Tag Archives: John Wall

NBA 2012\2013 #52 – outras merdas incríveis

créditos: Paulo Ferreira

Grande jogo de John wall, o #1 do draft de 2010. Já tinha escrito aqui várias vezes que os wizards melhoraram e muito a sua prestação com o regresso de lesão do seu basket. A lesão fez muito bem ao jogador. wall está claramente mais maduro e só não faz mais porque a equipa da capital não tem matéria-prima suficiente para arriscar voos maiores. Nota-se o trabalho do staff da equipa de washington no lançamento do jogador, principalmente no tiro de longa distância. Nunca vi o jogador a lançar tanto, com tanta eficácia e de tão longe. Na madrugada de ontem, isso resultou num career-high de 48 pontos acompanhados de 8 assistências e 7 ressaltos contra os Memphis Grizzlies.

Anúncios
Com as etiquetas , , , , ,

NBA 2012\2013 #30 – das fotos

beal

O rookie Bradley Beal (Washington Wizards) no jogo frente aos Brooklyn Nets. O base voltou à competição esta semana depois de lesão e apontou 28 pontos na passada segunda feira na vitória da sua equipa frente aos Milwaukee Bucks por 102-90. Está com 13.3 pontos de média no seu ano de estreia da NBA e amanhã será titular na equipa dos Rookies contra os Sophomores no jogo de abertura do All-Star Weekend. Quanto à equipa de Washington, “esta só sabe ganhar” desde que a sua principal estrela (John Wall) voltou ao terreno de jogo após lesão.

griffin

Blake Griffin – Los Angeles Clippers. Dentro de algumas horas começa o derby da cidade de Los Angeles. Griffin irá reencontrar Pau Gasol, quase 1 ano depois das maldades que o poste dos Clippers fez ao poste dos Lakers.

manu ginobili e tim duncan

Merchandizing muito engraçado dos Spurs.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA 2012\2013 #17 – Que tranquilidade

Há minutos em Toronto.

Hoje em Washington. Este auto-cesto de Taj Gibson espelha a paupérrima exibição feita pela equipa de Chicago.

Os Wizards continuam fortíssimos desde que John Wall voltou à competição. 6 vitórias em 9 jogos. Prenúncio de que se Wall tivesse alinhado desde o início seriam candidatos aos playoffs?

Os Bulls não jogaram nadinha. Não defenderam nada, não atacaram nada, não se esforçaram nada. E Washington, com 85 pontos, não fez um jogo por aí além.

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

NBA 2012\2013 #16

Sem muito tempo para escrever pela liga, recorro às postagens do meu staff da Liga ESPN. Assim sendo:

1.

John Wall (#1 do draft de 2010) voltou nas últimas semanas à competição depois de ausência prolongada e para já tem-se mostrado em boa forma. Desde o seu regresso, em 7 jogos, o base conseguiu uma média pontual de 14.6 e 6.9 em assistências sendo que é espectável que eleve os seus números ainda mais. Os Wizards, últimos da conferência este, também ficaram a ganhar e muito com o seu regresso, tendo ganho 4 dos últimos 7 jogos.

Na partida contra Orlando, Wall mostra todos os seus skills de base e faz um ankle-breaking crossover que leva o adversário ao chão, assistindo depois para um cesto fácil do Francês Kevin Seraphin.

Escolha do Leandro Fonseca.

2.

Candidato a Slam Dunk do ano. Impressionante. Taj Gibson (Chicago Bulls) na cara de Anthony Tolliver (Atlanta Hawks) sem grande preparação para o efeito. Admirável a capacidade de elevação do poste-baixo da turma do estado Illinois. O jogo acabaria por dar uma vitória esclarecedora à equipa de Tom Thibodeau perante uns Atlanta Hawks que apenas fizeram 27 pontos na primeira parte.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

3.

O Hugo Coelho Gomes fala do novo fenómeno da NBA: o fenómeno Lillardity. Como tal, cita um artigo publicado recentemente no Columbian acerca do jovem base rookie dos Portland Trail Blazers como leitura obrigatória. De facto é um excelente artigo sobre a vida e carreira daquele que cada vez mais tenho a certeza que será uma vedeta do futuro da NBA.

4.

Pela juventude com que entrou para a liga (19 anos) e pelo lugar em que foi escolhido pelos New Orleans Hornets no draft de 2010, Xavier Henry tinha todas as condições para ser um jogador aceitável na Liga. Os 3 primeiros anos nos Hornets tem provado que o base muito dificilmente conseguirá um lugar na Liga. A provar, este blooper descoberto pelo Eduardo Barroco de Melo no jogo contra os Philadelphia 76ers!

Quem não ficou muito contente com o “lançamento à padeiro” do base foi o treinador da equipa Byron Scott.

5. LeBron James, o jogador mais jovem de sempre a atingir os 20000 pontos. James tem neste momento 20077 pontos e está em 37º na lista de melhores pontuadores da história da Liga a 18317 pontos do melhor marcador de sempre (Kareem Abdul-Jabbar).

Créditos: Leandro Fonseca (pela pergunta no grupo privado se James era o mais novo de sempre a atingir a marca) e Eduardo Barroco de Melo pelo artigo que concedeu a resposta.

6.

Insólitos por Shaquille O´Neal para a NBA TV. O falhanço no Alley-Oop entre Jerry Bayless e Rudy Gay (Memphis Grizzlies) é demais (embora o base recrutado pela equipa do Tennessee aos Toronto Raptors esteja a realizar a melhor época da sua carreira), mas apanhado da NBA que é apanhado tem que conter um clássico protagonizado por JaVale McGee (Denver Nuggets), levando mais uma vez o treinador George Karl ao limite da loucura!

Escolha de Roger Forte.

7.

18 de Janeiro – Durant massacra por completo os Dallas Mavericks e dá mais uma vitória aos Oklahoma City Thunder. 52 pontos que constituem máximo de época e máximo de carreira para o base do líder da conferência oeste e melhor score do ano numa partida.
Incríveis números de Durant na temporada: 29.6 pontos de média (1º classificado da liga), 7.4 ressaltos por jogo, 4.4 assistências e 1.6 roubos de bola, 52% de lançamento de campo (2ª melhor percentagem de lançamento da liga) e 42.1% ao nível de lançamento de 3 pontos. Isto faz de Durant o melhor jogador ao nível de eficiência da Liga.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

Ainda com Kevin Durant:

Voo sensacional para afundanço na vitória dos Thunder no Staples Center frente aos Clippers.

9. O Miguel Valente destaca as afirmações proferidas nos últimos dias pelo Espanhol Pau Gasol contra o treinador dos Lakers Mike D´Antoni. A porta da saída está novamente aberta para o espanhol que nos últimos jogos dos Lakers não tem actuado como poste-baixo mas sim como alternativa a Dwight Howard a poste-alto.

10.

O show de tripletas dado pela estrela dos Golden State Warriors Stephen Curry na vitória da equipa de Oakland frente aos Clippers. Curry fez 18 dos 28 pontos no 4º período.

Escolha de José Pita.

11.

LeBron James

Os habituais memes do Eduardo Barroco de Melo. Já que os membros da Liga andam numa de comparação entre LeBron James e Kobe Bryant, parece que os tijolos ao cesto não são só característica do craque dos Heat. Nas últimas partidas dos Lakers, Kobe anda a lançar tijolos de forma constante!

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA 2012\2013 #15

1. Jogos de ontem:

Jogo de surpresas e reviravoltas em LA. Orlando não ganhava um jogo nos últimos 10. Já os Clippers tinham estabelecido um record de franchising ao nível de vitórias seguidas: 13. Ao 14º jogo, em casa, quando se previa uma vitória fácil para a turma de Los Angeles, os Magic provaram que a liga afinal tem como principal característica o equilíbrio.

Na ausência de Glen Davis na turma da Flórica, foi o poste sérvio Nikola Vucevic uma das grandes figura do encontro (está a fazer grandes jogos desde que Baby Shaq se lesionou) com 18 pontos e 15 ressaltos, números que tem sido tónica das suas prestações nas últimas 2 semanas. O sérvio acabou por confirmar a vitória de Orlando com um slam dunk.
A grande figura do encontro, para o lado dos Magic, acabou por ser o base Arron Afflalo com 30 pontos (10 em 19 ao nível de lançamentos de campo; 3 triplos) e 7 assistências, provando que só não é uma figura de proa da liga porque é um jogador demasiado inconsistente nas suas exibições. Talento de tiro não lhe falta. Falta sim estrutura psicológica para superar momentos de pressão.
Do banco de Orlando saíria ainda JJ Redick com 21 pontos, sendo 12 obtidos com 4 grandes lançamentos atrás da linha do garrafão. O 6th Man de Orlando está a jogar um basquetebol prodigioso, o que põe em causa o seu futuro em Orlando visto que no próximo verão torna-se free-agent e segundo os rumores quer sair da equipa da Flórida.

Do lado da equipa de Vinny Del Negro, Jamal Crawford falhou o último lançamento.
Blake Griffin com uma prestação notável em todos os aspectos – 30 pontos, 8 ressaltos, 7 asssistências. Apesar de continuar a persistir (e a ser beneficiado pela arbitragem) com os seus slams em falta (quase todos são em falta visto que Griffin entra com os braços para armar o slam e só não são falta todos aqueles em que o defensor está dentro da área restritiva), notam-se bastantes melhorias do poste baixo de LA ao nível do lançamento, sendo que Griffin já é capaz de executar com uma significativa taxa de exito lançamentos a 14 pés do cesto e já converteu inclusive 3 triplos esta temporada.
Contrastando com a excelente exibição do all-star, o resto da equipa exibiu-se a um nível inferior aquilo que tem exibido, excepção feita para Chris Paul com as suas fantásticas 16 assistências e 10 pontos marcados. A equipa de LA pode queixar-se da falta de eficácia ao nível de 3 pontos com 9-22.

Surpresa em Chicago, com a equipa local a ser perfeitamente dominada pelos Phoenix Suns:

Os Bulls apresentaram-se algo cansados perante uma equipa (Phoenix) que tem demonstrado bem menos durante época do que aquilo que seria de prever. Esta equipa nova equipa dos Suns vai dar que falar nas próximas épocas caso não saia ninguém nas próximas rondas de transferências. É uma equipa com muita qualidade, começando pelo base organizador Goran Dragic (quem sabe se os Suns não tem aqui o novo Steve Nash; penso que Houston fez muito mal em abdicar deste sérvio para contratar Jeremy Lin), pelo extremo Michael Beasley (para quem não sabe foi o nº2 do draft onde o 1º foi Derrick Rose; continua algo instável e frágil do ponto de vista psicológico o que é muito mau visto que é um extremo com um leque de soluções ofensivas muito interessantes) e pela sua linha de postes constituídas por Luis Scola e Marcin Gortat, dois jogadores muito experientes que conseguem dar muita força e muito poder ofensivo e defensivo à equipa.

A estratégia defensiva e ofensiva da equipa do Arizona em Chicago passou por estes 4 homens: Dragic muito eficaz a organizar, Beasley muito eficaz no tiro exterior (20 pontos; 10 em 14 em lançamentos de campo), Scola muito eficaz a lançar e a ganhar ressaltos defensivos (22 pontos; 7 ressaltos, 6 deles defensivos) e Marcin Gortat exímio tanto a servir de muro para as investidas interiores de Noah, Boozer e Deng (por muitas vezes estes 3 esbarraram literalmente contra o polaco) como a abrir caminhos através do seu bloqueio para Beasley e Scola, se bem que nesta história dos bloqueios a arbitragem não só foi muito permissiva com bloqueios ilegais do polaco como em outras vezes passou vista grossa a muitas faltas que o polaco fez na luta das tabelas.

Do lado de Chicago, o trio composto por Noah, Deng e Boozer apresentou-se com algum cansaço acumulado nesta partida em virtude da excessividade que Tom Thibodeau lhes tem dado nos últimos tempos. Deng e Noah tem médias de utilização de 40 minutos, não apresentam para já suplentes que os possam fazer descansar mais tempo sem a equipa sofra uma quebra de rendimento e isso pode ser um factor prejudicial para a equipa no futuro. Mesmo assim, as exibições de Boozer e Noah contra uma defesa muito aguerrida por parte de Phoenix foram bastante satisfatórias. 

Tom Thibodeau foi mais uma vez apanhado com dificuldades na leitura de jogo. Está a dar demasiados minutos a Hinrich e isso não está a ser benéfico para a equipa do ponto de vista ofensivo. Ontem tinha Hamilton a acertar tudo o que lhe vinha parar às mãos e acabou por dar demasiado espaço ao italiano Marco Belinelli (um desastre na partida de ontem) em prol do veterano all-star.

Da exibição de ontem salvou-se também o sophomore Jimmy Butler. O puto está a crescer a olhos vistos em Chicago. Não é um primor de técnica, não é o gajo perfeito ao nível de lançamento mas é muito lutador, não tem medo de arriscar e costuma entrar para marcar 8\10 pontos muito importantes em períodos decisivos.

Dados importantes: Chicago com tendência para perder jogos contra equipas acessíveis em casa. Road de sonho para os Bulls com 10 vitórias e 5 derrotas. No United Center, a coisa está bastante dispar: Thibodeau só tinha perdido 7 dos 42 jogos efectuados em casa na época 2011\2012 e nesta época já soma 10 derrotas em 20 jogos.

Dirk já voltou ao activo e já se vê um cheirinho dos velhos Mavericks.

2. Em específico:

Chalmers completamente endiabrado. Jogo sem história em Sacramento até que Chalmers desata a marcar triplos e só para nos 10. 34 pontos (máximo de carreira) para o base de Miami e o empate com o recorde de Brian Shaw ao nível de triplos marcados num jogo, recorde que perdurava desde 1993. 10 em 13 para o base de Miami num jogo em que o base da equipa adversária (Isiah Thomas) também quis entrar na brincadeira e lançou 6 em 8.

3. As 10 melhores jogadas da noite:

Destaque para o regresso em cheio do #1 do draft de 2010 John Wall (Washington Wizards)

4. The Nets Association episode 6: as primeiras duas semanas de PJ Carlesimo no comando da equipa, semanas que se tem pautado por algumas vitórias da equipa e pela consequente subida na tabela classificativa no Este.

5. Uma graçola do “barbas” James Harden (Houston Rockets) contra Philadelphia num jogo onde os 76ers viriam a vencer.

6. Insider: Monty Williams e os New Orleans Hornets

7. Notícias:

Rumor que tem circulado que dá conta do interesse dos Cleveland Cavaliers em recapturar LeBron James quando este terminar contrato com Miami em 2014.

O proprietário dos Mavericks Mark Cuban afirma que a sua equipa não irá trocar Dirk Nowitzky.

8. Desta noite:

parker rubio

Fotografia curiosa tirada há minutos no jogo entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves. Dois jogadores europeus (Tony Parker e Ricky Rubio), dois bases talentosos (um mais veterano e o outro a dar as primeiras pisadas de uma carreira que se espera muito auspiciosa na Liga), dois jogadores com o mesmo número nas costas.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA 2012\2013 #5

Agora sim, uma review minimamente completa do que se tem passado na liga, equipa a equipa. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo (a época já vai com 1\4 dos jogos realizados para quase todas as equipas).

Começo pela conferência este, por ordem de classificação até ao momento. No post seguinte, abordarei a Conferência Oeste.

P.S: Derivado do facto de este post ter sido escrito por etapas durante uma semana e de não ter tido tempo para acabar este post, os resultados apresentados quanto ao score das equipas já não são os mesmos. Assim sendo, para não modificar a estrutura do post quanto a alguns dos seus conteúdos, apresento aqui o printscreen da tabela classificativa da Conferência Este da Liga no dia 9 de Janeiro de 2013:

nba 2

Para não estar a alterar o post por completo, ignorem portanto os resultados que se verificavam a 21 de Dezembro e tomem nota apenas do conteúdo prático que traço nas equipas.

