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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #33

1. Jogos de quinta-feira:

Antes do All-Star Game, as equipas que protagonizaram a competição do ano passado enfrentaram-se. Os Heat venceram por 110-100 em Oklahoma com mais um brilhante jogo de Lebron James (39 pontos, 12 ressaltos e 7 assistências; 14 em 24 em lançamento de campo e 4 em 8 triplos). Perante uma equipa da casa desinspiradíssima na primeira parte (a meio do 2º período chegaram a estar a perder por 19 de diferença) pode-se dizer que esperava um jogo mais renhido. Chris Bosh marcou 20 pontos e ganhou 12 ressaltos, ganhando por completo a luta com Ibaka e Perkins (juntos não fizeram mais do que 14 pontos e 11 ressaltos). Do lado de Oklahoma, exibição monumental de Kevin Durant com 40 pontos e 8 ressaltos (12-14 em lançamentos de campo) e uma exibição agridoce de Russell Westbrook com 26 pontos, maior parte deles obtidos no 2º tempo. No 4º período, os Thunder ainda ameaçaram a liderança dos Heat (estiveram por várias vezes a perder por 8) mas na ponta final a equipa de Miami não tremeu.

spoelstra

erik spoelstra – i am a coach?

Realce ainda para os 13 pontos vindos do banco por parte de Ray Allen e para a parca contribuição vinda do banco de Oklahoma (apenas 16 pontos, sendo que 9 vieram de Kevin Martin). O antigo jogador de Houston continua a fazer exibições muito medíocres e a provar que Oklahoma ficou a perder com a troca de James Harden para a equipa texana.

Com um jogo interior diminuído pelas ausências de Pau Gasol e Jordan Hill, os Lakers receberam mais um cabaz desta feita contra os rivais da cidade de LA. Quando se esperava que o mote do jogo fosse uma “batalha em LA”, em analogia ao fantástico álbum dos Rage Against the Machine de Zac De La Rocha e Tom Morello, a vitória acabou por cair facilmente para a equipa comandada por Vinny Del Negro.

Parcial de 15-0 a abrir com Blake Griffin completamente onfire. O poste conseguiu 18 dos 22 pontos no 1º período, fruto de 9 lançamentos de campo em 10 tentativas no período inicial. Os Lakers conseguíram reequilibrar a partida a meio do 2º período, fruto da boa prestação do seu banco de suplentes. Antawn Jamison entrou a meio do primeiro período e até ao intervalo iria conseguir 15 pontos (terminou com 17). A titular na equipa de Del Negro O “velho” Billups iria terminar a partida com 21 pontos. Para os Lakers foi quase impossível parar a eficácia de lançamento dos Clippers: 46 em 89 em lançamentos de campo (51%) e 16 em 30 de 3pts. O 5 inicial dos Clippers (Billups, Paul, Griffin, Butler e DeAndre Jordan) iria terminar a partida com 91 dos 125 pontos obtidos pela equipa. Chris Paul também esteve endiabrado com 24 pontos e 13 assistências.

Do lado dos Lakers, Dwight Howard fez 18 pontos e 8 ressaltos, mas revelou algumas lacunas a defender e a atacar, provando que não está bem fisicamente. Kobe fez 20 pontos e 11 ressaltos, não tendo feito muitos lançamentos durante a partida (apenas 13; Kobe faz em média 25 lançamentos por jogo).

A coisa continua muito feia para os Lakers. Estando com um gap de 5\6 jogos em relação a Houston e Utah, Mike D´Antoni terá que repensar muito bem a estratégia da equipa para o que resta desta fase regular. Faltando 28 jogos para o término da fase regular, os Lakers (25-29 de score) necessitarão de ir buscar pelo menos 22 se quiserem estar nos playoffs. E tal número poderá não chegar caso os Houston Rockets e Utah Jazz vencerem partidas directas contra a equipa de LA.

