Tag Archives: Jornal Público

atenção que isto já não é inédito

Obviamente que sou contra.

Aliás, não sou só contra como isto é uma fraude gigantesca.

Adulterar com mais 1 décima, 1 centésima ou o valor uma avaliação só porque se termina o curso no tempo previsto é uma estupidez. Terminar o curso no tempo previsto não deve ser visto à luz das benesses, é uma obrigação de qualquer estudante. É uma obrigação perante o estado e perante a sua família\quem provem sustento. Eu assumo que não terminei o curso no tempo previsto. E com isso já dei despesa extra ao estado português. É certo que um dia também irei ser tributado para que as próximas gerações possam estudar e para pagar os extra a alguns. Não os vou censurar se eu próprio fui o exemplo disso. Além do mais não é justo censurar quem termina o curso para além dos anos previstos para o mesmo. O que interessa mesmo é todos acabem.

No entanto, esta medida não é inédita. Quando a Declaração de Bolonha entrou em vigor no nosso sistema de ensino superior, os alunos que ficaram na transição tiveram uma bonificação na média. Os alunos que estavam no último ano chegaram a ter a bonificação de 1 valor, os alunos que estavam a começar os seus cursos tiveram uma bonificação de 0,25. No entanto, essas bonificação não roçaram na altura o limite do razoável porque estavamos numa época de transição (essa transição deu-se nos moldes previstos pela Declaração?). Estas roçam o limite do razoável. E eu percebo porque é que estão a ser anunciadas agora: a A3E´s já recebeu ordens para ver se fecha mais umas dezenas de cursos em várias instituições do país no final do ano. Há realidades que precisam de ser mascaradas, ainda para mais nestes politécnicos. Mascara-se a falta de qualidade de ensino nestas instituições. Passa-se um lusto sobre a mediocridade com o aumento das médias dos alunos. Justifica-se o possível fecho de cursos com um aumento de média da malta. E não me venham dizer que estas medidas visam premiar a competência. A competência do aluno adquire-se na vida profissional quando for capaz de aplicar na prática os conhecimentos e skills que aprendeu durante o curso. Conheço uma Licenciatura que me é familiar que poderá encerrar no final do ano lectivo. Pelo menos, existe um rumor de que está a ser sujeita a avaliação. Espero bem que feche, visto que é uma Licenciatura cheia de esqueletos no armário e cheia de casos de polícia. E mais não digo…

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engraçado :)

A Pensão Português Inn em Braga.

 

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diferentes concepções

Há quem alimente a “caridade”.

Há que se alimente da “caridade”

Há que tenha reticências na “caridade”.

Há quem ache que ser tributado é alimentar a “caridade”.

p.s: na questão do proprietário do BES, algo me fazia crer que alguém com responsabilidades dentro dos poderes do estado iria dizer que a alegada evasão fiscal não existiu. neste país não se pode melindrar quem sustém regimes. e Salgado é uma dessas pessoas.

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A falta de vergonha no seu expoente máximo

O CDS\PP aprovou no seu seio a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara do Marco de Canavezes.

Só me ocorrem 3 brevíssimas notas em jeito de comentário.

1. A falta de vergonha no seu expoente máximo.

2. Portas já está a tentar criar o seu caminho à margem do governo (já percebeu que o PSD vai cair tão baixo depois desta legislatura que o CDS\PP pode levar por tabela) e esta manobra com Avelino Ferreira Torres é apenas uma das várias manobras que o partido fará nas autárquicas para poder lavar a sua cara e controlar os locais onde a sua popularidade é mais alta. Falo dos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Viana do Castelo.

3. O significado de dois termos da língua portuguesa:

3.1 Impunidade: s.f falta de castigo devido, estado de impunidade, tolerância de crimes ou desaforos, estado do que não é punido, dificuldade de exercício da justiça.

3.2 Populismo: adj. 2 g. s. 2 g. Diz-se pessoa amiga do povo. Estilo de governo onde um homem procura tornar-se um líder carismática aos olhos dos seus cidadão. Mobiliza massas e usa a máquina pública para se perpetuar no poder pela concessão de benefícios às classes baixas e médias, podendo efectivamente tais concessões não passarem de pura demagogia.