New York Knicks

carmelo 2

Carmelo Anthony: showtime nesta fantástica equipa dos Knicks.

Se contra os Nets, Carmelo Anthony tinha fixado o seu máximo pontual de temporada nos 35 pontos, ontem, na reedição do duelo entre as duas equipas (como são da mesma conferência jogarão ainda mais 2 vezes uma contra a outra esta temporada), Melo foi ao novíssimo Barclays Center fazer uma exibição de gala com 45 pontos na vitória dos Knicks por 100-97:

Nota extra-basquetebol: a rivalidade entre estas duas equipas parece começar a construir-se. O video começa com uma interessante imagem. A conversa pré-jogo entre o realizador Spike Lee (adepto confesso dos Knicks; Lee costuma viajar com a equipa durante toda a época) e o co-proprietário dos Nets, o rapper Jay Z.

Com 21 jogos disputados até hoje, os Knicks lideram (sem grandes surpresas, para mim) a Conferência Este com um score de 16 vitórias e 5 derrotas. Como já tive oportunidade de dizer a um adepto dos Knicks num destes dias no café (Renato Nolasco), considero que esta equipa dos Knicks tem a fórmula necessária para vencer a fase regular da conferência este e, quem sabe, chegar às finais da competição. Deixemos para já os playoffs de fora, pela sua incerteza. É de relembrar, por exemplo, que os Bulls, vencedores da conferência na época passada perderam logo na primeira ronda dos mesmos para os Philadelphia 76ers, 8º classificado.

A equipa mais velha ao nível de idades deste ano (e da história da Liga) está com uma dinâmica fantástica. Arranque de sonho com 6 vitórias consecutivas, sendo que algumas delas foram de uma categoria muito interessante: Miami em casa (101-84, um autêntico massacre), dupla sobre Philadelphia em casa e fora por números expressivos (100-88 e 110-88), Dallas (104-94) e  San António (fora) para depois ir perder a Memphis, onde está a maior revelação desta temporada. Não é escândalo nenhum perder contra Memphis, seja em casa ou fora visto que é uma equipa que está a jogar a plenitude do seu basquetebol. Depois desta série, os Knicks já bateram os Nets por duas vezes. Pontos baixos: a derrota copiosa em Houston por 131-101 num jogo em que Chandler Parsons e James Harden estiveram absolutamente fantásticos com 64 pontos e a derrota em Chicago (sem Carmelo Anthony) onde os Knicks acumularam algum cansaço.

rasheed wallace 2

Mike Woodson está de parabéns, pelo facto de estar a tirar o máximo rendimento da sua equipa. Ao contrário do que se viu no ano passado na equipa, a equipa está menos dependente do poder de fogo de Carmelo Anthony (Anthony monopolizava quase por completo o jogo dos Knicks, facto que o obrigava a errar muitos lançamentos de campo) e o shooting forward beneficiou e muito do facto da equipa ter outras soluções ofensivas. Tanto que a sua média pontual subiu dos 22 para a casa dos 27 pontos por jogo e a sua percentagem de lançamento subiu dos 43% para os 47%. Nesta 3ª época em Nova Iorque, Carmelo atingiu finalmente o melhor do seu jogo, comparável apenas aos números das épocas 3, 4 e 7 em Denver. De onde vem este sucesso de Carmelo em particular e dos Knicks em particular? Uma melhor gestão de jogo por intermédio dos bases Kidd e Felton (a importância de ter um grande base na equipa; no ano passado até surgir Lin, os Knicks não tinham bases em derivado das lesões constantes de Baron Davis e Mike Bibby, jogando inclusive muitos jogos com o extremo rookie Schumpert a base) e uma melhor selecção de jogo, procurando o jogo interior de Chandler ou Rasheed Wallace (quem diria que voltaria à Liga para jogar bastante e ser decisivo; ainda mete de vez em quando aqueles triplos deliciosos) ou outros bons lançadores dos quais o seu plantel dispõe: Brewer, os próprios Kidd e Felton (fortíssimos como se sabe no lançamento de 3) JR Smith (está no auge da sua carreira mas é daqueles jogadores que só rende se sair do banco) e Steve Novak. A juntar a este sucesso, os Knicks ainda se podem gabar que tem dois jogadores muito importantes no estaleiro: o extremo Schumpert e o poste baixo Amar´e Stoudamire. Amar´e Stoudamire é a grande incógnita desta equipa. O que fazer com um all-star fustigado regularmente com as lesões? Sair do banco? Trocar? Trocar sabendo por exemplo que os Lakers querem trocar Gasol e os dois jogadores tem uma folha salarial idêntica?

Defensivamente a equipa revela algumas fragilidades. Tem bons defensores para jogo interior (Chandler é indiscutivelmente um dos melhores da Liga e Wallace sempre se safou) mas no entanto a sua defesa tem jogos onde deixa a desejar. Caso do jogo contra os Rockets e dos jogos contra Dallas. Uma ameaça a esta equipa dos Knicks são equipas que joguem de forma rápida, como é caso dos Clippers, Denver Nuggets, Memphis Grizzlies, Indiana Pacers e Timberwolves. Como os jogadores de Nova Iorque já não são novos, podem acusar alguma fadiga de forma precoce nesses jogos. Derivado desse facto, é também um desafio para a equipa técnica fazer com que as pernas dos veteranos não falhem nos momentos decisivos. É de relembrar que Kurt Thomas tem 40 anos, Wallace, Kidd e Camby 38. Ronnie Brewer veio a revelar-se uma boa contratação do ponto de vista defensivo. É um jogador que vem de uma equipa que aprimorou durante os últimos anos a defesa (Bulls) e é um jogador que demonstra muita agressividade a defender. Aqui está um artigo que demonstra o porquê dos Knicks terem contratado e bem o antigo SG\SF dos Bulls.

A chave deste primeiro lugar na conferência segundo Mike Woodson:

woodson

Outro dos factores de admirar nesta equipa e que subitamente se constituiu como mito é o valor dos ordenados desta equipa. Tenho ouvido muita gente dizer que os Knicks ultrapassam o tecto máximo da liga, fixado em 100 milhões de dólares por época. Tal não é verdade. Senão vejamos:

Knicks

Os supostos 24 milhões de dólares de ordenados de Stoudamire e Carmelo para esta época são mentira. A equipa gasta 80 milhões de dólares para esta época, sendo que ainda poderá facilmente encaixar mais uma vedeta a este rooster. Confesso que também fiquei surpreso com os salários de Kidd, Smith, Wallace e Brewer pois pensei que ganhassem ligeiramente mais. Kidd, com 3 milhões está contratado com o chamado “salário de veterano”, ou seja, 3 milhões por época. Nash por exemplo, recebe mais 1 milhão em LA.

Para finalizar, alguns dos momentos momentos dos Knicks neste início de temporada:

Miami Heat

James 3

A carneirada do costume. Pouco ou nada mudou em relação à época passada. A não ser uma ligeira subida de rendimento de Chris Bosh e a adição de um 4º all-star (Ray Allen). De resto, a dupla Wade-James continua a monopolizar o excessivo jogo de uma equipa que continua a ser orientada praticamente sem treinador.

2º lugar da conferência com 14 vitórias e 5 derrotas, sendo que os Heat poderão igualar os Knicks caso vençam as próximas duas partidas. Até agora, a equipa está a cumprir o seu estatuto de campeão: pontos altos nas vitórias em casa contra Boston (120-106) Denver (199-116) Phoenix (124-99) Spurs (105-100) e Brooklyn (102-89). Pontos baixos nas 2 derrotas contra os Knicks, sendo as duas copiosas (uma delas em casa por 20 pontos), em Washington, em Memphis (num jogo onde Rudy Gay esteve endiabrado) e Clippers. Tirando a derrota contra uma crescente equipa de Washington e os cabazes impostos pelos Knicks (que não se aceitam para uma equipa com este potencial) a época está a ser normal para Miami.

Ray Allen

A equipa de Erik Spoelstra em pouco mudou o jogo em relação às épocas passadas. O big-three constituído por Bosh, Wade e James continua a monopolizar o jogo da equipa, marcando mais de 70% dos pontos da equipa, Wade e James continuam a dar espectáculo e Ray Allen, embora saíndo de uma posição de banco, não veio para a Flórida passar férias. O shooting guarda continua a aplicar o melhor do seu jogo em Miami, o tiro exterior, onde esta época revela uma eficácia de 48% no lançamento de 3 pontos (36-76), ligeiramente superior aquela que tinha em Boston (45%). Se tivermos em comparação o que Allen fez nestes 19 jogos iniciais em matéria de 3 pontos (36-76), proporcionalmente, se mantiver a média de lançamento que tem apresentado, Allen poderá acabar a época regular com um score de 160-304, o que torna a eficácia maior tendo em comparação a época 2011\2012 onde o recordista de triplos marcados na liga apresentou um score de 168-378. Allen está a lançar menos mas a lançar muito melhor que nas épocas em Boston. E isso pode ser um factor bastante desiquilibrador para jogos onde Wade ou LeBron não alinhem, jogos esses que costumam ser muito complicados para a equipa de Miami pela preponderância da dupla no jogo ofensivo da equipa. Para já Ray Allen está a beneficiar e muito da inteligência de jogo de Wade e procura obviamente cortes que lhe permitam a sua posição ideal para 3 pontos: as linhas e aquele pontinho descaído para a direita onde costuma ser mortífero.

Mais 3 jogadores estão em destaque na equipa: Bosh (ler este artigo) deu um pulo muito interessante em relação ao desastre que foi a temporada regular da época passada. A todos os níveis. A eficácia de lançamento de campo subiu de 48.7 para 53% e já não temos aquelas séries de jogos em que Bosh conseguia apenas 1 cesto de campo em cada 10 lançamentos. Ao nível de ressaltos, uma melhoria de 2 décimas pontuais, e de abafos, passou dos 0.8 para 1.4 por jogo. Nota-se claramente um Bosh mais acutilante na luta das tabelas e mais assertivo no lançamento, principalmente no mid-range shot, onde Bosh apesar de não ser um dos melhores da liga na sua posição (Wallace, Love, Griffin, Randolph tem sido melhores) sempre foi uma área do seu jogo onde mal ou bem cumpriu e onde no passado esteve muito mal.

Outro dos jogadores que tem subido de rendimento nesta equipa é o sophomore Norris Cole. Ao ponto de já ter consolidado algum estatuto dentro da equipa. Cole apareceu no draft do ano passado e nos primeiros jogos da temporada passada prometia algo mais do que aquilo que as previsões de draft não confirmavam. No entanto, com o decorrer da época passou a ser menos utilizado até esta época. 19 minutos de utilização em média que para já não se traduzem em pontos (média de 5 pontos e 2.3 assistências) mas que se caracteriza em força de vontade por parte deste 2º anista da liga.

O terceiro é o veteraníssimo Rashard Lewis. Neste ano de reencontro com o seu antigo colega de Seattle Ray Allen, este veterano que cumpre a sua 15ª temporada na Liga não veio para Miami ganhar o salário de veterano para ficar no banco. Jogou 15 dos 19 jogos da equipa, 4 a titular e tem ajudado naquilo que pode. Ainda marca esporadicamente os seus títulos. Poderá ser muito importante na fase dos playoffs. Lewis e Cole vieram sem dúvida preencher uma lacuna que muita gente apontava a esta equipa: a falta de banco. Em conjunto com Allen, Shane Battier, Haslem, Joel Anthony e Mike Miller, já se pode dizer que esta equipa tem um 5 de banco.

Como referi nesta secção destinada aos Miami Heat, um dos pontos baixos foi precisamente a derrota frente aos Spurs. Isto porque Greg Popovich decidiu poupar as suas três vedetas devido ao desgaste da liga. Parker, Ginobili e Duncan já não são novos. No entanto, a atitude do consagrado treinador frente aos Heat valeu uma multa da Liga de 250 mil dólares porque há uma regra na Liga que uma equipa não poderá deixar muitos jogadores de fora por opção técnica para não tirar qualidade ao espectáculo. Que me lembre de algo semelhante, só no futebol. Na época passada, o treinador Irlandês Mick McCarthy  (Wolverhampton Wanderers) deixou de fora da convocatória 10 dos 11 titulares do jogo anterior da equipa e por semelhante regra, o clube foi multado pela FA. A decisão em relação a este comportamento da equipa texana causa-me uma opinião dual: se por um lado é o treinador que decide quem joga e deixar 3 jogadores (veteranos) de fora é uma decisão que se aceita pela preservação do seu estado físico (que já não é o de outros tempos), por outro lado temos que ver que a NBA é uma liga onde o espectador paga a peso de ouro para ver este tipo de jogos no pavilhão.

Antes dos highlights dos Heat, 3 notícias\opiniões:

Ray Allen

Rashard Lewis

Como explorar as 5 maiores dificuldades dos Heat

Videos:

LeBron James, desportista do ano para a Sports Illustrated, sobre a postura ofensiva da equipa.

Vitória em Denver (sem Dwayne Wade) depois de 10 derrotas consecutivas no Nevada contra os Nuggets.

James no seu show particular habitual.

Atlanta Hawks

3ºs da conferência este com um score de 12-6, o que me deixa algo intrigado. Deixa-me intrigado porque é uma equipa que teve mudanças significativas no seu jogo com a saída de Joe Johnson para Brooklyn e com a entrada de jogadores como Anthony Morrow, DeShawN Stevenson e Devin Harris.

Os Hawks perderam a sua maior estrela para Brooklyn. Joe Johnson era a luz da equipa. O lançador de serviço, a estrela à qual os companheiros endossavam a bola em altura de decisões. Com a saída de Johnson para Brooklyn acabava-se o big-three Johnson-Hortford-Josh Smith. Todavia, a estratégia dos Hawks em colmatar a saída de Johnson pela contratação de Morrow, Stevenson e Harris ainda não deu os frutos que deveria dar.

Anthony Morrow cumpre a sua 4ª época na Liga. Pela primeira vez, está numa equipa com objectivos explícitos: as meias-finais de conferência. Anthony Morrow é um jogador com uma técnica muito acima da média, lança bem e a sua técnica aliada ao drible fácil permite-lhe fazer drive-in para o cesto com alguma facilidade. É um jogador com um enorme leque de soluções ofensivas. Falta-lhe algum discernimento na hora de usar essas mesmas soluções, mas para já, em Atlanta, tem estado furos abaixo do que se esperava dele até porque está bem tapado pela dupla Louis Williams\Jeff Teague e por DeShawn Stevenson, tripla que não lhe garante muitos minutos de jogo.

O contrário é Stevenson. Andou perdido durante ano por Washington, Dallas e New Jersey. Chegou a Atlanta e a sua rodagem passou dos 18 para os 26 minutos em campo. A pontuação dos 2 para os 8 pontos por jogo. Stevenson é um veterano cheio de experiência e é um óptimo lançador. É uma boa situação de recurso até que a equipa consiga trazer um shooter parecido com Joe Johnson.

Harris: encolheu em tudo em relação a Utah. Utilizado em alternativa a Teague, passou dos 11 pontos de média para os 7, das 5 assistências para as 2.5. Também é um jogador com alguma técnica. Mas Teague assume-se neste momento como o grande patrão da equipa.

teague

Se a época passada provou que Teague poderia ser uma das vedetas emergentes da Liga, esta época prova um Teague ainda melhor, principalmente ao nível do que lhe é exigido: transporte de bola e shooting.

