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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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factos de perdedor

Desde que me lembre, ou melhor, desde que acompanho o Sporting regularmente (desde a saudosa época 1993\1994) que o Sporting é assim: sempre que os rivais ou um dos rivais perde pontos antecipadamente, o Sporting, indiferentemente do adversário contra quem joga nessa jornada, também acaba por os perder. Não sei se é uma malapata do clube e não tenho intenções de escrever aqui sobre a presença do oculto no futebol.

Hoje em Setúbal, essa malapata voltou a repetir-se.

Desde há 3 anos para cá que o fadinho se repete. Passam jogadores, treinadores e até presidentes. De Paulo Bento a Sá Pinto. Os maus resultados continuam.

Soares Franco era o presidente da tecnocracia. Por detrás de uma equipa via apenas os números. Desportivamente, Soares Franco pretendia uma equipa ambiciosa mas construída com negócios com pouco custo ou preferêncialmente a custo zero. Veio José Eduardo Bettencourt e o “paulo bento forever” rapidamente passou a pesadelo com Carlos Carvalhal e Paulo Sérgio. Eis que surge Godinho Lopes e o início (já) conturbado do seu mandato.

Voltemos a Setúbal.

Uma primeira falta que revelou falta de ambição. Mais uma vez. O Sporting entrou no jogo tosco do Setúbal. E para mal dos seus pecados viu os seus dois centrais a cometerem erros iniciais dignos de um jogador iniciado. Um deles levou a bola aos ferros de Rui Patrício, o outro deu golo.

Do meio campo constituído por Schaars, Elias e Izmaiov pouco se viu. O Russo ainda tentou puxar a equipa para a frente mas foi sempre desacompanhado. Na esquerda Insúa e Capel dialogaram bastantes vezes mas a jogada acabou ser a mesma: o defesa esquerdo a subir no flanco e a passar para o espanhol fazer o seu jogo rectilínio de linha e cruzamento para um Sebastian Rivas sozinho, indefeso e a bom da verdade pouco esforçado (aparte: quem é este Rivas?)

A perder, Sá Pinto incutiu mais ambição na sua equipa. O Sporting entrou melhor na 2ª parte perante um Setúbal que se fechou e que, perante o deixa jogar da arbitragem, distribuiu porrada até ao fim do jogo. Se a equipa não joga é porque não joga. Se tenta fazer algum jogo, vem a tal malapata.

75% de posse de bola amorfa, sem oportunidades. Mais um penalty falhado ( de falta inexistente) e desta feita, com uma recarga que Carrillo infantilmente desperdiçou. Duas bolas de relevo: uma por Rúbio de cabeça que saiu ao lado e outra de Insúa num livre indirecto que Ricardo Silva tirou na linha com um tanto de sorte.

De resto, foi um jogo de batalha (o jogo que o Setúbal queria) com o Sporting a jogar de forma tosca e demasiado previsível e a falhar as poucas oportunidades que teve durante a partida.

Nota final para a arbitragem: quem deixa uma equipa desesperada como o Setúbal fazer dos 90 minutos um autêntico campo de batalha deixa obviamente que se entre durinho aos lances. Os jogadores do Setúbal, apoiados pela falta de disciplina do árbitro agradeceram. O golo do Setúbal é limpo e bem assinalado, a grande penalidade sobre Rubio é inexistente. Existem dois lances fora-de-jogo muito perigosos que não foram assinalados ao ataque do Setúbal. Houve um excesso de simulações dos jogadores do Setúbal durante a partida que não foram sancionados, ao contrário do critério aplicado ao Sporting. Por sorte, esta arbitragem não teve influência no jogo, mas poderia ter tido.

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faltas de carácter

Especula-se que um dos motivos da demissão de Domingos Paciência foi os acelerados contactos mantidos com dirigentes do FC Porto nas últimas semanas.

A confirmarem-se tais suspeitas:

1. Domingos Paciência desilude pelo desrespeito que manteve durante essas semanas com a sua entidade patronal, com os seus jogadores e com os sócios da sua entidade patronal.

2. O Sporting não deverá pagar um cêntimo a Domingos Paciência pela rescisão de contrato.

3. O Sporting deverá efectivamente fazer queixa do FC Porto à FIFA e levar essa queixa até às últimas consequências, inclusive tribunais civis.

4. O FC Porto tem vindo a actuar desta forma em vários casos. As contratações de Falcão, Paulo Assunção, Kléber, João Moutinho e André Villas-Boas e quem sabe Eder são exemplo de um modus operandi praticado pelos dirigentes portistas: aliciar o jogador\treinador, não importando a existência pré-acordos ou mesmo contratos dos outros clubes com os “agentes”.

Falcão tinha tudo para assinar pelo Benfica e o Porto roubou-o ao clube da luz através de um aliciamento ao empresário do jogador.

Paulo Assunção tinha um pré-acordo com o Sporting mas Rui Alves decidiu quebrar o acordo com o clube leonino e vendê-lo ao Porto.

