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9ª etapa da volta à frança

Voeckler, José António Flecha e Luis León Sanchez. Um trio de respeito no que toca às competições das clássicas da primavera, um trio de muito respeito que é muito forte neste tipo de situações de corrida e que conseguiu brilhar no dia de hoje. Se bem que o espanhol da Sky teve um acidente caricato (mais à frente) que o impediu de estar na discussão de etapa.

León Sanchez (antigo nº1 mundial do ranking UCI) deu uma vitória à Rabobank numa etapa, mas um dos ídolos dos adeptos Franceses (Thomas Voeckler) deu a alegria de vestir a amarela. Embora Voeckler seja um excelente ciclista e tenha cavado um certo fosso em relação aos seguintes da tabela classificativa, não irá aguentar por muito a camisola mas poderá ter ganho aqui a oportunidade de quiçá entrar no top-10 da prova, caso o antigo campeão nacional Francês conseguir andar por perto dos principais candidatos nas etapas de montanha. E Voeckler é um ciclista que não se dá mal com a alta montanha.

Numa etapa muito longa com chegada a Saint-Fleur que apresentava de início alguma dureza (subidas de 2ª, 3ª e 4ª categoria na expressão ciclista de rasga pernas) estes homens entraram em fuga, mas Flecha  (bom finalizador como León-Sanchez) foi impedido de discutir a etapa devido a este caricato acidente:

Depois dos abandonos nos últimos dias, mais 4 quedas aparatosas hoje que tiraram 3 ciclistas da prova e 1 da discussão de etapa: 3 importantes abandonaram (Vinokourov, Zabriskie e Van Der Broeck) ou seja, tanto a Astana como a Omega-Pharma Lotto ficaram sem os seus chefes-de-fila como a Astana acabou por perder um bom ciclista para a montanha numa queda colectiva muito ríspida. David Zabriskie e Van der Broeck também sofreram lesões físicas graves, tendo que ser transportados para um hospital da região. A queda do Norte-Americano foi muito muito feia. (ver no fim do post)

Já José António Flecha foi completamente atropelado por um carro de corrida numa situação lamentável, em que a própria organização deveria indeminizar a sua equipa e o atleta pela sua perda nesta etapa e pelas sequelas que a queda poderá dar efeito. No vídeo nota-se perfeitamente que o carro que era guiado por um membro da direcção guinou bruscamente contra o ciclista espanhol.

Este dia também ficou marcado pelo protesto de vários profissionais e das suas equipas em relação às muitas quedas que tem marcado as primeiras etapas da prova. O pelotão chegou inclusive a parar. Tem sido enorme o nervosismo que se está a apoderar dos ciclistas, e nos percursos onde existe mais estreitamento nas estradas acabam por ser os percursos onde estes acidentes estão a acontecer, pois todas as equipas tentam a todo o custo colocar os seus líderes em posições favoráveis dentro do pelotão e acaba por não haver espaço para todos.

Resumindo e concluíndo:

León-Sanchez venceu a etapa e Voeckler alcançou a amarela. Sandy Casar foi 3º e no pelotão Gilbert foi amealhar mais uns pontos para a Verde num pelotão que chegou cortado. No grupo de sprint chegou Contador, irmãos Schleck, Cadel Evans, Damiano Cunego e Samuel Sanchez – todos perderam 3.59 para León-Sanchez e 3.54 para Voeckler.

Num 2º grupo, 8 segundos depois chegou outro grupo com Leipheimer, Roche, Gesink, Kloden e Basso, o que significa que perderam mais 8 segundos para os ciclistas do 1º grupo.

Num 3º grupo, meio minuto depois chegaram Vandevelde (a 4.31 de Sanchez) Karpets (a 4.35m) Egoi Martinez (a 4.39m)

Quanto a Portugueses: Sérgio Paulinho chegou a 6.39m na 71º posição e Rui Costa aproveitou o dia para descansar do esforço da etapa de ontem chegando em 132º a mais de 16 minutos, o que demonstra que o Português não tem objectivos expressos pela equipa em lutar por um lugar de excelência na classificação da juventude.

