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tudo ao molho e fé em deus

roquette

a sondagem do Jornal Record dá a vitória a Bruno de Carvalho no acto eleitoral do sporting. o fim da era croquette. aleluia.

neste mês e meio que passou entre a demissão da actual direcção do clube e o acto eleitoral, preferi, à excepção de um ou outro apontamento, manter o silêncio para ver o desaguar dos acontecimentos. não posso dizer que fico feliz pela vitória de Bruno de Carvalho porque fico. dos 3 candidatos, acho sem dúvida que Bruno de Carvalho era, à partida, depois de ponderar bem o programa das 3 listas a sufrágio, o candidato mais sensato para ocupar a presidência (e a presidência da SAD como o próprio manifestou em entrevista à RTP Informação nos últimos dias). porém decidi embarcar no silêncio, porque de botabaixismo já se encontravam cravadas as páginas dedicadas pelos jornais às ditas listas.

a confirmar-se a eleição de Bruno de Carvalho, fica reposta a vergonha que se deu lugar no último acto eleitoral para a direcção do clube em que por via do actual sistema eleitoral do sporting, o voto qualitativo por antiguidade de associado deu na altura a vitória a um Godinho Lopes sufragado por menos sócios que Bruno de Carvalho.

dos 3 candidatos, Carvalho era aquele que para mim satisfazia com melhor discurso e com melhores ideias aquilo que se precisa para o sporting. mais sensato, mais ponderado nas suas afirmações e nas habituais revelações de nomes e investidores para o clube e para a SAD, Carvalho mostrou nestas últimas semanas ser o candidato que afiança a promessa de maior rigor para a gestão desportiva e financeira do clube e da SAD e mostrou que é o candidato com melhor conhecimento daquilo que é a realidade do sporting, daquilo que o sporting precisa de ser no futuro e das estratégias que o sporting precisa para voltar a ser aquilo que já não é desde 2009 para cá: uma grande instituição da vida portuguesa.

de josé couceiro não esperava muito mais do que ser a continuidade da dinastia croquette no clube. não esperava mais do que um programa pouco ambicioso, resultante de uma dinastia de presidentes que afundaram o sporting tanto a nível desportivo como a nível financeiro, que empurraram o futebol do sporting para fora dos 3 primeiros da liga, que alienaram todo o património que o clube e a SAD detinham, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência a outros grandes do futebol português, que empurraram o sporting para um lugar de menor relevo no panorama das modalidades, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência à banca credora do clube e que consequentemente, empurraram o sporting para uma profunda posição de gozo entre a sociedade portuguesa que passou a tratar o sporting como autêntico lixo em vez de tratar o sporting como aquilo que ele é: uma instituição secular, que tira muitas crianças dos maus caminhos para a prática de uma modalidade desportiva, que os torna homens e que tem uma história riquíssima e ímpar, tanto em Portugal como no mundo, de vitórias nacionais e internacionais.

na análise à candidatura de carlos severino apliquei o ditado “de espanha nem bom vento nem bom casamento” – severino apareceu como o um daqueles cromos repetidos que costumam aparecer nos actos eleitorais do clube leonino. sem noção de realidade da casa, sem noção de como se gere um clube, sem noção de mais do que alimentar um puro protagonismo durante um mês. prova disso foi a cartada final da candidatura de severino que previa um acordo de parceria com a fundação cruyjff, que por si, já tinha escrito nas entrelinhas uma jogada de bastidores que iria delapidar a jóia da coroa do futebol de alvalade que é a formação. se carlos severino tivesse sido eleito do clube, sabendo das relações entre o técnico holandês actual seleccionador da selecção da catalunha e o FC Barcelona, qualquer ignorante com dois palminhos de testa saberia do que se estava ali a alinhavar. como os sportinguistas não tem memória curta, nem é preciso recuar muitos meses no passado para perceber que a direcção de Godinho Lopes cometeu um atentado no passado verão ao deixar sair dois dos mais promissores jogadores da cantera do sporting (os internacionais sub-20 Agostinho Cá e Edgar Ié) para o Barcelona a troco de 2 milhões de euros. com severino e cruyjff metidos ao barulho, quantos mais poderiam sair no futuro para a catalunha caso o candidato tivesse sido eleito.

por falar em vendas, o sporting já confirmou a venda de Ricky Van wolfsinkel aos ingleses do Norwich por 10 milhões de euros. a história dos fundos e das vendas de percentagens dos passes dos jogadores do clube aos fundos fará com que o sporting não receba grande parte da verba. o que eu não consigo perceber é o seguinte aspecto: como é que uma direcção demissionária e consequentemente em mandato de gestão até novas eleições tem o poder de vender um importante activo da SAD a poucos dias das eleições que irão constituir um novo presidente e um novo alinhamento na SAD?

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mais três

Rasmussenschleck 2

e… até no Golfe!

Singh

qualquer dia até no Curling.

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NBA 2012\2013 #16

Sem muito tempo para escrever pela liga, recorro às postagens do meu staff da Liga ESPN. Assim sendo:

1.

John Wall (#1 do draft de 2010) voltou nas últimas semanas à competição depois de ausência prolongada e para já tem-se mostrado em boa forma. Desde o seu regresso, em 7 jogos, o base conseguiu uma média pontual de 14.6 e 6.9 em assistências sendo que é espectável que eleve os seus números ainda mais. Os Wizards, últimos da conferência este, também ficaram a ganhar e muito com o seu regresso, tendo ganho 4 dos últimos 7 jogos.

Na partida contra Orlando, Wall mostra todos os seus skills de base e faz um ankle-breaking crossover que leva o adversário ao chão, assistindo depois para um cesto fácil do Francês Kevin Seraphin.

Escolha do Leandro Fonseca.

2.

Candidato a Slam Dunk do ano. Impressionante. Taj Gibson (Chicago Bulls) na cara de Anthony Tolliver (Atlanta Hawks) sem grande preparação para o efeito. Admirável a capacidade de elevação do poste-baixo da turma do estado Illinois. O jogo acabaria por dar uma vitória esclarecedora à equipa de Tom Thibodeau perante uns Atlanta Hawks que apenas fizeram 27 pontos na primeira parte.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

3.

O Hugo Coelho Gomes fala do novo fenómeno da NBA: o fenómeno Lillardity. Como tal, cita um artigo publicado recentemente no Columbian acerca do jovem base rookie dos Portland Trail Blazers como leitura obrigatória. De facto é um excelente artigo sobre a vida e carreira daquele que cada vez mais tenho a certeza que será uma vedeta do futuro da NBA.

4.

Pela juventude com que entrou para a liga (19 anos) e pelo lugar em que foi escolhido pelos New Orleans Hornets no draft de 2010, Xavier Henry tinha todas as condições para ser um jogador aceitável na Liga. Os 3 primeiros anos nos Hornets tem provado que o base muito dificilmente conseguirá um lugar na Liga. A provar, este blooper descoberto pelo Eduardo Barroco de Melo no jogo contra os Philadelphia 76ers!

