Tag Archives: José Joaquim Rojas

E mais uma vez Hushovd!

I am Thor!

O deus da força da mitologia nórdica!

Hushovd, o campeão do mundo de ciclismo e um dos grandes animadores desta Volta à França em bicicleta. Na chegada a Pau, Hushovd garantiu a sua 2ª vitória numa etapa depois de ter andado fugido.

Devido a questões pessoais não posso apresentar um relato detalhado da etapa pois não a pude ver. Amanhã regressam (na alta montanha os meus comentários sobre a etapa).

Num dia de muita chuva (como indica o video) o destaque vai obviamente para o facto de Cadel Evans, Alberto Contador e Samuel Sanchez terem ganho tempo a toda a concorrência. Evans ganhou 3 segundos a Contador e Sanchez na chegada a Gap e 21 (18 para ContadorSanchez) para Thomas Voeckler (continua amarelanunca um francês esteve tão próximo de dar a alegria ao povo Francês como Voeckler nos últimos anos) Frank Schleck e Damiano Cunego. Ivan Basso perdeu 51 segundos para o australiano (48 para Contador e Sanchez30 para Frank, Voeckler e Cunego) e Andy Schleck chegou posteriormente a 5.32 de Hushovd, perdendo tempo relevante para Evans (1 minuto e 6 segundos, 1 e 3 para Contador e Sanchez, 48 segundos para Voeckler, Frank e Cunego e 15 segundos para Ivan Basso) o que revela que a corrida vai mesmo animar nos próximos dias nos Alpes!

Isto quer dizer que na geral:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.45m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.49m
4º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 3.03m
5º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 3.26m
6º Alberto Contador (EspanhaTeam Saxo Bank) a 3.42m
7º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.49m
8º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 3.51m
9º Tom Danielson (Estados UnidosGarmin) a 6.01m
10º Rigoberto Uran (ColômbiaTeam Sky) a 7.55m

Na camisola dos pontos, com as vitorias de Cavendish no domingo e Hushovd hoje, mais os sprints intermédios realizados, as contas parecem estar fechadas até Paris com a vitória de Cavendish.

Cavendish lidera com 319 pontos contra os 285 de José Joaquim Rojas (só a vitória em Paris com Cavendish a ter que ficar na 6ª posição no sprint e não poder marcar pontos é o exemplo da possibilidade mais franca de uma eventual vitória de Rojas). Phillipe Gilbert é 3º com 260 pontos e teria por exemplo que vencer em Paris sem que o Britânico pontuasse no resto da prova + uma pontuação expressiva nas etapas de montanha que se seguem ou no contra-relógio.

Na montanha, Jelle Vanendert é lider com 74 pontos, mais 2 que Samuel Sanchez, mas amanhã tudo se pode modificar nesta camisola caso o Belga não ande pelos lugares da frente nas subidas que os ciclistas irão realizar. O Espanhol poderá ter a camisola como bónus, se bem que ainda tem ali uma pontinha de aspirações à vitória na geral. Jeremy Roy é 3º com 45 pontos. Mesmo assim a classificação estará aberta até ao Alpe D´Huez. 

Na Juventude, liderança para o Colômbiano Uran que fecha o top-10. 1.07m para Taaramae, 1.58m para Roland, 2.10m para Jeanesson. Todos andarão pela frente. Uran tentará preservar a camisola assim como o lugar nos 10 melhores do Tour, Roland estará decerto na defesa da amarela de Voeckler como tem feito, Taaramae chegará nos 20 primeiros e Jeanesson ainda tem uma palavra a dizer nesta classificação.

Por equipas, a Garmin deu a sapatada que faltava para fechar a classificação. 7 são os minutos que tem de vantagem para a Leopard-Trek e 8 para a Europcar. Embora ainda haja montanha da rija pela frente, a Leopard-Trek acusa muitos problemas no 3º homem para fechar a classificação.

Para amanhã, espectáculo na primeira etapa de Alpes.

