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Mais um exemplo de sensacional jornalismo Português e Britânico

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Bravo!

A história e as histórias de Adérito Esteves, o vencedor do prémio Jornalístico Adriano Lucas, atribuído em honra ao fundador do Diário de Coimbra. Um exemplo de bom jornalismo e já agora, de humanismo, característica do ser humano que parece ter caído em desuso nesta cidade.

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margarida marante

era uma direitolas dos diabos e a cocaína arruinou com a sua vida profissional e pessoal. mas quanto a mim, Margarida Marante era muito mais que isso. era uma jornalista a sério. e desses, existem muito poucos em portugal infelizmente.

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queiram dizer que o sporting não joga nada

aceito. agora, escrever para milhões de pessoas que Ricardo Sá Pinto é uma “aberração natural” constitui-se como crime. não se escondam por detrás da capa da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa. os jornalistas pensam que a garantia destas liberdades é o permit para escreverem as frustrações que lhe vão na alma sem dó nem piedade e sem qualquer objecção moral quanto às consequências do que escrevem. foi atacar de forma vil uma pessoa e trespassar uma imagem que poderá ter consequências gravíssimas para a família do jogador. sá pinto tem esposa e tem filhos. decerto que nenhuma criança gosta de abrir um jornal desportivo e ler que o pai é considerado como uma “aberração natural”. constitui-se como injúria e é punível pelo ordenamento jurídico português.

há muito tempo que afirmo que o sporting já deveria ter tomado uma posição pública dura quanto à comunicação social. a comunicação social portuguesa depende dos grandes para vender mas não se cinge a factos para noticiar. cinge-se a especulações e calúnias. pois bem. se mandasse no Sporting Clube de Portugal, preferia pagar as multas que estão previstas nos regulamentos do que ter a comunicação social no treino do meu clube. fora da academia, fora da propriedade do sporting. black-out total durante 1 ano. talvez aprendessem o que é deontologia jornalística. é o que falta a muito jornalista com carteira profissional neste país.

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Mais um dia de sol

Menos um jornalista no Jornal Público e mais um dia com Miguel Relvas no governo.

 

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Nunca me enganaste

O Record punha-o a fazer crónicas sobre aqueles filmes que oferecia aos leitores às terças-feiras. Uma vez li uma crónica dele sobre o Crash do Cronenberg e até gostei.

Quando o lia a escrever sobre o Sporting, denotava que existia ali uma espécie de benfiquismo. Daquele Benfiquismo bairrista. Daquele benfiquismo que ainda acredita que o Cosme Damião foi também ele aliciado em 1907 a trocar por 25 réis e uma bicicleta de ferro o Benfica pelo Sporting. Daquele benfiquismo cujo ódio visceral ao Sporting é considerado um sentimento puro e viril. Gobern nunca me enganou. Nem mesmo quando Jardel marcava aos potes e João Pinto trocava o mau pelo bom vi Gobern a escrever uma única palavra, uma única linha que dissesse bem do Sporting.

Não há mal nenhum em festejar um golo do clube que se gosta. Se estivesse na mesma situação e se fosse um golaço do Ricky ao Benfica até era capaz de fazer o pino e depois dar uma cambalhota à rectaguarda. O problema dá-se quando o gesto que se faz está a ser visto por milhares de espectadores num canal pago em dupla contagem por todos os contribuíntes portugueses que ao mesmo tempo são assinantes de televisão por cabo. É uma chulice e o gesto deste Gobern deve-se considerar uma obscenidade para quem pretende ter um jornalismo isento.

Vai-te go(b)ernar para outro lado ó Gobern!

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Coragem

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Cândida Pinto e Rodrigo Lobo para a SIC.

Paulo Dentinho para a RTP.

Num hotel no centro de tripoli, deitados em directo para não serem o alvo das atenções de atiradores nos topos dos prédios em volta.

Um jornalista poderá ganhar bastante bem em cenários de guerra. Mas que é preciso ter coragem, é…

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Era uma vez (na SIC)

Uma pobre entrevista com Bernardo Bairrão, o tolinho que abandonou a Média Capital na expectativa de ir para o governo.

Passos Coelho deverá ter ordenado aos Serviços Secretos Portugueses que investigassem supostos negócios de Bairrão em Angola, um dos motivos que levou o Primeiro-Ministro a prescindir à última da hora dos serviços do gestor.

Seria de facto muita coincidência, o jovem Bairrão (administrador da Média Capital que deu o dito por não dito a Manuela Moura Guedes no caso do Jornal da Noite e que acabou por despedir a jornalista) assinar pela camisola social-democrata no nosso executivo sabendo que despediu uma jornalista que andava a fazer a vida negra a um primeiro-ministro Socialista com o seu péssimo exemplo de deontologia jornalística.

Os supostos negócios em Angola camuflaram uma escolha completamente vetada por alguém no seio do governo, do PSD ou do CDS-PP, vistas as ligações profissionais entre Bairrão e Manuela Moura Guedes, e as ligações claras entre Moura Guedes e Paulo Portas (trabalhou muito anos no Independente com o lider do CDSPP e actual Ministro dos Negócios Estrangeiros) e com o CDSPP (partido do qual é filiada) – Bairrão, chateado foi dar uma entrevista deprimente à televisão do tio Balsemão, que há pouco tempo disse não à contratação de Moura Guedes.