Quem não ficou muito contente com o “lançamento à padeiro” do base foi o treinador da equipa Byron Scott.

5. LeBron James, o jogador mais jovem de sempre a atingir os 20000 pontos. James tem neste momento 20077 pontos e está em 37º na lista de melhores pontuadores da história da Liga a 18317 pontos do melhor marcador de sempre (Kareem Abdul-Jabbar).

Créditos: Leandro Fonseca (pela pergunta no grupo privado se James era o mais novo de sempre a atingir a marca) e Eduardo Barroco de Melo pelo artigo que concedeu a resposta.

6.

Insólitos por Shaquille O´Neal para a NBA TV. O falhanço no Alley-Oop entre Jerry Bayless e Rudy Gay (Memphis Grizzlies) é demais (embora o base recrutado pela equipa do Tennessee aos Toronto Raptors esteja a realizar a melhor época da sua carreira), mas apanhado da NBA que é apanhado tem que conter um clássico protagonizado por JaVale McGee (Denver Nuggets), levando mais uma vez o treinador George Karl ao limite da loucura!

Escolha de Roger Forte.

7.

18 de Janeiro – Durant massacra por completo os Dallas Mavericks e dá mais uma vitória aos Oklahoma City Thunder. 52 pontos que constituem máximo de época e máximo de carreira para o base do líder da conferência oeste e melhor score do ano numa partida.
Incríveis números de Durant na temporada: 29.6 pontos de média (1º classificado da liga), 7.4 ressaltos por jogo, 4.4 assistências e 1.6 roubos de bola, 52% de lançamento de campo (2ª melhor percentagem de lançamento da liga) e 42.1% ao nível de lançamento de 3 pontos. Isto faz de Durant o melhor jogador ao nível de eficiência da Liga.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

Ainda com Kevin Durant:

Voo sensacional para afundanço na vitória dos Thunder no Staples Center frente aos Clippers.

9. O Miguel Valente destaca as afirmações proferidas nos últimos dias pelo Espanhol Pau Gasol contra o treinador dos Lakers Mike D´Antoni. A porta da saída está novamente aberta para o espanhol que nos últimos jogos dos Lakers não tem actuado como poste-baixo mas sim como alternativa a Dwight Howard a poste-alto.

10.

O show de tripletas dado pela estrela dos Golden State Warriors Stephen Curry na vitória da equipa de Oakland frente aos Clippers. Curry fez 18 dos 28 pontos no 4º período.

Escolha de José Pita.

11.

LeBron James

Os habituais memes do Eduardo Barroco de Melo. Já que os membros da Liga andam numa de comparação entre LeBron James e Kobe Bryant, parece que os tijolos ao cesto não são só característica do craque dos Heat. Nas últimas partidas dos Lakers, Kobe anda a lançar tijolos de forma constante!

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bom dia. nem de propósito. até o record me dá razão.

boulahrouz

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O Nuno Farinha, director-adjunto do Record, com o qual já troquei umas falas muito azedas a propósito de um artigo por si assinado no jornal ainda na condição de editor, só confirma aquilo que tenho dito sobre Bouhlarouz.

Só um reparo: não é só o facto de nunca ter ganho na Liga Portuguesa. Repito que não vi uma equipa por onde ele tenha passado que tenha ganho o quer que seja. Nem o Chelsea de Mourinho em 2006\2007.

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Nunca me enganaste

O Record punha-o a fazer crónicas sobre aqueles filmes que oferecia aos leitores às terças-feiras. Uma vez li uma crónica dele sobre o Crash do Cronenberg e até gostei.

Quando o lia a escrever sobre o Sporting, denotava que existia ali uma espécie de benfiquismo. Daquele Benfiquismo bairrista. Daquele benfiquismo que ainda acredita que o Cosme Damião foi também ele aliciado em 1907 a trocar por 25 réis e uma bicicleta de ferro o Benfica pelo Sporting. Daquele benfiquismo cujo ódio visceral ao Sporting é considerado um sentimento puro e viril. Gobern nunca me enganou. Nem mesmo quando Jardel marcava aos potes e João Pinto trocava o mau pelo bom vi Gobern a escrever uma única palavra, uma única linha que dissesse bem do Sporting.

Não há mal nenhum em festejar um golo do clube que se gosta. Se estivesse na mesma situação e se fosse um golaço do Ricky ao Benfica até era capaz de fazer o pino e depois dar uma cambalhota à rectaguarda. O problema dá-se quando o gesto que se faz está a ser visto por milhares de espectadores num canal pago em dupla contagem por todos os contribuíntes portugueses que ao mesmo tempo são assinantes de televisão por cabo. É uma chulice e o gesto deste Gobern deve-se considerar uma obscenidade para quem pretende ter um jornalismo isento.

Vai-te go(b)ernar para outro lado ó Gobern!

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Tão bem ensinadinhos que eles andam

foto: Jornal Record

Não viesse o exemplo de quem orienta a equipa…

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tachadas

Leio no Record que Gilberto Madaíl ganha enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Futebol 13580 euros por mês e Fernando Gomes, enquanto Presidente da Liga de Clubes 12180 euros.

Pago pelos contribuíntes nacionais, Gilberto Madaíl aufere mais que o primeiro-ministro e que o Presidente da República.

Percebem agora porque é que Madaíl ficou tantos anos no cargo e nunca quis largar o tacho?

Percebem agora porque é que Fernando Gomes quer ir para a Federação?

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Os 25 anos de Ferguson

Os 25 anos de Manchester desse grande senhor que é Sir. Alex Ferguson, pelas palavras do meu amigo João Picanço para a edição de hoje do Jornal Record.

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Apatia

Domingos Amaral parecia adivinhar, no seu artigo dominical no Jornal Record, a noite fria de Copenhaga.

Concordo na íntegra com o texto do colunista.

Em Copenhaga, perante um jogo de tudo ou nada para o futebol português, a nossa selecção voltou a dar-nos mais do mesmo: o apuramento será discutido in-extremis no playoff final. Perante a qualidade e a competitividade deste grupo e desta fase de qualificação (basta apenas dizer que selecções como a Estónia, a Arménia que eram selecções que há 10 anos atrás eram goleadas em todos os jogos, estiveram perto dos playoffs) foi uma sorte escapar à eliminação com resultados como os que a nossa selecção teve: um empate caseiro contra Chipre, uma derrota na Noruega e na Dinamarca.