Gap – Pinerolo na distância de 179 km de altíssima dureza. 2 3ªas categorias logo a meio da etapa, uma 2ª sem tempo para descanso de pernas, uma 1ª categoria e outra 2ª categoria logo perto da meta que não será em alto. Uma etapa de rasga pernas em que os candidatos terão que se mexer para fazer a diferença, antes do GalibierSerre Chevalier (3 contagens de categoria especial nos últimos 81 km), Alpe D´Huez (1 1ª categoria e 2 categorias especiais numa etapa de 109 km que é quase sempre a subir) e o contra-relógio de sábado em Grenoble.

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Thor Hushovd nas montanhas!

É um sprinter que ultrapassa bem as montanhas, é um sprinter bastante regular em provas de 3 semanas, é campeão do mundo, é campeão do mundo e entrou neste Tour para ajudar o seu colega de equipa Tyler Farrar sem sequer questionar o seu estatuto dentro da equipa, é um prazer assistir ao percurso da carreira deste ciclista.

Thor Hushovd. Por mais uma vez.

Numa etapa que se antevia novamente complicada, nada de mais. Pelo menos no que toca à classificação geral. Nem o terrível Col D´Aubisque (categoria especial) fez com que os principais protagonistas no que toca a classificação geral mexessem uma palha. Foi novamente palco (não usual) a luta dos sprinters e dos homens da combatividade.

Depois de uma etapa de montanha terrível como a de ontem, os principais favoritos entraram num “contrato de não agressão na etapa de hoje” de modo a poupar esforços para a etapa de amanhã, muito mais difícil ao nível de percurso do que a de hoje.

Assim, tal compromisso informal foi um passinho para que hoje surgissem fugas daqueles que tem algum talento mas que sofrem algum atraso na classificação-geral. Andreas Kloden poderia ser um nome a ter em conta para o dia de hoje, mas a corrida começou com o Alemão a fazer as malas para casa.

Deu-se azo a que muito longe da meta (antes do sprint intermédio do dia e do Col D´Aubisque) saísse um grupo numeroso de ciclistas em fuga com nomes interessantes pelo meio: Alessandro Petacchi, Thor Hushovd, Jerome Pineau, Edvald Boasson Hagen, Jeremy Roy e David Moncoutié. Todos com o intuito de vencer a etapa de hoje. Vários com o intuito de pontuar noutras categorias – no caso de Hushovd pressupunha-se que o Noruguês ia tentar juntar o útil ao agradável vencendo o sprint intermédio antes da montanha de categoria especial e tentar resistir ao terrível Aubisque para na descidaplano de 40 km até à meta tentar a vitória. Cedo se percebeu que Hushovd queria mesmo a etapa, estando-se “nas tintas para os pontos” do sprint intermédio onde nem sequer lançou sprint. Todavia, Hushovd haveria de fazer 9 pontos no sprint intermédio, acabaria por ganhar a etapa e ganhou a toda a concorrência neste capítulo juntando o útil ao agradável. Nada de mais, visto que dos sprinters (como referi) ele é sem dúvida o que passa melhor as montanhas. (Não considerando Gilbert como um Sprinter, está claro!)

Se o objectivo de Petacchi, Pineau, Moncoutié e Boasson Hagen era de vencer a etapa, Jeremy Roy tinha outro objectivo em mente para além da vitória desta: como ontem passou na frente no Tourmalet, queria obviamente passar na frente no Aubisque e retirar a vermelhinha às bolinhas a Samuel Sanchez, feito que acabou por efectuar pois passou em primeiro novamente numa montanha de categoria especial e marcou pontos para ultrapassar o espanhol. No entanto, Roy queria (para além da camisola da montanha e da juventude que é envergada pelo seu colega Arnold Jeanesson) vencer uma etapa para a Française des Jeux, colocando a cereja no topo do bolo de uma equipa que se tem mostrado muito acutilante e muito combativa, como sempre foi seu apanágio.

