopp começa a ter aqui matéria prima para atacar a Liga dos Campeões nas próximas épocas caso a direcção do clube não venda os jogadores que tem.
GrobKreutz atirou aos ferros assim como o polaco Lukasz Piecsczek. O Dortmund pode-se queixar da falta de sorte. O mais interessante desta equipa do Dortmund é que para além de ser exemplar ao nível defensivo (Hummels e Subotin metem respeito) e de ter um meio-campo que é algo do outro mundo, não usa e abusa da técnica individual dos seus jogadores, preferindo um futebol altamente flanqueado até porque Marcel Schmelzer (defesa-esquerdo) é um jogador que tem uns pézinhos de ouro para centrar bolas.

Outro lance que seria memorável foi a enorme cavalgada do centrocampista Dinamarquês William Kvist que só parou nos ferros da baliza de Weidenfeller. Seria um golo de antologia.
Até que entrou Julien Schieber na partida – primeiro a assistir Ibisevic e depois contra tudo e contra todos a estabelecer o 2-2 e 1 minuto depois o 3-2. O golo de Mats Hummels também é golão e a reacção de Jurgen Klopp não é para menos. Até que Gentner conseguiu descobrir um buraquinho na defesa do Dortmund e fez o 4-4 final para gáudio daqueles que se deslocaram de Estugarda a Dortmund.

O Bayern reduziu a diferença para 3 pontos depois de bater o Nuremberga por 1-0. Arjen Robben deu a vitória aos bávaros.

O Schalke 04 empatou a 1 bola no terreno do Hoffenheim depois de ter sido vergado a uma derrota caseira por 4-2 contra o Athletic de Bilbao (já lá vamos) e o 4º classificado (Borussia de Moenchagladbach) também perdeu em Hanover por 2-1.

Liga dos Campeões:

À 1 mês atrás ninguém diria que seria Salomon Kalou aquele que iria dar a vitória ao Chelsea no jogo dos quartos-de-final na Luz frente ao Benfica.
Primeiro porque depois da derrota em Napoli por 3-1 ninguém acreditava que Villas-Boas teria capacidades para conseguir ultrapassar os italianos em Stamford Bridge. Villas-Boas foi precisamente despedido nessa semana e o seu adjunto Roberto diMatteo conseguiu fazer com que os Blues dessem uma lição de futebol aos italianos no seu reduto.
Depois porque Salomon Kalon era carta fora do baralho do técnico português nos 8 meses que o dito passou em Londres.
Em terceiro lugar, porque uma equipa com Lampard, Drogba, Torres, Malouda, Mikel, Sturridge, Mata, Lukaku faz com que Salomon Kalou seja um nome praticamente desconhecido que ainda paira no plantel Blue.

O Benfica pode queixar-se de factos internos e externos para justificar a derrota. Pode-se queixar do facto de ter atacado muito mas mal e de ter rematado muito mas sem eficácia.

Ao nível de arbitragem, creio que Raúl Meireles não acabava a primeira parte pois fartou-se de cometer faltas duras e graves. Di Matteo apercebeu-se disso e tirou o médio quando sentiu que a presença deste em campo poderia ser negativa para o jogo da equipa. Ainda ao nível de arbitragem, fica um penalti claríssimo por marcar a favor do Benfica por mão de John Terry na área.

O Benfica só acordou a partir da meia-hora de jogo. Perante um Chelsea bem organizado com a construção táctica de bloco defensivo subido para evitar principalmente que Aimar e Witsel construíssem e fantasiassem no meio-campo encarnado. Ao contrário do que foi dito na imprensa no dia seguinte e do que Ramires disse à comunicação social, o brasileiro não tirou muitas contrapartidas do seu companheiro de flanco. Emerson até respondeu bem à altura do seu compatriota, perdendo 2 ou 3 vezes em velocidade para o mesmo e pouco mais. O lance do golo do Chelsea nasce do seu lado, mas, tanto poderia surgir da esquerda como da direita.
Na primeira parte, Gaitán e Bruno César estiveram muito interventivos nas respectivas alas e o brasileiro foi o detentor de mais remates no Benfica. Bruno César mereceu o golo ao contrário de Oscar Cardozo que se limitou a falhar golos na cara de Petr Cech. 23 foram os remates que o Benfica fez na partida. Petr Cech não brilhou devido a esse facto. A questão é que os jogadores do Benfica remataram muito mas quase sempre para fora. Cech brilhou por exemplo a cabeceamento de Jardel já na 2º parte.
Seria no contra-golpe (arma que Jesus tanto gaba na sua equipa) que o Chelsea iria marcar ao Benfica. Até ao final há a questão do penalti que ficou por assinalar e a questão do atraso (para mim não é intencional) de David Luiz para Petr Cech. Mesmo ao cair do pano tanto poderia ter marcado o Benfica como Juan Mata poderia ter fechado a eliminatória com a possibilidade que teve de aumentar para 2-0.

Em suma é um resultado injusto para o Benfica. O empate a 1 adequava-se mais perante um Chelsea que veio a Lisboa defender e jogar para o empate e um Benfica que quis o golo a todo o custo (e até o merecia) mas que deve ter mais paciência neste tipo de jogos.
A eliminatória não está fechada e Roberto DiMatteo foi o primeiro a afirmar hoje na conferência de imprensa que o Benfica tem talento para marcar em Londres. No entanto, não creio que o Benfica passe a eliminatória.

Casa cheia em Nicósia. Esperavam-se mais dificuldades para o Real. Real Madrid sem Xabi Alonso faz Mourinho colocar Nuri Sahin no onze titular. Aposta ganha. O Turco foi crescendo ao longo do jogo e não raras foram as vezes em que deu equilíbrio ao meio-campo madridista e conseguiu desmarcar os seus companheiros.
Em destaque, a diferença de orçamentos. A maior contratação do Real contra a maior contratação do APOEL. Os 94 milhões gastos por Ronaldo contra o 600 mil euros que o APOEL deu pelo avançado brasileiro Adaílton. Os 500 milhões que o Real gastou nas últimas 3 épocas em reforços contra o milhão e cem mil gastos pelo APOEL.
Na primeira parte, o Real optou por estar em cima do acontecimento com uma toada lenta. Benzema e Ozil estavam bem mexidos e iam criando as primeiras jogadas de perigo. O Madrid estava a praticar um futebol muito aberto e muito flanqueado como é seu apanágio. Na primeira parte, o Real conquistava mas não tinha marcado. O APOEL raramente tinha saído do seu meio-campo. Nada de extraordinário perante o que vimos contra Porto e Lyon.

Ao intervalo, Ivan Jovanovic fazia lançar o veterano português Hélder Sousa. Aos 34″ este antigo jogador do trofense fazia a sua estreia na Champions e logo contra o Real de Mourinho.

Na 2ª parte, o Real carregou no acelerado. Começou a provocar cansaço no APOEL e os cipriotas começaram a baixar a guarda defensivamente lentamente. Até que Mourinho lança no jogo Kaka e Marcelo. A revitalização do flanco esquerdo vai original os golos do Real: a combinar bem com Benzema, seria o francês a marcar o primeiro golo e a duo brasileiro que saltou do banco a carimbar o 2º. O 3º seria uma obra prima de bom futebol entre Ronaldo, Ozil e Benzema. 3-0 para o Real num jogo tranquilo. Podem existir poupanças na 2ª mão em Madrid a pensar no jogo da Liga frente ao Valência.

Empate sensaborão no jogo de proa destes quartos-de-final da Champions. Esperava-se que o duelo entre Milan e Barcelona fosse colorido com golos.
Duas equipas que já se tinham defrontado na fase de grupos. Em Nou Camp, o Milan fez um jogo extraordinário conseguindo o empate a 2 bolas. Em San Siro, o Barcelona levou a melhor.

Barcelona a apresentar uma única alteração em relação ao one habitual no último mês: Seydou Keita a entrar no lugar de Thiago Alcântara. Pep Guardiola sabia de antemão que o meio-campo do Milan tem actuado de forma poderosa e quis desde logo mostrar interesse em colocar Keita (um jogador cheio de pulmão) no meio-campo para junto com Xavi e Fabrègas anular Seedorf, Ambrosini, Boateng e Nocerino.

Domínio total do Barça na partida. O Barça pecou apenas por falta de eficácia. É essa falta de eficácia que resume o empate obtido pelo Milan. Tirando os primeiros minutos onde os milaneses tentaram começar a mandar na partida, até por uma questão da necessidade de uma vitória expressiva que pudesse dar alguma tranquilidade em Nou Camp e de outra necessidade que se prendia em não entregar o domínio do jogo aos catalães, o resto do jogo seria dominado pelo Barça e as maiores oportunidades de golo iriam pertencer à equipa de Pep Guardiola.
Na primeira parte, não se fosse a falta de eficácia, o Barça poderia ter ído para os balneários a vencer por 2 ou 3. Oportunidades para tal teve de sobra: Keita, Aléxis, Messi e Xavi tiveram nos pés 5 soberanas oportunidades de golo. No entanto, a defesa do Milan, apesar de alguns desacertos menores ia conseguindo retardar a obtenção de um golo por parte da equipa “culé” e mesmo quando a defesa não dava conta do recado era Abiatti quem salvava a equipa de Max Allegri.

O Barça apostou num futebol diferente do que é habitual em San Siro. A circulação de bola não passou tanto pelos laterais. Daniel Alves ia subindo no terreno de forma amiúde e nunca apareceu na zona de finalização. Messi não apresentou as habituais jogadas de flexão do flanco direito para o centro do terreno, jogadas onde costuma ser letal em maior parte dos jogos. O Barça apostava mais em entrar pela defesa do Milan pelo centro do terreno, muito à custa de rápidas tabelinhas entre os 3 homens do meio-campo e Aléxis Sanchez. Seria o Chileno a provocar a decisão mais complicada da noite para a arbitragem: a meu entender não existe penalti. Aléxis embate contra Abbiati mas creio que o Chileno (apercebendo-se que tinha adiantado em demasia a bola) tenta cavar o contacto ao guarda-redes italiano.
O golo anulado a Messi nos minutos seguintes seria uma boa decisão do fiscal-de-linha.

Na 2ª parte, mais do mesmo. O Milan estava ligeiramente encostado às cordas. O Barça não deixava os milaneses armar o seu ataque com uma pressão alta ao nível da defesa milanesa. António Nocerino não conseguia receber a bola e construir de raiz. Em contrapartida, o Barça quando tinha a bola tratava imediatamente de tentar adormecer o Milan e esperar um erro da defensiva italiana para capitalizar. Esse erro esteve perto. Tanto Aléxis, como Messi como Puyol por intermédio de um canto tiveram novas oportunidades para marcar mas não era o dia do Barça.

Ma

Já o Bayern voltou a provar que também quer vencer a Liga dos Campeões. No Vélodrome de Marselha, a turma local foi incapaz para travar a corrente de ataque dos Bávaros. Mário Gomez despachou o assunto ainda na primeira parte para uma eliminatória que todos sabíamos que não ia ter grande história para narrar.

Liga Europa:

De todos os adversários que podiam ter saído ao Sporting no sorteio dos quartos-de-final, pessoalmente creio que o Metalist foi o pior adversário que a turma leonina podia enfrentar. Isto porque apesar de se conhecerem alguns nomes da equipa ucraniana (composta principalmente por jogadores sul-americanos) o Sporting iria enfrentar uma equipa desconhecida dos palcos europeus, desconhecida do ponto de vista de potencial e forma de actuar e que tinha um registo impressionante nas fases anteriores da prova, tendo perdido alguns jogos em casa e tendo ganho outros fora, alguns deles em terrenos difíceis como é o caso do Olympiacos da Grécia, equipa que foi eliminada por este Metalist nos oitavos-de-final.

Sporting posicionado depois do vibrante sucesso diante do Manchester United. Do Metalist ficamos a conhecer que é uma equipa bem organizada a todos os níveis. Defendem de forma agressiva e atacam preferencialmente usando o contra-golpe onde tem jogadores talhados para o efeito, casos de Taison (bom jogador; um bocadito fiteiro e pouco objectivo na hora de concretizar as suas maravilhosas arrancadas pelo flanco) e Cleiton Xavier. Também fiquei impressionado com o avançado Cristaldo; Este avançado argentino de 23 anos que saltou do Velez Sarsfield para a Ucrania e que já foi convocado por Sérgio Batista para a selecção é um jogador que me impressionou pela sua dotação técnica.

O jogo começou com algumas desconcentrações da defensiva leonina, ainda fruto de uma fase de estudo ao futebol rápido e açucarado dos ucranianos. Do ponto de vista ofensivo, a equipa ucraniana colocou algumas dificuldades à turma leonina a partir do momento em que (com a lição de casa bem estudada) meteram o trinco Torres a marcar homem-a-homem Matías Fernandes (impedindo o Chileno de assumir a batuta do jogo ofensivo leonino) e meteram dois homens regularmente em cima de Stijn Schaars. Sem o holandês a armar jogo e o chileno a criar, o Sporting sentiu algumas dificuldades em construir oportunidades dignas de registo. Penso que a ideia do Metalist seria a de vencer fora. Os jogadores da turma ucraniana iam mudando o ritmo de jogo a seu bel-prazer. Quando o Sporting tentava ficar por cima na partida, a equipa ucraniana diminuía o ritmo da circulação de bola. Quando sentiam que o Sporting estava a entrar numa onde de bloqueio, os ucranianos impunham rapidos contra-ataques que a bem ou mal até ao final da primeira parte foram resolvidos pela defensiva leonina.