Entramos em campo com vários jogadores a menos. Rolando não está em forma. Não está no clube, muito menos na selecção. Ricardo Carvalho faz falta. Pepe faz falta. Eliseu fez um excelente jogo contra a Islândia mas hoje viu-se que é jogador para jogos pequenos. Contra a Dinamarca, tremeu e de que maneira. Meireles ainda não atingiu o seu pico de forma. Nani e Ronaldo foram inconsequentes e individualistas. Carlos Martins foi nulo e em condições normais não tem lugar nesta selecção. Postiga foi inexistente. Escapou portanto a excelente exibição de Moutinho.

Apatia. É a palavra que me ocorre para classificar os 90 minutos da selecção em Copenhaga. Com a defesa a meter água por todos os cantos (ocorre-me um lance já com o 2-0 onde Eriksson dá um nó a Rolando em plena área) o meio-campo foi lento a fornecer bolas ao ataque e o ataque foi demasiado individualista e incipiente na criação de jogo.

2-1 é um resultado simpático demais para aquilo que fizemos em Copenhaga. Acordamos aos 78″ quando já era tarde. E mesmo a perder não fizemos muito mais para chegar ao empate.

Merecemos ir ao playoff. A jogar assim, como diz Domingos Amaral: “já é muito bom irmos ao Euro”.

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Dinheiro Fresco

Fica aqui o testemunho escrito de Ricardo Costa (professor universitário da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Jurista; antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) na edição de hoje do Jornal Record acerca das novas Sociedades Anónimas Desportivas do futebol português, entre as quais a do Beira-Mar e do Estoril Praia.

»Dinheiro Fresco 

A recente constituição da SAD do Beira-Mar pode ser um momento de viragem.

Em Agosto deste ano foi constituída a “Sport Clube Beira-Mar Futebol SAD”, a sociedade anónima desportiva (SAD) através da qual se passou a gerir o futebol profissional do Beira-Mar. O clube ficou titular de 15% das acções representativas do capital social. Como sócio esmagadoramente maioritário da SAD aveirense ficou uma sociedade estrangeira domiciliada no Dubai, que foi utilizada pelo iraniano Majid Pishyar para investir no futebol português: quase 85% do capital (e cerca de 850 000 euros!). A restante percentagem do “quase” ficou nas mãos de três dirigentes do Beira-Mar. Juntamente com a SAD do Estoril Praia (com investimento Brasileiro), estas duas sociedades desportivas distinguem-se por serem dominadas por sujeitos externos ou fora do controlo do “clube fundador, e, por isso, assumem-se como arquetipo completamente diferente do “modelo dominante” no futebol societário cá do burgo.

Esse “modelo dominante” caracteriza-se pela constituição e preservação de sociedades desportivas em que o clube tem o domínio, seja directamente, seja indirectamente através de uma ou outra sociedade em que o clube participa a 100% ou maioritariamente. É verdade que esta participação indirecta é admitida pela lei de 1997. Como também é verdade que é essa mesma lei que prevê um limite mínimo imprescindível e um limite máximo para a participação dos clubes no capital da SAD gerido por “personalização de equipa”: deve ter entre 15% e 40% das acções; logo, um sócio minoritário. É ainda verdade que, como contrapartida dessa posição não maioritária, a lei entrega ao clube “golden shares” que permitem vetar deliberações sobre acções vitais da SAD em assembleia geral e designar pelos menos um dos administradores ( com direito de veto sobre assuntos mais sensíveis). O certo é que, no meio destas verdades, os clubes fundadores foram e continuam a ser os sócios materialmente maioritários: entre o limite formal de 40% e a maioria ficou “plantada” aquela outra sociedade dominada pelo clube fundador. E todos sabemos que foi por essa via que se convenceram os associados do clube a autorizarem a constituição da “sua” SAD.

Há muito que sustento que os clubes não poderiam ter mais do que 40% do capital das SAD, contando para isso tanto as participações directas como indirectas. Entre outras razões, saliente-se que ter a maioria (ainda que de forma indirecta) e ter direitos especiais nas acções do clube é um contrassenso e faz perder o equilíbrio de forças que a lei teve em mente. E assim se desperdiçou ao longo destes anos a entrada de dinheiro fresco no futebol português, o mesmo dinheiro que tem ido ultimamente para Espanha e para França. Ninguém quer investir para não mandar.

Por esta razão, urge clarificar a disciplina legal e virá-la para o desporto global. Os associados do Beira-Mar perceberam a lei e acreditaram numa outra forma de enquadramento do futebol do seu clube, sem o qual nunca haverá SAD e na qual sempre o clube terá uma intervenção fulcral. Se correr bem, porventura terão feito muito mais pelo futebol português do que aquilo que pensaram no momento do voto…»

Anotamento meu:

Sei por amizades em comum que o Dr. Ricardo Costa tornou-se um verdadeiro saudosista do modelo da SAD do Beira-Mar. Por várias palestras e formações  não se coibiu de afirmar que a SAD do clube aveirense transformou-se a coqueluche das “gestões de sociedades anónimas em portugal”.

Pois bem. A constituição de uma SAD no Beira-Mar é um assunto que remonta em muito a quezílias no passado. Por várias vezes, os associados do clube rejeitaram a constituição de uma SAD. Algumas dessas rejeições surgiram em contextos pré-definidos de crise, em que os sócios que eram credores do clube, incentivaram à não-formação da SAD com medo que uma nova gestão no clube fincasse pé ao pagamento da dívida que na altura exigiam.

Majid Pishyar apareceu e todos os sócios do clube ficaram, num primeiro instante, maravilhados com a possibilidade do empresário iraniano poder (numa primeira fase) avançar com o pagamento do passivo que o clube acumular e libertar as penhoras judiciais que pendiam sobre o mesmo (o pavilhão, era sem dúvida um assunto a resolver a curto prazo pela 32 Group) avançar com capital para a construção da tal “cidade desportiva” que a Camara já projectou para a zona do estádio e (numa terceira fase a médio-prazo) trazer bons resultados desportivos para Aveiro numa esquema de gestão desportiva que passa pela qualificação para a europa e imagine-se, pela luta pela Liga dos Campeões e quem sabe pelo título nacional.

Se Pishyar entrou em glória em Aveiro, a sua figura já está a começar a desgastar-se entre os sócios cujo amor ao clube é mais arreigado. As confusões em relação à constituição da SAD e à libertação da penhora do pavilhão já causaram discussões e já obrigaram o próprio presidente do clube a vir pedir paz para a governação Pishyar. Os passes dos jogadores já voaram para as mãos do iraniano e o clube não irá ver um cêntimo com as suas vendas. Rui Sampaio foi o primeiro exemplo disso. Se Pishyar pretender vender, está praticamente à vontade. Mesmo com o direito de veto dos representantes do clube, irá sempre vencer a chantagem psicológica “se não me deixas mandar, vou-me embora”. Pishyar já executou esse choradinho em Génebra perante os dirigentes municipais locais.