Kléber foi suspeito de ter sido aliciado pela SAD Portista para pedir à direcção maritimista para o transferir para o FCP, num decidendo em que o Atlético Mineiro (detentor de metade do passe) tinha um pré-acordo com o Porto e o Marítimo não o queria vender ao clube portista pelas razões acima expostas. Em Janeiro, o Sporting fez uma proposta mais vantajosa que a do Porto pelo passe do jogador aos dois clubes, o jogador foi autorizado a negociar o seu contrato com o Sporting tendo efectivamente chegado a acordo com o Sporting, mas o Atlético Mineiro vetou a transferência do jogador.

O caso João Moutinho tem pormenores ainda mais escandalosos. O empresário do jogador Pini Zahavi e o jogador encontraram-se com elementos da SAD portista no verão de 2010 no Porto à revelia do Sporting. Pinto da Costa elogiou várias vezes Moutinho como um jogador à Porto. Com a ajuda de Carlos Queiroz enquanto seleccionador, Moutinho não foi convocado para o Europeu, o que, definitivamente fez baixar o seu valor no mercado. Moutinho apareceu na pré-época do Sporting e logo no primeiro dia fez questão de entrar pelo treino dos seus colegas e dizer alto e bom som que não queria treinar, pedindo à SAD que “o vendesse para o Porto” – Bettencourt assim o fez.

André Villas-Boas tinha um pré-acordo com o Sporting, mas à última da hora decidiu assinar pelo Porto.

Eder? Moldes semelhantes ao esquema Moutinho.

5. A própria Liga de Clubes deveria começar a investigar estes abusos por parte da entidade Futebol Clube do Porto.

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quem é que manda afinal?

Fala o Eng. Godinho Lopes, Luis Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência, Stijn Schaars, Diego Capel, Oguchi Oneywu. Falam Carlos Xavier, Oceano, Eduardo Barroso, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, Pedro Venâncio, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Dias da Cunha, Sousa Sintra, José Roquete, Santana Lopes, Paulo Bento, José Peseiro, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Costinha, Sá Pinto e até o João Moutinho.

Os problemas do Sporting não se resumem a problemas organizacionais e estruturais motivados especificamente pela falta de organização que é crassa no clube na última década e pela falta de uma estrutura directiva coesa e que demonstre uma única liderança num cenário único, objectivo e ambicioso.

O problema do Sporting é que todos falam. Todos falam. Presidente, SAD, Treinador, Director-desportivo, jogadores, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-presidentes, ex-dirigentes e até um médico (que até pode ser muito competente a pegar num bisturi) mas de bola nada percebe. E falam todos segundo moldes dispares: cada um fala por si. Por si e sem autorização.

Cabe ao Sporting combater este flagelo por três simples vias:

1. ou alguém se assume como líder na direcção – não como um líder falso que oscila imagens de túneis de entrada dos balneários entre o neonazismo puro e duro e o vangoghismo desnecessário.

2. Ou o cancro que mina o interior das sucessivas direcções é eliminado nem que seja com métodos violentos.

3. Ou a Comunicação Social (indiferentemente das multas estipuladas pelos regulamentos da Liga; se for necessário o Sporting paga dias e dias de multa) é impedida de entrar nos recintos propriedade do Sporting Clube de Portugal como o FC Porto já fez variadissimas vezes e consequentemente para de criar instabilidade nas equipas do mesmo e com isso obtém duros revezes nas vendas dos seus jornais.

Ambas as opções são válidas e deverão ser mais eficazes quando praticadas em conjunto.

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A hipocrisia não tem limites

Dias Ferreira considera-se um grande sportinguista. Disso não tenho dúvidas.

Apesar dos cargos que desempenhou no Conselho Leonino e em outros orgãos da Instituição, Dias Ferreira era tido pelo público como uma das vozes contra a dinastia Roquete. Um dia, em outras campanhas para a presidência, acusou publicamente ter sido empurrado pelas escadas a baixo como ameaça à sua eventual candidatura à presidência do Sporting e a partir desse acontecimento alinhou prontamente com aqueles que criticava.

Dias Ferreira era o comentador do Sporting num programa de televisão. Tanto no programa de televisão como em declarações perante a Comunicação Social, era a única pessoa da estrutura do Sporting que partia pedra e que defendia o clube das arbitragens e dos ataques externos que muitos faziam ao Sporting. De um momento para o outro calou-se, nunca mais defendeu o Sporting e no programa televisivo era que era comentador tornou-se completamente passivo, inerte…

Num curto espaço de tempo, Dias Ferreira passou do principal opositor ao escolhido da dinastia de presidentes que se apoderou do Sporting.

Dias Ferreira apresentou candidatura e diz-se motivado a alterar o rumo que o Sporting tem trilhado nos últimos anos. No entanto, volto a frisar que é o candidato apoiado pela dinastia.

Para homem forte do futebol profissional, Dias Ferreira avança o nome de Paulo Futre.

