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Qualquer semelhança é pura coincidência


Previamente, peço-vos para ler o post que escrevi aqui neste blog no passado domingo.

1. Luis Amado viajou diversas vezes à Líbia com o objectivo de negociar e estabelecer a cooperação comercial do nosso país com o país de Kadafy.

2. Kadafy retribuiu o gesto pouco tempo depois numa visita oficial ao nosso país.

3. Kadafy foi alvo de revolução do seu povo. O povo Líbio quer destronar o seu líder. Kadafy atira fogo contra os cidadãos nacionais que participam na sublevação.

4. Na ONU, o Português José Moraes Cabral foi o escolhido para presidir o Comité de Sanções contra o ditador Líbio. Esperemos que desempenhe a sua função com brio, isenção e competências, como aliás, não devemos esperar outros valores na missão que lhe foi confiada.

5. Portugal tem grandes relações comerciais com o regime de Kadafy.

6. Kadafy envia emissários à NATO, à ONU e a alguns países entre os quais Portugal.

7.Isto remete-me para um comentário futebolístico que sempre adorei: ” faz 1-2, faz 1-2, executa a tabelinha e entra no espaço a finalizar”

8. Toda esta junção de factos também me remete para este post no Aspirina B, em que Isabel Moreira criticava a opinião de Bruno Sena Martins neste post no Arrastão. Na altura fiz questão de lhe explicar o que eram jogadas de bastidores em diplomacia e até lhe aconselhei um excelente livro do antigo embaixador João Calvet de Magalhães. Com esta junção de factos, espero que a Isabel não fique chateada connosco: o Bruno tinha razão. Eu tinha razão. Que já há gato, há.

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Vamos ver o que sai daqui

O embaixador Português na ONU José Moraes Cabral assume na próxima terça-feira a presidência do Comité de Sanções contra a Líbia.

Pela amizade que o Governo (Socialista) Português nutre por Mohammar Kadafy, é caso para dizer que esta nomeação é uma das (deliciosas) ironias da vida!

A esta hora, Luis Amado deve estar em polvorosa! Virar o feitiço contra o feiticeiro torna-se (de facto) algo obrigatório, se bem, que continua a ser permitido (ao Governo Português) efectuar jogadas de bastidores em prol do ditador Líbio. Se eles existem (porque realmente existem!) existem para estas situações!

Há uns dias atrás, critiquei (positivamente) a Dra. Ana Gomes neste blog pelo post do Causa Nossa em que a Dra. apontava um conjunto de soluções que deveriam ser tomadas pela delegação Portuguesa no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o regime de Kadafy.

Agora Dra. é que vamos ver de que massa é feita a diplomacia Portuguesa…

Será que esta assume  a isenção que lhe é pedida pelas Nações Unidas num caso concreto em que o país em causa é um parceiro comercial do país do qual é cidadão o presidente do Comité de Sanções e cujas relações é sabido que são intensas e recheadas de viagens, férias, jantaradas e dialécticas tu-cá-tu-lá-monta-aí-a-tenda-no-forte-de-São-Julião-da-Barra-Porreiro-pá! ou se o Dr. José Moraes Cabral cede a pressões vindas da jogada de bastidores, que bem sabemos, vão existir. Porque, de facto, existem para ironias da vida como estas!

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