Para terminar a fase regular, a equipa de LA terá que jogar (entre outros jogos) contra Denver (fora) Oklahoma (fora) Chicago (em casa) Atlanta (fora) Indiana (fora) Golden State Warriors (fora e casa) Memphis (casa) LA Clippers, Portland (fora e casa) San Antonio (casa) e Houston (casa).

2. As 5 melhores jogadas da noite dos dois jogos realizados:

3.

Duas notícias que marcaram o dia de sexta feira.

Dwight Howard tem sido alvo de rumores todos os dias. Como termina contrato com os Lakers no final da temporada e aproxima-se o prazo previsto pela liga para as trocas entre equipas, muito se tem especulado sobre o futuro de Howard. Aliás, o poste dos Lakers anda nesta vida há praticamente 2 anos. Apesar do jogador ter dito hoje na chegada a Houston (onde se está a disputar o All-Star Game) que os Lakers não estão a pensar trocá-lo no mês de Fevereiro, a imprensa Norte-Americana tem especulado a possibilidade de Dallas avançar para a contratação do jogador, assim como a de Boston, trocando o lesionado Rondo por Howard. A meu ver Dallas tem possibilidade de adquirir o jogador no próximo verão enquanto free-agent. Ao admitir que em Dallas toda a gente é trocável excepto Dirk Nowtizky, o proprietário Mark Cuban praticamente admitiu que quer Howard mas só no Verão para juntar o jogo do poste de LA ao jogo do Alemão. A ideia de Boston é trocar já os jogadores. Rondo iria acabar a recuperação da grave lesão que sofreu no joelho em LA e Howard iria melhorar e muito o fraco jogo interior de Boston. Não sei se os Lakers irão querer que isso aconteça, ainda para mais quando tem os playoffs em risco e Rondo só irá voltar à competição no 2º quarto da próxima época.

Outro que tem andado nas bocas do mundo: Derrick Rose. O base de Chicago poderá voltar no início de Março à competição. Rose afirmou recentemente que não tenciona falhar toda a temporada e afastou os rumores que afirmavam que os primeiros jogos no regresso à competição poderiam dar-se através do afiliado dos Bulls (Iowa) na D- League. Esse cenário está portanto fora de equação: Rose voltará em breve. Tom Thibodeau também afirmou recentemente que não há pressa no regresso do base, estando a contar com ele quando não houver qualquer risco de quebra na recuperação.

Greivis Vasquez

Bleacher Report: Under the radar (Greivis Vasquez – New Orleans Hornets) – É indiscutivelmente um dos bases que mais gosto de ver jogar na liga. Dan Favale escreve sobre o base Venezuelano para o Online.

Já tinha escrito sobre Vasquez aqui.

amanhã escrevo sobre o All-Star Weekend que começou hoje em Houston.

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NBA 2012\2013 #9

1. Jogos da noite:

Dois fantásticos jogos de dois jogadores da casa (David Lee e Stephen Curry) não chegaram para anular um grande jogo do 5 habitual de Memphis. Stephen Curry fez 24 pontos (4-8 da linha de 3 pontos) e David Lee fez 14 pontos\10 ressaltos. Recorde-se que o antigo jogador dos Knicks tem sido especulado para uma possível troca da equipa com sede em Oakland (Califórnia) com Boston e com Dallas.

Do lado de Memphis, o 5 base composto por Mike Conley Jr, Tony Allen, Marc Gasol, Zach Randolph e Rudy Gay fizeram 75 dos 94 pontos da equipa, com especial incidência para os números de Randolph (19 pontos\12 ressaltos). Foi a 3ª ou 4ª vez que vi esta equipa de Memphis jogar. Ponto mais frágil para mim é a falta de soluções de banco. Ponto mais forte é o seu base. Mike Conley Jr dá muita estabilidade ao jogo ofensivo da equipa. Daí as subidas de rendimento de Rudy Gay e Zach Randolph.