O que é certo é que na primeira parte o Sporting não teve bola nem oportunidades de golo. Para contar só o facto de Torsiglieri (central que já foi do Sporting e que este ano foi em primeiro lugar emprestado ao Metalist e depois vendido definitivamente aos ucranianos) recebeu um amarelo e como tal não irá jogar na 2ª mão. À semelhança do seu colega no centro da defesa Papa Gueye. Os dois fartaram-se de marcar com pitons os homens do ataque do Sporting e deveriam a meu ver ter visto mais do que um amarelo. Na 2ª parte existe mesmo o lance em que Torsiglieri perdeu a cabeça e numa disputa de bola com Jeffren atirou o jogador espanhol contra o banco de suplentes, motivo mais que suficiente para ver o cartão vermelho directo.

Na 2ª parte, a palestra de Sá Pinto fez efeitos. O Sporting voltou ao relvado com outra cara e decidiu aumentar o ritmo de jogo e procurar as alas, até então desaparecidas. Se até então apenas Carriço tinha tentado a sua sorte de longe por duas vezes e se numa desconcentração da defensiva ucraniana num livre cobrado por Matías Fernandes havia algum sururu na área ucraniana, eis que Capel e Izmailov escreveram a ouro o momento do jogo para o primeiro golo da partida. A seguir, foi Patrício quem valeu à turma leonina após remate de Cristaldo à entrada da área.

Os centrais do Metalist continuavam a ser duros e merecedores de algo mais que o amarelo. Taison continuava a querer desiqulibrar no flanco esquerdo. Sentindo a rapidez do brasileiro, João Pereira não fez a ala como é seu costume. O brasileiro fazia tudo bem excepto na hora de atirar; tanto não atirava a baliza como se atirava para o chão! Já Cleiton Xavier tinha desaparecido da partida e so voltou a aparecer aquando da grande penalidade do Metalist.
Aos 63″ veio outro dos momentos da partida quando Insua atirou um míssil para a baliza ucraniana, fazendo o 2-0.
Aproveitando a confortável vantagem, Sá Pinto tratou de a preservar. Tirou Carriço (esgotado após uma exibição de encher o olho) e meteu Renato Neto para dar mais poder de choque ao meio-campo do Sporting; refrescou também as alas, colocando Jeffren e Carrillo. Tanto o espanhol como o peruano tentaram várias investidas pelas alas e o Peruano poderia ter sido feliz num lance em que depois de uma cavalgada pela direita preferiu chutar com o seu pé mais fraco (esquerdo) quando poderia ter isolado Matías para o 3-0.

Veio a resposta ucraniana. Por duas vezes Patrício foi chamado a intervir aos pés adversários: primeiro Taison e depois o recém entrado Devic. Depois seria Taison a tentar de livre e Patrício a responder em voo. Era o Sporting que se fechava nos minutos finais para segurar a vantagem. Até que no minuto final Devic caiu na área leonina e o arbitro de baliza marcou penalti numa decisão errada. Cleiton Xavier amenizou a derrota ucraniana e levou a eliminatória muito viva para Kharkiv. O Sporting terá que sofrer para passar às meias-finais da prova.

“El Louco” Bielsa é o treinador da moda na actualidade futebolística. Não é para menos: o futebol seu Athletic tem deslumbrado tanto ao nível interno na Liga espanhola como ao nível internacional na Liga Europa.

Depois de ter eliminado o Manchester United da forma que eliminou (na 2ª mão no San Mamés Ferguson poderia ter saído goleado) a mais recente vítima do futebol total de Bielsa foi o Schalke 04. Engane-se quem pensa que é fácil ir a Gelsenkirchen jogar como o Athletic foi. Apesar de ser uma equipa alemã, existe algo que une o Schalke ao Athletic: um estilo de jogo latino, promovido na turma alemã por vários jogadores como Farfán, Jurado ou Raúl. Não nos podemos esquecer que esta equipa do Schalke fez na época passada um enorme brilharete na Champions, atingindo as meias-finais (onde foi eliminada pelo United) depois de ter estrangulado o Inter (campeão europeu em título na altura) com um brilhante 5-2 em Giuseppe Meazza.

Este Athletic de Bielsa é um enorme case study. É uma equipa que peca um pouco por jogar de forma aberta. Apesar de ter melhorado em muito com a descida posicional de Javi Martinez para o centro da defesa (Martinez já era um grande trinco e arrisca-se a ir pela Roja ao Europeu como central) é uma equipa que se expõe em muito ao contra-ataque das equipas adversárias. Isto porque Bielsa adopta um estilo de pressão muito alta aos adversários (logo à saída da grande área) que apesar do facto de estar a resultar lindamente na Liga Europa nos jogos efectuados pela turma basca.

Outro dos problemas desta Athletic de Bilbao é a tendência extrema que esta equipa tem para optimizar o seu ataque com Llorente como finalizador. Não é que o Bilbao não finalize em quantidade e em qualidade. O problema é que os bascos têm bons criativos (Susaeta, Muniain, De Marcos) mas todos eles não sabem finalizar e estão sempre à espreitar de oferecer golos ao seu ponta-de-lança.

Jogos impróprio para cardíacos na arena de Gelsenkirchen. O Bilbao começou melhor e capitalizou um erro do guarda-redes do Schalke. Depois viria a reviravolta alemã com o expoente máximo nos pés do maravilhoso Raúl. O Schalke alterou os guarda-redes e o Bilbao, actuando em contra-ataque, apenas se limitou a explorar os erros alemães. Se no 3º golo o guarda-redes alemão teve culpas, no 4º é caso para dizer que estava extremamente mal posicionado.
E o Athletic está nas meias-finais. Garantidamente. Poderá ser o próximo adversário do Sporting.

Nas restantes partidas, o Atlético de Madrid venceu o Hanover por 2-1 e o Valência perdeu no terreno do AZ Alkmaar por semelhante resultado:

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futeboladas (fim-de-semana)

Nota inicial: Para sexta-feira, os rescaldos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Liga Inglesa:

ver aqui o resumo dos principais lances da partida.

Duelo principal da 30ª Jornada da Premier League. Chelsea e Tottenham defrontaram-se em Stamford Bridge com o apuramento para a Liga dos Campeões no horizonte das duas equipas nesta recta final do campeonato. O Tottenham de Redknapp tem estado em quebra nas últimas jornadas. Depois de um empate a meio da semana contra o Stoke a 1 bola, os Spurs (ultrapassados pelo Arsenal na 3ª posição) pretendiam sair de Stamford Bridge com uma vitória que lhes permitisse “fechar” praticamente o apuramento para a Champions, ou empatar para manter o Chelsea longe do 4º lugar. Já o Chelsea vinha de uma desmoralizadora derrota no terreno do Manchester City por 2-1 na quarta-feira.

Os Spurs estiveram em bom plano no terreno do rival e a bom da verdade até mereceram vencer a partida. Mais uma vez vingou uma das falhas desta equipa de Redknapp: a finalização. A construção de jogadas de perigo esteve soberba. Bale e Modric assumiram a batuta da equipa e tanto o Galês pelos flancos como o Croata pelo meio do terreno tentaram criar o máximo número de oportunidades de golo para Emmanuel Adebayor e para Rafael Van der Vaart. O Holandês teria um “penalty” na primeira parte depois de uma grande jogada de Bale e Modric pela esquerda. No entanto seria Petr Cech o santo milagreiro dos Blues. Na segunda parte, seria Bale a romper a defesa do Chelsea pelo centro e a dar caminho aberto para o remate do lateral Kyle Walker às malhas laterais. Bale esteve exímio a pisar terrenos mais centrais durante a partida e muitas foram as vezes em que partiu com garra para cima dos defesas dos Blues.

Do Chelsea, as reacções ao domínio dos Spurs vieram por intermédio de rápidas situações de contra-golpe e por intermédio de um livre de Lampard que iria embater com alguma sorte no poste já na 2ª parte. A 2ª parte também ficaria marcada por algumas perdidas dos Spurs: Modrid desmarcou de forma brilhante Adebayor e o Togolês depois de ter ultrapassado toda a defesa londrina e Petr Cech permitiu o corte decisivo de Gary Cahill. Depois seria Gareth Bale a cabecear ao poste e a atirar de livre para bela defesa de Petr Cech.

Harry Redkanpp mostrou-se satisfeito com o ponto conseguido em Stamford Bridge. Humildade em excesso por parte do treinador do Tottenham perante um domínio avassalador dos Spurs na partida.

Quem aproveitou este empate foi o Arsenal.

Ver aqui o resumo do 3-0 ao Aston Villa.

A equipa de Wenger não sabe o que é perder ou empatar para a Liga desde o dia 1 de Fevereiro, ou seja, desde a 23 jornada onde empatou no Reebok Stadium frente ao Bolton Wanderers.

A equipa de Wenger é uma equipa que respira confiança e alegria no seu futebol. E como tal, merece o 3º lugar que ocupa neste momento. Pena foi aquele péssimo arranque de campeonato senão este Arsenal poderia estar ainda hoje a lutar pelo título. É obviamente um dos problemas que se coloca à gestão Wenger: o custo de criar equipas de raiz obriga a uma adaptação lenta e gradual de todos os jogadores num único colectivo. Numa competição a sério como a Premier League, um clube como o Arsenal não pode andar anos após anos a criar equipas de raiz para depois despachar os jogadores mais importantes no fim de cada época. Sabemos que a estratégia do Arsenal para assegurar a sua própria estabilidade financeira passa essencialmente pela formação de jogadores que são repescados aqui e ali para posteriormente serem vendidos a outros clubes. No entanto, o Arsenal ficará a ganhar se por exemplo conseguir manter esta geração. Acredito que jogadores como Chamberlain, Coquelin, Carl Jenkinson, Ramsey, Wilshere, Walcott, Frimpong, Ignasi Miquel, Alex Song serão capazes de dar um bom futuro ao clube caso o clube os possa manter mais uma época na companhia de “veteranos” como Van Persie, Arteta, Mertesacker, Gervinho e Vermaelen.

Há muito talento num Chamberlain que é poço de rapidez e tecnicismo, num Coquelin que é um médio duro e técnico ao mesmo tempo, num Ramsey que é um primor de visão de jogo. num Walcott que tanto é o extremo perfeito à inglesa como aparece a finalizar e num Frimpong que é o típico pulmão africano de meio-campo.

Para a próxima época, fala-se que o Arsenal está na linha da frente para assegurar a contratação a custo zero de Alessandro Del Piero. Recordo que o avançado de 37 anos não renovou com a Juventus e pretende continuar a jogar futebol a alto nível.

Neste momento o Arsenal é 3º com 58 pontos contra os 55 de Tottenham e os 50 do Chelsea.

No duelo lá de cima:

Wayne Rooney (21º golo na Premier) resolveu aos 42″ um jogo muito difícil para o United que continua a liderar a tabela classificativa.

O United já está a preparar a nova época apesar desta ainda não estar resolvida.
Notícias tem vindo a público da disponibilidade de Ryan Giggs ser treinador da equipa num futuro próximo. o Galês sorriu quando lhe foi colocada esta pergunta por uma jornalista do Daily Mail. Segundo as suas palavras: “Ser treinador do Manchester United? Vamos ver. Por agora apenas quero aproveitar o momento. Apenas quero jogar futebol mas estou preparado para a minha vida depois de me retirar”

Quem se fala que também poderá reforçar o clube de Manchester é o ponta-de-lança Holandês Jan Huntelaar. Apesar do Schalke 04 já ter manifestado a vontade de renovar o mais breve possível com o seu artilheiro (leva 40 golos nos 39 jogos efectuados esta época) o jogador não parece interessado em renovar com o clube alemão e fontes ligadas ao internacional holandês já afirmaram que o atleta está a estudar uma proposta do Manchester United.
O jogador para já mantem-se focado no seu trabalho em Gelsenkirchen: “Vou ter tempo para pensar após a temporada. Antes disso, quero focar-me em marcar golos e não vou me deixar levar por isso, porque tenho o objetivo de ajudar a equipa na Liga Europa”. Recorde-se que o Schalke poderá ser adversário do Sporting nas meias-finais da prova, caso o Sporting ultrapasse os ucranianos do Metalist e os alemães ultrapassem a eliminatória que os une ao Athletic de Bilbao.

Seguramente o golo mais lindo da época na Premier!

Peter Crouch com um volley arrasador frente ao City no sábado.

A vitória na passada quarta-feira frente ao Chelsea no City of Manchester parecia ter afastado os maus resultados da equipa de Mancini. Como em desespero todos os santos ajudam, contra os Blues, Mancini esqueceu-se “temporariamente” que Tevez o tinha mandado para um sítio pouco agradável no encontro da liga dos campeões contra o Bayern de Munique e colocou o Argentino em campo na 2ª parte. O City acabaria por vencer uma dura batalha de meio-campo contra o Chelsea graças à infantilidade nos minutos finais de um regressado à competição (Michael Essien) no lado dos homens de londres na sequência de uma mão ostentiva na sua área.

Contra o Stoke, o golão de Crouch (8º na Liga) voltou a complicar as contas a Mancini. Valeu Yaya com o empate aos 76″. Insuficiente para dar mais 2 pontos de vantagem ao United. No entanto, os rivais de Manchester irão encontrar-se no final de Abril, num jogo que será decisivo para apurar o desfecho desta edição da liga.

Outros jogos:

Liverpool 1-2 Wigan – O Liverpool vai de mal a pior. Mais uma derrota caseira para a equipa de Kenny Dalglish. O Liverpool já soma 10 derrotas nesta temporada. O golo do central escocês Gary Caldwell atira definitivamente a turma de Anfield para fora da Europa e dá alento a um Wigan que continua abaixo da linha de água. Agora a apenas 1 ponto do Bolton.

