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algumas notas sobre o Sporting

1. Franky Vercauteren prepara-se para mais uma fase atribulada da vida do clube. O Belga já disse que em Janeiro as coisas vão mudar de forma drástica, podendo dar-se aquilo que ultimamente se tem chamado “revolução dos b´s”. O que poderá vir, como já defendi neste blog no post que escrevi a seguir ao Sporting vs Benfica é a ascenção de muitos jovens da equipa b para a equipa principal já em Janeiro para a construção do futuro do clube. Como tal, a ascenção dos miúdos, cumprindo uma estratégia que passa claramente pela aposta na formação do futuro (existe outra opção neste momento para o clube face a situação pantanosa das suas finanças?) poderá levar a que o clube tenha que fazer e bem uma purga dentro do balneário. Para já, Betinho, Dier e Esgaio já estão dentro do plantel da equipa principal. Da equipa B poderão juntar-se João Mário, Filipe Chaby, Bruma, Gael Etock e Diego Rubio. E que tal também fazer regressar os emprestados Wilson Eduardo e Nuno Reis. Continuo a dizer que face aos problemas actuais que o Sporting tem em várias frentes, a estratégia passa por sermos um clube de formação, com um treinador ambicioso e motivado para trabalhar com a prata da casa, sem objectivos e como tal sem pressão de vitórias. Gasta-se o que se tem e os miúdos, bem formados na Academia, correm por um bom contrato com o clube. Em vez dos colossais 40 milhões de orçamento, orça-se a época em 10.

2. Sinceramente quanto a esta questão sou franco: se eu pudesse mandar no sporting, fazia uma razia por completo naquele balneário. Existem muitos salários chorudos e inúteis naquele plantel que devem ser eliminados para bem das finanças actuais do clube (já sabemos que não iremos novamente à Liga dos campeões para o ano e tomara até que nos qualifiquemos para a Liga Europa) e jogadores cujos passes ainda podem dar algum equilíbrio ao clube (outros nem tanto, por causa da brilhante ideia do Gordinho dos fundos de investimento). Pensemos então pela óptica da folha salarial. Por mim iam: Boulahrouz, Xandão, Pereirinha, Adrien, Pranjic, Elias, Gelson, Jeffren e Ricky. Fosse pelo preço que fosse. Outros a meu ver estão na corda bamba: Carrillo tem potencial para render muito mais, Insua está uma sombra daquilo que foi na época passada, Schaars e Capel idem.

3. Ultimamente tem-se especulado sobre as saídas de Elias para o Flamengo e Ricky para a Fiorentina. O primeiro está mortinho para ir para o Brasil ganhar o que ganha em Portugal. Elias prometeu muito e pouco se viu dele neste último ano e meio. Era o primeiro a zarpar. Ricky por 10 milhões para a Fiorentina. Má notícia para um clube do quanto gosto. Seria uma óptima venda para o Sporting não fosse o facto de Ricky ter 70% do seu passe tomado por um fundo de investimento.

4. Noutro prisma há o dossier Izmailov. Vercauteren abriu a caixinha de pandora e diz que não conta com o russo porque não o vê treinar. É portanto difícil para um treinador a aquecer o poleiro convocar alguém que não vê treinar. É certo que Izmailov está praticamente acabado para o futebol. A sua lesão no joelho obriga-o, em alto rendimento, a ir à sala de operações uma vez por ano. Arranjem-lhe uma solução por favor desde que essa solução não seja a saída por trocos para um rival.

5. É precisamente sobre o dossier Izmailov que gira um rumor de que o Sporting e o Porto estarão a negociar a transferência do russo. O Jornal Record fala de uma troca de jogadores: o internacional russo por Miguel Lopes e Kléber. Não sei se é fogo de vista para intranquilizar ainda mais as hordes do clube, ou se, à semelhança do que o Porto fez com Moutinho, é mais uma jogada do clube do norte que visa dar um tiro letal nesta paupérrima direcção de Godinho Lopes. Acredito nos 2 cenários. No entanto, a confirmar-se como verdade, o Sporting está a negociar um activo com o rival em troca de amendoins, de jogadores medíocres que não entram nas contas do rival e não são precisos em Alvalade. As notícias também afirmam que Jorge Nuno Pinto da Costa deverá ter dito não quanto a Kléber, o célebre jogador ao qual o Sporting (quando jogava no Marítimo) fez melhor proposta que o FC Porto, mas, como se sabe, depois do problema levantado e de sucessivos aliciamentos ao jogador, o Atlético Mineiro (detentor de 52% do passe do jogador) já tinha o arranjinho feito com o Porto. Pior que isso, a confirmar-se, é o Porto gozar novamente na cara desta direcção ao rejeitar a inserção de Kléber no negócio.