Os Lakers estão mais longe dos playoffs. Depois de parciais onde perdiam por 12\15 pontos quase conseguiram a revancha no fim do jogo. Foram aniquilados pela inspiração de Tony Parker (24 pontos\6 assistências), pela garra de Tiago Splitter (14 pontos\14 ressaltos) na luta das tabelas contra um pobre jogo interior de Los Angeles constituído pelo rookie Robert Sacre na ausência de Dwight Howard e Jordan Hill e pelo trio mortífero que saiu do banco de Greg Popocyvh (Gary Neal com 12 pontos, Stephen Jackson com 14 pontos e Manu Ginobili com 19). Deste trio saiu grande percentagem da concretização de 3 pontos da equipa: os Spurs lançaram por 25 vezes fora do garrafão e concretizaram 12 desses triplos, o último deles vencedor por intermédio de Manu Ginobili.

Na ausência da linha interior da equipa (Howard, Hill e Gasol não alinharam; a vida de Mike D´Antoni em LA está cada vez mais complicada) Earl Clark fez máximo de carreira (22 pontos\13 ressaltos) e provou que pode ser uma alternativa muito válida para a equipa. Kobe assumiu o último lançamento como lhe competia e falhou. Mesmo assim voltou a carregar a equipa às costas na 2ª parte e fez 27 pontos. Metta World Peace (eu continuo a preferir chamar-lhe Ron Artest) também fez um jogo soberbo com 23 pontos, 8 ressaltos e 7 roubos-de-bola.

Steve Nash

Ainda nos Lakers é de referir que Steve Nash tornou-se esta semana o 5º jogador a ultrapassar as 10 mil assistências de carreira.

Kobe Bryant

Por isso é que nos jogos as coisas não saem bem…

3. Noutro assunto completamente à parte, Rajon Rondo juntou-se a Carmelo Anthony na lista dos castigados desta semana, depois da Liga ter examinado um encostão que o base dos Celtics deu a um árbitro no passado dia 6 no jogo de Boston em Atlanta. É a 3ª vez que o base dos Celtics é castigado esta época.

4. A venda dos Sacramento Kings: criou-se um movimento na cidade chamado Here To Stay que pede ao Director Comissário da Liga David Stern que alargue o prazo da venda da equipa para que um residente ou um grupo de residentes de Sacramento possa cobrir ou aumentar a oferta feita por Chris Hansen e Steve Ballman, dando a hipótese de Seattle entrar na competição por via de um novo franchising.

5. As 10 + do dia de ontem:

6. O nº1 de draft mais azarado da história da competição (Greg Oden) ainda não desistiu de um regresso à competição. Oden tem sido fustigado desde os primeiros dias na liga com uma lesão no joelho que o tornou inapto para a modalidade em 2009. Pelo que se fala poderá voltar agora à Liga e já tem pretendentes (Miami Heat).

Evans

7. Rumores de transferência.

Não sei qual é a estratégia a longo prazo de Memphis, não sei se estas eventuais investidas de Memphis são verdade e não sei qual é o cenário financeiro da equipa. Quer-me parecer que não seja uma equipa que viva muitas dificuldades financeiras visto que não gasta nem de perto nem de longe o tecto máximo permitido pela liga e só terá renovações de contrato dos seus atletas mais importantes em Novembro do próximo ano. Poderá portanto ser uma notícia que vise criar mais instabilidade ou motivação nas hostes de Sacramento. Sinceramente não estou a ver Memphis trocar Gay por Evans e não estou a ver um all-star como Rudy Gay a querer jogar num franchising que não tem qualquer tipo de ambição e ainda não sabe onde vai actuar no próximo ano. Também não acredito que Denver esteja interessada em levar Evans – a dupla Lawson e Galinari está a dar frutos.

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Bulls vencem Miami Heat

Sem Derrick Rose em campo (novamente lesionado) os Bulls bateram os Heat em casa num excelente ensaio para a previsão de final de conferência na conferência Este.

Um grande teste às capacidades de reacção do colectivo perante a ausência do seu melhor jogador. Um teste que foi superado com distinção.