Dirigentes que pertenciam aos quadros do clube foram passados para a SAD por indicação da direcção do mesmo, sem qualquer jeito. Arriscaria-me mesmo a dizer que um dos actuais directores da SAD cujo nome prefiro não mencionar publicamente para já, mas cuja índole negativa de sua personalidade e do seu trabalho enquanto director-executivo do clube é conhecido de muitos sócios Beiramaristas como um facto de alguém que não tem o mínimo respeito para com o clube e os seus associados. O referido senhor era director executivo do clube e agora é administrador-executivo da SAD, através de uma nomeação feita através do Sr. Pishyar e cuja ética se revela por estas bandas como escassa ou até ineficaz. A tal confiança dos asssociados foi beliscada com as nomeações do clube para a SAD. Mas isso são contas de outros rosários…

Um outro alerta do qual os sócios do Beira-Mar já se começaram a aperceber foi a típica pergunta “se o iraniano se for embora como fica o clube?” – Existe a célebre questão daquilo que aconteceu ao Alverca, ao Campomaiorense, ao Estrela da Amadora, ao Farense, ao Salgueiros, à Ovarense e mais recentemente à Boavista SAD com a fragmentação do clube em duas equipas. Perguntas como “se Majid Pishyar se for embora, poderemos correr o risco de entrar em falência?”, “quem detém os direitos desportivos do futebol profissional: clube ou SAD?”, “quem assume o investimento caso Pishyar queira abandonar o clube?” são as perguntas mais frequentes entre os sócios do clube. No entanto, não eram perguntas feitas na Assembleia-Geral que votou favoravelmente à constituição da SAD – tanto os dirigentes do clube como os associados apenas pensavam em dois factores: “dinheiro fresco a entrar no clube para sustentar as contas do presente e sucesso desportivo num plano futuro.

Espero portanto que tomando todas estas variáveis, o modelo perfeito não se esvaia com o passar do tempo.

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E Paulinho esteve tão perto

Depois do dia de descanso, a etapa 11 (com final em alto) prometia bastante. Os 167 km que ligavam Verin a Estación de Montaña Manzaneda prometiam mais uma vez a luta pela camisola vermelha, cuja pertença mudou no final da etapa entre ciclistas da Team Sky: Christophe Froome não aguentou a etapa e cedeu a camisola ao seu chefe-de-fila Braddley Wiggins.

A etapa em si foi protagonizada por uma fuga precoce de ciclistas mal-classificados na geral mas de enorme qualidade, onde um dos animadores chamou-se Sérgio Paulinho. O Português andou muito bem até que na súbida final parafraseando-o numa entrevista concedida ao Jornal Record acabou por “pagar o esforço”.

Como companheiros de fuga, Paulinho teve entre outros David Moncoutie, Luis León-Sanchez, Matteo Montaguti e Amets Txurruca. Como podereis ver nas imagens, foi o francês da Cofidis o vencedor da etapa, tendo deixado para trás toda a concorrência. Paulinho terminou na 5ª posição a quase 2 minutos.

Na luta dos homens da frente quem ganhou mais tempo para a geral foi Joaquin Rodriguez. Recuperado do desaire pessoal sofrido no contra-relógio, o espanhol da Katusha conseguiu ganhar 7 segundos a Wiggins, Cobo, Mollema, Kessiakoff, Nibali, Jurgen Van der Broeck e Haimar Zubeldia. Vantagem escassa a meu ver até para voltar ao top-10.

Janez Brajkovic continua a confirmar a época para esquecer. Ontem, perdeu 23 segundos para Rodriguez e 16 para o grupo do camisola vermelha. O esloveno arrisca-se a sair do top-10. Não foi o único a perder tempo. O Dinamarquês Jakob Fulsang perdeu 34 segundos para Rodriguez e 27 para o grupo Wiggins, terminando num grupo atrasado com o belga Maxime Monfort, Marzio Bruzeghin, Christopher Froome, Denis Menchov, Carlos Sastre, Michele Scarponi.

O Português Tiago Machado também baqueou nas suas intenções de assaltar o top-10 da prova, tendo perdido 1,05m para Rodriguez e 58 segundos para o grupo principal. O objectivo do top-10 estará muito mais difícil daqui em diante.

No entanto, a extrema competitividade da prova pode fazer com que tudo se altere a qualquer momento. Note-se a classificação geral até ao 14º que é Joaquin Rodriguez Oliver.

Classificação Geral após a 11ª etapa:

1º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 7s
3º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 11s
4º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 14s
5º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 19s
6º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 47s
7º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 1.06m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeok) a 1.27m
9º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 1.53m
10º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.00m
11º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 2.01m
12º Marzio Bruseghin (MovistarItália) a 2.22m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.42m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 2.56m
19º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 4.06m

Nas outras classificações:

– Joaquin Rodriguez Oliver reforçou a liderança nos pontos. Tem 81 pontos contra os 62 de Mollema e aumentou a vantagem em 6 pontos em virtude da sua classificação na etapa.

– Em virtude de ter entrado na fuga, o italiano da AG2R Matteo Montaguti marcou pontos para a montanha mas só lidera por 1 ponto. David Moncoutie tem 32 pontos contra os 33 do Italiano. Daniel Martin continua com 25 e Daniel Moreno com 20.

– Bauke Mollema continua a liderar na camisola do prémio combinado. Daniel Moreno é 2º e Joaquin Rodriguez 3º.

– Por equipas, a entrada de Paulinho na fuga e a sua classificação final permitiram à Radioshack voltar à liderança e gozar alguma vantagem para a Rabobank e Leopard-Trek. A diferença é de 2.08m para a equipa holandesa e de 2.23m para a equipa luxemburguesa.

A etapa de amanhã ligará Ponteareas a Pontevedra, sendo a etapa de descanso entre as montanhas galegas. Tem 2 contagens de 3ª categoria de fácil superação a meio da etapa e dois sprints especiais. Será uma etapa talhada para as fortes pontas finais de homens como Peter Sagan, Alessandro Petacchi, Luis León-Sanchez (caso decida entrar numa fuga) Pablo Lastras, Carlos Barredo, Sebastian Lang, Greg Van Avermaet, Tom Boonen, Stuart O´Grady ou Heinrich Haussler.

Por curiosidade só vi agora que alguns dos ciclistas que deram cartasforam desilusão do Tour deste ano estão na Vuelta, mas com um rendimento de descompressão. São os casos de Rein Taaramae da Cofidis (112º) Andreas Kloden (130º) e Kevin De Weert (138º). Deverá ser uma estratégia clara de treino em alta competição tendo em vista os mundiais de estrada da UCI.

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O segredo “laboratorial” do Milan

Reportagem Especial do Jornal Record da edição de hoje da edição impressa, que pela qualidade e pertinência da reportagem decidi publicar na íntegra.