Com a saída de Johnson, existe algo que deve ser reparado em Atlanta: nenhum jogador ultrapassa a barreira pontual dos 20 pontos de média. Hortford voltou de uma grave lesão e tem jogado imenso (16.8 de média percentual e 10.8 de média de ressaltos). Há um ano atrás, por causa de uma lesão no joelho que o atirou para fora dos pavilhões durante 6 meses, muitos diziam que Hortford nunca voltaria a ser o Hortford do duplo-duplo (1o pontos\1o ressaltos) – pois bem, Hortford voltou e já não é o Hortford de média 11, é um Hortford completo de média 16.8 absolutamente gigante na luta das tabelas e concretizador mortífero in the paint.
De Chicago veio Karl Korver. Os Bulls mal aproveitaram Korver. De forma quase escondida lá entrava ele principalmente nos 3ºs e 4ºs períodos para meter os seus triplos decisivos. Dos 22 minutos de utilização em Chicago, Korver passou a 30 em Atlanta e é o motor do jogo exterior desta equipa na falta do triplista do costume (Joe Johnson). Defensivamente, é outro jogador incansável.
Louis Williams mais um shooter. Quando está em conjunto com Teague dentro de campo, estes dois imprimem um ritmo demoníaco ao jogo de Atlanta.

Josh Smith. Com a saída de Johnson ele é o nº1 da equipa. Tem estado à altura. Continua muito bom ao nível de lançamentos de campo, muito guerreiro (8 ressaltos em média) e melhorou significativamente o seu tiro exterior. Já lança com mais precisão de 3.

Em suma, estes Hawks, apesar de apresentarem algumas individualidades conseguem funcionar muito bem como colectivo. Essa está a ser a receita para este início de época.

Dossier de imprensa sobre os Hawks:

Maxwell Ogden do Bleacher Report acredita que os Hawks não devem fazer de Smith o próximo Joe Johnson. Isto porque o contrato de Smith termina em 2013 e poderá tornar-se free-agent. No entanto, Smith já veio afirmar que não pretende sair da equipa, estando em negociações para uma extensão de contrato.

O Georgiano Zaza Pachulia castigado em 1 jogo pela liga por este lance. O internacional Georgiano foi considerado reincidente neste tipo de lances.

Chicago Bulls

Boozer

Merecido. Confesso que quando Carlos Boozer mudou de Utah para os Bulls, fiquei bastante contente com a transferência. Num ano em que os Bulls pretendiam LeBron, Wade, Stoudamire ou Nowitzky para juntar a Rose, Boozer acabou por ser um mal menor para uma equipa que na altura estava em construção mas poderia ser completamente despedaçada caso um dos 4 primeiros fosse contratado. Boozer chegou a Chicago lesionado e demorou a encadear na equipa. Fez uma 2ª época melhor. Mesmo assim, para mim fã dos Bulls, as exibições do pf não me agradavam, pois era um Boozer completamente diferente daquele que tinha sido em Utah, com a singular excepção de ganhar 3 vezes mais em Chicago (tem um contrato de 100 milhões de dólares a 5 anos sendo que neste ano atinge o máximo desse contrato com um vencimento de 24 milhões de dólares). Em Utah via um Boozer que lançava de triplo (se fosse preciso), sempre na casa dos 20 pontos, muito forte nas incursões debaixo do cesto e dominador na luta das tabelas. Nos primeiros 2 anos de Chicago vi um Boozer muito irregular, com um lançamento à rectaguarda muito gasto. Parece ter recuperado os dias de Utah.

11-9 de score. Muito acima de qualquer previsão. 4º lugar na conferência não por mérito de score, mas pelo facto de liderar a sua divisão. Indiferentemente do score, a NBA obriga que os vencedores das 3 divisões por cada conferência fiquem obrigatoriamente numa das 4 primeiras posições. Com Milwaukee com 10-9 no seu máximo potencial e Indiana com 10-11 é provável que os Bulls somem mais um titulo na divisão central.

É uma equipa que está a aprender a jogar sem Rose. Hinrich renasceu em Chicago e está a cumprir bem a função para o qual foi contratado. Boozer, Deng e Hamilton são os marcadores de serviço. Os 3 estão a jogar bastante bem ao nível de Rose, diria que um furo acima em relação à época passada. Noah continua a ser a alma da equipa. É mais decisivo a todos os níveis que nos anos anteriores: os 13,9 pontos de média e 10.8 ressaltos assim o mostram.

Ao nível de banco, a equipa perdeu com as saídas de Watson, Korver, Brewer e Lucas III. Perdeu essencialmente ao nível de 3 pontos. É certo que contratou outros bons triplistas como Robinson e Bellinelli. Mas não são tão regulares quanto os que saíram. Ao nível de jogo interior, Gibson continua a cumprir como seu cumpriu. É um jogador com poucos recursos técnicos mas é muito lutador e raramente compromete. Asik rumou a Houston e a equipa ficou sem um poste suplente. Nazr Mohammed é muito escasso para ser substituto de Noah. O rookie Marquis Teague parece ter alguns dos dotes que fazem importante o irmão mas joga pouco. Thibodeau terá que o inserir com mais regularidade na rotação. Radmanovic até poderia ser um jogador especial nesta equipa pela capacidade de tiro exterior que ainda possui mas Thibodeau raramente o coloca em campo.

Robinson

Nate Robinson e Marco Belinelli entraram muito bem neste plantel. O baixinho é um exemplo para qualquer basquetebolista que não seja dotado de altura. Com 1,72 já ganhou de forma espectacular um concurso de afundanços. Tem uma mola nas pernas. É incrível a elevação deste jogador. Chega tão alto como um de 2,15.

Já o Italiano é um shooter nato. Dêem-lhe espaço que ele concretiza.

Pontos altos desta equipa para já: as vitórias caseiras contra Dallas (101-78) Philadelphia (83-78, para limpar o estigma da lesão de Rose e da eliminação nos playoffs do ano passado) e Nova Iorque (93-85). A vitória fora em Milwaukee.

Pontos baixos desta equipa: As derrotas caseiras contra Milwaukee (92-93 num jogo onde a meio do 3º período venciam por 27 pontos), New Orleans (82-89) e Indiana, onde a equipa foi absolutamente zero no ataque. O mesmo na derrota fora contra os Clippers (101-80) num jogo que ficou sentenciado no 2º período.

Rose:

Rose no Berto Center, centro de treinos dos Bulls. As mais recentes previsões indicam que o craque poderá estar de regresso no final do mês de Janeiro ou início de Fevereiro. Rose já treina sem limitações e faz treino de shooting nos dias de jogos.

Muito se tem perguntado e escrito sobre o dossier Rose. O que valerão os Bulls se Rose voltar em bem para o final da temporada? Na minha humilde opinião, os Bulls não tem capacidade para chegar à final de conferência esta época mas poderão complicar a vida a muito boa gente se chegarem aos playoffs. Mas não tem qualidade para chegar à final de conferência porque lhes falta banco. Até agora Thibodeau lançou 7 homens de banco: Nate Robinson, Bellinelli, Gibson e Butler com regularidade, Nazr Mohammed e Marquis Teague com alguma irregularidade e Radmanovic em 2 ou 3 jogos desta época. O banco de Chicago resume-se para já aos 4 primeiros, sendo que Bellinelli é inconstante e Butler tem vindo a crescer bastante mas de facto, ainda dá os primeiros passos a sério na Liga. Mohammed é carta fora do baralho. Teague é capaz de fazer coisas boas mas como rookie ainda tem que percorrer o seu caminho. Radmanovic, como anteriormente referi, é um desperdício de banco e bem que lhe podiam dar uns minutinhos para ver se daquela lentidão ainda saem uns triplos.

Algumas notícias recentes sobre os Bulls:

A lesão de Richard Hamilton. Está 4 semanas de fora.

Bradford Doolittle escreve sobre o segredo de sucesso de Thibodeau nos Bulls.

Nota pessoal: não querendo discordar de maneira alguma do autor do texto, quer-me parece pelos jogos que tenho visto que a equipa está a atacar muito mal e a defender com metade da agressividade que defendia no ano passado. Já não me recordo de tantos jogos na era Thibodeau em que a equipa não consegue ultrapassar os 90 pontos e já não me recordo também de jogos em que os adversários ultrapassavam a fasquia dos 95 no United Center.

Alex Kennedy sobre os Bulls no USA Today.

Videos:

O incrível comeback dos Bucks no United Center que impediu a 10ª vitória seguida dos Bulls contra o rival directo na divisão central.

seguido de um cabaz aos Dallas Mavericks (sem Nowitzky).

e aos Knicks sem Carmelo.

Philadelphia 76ers

Mesmo sem Andrew Bynum (numa das suas habituais ausências de rotina por causa da lesão no joelho que o assola há anos), e sem regresso previsto para o poste que veio de Los Angeles via Cleveland Cavaliers na troca entre Philadelphia, Cavs, Orlando e Lakers despoletada pela ida de Dwight Howard para a Califórnia, pode-se dizer para já que Doug Collins está a cumprir os objectivos que lhe foram designados pela direcção do franchising no início da temporada: uma vaga nos playoffs. No entanto, este 5º lugar de Philadelphia com um score de 12-9 não se pode considerar um feito despropositado em relação ao valor desta equipa pois é uma equipa com um jogo muito sui-géneris na Liga e com muito potencial.

A equipa de Doug Collins assenta nestes pilares: Spencer Hawes, Jason Richardson, Jrue Holiday, Evan Turner, Dorell Wright, Thaddeus Young e Nick Young.
Hawes um p.f com pouca técnica mas com muita capacidade de luta.
Richardson, um veterano que cumpre a sua 12ª temporada na liga. Está longe de ser o super Richardson que marcava 30 e 40 pontos por jogo esporadicamente em Phoenix, Charlotte e Orlando. No entanto é um jogador com uma capacidade de tiro que não é comum na liga. Prova disso são os 37 triplos que já marcou esta época.
Jrue Holliday é o patrão desta equipa. Os 18 pontos de média dão-lhe o estatuto de líder. Não é à toca. Jrue Holliday saltou do banco e assumiu-se como o timing-maker desta equipa. Quando aumenta a velocidade, a equipa responde-lhe nesse sentido. Marca muitos pontos fruto de arrancadas poderosas para o cesto mas ainda me parece algo verde a tomar decisões sobre pressão.
Evan Turner é outro explosivo e apesar de ter um bom lançamento ainda não está no auge daquilo que pode valer. Veio para a liga rotulado como um bom lançador de 3 pontos mais ainda não conseguiu confirmar essas credenciais.
Dorell Wright não melhorou nada desde que saiu de Golden State. É um shooter nato. Já tinha baixado muito as suas médias no 2º em Oakland. Em Philadelphia ainda não enquadrou nesta equipa e ainda não mostrou o seu ponto forte que é o lançamento de 3 pontos. É incrível ver um jogador com o seu talento não estar a jogar ao nível desse mesmo talento.
Thadeus Young, mais explosividade. É indiscutivelmente outro dos líderes desta equipa.

Esta equipa de Doug Collins funciona, fruto da sua imensa juventude, à base da rapidez e do jogo exterior. Poderá melhorar muito quando tiver jogo interior com Bynum. Bynum é menino para chegar e começar com duplos-duplos na casa dos 20 pontos e 10 ressaltos. Hawes neste momento é muito escasso no jogo interior.

Neste primeiro quarto de época, destacam-se como pontos altos da equipa as vitórias em Boston fora (106-100; sensacional jogo de Evan Turner com 25 pontos e 11 ressaltos) e casa (95-94; vitórias contra rivais directos podem resolver muita coisa no final da temporada) a derrota em Oklahoma por 116-109 (outro enorme jogo de Turner com 26 pontos acompanhado de Thaddeus Young com 29 pontos e 15 ressaltos). Pontos baixos as derrotas contra Detroit em casa (76-94) e Nova Iorque, onde o ataque da equipa pura e simplesmente não funcionou.

Brooklyn Nets

Deron Williams

O novo franchising da NBA, detido em co-propriedade pelo rapper Jay Z e pelo magnata russo Mikhail Prokorov, está a ter uma começo algo decepcionante, tendo em conta os objectivos da equipa e o que foi gasto em reforços: lutar pelos primeiros 4 lugares da conferência.

No último ano, a direcção dos Nets trouxe para equipa os seguintes jogadores: Gerald Wallace, Andray Blatche, Keith Bogans, Joe Johnson, Jerry Stackhouse e CJ Watson. Sem contar com os 3 rookies da equipa. A juntar aos bons jogadores que já possuia: o base all-star Deron Williams, DeMarshoon Brooks, Kris Humphries, Reggie Evans e Brook Lopez.

É certo que na NBA, as equipas demoram algum tempo a engrenar. Maior parte dos 10 jogadores que supra enunciei estão a jogar juntos pela primeira vez, sobre as ordens de Avery Johnson. E o próprio Avery Johnson está a aplicar um pouco do seu cunho profissional na equipa, ou seja, é uma equipa focada num excessivo basquetebol de ataque e é uma equipa que ainda apresenta muitas lacunas a defender. Das 9 derrotas averbadas até hoje, maior parte deram-se devido a maus jogos do ponto de vista defensivo. Outras derrotas deram-se devido ao facto desta equipa também se apresentar algo inconstante.

Os Nets são liderados por Deron Williams. Do All-Star que cumpre a sua 8ª temporada na Liga nada demais em relação aquilo que nos habituou: 16.8 pontos por jogo, 8,5 assistências por jogo (números ligeiramente abaixo daqueles que sempre apresentou). Deron Williams é aquele jogador que nos habituou a um estilo de líder. Tudo o que faz, faz bem. É indiscutívelmente (em conjunto com Chris) um dos melhores bases da nossa geração. Tem uma capacidade de liderança incrível, o que faz com que raramente falhe nas suas decisões de passe e lançamento.

A acompanhá-lo Joe Johnson. A mudança de Atlanta para Nova Iorque trouxe uma ligeira baixa nos seus números, facto que se deve considerar normal. Johnson ainda se está a adaptar à nova equipa. No entanto, oscila entre jogos onde é decisivo e outros onde tem sido demasiado perdulário. Os jogos onde tem andado escondido foram precisamente os jogos contra as outras equipas candidatas aos primeiros lugares de conferência.

Brook Lopez. Um início de época marcado por ligeiras lesões. Tem um potencial tremendo como sabemos, mas, é muito achatado a lesões. Está mais propenso ao ataque (18.5 pontos) do que à luta nas tabelas (6.8 ressaltos de média). É necessário para a equipa que comece a defender melhor de modo a eliminar os déficits defensivos que esta equipa apresenta.

Andray Blatche e Gerald Wallace. O primeiro subiu a fasquia em relação aquilo que fazia em Washington na última época. Sinal claro de que um jogador rende mais quando tem a seu lado melhores jogadores e uma equipa com objectivos. Está mais atlético e mais capaz de lançar a média distância. Está a esforçar-se muito mais do que se esforçava em Washington. Tem sido decisivo em algumas vitórias da equipa. O 2º está muito longe do Gerald Wallace de Charlotte. Pode-se dizer que está na curva descendente da carreira. Já não é o Gerald Wallace que lançava com efectividade de 3 pontos, comete muitos erros nas decisões de lançamento e não vai com tanta regularidade às tabelas, jogo onde se sentia como peixe na água. Para termos uma noção, o Wallace de Charlotte (antes dos Nets ainda passou por Portland) era o homem que na última época completa no franchising da Carolina do Norte (2009\2010) tinha algo como 456-943 em lançamentos de campo (48%), 52-140 em triplos e 762 ressaltos ganhos numa temporada. Nos 21 jogos realizados esta época, o extremo tem 52-119 (43,7%) em lançamentos de campo, 16-48 em triplos (lança menos mas com maior eficácia) e apenas 71 ressaltos.