Tendo em conta a escolha, Dias Ferreira deve decerto ter em conta aquilo que Paulo Futre fez ao Sporting no longínquo verão de 1984, quando se mudou para o Porto. Decerto que também se deve lembrar que Paulo Futre (nos 27 anos que decorreram) nunca foi capaz de demonstrar qualquer apreço pela Instituição que o ensinou a jogar futebol e que de certa forma lhe deu as condições para ser a pessoa influente no mundo do futebol como actualmente lhe reconhecemos.

Com Dias Ferreira, o Sporting vai bem e recomenda-se. Vai direitinho para mais uma onda de anos negativos e quiça para a extinção a médio prazo.

Há muito que defendo que o próximo presidente do Sporting deverá ser uma pessoa capaz de orquestrar uma tremenda revolução dentro do clube. Uma revolução que modifique por completo a estrutura interna do clube e que seja capaz de instaurar uma filosofia ganhadora na mesma. Uma revolução que seja capaz de defender o Sporting dos ataques que o clube é alvo por parte da Comunicação Social e que traga confiança aos adeptos.

O próximo presidente do Sporting deverá ser alguém com um grau de loucura desmedida. Um louco que esteja disposto a granjear os contactos suficientes para que agentes económicos queiram investir no Sporting.

Continuo a defender que no futebol moderno, os clubes só se podem tornar auto-sustentáveis a partir de 3 factores: investimento, academia e sedução ao público. O primeiro e o terceiro são factores interligados.

O investimento numa equipa profissional de futebol é sempre rentabilizado. Se se investir numa equipa capaz de lutar por títulos, capaz de jogar bom futebol e de dar bom espectáculo aqueles que vão ao estádio, esse investimento terá retorno ao nível de bilhética, merchandizing, direitos televisivos, prémios das provas europeias e criará uma marca que será apelativa para que se possa trazer ainda mais investimento.

Neste prisma, a Academia Sporting (com todo o mérito que a europa lhe gaba) é outro dos pontos fulcrais. Uma boa formação de jogadores, capaz de formar para vender para as grandes equipas europeias não só  dá activos ao clube como pode ser outro dos factores capazes de apelar ao investimento.

O Arsenal é um claro exemplo disso. Não vence títulos,  mas é uma equipa que opta por uma estratégia de investimento e formação que lhe possibilita ter bons artistas em campo, dar um bom espectáculo, ter o estádio cheio e rentabilizar todo esse investimento. Só para que tenham uma noção (há poucos anos atrás) aquando da construção do seu novo estádio, dizia-se que o Arsenal estava falido – no entanto, os seus dirigentes tornearam muito bem a questão, chamando o investimento da Emirates Airlines. Aliando à aposta numa estratégia intensiva de “scouting” nos países africanos, na europa do leste, na Península Ibérica e no futebol Francês, o Arsenal rapidamente recuperou uma saúde financeira invejável.

Os dirigentes do Sporting (pelo que tem feito) não partilham desta visão do futebol actual. A juntar a uma péssima estrutura interna, continuam com medo daquilo que os principais credores do clube possam fazer ao mesmo. Como se a vida do Sporting pudesse acabar de um dia para o outro.

Continuam a apostar nos mercados errados, nos investimentos errados, nas contratações erradas e numa falta de ambição que é crassa.

Dias Ferreira parece ser o “herdeiro” desse “falso know-how”. E com ele, o Sporting vai bem, vai direitinho para a extinção.

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Já era

Em menos de dois anos, o Sporting despediu 3 directores desportivos. Pedro Barbosa, Sá Pinto e Costinha.

Não censuro os comentários que Costinha largou à Sporttv na passada segunda-feira. Não os censuro, visto que grossa parte deles correspondem à actual visão e às actuais críticas que os adeptos lançam ao clube.

Censuro sim, o facto de Costinha ter destabilizado ainda mais o panorama interno do clube em praça pública. Não será, nestes moldes, que o Sporting irá encontrar a estabilidade interna de que necessita para ultrapassar esta página negra.

Esperemos então para ver quem se segue no lugar…

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Sobre as declarações de Costinha

Continuo a crer que a culpa do actual momento do Sporting não passa pelo trabalho de Costinha.

Fazendo uma análise ao ano de trabalho do director desportivo, creio que Costinha está a realizar um bom trabalho. Teve momentos bons, assim como teve momentos infelizes, tão próprios de quem tenta manter o equilíbrio de uma casa a arder.

Nos momentos bons, tenho a destacar a atitude tomada perante Izmailov. Defendo Costinha, defendo a atitude de Costinha. Não teço considerações sobre a decisão do jogador em não ter actuado naquele jogo frente ao Atlético de Madrid, visto que para além da competição desportiva existe um valor a salvaguardar que é a saúde do jogador. Crítico sim a atitude do jogador em ter viajado para Moscovo no dia da partida, atitude que foi tomada à revelia da estrutura do futebol profissional do Sporting e por conselho do seu empresário Paulo Barbosa.