Segredo de Laboratório

(Reportagem do Jornalista Hugo Neves em Milão)

“Campeão Italiano Trabalha sobre um programa que é reconhecido em todo o mundo. Record foi tentar descobrir o que é afinal a Milan Lab”

“”A reconquista do título italiano por parte do AC Milan fez renascer, em Itália e um pouco por todo o mundo, a curiosidade sobre um dos maiores segredos que envolve o treino dos futebolistas profissionais e a preparação física que deve ser feita ao longo de um ano desportivo. O conhecido Milan Lab, que nasceu em 1999, tem os seus segredos bem guardados embora o protocolo celebrado com a Nutrilite tenha desvendado um pouco o véu sobre que tipo de preparação devem os jogadores fazer para responder positivamente a uma das realidades inatacáveis: o constante aumento de jogos disputados durante uma só temporada.

Uma das realidades é que o Milan não faz exactamente os mesmos testes médicos a um futebolista do que os restantes clubes. Além dos triviais exames, também são efectuados testes genéticos a todos os futebolistas de forma a avaliar a condição bioquímica do jogador. Só por isso se percebe que, nos últimos anos, a maioria dos casos de longevidade dos futebolistas tenha tido lugar no AC Milan.

O acordo celebrado com a Nutrilite, empresa lider mundial  em suplementos vitamíncos e dietéticos, fez com que o laboratório desportivo mais conhecido no mundo ganhasse ainda mais fulgor e capacidade para poder preparar os jogadores e torná-los capazes de prolongar a carreira ao mais alto nível até uma idade que noutros clubes é quase impossível.

Os programas testados são desenvolvidos com base nos testes genéticos e sanguíneos e exames biodinâmicos, os quais são complementados com questionários nutricionais e detalhados além de uma avaliação aprofundada de modo de vida de cada atleta. Esta recolha de dados é feita quando um jogador chega ao Milan e depois o clube exige ter um controlo absoluto na alimentação do atleta, dentro e fora das instalações.

Este, se não for o ponto crucial do projecto do Milan Lab, será um dos mais importantes. A nutrição dos futebolistas é considerada essencial para que estes apresentem uma condição física perto da ideal mas este não é o único ponto. Os testes genéticos assumem uma importância elevada pois é através deles que são descobertos problemas que podem afectar a carreira do jogador no futuro e, que sem este tipo de testes, o clube fica entregue ao destino.

Formula 1

Os responsáveis do Milan Lab e da Nutrilite referiram-no muitas vezes e, de certa forma, é verdade: o futebolista é equiparado a um carro de Fórmula 1, sendo alvo de vários testes e constantes atenções tal como um automóvel de alta competição. Daí que todos os futebolistas que estão às ordens do treinador Massimiliano Allegri recebem semanalmente produtos da Nutrilite para tornarem segundo uma norma que lhes é dada de modo individual.

Cada jogador tem uma alimentação diferenciada até porque as necessidades de cada futebolista são totalmente diferentes. O protocolo com a Nutrilite já foi alvo de inquéritos por parte de empresas estrangeiras mas até ao momento nenhum clube do mundo tentou estabelecer a mesma parceria. A única equipa que a solicitou foi a olímpica da China e os contactos deverão avançar para outro patamar em breve. O laboratório vai revelar o segredo.

Evolução Bioquímica do futebolista do AC Milan

Teste ————- Interpretação ————- Efeito ———– Intervenção – por esta lógica sequencia, numa roda de ciclo vicioso caso todo o método de análise falhe ou não tenha as consequências previstas. 

Análise progressiva dos futebolistas durante a época

Um dos pormenores mais importantes definidos pela equipa de médicos do Milan LAB é a análise constante a que os jogadores são submetidos para que a nutrição de cada um seja reorientada de forma a que todos possam manter os índices físicos num patamar elevado. Segundo os técnicos, são quatro as fases da evolução bioquímica que cada futebolista revela durante um ano desportivo e o ciclo de avaliação é vicioso: passa pelo teste, interpretação do resultado, intervenção (definição dos nutrientes que o atleta deve tomar) e depois ver o efeito. De mês a mês o ciclo é cumprido para que no fim da época o índice se mantenha alto.

Centro de Estágio regista várias visitas diárias dos curiosos – Alvo de muita atenção

A popularidade do Milan LAB é medida através de solicitações que o clube Rossonero recebe e não são poucas pois o clube vê-se obrigado a adiar visitas em certas alturas do ano para que a equipa de futebol possa trabalhar longe dos olhares alheios.

Mensalmente, há uma média de 900 visitas tanto por jornalistas como por representantes de empresas que querem perceber a dinâmica de funcionamento de uma equipa supervisionada por cinco elementos fundamentais: Micheline Vargas e Valentina Kazlova, cientistas de nutrição da Nutrilite, Daniele Tognaccini, líder do projecto, Alberto Dolci, bioquímico e Francesco Avaldi, nutricionista. Este quinteto conta depois com mais de 50 colaboradores para efectuar os testes ao longo da temporada.

À porta do reconhecido centro de estágio, que se situa sensivelmente a 45 quilómetros da cidade de Milão, encontra-se uma equipa de dois jornalistas da Sky Itália 24 sobre 24 horas, para acompanhar o dia-a-dia do Milan e as novidades de um projecto que continua a dar que falar não só na Europa mas no Mundo inteiro.

Aly Cissokho tinha problemas nas vértebras

Aly Cissokho, defesa-esquerdo Francês que jogou no FC Porto meio ano, esteve muito perto de se transferir para o AC Milan no verão de 2009 mas falhou nos exames médicos e acabou depois, por rumar aos franceses do Lyon. Mas a curiosidade centra-se na razão apontada pelo Milan para que a transferência não se efectivasse: um alegado problema nos dentes que iria influenciar a condição física apresentada pelo jogador nas épocas seguintes. Contudo Record falou com um dos responsáveis do Milan Lab, mas precisamente com Alberto Dolci, o bioquímico do centro, que revelou outro problema do agora internacional Francês: “Lembro-me muito bem desse jogador até porque depois foi para o Lyon e nós contactámos o clube para avisá-lo de outro problema. Cissokho tinha também um ligeiro desvio de duas vértebras, as quais, segundo os estudos que fizemos não vão permitir que ele estenda a carreira por muitos anos” – referiu o técnico de bioquímica.

Considera ser grande vantagem – Zambrotta realça testes personalizados

Aos 34 anos, Zambrotta já passou por grandes clubes como Juventus e Barcelona. Actualmente no AC Milan, o italiano que se sagrou campeão do mundo em 2006, indica aquela que considera ser a grande vantagem dos futebolistas que tem o privilégio de trabalhar no Milan LAB: “O mais importante são os testes personalizados que vamos fazendo ao longo da temporada. Os departamentos médicos dos clubes profissionais já estão muito desenvolvidos mas aqui no Milan, os exames nutritivos que fazemos e a alimentação é mais rigorosa daí que os nossos índices físicos sejam mais resistentes.”