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meanwhile

Os invasores de Bretton Woods ainda não conseguiram perceber que o aumento da carga fiscal e da retenção à fonte por parte dos trabalhadores da classe média estão a arruinar por completo o consumo, a criação de emprego e consequentemente a economia do país.

Os Invasores de Bretton Woods ainda não conseguiram perceber que a diminuição de deduções fiscal em sede de IRS irá tirar ainda mais rendimento a quem já não o tem.

Os Invasores de Bretton Woods continuam a insistir que tudo deve ser taxado, inclusive o subsídio de maternidade. Só não são capazes de propor uma taxa sobre as transacções financeiras e sobre as mais valias de quem não quer investir no nosso país. Só não são capazes de instigar a uma averiguação do que se passou no BPP, no BPN e daquilo que se está a passar no BCP, no BPI e no Banif.

Chegamos a um grau asfixiante de incerteza. As pessoas não tem dinheiro.

Diariamente assistimos a uma panóplia de casos chocantes: a crianças são negadas refeições por dívidas dos país ao agrupamento escolar ou à segurança social. Nas Caldas da Raínha, um casal vive dentro de uma carrinha antiga porque não tem onde trabalhar. O ditado diz: “em cada esquina, um amigo” – a realidade de Lisboa diz: “em cada esquina, um mendigo ou um sem-abrigo” – em coimbra, na baixa, existem mais de 50 pessoas nessa situação (vi-as eu no outro dia a dormir ali prós lados do Arnado e da democratica). Chegámos a uma realidade triste onde as pessoas olham para as montras desupermercado e não tem capacidade para prover os bens básicos de que necessitam.

Imaginemos então se o IVA do cabaz básico sobe de escalão. Aquele que vai comprar 2 litros de leite, compra apenas 1. Aquele que comprava 10 pães, compra apenas 5. Aquele que comprava 2kg de carne compra apenas 1. Efeito ciclíco: o produtor de leite que vendia 100000 litros por mês passa a vender metade e dos 10 empregados que tem dispensa 5 e esses 5 terão que receber ajuda do estado. O padeiro que vendia 200000 pães por dia, passa a vender 100o00 e dos 20 empregados que tinha, dispensa 10 e esses 10 passam a depender do estado. O produtor de carne que vendia 10000 kg por mês passa a vender 5000 e dos 50 empregados que tinha, dispensa 25 e esses 25 passam a receber apoio do estado. A cadeia de supermercados que vendia todos estes produtos, como passa a vender menos (e a receber menos comissões pelos produtos que vende) também terá que reduzir o número de trabalhadores e estes passam a dependem da ajuda do Estado. Se o objectivo do estado é diminuir a despesa, não é só a receita que chega por metade por via do consumo como é o extra que sai pela via das ajudas sociais (enquanto as houver). Decidi escrever a última frase a vermelho para que toda a gente saiba que esta é a visãodo falhanço do Consenso de Washington, ou seja, o neoliberalismo falhou, fracassou, morreu.

Fico incrédulo quando leio que estas medidas são fruto da necessidade que o país tem em promover o investimento? Mas qual investimento? Com um mercado interno completamente estagnado, arruinado, quem é que vai investir no quer que seja para fracassa por falta de compradores? Digam-me qual é o investidor que tem neste momento condições para arcar com o risco do seu negócio fracassar pela abismal queda do consumo interno português?

O investimento (ou a falta dele) remete-me a outros factores que me encaminham ao busílis da questão: ainda ninguém percebeu as inconstitucuionalidades promovidas pelo último orçamento de estado? Será que ninguém percebe de leis neste país ao ponto de não se perceber que é as férias pagas são um direito constitucional adquirido, inamovível e inultrapassável? Será que neste país ninguém percebe de leis ao ponto de deixar passar uma medida que cobra impostos de forma retroactiva? Será que os agentes do FMI não percebem que o direito à maternidade (paga) é um direito constitucional e como tal impassível de ser retirado total ou parcialmente?