Factos por demais interessantes que irão dar uma conclusão a quem tiver cabecinha para pensar.

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“Ensaio sobre o luxo”

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Fonte: SIC (transmitido ontem após o Jornal da Noite)

Não podia deixar passar esta reportagem transmitida ontem na SIC após o Jornal da Noite.

Em plena quadra natalícia marcada por uma época de crise, onde os indíces de taxa de desemprego, pobreza e fome disparam, achei de mau tom que uma televisão generalista em canal aberto ousasse passar esta reportagem para 10 milhões de Portugueses. Dos quais, 600 mil estão desempregados e 2 milhões passam extremas necessidades no seu dia-a-dia.

“Ensaio sobre o luxo” foi uma reportagem da Jornalista Cristina Boavida com imagem de Odacir Júnior e montagem de Ricardo Piano. Como tema, a jornalista analisou várias pessoas que neste momento vivem luxuosamente. Uma ofensa a quem menos tem. Uma ofensa a quem não tem para alimentar os seus filhos. Uma ofensa vergonhosa a quem trabalha 8 e mais horas numa fábrica em troca do ordenado mínimo.

Roupas caras, milhares de sapatos sem serem utilizados, joias, casas de férias, veleiros milionários, avionetes, jactos privados, vários carros de alta cilindrada, carros telecomandados, karts, carros de competição,  – é onde esta gente gasta o dinheiro. Era onde o Estado deveria apostar em tributações pesadas para depois redistribuir por aqueles que mais necessitam, por aqueles que não tem pão para comer. Os exemplos desta reportagem, são os exemplos em que a força tributária de um Estado se deveria sentir pesada. Por cada produto comprado um imposto. Afinal de contas, quem tem milhares de euros para gastar neste tipo de futilidades, pode bem aguentar com impostos sobre os produtos comprados.

Trata-se de uma questão de justiça social, modalidade da justiça que parece estar adormecida neste país. Ainda mais, num tempo em que todos os Portugueses estão ser votados a sacríficios impostos pelos sucessivos pacotes de medidas de austeridade do Governo.

De entre os casos que foram citados na reportagem, o que mais me chocou foi obviamente o da “socialite” Jó Caneças. Como é possível que se venha a público mostrar tudo aquilo que acima podemos ver? Auto promoção individual? Pior que isso, não consegui compreender como é que a pessoa em causa ainda considera que tem semanas em que não para visto que não tem qualquer ocupação profissional.

No que toca a Jó Caneças, gostei particularmente do facto de esta ter dito que “chegar onde actualmente está foi muito difícil”. Relembrando as suas origens humildes dos campos da régua, diz “ter dias muito ocupados” – que passam essencialmente por andar numa passadeira, andar a pé no Estoril e ir às compras de sapatos, vestidos e malas. Não se lembra portanto de praticar actos de solidariedade para com aqueles que menos tem.

Gasta milhares de euros em frivolidades sem importancia. No entanto, tem tanto dinheiro que nem sequer um dia ousou querer aprender a falar correctamente a sua língua. Tais são as calinadas que dá no Português durante a reportagem… Jó Caneças considera “luxo o seu marido andar com uma camisa bem passada” .Ao contrário dos outros intervenientes, que de certa forma, gastaram o seu dinheiro através dos ganhos da sua actividade produtiva e que consideram “luxo” a saúde, o emprego, a qualidade de vida dos seus.

Nota Final: Dada a minha indignação sobre a reportagem nos tempos que correm, decidi enviar um email para a Entidade Reguladora da Comunicação a pedir esclarecimentos para apresentar queixa sobre a SIC pela reportagem.

Dada a alinea D do  artigo 7º dos Estatutos da ERC (Assegurar que a informação fornecida pelos prestadores de serviços de natureza editorial se pauta por critérios de exigência e rigor jornalísticos, efectivando a responsabilidade editorial perante o público em geral dos que se encontram sujeitos à sua jurisdição, caso se mostrem violados os princípios e regras legais aplicáveis) e o artigo 55º dos mesmos estatutos no que toca à apresentação de uma queixa sobre a SIC, irei fundamentar uma queixa por escrito sobre esta reportagem para a ERC, pedindo que a SIC se retrate publicamente perante os seus espectadores sobre esta reportagem, que fere as susceptibilidades das famílias que actuamente passam por graves carências económicas.

Quanto à SIC, já fiz chegar um email onde justifico o meu descontentamento sobre a reportagem. Aguardo então por respostas.

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O último programa de Larry King

Na Quinta-Feira, Larry fez o último programa ao vivo na CNN.

Desde 1985 que King levava a milhões de casas no mundo o “Larry King Live”, programa onde entrevistava de modo soberbo grandes individualidades do mundo.

King, de 77 anos, decidiu despedir-se dos grandes ecrãs para passar mais tempo com a família. No entanto, segundo afirmações do próprio esta despedida não é definitiva pois o jornalista deverá voltar a aparecer na CNN para realizar programas especiais.

Como homenagem, fica aqui postada a última emissão do “Larry King Live”

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Subscrevo por completo

“Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER.

Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande “cavallia” (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos? Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência do Ministério da Saúde Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE. Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.”

Clara Ferreira Alves ín “Jornal Expresso”.


Bem, depois de ler isto, até fiquei sem fôlego. Ainda bem que existe alguém que partilha das mesmas opiniões que eu neste país.

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