Na geral, Voeckler lidera com 1 minuto e 49 para León-Sanchez e com 2.26 para Cadel Evans. Os irmãos Schleck vem logo a seguir com 2.29m para Frank e 2.37 para Andy. Kloden é oitavo a 2.43.

Ivan Basso é 11º a 3.36m, Damiano Cunego 12º com mais 1 segundo que o seu compatriota, Robert Gesink 15º a 4.01m e Alberto Contador 16º com mais 1 segundo que o Holandês.

Christian Vandevelde é 19º a 4.53m e Samuel Sanchez fecha o top 20 já a 5.01m de Voeckler. Vladimir Karpets é 22º a 5.05m de Voeckler e Levi Leipheimer continua a acumular tempo, sendo 37º a mais de 7 minutos.

Quem continua a somar atraso atrás de atraso é David Moncoutie (47º a mais de 11 minutos e meio) Egoi Martinez (49º a mais de 13 minutos) John Gadret (60º a mais de 18 minutos) e David Arroyo que já perdeu mais de 24 minutos, espectando-se claro que Arroyo esteja aqui a preparar a Vuelta.

Quanto aos Portugueses, Rui Costa desceu à 62ª posição a quase 19 minutos da liderança enquanto Paulinho é 107º a mais de 36 minutos de Thomas Voeckler.

Nos pontos, Gilbert aumentou a sua vantagem com o sprint final no pelotão para Rojas. O Belga (agora sem a ausência do seu chefe-de-fila contará com a sua equipa para o guiar à vitória nesta camisola) tem 212 pontos contra os 172 de Rojas que não marcou um único ponto hoje e jamais deveria marcar visto que é um ciclista que não consegue andar na frente na montanha. Mark Cavendish também não marcou pontos e ficou com os seus 153. Hushovd também permaneceu nos 137 e a montanha que aí vem até pode ser benéfica a Gilbert para marcar pontos visto que é um ciclista que consegue suportar muito bem as montanhas. Já os outros andarão nos grupos dos sprinters e tenho duvidas que Cavendish fique até Paris. O único ciclista capaz de suportar muito bem as montanhas é Thor Hushovd, mas dificilmente deverá marcar muitos pontos nas etapas de montanha. Quem também está muito bem posicionado nesta classificação é Cadel Evans, com 135 pontos – sabendo que o Australiano deverá rodar na frente nas etapas de montanha, daqui pode vir uma ameaça aos sprinters que almejam a vitória na verde em Paris.

Na classificação da montanha, mudança de dono da camisola como se esperava: Johnny Hoogerland (o outro ciclista que caiu no acidente de Flecha) lidera com 22 pontos. Voeckler é 2º com 16 pontos e quem sabe se aqui não está um dos objectivos do Francês para as etapas de montanha, sabendo os antecedentes desta camisola e a pretensão que os ciclistas Franceses tanto tem por envergá-la visto que não são capazes de chegar à amarela. A camisola foi envergada nos últimos anos por Virenque (ciclista que mais venceu a categoria na história da prova) Jalabert ou Christophe Moreau.

Rui Costa é 4º na classificação da montanha com 5 pontos.

Na Juventude, Gesink lidera uma classificação que em princípio será sua dispondo de 51 segundos de vantagem para Taaramaid da Cofidis e 1 minuto e 20 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Para terminar, as quedas de David Zabriskie e Vino. Muito muito feias.

Com estas primeiras abordagens de montanha entramos no momento da decisão da prova, embora aa próxima etapa (será na terça-feira pois amanhã tratar-se à do primeiro dia de descanso da prova) seja muito idêntica à de hoje, excepto o facto de apenas ter 3ªs e 4ªs categorias a meio da tirada.

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