Os Reds também já estão a preparar a nova época. Os primeiros rumores dão conta do interesse em Jackson Martinez, avançado dos Jaguares do México que segundo a imprensa daquele país já deveria ter um acordo com o FC Porto. O avançado argentino Matías Suarez (20 golos e 11 assistências em 37 jogos esta época pelos Belgas do Anderlecht) também está a ser cobiçado pelos responsáveis directivos de Anfield Road. Kenny Dalglish não será em princípio o treinador do clube na próxima época.

Não está também descartada a hipótese de Rafa Benitez regressar a Liverpool na próxima temporada depois de extinto o assédio do Chelsea ao treinador espanhol.

WBA 1-3 Newcastle – Os Magpies foram aqueles que mais aproveitaram o empate do Tottenham. Num jogo arrasador, chegaram aos 34″ com vantagem de 3-0 sobre o WBA. Ben Arfa e Pape Cissé (2 golos) foram os obreiros de uma vitória confortável que coloca a equipa de Alan Pardue. Hatem com os mesmos pontos dos Blues. O Newcastle ainda não está totalmente fora de uma eventual luta pela liga dos campeões dado que também está a 5 pontos do Tottenham.

Bolton 2-1 Blackburn – Ainda no rescaldo do incidente Fabrice Muamba (o médio continua numa agradável recuperação; já consegue caminhar e já viu o jogo do Bolton pela TV) o Bolton continua a fazer pela vida na luta pela manutenção. Frente ao Blackburn no Reebok Stadium, a equipa orientada pelo escocês Owen Coyle bateu o também aflito Blackburn por 2-1. David Weather fez os dois golos dos Wanderers na partida.

Quando faltam 8 jornadas para o fim da Liga, o fundo da tabela tem a actual classificação: 13º Fulham 36 pts 14º WBA 36 pontos 15º Aston Villa 33 pts 16º Blackburn 28 pts 17º Bolton 26 pts 18º QPR 25 pts 19º Wigan 25 pts 20º Wolverhampton 22 pts.

Liga Espanhola:

Depois do controverso jogo no El Madrigal frente ao Villareal que iria terminar com um empate a 1 bola e com a expulsão no fim do jogo Mourinho, o Real deu uma resposta cabal às vozes que acusavam os merengues de estarem a perder gás nas últimas semanas. A vantagem de 6 pontos ficou intacta para o Barcelona graças a mais uma goleada para a Liga, desta feita contra a modesta Real Sociedad por 5-1.
Com Álvaro Arbeloa à direita da defesa e Raphael Varane no centro da defesa, o Real voltou a fazer um daqueles jogos que dá gosto de ver com aquele futebol flanqueado e recheado de fabulosas tabelinhas e combinações pelas alas. Golos de Higuaín, Ronaldo, Benzema e Xabi Prieto para a Real Sociedad punham o resultado em 3-1 ao intervalo. Na 2ª parte, o português e o francês elevariam a conta para o 5-1 final.

A Abertura de Xabi Alonso para Benzema no 3º golo é qualquer coisa de genial. Não é apenas uma questão de visão de jogo mas sim uma questão de aliança entre uma visão de jogo fenomenal e uma capacidade de passe longo que só Alonso possuí neste momento no futebol mundial.

Benzema já leva 27 golos esta época e parece outro jogador do Benzema que víamos na época de Pellegrini e na época passada. Está mais rápido, mais incisivo a tocar a bola, mais explosivo no 1 para 1 e com melhores índices de aproveitamento. Às vezes faz bem estar na lista de dispensas de um clube para se voltar ao topo.

Sem forçar muito o andamento pois amanhã jogam contra o AC Milan num jogo que se prevê espectacular, o Barcelona foi a Mallorca vencer de forma confortável por 2-0. Messi aos 25″ e Piqué aos 79″ selaram mais uma vitória dos Catalães.

O Barça revê os italianos nos quartos-de-final da Champions depois de ter encontrado a equipa de Max Allegri na fase-de-grupos. Então, o Milan conseguiu um empate em San Siro a 2 bolas e perdeu com o Barça em casa.

Thiago Alcântara foi expulso aos 57″ na equipa catalã.

O Valência (3º) foi perder ao Coliseum Alfonso Perez, terreno do Getafe. Roberto Soldado até abriu a contagem aos 5″ mas o Getafe haveria de dar a volta por cima. A equipa comandada por Luis Garcia que conta com jogadores como Cata Dias, Mehdi Lacén, Miku, Casquero e Dani Guiza reentrou na luta pela europa, sendo 9ª com 39 pontos (está a 4 do 6º que é o Osasuna). Já o Valência cedeu terreno para o Málaga na luta pelo 3º lugar (directo na Champions) estando os malaguenhos (após vitória no terreno do Espanyol) com os mesmos pontos do clube ché.

Outros jogos:

Zaragoza 1-0 Atlético de Madrid – Restará uma vitória na Liga Europa para haver competições europeias no Vicente Calderón na próxima época. O Atlético continua o seu caminho errante pela Liga. Desta feita foi ao La Romareda ceder perante o lanterna vermelha onde actuam Rúben Micael e Hélder Postiga. Continua em 10º lugar a 4 pontos dos lugares europeus.

Fala-se novamente da possibilidade de Falcao ser negociado no final da época para o Chelsea em troca por Fernando Torres e 20 milhões de euros.

Um golo de Apono aos 90+5″ de grande penalidade na cobrança de uma falta sobre Hélder Postiga deu uma lufada de ar fresco na equipa orientada por Manolo Jimenez. O Zaragoza continua a 6 pontos da linha-de-água.

Levante 0-2 Osasuna – Os Navarrenhos do Osasuna mantém as pretensões europeias. São 6os a 4 pontos de Valência e Málaga e com esta vitória encurtaram a diferença para apenas 1 ponto para o 5º que é o Levante. Golos de Raúl Garcia e Nino.
Aproveitaram também o empate caseiro do Athletic frente ao Sporting de Gijón no San Mamés.

Rayo Vallecano 0-2 Villareal – No El Madrigal será impensável que o Villareal desça de divisão em ano de Champions. O Villareal tem que dar ao stick para fugir aos últimos lugares. O empate (injusto é certo) obtido contra o Madrid na quarta-feira e a vitória de domingo frente ao Rayo aliviaram o espectro de linha de água que pairava sobre a equipa. Giuseppe Rossi continua de fora por lesão.

Com a questão do título por resolver, a luta também está acesa quanto aos lugares europeus e quanto à manutenção em espanha.
Assim sendo:

– Quanto aos lugares europeus temos assim ordenada a classificação: 3º valência 47 pts 4º Málaga 47 pts 5º Levante 44 pts 6º Osasuna 43 pts 7º Espanyol 40 pts 8º Sevilla 39 pts 9º Getafe 39 pts 10º Atlético de Madrid 39 pts 11º Athletic 38 pts 12º Rayo Vallecano 37 pts.

– Quanto à manutenção: 15º Bétis 32 pts 16º Villareal 31 pts 17º Granada 31 pts 18º Racing de Santander 25 pts 19º Sporting de Gijón 25 pts 20º Zaragoza 25 pts

Na próxima jornada teremos o Santander a jogar frente ao Granada, o Sporting de Gijón a receber o Zaragoza, o Osasuna a receber o Real Madrid, o Barcelona a receber o Athletic de Bilbao, e Atlético de Madrid – Getafe, Valência – Levante. Alguns jogos interessantes entre adversários directos nas diversas lutas.

Liga Italiana:

Mais um grande passo para a renovação do título.

Max Allegri continua a apostar no onze que lhe tem dado mais garantias. Mesbah, Muntary, Emanuelson (está um grande jogador em Milão) El Sharaawy e está claro, o abono de família desta gente: Zlatan Ibrahimovic! A Roma de Luis Enrique com algumas mudanças em relação ao onze habitual: Gago, Osvaldo, Marquinho (ala\médio esquerdo emprestado pelo Fluminense) e Alessandro Rosi como titulares.

Mais dois golos para o Sueco depois de um susto provocado por Pablo Osvaldo. Não se pode acusar Luis Enrique de não ter ido a Milão jogar o jogo pelo jogo. Tanto o fez que a Roma até marcou primeiro e teve as melhores oportunidades do 1º tempo. Na segunda parte apareceu Zlatan: primeiro de penalty, depois naquele golo que acho absolutamente soberbo e onde Maarten Stekelenburg e Simon Kjaer ficam mal na fotografia!

A Roma continua a acusar dois problemas: não consegue planar o seu potencial em jogos contra os grandes e apesar do potencial elevadíssimo de 13\14 jogadores do seu plantel, acaba por ter um plantel desiquilibrado. Muito dificilmente conseguirá Luis Enrique garantir a Uefa para o clube recentemente comprado pelo multimilionário italo-americano Thomas Di Benedetto.

Já o Milan joga amanhã contra o Barcelona.
Na antevisão da partida, Max Allegri descartou a possibilidade de montar uma equipa com uma atitude defensiva. Já Zlatan Ibrahimovic elogiou Messi e disse que possivelmente não irá cumprimentar Pep Guardiola. Recorde-se que Zlatan revelou a público na sua biografia algumas das zangas que teve com Guardiola na sua passagem pela Catalunha na época 2009\2010.

Thiago Silva continua a ser notícia na cidade milanesa. Isto porque o Barcelona revelou interesse no central em véspera de confronto entre as duas equipas. O Milan deverá ter oferecido a braçadeira de capitão a Thiago Silva como forma do Brasileiro permanecer em San Siro. O Brasileiro já demonstrou que se encontra num dilema: gostava de jogar no Barça porque lhe atrai a liga espanhola mas também está contente com o seu estatuto no Milan onde é intocável no onze titular.

Quem continua em maus lençóis com as lesões é Alexandre Pato: o brasileiro voltou a ressentir-se da coxa e já viajou para os Estados Unidos onde se irá encontrar com o especialista Frederick Carrick. Carrick é especialista na área da neurologia e é conhecido pelo seu trabalho no desenvolvimento e investigação de patologias que afectam o equilíbrio entre o físico e a mente. Julga-se que Pato (à semelhança de outros jogadores) poderá sofrer de fibromialgia, problema que afecta essencialmente atletas de alta competição. Já Rodriguez do Sporting pode ser um jogador a contas com um problema semelhante: alta probabilidade de lesões dado a dores intensas em algumas partes do corpo provocadas por fraquezas psíquicas.

Juventus 2-0 Inter e Ranieri out.

A Juventus continua na luta pelo scudetto e fez do Inter vítima dessa cobiça. No entanto, ainda são 4 os pontos que separam os homens de Turim do líder Milan.

Com o Dell´Alpi ao rubro, a Juve deu um banho de bola ao Inter que teve sorte em não ser goleado. A únicas oportunidades reais de golo que o Inter teve durante toda a partida foi na primeira parte quando Milito na cara de Buffon voltou a demonstrar fraca pontaria na hora de somar por duas vezes se bem que também deverá dar mérito ao mítico guarda-redes da malta de Turim. O Argentino não é o mesmo jogador de antigamente. Perdeu o faro para o golo com a saída de Mourinho e decerto que no final desta época será convidado a mudar de ares.
A Juventus por seu turno pratica um futebol lindo. Consegue alternar bem a bola entre flancos de forma rapida e costuma servir muito bem os homens da frente. Na primeira parte foram 3 as oportunidades que Alessandro Matri teve nos pés e na cabeça para inaugurar o marcador. Destaque também para a grande exibição do lateral direito Uruguaio Martin Cáceres, exibição que seria coroada com o primeiro golo da equipa de Antonio Conte. Também em destaque esteve o centrocampista Claudio Marchisio. Ao lado de Pirlo, o internacional italiano está um senhor jogador: espectacular a defender, rápido a fazer transições e exímio na táctica de conte no que consiste à transposição de bola entre flancos a partir do seu passe longo. Já Pirlo está no primeiro golo da Juve ao centrar com régua e esquadro para a cabeça de Cáceres.

Depois veio Del Piero e arrumou com a questão. Não consigo perceber como é que a Juve ainda tenciona deixar Del Piero sair. É certo que aos 37 anos mais tarde ou mais cedo a Juve terá que dizer um adeus a um dos seus símbolos históricos. Mas para deixar Del Piero sair para outro grande europeu poderá ser um erro por parte da direcção comandada pelos Agnelli. A assistência do internacional Chileno Artur Vidal para o golo de Del Piero é absolutamente deliciosa. Grande contratação por parte da Juve no último verão.

Para terminar, mais duas questões.

A Juventus mostrou interesse em Hernanes da Lázio. O Brasileiro quer sair do clube romano e a Juventus poderá ser o destino ideal. 30 milhões de euros é o valor que Claudio Lotito (presidente da Lázio) pede pelo centrocampista. No entanto a Juventus estará interessada em dar 22 milhões e um jogador à escolha entre eventuais dispensados no verão: Milan Krasic, Reto Ziegler, Fabio Quagliarella e Michele Pazienza.

Já Ranieri foi despedido do comando técnico do Inter depois desta derrota mas continuará a trabalhar no clube de Milão noutras funções. Ranieri foi contratado à 6ª jornada para substituir o paupérrimo Gianpiero Gasperini. Com Ranieri os objectivos cingiam-se na subida na tabela classificativa para lugares europeus e numa boa prestação na Liga dos Campeões. Ranieri conseguiu ganhar alguns jogos logo de início e o Inter chegou a estar nas posições uefeiras a meio de Fevereiro. No entanto, mais uma onda de derrotas e a escandalosa eliminação frente ao Marselha nos oitavos-de-final da Champions ditaram o afastamento do treinador italiano.