Chegámos a uma realidade onde milhares de famílias não sabem o que lhes espera o dia de amanhã ou sabem que o dia de amanhã poderá trazer miséria e fome. Chegámos a uma realidade onde a insatisfação leva à frustração, a frustração à criminalidade, a frustração à insegurança, a frustração à fome e qualquer dia a fome rebentará numa onda de violência sem precedentes neste país.
Cada vez acredito que este país terá o destino (sufragado democraticamente) que merece. Este povo está a ter a paga que merece por ter eleito esta corja de bandidos. Se eu fosse membro do governo teria medo. Está a criar um povo que já não tem nada a perder. Eu sei que são situações diferentes, promovidas por contextos histórico-sociais diferentes mas não tejo qualquer pejo em afirmar que a revolução francesa começou pela falta de pão. E um povo que já não tem nada a perder, com fome, pode tornar-se violento.

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Para a próxima não vai um, vão 1000

publico 3

Como se não basta, o PM ainda fez figura de coitadinho (mais um discurso arquitectonicamente bem construído) onde afirmou que 2012 foi o pior ano desde 1974. Não mede as palavras. Pior, não mede as consequências futuras que estão nítidas para 2013. Quando chegarmos a Abril veremos o estado ruinoso do país e dos portugueses.

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pela porta do cavalo

os chineses aproveitam-se da confusão teórica destes neoliberais da tanga e sabem perfeitamente que o sector em questão jamais será liberalizado. por isso, toca a investir no que jamais deveria ser privatizado para pagar contas atrasadas do estado, perdão, do sócrates. juro que tento perceber a cartilha neoliberal em Portugal mas confesso que tenho dificuldades: privatiza-se o indevido, não se liberalizam os monopólios. cartilha neoliberal decente será aquela que aplicar a receita da liberalização para que haja concorrência. no entanto, sabendo que a cartilha friedminiana também prevê que neoliberal que se preze, tenderá a baixar os impostos face à posição redutora do estado na economia, está tudo, a bom ver, desregulado. não só nos mercados como nas cabeças pensantes dos ministérios das finanças e da economia.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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queres ser presidente mas não te perdoamos o facto de não teres acabado a carreira no sporting

Figo admite. 

mas rui costa, quando o milan já não o queria porque sabia que as sucessivas lesões que tinha já não o deixavam render o esperado, não teve dúvidas e assinou pelo benfica. mal ou bem, voltou à casa mãe e cumpriu dois anos de contrato. despediu-se em pompa perante milhares de adeptos que sempre desejaram que o maestro voltasse a jogar na luz.

figo sempre admitiu que não estava nos seus planos voltar a alvalade. podia tê-lo feito quando o Real o dispensou. preferiu aumentar a fortuna no Inter.

e rui costa, encostado por Vieira na SAD do Benfica, continua a fazer aquilo que lhe dá mais prazer que é trabalhar\ajudar para o clube.

figo por sua vez saiu por meia dúzia de trocos para o Barcelona em 1995. rui costa por 1 milhão para a fiorentina. a diferença? figo é um indíviduo que só vê cifrões à frente. a carreira dele assim o provou. em 1995 saiu para Nou Camp por míseros tostões (comparando a sua transferência posterior do Barça para o Real em 2000) porque não quis renovar (era uma renovação fictícia para o clube o poder vender por uma verba superior) contrato com o sporting. rui costa renovou com o benfica e saiu pelo preço justo da altura. rui costa aguentou o máximo que pode na fiorentina e apenas saiu porque o clube estava inundado de dívidas e precisava urgentemente de o vender. em 2001, quando rui costa saiu para o milan, assinou uma renovação (fícticia, pois toda a gente sabia que teria que ser vendido) para a fiorentina poder receber 20 milhões de euros em vez de nada.

aposto em como a maioria dos sportinguistas não querem figo como presidente do clube. e eu sou um deles. atenção ao facto de sempre ter afirmado que Luis Figo era o meu ídolo de infância. e aposto também como 100% dos benfiquistas votavam em rui costa em alternativa a vieira.

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