6. Dá pano para mangas. Esta direcção do Sporting parece ter memória curta. Não se lembram dos casos Adriano, Paulo Assunção, Ruben Micael, Kléber e João Moutinho. Os primeiros três foram desviados de Alvalade em virtude do conluio que existia entre as direcções do Porto-Nacional e Porto-Atlético Mineiro. A história do 4º dispensa apresentações e por conseguinte comentários. É certo que no nosso futebol, vender directamente a um rival ainda permanece assunto tabu, tendo em conta aquilo que se passa em Inglaterra ou Itália, onde os grandes trocam jogadores como se de cromos se tratassem. Neste caso específico, a confirmar-se a veracidade das negociações, não me importo nadinha que o russo rume ao Dragão se o Porto pagar a sua cláusula de rescisão. É assim que a credibilidade de um clube se repõe. Queres o jogador, pagas o jogador.

7. Sobre as finanças do clube. Outra notícia nos desportivos dá o sinal de alarme há muito esperado em Alvalade. O nosso maior credor financeiro, o BES, prepara-se para tomar conta do clube para reaver aquilo a que tem direito. Espero que sim, pode ser que alguém que não perceba nada de futebol consiga por o clube na linha já que o Gordinho e seus pares, não percebem nada de futebol e estão a enterrar cada vez mais as finanças do clube. 12,5 milhões é a verba, segundo a imprensa, que o Sporting necessita para continuar com o controlo maioritário da sua SAD. Os investidores-salvadores prometidos por Gordinho da Russia, India, China, Qatar e Bahrein não apareceram para o resgatar. Como se algum dia alguém quisesse investir o quer que fosse num clube como o Sporting.

8.  Eixo Godinho-Barroso. O ardiloso que entregou a cabeça de Duque por um lugar na federação e o médico que deveria ser proíbido de falar sobre o Sporting pois sempre que fala só diz merda. O primeiro é pior charlatão do Sporting desde a presidência de João Rocha. O segundo apela a que ninguém dê informações do clube quando ele, e os seus pares da Assembleia Geral são os primeiros a dar essas informações e a criar instabilidade no mesmo. E não existe ninguém que trave as suas verborreias mentais naquele programazeco de segunda. No entanto, não consigo perceber a lógica de quem um dia esteve com o Gordinho e no outro já quer que o Gordinho se ponha na alheta. Agora que as coisas correm mal zangam-se as comadres?

9. Jesualdo Ferreira para manager (manager?) do clube. Sem comentários. Provavelmente lá na Grécia os pagamentos já não chegavam a tempo e horas. Também desconfio que não cheguem a tempo e horas no Sporting. Manager? Ao estilo Inglês ou ao estilo Gordinho Style? Não percebo as funções, não percebo a escolha e assalariados sem fazer nada dentro e fora da estrutura do Sporting já há muitos (Sá Pinto\Domingos\Freitas)

10. Perante isto, mais um empate na Madeira. Mais do mesmo. Mais dos suspeitos do costume, os centrais. Mais um pouco daquela falta de ambição a que eles nos habituaram nesta época. E Vercauteren diz: “os jogadores precisam de férias” – já regressaram delas?

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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achega do dia

comecem a investigar o negócio da transferência do Hulk para o Zenit. Não pelo facto do dinheiro do Zenit vir da Gazprom (empresa estatal russa do sector petrolífero) mas pelos valores pagos pelo clube russo ao porto e pelos valores declarados pelo Porto à CMVM. O porto fala numa transferência cifrada em 60 milhões de euros, sendo que 85% do valor da transferência ia para o cofre dos dragões.

O empresário do jogador fala em venda de 100% do passe, 85% por parte do FCP, tendo os dragões recebido cerca de 40 milhões pela transferência e os detentores dos restantes 15% cerca de 20 milhões. Gostava portanto que alguém me explicasse como é que uma transferência de 60 milhões numa variável 85%\15% rende 40 milhões para o clube e 20 milhões para um minoria que fazendo percentagem só poderia receber algo como 9 milhões de euros? Sim, o meu caro leitor está certo: existiram mais pessoas a receber do negócio em comissões. Quem? os detentores dos 15% do passe, o empresário, um banco possivelmente (como mediador do negócio) e… está claro, dirigentes da própria SAD portista como é apanágio de cada jogador que é vendido pelo clube. Basta só olhar ao valor que foi pago em comissões pelas transferências de Danilo e Alex Sandro do Santos para o Porto (cerca de 5 milhões de euros) e o valor que os administradores do Porto receberam em prémios relativos à temporada 2010\2011 (4 milhões de euros). Até no negócio da transferência de Mangala, 1,5 milhões foram para comissões relativas à transferência. Até nas despesas com representação, limpeza e outros serviços, o Porto declarou gastos de 13,7 milhões de euros. Toda a gente sabe que a Câmara de Gaia, por exemplo, recebeu e recebe uma batelada de dinheiro através da Fundação Porto-Gaia para a construção e manutenção do centro de estágios do Olival, imóvel ao qual cobra uma renda simbólica de 500 euros mensais ao FC Porto. Sim, 500 euros mensais! De onde é que vem portanto os gastos que ascendem aos 13,7 milhões de euros?