Na apresentação de Stramaccioni treinador interino até final da temporada (era treinador dos juniores do clube) Mássimo Moratti afirmou que Ranieri terá outras funções no clube milanês. O proprietário do Internazionale preferiu atacar Gasperini: “Ranieri é um cavalheiro e por enquanto temos contrato com ele. Depois veremos o seu futuro, até porque ele gostaria de continuar no Internazionale. Com Gasperini, pelo contrário, não estou satisfeito e tem muitas responsabilidades na nossa temporada”.
Quem também não escapou às duras críticas do presidente foi Diego Forlán. O presidente acusou o Uruguaio contratado no início da temporada ao Atlético de Madrid de fraude: “Forlan jogou pouco e quando esteve em campo jogou mal. Defraudou as expectativas” – e de facto tem razão. No entanto, não creio que o Inter deverá descartar o Uruguaio pois é um talentoso que poderá render com outro no comando técnico. Pior tem estado Milito por exemplo.

Moratti já está a analisar o dossier de um novo treinador, que poderá até assumir funções nas próximas semanas sem ser o treinador até ao final da época. O Checo Zdneko Zeman (já passou por Itália nos anos 90 na Lazio) Vincenzo Montella (antigo jogador da Roma) André Villas-Boas e o actual treinador do Athletic Marcelo Bielsa poderão ser os primeiros da lista do Inter.
Para arrumar a casa, o Inter já deverá ter elaborado uma lista de dispensas que só será alterada a pedido do novo treinador. Entre a lista de jogadores que poderão ser dispensados ou vendidos contam nomes como Ivan Cordoba, Maicón, Lúcio, Jonathan, Ricky Alvarez, Philipe Coutinho e Diego Milito.

Numa jornada com 6 empates em Itália, quem se safou foi a Lázio ao bater o Cagliari por 1-0 no Olímpico. A Lazio continua a sua caminhada triunfal rumo à Champions. O central Diakité deu aos 88″ vitória aos Romanos que agora têm uma vantagem de 3 pontos para os seus mais directos perseguidores: Napoli e Udinese.

Napoli e Udinese empataram. Os primeiros contra o Catania em casa. O Catania ainda está na luta pelos lugares europeus e desperdiçou uma oportunidade de se aproximar dos Napolitanos. 6 pontos continuam a separar as duas equipas depois de um jogo em que a equipa Napolitana marcou 2 golos de rajada no início da 2ª parte (Dzemaili e Cavani; 19º golo do Uruguaio na Serie A) e o Catania empatou nos 15 minutos finais por intermédio de Spolli e Lanzanfame.
Já a Udinese empatou no terreno do Palermo a 1 bola. Fabrizio Miccoli inaugurou o marcador aos 32″ para os sicilianos (12º golo no campeonato para o avançado de 32 anos) e o romeno Gabriel Torje haveria de empatar aos 85″. Este romeno está em destaque na equipa do Norte. Torje é um extremo bastante rápido e bastante tecnicista.

Noutros jogos, Génova e Fiorentina empataram a 2 bolas no Luigi Ferraris (golo de Belluschi) Novara e Lecce empataram a 0 bolas (mau resultado para duas equipas que estão abaixo da linha-de-água; o Novara começa a ficar praticamente condenado enquanto o Lecce vê o 17º lugar do Parma a 5 pontos) e o Cesena empatou em casa com o Parma (o Cesena está em último a 14 pontos do Parma).

Resumidamente, o Milan lidera com 53 pontos contra os 49 da Juventus. O 3º é a Lázio com 51 pontos, mais 3 que Udinese e Napoli. O 4º lugar não dá acesso à Champions. No 6º lugar está a Roma a 4 pontos do dueto. Em 7º o Catania a 6 pontos da Europa e em 8º o Inter a 7.

Na luta pela manutenção é este o cenário: 13º Cagliari 34 pts 14º Génova 34 pts 15º Fiorentina 33 pts 16º Siena 33 pts 17º Parma 32 pts 18º Lecce 27 pts 19º Novara 24 pts 20º Cesena 18 pts

Na próxima jornada teremos o Milan a deslocar-se ao terreno do Catania e a Juventus a receber o Napoli em casa.

Liga Francesa:

A vida correu mal neste fim-de-semana a Carlo Ancelotti e ao seu PSG. Empate caseiro contra o Bordéus a 1 bola que até poderia ter redundado em derrota em pleno Parque dos Príncipes. Guillaume Hoarau amenizou as coisas para a turma parisiense.

O Goleador Olivier Giroud é um dos ídolos de Montpellier nos dias que correm.

O avançado deu a liderança ao Montpellier ao resolver um jogo muito difícil contra o Saint-Ettiène aos 89″ quando os homens de Saint-Ettiène já jogavam com 10 por expulsão de Mignot. O avançado já marcou 18 golos na Ligue 1 desta época e apesar da cláusula de rescisão estar fixada em 30 milhões de euros é cobiçado por Marselha, PSG e Málaga. Não é o único cobiçado por grandes clubes da Europa: o franco-marroquino Younés Belhanda (nº10 do Montpellier) também é cobiçado por clubes como Barcelona, Manchester City e Manchester United. Não é para menos: o Montpellier está à beira de fazer história.

O Montpellier Hérault, apesar de ser um clube de 1ª liga em França e de ter jogadores notáveis na sua história como Laurent Blanc, Bruno Carotti, Franck Silvestre, Laurent Robert, Roger Millá e Carlos Valderrama, nunca venceu um titulo francês e os únicos dois títulos que tem de destaque são duas taças de frança (1929 e 1990).

Quem também aproveitou a escorragadela do PSG foi o Lille. O campeão em título ainda espreita uma oportunidade para poder renovar o título conquistado na época passada. Nesta jornada, Eden Hazard abriu de penalty uma vitória sobre o Evian por 3-0 na casa destes. O Lille está a 7 pontos da liderança partilhada entre Montpellier e PSG.Toulouse e Lyon subiram aos lugares europeus com a derrota do Saint-Ettiène. Ambas as equipas venceram: o Toulouse derrotou o Auxerre por 1-0 e voltou a agravar a crise da equipa do Sul. O Auxerre é último com 24 pontos e vê o Caen a 5 pontos de difeença. Já o Lyon bateu no Gerland o também aflito Sochaux por 2-1.

Liga Alemã:

Com o campeonato a aproximar-se do fim, o Borussia de Dortmund continua a sua saga rumo ao título.

Antes de mais, o clube da Vestfália anunciou que renovou com o médio Mario Gotze até 2016. Gotze começava a ser pretendido por clubes como o Bayern e o Manchester United. Gotze é agora o jogador mais bem pago do plantel e tem uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros. Gotze revelou que se sente bem em Dortmund e quer fazer parte do crescimento do clube. A direcção da equipa já anunciou que pretende também renovar com Neven Subotic, Mats Hummels, Sven Bender, Shinji Kagawa, Marcel Schmelzer e Kevin Großkreutz até ao final da temporada para prevenir o assédio de outros clubes e a blindagem de cláusulas de rescisão altas para os jogadores da sua espinha dorsal precavendo que saiam sem grandes compensações financeiras. Subotic é desejado pelo Barcelona e pelo Arsenal. Hummels é desejado pelo Bayern. Kevin Großkreutz já teve uma proposta do Arsenal mas os 12 milhões oferecidos pelo clube londrino foram insuficientes para convencer os dirigentes do Dortmund.

A equipa de Jurgen Klopp vai de vento em popa para o triunfo na Bundesliga. Nem mesmo a oposição da máquina Bávara orquestrada por Robben, Gomez e companhia tira o sono aos amarelos de Klopp. Na 27ª jornada da Bundesliga, os vestefálianos foram a Colónia bater a equipa de Petit (lesionado) Geromel, Sereno e Podolski (titulares) por incríveis 6-1 num autêntico massacre na 2ª parte. Lukasz Piszczek, Robert Lewandowski, Ilkay Gündogan, Ivan Perišić e Shinji Kagawa (2) foram os marcadores dos golos. Kagawa aparece num pico de forma tremendo neste final de temporada. É o verdadeiro maestro desta orquestra. O mais engraçado desta partida é que foi o Colónia a primeira equipa a marcar.

Como lhe competia, antes dos duelos europeus para ambas as equipas (o Hannover ainda está na Liga Europa) o Bayern restabeleceu a diferença para o Dortmund em 5 pontos. Toni Kroos abriu o livro para os bávaros e Mário Gomez marcou o seu 35º golo esta época (23 na Bundesliga). O Marfinense Didier Ya Konan ainda reduziu para a equipa onde joga o Português Sérgio Pinto.

Em altas.

Apesar de não ser o maior fã das qualidades de Huntelaar, reconheço que o Holandês está a fazer a melhor época da sua vida em Gelsenkirchen. Mais dois golos. 40 golos em 39 jogos esta época é obra e só está ao alcance de Messi e Ronaldo. Huntelaar soma mais golos que Mario Gomez e Gomez já marcou muitos como se sabe (só na Liga dos Campeões foram 10). No entanto, o alemão tem mais 1 golo que o holandês na Liga.

O Schalke despachou o Bayer de Leverkusen na Arena de Gelsenkirchen por 2-0 e cimentou a 3ª posição. Está a 9 pontos do Dortmund e a 4 do Bayern. É o mesmo que dizer que a 7 jornadas do fim, o Schalke (ainda está na Liga europa onde quinta recebe o Athletic de Bilbao; pode cruzar com o sporting nas meias) ainda espreita a hipótese do título caso aconteça algo de improvável aos dois primeiros. Pelo menos, o Schalke já garantiu praticamente a participação na Liga dos Campeões na próxima temporada. Restará apenas saber se de forma directa (actual 3º lugar) ou se nos playoffs de acesso, caso perca esse lugar para o Borussia de Moenchagladbach (a 2 pontos no 4º lugar).

O Borussia de Moenchagladbach de Marco Réus (marcou) perdeu em casa contra o Hoffenheim por 1-2.

Na luta pela europa, como o Leverkusen perdeu, o Bremen igualou os pontos dos farmacêuticos depois de empatar em casa contra o Augsburg mas perdeu pontos para os mais directos perseguidores pois o estugarda venceu o Nuremberga com um golo de Cacau.

Na parte de baixo da tabela, a vida começa a complicar-se para dois históricos: o Hamburgo está em antepenúltimo com 27 pontos (os mesmos do primeiro clube acima da linha de água que é o Augsburg) e o Hertha é penúltimo com 26. No caso do HSV, a posição ainda não é problemática pois o antepenúltimo lugar deverá disputar um playoff de manutenção com o 3º classificado da Bundesliga 2. O Hertha a manter-se no 17º lugar desce de divisão. O Kaiserslautern está a um passo de descer com os 20 pontos somados.

Na próxima jornada teremos o Dortmund a receber o Estugarda em casa. Mais uma final para o Dortmund no objectivo do título e para o Estugarda no objectivo europeu. O Bayern vai a casa do Nuremberga. Kaiserslautern e Hamburgo jogam o tudo ou nada quanto à manutenção. Augsburg e Colónia jogam entre si e em caso de vitória de um dos dois clubes, esse clube sairá da zona dos aflitos enquanto o outro poderá entrar na linha de água.

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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futeboladas

Começamos como habitual pela liga inglesa que neste fim-de-semana cumpriu a sua 27ª jornada:

Em Anfield, Liverpool e Arsenal defrontaram-se tendo os gunners vencido a emotiva partida por 2-1.

De um lado, o Liverpool pretendia vencer a partida para poder acalentar chances de poder chegar aos lugares europeus. A equipa de Kenny Dalglish está na 7ª posição com 39 pontos. De outro lado, o Arsenal vindo de uma surpreendente vitória contra o Tottenham no Emirates por 5-2, num jogo em que Robin Van Persie e Theo Walcott racharam por completo a defesa dos homens de Redknapp tenta manter o 4º lugar na tabela (lugar que lhe garante acesso ao playoff da Liga dos Campeões) tendo no entanto, derivado aos 4 pontos que o separam do Tottenham espreitar uma vaga directa na competição através do 3º lugar.

Como se pode verificar no video acima postado, o Liverpool entrou melhor na partida, tendo marcado primeiro num auto-golo do central Francês Laurent Koscielny. Apesar do azar latente do central francês no corte que pretendia efectuar, não deixa de ser um erro vindo de uma excelente jogada de contra-ataque do Liverpool onde dou especial revelo à brilhante desmarcação diagonal de Jordan Henderson para Jay Spearing.

Não se inferiorizando perante a desvantagem, o dominou o resto do jogo e por intermédio do inevitável Van Persie acabaria por dar uma remontada no jogo. Dois golos vindos de duas excelentes finalizações do holandês, que com estes dois golos subiu a sua fasquia de época para os 25 golos. Van Persie é o melhor marcador da Premier nesta temporada, facto que não deixa de ser triste para um jogador que apesar dos golos marcados vê a sua equipa muito longe dos primeiros 2 classificados. Todavia, o Arsenal está na 4ª posição, a 4 pontos do 3º que é o Tottenham e com 3 pontos de vantagem sobre o Chelsea

No outro jogo grande da jornada, o United continuou a peugada em relação ao seu rival City vencendo o Tottenham por 3-1 em White Hart Lane.

A equipa de Harry Redknapp até começou bem a partida mas cedo deu a entender que sofre do problema de não conseguir resistir nos jogos de maior pressão.

Sem Gareth Bale e contra um United em máxima força, os Spurs, como referi, até começaram melhor: na primeira parte Adebayor obrigou primeiro David De Gea a uma enorme defesa à entrada da área.
À passagem da meia-hora de jogo, Emmanuel Adebayor ainda introduziu a bola dentro da baliza do United mas o arbitro da partida considerou e bem que o togolês dominou a bola com o braço. Mesmo a acabar o primeiro tempo seria Wayne Rooney a inaugurar o marcador numa tremenda falha defensiva dos londrinos.