Com o Aubisque, o grupo começou a fragmentar-se: primeiro foi Hushovd a atacar no início da subida, tentando ganhar alguma distância que lhe permitisse equilibrar ao nível de forças com homens que são melhores que ele neste tipo de situações de corrida casos de Pineau, Moncoutié e Roy. Cedo, os dois franceses foram no encalço do Noruguês em pleno aubisque e o homem da Française des Jeux não teve meias medidas ao passar Hushovd e seguir rumo aos seus objectivos. Lá atrás, a Europcar impunha um ritmo baixissimo no pelotão que permitia aos 3 da frente gozar de uma vantagem que oscilava entre os 6 e os 8 minutos. À excepção da saída de Gilbert já depois do Aubisque, não houveram movimentações no pelotão.

Falando em Gilbert e recuando no “tempo da tirada”: no sprint especial intermédio que Boasson Hagen passou na frente, no pelotão Cavendish e Rojas fizeram-se aos pontos, com o homem da Movistar a levar um companheiro de equipa para tentar roubar pontos a Cavendish, o que não aconteceu por milimetros. O espanhol marcou 5 pontos no sprint contra 4 do Britânico. O que é certo é que enquanto se disputava o sprint, o Belga Gilbert manteve-se dentro do pelotão. Numa imagem posterior, viu-se Gilbert lá atrás a falar com o comissário de corrida, queixando-se de má sinalização da etapa, ou seja, que pensava que o sprint especial era um quilómetro mais à frente.

Dorido, o Belga lançou-se na descida para recuperar a perda e tentar ultrapassar os homens da fuga que se mantinham em posição intermédia, o que levou obviamente nos quilómetros finais a Europcar a acelerar um pouco o ritmo do pelotão para que Gilbert não ganhasse muito tempo. O Belga não só ultrapassou muita gente como acabou por entrar no top-10 da prova e ganhar pontos à concorrência mais directa pela camisola (exceptuando Thor Hushovd.

Na frente, Jeremy Roy foi novamente incansável. Perseguindo-o estava Thor Hushovd e David Moncoutié. O Francês da Cofidis rejeitou ajudar o Noruguês a apanhar o homem da Française des Jeux. Até que a 5 km da meta, com menos de 30 segundos a separar os 3 ciclistas, Moncoutié (com a ansia de disputar a etapa) passou uns segundinhos para a frente de Hushovd, momento que o Noruguês (de forma muito inteligente) capitalizou num furioso ataque final à etapa onde iria passar que nem um foguete por um fatigado Roy que voltou a morrer na praia na chegada a Lourdes. 

Resumindo e concluíndo: Hushovd venceu com distinção, deixando Moncoutié a 10 segundos e Roy a 26. Phillipe Gilbert chegou na 10ª posição a mais de 6 minutos e marcou alguns pontos para a verde. Ganhou também 48 segundos ao pelotão, cujo primeiro foi Rojas (marcou mais pontos contra Cavendish que entretanto tinha ficado para trás no Aubisque).

Hushovd cruza a meta em Lourdes:

Sérgio Paulinho chegou a 7 minutos e 52 segundos de Hushovd (entretanto o pelotão teve um corte em dois) sem que no entanto este corte de cerca de 15 segundos tivesse afectado qualquer top-10. Rui Costa perdeu 13 minutos hoje e confessou que é possível que volte ao ataque nos próximos dias para vencer outra etapa. Com a saída de Kloden da prova e com os paupérrimos resultados que a Radioshack está a acumular (não está na discussão por nenhuma classificaçãomesmo a por equipas será muito difícil) é provavel que Paulinho também tente a sua sorte para vencer uma etapa.

Na geral, destaque para a entrada directa de Phillipe Gilbert para o 9º lugar, relegando Nicolas Roche para o final do top-10.

Na classificação por pontos, Cavendish viu-se a sua vantagem diminuída: o homem da HTC (que se diz estar a caminho da Sky na próxima época caso a sua equipa feche portas este ano) está com 264 pontos contra os 251 de Rojas da Movistar, os 240 de Gilbert e os 192 de Hushovd (exceptuando o Noruguês, os outros dois estão ao alcance de Cavendish caso voltem a vencer uma etapa ou no caso do espanhol Rojas caso vença um sprint intermédio sem que o Britânico pontue).