Nutrilite tem um plano bem delineado para cada caso

O trabalho desenvolvido agora em conjunto com a Nutrilite teve o seu primeiro passo no longínquo ano de 1988, com a primeira monitorização bioquímica dos jogadores do Milan. O protocolo do clube com a empresa líder mundial em suplementos vitamínicos e dietéticos nasceu apenas em 2008 mas antes disso a equipa responsável pelo Milan LAB já efectuava os testes científicos a cada jogador no sentido de perceber a sua evolução genética e que tipo de produtos necessita para poder apresentar-se ao mais alto nível físico durante vários anos. É por essa razão que muitos jogadores do Milan resistem muito além dos 33 anos e sempre em boas condições físicas.

O complexo bioquímico utilizado pela equipa de estudos rossoneri é composto por vitaminas, testes ao stress oxidativo pela alta competição e ingestão de suplementos alimentares para evitar, numa primeira fase, e eliminar, numa segunda fase todo o stress e, por fim, o tratamento de eventuais inflamações que possam surgir. Contudo esse tratamento só em último caso é efectuado com anti-inflamatórios e medicamentos pois o laboratório de pesquisa do Milan aposta sobretudo em produtos naturais para promover uma recuperação mais rápida e melhor para a saúde.

Exemplo Djokovic. Alguns dos produtos indicados pela Nutrilite têm um índice elevado de glúten e Daniele Tognaccini chamou á atenção para um caso específico do desporto que, a ser avaliado no Milan LAB teria sido detectado: “O tenista Djokovic é alérgico ao glúten, por isso, se fosse submetido aos nossos testes, esses teriam detectado, pelo que a dieta seria orientada de outra forma para que ele pudesse continuar a disfrutar dos produtos que não afectariam a sua saúde” – explicou o actual líder do projecto Milan LAB, perito em programação de treino.

Próximo passo é reduzir lesões

A inovação não tem limites para quem trabalha no Milan LAB. Depois de ter acesso aos dados genéticos de cada jogador e compreeender as necessidades de cada um, tendo em conta o esforço despendido nos treinos e jogos, a ideia de Michelline Vargas, cientista da Nutrilite, indica qual é o próximo passo a dar: “Será a utilização de tecnologia de micro-arranjo que nos vai ajudar a aprofundar a compreensão de como o treino e a nutrição afectam a expressão genética dos atletas. O nosso objectivo é explorar toda esta informação para ajudar cada jogador a treinar-se com maior eficiência, diminuir o tempo de recuperação e reduzir as lesões que sofre” – disse aquela especialista. Para os responsáveis do Milan LAB não há barreiras inultrapassáveis e o próximo passo é possível até porque os resultados demonstrados este ano pelos jogadores do Milan mostram que o tempo de recuperação do esforço efectuado diminuiu em relação às épocas anteriores. A ciência ao serviço do gigante italiano.

Factos e números

– Em 1988 tinha início a primeira monotorização bioquímica dos jogadores do Milan, tendo os primeiros atletaos sido submetidos na temporada de 198889.

– Em 1999 foi criado o Milan LAB, processo de treino ainda a dar os primeiros passos mas que ganharia notoriedade nos anos seguintes devido ao elevado número de jogadores que prolongaram a carreira por perceberem que o programa que seguiam lhes permitia tal feito: foram os casos entre outros de Maldini, Favalli, Costacurta, Valerio Fiore e Inzaghi.

– Controlo absoluto da alimentação é a condição exigida pelo clube tanto dentro das instalações como fora, tendo com isso um registo completo dos dados de cada futebolista dos seus quadros.

– Ibrahimovic e Cassano, dois casos de jogadores que provocaram um estudo aprofundado do Milan LAB: enquanto o internacional sueco chegou ao Milan “em excelentes condições físicas”, o avançado italiano “estava bem mas não no topo” tendo alterado “radicalmente” a sua alimentação assim que começou a seguir o plano delineado pelo Milan LAB.

– Conquista da Serie A 20102011 é considerada uma das grandes vitórias dos últimos tempos do Milan LAB pela forma como os jogadores se apresentaram no campeonato e pelos resultados físicos demonstrados ao longo de toda a temporada.

– 2013 é o ano alvo para que este projecto dê o próximo passo, aquele que ajudará a compreender a forma como o treino e a nutrição alteram a expressão genética dos atletas.

Um projecto com pés e cabeça – sumário e opinião do jornalista Hugo Neves

Já tinha ouvido falar, tal como certamente o leitor, do Milan LAB mas, sinceramente, percebi que só estando no local é que se percebe realmente de forma (exigente e superprofissional) é que o AC Milan prepara os seus jogadores para a mais alta das competitividades e sobretudo a longo prazo. A descoberta feita (mas escamoteada) da lesão de Aly Cissokho e os seus testes científicos que permitem, depois, minimizar cada vez mais o tempo de recuperação dos esforços dos jogadores foram os aspectos que me saltaram mais à vista e aqueles que tornam o Milan um clube mais capaz de responder às exigências do futuro. O facto de ter contado com tantos jogadores a prolongar a carreira para além dos 30 anos e a demonstrarem uma condição física própria de outros futebolistas que estão no auge de carreira tinha de ter um segredo. Mas não é nada por aí além. É só, um projecto com pés e cabeça.””

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Algumas considerações sobre Serge Ibaka

Ler aqui.

O jogador de basquetebol dos Oklahoma City Thunders Serge Ibaka nasceu na República Democrática do Congo. Foi para Espanha em 2007 onde permaneceu dois anos. Saltou para a NBA. Quis mudar de nacionalidade para Espanhola para representar a selecção de nuestros-hermanos. E está pré-convocado para um Eurobasket sem sequer ter passaporte espanhol.

Faz-me lembrar os casos de Ben Gordon e Luol Deng. Passaportes britânicos à pressão passados a um (que nasceu na Jamaica) e outro (do Sudão) para actuar pela Grã-Bretanha na qualificatória para os jogos olímpicos.

Passaportes à pressão no basket é o que parece estar na moda. Em Portugal, existem trâmites legais para a naturalização de atletas de alta competição. No basquetebol, tal aconteceu com Betinho Gomes, Carlos Andrade, Matt Nover ou Herman Alston. Como tal, vemos Pepes, Decos, Liedsons a esperar vários anos para obterem nacionalidade portuguesa. Em Espanha e França, meia dúzia de meses chegam para que o processo fique completo.

A FIBA (Federação Internacional de Basquetebol) não autorizava sequer numa competição internacional a utilização de dois naturalizados por selecção (No Eurobasket de 2009 Carlos Andrade ficou de fora por Betinho Gomesactualmente já autoriza) mas autoriza que as federações nacionais em conjunto com as entidades governamentais mudem a regra do jogo quanto a uma naturalização às três pancadas de um atleta que nada tem de espanhol a não ser o facto de ter representado equipas espanholas durante 2 temporadas.