Como em qualquer vínculo laboral, Izmailov tinha (estrictamente) que obedecer às ordens de quem lhe paga e não aos conselhos de alguém que é seu contratado e não pertence a essa mesma estrutura. Daí que a atitude disciplinadora e correctiva de Costinha esteja (na minha opinião) correcta.

Nos momentos maus, destaco obviamente o facto de Costinha não vir regularmente a público defender o Sporting. Das arbitragens, da pressão da Comunicação Social.

Para salvaguardar que a equipa profissional de futebol esteja focada apenas nos aspectos relativos à competição desportiva, é necessário que tanto Costinha como José Couceiro sejam mais interventivos na defesa do clube.

Quanto às suas declarações, sou da mesma opinião quanto à administração do Sporting. É difícil fazer mais quando não existem fundos para construir uma equipa competitiva. É difícil fazer mais quando a administração do Sporting está completamente minada pelos interesses dos bancos e quando o presidente em funções é ele mesmo um representante da banca no Sporting. Para bem do clube, é necessário que o próximo presidente possa inverter esses factos e possa arriscar mais. No futebol actual, quem não investe numa boa equipa de futebol profissional não pode ter retorno ao nível de encaixe financeiro. E neste momento, tendo em conta o plantel do Sporting, existem muitos jogadores sem qualidade alguma para representar a camisola do Sporting.

Pior, foi deixar sair o melhor avançado de um plantel que está literalmente em carência de golos sem que se tenha prevenido previamente com a entrada de um atleta capaz de suplantar a saída de um jogador como Liedson.

Quanto ao treinador Paulo Sérgio, tenho uma visão diferente da de Costinha. Desde a sua chegada a Alvalade que previa que Paulo Sérgio estava a chegar para cumprir um ano no clube. Não duvido absolutamente nada das qualidades de Paulo Sérgio, desde que este treine um Paços de Ferreira ou um Vitória de Guimarães. No Sporting não. Há muitos anos que creio que o Sporting deverá apostar num treinador estrangeiro vencedor. Num treinador capaz de instaurar uma filosofia de trabalho mais profissional, capaz de ombrear com os rivais do clube. Num consagrado que ponha a equipa a jogar bom futebol de ataque.

Só bom futebol poderá trazer os adeptos de volta a Alvalade. Caso contrário, e revelando-se a junção de todas as premissas, o Sporting é um clube condenado à extinção… Em breve.

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A palhaçada do costume

Bettencourt demitiu-se. Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting marcou eleições para o dia 26 de Março. Rei morto, rei posto.

À semelhança daquilo que tinha acontecido aquando da saída de Filipe Soares Franco em 2009, a imprensa e os sites de apoio em torna do clube começam a atirar uma quantidade inexplicável de pseudo candidatos à presidência do Sporting. Digo pseudo candidatos visto que metade deles só são candidatos de boca, neste caso, à procura de visibilidade no campo pessoal.

Nomes como Rogério Alves, Nuno Mourão, João Rocha Jr., Santana Lopes (zeus nos livre que a história se repita) Paulo Pereira Cristóvão, Sérgio Abrantes Mendes, o próprio Dias Ferreira e outros desconhecidos do público como Bruno Matias são apontados como candidatos. Será que no fim de todas as contas estão dispostos a ir para uma casa que está visívelmente a arder?

Sportinguistas preparem-se que isto é só o começo da palhaçada do costume quando existem eleições marcadas. Até dia 26 de Março vamos assistir a fenómenos ainda mais estranhos como aqueles que são característicos de prometer mundos e fundos (que todos sabemos que o clube não pode pagar ou suportar) apenas para que todos estes faroleiros baratos se possam afirmar como candidatos à séria. Repito: candidatos. Todos sabemos que quando chegarmos próximos das eleições, metade desta gente já terá desaparecido do mapa ou estrategicamente retirado a sua pseudo candidatura quando se inteirarem da realidade do clube que é seriamente uma realidade de quem não tem um tostão para mandar cantar um cego quanto mais para construir uma equipa competitiva para vencer títulos.

Isto porquê? Porque JEB demitiu-se com o trabalhinho bem feito de casa, ou seja, metendo o clube nas mãos dos bancos na reestruturação financeira assinada na semana passada. Com o aumento de capital da SAD e com a venda de 55 milhões 55 milhões de euros de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) em acções ao fim de cinco anos, com valor nominal de um euro cada, o próximo que cair no poleiro que se chama presidência do Sporting apenas poderá mexer naquilo que os bancos (compradores) autorizarem por escrito. Coisa a que já nos habituamos com JEB.