Os Bulls lideraram praticamente toda a partida. Chegaram inclusive a ter uma vantagem solidificada na casa dos 15 pontos no 2º e 3º período.

Os Heat de Erik Spoelstra voltaram a confirmar que muitas (e boas) individualidades não fazem uma equipa. James continuo a monopolizar o jogo para si e incrivelmente (não é um dos mais brilhantes lançadores de lance livre da liga) apareceu em Chicago a cobrar faltas técnicas. Desta feita, James lançou muito e com relativa eficácia (14 em 25 de campo; 2 triplos em 3 tentativas). Fez 35 pontos. Já Dwayne Wade também foi bastante eficaz. O base, para além de 7 ressaltos conseguiu incríveis 36 pontos (16 em 26 em lançamentos de campo; 1 triplo em 3 tentativas). No entanto, os dois jogadores per se não foram suficientes para derrotar Chicago e foram sinónimo de uma equipa sem colectivo: 71 dos 102 pontos de Miami. Chris Bosh teve um jogo para esquecer. Foi bem tapado pelos postes de Chicago (fizeram um melhor jogo ofensivo do que defensivo). Bosh lançou muito mas com pouca eficácia (apenas 3 em 15) conseguindo 12 pontos. Juntos, James, Wade e Bosh fizeram 83 dos 102 pontos da equipa orientada por Erik Spoelstra.

Do lado de Chicago, o colectivo voltou a assumir preponderância perante a ausência de D-Rose e perante o alheamento ao jogo que teve por exemplo Luol Deng. O Sudanês com passaporte Britânico fez apenas 11 pontos, 9 dos quais resultantes de lançamentos de triplo. Na questão dos triplos, a equipa de Tom Thibodeau esteve extraordinariamente eficaz: 10 triplos em 19 tentativas. 3 de Deng, 3 de John Lucas (mais uma grande exibição deste jogador que usualmente só entra em campo quando um dos bases de Chicago não alinha; 24 pontos; 9 em 12 em lançamentos de campo) e 2 de Kyle Korver.

Carlos Boozer esteve bem defensivamente mas ofensivamente foi uma nulidade. Apenas 2 pontos para o power forward num jogo em que só lançou por 4 ocasiões. Joakim Noah com 14 pontos e 6 ressaltos esteve ao seu nível. Fez 6 incríveis abafos durante a partida, 4 dos quais a Bosh. Ronnie Brewer continuou a consolidar a sua posição no 5 inicial perante a ausência de Ric Hamilton: 12 pontos para o base num jogo em que mais uma vez não teve medo de assumir lançamentos difíceis em tempos de ataque difíceis.

Do banco de Chicago é de salutar a participação activa dos seus elementos. Ao contrário do banco de Miami (19 pontos para 6 atletas utilizados) os toiros que saltaram do banco (Asik, Butler, Lucas, Korver e Gibson) conseguiram obter um total de 56 pontos (quase metade do total da equipa) 19 ressaltos e 8 assistências.

A conclusão que se deve tomar é que Chicago deu uma lição de colectivo a Miami. Se com Rose ausente Chicago venceu Miami, é de esperar que nos playoffs (com a maior maturidade que a estrela está a ter esta época) com o factor casa no início da ronda resultante do 1º lugar na conferência este e com a consequente abertura de série em casa, Chicago possa ter todas as condições para dar o tão esperado payback da eliminação da época passada.

Vamos para outros assuntos:

Trocas, entradas e saídas.

Até há poucas horas atrás, existiu uma onda de trocas feitas em virtude de hoje às 3 da manhã ser o deadline final para trocas na Liga.

Antes das trocas. Em virtude de muitas lesões e da troca que foi feita entre Spurs e Golden State, o base T.J Ford (San Antonio Spurs) decidiu anunciar a sua retirada da Liga. O experiente base de 29 anos cansou-se das lesões que o tem afectado desde os tempos em que alinhava por Indiana. É uma pena. O base deixa para trás 8 épocas na Liga e um passado bastante interessante. Ford foi escolhido no draft de 2003 por Milwaukee e desde então representou os Bucks, Toronto, Indiana e agora San Antonio. Ford fez a sua melhor época em 2006\2007 onde atingiu 14.0 pontos de média e 7.3 assistências ao serviço de Indiana.