A 2ª parte iria arrancar com novas investidas dos Spurs. Adebayor por duas vezes mereceu o golo que Di Gea negou até ao fim. Depois seria Benoit Assou-Ekotto a rematar forte da esquerda para nova defesa do guardião espanhol, que, depois de um início de época algo conturbado está a merecer a titularidade. O próprio De Gea assumiu na antevisão à partida que é fã de Brad Friedel, veterano guarda-redes de 41 anos que este ano cumpre a época aos serviço dos Spurs. Não satisfeito, Assou-Ekotto tentou de livre e De Gea mais uma vez brilhou. Como quem não marca sofre, o United ampliou a vantagem mais duas vezes por intermédio de Ashley-Young. Iria restar o golo de consolação dos Spurs aos 87″ por via de Jermaine Defoe.

Creio que o Tottenham sai fora de corrida pelo título e terá que voltar às vitórias para manter o 3º lugar. Já o United joga na próxima quinta-feira contra o Athletic de Bilbao para a Liga Europa num teste que aguardo com algum interesse e entusiasmo.

Outros jogos:

Manchester City 2-0 Bolton – Em vésperas da Liga Europa (jogo contra o Sporting na quinta-feira) o City não deu espaços e venceu o Bolton por 2-0. Mesmo apesar do golo obtido na partida, Mario Balotelli deverá ter feito perder a cabeça dos dirigentes do City. Isto porque Balotelli foi apanhado na quinta-feira a sair de um clube de strip em Liverpool, violando novamente as regras relativas ao descanso impostas pelo clube. Os dirigentes do clube estarão a pensar em soluções para o Italiano que entre outras coisas é acusado de promover instabilidade no balneário junto do núcleo de jogadores ingleses (Lescott; Milner; Barry; Adam Johnson). Veio também à baila que o Milan estará disposto a abrir os cordões à bolsa para o contratar, podendo avançar em Junho com 60 milhões de euros para o efeito.

WBA 1-0 Chelsea – Mais uma derrota para o Chelsea. André-Villas Boas despedido.

Liga Italiana

Mais um intenso derby da capital romana.

O novo proprietário da Roma Thomas Di Benedetto voltou a sair com o sabor amargo da derrota frente ao eterno rival. Novamente por 2-1. Mudam apenas os intervenientes.

A Roma começou melhor a partida. A jogar com um meio-campo reforçado constituído por De Rossi, Fabio Simplício, Totti, Erik Lamella e Pjanic e apenas com Borini na frente, seria o antigo jogador do Chelsea (grande jogador por sinal) a criar a primeira onda de perigo numa cavalgada que seria parada com recurso a uma falta perigosa pelo central de 34 anos Biava. O arbitro da partida sancionou apenas com amarelo visto que a falta foi na linha lateral.

O mesmo não teve contemplações ao expulsar o guarda-redes internacional Holandês Maarten Stekelenburg minutos depois. No entanto, creio que existe uma simulação por parte do jogador da Lazio Stefano Mauri. Tudo corria bem à equipa de Edy Reja, treinador que já esteve demissionário mas cujo presidente da Lazio Claudio Lotito fez regressar à posição. Já com o romeno Bogdan Lobont na baliza dos Romanos em troca pelo internacional sub-20 argentino Erik Lamella, o brasileiro Hernandez inaugurou o marcador após conversão de grande penalidade.

A Roma não se ficou e tentou ir em busca do resultado. Totti foi um inconformado durante os 90 minutos mas seria sempre penalizado por entradas duríssimas por parte dos defensores da Lazio (André Dias; Biava; Scaloni). Aos 16″ seria Juan a ganhar uma bola perdida na área, a atirar ao poste e a bola caprichosamente a sobrar para Borini que não desperdiçou à frente das redes, mesmo com um defensor da Lazio a tirar a bola já dentro da baliza. Estava feito o empate. Entraram Ledesma e Hernanes no jogo. Os dois marcaram o ritmo da Lazio perante uma Roma que estava atrevida. Já na 2ª parte, depois de livre de Ledesma seria Mauri a empurrar a bola para o fundo das redes do rival fazendo o 2-1 final. A Roma ainda tentou tudo o que pode e viu a Lazio ficar também reduzida a 10 depois de expulsão de Lionel Scalloni. No entanto seria em vão: o jogo era da Lazio.

A Lazio mantem-se com esta vitoria dentro da luta pelo título. Os Laziale estão em 3ºs a 3 pontos da Juventus e a 6 pontos do Milan. A Roma está em apuros para conseguir o tão desejado lugar europeu: são 6ºs com menos 5 pontos que o Napoli, sabendo de antemão que o Napoli estava novamente a subir de forma.

Outra especulação que surgiu relativamente à Roma é a possibilidade de Luis Enrique substituir Pep Guardiola no comando técnico do Barcelona no final da temporada.

A jogar com um meio-campo alternativo composto por Sulley Muntari, Massimo Ambrosini, Antonio Nocerino e Urby Emanuelson a 10 (este jogador começou a defesa esquerdo, já jogou muitas partidas no meio-campo e aliás, no Milan até foi contratado para jogar a meio-campo, aparecendo agora como 10) Max Allegri foi à Sicília aproveitar o deslize caseiro da Juventus contra o Chievo no Dell´Alpi para renovar a primeira posição.

Allegri deverá ter ficado contente com o que viu. Vitória tranquila frente a um adversário que nem há um mês atrás foi ao Giuseppe Meazza empatar a 4 bolas contra o rival inter, com um hat-trick fabuloso de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco voltou às grandes exibições e já leva 18 golos na Serie A deste ano. Quem também se destacou foi Robinho. O brasileiro tem respirado o seu melhor futebol nesta época.

O golo (parece-me irregular) do médio Paolo De Ceglie não foi suficiente para a Juventus ultrapassar o Chievo (está a fazer uma época muito tranquila sendo 8º classificado com 34 pontos). No entanto, os comandados de Antonio Conte podem-se queixar da falta de sorte provocada pela excelente exibição do guarda-redes do Chievo Stefano Sorrentino. De resto, mais uma grande exibição de Pirlo no meio-campo da Juve. Bom a desarmar e como sempre, cheio de classe a construir e a aparecer no sitio certo para o seu técnico tiro de meia distância.

outros jogos:

Parma 1-2 Napoli: Lavezzi resolveu aos 86″ um caso mal parado para a equipa de Walter Mazzarri. No entanto, em véspera de jogo europeu contra o Chelsea em Stamford, o Napoli está a subir de forma, está a subir na classificação (já ameaça o 4º lugar da udinese e o 3º da Lazio) e tem excelentes perspectivas de terminar a época em altas.

Fiorentina 2-0 Cesena – Balão de oxigénio para a equipa de Délio Rossi. Cavou 6 pontos para a linha-de-água. Dá para descansar e preparar melhor a batalha pela manutenção. O Cesena, último com 16 pontos, está claramente condenado. Já vê a manutenção a 13 pontos quando faltam 12 jornadas para o fim da prova.

Bologna 1-0 Novara – O mesmo do jogo anterior. O Bolonha também afastou-se dos lugares incómodos e o Novara, penúltimo com 17 pontos está cada vez mais condenado à descida à Série B.

Inter 2-2 Catania – Mais um jogo inenarrável da equipa de Ranieri. A Europa está por um fio e o Napoli já vai bem acima com 6 pontos de vantagem. André Villas-Boas pode ser soluções e recentemente, o Inter despertou o interesse pelo avançado internacional Bósnio Edin Dzeko.

Liga Espanhola:

Barcelona de “poucos gastos” antes do embate europeu frente ao Bayer de Leverkusen. 3-1 frente a um paupérrimo Sporting de Gijón, onde actua André Castro. Nem com o Barcelona reduzido a 10 devido à expulsão de Piqué. No fim da partida, Messi elogiou Cristiano Ronaldo afirmando que é o português quem tem feito a diferença de 10 pontos que existe entre catalães e madridistas.

Quem não se poupa é o Real de Mourinho. Mais um recital em Santiago Bernabéu. Desta feita, os espectadores foram os jogadores do Espanyol de Barcelona.
Ronaldo festejou o seu 30º golo na Liga e continua impressionante a marcar e a fazer jogar a equipa.
Sami Khedira marcou o 2º, Kaka o 4º e Gonzalo Higuaín voltou a dizer porque é que o Real não o deve vender, somando mais um bis. Higuaín foi posto na rota do Manchester City em troca com Kun Aguero.

Mourinho afirmou no sábado que acha que o argentino (pela sua garra e pela sua eficácia) é o melhor avançado do mundo e diz que este merece “ficar no real para sempre”, tal e qual como, segundo palavras do português, Esteban Granero.

Já Maradona, sogro de El Kun, afirma que o Real é o clube para qual o genro deveria jogar. Para advogar a sua posição, el Pibe diz que com Aguero, Ronaldo poderia chegar aos 60 golos na Liga visto que o Argentino é muito bom a prender as defesas contrárias. De facto.

Creio que Higuaín não deverá sair do Real. É de facto um killer à moda antiga e as estatísticas provam-no: Higuaín é o jogador que precisa de menos tempo e de menos toques na bola para fazer um golo. Com o Aguero, o Real não ficava a perder é certo: perderia em eficácia, ganharia um enorme desiquilibrador como o é Aguero.

Outros jogos:

Sevilla 1-1 Atlético de Madrid – Empate entre duas equipas que querem um lugar europeu mas que neste momento estão longe dos seus desejos. Sevilla e Atlético empataram no Sanchiz Pizjuán a 2 bolas com golos de dois antigos jogadores de equipas portuguesas: Toto Salvio para os madrilenos aos 9″ e Baba para os Sevilhanos aos 54. Mantem-se ambos na 10ª e 11ª posição com 33 pontos, a 4 de 5º (Athletic de Bilbao) e 6ª (Malaga). Ambos venceram.

José António Reyes voltou ao seu clube de origem e já recebeu rasgados elogios de Joaquin Caparrós que hoje apelidou o antigo jogador de Benfica, Arsenal, Real e Atlético de Madrid como “puro talento” – anotamento meu: um puro talento de preguiça!

Athletic Bilbao 2-0 Real Sociedad – Depois de alguns a jogar a Liga Europa e se o Athletic demonstrasse pretensões à Liga dos Campeões. Tal resultado poderá estar a caminho do país basco. O Athletic está a apenas 1 ponto do Levante e a 6 do 3º que é o Valência. O Levante joga em Málaga para a semana e o Athletic recebe o Osasuna (8º com menos 2 pontos) numa jornada que pode ser de confirmação para alguns ou de reviravolta nos lugares europeus.

Liga Francesa:

Paris St Germain 4-1 Ajaccio – Tarde de glória para os comandados de Carlo Ancelotti. Goleada por 4-1 com Menez, Matuidi, Thiago Motta e Javier Pastore no 11. O argentino haveria de marcar e partir tudo como é seu apanágio. O PSG voltou à liderança depois de ter visto o Montpellier empatar em Dijon. 1 ponto é a vantagem que os parisienses tem sobre a equipa do sul à passagem da 26ª jornada.

Lille 2-2 Auxerre – O campeão em título Lille poderá ter dito adeus ao título com o empate caseiro frente ao “aflito” Auxerre. Eden Hazard pôs o Lille em vantagem com 2 golos. Para os 10 minutos finais estariam guardados os golpes de teatro que iriam dar o pontinho aos homens comandados pelo antigo internacional francês Laurent Fournier com dois golos do lateral Hengbart e do central Ben Sahar. O Auxerre continua abaixo da linha de água, numa clara passagem do 8 ao 80 nesta temporada.

Fora dos lugares europeus continuam Lyon, Marseille e Bordéus. Todos perderam: os primeiros em Nancy por 2-0, os segundos em casa frente ao Toulouse e e os terceiros em casa frente ao Nice. O Lyon é 7º com 40 pontos, o Marseille 8º com 39 e o Bordéus 9º com 36.

Bundesliga:

À 24ª jornada, o cenário não poderia estar tão positivo para o Borussia de Dortmund e para o seu treinador Jurgen Klopp no plano traçado pela equipa para a renovação do título. Vitória por 2-1 em casa frente ao Mainz, com um golo de brilhante do polaco Kuba (tem um nome impressionantemente difícil de escrever) aos 26″. O Mainz ainda reagiu aos 74″ com um golo do internacional egípcio Mohammed Zidan mas aos 77″ seria o internacional Japonês Kagawa a dar a vitória aos homens de Dortmund, que, a esta fase da temporada jogam um futebol muito bonito.

Na Bayer Arena, o Leverkusen estragou os planos ao Bayern. Kiessling e Bellarabi deram o mote com dois fantásticos golos nos minutos finais. Bom prenúncio para um bom jogo em Nou Camp?

Outros jogos:

Freiburg 2-1 Schalke o4 – Quem saiu definitivamente das contas pelo título foi o Schalke. Os homens de Gelsenkirchen foram perder ao terreno do aflito Freiburn por 2-1 e agora estão a 11 pontos da liderança.

Na luta pela UEFA, o 5º (Werder Bremen) perdeu 1-0 contra o Hertha de Berlim no Olypiastadium enquanto o Estugarda (7º) foi golear o Hamburgo por 4-0 fora.

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futeboladas

Breves comentários aos 4 jogos da Liga dos Campeões e ao jogo do Porto em Manchester.

Começando pela Champions:

Mourinho e os seus pupilos saíram do terrível Luzhniki com um saboroso empate, que apesar de tudo poderia ter dado algo mais.

O empate a 1 bola não deixa de ser um bom resultado para o Real. Metade da tarefa cumprida, num campo sempre difícil contra uma equipa bastante fresca nas pernas dada a interrupção de 2 meses das competições russas.