Ou seja, tudo isto me leva a concluir que JEB foi um autêntico pulha. Foi um pulha porque fez o clube perder de vez a parca autonomia que lhe restava. Pode ter diminuído o passivo com toda esta operação mas também acabou com as hipóteses do clube ter uma equipa profissional de futebol competitiva nos próximos 5 anos.E saiu, como nada se passasse, com a maior das tranquilidades. Enganando quase 100 mil sócios. Auferindo na totalidade um rendimento de 460 mil euros na sua passagem no clube desde a sua eleição (se tivermos em conta o que lhe é devido por lei).

Talvez sejam os 20 mil euros por mês um valor interessante que justifique tantos interessados pelo cargo. Mas não se esqueçam que é uma casa visívelmente a arder.

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O último da Dinastia Roquette…


Adeus! Não voltes nunca mais!

Quando a 5 de Julho de 2009, José Eduardo Bettencourt venceu com 89% dos votos as eleições para a Presidência do Sporting, já se sabia que seria o último presidente da dinastia José Roquette.

As expectativas em torno de Bettencourt eram altas… Era um homem que conhecia todos os cantos da casa (colaborava com a SAD desde 2001), era considerado um grande amante da instituição do Sporting Clube de Portugal e pensava-se ser capaz de arrumar a casa depois do vendaval financeiro provocado por Filipe Soares Franco nas contas do clube, tornando-o capaz de continuar a diminuir o passivo e investir no futebol profissional, não só numa equipa competitiva como na reformulação de toda a estrutura organizacional do clube.

Contra, os cépticos do clube, trataram de afirmar que José Eduardo Bettencourt (administrador do Santander) era a escolha consensual dos interesses da banca no clube de Alvalade. Com o tempo, começamos a acreditar nestes mesmos cépticos.

Ao nível estrutural, Bettencourt prometia adoptar uma estrutura organizativa rígida que começava com a aprovação da remuneração de um salario para a sua posição. De cerca de 20 mil euros.

Ao nível do futebol profissional, os primeiros dias de Bettencourt no clube ficariam marcados com a expeculação da eventual saída de Paulo Bento do comando técnico leonino, ao qual o agora demissionário presidente haveria de proferir a célebre frase: “Paulo Bento forever!” – Paulo Bento não ficaria “forever”, sendo despedido antes do final do ano civil de 2009 graças a um extremo cansaço do treinador perante os jogadores, dos jogadores perante o treinador e do treinador perante a atitude da direcção da instituição.

Nos primeiros meses, Bettencourt preocupou-se em arrumar a casa ao  nível financeiro. Apuradas as contas exactas do Sporting, era mister para o presidente renegociar sucessivos planos de reestruturação financeira que permitissem ao Sporting apostar numa equipa competitiva, promessa que Bettencourt deixaria para a época 20092010 e para a actual época. Durante a sua presidência, Bettencourt haveria de investir 34 milhões em contratações no clube e haveria obviamente de ficar ligado à venda de João Moutinho ao rival Futebol Clube do Porto. “A Maçã Podre” – foi o que JEB intitulou o antigo capitão do Sporting, que actualmente dá cartas no rival. Durante o mandato de Bettencourt, o valor do passivo aumentaria e o valor do activo Sportinguista diminuiria. Para muito ainda contribuiram as vendas de Ronaldo do Manchester para o Real Madrid e as vendas de Veloso e Moutinho.

Com Bento fora do barco, Bettencourt haveria de cometer outro erro crasso aquando da escolha do novo treinador. Apesar de Carvalhal ser uma solução até ao final da época, Bettencourt e a sua direcção errou logo de início em nem sequer apresentar publicamente o novo treinador. Carvalhal seria apresentado pelo site do Sporting e iniciaria um longo calvário de 7 meses num plantel completamente destroçado pelo cansaço da era Bento. Até ao último dia, a direcção de Bettencourt não haveria de propor a renovação ao técnico, optando por contratar Paulo Sérgio para o comando técnico na época 20102011. Com a vinda de Paulo Sérgio, vinham mais promessas de investimento no futebol profissional. Promessas que foram goradas por JEB, que continuava mais interessado em anunciar sucessivas reestruturações financeiras quando os adeptos do Sporting queriam era ver vitórias, coisa rara no Sporting de Bettencourt.

A falsa promessa de uma estrutura organizativa sólida que permitisse dar algum descanso ao clube, caía lentamente por terra com o passar do mandado de JEB. Primeiro, o caso Sá Pinto vs Liedson que motivaria a saída do antigo internacional do cargo de director desportivo e a entrada de Costinha para o respectivo cargo. Depois, a mudança de treinador, a venda de Moutinho, o diferendo entre Costinha e Izmailov e a contratação recente de José Couceiro para um cargo que ninguém sabe muito bem o que representa e que competências lhe são dadas pela organização.

A certo tempo falou-se que Bettencourt queria instalar uma estrutura organizativa no Sporting parecida a um modelo que tantos resultados dá no FC Porto. Na realidade, com Bettencourt, o Sporting passou a ser uma casa a arder…

A nível desportivo, este ano e meio do mandato de Bettencourt foi sem dúvida uma das páginas mais negativas da história do Sporting Clube de Portugal. Salvo excepções, confirmadas com a vitória do Futsal no campeonato nacional da modalidade e a vitória na Taça Challenge da equipa de Andebol.