Na montanha, como já tinha referido ascendeu Jeremy Roy. Lidera com 45 pontos. Coloco apenas em dúvida se voltará a envergar a camisola depois do dia de amanhã, visto que só tem 5 pontos de avanço para Samuel Sanchez e como já se desgatou muito nestas duas etapas não será homem para ter a mesma sorte e energia amanhã. Sanchez será obviamente um homem preocupado em atingir uma boa posição na geral, mas caso ande pela frente receberá a camisola de melhor trepador da prova como bónus. Outro candidato assumido a esta camisola é o Belga Jelle Vanendert, que soma actualmente 34 pontos e hoje até tentou atacar no Aubisque para ver se conseguia trazer uns pontos para a classificação.Frank Schleck com 24 pontos e com a hipotese de somar muitos mais nas etapas que se seguem, também pode ser (digamos que) um “candidato involuntário a esta camisola.

Na juventude, Arnold Jeanesson continua de branco, à mesma distância de Taaramae e Rigoberto Uran. Jeanesson é um ciclista incrível e à priori não mais deverá largar esta camisola até Paris. No entanto, Taaramae e Uran já provaram que andam sempre ali pelos 20 primeiros e podem a qualquer momento surpreender o homem da Française des Jeux.

Por equipas, a Garmin como ressalva da vitória clara do seu ciclista passou para o primeiro lugar colectivo. Dispõe de uma vantagem de 5 segundos para a Leopard-Trek e de 1,25m para a Europcar. Amanhã, com a etapa complicada que temos em mãos, a Leopard-Trek deverá recuperar novamente esta classificação pois será a primeira a fechar esta classificação que é constituída pelos tempos dos 3 melhores de cada equipa em cada etapa. A Garmin terá mais dificuldade em fechar esta categoria visto que exceptuando Danielson e Vandevelde não terá um 3º homem capaz de o fazer antes da Leopard.

Olhando para a etapa de amanhã:

– Marca a despedida do Tour das montanhas dos Pirinéus e abre caminho para as terríveis etapas dos Alpes. Mais uma etapa curtinha (168,5 km) que promete ser longa entre Saint-Gaudens e o alto do difícil Plateau de Beille.

Mais um inferno para ser ultrapassado: 6 contagens de montanha e 1 sprint especial depois da 1ª contagem de montanha de 2ª categoria. Depois da primeira contagem de 2ª categoria (Portet D´Aspet) teremos uma de 1ª (Col de la Core) outra de 2ª (Col de la trape) outra de 1ª (Col de Agnès) uma de 3ª em Port de Lers e uma longa descida para a subida até Plateau de Beille (categoria especial) com vários picos acima dos 11% de inclinação.

Será a corrida dos 8 da vida airada: por um lado os manos Schleck estarão com os seus joguinhos de ataque e contra-ataque, tentando descolar quem puderem e ganhar tempo que lhes permita amortizar perdas nos alpes e no contra-relógio de Grenoble. Por outro lado, Basso (como não ataca) quererá ir na roda de quem lhe favorecer mais (neste caso os irmãos Schleck visto que o seu nível de contra-relógio é igual) Cunego (idem aspas, até para chegar ao top-3, o seu objectivo) e Evans exactamente o mesmo visto que a situação de tabela classificativa é-lhe extremamente favorável visto que é o melhor contra-relogista de todos. Por outro lado, Contador terá que atacar para amortizar as perdas para todos ou então é um homem cada vez mais fora do baralho. É indispensável que amanhã surja a melhor Saxo Bank da época. Samuel Sanchez será o outsider nesta corrida: estará desde muito cedo por conta própria, é homem de ataques, precisa de ganhar tempo a todos e se o fizer também ficará em posição privilegiada pois é substancialmente melhor no contra-relógio.

Em posição desconfortável estará novamente Thomas Voeckler, o alento dos Franceses. Amanhã será um dia terrível para o Francês. Embora esteja melhor na montanha, voltará a precisar e muito da sua equipa para impor ritmo no pelotão e terá que se desdobrar aos ataques de todos os seus oponentes. Vamos ver se o Francês está ao nível de se impor nas 6 categorias de montanha que amanhã tem pela frente.

