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Queria o quê?

Para um gajo condenado a 11 anos e meio de prisão que anda foragido há 4 anos da Justiça Portuguesa.

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pois claro que não

Gaspar deluxe na Comissão de Finanças e Orçamento, take 451

Pois claro que não. Este governo actua em Outsorcing. A própria subida dos escalões de IRS e IRC, impostos, no caso ontem por mim citado, que necessitaram de uma revisão dos seus códigos, foi promulgada pelo Presidente da República violando um dos principais princípios da Constituição da República Portugal.

Logo, pergunta-se para que é que se há de rever a Constituição quando o órgão legislador atropela-a deliberadamente a pedido do órgão executivo e quem tem o poder de fiscalizar a constitucionalidade da lei está a dormir e promulga essa mesma lei?

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a tal ética social na austeridade

 

Depois existem os exemplos vindos do nosso Serviço Nacional de Saúde.

Sim, é real. Alguém que seja vítima de assalto ou roubo com recurso à violência física, agredido ou até espancado de forma brutal e necessite de cuidados médicos depois do crime, terá que desembolsar todos os cuidados prestados porque o SNS não comparticipa os mesmos.

Seria este o verdadeiro sentido do conceito inserido pelo primeiro-ministro em pleno Parlamento em Outubro de 2011?

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vamos cá esclarecer umas coisitas

dados revelam que se fez “história” na economia portuguesa: pelo primeiro ano em 16 (se não estou em erro), a nossa balança comercial (dizem) é favorável. 315 milhões de superavit no período considerado na peça da rádio renascença, segundo os dados apresentados pela AICEP.

1. falsa ilusão: não são as exportações que estão a crescer desmesuradamente, são as importações que estão a decrescer. porquê? a perda de poder de compra dos portugueses. crescem porque o mercado interno já não satisfaz a oferta das empresas.

2. crescimento de 6,9% nas exportações em relação ao período considerado no ano anterior. justificação? simples. as exportações estão a crescer em virtude dos acordos comerciais que foram feitos no mandato de José Sócrates. Quais são os mercados? simples. Venezuela, Líbia, África do Sul, Angola, Moçambique, Brasil, Argentina, ou seja, tudo países, onde Sócrates conseguiu mercados para produtos portugueses. Imputar a este governo este tipo de vitórias é do ponto de vista prático errado.

3. falsa ilusão, parte 2: uma balança comercial favorável, apesar de ser um indicador económico interessante e positivo, no nosso caso, não revela as contas do país. continuamos a ter uma balança de pagamentos desfavorável, em virtude dos elevados juos que o país está a pagar aos credores internacionais e, precisamente à troika. Os 315 milhões de euros obtidos não chegam sequer para pagar os juros anuais que estamos a pagar ao Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, que, como se sabe, são de 34,4 mil milhões de euros (quase metade do resgate financeiro a que fomos submetidos). Bastará portanto fazer as contas aos 5% que teremos que pagar ao Fundo Monetário Internacional, calculando as 5 tranches que já nos foram atribuídas e a verba pertencente ao Fundo dentro dessas tranches(por exemplo) mais o spread diferencial, Dá qualquer coisa como 750 milhões de euros de juros por ano a 45 anos.

outros dados revelam-se assustadores: a política de Gaspar a dar frutos. 4,9% de queda na receita fiscal. Apesar do corte na despesa de 14,5%, o aumento de 22,9% com ajudas sociais mostram que a política de empobrecimento do país não só está a reduzir o poder de compra como está a tirar dinheiro ao estado por via de impostos indirectos, como ainda está a levar o estado a aumentar os seus encargos com situações de desemprego, que, tenderão a aumentar visto que a perda de poder de compra só trará mais ruína ao tecido económico português. Medidas ruinosas que se tendem a aliar com os valores dos novos escalões tributários deste país.

a espiral negativa. a armadilha do consumo. em tempos de recessão, a súbida de preços dos produtos, aliada à perda de rendimentos para consumo por parte das famílias levará a uma racionalização do consumo. perde o consumidor (que fica claramente insatisfeito visto que não consegue prover todas as suas necessidades), perde o empresário (não escoa stocks e como tal terá que rever as planificações da sua empresa e cotá-las novamente em baixa; o que levará ao desemprego, favorecido pelo novo código laboral), perde o trabalhador (despedido e catapultado para um subsídio de desemprego mais baixo que o salário que auferia) e perde o estado, pela diminuição de receitas e pelo aumento de prestações sociais.

mas

Gaspar e Mota Soares ainda querem atacar mais.

se seguir em frente, esta é a proposta que irá colocar meio portugal nas ruas para derrubar o governo. menos 42 euros para quem já faz das tripas coração para sobreviver. seria uma medida excelente caso os 150 mil beneficiários desta medida tivessem emprego. mas não tem. e mais uma vez, a estratégia de empobrecimento do país trará consequências ruinosas.