No futebol profissional, se Paulo Bento e Soares Franco iam conseguindo levar o clube à Liga dos Campeões durante alguns anos seguidos, com o início do mandato de Bettencourt, o Sporting começou a ser um clube com uma falta de ambição tremenda. A nível nacional, o Sporting passou a ser uma equipa com um orçamento monstruoso a lutar pelo parco objectivo da 3ª posição com o Braga. A nível internacional, foi-se a Champions e veio a Liga Europa, onde nem assim, o Sporting parece ter aspirações a ir longe.

Por estes motivos, a derrota de ontem abalou com Bettencourt. Creio que este já deveria estar a preparar a demissão para breve. Pela primeira vez, JEB foi humilde e admitiu que fracassou enquanto presidente. Por isso, foi ontem à sala de imprensa apresentar a sua demissão, deixando vaga para que outro possa fazer melhor. Cabe então agora a Dias Ferreira (presidente da AG) que marque eleições antecipadas ou que opte por tentar gerar um presidente “co-optativo”, modalidade presidencial prevista nos estatutos da instituição.

JEB saiu. Creio que o Sporting não precisa de outro JEB. O Sporting não precisa de um presidente que se olhe às contas e que não tenha ambição em ganhar, custe o preço que custar. Aliás, está economicamente provado que os clubes que investem em boas equipas acabam por ter retorno desse investimento, caso contratem bons jogadores, capazes de vencer e dar espectáculo – chamando assim pessoas ao clube. Com JEB, o Sportinguismo tornou-se descrente. JEB afastava a cada jogo mais sportinguistas do estádio e das deslocações fora.

O Sporting precisa sobretudo de um presidente populista que possa não só mobilizar o povo de volta ao clube como trabalhador na construção de uma efectiva máquina organizativa interna e na construção de um futebol profissional estável. Talvez esta minha ideia seja uma tremenda utopia nos tempos que correm… Bem sei que nos próximos dias deverão aparecer meia dúzia de candidatos a prometer mundos e fundos que o clube não pode pagar caso sejam eleitos pelos sócios.

É triste a realidade deste clube. No entanto, a demissão de José Eduardo Bettencourt já foi um passo importante para a mudança.

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Bettencourt demite-se


Última hora:

Na sequência da derrota caseira do Sporting frente a Paços de Ferreira, José Eduardo Bettencourt demitiu-se da presidência do Sporting.

A declaração foi feita há minutos na sala de conferência de imprensa do Estádio José de Alvalade. Bettencourt apresentou-se na companhia de Dias Ferreira, apresentando demissão “para bem da instituição Sporting Clube de Portugal”.

Ainda bem! Já não era sem tempo! Será que vai sozinho! Quem será o próximo a demitir-se? Costinha? Paulo Sérgio?

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Sporting, essa casa a arder…


O Sporting é uma casa a arder. Admito que sou Sportinguista, mas ver este Sporting é algo que doi. Doi na alma. Falta muita qualidade naquele plantel, falta um treinador decente, falta um director desportivo que proteste na praça pública contra as más arbitragens e falta sobretudo um presidente que seja amigo do Sporting. Repito: amigo do Sporting, não da banca.

Depois de mais uma derrota caseira, relembro o post que escrevi neste mesmo espaço a 26 de Setembro. Creio que enquanto os dirigentes, jogadores e treinadores da instituição não adoptarem uma postura semelhante aquela que enunciei há meses atrás, o Sporting será uma casa a arder. Sem fim à vista.

Para continuar assim, a lutar pelo 3º4º lugar da tabela, não vale a pena ter um investimento de 25 milhões por época. Por 13 do investimento andam Braga, Vitória de Guimarães e Nacional a lutar pelos mesmos objectivos.

Para finalizar, deixo duas notas sobre a partida de hoje:

1. Total repúdio para o comentador da TVI. Já me enoja ver as transmissões do Sporting pela TVI. A atitude presunçosa do seu comentador nos seus comentários é de um anti-sportinguismo tremendo. Considerar “David Simão uma grande promessa do futebol Português é o mesmo que dizer que um elefante só tem 3 patas e que Cristiano Ronaldo nasceu na Baixa da Banheira”.

Considerar “Rui Vitória um dos melhores treinadores da Liga” só porque venceu o Sporting duas vezes é ser cego ao ponto de ignorar treinadores como Manuel Machado, Leonardo Jardim ou Jokanovic que de facto são treinadores que estão a fazer excelentes épocas no comando dos seus clubes.

2. Total repúdio pela arbitragem de Luis Catita. Não foi uma arbitragem “catita” do Catita. Antes pelo contrário. Foi mandado para a morte, cometendo 4 erros crassos: marcou um penalti inexistente a favor do Paços; deixou passar um na área do Paços; não expulsou um jogador do Paços e não expulsou Liedson por uma entrada dura logo a seguir.