Para baralhar mais as contas, o Zenit veio afirmar que só pagou 40 milhões pelo brasileiro. Mas o valor comunicado pelo Porto à CMVM foi efectivamente de 60 milhões.

A lei é bem expressa neste tipo de situações. A falta do dever de informação da SAD portista à CMVM sobre a realização do negócio – “deve ser completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita” – origina uma multa ao regulador que pode ir dos 25 mil euros aos 5 milhões de euros. Relembro por exemplo que o Sporting foi multado em cerca de 25 mil euros por não ter comunicado à CMVM em Maio de 2011 que estava a negociar Domingos Paciência. E que o Benfica foi multado em 2009 em 40 mil euros por ter comunicado à CMVM que estava a negociar Ramires com capitais próprios quando o jogador não foi adquirido com capitais totalmente próprios dos encarnados mas em colaboração com um fundo de investimento.

Não basta portanto que para se descobrirem estes podres da indústria do futebol se opte apenas pela realização de auditorias às contas dos clubes por intermédio de empresas por si contratadas. É necessário que a tutela da pasta das finanças comece a pensar seriamente em vasculhar estes meandros, até porque a indecência dos capitais que andam a circular no mundo do futebol poderiam começar a sofrer uma taxa por parte do estado português. Aqui está uma boa maneira do estado ganhar receitas. Anda muita mas muita boa gente a enriquecer-se com este tipo de especulação no mercado, inclusive o presidente do Futebol Clube do Porto. Está portanto na hora de começar a por um travão nisto.

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o meu sétimo olho não me engana

O Benfica deu uma resposta cabal em Stamford Bridge e voltou a merecer muito mais que a derrota e a consequente eliminação.

Já na primeira mão tinha escrito que os encarnados tiveram uma atitude mais positiva perante o jogo. Não escassearam oportunidades de golo. Escasseou apenas a eficácia. Eficácia que o Chelsea teve na meia-dúzia de oportunidades de golo que teve ao longo da eliminatória.

Vou ser sincero: preferia ver este Benfica a jogar contra o Barcelona nas meias-finais do que este Chelsea. Este Benfica tem um futebol de ataque bonito e objectivado para o sucesso. Ao invés, este Chelsea é provavelmente o Chelsea mais nojento dos últimos anos. Se com Villas-Boas a tónica era a clara irregularidade de resultados, com DiMatteo o futebol do Chelsea tornou-se mais regular mas, ao mesmo tempo, mais feio, mais cínico, mais jogado de acordo com a cartilha italiana.

A expulsão de Maxi Pereira é injusta. Nem à luz do liberal futebol britânico haveria razão para um Howard Webb expulsar o Uruguaio. A entrada do lateral-direito do Benfica seria como se diz na gíria futebolística um “amarelo alaranjado”. O penalti de Javi aceita-se.

Pela primeira vez concordo com as palavras de JJ num flash-interview: o Benfica foi claramente roubado. Cá e lá.

Já Vieira culpa Platini e avisa que o francês verá novamente o Benfica em noites europeias. Casa onde não se sente só pode ser constituída por má gente, invertendo o jus do ditado. No entanto, o arrastar de culpas para arbitragem é algo que começa a ser forçado por parte do presidente do Benfica. Só faltou a Vieira dizer que Platini agiu a mando de Pinto da Costa quando todos sabemos o ódio de estimação que o francês tem pelo presidente portista.

Já Javi Garcia também teve um comentário pateta. Compreende-se perfeitamente a frustração do atleta. Agora, deve-se considerar patetice a ideia que só uma equipa é que esteve em campo para ganhar. Para isso, o Chelsea nem sequer se apresentava em campo e escusava o Benfica de ir gastar dinheiro a Londres.

Sou a favor da justiça no futebol.

Já que ladrão que rouba ladrão ao menos que o Chelsea vingue esta na próxima ronda.

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Incrível Costa!

Jorge Nuno Pinto da Costa levou ao Ministério Público a acusação que a imprensa estipulou a dirigentes portistas de terem mantido nas últimas semanas alegados contactos com Domingos Paciência.

Segundo palavras do próprio: “Não costumo comentar notícias que não são credíveis, mas faço-o porque foi posto em causa o bom nome e o profissionalismo de Domingos. Espero bem que ele mantenha o processo judicial contra a referida agência. E apelava até ao Ministério Público, sempre tão solícito em coisas de futebol, que tentasse averiguar, porque nós podemos dar um contributo importante para mostrar de onde e de quem partiu essa invenção. Estou disponível para esclarecer como foi cozinhada essa notícia”

Esperemos então que o Ministério ouça tão rico depoímento. Se há alguém que percebe e está dentro dos meandros de todos os cozinhados no futebol português e da distribuição de fruta de comer e de dormir, essa pessoa é o próprio Jorge Nuno Pinto da Costa. Com um bocadito de sorte, Pintinho ainda vai dizer ao procurador que foi o Orelhas que semeou a notícia. Seria típico. Ou então foi a carolina salgado…

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