No mínimo injusto não?

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Faleceu Artur Agostinho

Faleceu hoje Artur Agostinho. Um dos melhores comunicadores que este país alguma vez teve.

Aos 90 anos, Artur Agostinho foi um dos pioneiros da Rádio em Portugal. Iniciado na antiga Emissora Nacional (actual Rádio Renascença) Artur Agostinho destacou-se pelos apaixonados relatos de futebol com que brindou gerações atrás de gerações. Sportinguista de corpo e alma, Artur Agostinho sempre conseguiu manter uma enorme postura de imparcialidades atrás dos microfones.

Engane-se quem porventura pensa que o legado de Artur Agostinho se cinge à rádio. O Comunicador, participou-se em filmes como “O Leão da Estrela” (1946) “Capas Negras” (1947) “Cantiga da Rua” (1950) e “Perfeito Coração” (2009) para além de inúmeras novelas transmitidas nos canais generalistas lusos. Ao nível do jornalismo, dirigiu o Jornal Record entre 1963 e 1974 e o Jornal Sporting. Foi também proprietário da Sonarte, uma agência de publicidade.

Ao nível literário, escreveu “Portugal sem Português” em 1977 e “Bela, riquíssima e além disso …viúva” em 2009.

O Presidente da República haveria de agraciar Artur Agostinho no passado dia 28 de Dezembro de 2010 com a Comenda da Ordem de Sant´Iago e Espada.

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Beira-Mar 0-0 Vitória de Setúbal

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/Kv6wSezE1YMEY4G8vwyT/mov/1

O Beira-Mar encerrou a jornada com um desolador empate a 0 bolas contra o Vitória de Setúbal.

A minha primeira nota vai obviamente para o número de espectadores: estariam 200 pessoas dentro do Estádio? Mesmo com a promoção de 2 bilhetes pelo preço de 1 para casais, a transmissão na Sporttv, a chuva e o frio afastaram os adeptos do estádio.

Os que estiveram presentes no EMA viram (na minha opinião) um dos mais interessantes jogos do Beira-Mar esta época. No entanto, este empate é amargo, muito por culpa das inúmeras falhas de finalização que os jogadores do Beira proporcionaram. Foram 30 os remates que o Beira fez esta noite sem que conseguisse marcar um golo válido.

Contra o Vitória, o Beira-Mar fez 90″ onde evidenciou uma tremenda circulação de bola (sempre a procurar que os extremos desiquilibrassem) mas não concretizou. Para além das duas bolas que o Beira mandou à barra e do golo anulado (tenho dúvidas), havia sempre uma perna de um defensor do Setúbal a evitar que a bola entrasse e um guarda-redes (Diego) que teve uma exibição inspirada em Aveiro.

Na equipa do Beira, destaque para a exibição colectiva. Na defesa, Yohan Tavares está lentamente a entrosar-se com Hugo e com a ajuda certinha dos laterais resolveram a pouca iniciativa atacante que o Setúbal teve durante a partida. No meio campo, Djamal enche por completo as medidas e tanto Rui Sampaio como Artur  fizeram  exibições bastante agradáveis.

Nas alas, os irrequietos Élio e Leandro Tatu tentaram sempre a linha para servir Ronny nas melhores condições. Tatu a par de Djamal foram para mim os melhores homens em campo. Ronny teve uma exibição bastante esforçada lá na frente mas continuou a pecar bastante no capítulo da finalização.

No entanto, já há alguns jogos continuo a reparar numa pecha que Leonardo Jardim terá que solucionar. Na esquerda do Beira-Mar, os adversários continuam sempre a colocar dois jogadores contra o defesa-esquerdo da turma Aveirense. Nos últimos jogos, o extremo do lado esquerdo não costuma cobrir o lateral quando este está em missão ofensiva, o que cria bastantes complicações ora para André Marques ora para Renan. Assim sendo, creio que a melhor possibilidade que o mister poderia usar era colocar uma dupla na esquerda composta por André Marques (melhor a defender) e Renan à frente (melhor a atacarcentros para a área).

Quanto ao árbitro da partida, o Portuense Rui Costa, dou-lhe o benefício da dúvida em alguns lances excepto em dois.

Na 1ª parte existem duas situações em que a bola vai ao braço de jogadores do Vitória de Setúbal. Se na 1ª (um lance de canto) a mão na bola é casual, no 2º lance (após centro de Artur) a intenção do central vitoriano Ricardo Silva é de cortar o lance com o braço.

Na 2ª parte, o golo anulado causa-me bastantes dúvidas. Leandro Tatu parece ligeiramente adiantado na altura do toque de Élio mas o lance é difícil de ajuizar visto que Élio perdeu o controlo do esférico e Tatu vindo da direita tocou “uma bola perdida” para o lado.

No lance de Élio na área, é claro que o jogador Aveirense falhou na bola e tentou a simulação.

Todavia, existe uma grande penalidade claríssima por assinalar, resultante de uma falta nítida de Miguelito sobre Leandro Tatu.

No final da partida, Leonardo Jardim era obviamente um treinador insatisfeito com o resultado da sua equipa:
” O resultado não espelha o que se passou em campo, sobretudo pela primeira parte muito boa que realizámos, mas sublinho a nossa ineficácia ofensiva. Sinto que foram dois pontos perdidos, pelo volume de jogo, as situações que criámos e, sobretudo, pelo desequilíbrio conseguido na primeira parte.

A segunda parte foi mais equilibrada por o Beira-Mar ter tido problemas nas laterais, o que nos condicionou em termos de substituição. O Vitória de Setúbal, com a sua qualidade técnica, conseguiu baixar o nível de jogo e pagámos a fatura da excelente primeira parte que fizemos.

Quero frisar a ideia de que não estamos satisfeitos com os 25 pontos alcançados e que mantemos os nossos objectivos individuais e cole tivos.”

Com este empate, o Beira-Mar somou 25 pontos mas caiu uma posição na tabela. Ainda não foi hoje que a equipa garantiu a “manutenção virtual”. Digo “manutenção virtual” visto que o Leixões (15º na época passada) somou 26 pontos. No entanto e como a linha de água este ano está nivelada por baixo ao nível pontual (Portimonense com 10 e Naval com 13) o Beira-Mar está descansado na 10ª posição com mais 12 pontos.

Mesmo assim, estamos a 4 pontos do 4º classificado que é o Guimarães e a 8 do 3º que é o Sporting.

Na próxima jornada, o Beira-Mar tem uma difícil deslocação à Madeira para defrontar o Marítimo. Na 1ª volta em Aveiro, Beira e Marítimo empataram a 1 bola num jogo em que o Beira foi prejudicado com um golo mal anulado ao central Hugo já em período de descontos.