No primeiro jogo na Liga esta época, Catita assinou a sua sentença de morte: ser colocado na famosa jarra durante uns jogos e como tal arriscar-se a ser despromovido. Só não é colocado na jarra se o observador for cego ou for amigo.

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A contestação está a subir de tom


Ontem em Coimbra, a contestação contra José Eduardo Bettencourt aumentou…

No campo, a vergonha continua…


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Este Sporting é miserável

1. A começar pela direcção. A direcção de José Eduardo Bettencourt está no Sporting a proteger os interesses de outros que não a do próprio clube. Quando digo “interesses de outros” refiro os interesses dos credores do Sporting, a banca… da qual José Eduardo Bettencourt fazia parte a tempo integral antes de ser presidente da SAD e do clube.

A direcção do Sporting é uma direcção de incompetentes, de anjinhos, de puros amadores… Não falam, não agem rápido. Demoram séculos a procurar jogadores e milénios a contratá-los. Procuram sistematicamente a contratação de jogadores mediocres pelo preço mais baixo do mercado. E se repararem bem, quase todas as contratações do Sporting para esta época não passaram de jogadores que são amigos de Costinha ou de jogadores que foram autenticamente despachados pelos clubes que fizeram propostas sobre os activos do Sporting. Valdés e Maniche vieram por amizade a Costinha. Nuno André Coelho e Zapater vieram envolvidos em negócios. Marco Torsiglieri é o exemplo crasso de um jogador que foi cá posto por um empresário qualquer.

Como disse, o Sporting demora “séculos” a negociarcontratar um jogador. Quando não o contrata, a direcção usualmente vem a público esconder-se por debaixo do escudo do argumento “não há dinheiroo sporting tem dificuldades em ir ao mercado”. No entanto, todos os dias, os sócios do Sporting são brindados com sucessivas propostas de restruturação financeira que promete mais dinheiro para ir ao mercado. Nada mais que areia para os olhos.

A direcção do Sporting andou durante meses a prometer uma equipa competitiva. Se na fase inicial da presidência, a José Eduardo Bettencourt era dado o benefício da dúvida para organizar a casa, actualmente o presidente do Sporting tem que ser apelidado de incompetente. Em Janeiro perdeu Ruben Micael para o FC Porto acabando por gastar 6,5 milhões de euros num jogador chamado Sinama-Pongolle que no período em que esteve no Sporting não fez absolutamente nada. Perdeu um grande treinador para o rival FC Porto e contratou um treinador (Paulo Sérgio) que não é melhor que Carlos Carvalhal…

A continuar assim, é preferível adoptar um discurso mais comezinho e sobretudo diminuir o orçamento. Não se pode lutar por um objectivo tão pequeno como a Liga Europa com uma “máquina orçamental” igual à que o Sporting detém na actualidade.

Isto sem falar da atitude que José Eduardo Bettencourt tem demonstrado nas relações com os rivais. Os pretensiosos almoços com o Presidente do Benfica Luis Filipe Vieira são a face visível de um clube que se pretende rebaixar sobre um rival que quando tem oportunidade de mandar a facada manda… O Sporting, pela sua história, pelo seu orgulho, não deve ter qualquer tipo de relações com o rival… Nem sequer deveria falar com o rival, quanto mais compactuar com as suas políticas…

Quanto à imprensa, o presidente do Sporting não é capaz de vir a público defender o clube da pressão que é feita por esta e de certa maneira colocar uma certa tranquilidade no trabalho do futebol profissional.


2. A direcção técnica. Como diz o povo, Paulo Sérgio aparece no Sporting “sem ler nem escrever.” Paulo Sérgio poderá vir a ser um treinador com futuro no campeonato Português, mas neste momento, não é o treinador que o Sporting precisa. Para além de não ter grandes provas dadas no principal escalão, não detém o pulso necessário para por ordem no instável balneário do Sporting nem é capaz de colocar o Sporting a vencer e a jogar bom futebol.

Outra mácula em Paulo Sérgio (pelo menos neste arranque de campeonato) é a forma como se dirige para a imprensa. Há algumas semanas atrás afirmou que “tinha a melhor equipa do mundo”. Isso é um bom discurso para ter dentro do balneário mas é um péssimo discurso para o exterior, visto que pressiona uma equipa que desde há alguns anos é uma equipa intranquila.

À 6ª jornada, Paulo Sérgio ainda não sabe bem que táctica deve aplicar e ainda não conseguiu fazer com que os jogadores assimilassem os seus processos de jogo. Isto, se eles realmente existirem. Eu olho para este Sporting à semelhança do Sporting de Paulo Bento: ninguém se mexe no meio campo e o jogo acaba por ser um jogo bombeado pelos centrais lá para a frente à espera que alguém ganhe uma bola e faça mexer o ataque.