Quem não resistiu aos maus resultados foi Mike D´Antoni em Nova Iorque. Os Knicks estão com um loosing streak de 6 derrotas seguidas e voltaram a sair fora dos lugares de playoffs. D´Antoni já tinha o lugar tremido desde Janeiro. A direcção dos Knicks optou por despedir o treinador e nomear como treinador interino até ao final da temporada o adjunto principal Mike Woodson.

Ainda entre jogadores, Greg Oden (#1 do draft de 2008) foi despedido pelos Portland Trail Blazers. Oden foi o nº1 mais azarado da história da Liga. Em 2008 lesionou-se gravemente quando fazia a pré-época com a equipa de Portland. A lesão acabou por impedir o poste de competir no seu ano de estreia. Oden nunca mais recuperou.

Um dos primeiros a sambar neste último dia de trocas foi o poste brasileiro Nênê Hilário. Motivos económicos levaram Denver a trocá-lo para Washington inserido numa troca entre três equipas: Nenê e Brian Cook saltaram para Washington, os LA Clippers receberam Nick Young e os Wizards receberam o espantoso JaVale McGee e o francês Ronny Turiaf. Os Wizards ainda recebem nos próximos anos uma 2ª escolha de draft dos LA Clippers.

Nênê tinha assinado em Outubro durante o lock-out um vantajoso contrato com os Denver Nuggets. O Brasileiro passava a auferir um contrato de 67,5 milhões de dólares por 5 anos e havia a esperança que o novo contrato ajudasse às pretensões dos Denver Nuggets em chegar aos playoffs. Com o desenrolar da época Nênê não contribuiu para a obtenção de ditas esperanças por parte da equipa do Nevada. O poste não aumentou os seus números pessoais e derivado ao contrato que recebia e à sua idade (30 anos) os representantes de Denver reconheceram que estava na altura de despachar o brasileiro. Até porque na sua sombra, Denver conseguiu gerar um novo ícone: nada mais nada menos que Kenneth Faried. Agora terá a companhia de Javale McGee, poderoso defensor dos Wizards de 24 anos que está a fazer uma excelente época (4ª na Liga) com 11.8 pontos e 8.8 ressaltos e que ainda tem muita margem para evoluir em Denver. O 2º jogador é um conhecido da Liga: Ronny Turiaf, francês que já alinhou pelos Lakers. Em Washington, Turiaf não era muito utilizado.

Os Clippers recebem o base Nick Young, útil para colmatar a ausência de Chauncey Billups. Young era um dos jogadores em destaque na capital com 16.6 pontos de média. É um bom shooter de média e longa distância.

Esta transferência pode-se entender tomando em conta uma única observação: Denver assumiu o erro de renovar com Nênê. Contrato gigantesco para um jogador que nunca se assumiu definitivamente com uma grande estrela da actualidade da Liga. Necessidade de renovação do plantel. McGee é um jogador parecido com Nênê – não tão bom do ponto de vista ofensivo mas melhor defensivamente. A juntar a isso, Kenneth Farried será aposta de futuro e ganhará mais minutos. Denver também teve a necessidade de poupar na sua folha salarial, quem sabe para atacar um free-agent de topo no Verão.

Já Washington também continua na ideia de estabelecer uma equipa forte para o ano. Nênê junta-se a John Wall e Jordan Crawford. Com a vinda do brasileiro para a equipa da capital, os Wizards esperam também que os melhores free-agents do campeonato olhem para Washington com um olhar apelativo. Os Wizards aumentam ligeiramente a sua folha salarial com a entrada de Nênê mas no entanto continuam com espaço para a junção de dois bons extremos.

Os Clippers anexaram Nick Young pensando a curto prazo.

O adeus de Derek Fischer aos Lakers.