Domínio claro do Real durante toda a partida perante um CSKA apostado em defender o máximo possível e sair no contra-golpe sempre que possível. Um ronaldo endiabrado que marcou de forma sublime numa jogada onde se podem apontar duas infantilidades da defesa russa. Na 2ª parte, tanto Ronaldo como Callejón poderiam ter selado o fim da eliminatória. Quis o destino que os Russos, na última jornada do encontro, subissem à àrea madridista para fazer estragos com o Sueco Wernebloom em destaque. Muitas culpas para a defesa madridista que não conseguiu aliviar a bola.

Do San Paolo, 3-1 para a equipa da casa numa autêntica lição de catennacio e contra-golpe a um indefeso Chelsea que deixa AVB cada vez mais fragilizado no seu comando técnico.

Walter Mazzarri como se impunha voltou a apostar no clássico 3x5x2, fazendo cortar as linhas de passe do meio-campo dos londrinos e apostando em rápidas situações de contra-golpe onde Christian Maggio à direita e Zuñiga à esquerda foram peças chave. Hamsik, Lavezzi e Edinson Cavani deram água pela barba à defesa londrina e Paolo Cannavaro mostrou uma exibição muito solida, colocando Drogba como um mero espectador no jogo. O central (irmão de Fabio Cannavaro) apenas errou no primeiro golo dos italianos.

Juan Mata ainda pôs os londrinos em vantagem mas rapidamente o Napoli haveria de tomar conta das operações de jogo. O 2º golo, por intermédio de Cavani é claramente duvidoso mas não consegui perceber se o internacional uruguaio marcou com o braço ou com o peito.

Na 2ª parte, o Chelsea foi mais acutilante perante um Napoli que decidiu defender a sua vantagem. Numa jogada de contra-golpe, o Napoli haveria de colocar o resultado final em 3-1.

Com 2 golos de desvantagem, o Chelsea não está irremediavelmente fora da Champions, mas, a tarefa não será propriamente fácil. Conhecendo este Napoli (em clara ascensão de forma), Mazzarri deverá querer ir a Londres defender a sua vantagem e voltar a apostar no contra-golpe para surpreender os londrinos.

Na ronda de quarta-feira, duas surpresas:

No Saint Jakob´s Park de Basileia, uma grande jogada de Cabral deu ao jovem Valentin Stocker a oportunidade de colocar o Basileia em vantagem na 1ª mão da eliminatória contra o Bayern.

Mais uma vez, esta jovem equipa Suiça demonstrou o seu enorme potencial na europa.

1-0 é uma magra vantagem para enfrentar o jogo do Allianze-Arena. Serão os jovens suiços capazes de segurar o golo de Basileia em Munique?

No jogo (chato, diga-se) do Velodrome em Marselha (do qual não disponho de imagens para já), o Marselha bateu o Inter por 1-0 com um golo de André Ayew. O Inter esteve mais forte durante os 90 minutos e criou mais oportunidades de golo. Forlán teve um bom duelo com o guardião Steve Mandanda. O guardião francês levou a melhor por duas vezes.

O Marselha cumpriu a sua tarefa em casa. Mas a eliminatória vai viva para Giuseppe Meazza.

Liga Europa:

Noite chuvosa e triste (para o futebol português) em Manchester.

Uma pergunta assola a Europa do futebol: haverá alguma equipa capaz de travar este Manchester City na Liga Europa?
Uma outra pergunta que me assola pessoalmente: Será o Sporting (caso passe amanhã) capaz de sair do City of Manchester com menos de meia dúzia dentro da baliza?

A seu tempo penso que teremos respostas para estas perguntas.

4-0. O resultado que previa para esta partida em algumas conversas que fui mantendo com amigos durante a semana. Um Manchester City a jogar à italiana e a mostrar requintes de malvadez perante um desinpirado Porto que voltou a arriscar jogar sem um ponta-de-lança fixo.
Qualquer ímpeto inicial que o Porto tivesse para oferecer foi logo aniquilado por uma infantilidade da sua defesa. Noite para esquecer para os comandados de Vitor Pereira. Alvaro Pereira não apareceu na partida, muito por culpa do facto de ter um James Rodriguez à sua frente que pouco ou nada tocou na bola. Maicon foi pouco lesto a defender e no ataque apenas se mostrou num centro interessante para o golo bem anulado a James Rodriguez. Rolando foi expulso no 2º golo dos Citizens por motivos que me espantam. Otamendi esteve desconcentrado e acabou por levar uma botifada em cheio na cara de um colega de equipa, neste caso, do temível Maicon.

Hulk esteve ausente em toda a eliminatória. Valeu Moutinho, um pouco sugado pela esfera de influência de Yayá Toure no meio campo dos homens de Manchester. Yaya é aquele jogador que tanto aparece a limpar a sua zona, como de repente, marca os tempos de transição entre a defesa e o ataque ou aparece na área a tentar finalizar jogadas.
Silva é o ratinho obreiro que qualquer treinador quer ter na sua equipa. Fura defesas inteiras com a bola e sente-se confortável quando na área vê gabaritos de finalização como Aguero, Dzeko ou Mario Balottelli.

Este City é uma equipa chata. Tanto tem de colectivo como de forças individuais. Desiquilibradores não faltam. É uma equipa que sabe medir os tempos de jogo, e sabe quando imprimir velocidade para suplantar as defesas adversárias ou diminuir a velocidade de jogo para adormecer o mesmo.

Eliminatória justíssima.

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futeboladas

Já vou um bocado tarde, mas ainda a tempo de fazer um pequeno review das jornadas das principais Ligas Europeias deste fim-de-semana, dos primeiros dois jogos dos oitavos-de-final da Champions (disputados esta noite) e dos primeiros jogos dos 16-avos de final da Liga Europa, onde o Braga, de forma surpreendente, cedeu um desaire caseiro frente ao Besiktas.

Começo pela “excitante” Liga Inglesa:

Tarde de glória para o Manchester United. Aos empurrões, o United lá vai conseguindo levar a água ao seu moínho. Vitória sobre o Liverpool num Old-Trafford cheio em tarde de liderança provisória e com muito sururu à mistura.

Ainda em mente o recente episódio do jogo da primeira volta protagonizado pelo Francês Patrice Evra e pelo Uruguaio Luis Suarez. Relembrando os mais desatentes: o Francês queixou-se no fim do jogo de Anfield que o Uruguaio, numa jogada mais viril que envolveu os dois atletas, apelidou-o de “preto” numa alegada boca que Suarez entendeu como “normal” no calão linguístico utilizado no Uruguai. Força disso, a FA decidiu instaurar um processo de investigação aos jogadores no qual Suarez se recusou a ser ouvido. A FA decidiu punir o extremo com 8 jogos de suspensão interna, mas por agora o caso está em recurso e Suarez tem sido utilizado por Kenny Dalglish.
Parte II em Old-Trafford: na apresentação das equipas, Évra estendeu a mão para cumprimentar o Uruguaio e Suarez deixou-o de mão estendida. Já o capitão dos Red Devils Rio Ferdinand (irmão de Anton Ferdinand que ao que se consta recebeu insultos racistas de John Terry num jogo entre QPR e Chelsea) deixou Suarez de mão estendida.

Apartes dentro de um clássico do futebol inglês. Dentro das 4 linhas, Rooney voltou a provocar estragos inaugurando o marcador para o United aos 47″. Aos 50″, o astro bisou na partida. Paul Scholes voltou a ser titular e tem-se mostrado como fulcral nesta nova empreitada do United. Se havia coisa que o United necessitava era de alguém que arrumasse a casa no meio-campo, algo que só o médio internacional inglês sabe fazer de forma eficaz. Destaque também para a exibição de Antonio Valência, assistente para o 2º golo de Rooney. Do lado do Liverpool, Suarez tentou mostrar mais um pouco da sua música futebolística mas o golo que marcou foi inútil para quebrar o ciclo de vitórias que o United apresenta. Exceptuando o fantástico jogo do passado fim-de-semana contra o Chelsea em Stamford onde o United empatou a 3 bolas, a turma de Sir Alex Ferguson não sabe o que é perder desde dia 31 de Dezembro quando concedeu uma derrota caseira frente ao Blackburn Rovers numa exibição de sonho do internacional Nigeriano Yakubu.

No final da partida, ainda no despique Suarez vs Evra, o que se seguiu foi isto:

Suspensão a Evra? Fica a pergunta no ar…

Continua o calvário de André Villas-Boas no comando do Chelsea na sua época de estreia do clube londrino. O mercado de inverno não reforçou com prendinhas o sapatinho do português e o Chelsea vai de mal a pior. Quem contaria no verão AVB à 25ª jornada a lutar pela Champions lado-a-lado com o experimental Arsenal de Wènger.

Em Goodison Park, mais do mesmo… Desacerto defensivo de David Luiz, Petr Cech com algumas culpas nos golos, Lampard é um jogador fisicamente acabado, o Chelsea sem capacidade para dar a volta a um mau início de jogo, a falhar muitos passes e com poucas ou nenhumas ocasiões de golo durante os 90″.
AVB disse na conferência de imprensa ter sido “o pior jogo da época dos Blues” – resta-nos saber a apreciação de AVB sobre muitas partidas dos seus jogadores…

Do lado do Everton, a capitalização de um mau momento dos Blues que já na semana anterior tinham permitido um empate ao United após larga vantagem. Tim Cahill e Marouane Fellaini estiveram on-fire. O Belga esteve exímio a secar o meio-campo do Chelsea e faz-me perguntar o que é que tem feito estes anos todos numa equipa sem grandes objectivos, como é de facto o Everton.

White Hart Lane continua com o sonho do título vivo. 5-0 num autêntico baile de futebol. O Tottenham continua a desperdiçar pontos onde não os devia desperdiçar como foi o caso do jogo de Liverpool.

Tudo bem feitinho, vantagem confortável muito cedo no jogo. Até deu para o novo reforço Louis Saha dar o jeito ao pé, 11 dias depois da sua chegada a Londres. Redknapp está nas suas 7 quintas: o plantel responde aos estímulos provocados pelo objectivo do título, o Tottenham assiste aos rivais de Manchester a ter que jogar na UEFA e no campeonato em simultâneo, Saha enquadrou na mouche com Adebayor e Eden Hazard, segundo imprensa inglesa, estará a caminho para tornar mais forte o plantel dos Spurs… As próximas jornadas serão cruciais para a equipa de Londres… Mal o menos, a Liga dos Campeões parece estar garantida.

Outros jogos:

Bolton 1-2 Wigan – Em jogo de aflitos, o Wigan bateu o Bolton. Mesmo assim, as duas equipas estão em sarilhos…

Aston Villa 0-1 Manchester City – A coisa não está famosa entre os comandados de Mancini. Tanta luxúria não vence títulos sozinha. Tevez está perdoado e voltou a ser recrutado. O City parece em clara perda de forma.

Sunderland 1-2 Arsenal – Wènger no seu melhor. Há poucos meses atrás duvidava-se da capacidade destes miúdos comandados pelo francês chegarem inclusive a sonhar pela Europa. A Liga dos Campeões da próxima época seria um dado assente caso o campeonato terminasse por aqui. Amanhã há jogo contra o Milan. Brilharete? É possível.

Blackburn 3-2 QPR – Mais um duelo de aflitos. O Blackburn venceu com Yakubu novamente em destaque. 13º do Nigeriano nesta edição da Premier. No entanto, os 21 pontos alcançados apenas garantem o primeiro lugar acima da linha de água. O QPR está logo acima com os mesmos pontos. Se olharmos para a linha de água da liga, QPR, Blackburn, Wolverhampton (despediu ontem o irlandês Mick McCarthy) Bolton e Wigan irão suar sangue para se manterem no principal escalão. Mais acima, Villa, Stoke, Swansea, Fulham e West Bromwich respiram mais tranquilamente mas duas ou três jornadas poderá colocá-los no estatuto de aflitos…

Na Liga Espanhola:

Se os 7 pontos de distância em relação ao Real já davam suspeitas de game-over na La Liga para o Barça, a derrota em Pamplona abriu cenário de catástrofe para os comandados de Guardiola, que, mesmo perante os 10 pontos de diferença dos rivais desdramatizou a situação com um recado interno de confiança no título espanhol: “estamos em situação limite na Liga” – tolerância 0 para os catalães a partir desta jornada…

Em Pamplona, tudo começou a correr mal aos catalães. Os Navarros começaram com dois golpes de teatro do internacional Sérvio Dejan Lekic de que decerto nem Guardiola nem os seus comandados esperavam… O avançado sérvio fez o que quis de Puyol no lance do primeiro golo e no segundo, numa situação algo apática dos centrais do Barça facturou o segundo.
Em plena segunda parte Alexis fez o 1-2 mas rapidamente Raúl Garcia pôs uma pedra na ambição catalã com o 3-1. O jovem canterista Tello assinaria o 2-3 numa excelente jogada individual.

O Osasuna está a lutar pelos lugares europeus.

Novo estado de graça em Madrid. Depois das polémicas levantadas pela imprensa aquando da semana que intermediou os dois jogos contra o Barcelona para a Taça do Rei envolvendo Mourinho e alguns dos seus atletas, o clube nunca teve tantas condições para carimbar um título espanhol.

A jogar em casa contra um Super-Levante (está em 4º e se o campeonato terminasse agora conseguiria um excelente lugar no playoff de acesso à Champions) o Real deu uma enorme lição de futebol à equipa da Comunidade Valenciana.

A coisa até começou mal para os comandados de Mourinho com uma falha de marcações aos 5″ que dava o primeiro golo ao médio argentino Gustavo Cabral. A partir daí, vingou novamente o furacão Ronaldo! O 3º golo é daqueles misseis que já não víamos fazem muitos jogos nas actuações do extremo português…

O Valência, mal ou bem, longe ou perto da frente, vai fazendo o que lhe compete. Neste fim-de-semana, a turma valenciana deu 4 no Mestalla ao Sporting de Gijón. O Gijón tem a sua situação muito complicada na tabela, visto que já se encontra a 6 pontos da linha de água.