Se Paulo Sérgio quer jogar pelas alas, os únicos alas que realmente tem são Diogo Salomão e Simon Vukcevic. Matías nunca foi ala e nunca o será. Valdés, Yannick ou Postiga muito menos.


3. Sobre a equipa.


O plantel foi mal construído desde o início da época. Falta muita coisa a este plantel para poder lutar pela competição que seja.

Começando pelo guarda-redes. Rui Patrício é um guarda-redes que deixa qualquer defesa insegura. Daí que se tenha comprado um guarda-redes mais experiente (Hildebrand) como Paulo Sérgio desejava. Mesmo assim, Hildebrand fica no banco ou na bancada.

Na defesa, Nuno André Coelho deu algum acerto no desarme e nas bolas aéreas, uma das principais causas da péssima época que o Sporting fez na época passada. Carriço parece que desaprendeu a jogar à bola e continua a posicionar-se muito mal, Polga “está literalmente morto desde o 7-1 de Munique” e Torsiglieri é um jogador de fraca qualidade. Nas laterais, Evaldo e João Pereira são jogadores que têm demonstrado muita luta, muita garra mas caso se lesionem Grimi e Abel são jogadores de uma qualidade muito duvidosa.

A defesa na era Paulo Sérgio é capaz de adoptar posturas radicais de jogo para jogo: nos primeiros jogos jogava demasiado adiantada e permitia que os adversários colocassem o seu jogo nas suas costas. Agora é uma defesa que teima em não subir quando necessita de subir. O golo do Nacional no jogo de hoje é a amostra clara de uma defesa que demorou imenso tempo a subir.

No meio campo, a falta de Pedro Mendes pode ser bem disfarçada pela presença de André Santos. No entanto ao lado tem um Maniche que já não tem pernas para estas andanças e ao Sporting falta um playmaker de qualidade. Falta um jogador criativo que pegue na bola no meio campo e possa  abrir espaços a partir de sucessivos dribles e conseguir jogar na desmarcação dos avançados. Maniche não é esse jogador. Zapater também não é esse jogador. Matías é esse jogador se estiver ao mais alto nível. Do reforço Tales nada foi visto. Izmailov é um caso perdido.

A meio dos jogos, o meio-campo do Sporting encontra-se perdido. Já não dá coesão defensiva e deixa o miolo aberto para o meio-campo adversário. Não batalha e como tal não conquista os ressaltos que possam surgir nas suas esferas de acção. É um meio campo extremamente colado ao ataque, que nem sequer é capaz de fazer correctamente a transição defesa-ataque.

Nas alas, volto a referir o problema que deixei lá atrás. Quer no 4-4-2 clássico como no 4x1x3x2 Paulo Sérgio necessita de alas. Alas que sejam capazes de desiquilibrar a partir da finta e da explosão em velocidade. Não os tem. Salomão necessita de crescer. Vukcevic faz estragos num flanco mas no outro está lá um Valdés ou um Matías que não aquecem nem arrefecem. Porque não são alas.

Na frente, muita falta de qualidade. Os tempos de Lièdson acabaram e já é tempo de reduzir a despesa salarial que é dada pelo “levezinho” ao clube. Saleiro e Postiga são meros sonâmbulos que andam por ali e que nem sequer tem qualidade para envergar a camisola. Yannick é um jogador limitado em muitos aspectos, desde logo, na técnica.

Este ataque é atabalhoado. Muito por culpa do meio-campo. Em vez de esperar pelo jogo, é o próprio ataque que tem que vir ao miolo construir jogo para a equipa.


Os jogadores do Sporting falam muito e poucas provas dão. Protestam mais do que aquilo que jogam. Se ao menos disfarçassem a falta de qualidade com atitude, crença de vitória, garra, espírito de batalha, talvez conseguissem melhores resultados. O que é certo é que nem têm qualidade nem garra, nem crença na vitória. Já entram no campo derrotados. Se estão a perder ou a empatar por volta dos 60″ começam a perder a cabeça e a jogar com o coração. Cometem erros e infantilidades de forma repetitiva. Fazem desesperar os adeptos, cansam os adeptos, desmotivam os adeptos que nem sequer aparecem no estádio.


Já uma vez tinha dito neste espaço que o futebol como uma industria precisa que o investimento numa equipa seja arrojado e pela certa nos jogadores certos: para se ter gente no estádio é preciso que se proporcione um bom espectáculo.

Para que se proporcione um bom espectáculo é necessário que se ganhe ou que se perca a jogar bom futebol, a dar alento aos adeptos…

Para que se proporcione um bom espectáculo e vitórias, é necessário que se contratem bons artistas do futebol. Para que se contratem bons artistas é necessário que se tenha um bom sistema de “scout” e sobretudo capacidade de investimento.

Se os bons artistas proporcionarem um bom espectáculo de futebol e vencerem, as pessoas vão ao estádio, as pessoas compram a marca, os bons patrocínios aparecem e o investimento feito na aquisição de bons jogadores tem retorno.

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