para finalizar e indo de encontro ao meu pensamento, é bonito ver as últimas estatísticas da Comissão Europeia sobre o desemprego jovem e os custos que esse mesmo desemprego incidem sobre o Estado Português.

não me venham com isto dizer que este governo peca por estar, com estas políticas, a agradar às pretensões dos seus parceiros europeus e dos mercacados, menosprezando ou tendo dificuldades de comunicação com o povo português. o povo português é imberbe mas não é estúpido. sente na pele a falta de dinheiro nos bolsos, a falta de comida na mesa e a falta de dinheiro para satisfazer as necessidades básicas.

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cartoonadas

(clique para ampliar)

in Jornal Público.

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leio no público e benzo-me

“Draghi afirmou que o país terá de acelerar as reformas estruturais com que se comprometeu”

“O processo de ajustamento está a ter lugar mais depressa do que o esperado, a economia está a reequilibrar-se de uma base puramente de consumo privado para uma economia mais orientada para as exportações” – palavras do dito cujo.

Pergunta: Mas quais reformas?

Resposta: Calma aí sr. draghi. Lá porque os mercados decidiram acreditar um dia em si, não é sinal que acreditem sempre. Uma coisa é acreditarem que uma medida central poderá efectivamente por fim à especulação dos mercados sobre a dívida de um país. Outra é tentar vender a banha da cobra aos mesmos investidores, numa lógica de “comprem comprem que isto não é assim tão mau” quando de facto o que estão a comprar é mau porque o país em causa está a entrar por uma rua de sentido único: a ruína.

Dizer que a economia portuguesa se está a reequilibrar, quando de facto está a contrair, dizer que a economia portuguesa se está a reequilibrar quando estamos a passar por uma enorme crise de falências em todos os sectores e ainda utilizar a premissa que se está a reequilibrar graças à passagem de um consumo privado (quando todos os dados estatísticos europeus e nacionais indicam uma perda de preocupar no dito e quando é notório que a economia de um país precisa de se levantar através de um aumento do consumo privado interno) para uma economia de exportações quando de facto os nossos sectores produtivos não tem capacidade ou vontade sequer de alimentar o consumo interno que tinham há alguns anos atrás e não tem capacidade de aumentar a sua produção para exportar, é digno de alguém que não anda sequer a ler os relatórios que a sua instituição tem feito sobre o caso português.

 

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Provavelmente não tem máquinas de calcular

Aquele blockbuster clássico de Bretton Woods.

O que é que se segue a seguir?

A perda do credo do fundamentalismo de livre mercado?

A autorização de mais negócios danosos no sector bancário?

A aceitação do fracasso nas políticas instauradas nos países periféricos?

Uma nova mea-culpa no processo argentino?

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desculpe?

“O consenso social acabou. Foi substituído por um braço-de-ferro. Um braço-de-ferro entre o primeiro-ministro e o país.” – Miguel Gaspar, ao Jornal Público.

Desculpe? O menino é autista? Não é assim desde o primeiro dia de mandato? Mas qual consenso social? Aquele consenso em que 2 partidos políticos se recusaram a pisar São Bento para escutar a troika? Aquele consenso que levou 2 partidos a não negociar sequer o Memorando de Entendimento? Aquele consenso que levou o sindicato mais representativo deste país a abandonar várias vezes as reuniões da Concertação Social? Aquele consenso que tem levado milhares de pessoas para a rua em protesto? Aquele consenso encapotado que já está a dividir a coligação e que já está a criar anticorpos entre os entes do partido do governo? Qual consenso?

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quando…

os míticos exames na FEUC das cadeiras da professora Carmen Amado Mendes (Introdução à Diplomacia\Negociação Internacional\Geopolítica e Geoestratégia II) obrigavam os carolas que não iam às aulas e que não faziam avaliação contínua por trabalhos (como eu!!) a fazer um ensaio de 4 ou 6 páginas (com consulta) durante as duas horas de exame a duas ou três perguntas de enunciado, com rigor e com a necessidade de inserir no dito passagens ou excertos que fossem pertinentes de autores acerca dos temas avaliados.

os carolitas (como eu!!) lá tinham de ler a extensa bibliografia e levá-la para os exames em questão.

a própria FEUC pune com mão de ferro no seu regulamento de faculdade todos aqueles que venham a praticar o plágio.

O reputado jornalista\cientista social Fred Zakaria, o único que conseguiu entrar no gabinete de Obama para o entrevistar para a Time (edição de Janeiro deste ano) não aprendeu a deontologia do jornalismo. Merecia ser reprovado, o diabo!

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