Derek Fischer diz adeus a uma equipa que o escolheu como 2ª pick de draft em 1996 (a primeira foi precisamente Kobe Bryant) e que o acolheu durante 14 temporadas (Fischer teve 2 anos em Golden State). O representante dos jogadores no sindicato de jogadores (ganhou notoriedade recentemente por ter sido o jogador presente nas negociações entre jogadores, patrões e equipas no lockout de 2011) já era, desde há alguns anos atrás, um jogador para empacotar numa possível troca. Tanto que Fischer aparecia na linha da frente para a equipa de LA despachar caso a liga tivesse aceite em primeiro lugar a troca de Chris Paul ou caso Orlando tivesse aceite a proposta por Dwight Howard.

No último dia de mercado, o veterano foi trocado para Houston em troca pelo poste Jordan Hill, jogador que cumpre a sua 3ª época na liga, no entanto, sem números brilhantes esta temporada (5 pontos de média; 4,8 ressaltos por jogo) + uma troca que os Lakers tem direito de Dallas pela saída de Lamar Odom para a equipa do Texas no início da temporada.

A troca de Fischer, dada a contratação de Ramon Sessions por parte dos Lakers (falarei mais à frente) acabou por ser um dado claro que os Lakers pretenderam poupar ao máximo no seu tecto salarial, de modo a atacar Dwight Howard no verão.

Para a história, Fischer leva os 5 títulos que conquistou em LA juntamente com Kobe.

Jordan Hill vai para os Lakers mas não será jogador para se aguentar por lá muito tempo. Hill será, assim como me palpita Sessions por um base melhorzito. Gasol ou Bynum também poderão ser outros nomes envolvidos na contratação de um bom jogador. Abrem-se portas para a entrada de Dwight Howard creio.

Quem também está de saída de Portland é o poste Marcus Camby.

Em Portland, Camby sempre mostrou estar muito longe do grande defensor que era nos anos de Knicks e nos anos de Denver. Este veterano poste de 38 anos (16ª temporada na Liga) ainda mostrou que é um exímio ressaltador, fazendo jogos por Portland onde conseguia as duas dezenas de ressaltos. Aliás, a sua média era de 8.8 por jogo. No entanto, Camby é um jogador tecnicamente limitado e nulo do ponto de vista ofensivo.

Apesar de estar na luta pelos playoffs, Portland decidiu despachar o poste por razões económicas. Quem sabe se a equipa do Óregon também não estará interessada em atacar Dwight Howard? Camby foi trocado para Houston por dois jogadores fraquíssimos (Hakeem Thabeet e Johnny Flynn) e pela 2ª escolha de Houston no draft deste ano.

Troca por troca entre Cleveland e Lakers.

Os Cavs enviam para Los Angeles Ramon Sessions (finalmente um base regular em LA; 10, 5 média de pontos e 5,5 assistências por jogo) e o extremo Christian Eyenga (para fazer número) e recebem dois jogadores interessantes que estavam muito parados em LA (Luke Walton e Jason Kapono) – pelo meio, LA recebe os direitos à primeira pick de draft de 2013 de Miami e os Cavaliers recebem o acesso à 1ª escolha de draft dos Lakers em 2012, protegida no entanto pelo efeito de lotaria. Nos drafts, a ordem das equipas é escolhida por lotaria ou seja, as 7 piores de cada conferência escolhem primeiro que as 8 melhores de cada conferência pelo sistema em que as primeiras podem ficar com as escolhas de 1 a 14 do draft enquanto as segundas só podem escolher da escolha 15 à escolha 30. Acontece que as equipas que ficaram de fora de playoff, para determinar a sua posição no draft são convidadas para a lotaria: são postas milhares de bolas num pote, de cor branca e vermelha. A cada equipa, segundo classificação na fase regular, são dadas tentativas de retirada das bolas vermelhas (em muito menor número que as brancas) até que quem retirar duas bolas vermelhas primeiro, assume a primeira posição de escolha no draft. Vou exemplificar: Charlotte é a pior equipa da Liga. Existem 2000 bolas brancas e 28 bolas vermelhas no pote, ou seja 2028 no total. Charlotte como a pior equipa do campeonato é convidada a tirar 228 bolas. Pode acertar nas duas vermelhas ou não. Toronto foi a equipa que ficou em 9º lugar da conferência este. Como é a melhor equipa entre as excluídas do playoff poderá acertar nas 2 bolas vermelhas em 35 tentativas e assim ganhar a primeira do draft.