Com algum destaque Kris Humphries, CJ Watson e Jerry Stackhouse. O primeiro é um jogador que não queria ter na minha equipa. Pouco móvel e conflituoso. O 2º perdeu alguma da preponderância que tinha em Chicago. Se em Chicago tinha o papel de 6th man, jogando em média 24 minutos por jogo, em Brooklyn a sua rodagem passou para 18 minutos. Se em Chicago era aquele jogador que oscilava entre jogos maus e jogos onde era capaz de derrubar a fasquia dos 25 pontos, em Brooklyn tem sido menos point-guard e mais shooting guard. Já leva 27 triplos este ano tomando em comparação que no passado em Chicago fez 64 em 49 jogos. Para bem da equipa de Avery Johnson, este homem tem que jogar mais. Stackhouse é outro que confirma que os veteranos estão de volta: em Atlanta pouco jogava. Em Brooklyn tem aparecido em todos os jogos, com mais de 10 minutos de utilização por partida. Contribui naquilo que pode para o poder ofensivo da equipa, tendo 6 pontos de média por jogo.

Outro factor deve ser levado em conta para este medíocre arranque dos Nets esta época: é para já a equipa do Oeste com maior número de jogos contra equipas de topo. Nos 21 jogos realizados, já jogou 2 vezes contra Miami, outras 2 contra Nova Iorque, outras 2 contra Boston, outras 2 contra os Lakers e 1 contra os Clippers. Tendencialmente isto faz com que estes 9 jogos sejam 9 jogos onde o risco de perder aumenta.

Como pontos altos da campanha dos Nets até agora estão as vitórias contra Orlando (fora\107-68), a vitória caseira contra os Clippers 86-76 onde Blatche e Humphries secaram por completo Blake Griffin, a vitória caseira contra os Knicks (96\89) onde Brook Lopes fez 22 pontos e 11 ressaltos e Deron Williams 16 pontos e 14 assistências, a vitória sem espinhas em Boston por 95-83 e até as derrota em Oklahoma, obrigando Kevin Durant ao seu melhor jogo (lá está, se não fosse a péssima atitude defensiva, venceriam este jogo) e Nova Iorque (esta semana), sendo que esta última apenas aconteceu porque Carmelo Anthony entrou em campo com o seu melhor jogo (45 pontos).

Como pontos baixos, as derrota em Miami por 103-33 (mau jogo colectivo) e 89-102 num jogo em que os Nets tiveram uma primeira parte de sonho e uma segunda parte de autêntico pesadelo e a derrota caseira contra Milwaukee por 88-97 (idem).

À semelhança dos Knicks, os Nets também não gastam mais do que o que está estabelecido nas regras da Liga:

Nets

Para finalizar algumas notícias e vídeos desta equipa:

Brook Lopez está novamente lesionado.

O departamento de média desta equipa tem sido extraordinário. Necessitava de ser, é certo. É uma equipa nova que precisa de ganhar nome e recrutar fans para poder por em marcha o seu projecto de futuro. Aqui ficam algumas imagens inside do franchising.

Kris Humphries, Rajon Rondo e Kevin Garnett pelos piores motivos. Rondo foi castigado pela 3ª vez este ano. Humphries saiu sem qualquer castigo ou multa. Gerald Wallace foi multado em 35 mil dólares e Garnett em 25 mil. Concordo com a decisão de castigo a Rondo, com a multa a Wallace, mas não posso concordar que Humphries não tenha sido expulso pela duríssima falta de cometeu e Garnett também não tivesse um castigo desportivo pela reacção que teve ao adversário.

Os nets perderam mas fica aqui o espectáculo proporcionado pelas duas equipas. 117-111 com um Durant de high-level.

Boston Celtics

Rajon Rondo

Como já tinha escrito num dos primeiros posts desta série, esta época será muito complicada para a equipa de Doc Rivers.

Primeiro, pela saída de Ray Allen para os Heat. Os Celtics perderam efectivamente metade do seu poder ao nível de jogo exterior.

Segundo, pela veterania dos seus membros. Garnett e Pierce já não tem o vigor de outros dias. E a direcção de Boston sabia que tinha que renovar o plantel da equipa. Contudo, não o fez a tempo e as suas maiores vedetas tem um valor quase nulo ao nível de trocas.

Terceiro, por alguma escassez de banco.

Na ordem do dia está Rajon Rondo. Tornou-se o verdadeiro patrão desta equipa. Triplos-duplos em muitos jogos. Organiza o jogo como ninguém. Os seus drive-in e layups são de assinatura. É a alma da equipa. No entanto, neste início de época, apesar de muitas vitórias caírem para a equipa por seu intermédio, já foi castigado por 3 vezes e isso pode reflectir-se na trajectória da equipa ao nível de classificação. Toda a gente que vive o mundo da NBA sabe que o jogo de Rondo sai na perfeição quando este assume aquela veia provocadora. Porém, a Liga já não perdoa a Rondo tantas reincidencias em actos provocatórios e actos de agressão física. São 4 anos a insultar e agredir. Se os primeiros castigos resultaram em multas, o incidente com Humphries valeu 2 jogos de suspensão, suspensão que já não é inédita na carreira do base. Suspensões à parte, os seus números não mentem: 13.9 pontos, 12.9 assistências (1º neste capítulo na Liga) e 5.9 ressaltos. Percentagem de campo acima dos 50% (51,9%) sendo um dos poucos jogadores na Liga que consegue esta fasquia.

Nem só de Rondo vive esta equipa é certo. Pierce e Garnett também estão com bons números. O primeiro com 20 pontos de média, num dos melhores arranques de campeonato da sua carreira. Rapidamente Pierce começou a meter aos 30 por jogo, algo que não é usual pelo facto de ser um jogador que só atinge pico de forma lá para Fevereiro. O segundo com 16 pontos parece viver uma 2ª vida. Tem 54% de eficácia no lançamento, o que em grosso se traduz em 137-253 em lançamentos de campo. Esta está a ser uma das melhores épocas ao nível pessoal para o veterano de 17 temporadas na Liga.

De Dallas veio Jason Terry com a missão de fazer esquecer Ray Allen. Em Dallas, Terry foi por 3 vezes nomeado o melhor 6º jogador da liga. Tem um basquetebol extraordinário, rápido e com uma eficácia de tiro exterior impressionante. Ainda se está a adaptar à equipa. Caiu em 4 pontos a sua média de época, mas tendencialmente irá recuperar alguma falta de eficácia.

Brandon Bass. Jeff Green, Leandro Barbosa, Courtney Lee e Chris Wilcox. Tirando Lee, os restantes 4 são jogadores dos quais não aprecio. Green tem alguma preponderância no jogo da equipa pois é um extremo que acrescenta algum jogo interior à equipa. Bass é um p.f lento. Tem alguma eficácia no lançamento a média-distância mas tudo o que for a mais de 14 pés (medida americana) do cesto não entra. Barbosa tem dias. Wilcox é pura e simplesmente horrível e não consigo perceber como é titular. Não só não se impõe na luta das tabelas como o seu jogo ofensivo e defensivo é pautado por muitos erros imaturos.

Sullinger e Fab Melo. O primeiro começou a época lesionado mas já tem entrado na rotação com algum sucesso. O segundo continua sem jogar, o que é um facto que me intriga. Com um poste tão horrível como Wilcox, porque não dar algum espaço ao brasileiro?

Penso que este será o último ano desta fórmula para Doc Rivers. Urge-se renovação em Boston. Se por exemplo na divisão central, Chicago, Milwaukee e Indiana, indiferentemente do que façam ao nível de resultados, terão uma vaga nos 4 primeiros lugares caso vençam a divisão, no caso de Boston a coisa é diferente. Com a divisão praticamente entregue aos Knicks, qualquer derrota poderá resvalar numa saída da zona de playoffs. E uma eliminação precoce dos Celtics dos playoffs, aliada ao pouco poder monetário e de troca dos Celtics em virtude da veterania dos seus jogadores e salários altos poderá ter consequências futuras no franchising, apenas comparáveis aos 8 anos em que os Celtics estiveram sem pisar os playoffs no início deste século (2000-2008).

Perante este cenário, qualquer decisão para a direcção da equipa do Massachusets será complicada. Algumas notícias tem dado contra do interesse de Boston em desencadear uma série de trocas já pela altura do Natal. Umas dão conta no interesse em Anderson Varejao dos Cavaliers para o posto de poste. Apesar de Varejao ser um jogador experiente e furos acima de Chris Wilcox, creio que não iria acrescentar muito mais ao jogo de Boston pelo facto de também ele ser um jogador que deixa a desejar em muitos aspectos. Outras equacionam outros homens para o jogo interior dos Celtics: Drew Gooden, Pau Gasol, Josh Smith e Marcin Gortat. Gooden só pode ser brincadeira visto que já não joga desde o tempo em que esteve nos Bulls. Gasol está referenciado para várias trocas. O baixo nível de exibições que o espanhol tem feito nos Lakers (está com a pior média pontual e de ressaltos desde que chegou à NBA) poderão disparar o clique para a troca. No entanto, não vejo quem é que os Lakers estejam interessados em Boston. A não ser que seja o próprio Rondo, mas, nesse cenário, Boston perderia e muito. Pelo que vi, Boston tem cap salarial para incluir Gasol. Gortat está a fazer boas exibições numa equipa de Phoenix que finalmente poderá estar em condições de lutar por uma vaga nos playoffs. Não creio que a direcção da equipa do Arizone e o jogador pretendam efectuar uma troca com os Celtics.

Milwaukee Bucks

Scott Skiles cumpre. 7º lugar com score de 11-9, apenas a 1 vitória dos Bulls, líderes da divisão central.

jennings ellis

Brandon Jennings e Monta Ellis constituem uma das melhores duplas da NBA. Alta velocidade. Melhor melhor só a dupla Wade-James. A transferência do shooting guard de Oakland para Minnesota (que envolveu a saída de Andrew Bogut para a Califórnia onde não tem jogado devido a lesão; mais uma não é) acabou por ser excelente para o jogador, para Jennings e para as duas equipas. Ellis já era um diabrete à solta quando jogava com Stephen Curry. Em Brandon Jennings parece ter encontrado a sua alma gémea. Sintonia total. Os Bucks despacharam um dos seus maiores cancros: Bogut. Os Warriors foram buscar muitas picks de qualidade ao draft para construírem uma equipa de futuro.

Olhando para os números destes dois em particular: Ellis tem 18.6 pontos de média pontual e 5.7 ao nível de média de assistências por jogo. Jennings 17.3 de média percentual e 6.1 ao nível de assistências. A dinâmica deste duo é fantástica se reparmos que um joga para o outro. Tanto Jennings como Ellis pautam o jogo da equipa numa velocidade ímpar. As equipas com jogadores mais velhos terão muitas dificuldades contra esta equipa. Se Jennings é um jogador que cresceu imenso ao nível de condução de bola e avaliação de decisões (já não treme sobre pressão), Ellis é o showstopper da equipa: lança de todo o sítio, género e feitio e de vez em quando brinda-nos com aqueles afundanços de levantar pavilhão. Quando os dois estão muito marcados ou a fazer um mau jogo do ponto de vista de tiro, viram-se para o turco Ilyasova (tem estado pior ao nível de lançamento de 3 pontos) ou para Mike Dunleavy (42% no tiro de 3 pontos). Com o outro base da equipa, Beno Udrih, está apresentado o seu jogo exterior. O jogo exterior da equipa foi muito importante na vitória contra Chicago, no jogo que acima referi, onde os Bulls a ganhar por 27 a meio do 3º período foram perder. Quem apareceu? Ilyasova, com vários triplos decisivos.

Ao nível de jogo interior. Apesar de ser um extremo, é no jogo interior que Marquis Daniels (contratado a Boston) se sente confortável. A equipa possui Gooden e 4 postes altos de raiz: Dalembert, Udoh, Sanders e Luc Mbah a Moute. Todos eles são jogadores algo rudimentares ao nível técnico. Dalembert é desde há muitos anos um caso gritante. No entanto todos eles apresentam um espírito de sacríficio muito importante para os objectivos da equipa: Dalembert tem 6.1 pontos de média e 4.9 ressaltos por jogo, Mbah a Moute 10\5.5 e Sanders 7.7\7. Não havendo um titular, é caso para dizer que estes três se complementam muito bem e dão muitas opções válidas ao treinador. Udoh apesar de jogar com suplente de Gooden a poste baixo, faz 5.5 pontos de média por jogo.

Milwaukee possui um dos melhores rookies de 2012: Doron Lamb. É um jogador muito energético e com boa capacidade de lançamento. Scott Skiles já se apercebeu disso e tem dado 13 minutos de utilização em média ao antigo jogador da Universidade de Kentucky. Os números de Lamb não tem sido famosos mas tenderá a melhor no futuro. Tem o azar de ser base numa equipa que tem Jennings e Ellis.

A equipa de Milwaukee está de olho em Chicago. Qualquer deslize dos Bulls será a meu ver muito aproveitado por esta equipa. O primeiro lugar na divisão dá direito a lugar privilegiado aos playoffs, lugar que muito dificilmente teria acesso esta equipa pela via normal de classificação na tabela.

Alguns vídeos dos Bucks:

Indiana Pacers

Para já na 9ª posição, fora dos playoffs.

O início de temporada dos Pacers surpreende-me pela negativa. Esta equipa tem tudo para se posicionar entre o 4º e o 6º lugar da conferência. Tem muita juventude com alguma experiência de liga, talento, e acima de tudo soluções de valor nas 5 posicões do basquetebol.

No entanto tem sido um início muito complicado para a equipa sediada em Indianápolis. Danny Granger está lesionado e só voltará aos pavilhões no início de Fevereiro. 11 vitórias e 11 derrotas de score. Os Pacers ganham um jogo para depois perderem o seguinte. Não conseguiram até agora fazer mais de 2 vitórias seguidas. Tendo em conta que a tabela neste momento mostra que o 4º classificado (Bulls) tem um score de 12-9 e os Pacers que são 9ºs tem 11-11 tudo poderá mudar num instante. Em poucos jogos tanto os Bulls poderão estar fora dos lugares de acesso ao playoffs como os Pacers na 4ª posição.

Início de temporada marcado por algumas derrotas que não estariam nas contas da equipa treinada por Frank Vogel como a derrota em Charlotte (89-90) em casa contra Toronto (72-74). Todavia, uma vitória inesperada contra os Lakers.

É uma equipa que tem vindo a soltar-se mais com o decorrer do tempo. Nos primeiros 10 jogos a equipa não conseguia marcar mais de 90 pontos. Ultimamente já tem chegado aos 100 (contra Dallas 103; New Orleans 115). Tem tudo para ser uma equipa com um grande grau de pendor ofensivo. Marcadores de pontos não lhes falta: DJ Augustine (vindo de Charlotte) Paul George, Danny Granger, George Hill e David West. Com a ausência de Granger (jogador com uma média pontual na casa dos 22) é normal que a equipa se ressinta a nível ofensivo. Fazendo uma comparação dos Pacers com os Bulls (Derrick Rose de fora), ambas as equipas estão ressentidas do facto dos seus melhores marcadores estarem de fora. Para explicar este nível de irregularidade da equipa, acrescenta-se o facto desta equipa ser a equipa com mais turnovers na liga: 15.2 de média por jogo. São portanto 30 (mínimo) a 45 pontos que não entram por jogo por erros, principalmente dos seus bases.