Quem também andará decerto pela frente é Tom Danielson, Rigoberto Uran, Jeanesson, Taaramae – todos a tentar a vitória na etapa. Amanhã também se pode dar azo a fuga de homens interessantes na montanha e afastados da geral caso estejam bem: casos de Kreuziger, Léon Sanchez, Leipheimer, Zubeldia – todos eles poderão almejar a vitória em Plateau de Beille caso escapem cedo do pelotão. Excluio desta lista Gesink, Chavanel, Casar, Arroyo e Leonardo Duque pois está bom de ver que já não andam na prova a fazer rigorosamente nada.

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Cavendish volta a brilhar

Até agora, a etapa mais calma do Tour. Sem grande aparato e problemas de maior, o pelotão limitou-se a anular uma fuga e a lançar um sprint onde o rocket humano Mark Cavendish voltou a confirmar as suas credenciais. Estará Cavendish disposto a ultrapassar as terríveis montanhas dos Alpes e dos Pirinéus em prol da vitória na verde ou teremos Cavendish a desistir já amanhã?

Indiferentemente da resolução que o ciclista Britânico e a sua equipa poderão tomar em relação ao dia de amanhã, a etapa 12 (com o seu terrível final em LuzArdiden) marca o primeiro dia de alta montanha. Vai começar o espectáculo e o bailado pela vitória na prova.

Contador, os irmãos Schleck, Cadel Evans, Andreas Kloden,  Tony Martin, Christian Vandevelde,  Ivan Basso, Damiano Cunego, Robert Gesink, Luis-León Sanchez e Samuel Sanchez e claro, o camisola amarela Thomas Voeckler – o grupo principal de candidatos à vitória e aos primeiros lugares da prova.

Como outsiders: Phillipe Gilbert (precisa de andar pela frente nos primeiros 100 km para poder somar pontos no sprint intermédio e quiçá tentar somar pontinhos nos finais de etapa)  Nicolas Roche, Tom Danielson, Maxime Monfort, Vladimir Karpets, Linus Gerdemann, David  Moncoutié e Sylvain Chavanel (mesmo com as limitações físicas que apresentam) David Arroyo (mesmo a somar tempos incríveis como tem vindo a somar) Roman Kreuziger, John Gadret e Leonardo Duque – todos estes espreitarão um lugar no top 10top 20 ou no caso dos mais atrasados uma vitória numa destas etapas.

Relembro distâncias para a etapa de amanhã:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Luis-León Sanchez (EspanhaRabobank) a 1.49m
3º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 2.26m
4º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.29m
5º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.37m
6º Tony Martin (AlemanhaHTC-Columbia) a 2.38m
8º Andreas Kloden (AlemanhaTeam Radioshack) a 2.43m
9º Phillipe Gilbert (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 2.55m
11º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.36m
12º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 3.37m
13º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 3.45m
15º Robert Gesink (HolandaRabobank) a 4.01m
16º Alberto Contador (EspanhaTeam Saxo Bank) a 4.07m
17º Tom Danielson (Estados UnidosGarmin) a 4.22m
19º Christian Vandevelde (Estados UnidosGarmin) a 4.53m
20º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 5.01m
22º Vladimir Karpets (RussiaKatusha) a 5.05m
23º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 5.07m
34º Linus Gerdemann (AlemanhaLeopard-Trek) a 6.40m
35º Levi Leipheimer (Estados UnidosRadioshack) a 7.15m
62º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 22.51m
78º David Arroyo (EspanhaMovistar) a 30.05m
109º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 44.16m
124º Leonardo Duque (ColômbiaCofidis) a 49.38m
130º Roman Kreuziger (Rep ChecaAstana) a 52.13m

Nos pontos, fase de interregno com Mark Cavendish na liderança com 251 pontos. Daí que se coloque a questão se o Britânico está disposto a um esforço suplementar para superar as montanhas. Cavendish lidera contra os 235 pontos de Rojas da Movistar e 231 de Phillipe Gilbert que é o único ciclista candidato a esta camisola capaz de pontuar nos sprints intermédios das etapas de montanha e quiçá chegar entre aqueles que pontuam no final das etapas. André Greipel com 164 pontos e Thor Hushovd com 163 ainda são candidatos a esta camisola, sendo bastante difícil que a vençam.