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Beira-Mar vs Vitória de Setúbal

Segunda-Feira às 20 e 15 todos os Estádio Municipal de Aveiro para apoiar o nosso Beira-Mar.

O Beira-Mar (9º da Liga) com 24 pontos recebe o Vitória de Setúbal (13º com 17 pontos) com os olhos na manutenção. Se o Beira-Mar vencer, perfaz 27 pontos e garante “virtualmente” a manutenção na Liga Zon Sagres.

Na 1ª volta, o Beira empatou em Setúbal a 0 bolas num jogo em que a equipa podia ter sido mais feliz…

Para cativos a entrada é grátis, para sócios o bilhete custa 3 euros (necessária a quota 1) e para o público em geral os bilhetes custam a partir de 10 euros. Como amanhã é dia dos namorados, todos aqueles que quiserem levar a sua namoradaesposa ao estádio tem a vantagem do 2º bilhete ser grátis.

Quanto à equipa profissional de futebol, o médio atacante Alex Maranhão rescindiu com o Beira-Mar. Emprestado no início da época pelo Juazeiro por duas épocas, o jogador rescindiu com o clube tendo assinado posteriormente com o Grémio Prudente da 2ª Divisão Brasileira. No entanto, o Beira-Mar salvaguardou uma cláusula que lhe permite receber uma percentagem caso o jogador seja transferido.

Para substituir Alex Maranhão, a direcção já tinha contratado o Ganês Yartey.

Ao Alex, desejo-lhe todas as felicidades na sua nova aventura e agradeço todo o esforço demonstrado enquanto jogador do Beira-Mar.

Outra grande questão que tem sido realçada pela Comunicação Social é a situação de Djamal. Notícias recentes afirmam que a direcção do Beira-Mar propôs a renovação ao jogador (termina contrato no final da época) que de pronto recusou negociar uma renovação contratual.

O Jornal Record afirmou na edição de ontem que o jogador é muito cobiçado pelo Lorient da 1ª Liga Francesa, que já destacou olheiros para observar o jogador.

Já o treinador Leonardo Jardim afirma que ainda não lhe foi proposta a renovação do contrato. Ao Record, Leonardo Jardim deu um toque à futura direcção do clube: “Ainda não me convidaram e não me faço de convidado”

Ao que o Entre o Nada e o Infinito sabe, o treinador já foi sondado por clubes como o Braga e como o Nacional para a próxima época. Todavia, também sabemos que a futura direcção (as eleições são a 19 de Fevereiro) quer ser eleita para poder apresentar uma proposta para o futebol profissional e para o futebol jovem que sirva para convencer Leonardo Jardim a renovar com o clube para as próximas 3 temporadas.

Ao que sabemos, António Regala tem a ambição de apresentar propostas que sirvam para engrossar o património do clube, apostando principalmente no futebol jovem. Estaremos perante uma proposta de construção de uma Academia de Futebol?

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Académica 3-3 Beira-Mar


Resumidamente, faço a minha observação sob o desenrolar deste Académica 3-3 Beira-Mar por tópicos:

Em primeiro lugar, faço do relato do jogo o relato que o Pedro Alcaide e o Zé Ribeiro nos deixaram no Beira-Mar 1922 e no Bancada Norte. Eu próprio não conseguiria exprimir tão bem aquilo que se passou dentro das 4 linhas.

Aproveito também para publicamente deixar o recado à futura direcção do Beira-Mar para a próxima época: contra a Académica, bilhetes a 1 euro para o pessoal de Coimbra com entrada barrada a todos aqueles que não se apresentem com uma camisola do Beira-Mar. Se vamos brincar no preço dos bilhetes, vamos brincar a sério desta vez.

Em segundo lugar, quero perguntar quem é a Mancha Negra? É alguma seita? É que a única mancha negra que conheço é a do petróleo que foi derramado no Golfo do México há uns meses atrás pela Exxon Mobil. Em Coimbra não há nenhuma mancha negra. Se existe, não se viram, não se ouviram…

Em terceiro lugar, quero agradecer publicamente ao Artur Cruz (presidente dos Auri-Negros), ao Nuno Quintaneiro Martins, a todos os Ultras e a todo o público que povoou aquele pedaço de bancada do Topo Sul e que não se calou durante 90 minutos. O esforço deles para que esta verdadeira Invasão fosse um sucesso foi inegável, altruísta e de um amor tremendo pelo clube.

Em quarto lugar, quero agradecer aos jogadores e equipa técnica por mais 90 minutos à beira-mar. A raça, a crença na vitória, o espírito de luta,  parece nunca acabar neste grupo, que a bom da verdade não merece o 8º lugar mas sim o 3º da Liga. Honram Aveiro, honram-nos a nós em todos os campos onde vão jogar esta época.

Em quinto lugar, gostaria de abrir o dicionário para vos dar o significado do apelido do árbitro: Gralha.

Segundo o dicionário de língua portuguesa que disponho aqui em casa, gralha significa “um passáro negro muito ruidoso um texto cheio de erros ortográficos ou no calão, o ataque a alguém que comete muitos erros deliberadamente”

Penso que está tudo explicado em relação ao Gralha (André), árbitro desta partida.

Talvez, os pais do referido senhor deveriam ter o apelido Graça, visto que o filho fez com que pela obra e graça do Sr. a Académica empatasse esta partida.

Aos fiscais de linha de André Gralha, só lhes posso recomendar uma ida ao Dr. Louceiro (atende nos HUC, em Águeda e em Aveiro)  para fazer um check-up rigoroso à visão pois não compreendo como é que em dois lances iguais conseguiram assinalar um golo e anular outro. Talvez o facto de ser o 4-3 (sim porque no final considero que o Beira ganhou 5-3) e de ser aos 89″ deverá ter influenciado a sua decisão.

Já agora, caso necessitem de óculos, vão ao presidente arguido apresentar a factura, visto que quem paga o jantar é sempre o aniversariante.

Em sexto lugar, tenho a referir como o futebol faz com que apareça gente burra na blogosfera. A tendência clubística exacerbada de alguns senhores que andam sempre ali pelos lados do Estádio Municipal de Coimbra torna-os acéfalos e impede-os de ver a bola com uma ponta de brio e verdade desportiva. O Administrador do Académica Sempre e um tal de Rui Rodrigues que comentou aqui no Record Online são o exemplo de pessoas cujas palas na cabeça os impedem de ver o futebol como ele é para além do Bairro Norton de Matos.

Em sétimo lugar e por último, como sou uma pessoa que preza o fairplay no futebol, lamento o acidente que aconteceu ao JP líder da tal mancha negra que hoje caiu ao festejar o golo da Briosa e partiu o cotovelo, desejando-lhe rápidas melhoras.

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