O primeiro tem sido uma contratação furada. O Augustin que era indiscutível líder de Charlotte é um flop em Indiana. Dos 16 pontos de média em Charlotte, passou a 3.2 em Indiana. Com Granger lesionado, a missão de pontuar passa para George, Hill e West. George e Hill são jogadores de alta velocidade. Pecam por serem jogadores com um baixíssimo nível de decisão e esse é de facto um dos pontos que explica tanta irregularidade. Apesar de George ter uma média pontual de 16 e Hill de 14.7, as suas percentagens de lançamento deixam a desejar porque são jogadores que lançam em demasia sem muita consistência. No entanto, George já marcou 48 triplos este ano em 118 lançamentos e Hill 35 em 112.

Para dar alguma maturidade à equipa existe David West. Está a fazer uma excelente temporada, a melhor desde que saiu da companhia de Chris Paul em New Orleans, com números fantásticos: 17.5 de média pontual e 8.5 ressaltos. É candidato ao all-star deste ano pela conferência este.

Roy Hibbert 2

Falando do jogo interior da equipa, outro dos problemas que tem assolado esta equipa são as medíocre exibições de outra das suas estrelas: Roy Hibbert. Comparando com a época passada, Hibbert está longe do seu nível exibicional. Se no ano passado, Hibbert acabou com médias de 12.8\8.8\2 blocks per game, e se previa que a equipa de Indiana cresce muito na conferência este em virtude da maior maturidade dos seus jovens jogadores, esta época, depois de Hibbert ter estado com um pé fora de Indiana pelo facto do seu contrato estar a expirar e de ter renovado o seu contrato com a equipa, Hibbert apresenta números que não são de todo aqueles que a equipa esperava de si: 9.5 pontos (esperava-se que subisse a fasquia para os 15) 8.4 ressaltos (esperava-se que figurasse no top dos ressaltadores da liga). Algo imperceptível anda a abalar o poste. Falta-lhe concorrência no sector (Hansbrough e o contratado a Dallas Ian Mahimni são jogadores muito fracos para fazer sombra a Hibbert) e talvez ainda lhe esteja na ideia a possibilidade de ir procurar a vida noutro lado. No verão haviam várias possibilidades, entre as quais Chicago e Portland. Apenas a equipa do Oregon apresentou uma proposta no valor de 58 milhões de dólares por 3 temporadas, proposta que foi coberta de imediato pelos Pacers.

Uma eventual troca de Hibbert será muito complicada de gerir para os Pacers. É um jogador com uma qualidade imensa. Tem tudo para ser o melhor ou um dos melhores postes da liga desta geração. Tem atleticismo, corpo e técnica apurada de poste. Marca pontos e é um animal das tabelas. Neste momento, tomando em conta os 26 anos, a situação torna-se mesmo complicada. Hibbert terá que explodir. Se há altura para explodir, é agora essa altura. Se Indiana o trocar, corre o risco que o jogador vá explodir num rival de conferência. Se o deixar ficar, poderá ter o dissabor de Hibbert se tornar um flop futuro tendo em conta o ouro com que é remunerado. Penso que só o final da época poderá ser bom conselheiro para esta equipa.

Orlando Magic

Ano zero para a equipa da Flórida. Howard já se foi e os Magic, na minha opinião, não ficaram a ganhar em nada com a saída do poste. Por teimosia da sua direcção renovaram no ano passado o contrato com Howard para que este pudesse render algo que pudesse à equipa construir um plantel de futuro. Estas pretensões saíram goradas. No meio do cerco que fizeram ao jogador, os Lakers ainda ofereceram Gasol. Era de facto na altura uma boa proposta. Os Magic declinaram, talvez por questões económicas e pelo elevadíssimo salário do internacional espanhol. Agora, com a saída da sua antiga vedeta para LA a troco de uma mega troca que colocou Josh McRoberts, Arron Afflalo, Al Harrington e Etawn Moore, resta esperar que uma equipa jovem como é Orlando seja bem trabalhada.

O plantel de Orlando não é mau nem é bom.

Ao nível de bases, Jameer Nelson, JJ Redick, Moore e Afflalo dão conta do trabalho.

Nelson parecia eclipsado nos últimos anos da presença de Howard. Parece ter reencontrado o seu jogo. Se antigamente era um jogador que só jogava para Howard, o individualismo gerado pela saída do poste fez Nélson subir as suas exibições e os seus números.

Redick esteve a um passo de rumar a Chicago como free-agent. Não o fez porque o salário de renovação que os Magic lhe ofereceram foi elevadíssimo. Redick foi o melhor jogador do NCAA (campeonato profissional universitário) de 2005 por Duke. Nesse mesmo ano foi campeão universitário. Chegou à liga bem rotulado mas não se conseguiu impor. Só no ano passado conseguiu chegar a 6th man da equipa, o que se traduziu num salto na rotação de 22 para 27 minutos de utilização. Este ano é titular da equipa e puxou o seu jogo de 11.8 para 13.8 pontos por jogo e duplicou a sua capacidade de assistências de 2,5 para 5. Redick é dono de uma técnica invulgar, quase perfeita, tanto no transporte da bola como no acto de lançamento. Tem tudo para ser a vedeta da equipa este ano.

Afflalo é outro caso complicado. Técnica não lhe falta, até sobra. Capacidade de tiro exterior sublime. Em Denver toda a gente sabia que estava ali um jogador talentoso. Sendo um shooter nato e ligeiramente lento de movimentos não enquadrava no alto rimo de jogo que George Karl incute nas suas equipas. Tanto ele com o veterano shooter Al Harrington. Mudou para Orlando. Nota-se uma melhoria tal no seu jogo que chegou à Flórida e tornou-se logo o melhor pontuador da equipa com uma média de 16. Falta-lhe começar a acertar com os triplos. Tem 27 em 88 tentativas. No ano passado em Denver fez 88 em 212. Quando o fizer, será um jogador altamente letal.

Etawn Moore. Estará aqui o futuro da equipa? Este sophomore daria muito jeito a Boston. Nos 21 jogos de Orlando já marcou o dobro dos pontos (195), com 24 minutos de utilização do que nos 38 jogos de Boston (101) onde era utilizado durante 8 minutos de forma esporádica. É um lançador nato e só tenderá a melhorar.

Ao nível de jogo interior a história é outra. Howard não era só o jogo interior da equipa, era a canalização prática de todo o jogo da equipa. Sem esquecer os extremos (o velhinho Turkoglu ainda dá conta de algum jogo e Andrew Nicholson promete ser um dos rookies do ano), o jogo interior resume-se a Glen Davis, o baby shaq que andava muito escondido e mal aproveitado por Boston\sombra de Howard quando este precisava de descansar. Davis não é um primor de técnica. Mas tem caparro para aviar uns quantos. Não é o mais inteligente dos postes da liga, mas tem cabedal para se fazer valer nas tabelas contra os outros postes. Melhorou imenso desde que foi para Orlando e se calhar agora até daria jeito a Boston, que procura precisamente um bom poste. Está a fazer bons números e ainda aproveita o facto do jogo de Nelson estar formatado para servir Howard. A saída de Howard deu-lhe espaço e fez-lhe bem. Subiu 12 minutos na rotação, subiu 6 pontos de média em relação ao ano passado e tem empurrado a equipa nos momentos decisivos. Na 6ª época na liga duvido que lhe melhorem o lançamento, departamento do jogo onde ainda continua em déficit.

Com 8-13 de score ainda está tudo em aberto para os Magic. Não creio que consigam uma vaga nos playoffs. Os rivais directos são mais fortes. Já tiveram jogos esta época onde isso ficou provado nas derrotas contra Chicago e Boston. Para o ano logo se vê se conseguírem acrescentar mais alguma qualidade a este plantel.

Charlotte Bobcats

Neste quarto da época Jordan deve ser um proprietário mais satisfeito. Em 20 jogos, os seus Bobcats já venceram por 7 vezes e para já não varrem a lanterna vermelha da conferência. Já conseguíram mais de metade das vitórias do ano passado.

Apesar da equipa estar assente nos 275 milhões de dólares investidos pelo mítico Michael Jordan (recordo que os Bobcats são do Estado da Carolina do Norte, estado natal do antigo astro da modalidade), os últimos anos tem sido de autênticos dissabores para esta equipa. Sucessivas trocas e escolhas directivas que correram mal do ponto de vista desportivo e que deram azo às piores épocas de sempre da equipa (e quiçá das piores épocas de sempre de uma equipa na história da competição) e o próprio lock-out que ocorreu no início da competição na época passada, onde os Bobcats ocupavam na proa o rol de equipas que não conseguiam fazer face às suas despesas, chegaram inclusive a colocar em risco a participação da equipa na prova e a possibilidade dos direitos do franchising mudarem para outras cidades que se tem mostrado desejosas de receber a competição (ou de voltar a receber) como é o caso de Las Vegas, San Francisco e Seattle.

Nos 66 jogos da fase regular da época passada, os Bobcats alcançaram apenas 7 vitórias, tantas como as alcançadas já este ano em 25 jogos. Pior que as 7 vitórias (1 a cada 10 jogos) foi a figura muito triste protagonizada por uma equipa que muito dificilmente conseguiria vencer (digo na minha opinião) um dos mais importantes campeonatos europeus (Espanhol, Francês, Italiano, Russo, Turco, Lituano ou Grego).

Algo mudou neste verão em Charlotte. Jordan foi obrigado a reformular a equipa e com essa reformulação, iniciada pela ida de dois dos principais activos da equipa (Boris Diaw para os Spurs no final do prazo para trocas da época passada e DJ Augustin como free-agent para Indiana), que não só não estavam a render o esperado na equipa como libertaram algum cap salarial para a reconstrução da nova equipa, aliado à possibilidade uma escolha satisfatória no draft de 2012 (Michael Kidd-Gilchrist) fizeram com que a equipa tenha para já um comportamento muito mais satisfatório do que aquele que teve na época anterior. No entanto, esta equipa ainda terá que trilhar um longo caminho para estar em condições de lutar pelos playoffs.

Apesar da equipa ainda manter gente que não tem qualidade para jogar nesta liga (Reggie Williams, Hakim Warrick, Kemba Walker, o flop Tyrus Thomas, DeSagana Diop), o incremento de novos jogadores com alguma experiência (Ben Gordon, Brendan Haywood e Ramon Sessions) em conjunto com Gilchrist (para termos noção da entrada de rompante do antigo poste-baixo da Universidade de Kentucky que foi escolhido na posição 2 do draft deste ano, nos primeiros 25 jogos da equipa está com uma média pontual de 11 e 6.4 de ressaltos) e alguns jogadores interessantes como é o caso de Gerald Henderson e Bismark Byombo (precisam claramente de puxar mais por este jogador) fizeram com que a equipa tenha melhorado em muito o seu jogo em todos os sectores. Ramon Sessions, apesar de ser um base mediano é um bom organizador de jogo, Henderson e Gordon dão mais capacidade ao nível de tiro exterior, Gilchrist, Haywood e Byron Mullins dão um melhor jogo interior. Falta no entanto uma estrela a esta equipa, ou seja, alguém que seja capaz de decidir jogos e sobretudo banco. Falta essa estrela na medida em que os Bobcats já perderam alguns jogos (contra algumas importantes equipas na Liga) por diferenças pontuais residuais (abaixo de 6 pontos). Tendo uma estrela que assuma o jogo de forma decisiva nos momentos finais, mais jogos poderiam ter caído para esta equipa.

Para terminar, é de realçar que esta equipa começou muito bem nos primeiros 11 jogos da época com um score de 7-4. No entanto, já não vence desde 24 de Novembro, averbando 14 derrotas seguidas.

Detroit Pistons

Andre Drummond

André Drummond: o jogador mais jovem da NBA desta temporada. Um diamante em bruto que Detroit tem em mãos para explorar.

O caso dos Pistons é um caso mais complexo. Pode-se dizer que é um caso que cruza exemplos de outros casos particulares de outras equipas da conferência: Boston e Charlotte.

Os Pistons, apercebendo-se que tinham uma equipa excessivamente velha, sem valor de troca no mercado, com salários acima do normal para a veterania dos seus jogadores e sem resultados desportivos, decidiram apostar na juventude como forma de inverter os maus anos da equipa. Falamos de uma equipa que foi campeã da NBA em 2004 e que disputou uma final da competição em 2005. No entanto, os tempos dos 2ºs bad boys de Detroit já vai bem longe. Apesar de quase todos ainda jogarem em outras equipas da Liga (Rasheed Wallace, Richard Hamilton, Chancey Billups, Antonio McDyess), na equipa, dessa era só sobraram os veteranos Jason Maxiell e Tayshaun Prince. Ao contrário do exemplo de Boston (queimar a estratégia da equipa a partir de uma estratégia aversa a mudanças radicais), os Pistons decidiram sacrificar mais uma época onde até tinham cap para adicionar 2 ou 3 jogadores de qualidade e experiência para construir uma equipa praticamente de raiz.

Os Pistons tem vindo a fazer uma época bastante aceitável com uma equipa extremamente jovem. 7-21 de score é certo, mas, pelo que tenho visto, mesmo nas derrotas, tem feito jogos muito conseguidos do ponto de vista exibicional contra equipas de outras dimensões, casos das derrotas em Oklahoma (97-105) Orlando (106-110) Chicago (104-108) Philadelphia (97-104) Denver (94-101) Brooklyn (105-107). É uma equipa algo bipolar: tanto tem uma alta propensão ofensiva (ver no calendário o número de jogos que a equipa tem acima dos 100 pontos) como tem baixa propensão ofensiva noutros jogos (o que se pode explicar pela óptica da construção de uma equipa com jogadores que nunca tinham actuado juntos até esta época). Defensivamente é uma equipa bastante frágil e como tal precisa de ser trabalhada nos próximos meses.

Os Pistons são a equipa mais jovem desta liga. Pelo meio alguma mistura de veterania, casos de Charlie Villanueva, Jason Maxiell ou Corey Magette. Se olharmos para o seu plantel, rookies são 5 (Drummond, English, Singler, Middleton e Kravtsov), sophomores e 3ºs anistas 3 (Knight, Monroe e Jerebko) e até o líder da equipa (Rodney Stuckey) apenas cumpre a 6ª época na Liga. Destes 9 jogadores, Stuckey (regressou muito bem de uma lesão complicada que o afastou praticamente toda a temporada do ano passado) Drummond, Singler, Knight, Monroe e Jerebko tem influência no rendimento da equipa.

Falando de alguns:

Drummond – O BI deste poste engana. 19 aninhos. André Drummond pelo que vi vale ouro no futuro caso seja bem trabalhado. Este poste que veio da Universidade do Conneticut tem apenas o azar de ter como titular da sua posição outro jovem de ouro: Greg Munroe. Munroe é indiscutívelmente um dos líderes da equipa e a solução de futuro para a construção da equipa. Os seus números mostram isso (15.7 em pontos, 9.1 ressaltos) e pode-se dizer que neste momento, Munroe e Joakim Noah dos Bulls são os postes em melhor forma na liga neste início de temporada. Pelo que pude ver nos 2 ou 3 jogos que já vi da equipa, Drummond tem tudo de bom na posição: corpo, atleticismo, esforço, técnica acima da média. No entanto, não poderá viver na sombra da estrela da equipa e será bom para a equipa liderada por Lawrence Frank que trabalhe o jogador para a posição de poste baixo. Se essa missão tiver exito, meia equipa dos Pistons para os próximos 10 poderá estar construída.