Por equipas continua a liderar a Europcar, mas amanhã esta classificação irá mudar para outra equipa.

Johnny Hoogerland da Vacansoleil continua líder da montanha com 22 pontos, contra os 17 de Voeckler. Será desejo do Francês obter a camisola às bolinhas, que decerto amanhã também irá mudar de dono.

Robert Gesink continua a liderar a Juventude e muito dificilmente irá perder esta classificação até Paris, a não ser que tenha algum percalço.

Quanto à etapa de amanhã: Cugnaux – LuzArdiden na distância de 211 km.

A primeira etapa de alta-montanha à 12ª etapa. Os Pirinéus ao rubro.

Os sprinters terão oportunidade de pontuar no sprint especial de Sarrancolin aos 119 km se ainda tiverem pernas para chegar lá visto que este sprint especial já se encontra a 600 metros de altitude em relação ao nível do mar. A partir daí, o inferno total: uma contagem de 1ª categoria em L´Hourquette de Ancizan que fará a primeira escolha ao nível do pelotão. Consequente descida para a subida para o inferno do Tourmalet (categoria especial) onde decerto passarão na frente 6 ou 7 elementos e depois, a subida final de categoria especial para LuzArdiden com término em alto. Uma etapa duríssima, que marcará muito tempo entre os ciclistas.

Candidato: para mim Andy Schleck.

Grande teste a Contador (tem-se queixado muito do joelho) e à força com que se tem apresentado Cadel Evans.Kloden, Basso e Cunego também tem aqui uma etapa a seu gosto.

Outsiders: Samuel Sanchez, se estiver realmente em forma. John Gadret, caso a estratégia de se deixar ficar para trás nas últimas etapas tenha sido propositada para guardar forças para este dia. Nicolas Roche, Monfort, Leipheimer e Chavanel, Duque, Arroyo e Gerdmann, caso entrem numa fuga com dois ou três ciclistas de trabalho. No entanto, duvido que o pelotão deixe Leipheimer sair escapado.

Voeckler perderá a amarela. Ou para Evans, ou para um dos irmãos Schleck ou para Contador caso este consiga atacar com precisão.

Flops: Gesink – duvido que consiga aguentar o ritmo da frente no Tourmalet, assim como o seu colega Léon Sanchez. Karpets, será para mim o primeiro a descolar.

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Cavendish a brilhar

À 5ª etapa, Mark Cavendish mostrou o porquê de ser o melhor sprinter da actualidade, triunfando na chegada a Cap Frehel.

Numa etapa corrida na região da Bretanha (a edição deste ano fez efectivamente questão de passar a caravana pela terra de Bernard Hinault) a antevisão desta tirada previa (apesar do percurso ser de dificuldade baixa) uma etapa que poderia trazer complicações devido ao vento (o traçado andou sempre paralelo à costa da Bretenha) e devido às imensas rotundas e curvas no traçado que poderiam ditar quedas ou quebras no pelotão.

Se ao nível de tempo esta etapa 5 não fez grandes mossas entre os principais candidatos à vitória, teve alguns momentos determinantes para a condição física e psicológica dos atletas. Desde logo, 3 candidatos à vitória e 1 sprinter tiveram quedas: os primeiros foram Janez Brajkovic e Robert Gesink, ainda bem longe da meta. O esloveno da Radioshack que era apontado como o principal chefe-de-fila da equipa acabou por ter alguns ferimentos que o impediram de continuar em prova. A liderança na equipa Norte-Americana passará agora para a dupla Kloden-Leipheimer, tal e qual eu previa nos últimos posts que escrevi sobre o Tour.(ver a antevisão). Já o Holandês da Rabobank não sofreu grande aparato e em poucos minutos estaria de volta ao pelotão.