Saliento novamente: neste processo as equipas que vão aos playoffs não poderão, por norma, ter as primeiras 14 escolhas do draft. No entanto, poderão ter caso tenham efectuado uma troca no passado onde outra equipa (no ano em questão até ficou nas 14 excluídas de playoff) se tenha comprometido a dar uma escolha entre a 1ª e a 14ª pick.

Marcus Camby não foi o único a dar à sola de Portland.

A política de redução de cursos e desmantelamento da actual equipa de Portland levou a direcção da equipa a enviar Gerald Wallace para os Nets a custo reduzido. Wallace chegou a Portland a meio da época passada vindo de Charlotte onde era a principal vedeta da equipa. Em Portland, Wallace manteve os mesmos números que tinha em Charlotte assim como os níveis exibicionais que apresentava o franchising da Carolina do Sul. É agora trocado por Mehmet Okur, Shawne Williams e a 1ª pick dos Nets no draft de 2012.

Do lado dos Trail Blazers penso que está explicada a troca.

Do lado dos Nets, esta troca deveu-se a dois motivos:

1º um fracasso numa nova investida sobre Dwight Howard

2º o facto de embora os Nets, pela sua classificação actual, poderem disputar as primeiras 10 escolhas no draft, preferiram apostar num veterano com qualidade do que jogar num rookie que iria demorar muitos anos para evoluir a um nível que permita uma equipa capaz de regressar aos píncaros da Liga.

Segundo uma análise da ESPN: “

The Nets, sources told ESPN.com’s Marc Stein, had been engaged in blockbuster trade talks with the Orlando Magic late Wednesday night in an effort to acquire center Dwight Howard. But they were dealt a devastating blow on Thursday morning when Howard changed his mind again and elected to waive his early termination option and stay in Orlando through 2012-13.

New Jersey’s strategy, sources told Stein, is to stockpile as many players and draft picks as possible — as well as maintaining salary-cap space — to make another trade run at Howard or another star to be determined in conjunction with the June draft — before star guard Deron Williams can become a free agent July 1.

The Nets had hoped to acquire Howard, who had demanded a trade to New Jersey back in December and wanted to partner with Williams when the team moves to Brooklyn next season, either via trade or as a free agent in the offseason, but it didn’t work out.

So they quickly moved on to their contingency plan to add Wallace.

“I’ll pass,” King replied when asked when he knew the Nets were out of the Howard sweepstakes.

Players and executives are not allowed to talk about players under contract with other teams, per NBA rules.

“I’m not gonna get into it. We were involved in a lot of things. Some things didn’t work out, but one thing we did do did work out,” King said. “I’m always one to look at the glass half full. We’re moving on. We got a starting small forward. I think he’s a good fit for us and that’s all I can focus on.”

Given that Howard is off the market, it’s up to the Nets to convince Williams not to leave. The Nets are confident they can re-sign the 27-year-old, who has said he intends to opt out of the final year of his contract and become a free agent at season’s end.

King said he spoke with Williams earlier Thursday and there was no discussions about him possibly opting out for 2012-13.

Williams has spoken highly of his relationship with Nets’ upper management and the bevy of marketing opportunities he’s had since he was traded to New Jersey. But he hates losing, and the move could be seen as the Nets trying to appease him and win now.”

Boca para o barulho.