Os bases Stuckey e Knight. Complementam-se. Stuckey é um excelente organizador de jogo. Nos primeiros anos da liga, os números de Stuckey e até o estilo de jogo que apresentava chegaram a motivar a imprensa norte-americana a escrever que Detroit poderia estar a ver nascer um novo Dwayne Wade nos seus braços. Prova disso a fantástica época 2009\2010 onde atingiu o seu máximo de temporada: 16.6 pontos. Stuckey é um bom organizador de jogo e é também ele um bom lançador. Teve algum azar com uma lesão no joelho que já o obrigou a parar muito tempo. Ainda este ano, na pré-época, a lesão quase o obrigou a falhar os primeiros jogos da temporada. Está lentamente a re-entrar no jogo. Leva 11.8 pontos de média nos 28 jogos realizados esta época e 4.2 de assistências. Está a lançar menos e melhor e a servir mais de organizador de jogo.
Já Brandon Knight é outra história. Depois de ter sido um dos rookies da época passada, com uma média pontual de 12.8, este jogador promete ser uma das referências da equipa para os próximos anos. Muito completo em tudo: organiza bem jogo, faz algumas assistências, lança bem tanto a meia-distância como de 3 pontos (41% de eficácia nos 3 pontos; 54-125 esta época em triplos) e promete não ficar por aqui. Já está nos 15 pontos de média.

Extremos: Villanueva, Prince e Jerebko – Os primeiros dois dispensam apresentações. Fortes no lançamento, aparecem com grandes exibições quando menos se espera. O 3º está a decair. Depois de 2 boas temporadas, esperava-se que este bom lançador pudesse dar o salto qualitativo para 12\13 pontos de média. Ficou-se pelos 6.8 actuais.

À semelhança de Charlotte esta é uma equipa que também precisa de adicionar à sua equipa alguém que consiga resolver jogos nos momentos de pressão.

Para finalizar, alguns momentos da grande estrela da equipa Greg Munroe durante esta temporada:

Em jeito de brincadeira, confesso que o segundo slam, protagonizado por Jason Maxiell (não acreditava que ele fosse capaz disto!!) me deixou um bocado parvo!

Jogo de carreira para Munroe contra Toronto na terça-feira.

Momento do jogo contra Chicago. O experiente Kirk Hinrich ficou muito mal na figura. A sua veterania já lhe devia ter dito que nestes momentos, as regras permitem que peça timeout ao árbitro. Nesta altura, Detroit ainda lutava pela partida. Não teve consequências para os Bulls ao nível de resultado na partida mas…

Cleveland Cavaliers

Kyrie Irving

Mais uma época para esquecer no Ohio.

Os Cavaliers são este senhor, praticamente sozinho.

Não digo totalmente sozinho visto que a equipa tem ali 2 ou 3 artistas capazes de fazer boas prestações. Nos 30 e poucos jogos realizados esta época já deu para perceber que Irving é mesmo craque. O nº1 do draft do ano passado está no entanto a passar um pouco ao lado da competição (à semelhança de John Wall nos Washington Wizards) derivado do facto da equipa ainda não ter adoptado uma estratégia de construção real de soluções de plantel que os possam levar a lutar por algo mais.

Apesar de ter falhado alguns jogos por lesão (1 mês de lesão), Kyrie Irving (ver posts das escolhas do staff) é um jogador do catano. Veloz, com um tiro excepcional e dono de uma vontade de vencer incrível, não tem sido poucas as vezes que o base da equipa do Estado do Ohio tem aparecido nas melhores jogadas do dia ou da semana com incríveis cavalgadas para o cesto, com triplos do meio da rua ou com buzzer-beats do arco da velha. Inserido numa equipa muito experiente no seu todo (já vamos a jogadores como Alonzo Gee, Daniel Gibson, Omar Casspi, Luke Walton, CJ Miles) as estatísticas do #2 subiram substancialmente: no ano de rookie “Uncle Drew” apresentava (em 51 jogos; parece que é achatado a ter pequenas lesões durante a época) uma média de 30 minutos de utilização com uma média pontual de 18.5 e 5.4 de assistências. Este ano, subiu 5 minutos na rotação da equipa, passou dos 18.5 para os 23.1 pontos de média e manteve o nível de assistências (5.4\5.6). Está portanto mais lançador e mais concretizador, principalmente de 3 pontos onde já se encontra com 41% de eficácia.

No entanto, Irving não está bem acompanhado.

Todos os jogadores que acima enunciei são jogadores com alguma experiência na Liga, mas tem números muito insuficientes.

Varejao

Começo por Anderson Varejão. O brasileiro está a ser cobiçado por várias equipas, fruto da boa época que está a realizar. Talvez a melhor desde que chegou à liga: na sua 9ª época na liga, este internacional brasileiro que chegou à NBA vindo do Barcelona, está com 14.1 pontos e uma média de 14.4 ressaltos\2.71 o que faz dele o melhor ressaltador da Liga e um dos melhores defensores (para mim) em conjunto com DeAndre Jordan (Clippers) e Joakim Noah (Bulls).

Os Cavs não abdicam dos seus números e principalmente da sua experiência de Liga. No entanto é público que Varejao anda a ser sondado por várias equipas, entre os quais os Boston Celtics e os Milwaukee Bucks.

Alonzo Gee. Mostra algum talento principalmente no jogo interior. 11.6 de média pontual em 33 minutos de utilização. Afirmou-se como titular numa equipa da liga depois de passagens algo inglórias por Sacramento e Washington. É um jogador a ter debaixo de olho pois facilmente poderá elevar a sua fasquia para os 13\14 pontos de média pontual.

Daniel Gibson. Aquando dos primeiros anos da Liga, quando em Cleveland alinhava um senhor chamado LeBron James, este base parecia mostrar que se poderia tornar num jogador all-star. Era claramente o nº3 da equipa (atrás de LBJ e Larry Hughes) e tinha uma capacidade fantástica nos triplos. Para termos uma noção desses tempos, na época 2007\2008 (quando os Cavs de LBJ lutavam pelo título) este senhor chegou a ter uma média de temporada nos 3 pontos de 44% (118-268). Foi-se apagando com o tempo. Continua a ter uma média interessante no tiro longo (39%-47\120) nos 23 minutos de utilização mas não passa mesmo disso.

CJ Miles: manteve a regularidade nos números nos tempos de Utah.

Luke Walton: pouco ou nada contribui e pouco ou nada melhorou desde os melhores tempos de LA.

Rookies:

Dion Waiters – este base recrutado no draft à Universidade de Syracuse era dos homens menos em destaque no draft apesar da sua 4ª posição. Está a confirmar que poderá ser o nº2 da equipa. Já é praticamente titular na equipa (30 minutos de utilização) e é bastante regular no seu lançamento. 14.1 de média pontual coloca o base como candidato a rookie do ano.

Tyler Zeller – agradável surpresa. Escolhido na posição 17 do draft, este antigo jogador da Universidade da Carolina do Norte que se revela muito hábil nas duas posições de poste poderá ser um jogador de futuro. Faz do corpo arma e tem boas percentagens de lançamento a meia distância (43%). 8.6 pontos por jogo de média e 5.6 ressaltos põe-no como jogador capaz de actuar no próximo jogo de all-star game entre rookies e sophomores. Promete.

Washington Wizards

Últimos com apenas 5 vitórias e 28 derrotas.

Pouco ou nada mudou em Washington.

Tirando o facto de John Wall estar lesionado e ainda não ter feito um único jogo, espanta-me como é que esta equipa está em último com a quantidade de talentos jovens que tem nas suas fileiras. Com jogadores como Bradley Beal, Kevin Seraphin, Jordan Crawford e Jan Vesely e outros mais experientes como Emeka Okafor, Trevor Ariza ou Nênê Hilário, 5 vitórias é muito pouco.

Começo pelos mais novos:

Bradley Beal – Uma aposta ganha. O 3º do draft deste ano é máquina. Com regularidade no lançamento de média e longa distância é o complemento perfeito para um base como Wall.

Kevin Seraphin – Os Bulls devem estar arrependidos de ter passado os seus direitos para Washington na libertação de Kirk Hinrich para Washington em 2009 (Washington despachou o base para Atlanta e passados 3 anos este voltou a Chicago como Free-Agent). O Francês encarreirou na equipa da capital e tem uma média pontual de 11.3\5.3 ressaltos, o que significa que poderia ter sido agora uma excelente alternativa de banco ao seu compatriota Joakim Noah.

Jordan Crawford – Dispensa apresentações. Lança muito e nem sempre é bem sucedido. Num dia em que esteja inspirado é menino para marcar 5 ou 6 triplos em tantas tentativas. Noutros é capaz de não acertar 1 em 10. Mas quando acerta é um perigo.

Jan Vezely – Este checo que chegou à NBA por via do Partizan de Belgrado ainda não conseguiu discernir que o rigor da liga Norte-Americana é superior ao da Europa. Este Checo era rotulado como craque na europa. Nos Wizards mal joga e é uma pena visto que segundo o que vi na Euroliga em 2010 é dotado de uma capacidade atlética notável.

Nênê – Trocado por JaVale McGee para dar um novo swing à equipa no jogo interior, tem fracasso a missão. Está uma sombra do que era em Denver. O brasileiro sempre foi lento mas em Washington joga à velocidade de carvão. Talvez anime quando Wall voltar à competição.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bulls vencem Miami Heat

Sem Derrick Rose em campo (novamente lesionado) os Bulls bateram os Heat em casa num excelente ensaio para a previsão de final de conferência na conferência Este.

Um grande teste às capacidades de reacção do colectivo perante a ausência do seu melhor jogador. Um teste que foi superado com distinção.

Os Bulls lideraram praticamente toda a partida. Chegaram inclusive a ter uma vantagem solidificada na casa dos 15 pontos no 2º e 3º período.

Os Heat de Erik Spoelstra voltaram a confirmar que muitas (e boas) individualidades não fazem uma equipa. James continuo a monopolizar o jogo para si e incrivelmente (não é um dos mais brilhantes lançadores de lance livre da liga) apareceu em Chicago a cobrar faltas técnicas. Desta feita, James lançou muito e com relativa eficácia (14 em 25 de campo; 2 triplos em 3 tentativas). Fez 35 pontos. Já Dwayne Wade também foi bastante eficaz. O base, para além de 7 ressaltos conseguiu incríveis 36 pontos (16 em 26 em lançamentos de campo; 1 triplo em 3 tentativas). No entanto, os dois jogadores per se não foram suficientes para derrotar Chicago e foram sinónimo de uma equipa sem colectivo: 71 dos 102 pontos de Miami. Chris Bosh teve um jogo para esquecer. Foi bem tapado pelos postes de Chicago (fizeram um melhor jogo ofensivo do que defensivo). Bosh lançou muito mas com pouca eficácia (apenas 3 em 15) conseguindo 12 pontos. Juntos, James, Wade e Bosh fizeram 83 dos 102 pontos da equipa orientada por Erik Spoelstra.

Do lado de Chicago, o colectivo voltou a assumir preponderância perante a ausência de D-Rose e perante o alheamento ao jogo que teve por exemplo Luol Deng. O Sudanês com passaporte Britânico fez apenas 11 pontos, 9 dos quais resultantes de lançamentos de triplo. Na questão dos triplos, a equipa de Tom Thibodeau esteve extraordinariamente eficaz: 10 triplos em 19 tentativas. 3 de Deng, 3 de John Lucas (mais uma grande exibição deste jogador que usualmente só entra em campo quando um dos bases de Chicago não alinha; 24 pontos; 9 em 12 em lançamentos de campo) e 2 de Kyle Korver.

Carlos Boozer esteve bem defensivamente mas ofensivamente foi uma nulidade. Apenas 2 pontos para o power forward num jogo em que só lançou por 4 ocasiões. Joakim Noah com 14 pontos e 6 ressaltos esteve ao seu nível. Fez 6 incríveis abafos durante a partida, 4 dos quais a Bosh. Ronnie Brewer continuou a consolidar a sua posição no 5 inicial perante a ausência de Ric Hamilton: 12 pontos para o base num jogo em que mais uma vez não teve medo de assumir lançamentos difíceis em tempos de ataque difíceis.

Do banco de Chicago é de salutar a participação activa dos seus elementos. Ao contrário do banco de Miami (19 pontos para 6 atletas utilizados) os toiros que saltaram do banco (Asik, Butler, Lucas, Korver e Gibson) conseguiram obter um total de 56 pontos (quase metade do total da equipa) 19 ressaltos e 8 assistências.

A conclusão que se deve tomar é que Chicago deu uma lição de colectivo a Miami. Se com Rose ausente Chicago venceu Miami, é de esperar que nos playoffs (com a maior maturidade que a estrela está a ter esta época) com o factor casa no início da ronda resultante do 1º lugar na conferência este e com a consequente abertura de série em casa, Chicago possa ter todas as condições para dar o tão esperado payback da eliminação da época passada.

Vamos para outros assuntos:

Trocas, entradas e saídas.

Até há poucas horas atrás, existiu uma onda de trocas feitas em virtude de hoje às 3 da manhã ser o deadline final para trocas na Liga.

Antes das trocas. Em virtude de muitas lesões e da troca que foi feita entre Spurs e Golden State, o base T.J Ford (San Antonio Spurs) decidiu anunciar a sua retirada da Liga. O experiente base de 29 anos cansou-se das lesões que o tem afectado desde os tempos em que alinhava por Indiana. É uma pena. O base deixa para trás 8 épocas na Liga e um passado bastante interessante. Ford foi escolhido no draft de 2003 por Milwaukee e desde então representou os Bucks, Toronto, Indiana e agora San Antonio. Ford fez a sua melhor época em 2006\2007 onde atingiu 14.0 pontos de média e 7.3 assistências ao serviço de Indiana.

Quem não resistiu aos maus resultados foi Mike D´Antoni em Nova Iorque. Os Knicks estão com um loosing streak de 6 derrotas seguidas e voltaram a sair fora dos lugares de playoffs. D´Antoni já tinha o lugar tremido desde Janeiro. A direcção dos Knicks optou por despedir o treinador e nomear como treinador interino até ao final da temporada o adjunto principal Mike Woodson.

Ainda entre jogadores, Greg Oden (#1 do draft de 2008) foi despedido pelos Portland Trail Blazers. Oden foi o nº1 mais azarado da história da Liga. Em 2008 lesionou-se gravemente quando fazia a pré-época com a equipa de Portland. A lesão acabou por impedir o poste de competir no seu ano de estreia. Oden nunca mais recuperou.

Um dos primeiros a sambar neste último dia de trocas foi o poste brasileiro Nênê Hilário. Motivos económicos levaram Denver a trocá-lo para Washington inserido numa troca entre três equipas: Nenê e Brian Cook saltaram para Washington, os LA Clippers receberam Nick Young e os Wizards receberam o espantoso JaVale McGee e o francês Ronny Turiaf. Os Wizards ainda recebem nos próximos anos uma 2ª escolha de draft dos LA Clippers.

Nênê tinha assinado em Outubro durante o lock-out um vantajoso contrato com os Denver Nuggets. O Brasileiro passava a auferir um contrato de 67,5 milhões de dólares por 5 anos e havia a esperança que o novo contrato ajudasse às pretensões dos Denver Nuggets em chegar aos playoffs. Com o desenrolar da época Nênê não contribuiu para a obtenção de ditas esperanças por parte da equipa do Nevada. O poste não aumentou os seus números pessoais e derivado ao contrato que recebia e à sua idade (30 anos) os representantes de Denver reconheceram que estava na altura de despachar o brasileiro. Até porque na sua sombra, Denver conseguiu gerar um novo ícone: nada mais nada menos que Kenneth Faried. Agora terá a companhia de Javale McGee, poderoso defensor dos Wizards de 24 anos que está a fazer uma excelente época (4ª na Liga) com 11.8 pontos e 8.8 ressaltos e que ainda tem muita margem para evoluir em Denver. O 2º jogador é um conhecido da Liga: Ronny Turiaf, francês que já alinhou pelos Lakers. Em Washington, Turiaf não era muito utilizado.