Foto: The Huffington Post

Imagem da queda de Brajkovic, Gesink e Carlos Barredo. Com o Esloveno estendido no chão em dores pensou-se numa grave lesão. No entanto, o mesmo não acabou por ficar em prova sendo transportado de ambulância para o hospital mais próximo com algumas feridas nas coxas, nos braços e no sobrolho.

Depois foi Alberto Contador a cair. O espanhol também acabaria por recolar rapidamente ao pelotão, se bem que no momento da queda viu-se uma imagem de Contador algo nervoso. Com as quedas, o nervosismo apoderou-se do pelotão e os próximos seriam Tom Boonen (ficaria impedido de disputar o sprint final) John Gadret (a aposta da AG2R para a montanha) e Yaroslav Popovych da Radioshack, que entretanto seria rebocado por Sérgio Paulinho. O sprinter Belga ficou com algumas marcas no corpo pela queda. Gadret perdeu muito tempo na etapa de hoje.

Os quilómetros finais foram marcados também pelo risco dos chamados “abanicos” – por momentos, o vento forte que se fazia sentir poderia dar a noção de corte no pelotão. Tal não veio a acontecer.

Até que chegados ao quilómetro final, o camisola amarela Thor Hushovd bem tentou lançar o seu colega de equipa Tyler Farrar, mas Mark Cavendish haveria de fazer um sprint de trás para a frente, suplantando Rojas da Movistar e Phillipe Gilbert. A luta pela camisola verde, com a nova pontuação está claramente ao rubro e o Belga confirma estar dentro dessa luta em detrimento de um bom lugar na geral onde ele poderá claramente entrar pelo menos no top 20.

No que toca à camisola amarela, Thor Hushovd mantem-a e não é expectavel (em situação normal de corrida) que a perca nos próximos dois dias:

– 1 segundo separa-o do australiano Cadel Evans, 4 de Frank Schleck (3º) 10 de Andreas Kloden (5º) e também 10 do 6º que é Bradley Wiggins da Sky. Andy Schleck fecha o top 10 a 12 segundos do Norueguês que é campeão do mundo de estrada da UCI.
– No top 20 Levi Leipheimer é 14º a 18 segundos, Robert Gesink 15º a 20 segundos, Alexandre Vinokourov 16º a 32 segundos e Phillipe Gilbert 17º a 33.
– Mais atrasados estão Ivan Basso (21º a 1 minuto e 3 segundos) Damiano Cunego (25º a 1 minuto e 13) Alberto Contador (39 a 1.42m) mesmo tempo de Luis Leon-Sanchez (42º). Dois lugares mais atrás está Christian Vandeveld já a 1 minuto e 57.
– Samuel Sanchez já perdeu algum tempo nesta primeira semana. O líder da Euskatel está em 53º a 2 minutos e 37. John Gadret também saiu muito penalizado desta etapa: já está a mais de 7 minutos de Hushovd e muito dificilmente lutará por um lugar no top 10. Resta ao Francês lutar por uma vitória de etapa.

– Quanto aos Portuguêses, Rui Costa é 73º a sensivelmente 3 minutos e meio de Hushovd, enquanto Paulinho está na 131ª posição a mais de 9 minutos.

Na camisola verde, o Belga Phillipe Gilbert lidera com 120 pontos sendo o 2º o espanhol da Movistar Jose Joaquim Rojas com 112 pontos. Amanhã, devido ao novo sistema de pontuação, a camisola poderá novamente mudar de dono. Cadel Evans é 3º com 90 pontos, Cavendish 4º com 84 e Hushovd 4º com 82 pontos. Todos eles terão hipótese de chegar à verde amanhã.

Na camisola da montanha, Cadel Evans é o líder com 2 pontos. Seguem-se 5 ciclistas com 1. A etapa de amanhã tem uma 3ª categoria que poderá dar a liderança a um novo ciclista.

Na juventude, lidera Geraint Thomas da Sky.


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