O 1º golo, apontado por Sofiane Feghouli é uma obra de arte. Tanto a jogada como a espantosa finalização do médio franco-argelino. O 2º golo, apontado pelo mesmo jogador, apesar de todas as tabelinhas e da sorte do próprio golo é mais uma prova que o Valência está a jogar um futebol lindo. Jonas completou o ramalhete do Gijón.

Outras partidas:

Racing de Santander 0 vs 0 Atlético de Madrid – Com Simeone ao leme, o Atlético tem vindo a subir nas últimas semanas. Apesar do empate em Santander, o Atlético está em posição europeia e ameaça o quarto lugar do Levante. Chegar à Champions seria um mau menor para Enrique Cerezo depois do investimento claro que fez na sua equipa.

Liga Italiana:

Em Udine, o Milan estava praticamente obrigado a vencer a Udinese antes da 1ª mão dos oitavos-de-final da champions, amanhã contra o Arsenal. Isto porque o Milan partia para o jogo da 23ª jornada no 2º posto com 44, tendo a Udinese atrás com 41. Depois, claro está, a Juventus com 45 tinha jogo em Parma (só se irá realizar amanhã devido à falta de condições climatéricas) e a Lazio, que venceu em casa o Cesena por 3-2 colocou-se aos da frente com 42 pontos.

Com jogadores como El-Sharaawy, Mesbah no onze e Maxi Lopez (sim, Maxi Lopez, jogador emprestado na reabertura do mercado pelo catania!!) a entrar na 2ª parte, o Milan de Allegri conseguiu uma enorme “remontada” no resultado. O jogo abriu com um golo de DiNatale (para variar!!). No entanto, os três jogadores acima citados haveriam de fazer estragos na primeira parte: primeiro Maxi Lopez a fazer o empate e o seu primeiro golo com a camisola do Milan e depois Mesbah a assistir El-Shaarawy para o golo da vitória dos Milaneses que assim subiram à condição de líderes na série A.

Massimo Moratti deverá ser por esta hora um homem taciturno. Os adeptos do Inter deverão ter semeado um ódio ao Novara.

Começo pelo presidente do histórico símbolo da cidade de Milão: Muda-se o treinador mas os gaps de resultados que a equipa apresenta, bem como o futebol praticado dentro das 4 linhas continuam a ser lastimáveis… Moratti está mais cada vez mais apreensivo no futebol a dar ao seu Inter. Depois do efeito dominó “Mourinho” equacionam-se várias hipóteses em Milão que passam obviamente pelo desmantelamento desta equipa. De Manchester surgem novamente os rumores que o United está disposto a pagar a clásula de rescisão do guilty-pleasure de longa data de Sir. Ferguson: o Holandês Wesley Sneijder. Se Sneijder sair para Manchester, dado que cada vez mais passa de um plano hipotético a um plano real, outros jogadores também poderão querer forçar a porta da saída…

Onde é que o Novara entra nesta história? Foi em Novara que terminou o ciclo experimental do Inter com Gianpiero Gasperini e começou o ciclo interino de Claudio Ranieri. Se Gasperini saiu vergado de Novara, a modesta equipa de Emiliano Mondico, que diga-se a bem da verdade “está mais para a 2ª liga” do que para a manutenção (está em último com 16 pontos) veio a Giuseppe Meazza repetir a gracinha.

Com Ranieri, o Inter conseguiu recuperar algum do gap pontual que tinha para os da frente. Quando a coisa começou a encarreirar e se começou a hipotetizar que o Inter teria algumas probabilidades de se colar aos da frente, Miccoli desfez os sonhos interistas com um fabuloso Hat-trick em Milão e o Novara acabou com qualquer sonho que ainda restasse. Resta apenas fazer a melhor figura na liga dos campeões, visto que o Inter muito dificilmente conseguirá mais do que um lugar na Liga Europa da próxima época.

O Inter fez o que podia para evitar a derrota. No entanto, lá na frente nem com Pazzini, Forlan e Milito em simultâneo se conseguiu mais do que a derrota. Andrea Caracciolo fica como o herói da partida para o Novara, aproveitando uma das poucas investidas da sua equipa na área do Inter.

Outros jogos:

Lazio 3-2 Cesena – A Lazio de Edy Reja lá anda nos píncaros. Às vezes sem se saber como. Contra o Cesena, dois históricos da Liga (Mutu e Iaquinta) deram vantagem ao seu clube na partida. Na 2ª parte, os laziale conseguiram virar o resultado em 10 minutos por intermédio de Hernanes, Lulic e Kozak. O Cesena está em maus lençois…

Napoli 2-0 Chievo – Golos de Britos e Cavani deram nova alma ao Napoli na luta pela europa. Hamsik e Cavani tem descido de rendimento. Seria difícil manter o mesmo rendimento quando ao lado se têm propostas mais tentadoras…

Siena 1-0 Roma – Luis Enrique deu mais um tiro na sorte em Siena. Tirar Totti aos 59″ quando este era o motor da equipa para colocar Osvaldo não deu bom resultado nem emendou o que Calaió descompôs aos 51. A UEFA não está longe; os romanos é que não conseguem capitalizar deslizes adversários…

Liga dos Campeões:

Boa resposta ao desaire de Pamplona no Bay Arena em Leverkusen. Passagem para os quartos-de-final garantida sem problemas de maior. O Leverkusen ainda ameaçou querer mais do que o empate com o golo de Kadlek, mas rapidamente o Barça impôs a sua ordem natural. Aplausos para o crescente instinto de Alexis.

Nada mudou de Dezembro para ontem. O APOEL continua a ser aquela equipa de baixo rendimento que incomoda as grandes do futebol europeu. Lacazette brilhou com a ligeira ajundinha do defesa cipriota. O Lyon venceu mas a elimiantória poderá ter outros contornos em Nicósia não fosse o APOEL capaz de surpreender como já surpreendeu frente a Zenit e Porto.

Liga Europa:

Balde de água fria no Axa com sabor lusitano. O Braga está praticamente fora da Liga Europa e para isso muito contribuíram Manuel Fernandes e Simão numa equipa semi-portuguesa orientada por Carvalhal. Quim ficou muito mal na fotografia o primeiro golo dos turcos em Braga.

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Barcelona 2-2 Real Madrid

Sem querer entrar em muitos pormenores:

1. As minhas previsões saíram meio furadas. Este Real Madrid surpreendeu-me. Pelo início fulgurante e por uma 2ª parte de luxo. Este Real Madrid de Mourinho, pelo que fez, mereceu muito mais do que o empate em Nou Camp. Até agora, dos jogos que vi do Barcelona, este foi o único jogo em que vi os adeptos do Barça irritados, pensativos e com aspecto de quem estava a temer o pior.

2. Uma primeira nota a sério: Pepe a titular, cumprindo um risco. Mourinho foi corajoso e meteu um jogador que tem sido apupado por meio mundo nos últimos dias e cuja agressão a Lionel Messi já foi inclusive alvo de uma pergunta de dois eurodeputados espanhois (eleitos por partidos catalães) à Comissão Europeia. Lass Diarra ao centro, numa tentativa de acrescentar músculo perante a intensiva circulação de bola da equipa de Guardiola e Kaka à esquerda do ataque. No Barça, tudo igual ao de sempre.

3. Um começo de partida algo atribulado com o Real Madrid a evidenciar superioridade no primeiro quarto-de-hora. Afoita, a equipa de Mourinho tentava aniquilar o jogo central do meio-campo catalão com pressão alta e com marcações eficazes a Messi e a Iniesta. (este último haveria de sair lesionado) – nos primeiros minutos, penso que fica uma grande penalidade por assinalar a favor do Real. A arbitragem, de certo modo, protegeu sempre os catalães na medida em que qualquer toquezinho de um jogador do real era assinalado, mesmo aqueles em que não existiu contacto físico entre jogadores. Depois, dois momentos importantes da partida que poderia ter mudado por completo esta eliminatória: o remate de Ozil (era um golão) e a brincadeira de Pinto que Higuaín não conseguiu concretizar (se tivesse dado para o centro estaria Ronaldo pronto a inaugurar o marcador).

4. Depois deste início de rajada do Madrid, o Barça acordou e começou a por em prática o seu futebol de circulação, colocando portanto um bocado de gelo no jogo. A fase de adormecimento dos merengues foi tão óbvia que o Barça tinha reservados para os 5 minutos finais da primeira parte os seus dois golos na partida: o primeiro numa jogada típica em que Messi rasga pelo centro do terreno e consegue dar a bola a Pedro na esquerda na última décima de segundo possível antes do defensor (neste caso Sérgio Ramos ou Pepe) conseguirem chegar aquela bola e o segundo noutro lance estudado onde Daniel Alves aparece solto à direita após cobrança de um livre no centro. Fabio Coentrão errou claramente no 2º golo da equipa “culé”.

5. 2ª parte. A entrada de Karim Benzema mudou tudo. Benzema anda mais esforçado, mais rápido, mais alegre, a vir buscar a bola mais e a usar mais as diagonais. Foi precisamente a partir de diagonais que o Real Madrid atingiu os seus dois. Primeiro por Ronaldo numa belíssima desmarcação e depois por Benzema, num lance em que Fábio Coentrão faz um passe exímio e Benzema deu um nó cego em Carlos Puyol. À esquerda, Ozil fazia gato sapato de Abidal e por duas ou três vezes ameaçou a baliza de Pinto. Numa delas, Ronaldo poderia efectivamente ter dado a passagem ao Madrid.

6. O Barcelona por sua vez foi recuando e foi apostando no contra-ataque. Por duas vezes Xabi Alonso (está muito mas mesmo muito abaixo de forma) perdeu a bola em zona proibida e por duas vezes o marcador poderia ter rolado novamente para a equipa comandada por Pep Guardiola.

7. No duelo dos bancos, Guardiola não parecia muito satisfeito com o rendimento da sua equipa. Já o banco do Madrid estava em pulgas. Rui Faria e Karanka constantemente levantados e de Mourinho era constante o bocejar do típico “filho….” sempre que o arbitro assinalava uma falta ou um fora-de-jogo contra o Madrid.

8. No fim da partida, Sérgio Ramos é bem expulso.

9. Jogadores da partida, Benzema para o Real pela dinâmica, pela revolução que deu no ataque e pelo nó cego em Puyol. Para o Barça, o inevitável Messi: mesmo quando a equipa não joga bem, Messi resolve.

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é facil de explicar

Mourinho vai a Nou Camp com 1-2 no bucho.

O Barcelona vai ter 70% de posse de bola. Os jogadores do Real vão andar a cheirá-la em períodos temporais de 2 a 5 minutos em várias partes do jogo. Os jogadores do Real vão conquistar a bola com muito esforço e depois das sabonetadas de circulação irão correr com bola, sozinhos, contra toda a defesa do Barcelona, sem nexo e sem encadeamento lógico. O Barcelona fará mais de 500 passes, podendo haver jogadas de 35 passes seguidos sem intercepções para cima. Sérgio Ramos irá falhar uma marcação e daí surgirá um golo do Barça. Messi jogará sempre no limite do risco e fará um passe para alguém que venha de trás (Iniesta, Xavi, Alexis, Abidal ou Dani Alves) e daí surgirá outro golo do Barça. Ronaldo estará sempre no meio campo, descaído nas alas à espera que lhe passem a bola. Busquets estará sempre a reclamar com a arbitragem em caso de faltas contra e a favor da sua equipa e estará sempre a provocar os adversários. Pepe não vai jogar a titular depois de tudo o que se passou e se jogar, Mourinho arrisca-se a vê-lo expulso ou a levar 5 por ineficácia da marcação do luso-brasileiro a Messi. Benzema será novamente comido à fartazana por Piqué.

E já agora viva o Mirandés. Vai ser a equipa de Miranda del Ebro a desbloquear a forma de como bater o Barcelona em Nou Camp.

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És um grande treinador zé

És um grande treinador Zé. Até eu que não gostava de ti nos primeiros anos passei a idolatrar-te como um deus vivo do futebol

Arrisco-me a dizer com toda a falta de respeito pela bela linguagem portuguesa “fode os catalães em campo hoje”. Não que seja fã do teu Real porque não sou fã de clubes que foram criados por decreto real para que “todos os espanhóis tivessem um só clube” mas porque não gosto do Barça nem a tiro.

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Absolutamente genial!

Créditos: Vitor Antão

É qualquer coisa de surreal!

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what else?

Esperava-se mais qualquer coisa do Real. Creio que não sou só eu a ter essa impressão. Não vou aqui escrever o que não vi, pois confesso que só vi 15 minutos na primeira parte e os últimos 20 minutos. Mas ainda fui a tempo de ver o Iniesta a brincar com a defesa do Real Madrid e de ter a plena noção que depois do golo do Fabrègas o Real foi-se abaixo.

O Real até pode estar a jogar bem e tudo o mais. Mas a meu ver, creio que necessita de muito mais para bater esta máquina. Não é fácil ombrear contra um onze que joga e olhos fechados e contra um Messi que aparece sempre em momentos decisivos como foi o do golo do empate do Barça.

O Barça teve ali alguma ligeireza. A começar pela opção de Guardiola em meter Puyol a guardar Ronaldo e a acabar na péssima opção de meter Coentrão de olho num Iniesta que parece aquele nosso colega de turma mais habilidoso que passa intervalos e intervalos a gozar connosco num meinho. A sorte também protegeu o Barça: o lance do 2º golo comparativamente a uma bola que é defendida por Valdez a remate de Kaka a 7 minutos do fim. Se aquela bola tem entrado, o Real teria tempo para carregar o Barcelona. Mas não entrou. E em questões de sexo e de bola, como dizia o outro, o importante é metê-la lá dentro.