Os Clippers recebem o base Nick Young, útil para colmatar a ausência de Chauncey Billups. Young era um dos jogadores em destaque na capital com 16.6 pontos de média. É um bom shooter de média e longa distância.

Esta transferência pode-se entender tomando em conta uma única observação: Denver assumiu o erro de renovar com Nênê. Contrato gigantesco para um jogador que nunca se assumiu definitivamente com uma grande estrela da actualidade da Liga. Necessidade de renovação do plantel. McGee é um jogador parecido com Nênê – não tão bom do ponto de vista ofensivo mas melhor defensivamente. A juntar a isso, Kenneth Farried será aposta de futuro e ganhará mais minutos. Denver também teve a necessidade de poupar na sua folha salarial, quem sabe para atacar um free-agent de topo no Verão.

Já Washington também continua na ideia de estabelecer uma equipa forte para o ano. Nênê junta-se a John Wall e Jordan Crawford. Com a vinda do brasileiro para a equipa da capital, os Wizards esperam também que os melhores free-agents do campeonato olhem para Washington com um olhar apelativo. Os Wizards aumentam ligeiramente a sua folha salarial com a entrada de Nênê mas no entanto continuam com espaço para a junção de dois bons extremos.

Os Clippers anexaram Nick Young pensando a curto prazo.

O adeus de Derek Fischer aos Lakers.

Derek Fischer diz adeus a uma equipa que o escolheu como 2ª pick de draft em 1996 (a primeira foi precisamente Kobe Bryant) e que o acolheu durante 14 temporadas (Fischer teve 2 anos em Golden State). O representante dos jogadores no sindicato de jogadores (ganhou notoriedade recentemente por ter sido o jogador presente nas negociações entre jogadores, patrões e equipas no lockout de 2011) já era, desde há alguns anos atrás, um jogador para empacotar numa possível troca. Tanto que Fischer aparecia na linha da frente para a equipa de LA despachar caso a liga tivesse aceite em primeiro lugar a troca de Chris Paul ou caso Orlando tivesse aceite a proposta por Dwight Howard.

No último dia de mercado, o veterano foi trocado para Houston em troca pelo poste Jordan Hill, jogador que cumpre a sua 3ª época na liga, no entanto, sem números brilhantes esta temporada (5 pontos de média; 4,8 ressaltos por jogo) + uma troca que os Lakers tem direito de Dallas pela saída de Lamar Odom para a equipa do Texas no início da temporada.

A troca de Fischer, dada a contratação de Ramon Sessions por parte dos Lakers (falarei mais à frente) acabou por ser um dado claro que os Lakers pretenderam poupar ao máximo no seu tecto salarial, de modo a atacar Dwight Howard no verão.

Para a história, Fischer leva os 5 títulos que conquistou em LA juntamente com Kobe.

Jordan Hill vai para os Lakers mas não será jogador para se aguentar por lá muito tempo. Hill será, assim como me palpita Sessions por um base melhorzito. Gasol ou Bynum também poderão ser outros nomes envolvidos na contratação de um bom jogador. Abrem-se portas para a entrada de Dwight Howard creio.

Quem também está de saída de Portland é o poste Marcus Camby.

Em Portland, Camby sempre mostrou estar muito longe do grande defensor que era nos anos de Knicks e nos anos de Denver. Este veterano poste de 38 anos (16ª temporada na Liga) ainda mostrou que é um exímio ressaltador, fazendo jogos por Portland onde conseguia as duas dezenas de ressaltos. Aliás, a sua média era de 8.8 por jogo. No entanto, Camby é um jogador tecnicamente limitado e nulo do ponto de vista ofensivo.

Apesar de estar na luta pelos playoffs, Portland decidiu despachar o poste por razões económicas. Quem sabe se a equipa do Óregon também não estará interessada em atacar Dwight Howard? Camby foi trocado para Houston por dois jogadores fraquíssimos (Hakeem Thabeet e Johnny Flynn) e pela 2ª escolha de Houston no draft deste ano.

Troca por troca entre Cleveland e Lakers.

Os Cavs enviam para Los Angeles Ramon Sessions (finalmente um base regular em LA; 10, 5 média de pontos e 5,5 assistências por jogo) e o extremo Christian Eyenga (para fazer número) e recebem dois jogadores interessantes que estavam muito parados em LA (Luke Walton e Jason Kapono) – pelo meio, LA recebe os direitos à primeira pick de draft de 2013 de Miami e os Cavaliers recebem o acesso à 1ª escolha de draft dos Lakers em 2012, protegida no entanto pelo efeito de lotaria. Nos drafts, a ordem das equipas é escolhida por lotaria ou seja, as 7 piores de cada conferência escolhem primeiro que as 8 melhores de cada conferência pelo sistema em que as primeiras podem ficar com as escolhas de 1 a 14 do draft enquanto as segundas só podem escolher da escolha 15 à escolha 30. Acontece que as equipas que ficaram de fora de playoff, para determinar a sua posição no draft são convidadas para a lotaria: são postas milhares de bolas num pote, de cor branca e vermelha. A cada equipa, segundo classificação na fase regular, são dadas tentativas de retirada das bolas vermelhas (em muito menor número que as brancas) até que quem retirar duas bolas vermelhas primeiro, assume a primeira posição de escolha no draft. Vou exemplificar: Charlotte é a pior equipa da Liga. Existem 2000 bolas brancas e 28 bolas vermelhas no pote, ou seja 2028 no total. Charlotte como a pior equipa do campeonato é convidada a tirar 228 bolas. Pode acertar nas duas vermelhas ou não. Toronto foi a equipa que ficou em 9º lugar da conferência este. Como é a melhor equipa entre as excluídas do playoff poderá acertar nas 2 bolas vermelhas em 35 tentativas e assim ganhar a primeira do draft.

Saliento novamente: neste processo as equipas que vão aos playoffs não poderão, por norma, ter as primeiras 14 escolhas do draft. No entanto, poderão ter caso tenham efectuado uma troca no passado onde outra equipa (no ano em questão até ficou nas 14 excluídas de playoff) se tenha comprometido a dar uma escolha entre a 1ª e a 14ª pick.

Marcus Camby não foi o único a dar à sola de Portland.

A política de redução de cursos e desmantelamento da actual equipa de Portland levou a direcção da equipa a enviar Gerald Wallace para os Nets a custo reduzido. Wallace chegou a Portland a meio da época passada vindo de Charlotte onde era a principal vedeta da equipa. Em Portland, Wallace manteve os mesmos números que tinha em Charlotte assim como os níveis exibicionais que apresentava o franchising da Carolina do Sul. É agora trocado por Mehmet Okur, Shawne Williams e a 1ª pick dos Nets no draft de 2012.

Do lado dos Trail Blazers penso que está explicada a troca.

Do lado dos Nets, esta troca deveu-se a dois motivos:

1º um fracasso numa nova investida sobre Dwight Howard

2º o facto de embora os Nets, pela sua classificação actual, poderem disputar as primeiras 10 escolhas no draft, preferiram apostar num veterano com qualidade do que jogar num rookie que iria demorar muitos anos para evoluir a um nível que permita uma equipa capaz de regressar aos píncaros da Liga.

Segundo uma análise da ESPN: “

The Nets, sources told ESPN.com’s Marc Stein, had been engaged in blockbuster trade talks with the Orlando Magic late Wednesday night in an effort to acquire center Dwight Howard. But they were dealt a devastating blow on Thursday morning when Howard changed his mind again and elected to waive his early termination option and stay in Orlando through 2012-13.

New Jersey’s strategy, sources told Stein, is to stockpile as many players and draft picks as possible — as well as maintaining salary-cap space — to make another trade run at Howard or another star to be determined in conjunction with the June draft — before star guard Deron Williams can become a free agent July 1.

The Nets had hoped to acquire Howard, who had demanded a trade to New Jersey back in December and wanted to partner with Williams when the team moves to Brooklyn next season, either via trade or as a free agent in the offseason, but it didn’t work out.

So they quickly moved on to their contingency plan to add Wallace.

“I’ll pass,” King replied when asked when he knew the Nets were out of the Howard sweepstakes.

Players and executives are not allowed to talk about players under contract with other teams, per NBA rules.

“I’m not gonna get into it. We were involved in a lot of things. Some things didn’t work out, but one thing we did do did work out,” King said. “I’m always one to look at the glass half full. We’re moving on. We got a starting small forward. I think he’s a good fit for us and that’s all I can focus on.”

Given that Howard is off the market, it’s up to the Nets to convince Williams not to leave. The Nets are confident they can re-sign the 27-year-old, who has said he intends to opt out of the final year of his contract and become a free agent at season’s end.

King said he spoke with Williams earlier Thursday and there was no discussions about him possibly opting out for 2012-13.

Williams has spoken highly of his relationship with Nets’ upper management and the bevy of marketing opportunities he’s had since he was traded to New Jersey. But he hates losing, and the move could be seen as the Nets trying to appease him and win now.”

Boca para o barulho.

Por vezes, nestes últimos dias destinados a trocas, o que custa é dar o primeiro passo. Stephen Jackson, os Milwaukee Bucks e os Golden State Warriors deram o primeiro passo. Incrível é que esse primeiro passo não só despoleta gaps nas equipas que tem que ser colmatados com trocas como ainda gera trocas dentro das próprias trocas.

Passo a explicar: a troca entre Milwaukee e Golden State é ridícula.

Milwaukee enviou para Golden State Stephen Jackson, veteraníssimo base de 34 anos e o poste australiano Andrew Bogut para Golden State. Do outro lado vieram Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown.

Vamos a factos: Jackson é a sombra daquilo que foi em Indiana e posteriormente em Golden State. Em Indiana, Jackson chegou a atingir a média de 18.1 pontos por jogo e 5 assistências. Em Golden State na época 2008\2009 levou os Warriors aos playoffs juntamente com Ellis, Baron Davis e Jason Richardson, tendo à altura um média de 20.7 pontos por jogo e 6,5 assistências. No ano seguinte transferiu-se para Charlotte, onde juntamente com Gerald Wallace fez 21.1 pontos de média. Em Milwaukee, nos 26 jogos realizados esta época estava com 10.5 pontos de média e nem sequer era titular.

Andrew Bogut é o prémio azar da NBA. O Australiano tem talento e esse talento é inegável. No entanto passa mais tempo na enfermaria do que em campo. Novamente operado ao joelho, Bogut só voltará a jogar no próximo ano.

Do outro lado vvem Monta Ellis, shooting guard de 27 anos que cumpre a sua 7ª época na Liga. Espectácular, versátil, atlético. Tem 21.1 pontos e 6.0 assistências de média numa equipa onde exceptuando Stephen Curry “joga para os pardais”. Vem também Kwame Brown e Udoh, dois suplentes pouco utilizados pela equipa. Brown só actuou 9 jogos esta época.

Ellis é uma excelente aquisição para o forcing final que os Bucks irão incutir para conseguirem uma vaga nos playoffs. E com Ellis até podem surpreender nos playoffs. Como em Golden State não valia a pena, Ellis mudou de ares para uma equipa mais competitiva onde poderá ter a vantagem de jogar com Brandon Jennings, um jogador muito parecido com Stephen Curry.

Já Golden State ficou a perder.

Isto porque Bogut não jogará esta época e até pode nunca mais jogar. E Stephen Jackson, apesar de ser amado em Oakland, não quis assinar pela equipa e entrou noutra troca, desta feita com San Antonio em que Jackson ruma ao Texas e do Texas vem Richard Jefferson (nulo em San Antonio) TJ Ford (para aumentar a confusão decidiu chegar a Oakland e anunciar a sua retirada de cena) e uma escolha no ano 2012 de San Antonio direitinha para Oakland.

Do ponto de vista de San Antonio, a troca é vantajosa. Chuta Jefferson que estava claramente a mais na equipa e ganha uma solução de banco melhor que o extremo. Poupa nos salários e isso é um facto bastante importante a ter em conta visto que como o big-three de San Antonio já está a entrar na “3ª idade do basket” quando mais se poupar em salários agora melhor se poderá proceder a uma renovação de plantel no futuro. Golden State fica a perder em todas as trocas. Perde a sua maior estrela. Ganha jogadores horríveis, não reconstrói a equipa e duvido que tenha poupado na folha salarial com as entradas e saídas.

Outras trocas menores:

Indiana Pacers: troca com Toronto. Os Pacers reforçam o banco com a entrada do Brasileiro Leandrinho Barbosa e Toronto recebe a 2ª escolha do draft de Indiana. Toronto poupa 8 milhões de dólares com a saída do brasileiro e continua a amealhar para voltar em grande lá para 2013.

Memphis Grizzlies: Manda o base Sam Young para Philadelphia (3,5 pontos de média) e adquire a 2ª escolha de draft dos 76ers assim como direitos a um jogador porto-riquenho chamado Ricky Sanchez que está a jogar em Porto Rico sob contrato dos Sixers e que é uma grande vedeta segundo o que pude ler.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA (hoje parcialmente sem bulls)

Não é que eles não mereçam porque merecem!

Ainda mais nesta madrugada visto que venceram Nova Iorque com mais um saco de natal de Mr. Derrick Rose.

Facto incontornável.

Nos dias em que se festejavam os 50 anos do record de pontos numa partida de Wilt Chamberlain ao serviço de Philadelphia, ajudando a cimentar o debate promovido pela Liga entre alguns jogadores quanto à possibilidade de num futuro a médio prazo alguém bater o dito record onde Kobe Bryant dizia que seria praticamente impossível e Kevin Love acreditava que sim que era possível que algum jogador batesse o record de Chamberlain, Deron Williams, base all-star dos New Jersey Nets faz incríveis 57 pontos numa vitória contra Charlotte.

No entanto, apesar da péssima classificação no campeonato e péssimo score até agora acumulado pela equipa, Williams já começa a ver alguma luz no fundo do túnel na equipa cujo novo proprietário é Jay-Z. Senão vejamos o que faz esta dupla (MarShon Brooks e Gerald Green) no jogo de sábado frente a Houston:

De New Jersey para Minneapolis

Ricky Rubio fora de combate nos Wolves até ao final da temporada.

Enorme revés para a equipa de Kevin Love na fase crucial da temporada regular. Os Wolves ainda estão na luta por um lugar nos playoffs, estando actualmente no 9º lugar do este com um score de 20-21 contra o 22-20 de Houston.

No entanto, o voador Derrick Williams tem-se mostrado cada vez mais em forma, assim como o poste sérvio Nikola Pekovic. A lesão de Rubio poderá abrir portas para o rapidíssimo Juan José Barea (campeão no ano passado em Dallas) que, perante o cenário de várias lesões no início de época, só agora tem jogado com mais regularidade.

Voltando ao Este, mais precisamente a Washington.

Revelação da Liga

Jordan Crawford.

A par de John Wall, é Crawford quem tem mexido no marasmo que se tem tornado a equipa da capital.

Este jovem de 23 anos nascido em Detroit tem uma história caricata. Vem de uma academia militar (Hargrave Militar Academia, Virginia) não é alto (1,93m) ou pelo menos não é alto para o standard da NBA, jogou na Universidade por Xavier, uma equipa mediana de 1ª liga da NCAA. Lança de todo o lado (quando desata a marcar triplos é um caso sério) e é muito esguio a furar defesas. É sem dúvida uma das boas revelações desta época, precisamente a sua 2ª na Liga, visto que foi escolhido na 27ª posição do draft de 2010 como 2ª escolha dos Wizards (a 1ª foi Wall como nº1 do draft desse ano).

Ontem:

“Espectáculozão” de Kobe Bryant no clássico contra os Boston Celtics.

10 dos 24 pontos obtidos no 4º período, comandando os Lakers para mais uma vibrante vitória no Staples Center.