Por vezes, nestes últimos dias destinados a trocas, o que custa é dar o primeiro passo. Stephen Jackson, os Milwaukee Bucks e os Golden State Warriors deram o primeiro passo. Incrível é que esse primeiro passo não só despoleta gaps nas equipas que tem que ser colmatados com trocas como ainda gera trocas dentro das próprias trocas.

Passo a explicar: a troca entre Milwaukee e Golden State é ridícula.

Milwaukee enviou para Golden State Stephen Jackson, veteraníssimo base de 34 anos e o poste australiano Andrew Bogut para Golden State. Do outro lado vieram Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown.

Vamos a factos: Jackson é a sombra daquilo que foi em Indiana e posteriormente em Golden State. Em Indiana, Jackson chegou a atingir a média de 18.1 pontos por jogo e 5 assistências. Em Golden State na época 2008\2009 levou os Warriors aos playoffs juntamente com Ellis, Baron Davis e Jason Richardson, tendo à altura um média de 20.7 pontos por jogo e 6,5 assistências. No ano seguinte transferiu-se para Charlotte, onde juntamente com Gerald Wallace fez 21.1 pontos de média. Em Milwaukee, nos 26 jogos realizados esta época estava com 10.5 pontos de média e nem sequer era titular.

Andrew Bogut é o prémio azar da NBA. O Australiano tem talento e esse talento é inegável. No entanto passa mais tempo na enfermaria do que em campo. Novamente operado ao joelho, Bogut só voltará a jogar no próximo ano.

Do outro lado vvem Monta Ellis, shooting guard de 27 anos que cumpre a sua 7ª época na Liga. Espectácular, versátil, atlético. Tem 21.1 pontos e 6.0 assistências de média numa equipa onde exceptuando Stephen Curry “joga para os pardais”. Vem também Kwame Brown e Udoh, dois suplentes pouco utilizados pela equipa. Brown só actuou 9 jogos esta época.

Ellis é uma excelente aquisição para o forcing final que os Bucks irão incutir para conseguirem uma vaga nos playoffs. E com Ellis até podem surpreender nos playoffs. Como em Golden State não valia a pena, Ellis mudou de ares para uma equipa mais competitiva onde poderá ter a vantagem de jogar com Brandon Jennings, um jogador muito parecido com Stephen Curry.

Já Golden State ficou a perder.

Isto porque Bogut não jogará esta época e até pode nunca mais jogar. E Stephen Jackson, apesar de ser amado em Oakland, não quis assinar pela equipa e entrou noutra troca, desta feita com San Antonio em que Jackson ruma ao Texas e do Texas vem Richard Jefferson (nulo em San Antonio) TJ Ford (para aumentar a confusão decidiu chegar a Oakland e anunciar a sua retirada de cena) e uma escolha no ano 2012 de San Antonio direitinha para Oakland.

Do ponto de vista de San Antonio, a troca é vantajosa. Chuta Jefferson que estava claramente a mais na equipa e ganha uma solução de banco melhor que o extremo. Poupa nos salários e isso é um facto bastante importante a ter em conta visto que como o big-three de San Antonio já está a entrar na “3ª idade do basket” quando mais se poupar em salários agora melhor se poderá proceder a uma renovação de plantel no futuro. Golden State fica a perder em todas as trocas. Perde a sua maior estrela. Ganha jogadores horríveis, não reconstrói a equipa e duvido que tenha poupado na folha salarial com as entradas e saídas.

Outras trocas menores:

Indiana Pacers: troca com Toronto. Os Pacers reforçam o banco com a entrada do Brasileiro Leandrinho Barbosa e Toronto recebe a 2ª escolha do draft de Indiana. Toronto poupa 8 milhões de dólares com a saída do brasileiro e continua a amealhar para voltar em grande lá para 2013.

Memphis Grizzlies: Manda o base Sam Young para Philadelphia (3,5 pontos de média) e adquire a 2ª escolha de draft dos 76ers assim como direitos a um jogador porto-riquenho chamado Ricky Sanchez que está a jogar em Porto Rico sob contrato dos Sixers e que é uma grande vedeta segundo o que pude ler.

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