No entanto, se a liga acabasse agora, o Real de Mourinho venceria o campeonato. Faltam 22 jornadas para esse desfecho e até desejo que esse cenário aconteça pois já enfastia o futebol que é praticado pelo Barcelona. De belo (no início da era guardiola) passou a ser feio, muito feio. Costumo dizer que o futebol do Barcelona é excelente para noite de insónias. Comigo resulta. Chego inclusive a ter jogos do Barcelona gravados na box da ZON para noites em que não consigo dormir. Deito-me no sofá, relaxo e assisto à vertiginosa hipnose de 650 passes seguidos. Remédio santo para dormir.

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futeboladas

Vi 4 jogos em sistema de zapping. Manchester United vs Benfica, Napoli vs Manchester City, Real Madrid vs Dinamo de Zagreb e Bayern de Munique vs Villareal

Empate com cheirinho a vitória em Old Trafford, num grande jogo de futebol.

Exibição muito solarenga do Benfica que valeu praticamente a qualificação para a próxima fase no 1º lugar do grupo! Exibição personalizada tanto na defesa como no ataque. O Benfica capitalizou muito bem os erros do Manchester United e o Manchester United continua a jogar bastante mal.

Ferguson voltou a inventar. Não sei se é inventar ou se Ferguson tem mesmo um oráculo que lhe permite saber antecipadamente que vai conseguir passar este grupo a jogar com tácticas erradas e com jogadores trocados nas suas posições. O Manchester United anda nitidamente a jogar todos os jogos da Champions com equipas de 2ª linha ou com jogadores de 1ª em posições que não são as suas. Já foi assim na Luz – em Manchester repetiu-se a dose.

A começar pela baliza: Di Gea é o responsável pelo 2º golo do Benfica. Na defesa, Phil Jones ainda não justificou em nada os 22 milhões que o United deu por ele ao Blackburn e Rio Ferdinand já não serve para todas as encomendas. No meio campo, Ferguson volta a apostar no duplo pivot defensivo constituído por Carrick e por Fletcher. Fletcher é um jogador nulo e cada vez mais acredito que só tem espaço no plantel do United porque é Escocês. À sua frente um Ashley Young que não rende nada no meio comparado com aquilo que rende numa ala, um Nani à esquerda que só não fez mais porque Maxi Pereira recorreu à agressividade e muitas vezes à falta para parar o extremo português e à direita Valência, outra nulidade neste Manchester United. Na frente Dimitar Berbatov, foi uma boa aposta para este jogo pela exibição que o Búlgaro fez e pelo golo que marcou, mas com a sua mania de adornar os lances poderia ter feito muito mais na 2ª parte.

Este United continua a revelar um défice claro: não tem um organizador de jogo.

Na equipa do Benfica, o segredo deste jogo residiu na forma como se defendeu. A defesa esteve impecável. Enquanto Luisão esteve em campo, o Manchester não ganhou o jogo aéreo na área encarnada. Pelo chão, o Manchester demorava muito a rematar à baliza. Witsel e Javi Garcia estiveram muito bem no apoio aos laterais para conter os ímpetos tanto de Nani e de Valência como para controlar as subidas em apoio dos laterais Fábio e Evra. Quando foi preciso, até Rodrigo e Pablo Aimar estavam na entrada da área a impedir que as segundas bolas do United fossem transformadas em tiros de meia-distância.

No ataque, o Benfica marcou porque aproveitou duas falhas da equipa adversária. Jorge Jesus tem razão quando diz que o Benfica tem como forte o contra-golpe. O contra-golpe do Benfica é muito forte porque Pablo Aimar o torna muito forte, Nico Gaitan é um jogador arrasador no 1 com 1 e Rodrigo é um avançado muito mais móvel que Cardozo. É certo que o golo madrugador do Benfica teve uma influência crassa no jogo: quem se põe a vencer o United em casa aos 3″ arrisca-se obviamente a fazer tremer os comandados de Ferguson. O Benfica fez tremer o United, muito embora os primeiros 10 minutos da 2ª parte tenham sido um autêntico massacre à baliza de Artur, que mais uma vez fez uma exibição de alto gabarito.

Declarações de Sir. Alex Ferguson no flash-interview: “It’s a cruel game at times. With their goal coming so early it really took the wind out of our sails. But when we got going we got tempo and we played really well and we should have been three up at half time. We conceded two freakish goals. We played very well tonight, some really good football so I can have no fault with my players at all. If we hadd held on to the lead for a few minutes after we had scored I think we would have won.

Basel is going to be a hard game. The chips are down but I have every confidence in my team. We might not get top of the group but what we need to do is win in a good style.”

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Com a dupla de “irmãos Frei” (na cabeça de Jorge Jesus) a accionar rapidamente um 2-0 para a turma Suiça em 15 minutos, o Basileia parecia estar no bom caminho para levar derrotada com facilidade a turma romena do Otelul Galati.

Aos 37″, Marco Streller haveria de elevar a contagem para 3-0 mas uma boa reacção dos romenos na 2ª parte haveria de por em sentido os Suiços, com golos de Giorgiu aos 75″ e Antal aos 81″. Mesmo assim, o Basileia venceu por 3-2 e recebe em casa o United na próxima jornada, podendo fazer história no clube caso consiga vencer a turma Inglesa.

Grupo B

O Lille foi ganhar de forma surpreendente ao terreno do CSKA de Moscovo por 2-0 e alimentou assim as hipóteses de se qualificar para a próxima fase num grupo em que o Inter garantiu hoje a qualificação com um empate a 1 bola no terreno do Trabzonspor.

Um auto-golo de Vasili Berezutsky e um golo de Sow na 2ª parte deram um balão de oxigénio à equipa Francesa.

Em Trabzon, o Inter arrancou um precioso empate que garante a qualificação. Ricky Alvarez inaugurou o marcador aos 18″ e Halil Altintop empatou 5 minutos depois.

Trabzonspor (6 pontos) e Lille\CSKA (5 pontos com predominância para os Franceses) partem para a última jornada com hipóteses de discutir a qualificação. O CSKA de Leonid Slutsky terá obviamente uma espinhosa missão, pois precisa de vencer o Inter no Giuseppe Meazza em Milão.

O Lille recebe o Trabzonspor em casa e como tal prevê-se um grande jogo de futebol.

Grupo D

Em Lyon, o Ajax carimbou praticamente a passagem aos oitavos de final com um empate a 0 bolas com o Lyon.

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Em Madrid, Mourinho promoveu um dia de folga para os seus principais artistas. E mesmo assim, deu 6 ao Croácia Zagreb.

Platini continua a ter o veneno vincado dos seus actos. O Dinamo de Zagreb é uma das equipas que beneficia do novo esquema de qualificação para a Champions. Numa fase de grupos, a equipa Croata do Português Tonel ainda não marcou qualquer ponto (e arrisca-se a não marcar qualquer ponto) e teve que vir a Madrid receber 6 para marcar os seus primeiros 2 golos na competição. O score do Zagreb é absolutamente vergonhoso para uma Champions, que nestes moldes perde obviamente competitividade: em 5 jogos os croatas averbaram 15 golos e apenas somaram 2.

Mourinho deu descanso à sua 1ª linha. Pelo cansaço acumulado de alguns jogadores no jogo do passado sábado contra o Valência e pela falta de importância deste encontro (O Madrid já estava apurado) Mourinho optou por colocar Antonio Adán na baliza; a defesa constituída por Fábio Coentrão na esquerda (excelente jogo do Português pelo que vi; muito incisivo a romper pela esquerda como é seu apanágio) uma dupla de centrais inédita constituída por Raphael Varane (talentoso este miúdo; tem tudo para ser um dos melhores centrais do mundo: é alto, é eficaz no jogo aéreo e no desarme; é tecnicamente excelente, no que toca por exemplo a sair a jogar) Sérgio Ramos (depois Raúl Albiol) e Lass Diarra na direita (o francês também esteve muito bem numa posição que não lhe é estranha); no meio-campo, Nuri Sahin, José Callejón, Mezut Ozil e Xabi Alonso e na frente a dupla Benzema\Higuaín.

Aos 8 minutos de jogo, o jogo já estava resolvido com um 3-0 para os madrilenos: golos de Benzema, Callejón e Higuaín, este último, vindo de uma excelente iniciativa do Argentino, que diga-se, continua completamente on-fire. Até ao final da 1ª parte, e já quase num ritmo de descompressão viria o 4º golo por intermédio de Ozil aos 20″. Começava-se a sentir pena do Croácia Zagreb, que, não saiu do Santiago Bernabéu com uns 10 porque Ronaldo não saiu do banco.

Na 2ª parte, viu-se um Zagreb mais afoito para tentar reduzir a desvantagem. No entanto, o Real aumentou a contagem mais duas vezez por intermédio de Callejón (este extremo aproveita com bom grado todas as oportunidades que Mourinho lhe dá para sedimentar a sua posição no plantel merengue) e novamente por Karim Benzema. O Zagreb marcou por duas vezes já nos minutos finais por Beqiraj e Tomecak, num jogo, onde perante o desiquilibrio mais que imanente de potencial entre as duas equipas, o Zagreb não conseguiu complicar em nada a tarefa do Real. Ironia das ironias, a agressividade que os croatas deviam ter imprimido no acto defensivo nos minutos iniciais do jogo para tentar dificultar a vida aos madrilenos, acabou por aparecer em clara demasia na 2ª parte.

Feliz da vida estava o jovem Adán no final do encontro: “I am happy to play, especially as it does not happen very often. But I am young and I enjoyed it. It was a simple game but our two defensive errors have resulted in goals. I am a realist, and the I am always learning from Iker Casillas, who is the best. I will make the most of my opportunities in these kinds of games.”

Visivelmente feliz era José Mourinho:”It was a perfect night, in which some players have been able to relax and others enjoy minutes. We were able to give minutes to people who deserve it, working for it and it worked well.
Sometimes you have to concede goals, so it is much better if you concede when you have scored six and not in the knockout rounds. It is unfortunate for my goalkeeper Antonio Adán, who conceded two goals in a game where he had nothing to do.”

José Callejón também partilhava do mesmo sentimento:”I have waited for my opportunity to play in the first team, but it’s difficult as the team has been playing so well. But tonight I gave it my all and tried to show the coaching staff and my teammates that I’m here. We are going through a major stage in UEFA Champions League and we must continue to maintain this form.
I am very happy that we have closed out the group as winners. We played well and want to give the thanks to the fans for their support.”

Grupo A

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Noite mágica no San Paolo a fazer lembrar os bons velhos tempos de Diego Armando Maradona, desta feita, pela mão de um eslovaco e de um Uruguaio.

Esta equipa do Napoli é qualquer coisa de sensacional. O futebol por si praticado, a entrega ao jogo, a vontade de triunfar e o seu talento faz desta equipa uma coisa do outro mundo.

O poderoso City não teve argumentos para contrariar a excelente organização defensiva do Napoli que abafou por completo Mario Balotelli, colmatada em muito pelos venenosos contra-ataques onde Hamsik e Lavezzi irritavam e desorientavam em larga escala os defensores do City.

Do jogo do City, pontuado como é costume pelo ratinho David Silva, jogadores como Dzeko e Nasri não apareceram na partida e Balotelli teve uma noite completamente desinspirada à excepção do golo que marcou aos 33″.

Do outro lado, Christian Maggio foi o perigo que costuma ser no flanco direito – um autêntico quebra cabeças para Kolarov, principalmente quando o Sérvio se aventurava em demasia no seu flanco. Hamsik é aquele maestro que marca os tempos de jogo desta equipa e até hoje ainda não consigo perceber como é que clubes que tem um enorme défice neste tipo de jogadores como o United ou o Milan ainda não foram buscar este pequeno génio do esférico. Lavezzi também fez um jogo soberbo e claro está, Edinson Cavani: para mim o melhor ponta de lança da actualidade.

No outro jogo, jogo quase de descanso para o Bayern de Munique. 3-1 sobre o Villareal. O Bayern adiantou-se no marcador como lhe competia nos primeiros 25 minutos com golos de Ribery aos 3″ e Mario Gomez aos 23″. O Villareal ergueu-se na 2ª parte e ainda reduziu para 1-2 aos 50″ por Jonathan DeGuzman, mas o jogo seria sentenciado aos 69″ novamente pelo internacional Francês Frank Ribery.

Arjen Robben parece-me um jogador mais sólido do ponto de vista motivacional após ter recuperado da última lesão. Mário Gomez está a tornar-se um caso muito sério no Bayern, mas quem me encheu os olhos por completo foi o internacional Austríaco de apenas 19 anos David Alaba. Depois de uma fase em que era sistematicamente utilizado na esquerda ora como defesa ora como médio interior esquerdo, Alaba aparece com Jupp Heynckes a distribuir jogo no centro do terreno e pode-se assumir como o grande patrão do meio-campo Bávaro. Gostava de ver um meio-campo do Bayern com Alaba, Schweinsteiger e Kroos em simultâneo.

As contas deste grupo ainda não estão fechadas. O Bayern apurou-se. Soma 13 pontos. Napoli tem 8 e Manchester City tem 7. Villareal tem 0 pontos e vistas bem as coisas o seu score não é muito diferente do Croácia Zagreb pois tem 2 golos marcados e 12 golos sofridos: nota péssima para o 4º classificado da Liga Espanhola na época passada.

Na próxima jornada, o Villareal recebe o Nápoles enquanto o Manchester City recebe o Bayern. Os Citizens terão que vencer ou empatar, esperando para tal que o Nápoles perca ou empate o seu jogo em Espanha.

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