Facto dos factos: o 5 base de Boston jogou muito. Basta ver que Rondo fez 24 pontos e 10 assistências. Rondo tem continuado nos últimos dias a ser dado como possível moeda de troca para um “business” por dois bons jogadores da Liga. Tem-se falado numa possível troca com Joe Johnson de Atlanta.
Ray Allen com 17 pontos (3 triplos) Garnett com 14 pontos e 11 ressaltos, Paul Pierce com 13 pontos e 9 assistências, Brandon Bass com 15 pontos e 11 assistências. Do banco da equipa de Doc Rivers apenas 11 pontos.

Bryant aliou-se a Bynum, Gasol e imagine-se Metta World Peace (como quem diz Ron Artest na sua nova versão).
Bynum foi gigante na luta das tabelas, obtendo 20 pontos e 14 ressaltos. Gasol fez 13-13 e Artest (perdão Metta World Peace) fez 14 pontos (3 triplos à Artest e estava completamente endiabrado.

A falar nesse estupor ocorre-me agora colocar este video que vi por aí pelos youtubes:

Se visionarem no youtube, há comentários demoníacos a este vídeo.

Realço alguns:

1. Roflbrowser: “This motherfucker knows something we don´t know”

2. FIFO 32: “Cocaine is a hell drug”

3. Abdigafarfar: “It wasn’t Jesus that build the world in 7 days??”

4. New York City USA 7: “I think it’s strange for you to have so much dislike for someone you don’t even know. You call Artest a thug because of one incident and then say his good works are just PR. I happen to be from the same neighborhood he’s from and when he goes back he does a lot for the community and guess what? There aren’t any cameras around when he’s doing it. If the man wants to call himself World Peace then that’s his business. You should change your name to Judgmental Dumbass.”

5. Slaya 2006: “If someone threw a drink on me I would whoop their ass, period, I’m sure a pussy like you wouldn’t do anything. Just because you buy a ticket to watch a game doesn’t mean you have the right to abuse players. Secondly, that brawl was so many years ago and if you knew anything about the former Ron Artest you would know that he does a lot of good works off the basketball court. You are just a YouTube moron who doesn’t know his ass from his elbow or what the fuck he’s talking about.”

o que é certo é que com Jesus na vida de uma pessoa ou não, sinto saudades deste Artest (por acaso entrou na Liga pela mão do mentecapta do GM dos Bulls John Paxson) mais, digamos, viril:

Continuando por LA:

Continua a especulação acerca do futuro de Dwight Howard.

Os Lakers continuam a sonhar com o poste e tem até quarta-feira para pensar no seu futuro.
A curto-prazo, caso a equipa de Mick Brown queira lutar pelo título, pode avançar para uma troca com Orlando. Orlando poderá perder Dwight Howard, à semelhança do que aconteceu no verão de 2010 com Cleveland no caso de LeBron James, a custo zero para qualquer equipa visto que o jogador poderá optar por se tornar free-agent. Nesse cenário, Orlando terá poucas hipóteses de voltar á ribalta, dada a excessiva veterania do seu plantel e a falta de opções no mesmo para continuar a lutar entre as melhores do este.
A médio prazo, a equipa de Los Angeles luta com o que tem pelo título e abdica de Howard para já, podendo convencer o poste a trocar Orlando por LA no Verão, e podendo usar Pau Gasol como moeda de troca para a obtenção de uma base forte, outra das carências dos Lakers.
Orlando poderia eventualmente lucrar e reconstruir a sua equipa com uma troca por Bynum ou Gasol, acompanhados por um pacote de JJ Redick ou Jameer Nelson para os Lakers e de Derek Fischer, Steve Blake, Troy Murphy ou Metta World Peace para Orlando.

Quem também sonha com Howard é Dallas.

Dallas pode eventualmente querer o poste no fim desta época. No entanto, quanto a poder negocial para já, Dallas poderá abdicar de alguns jogadores como Lamar Odom, Jason Terry, DeShawn Stevenson, Rodrigue Beaubois ou Brendan Haywood. O poderio de Dallas é superior ao dos Lakers no que toca ao dossier Howard. No entanto, e perante as sucessivas lesões que tem afastado Jason Kidd, Steve Nash poderá trocar Phoenix por Dallas, equipa que já representou durante 4 anos, resolvendo assim dois gaps: a falta de ambição de Nash em Phoenix e a falta de uma base aos texanos. No entanto, a meu ver, Dallas deveria reforçar-se a curto prazo e tentar Howard. só no Verão.

Para não fugir muito ao tema, a deadline de trocas desta temporada está aí.

O prazo termina quarta-feira. Da Liga nada de especial. Algumas renovações contratuais como o caso de Erick Dampier em Atlanta e de algumas chamadas por parte de algumas equipas a jogadores da Development League para colmatar lesões.

Até ao fecho do mercado, pode surgir um grande negócio.

Boston poderá usar Rondo como moeda de troca para alguém grande. Rondo e mais alguém por Joe Johnson não faria sentido nas actuais linhas de Boston visto que no seu rooster tem dois dos melhores lançadores da Liga.

Nova Iorque ainda tem o trunfo Stoudamire. Howard está fora de mira por agora. No entanto Stoudamire por Gasol ainda é um negócio que se pode efectuar, sabendo que se tal acontecer, Howard é carta fora do baralho para o verão de LA.

Chicago poderá fazer uma ou outra troca menor dadas as lesões que tem assolado o seu rooster. Fala-se da possibiliade de assinar até ao final da época com o retirado Rasheed Wallace para melhorar o banco da equipa, ganhar experiência para os playoffs assim como um jogador propício para o choque e para os lançamentos de 3 pontos.

Miami não mexerá no seu plantel assim como Indiana, Philadelphia ou Atlanta, excepto caso se confirmem os rumores de uma troca com Boston.

Milwaukee poderá mover uma troca menor com alguns jogadores que tem e que têm algum mercado como o turco Ilyasova (será uma pena caso os Bucks troquem o atleta) Carlos Delfino ou Mike Dunleavy.

Toronto poderá perder DeRozan ou Calderón. Calderón é plano B em Dallas e em Los Angeles. Será uma troca a realizar por dois jogadores médios dos Mavs ou dos Lakers.

Boris Diaw poderá estar de saída de Charlotte. Charlotte começa a pensar na próxima época e pondera trocar o seu principal activo. Candidatos? Nets, Knicks e Bulls. Porquê dos Bulls? Precisam de mais um bom jogador de interior e podem facilitar a saída de Gibson e Asik para Charlotte de modo a obter uma compensação dos Bobcats que está pendente desde o negócio Tyrus Thomas. Quando o poste foi para Charlotte, a equipa da Carolina do Norte prestou-se a ceder uma escolha de draft na 1ª ronda entre 2012 e 2016. O que ocorre é que até 2015, a escolha de Draft será consentida apenas pela equipa cujo proprietário é Michael Jordan. A pressão de Chicago viria no sentido de ceder estes dois atletas numa troca com Diaw para não só reforçar o seu jogo interior como forçar que Jordan seja novamente amigo e ceda por exemplo um possível nº1 do draft no próximo ano a Chicago mediante óbvias compensações de Chicago no seu draft nos anos seguintes visto que Charlotte como detém o pior record da liga arrisca-se a ter a primeira pick do draft de 2012.

Em Detroit também já se pensa na nova temporada. Trocar Monroe para reconstruir a equipa ou esperar que o draft seja amigo? É uma dúvida que poderá ser resolvida até amanhã.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA All-Star Weekend

Na sexta-feira, para abrir as festividades, o habitual jogo entre rookies e sophomores, respectivamente novatos e jogadores de 2º ano na Liga. No entanto, para contrabalançar as equipas, a Liga optou por misturar jogadores nas equipas Chuck e Shaq.

Do lado da team Chuck actuaram: Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) DeMarcus Cousins (Sacramento Kings) Derrick Williams (Minnesota Timberwolves) Paul George (Indiana Pacers) MarShoon Brooks (New Jersey Nets) John Wall (Washington Wizards) Tiago Splitter (San Antonio Spurs) Evan Turner (Philadelphia 76ers) Gordon Hayward (Utah Jazz) Kawhi Leonard (San Antonio Spurs) e Derrick Favors (Utah Jazz)
Do lado da team Shaq alinharam: Blake Griffin (LA Clippers) Jeremy Lin (New York Knicks) Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) Markieff Morris (Phoenix Suns) Kemba Walker (Charlotte Bobcats) Landry Fields (New York Knicks) Norris Cole (Miami Heat) Brandon Knight (Detroit Pistons) Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) e Greg Munroe (Detroit Pistons)

Como jogo de exibição que se preze, houve tempo para tudo. Para os triplos e rodopios de Kyle Irving, que como esperado, seria eleito o MVP da partida, para os afundanços espectaculares de Derrick Williams (viria a participar no slam dunk contest de sábado) para os afundanços de Paul George (idem) para as jogadas explosivas de Marshon Brooks, para as assistências e afundanços de John Wall, Ricky Rubio e Blake Griffin, para os triplos de Landry Fields, etc…

A Team Chuck venceu a Team Shaq por 146-143. Kyle Irving foi o melhor pontuador da partida com 34 pontos.

No sábado, a noite de Skills trouxe um espectáculo pobre que se previa mais intenso e mais disputado.

Na minha opinião e não desprestigiando os jogadores que tiveram em campo, podia-se ter feito mais qualquer coisinha no sentido de proporcionar um bom espectáculo, optando-se pela convocação de verdadeiros especialistas nas habilidades a concurso. Realço portanto a presença de bons triplistas como Ray Allen, Karl Korver, Vince Carter e Arron Afflalo no concurso de triplos assim como as ausências de outros no concurso de afundanços como LeBron James, Monta Ellis, Nate Robinson, DeMarcus Rozan ou Blake Griffin, nomes que eventualmente trariam um espectáculo mais vistoso a esta noite de sábado.

Todavia, a Liga, no que toca ao All-Star Weekend, faz uma convocatória minimamente global do alinhamento respeitando as características|feitos dos jogadores (em conjunto com a escolha do público através do site da competição) e a presença de elementos de todas as equipas nas provas de exibição. Muitos jogadores, por receio de lesão ou por vontade expressa de aproveitarem esta paragem do campeonato, optam por não aceitar os desafios menores.

Assim sendo, no primeiro concurso da noite, o Haier Shooting Stars, concurso que consiste na constituição de equipas formadas por 3 elementos (1 jogador da equipa na actualidade, 1 antigo jogador da mesma equipa e 1 jogadora da equipa feminina da WNBA da mesma cidade da equipa masculina, com o objectivo de lançar de várias posições com exito no menor tempos possível, tiveram presentes três equipas: a de Nova Iorque, constituida por Allan Houston, Landry Fields e Cappie Pondexter (New York Liberty\New York Knicks), a de Atlanta constituída por Jerry Stackhouse (substituindo o lesionado Joe Johnson\substituído por Rajon Rondo no All-Star Game) Steve Smith e Lindsay Harding, a equipa de Orlando, constituída por Jameer Nelson, Dennis Scott e Marie Ferdinand-Harris e a Team Texas, constituída por Chandler Parsons, Kenny Smith (Houston Rockets) e Sophia Young.

A equipa de Nova Iorque venceria o concurso.

No 2º contest da noite, o concurso de Skills era apimentado por mais uma acção de solidariedade da NBA. A NBA, aproveita usualmente estes momentos para efectuar acções de solidariedade para a comunidade, algo que só eleva ainda mais o nível da competição.

O concurso de Skills, criado para bases, resume-se à execução de um circuito que começa com um lançamento\afundanço, um slalom com bola, dois passes para uma baliza (um de peito e outro picado) um lançamento longo, outro passe, novo slalom e o término com um lançamento simples ou afundanço. Dos 6 intervenientes, passam 2 a uma final consoante os melhores registos.

A concurso, dos melhores bases da liga: Deron Williams (New Jersey Nets) John Wall (Washington Wizards) Tony Parker (San Antonio Spurs) Rajon Rondo (Boston Celtics) Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder). A particularidade neste concurso residia no facto de cada atleta representar no concurso um jovem em busca de uma scholarship universitaria. Tony Parker venceu o concurso e o seu representado acabou por ir para casa mais feliz, decerto.

Lançamento de triplos, o concurso que mais gosto de ver na noite de sábado.

A concurso, Kevin Love dos Minnesota Timberwolves, Kevin Durant dos Oklahoma City Thunder, Mario Chalmers e Jones dos Miami Heat, Anthony Morrow dos New Jersey Nets e Ryan Anderson dos Orlando Magic.

Depois de um concurso muito disputado, de 2 rondas e 2 desempates disputados, o poste Kevin Love tornou-se o novo rei dos triplos. É um bom prémio para Love, pelo simples facto de ser um poste muito completo que para além de dominar bem o jogo interior, vem esporadicamente fora do garrafão lançar de 3 pontos com bastante sucesso (37% esta época).

Para finalizar a noite, o habitual concurso de afundanços. Ligeiramente mais fraco este ano ao nível de espectacularidade. Presenças de Chad Buddinger (Houston Rockets) Jeremy Evans (Utah Jazz) Paul George (Indiana Pacers) e Derrick Williams (Minnesota Timberwolves).
Deu para tudo: para afundanços em estilo revival, saltos sobre motas, saltos frustrados, planos B e C…

No Domingo:

O habitual jogo das estrelas da Conferência Este e do Oeste.
Maior parte dos jogadores dispensam apresentações.
Kevin Durant foi eleito MVP. O jogador dos Oklahoma City Thunder fez 36 pontos na partida. Kobe Bryant dos Lakers marcou 27 pontos na partida e tornou-se o melhor marcador de sempre em All-Star Games com 271 pontos, contra os anteriores 262 de Michael Jordan. O Oeste ganhou por 148-147.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bulls vencem em Nova Iorque

Noite cheia de groove na meca do basquetebol: o Madison Square Garden.

Apesar do óbvio que é o meu sentimento pelos Bulls, confesso que tenho uma admiração muito forte pelos Knicks. Pelo que representa Nova Iorque, pelo cosmopolitismo da cidade, pelo Madison Square Garden como meca do basquetebol norte-americano e pela história que o Franchise apresentou e continua a apresentar.

Spike Lee na primeira fila, a comandar as tropas dos seus Knicks, a prostestar com a arbitragem e a mandar vir com os jogadores adversários. É quase um espectáculo dentro do espectáculo. Para quem viu, Craig Sager, o reporter da TNT com os seus momentos bizarros. O basket em Nova Iorque é uma alegria.

Perante duas equipas históricas da Liga, com dois bons roosters (apesar do posto na tabela classificativa ser uma realidade quase antagónica) estavam os ingredientes reunidos para que existisse um bom espectáculo, o que veio a acontecer.

De um lado os Bulls, ainda com alguns problemas de plantel motivados pelas lesões de Luol Deng e Ric Hamilton. As lesões tem sido uma constante na equipa de Tom Thibodeau, pelo que os Bulls não alinham com as cartas do baralho todas em cima da mesa há 14 jogos consecutivos. Deng, Noah, Rose, Hamilton e Watson tem sido os mais fustigados por lesões neste primeiro terço de época.

Os Bulls vinham de uma série intermitente. Derrota caseira frente a Indiana (a primeira em casa), vitória em New Jersey, derrota em Miami, vitória frente a Washington e derrota em Philadelphia.

As derrotas, todas contra equipas que estão a jogar muito bem e estão a revelar inclusive aspirações aos primeiros lugares da conferência. A derrota em Philadelphia foi copiosa. A derrota em Miami poderia ter sido vitória não fosse o facto de Derrick Rose ter escandalosamente falhado dois lançamentos de lance livre no último minuto, quando até esse momento tinha efectuado 12 em 12.

Derrick Rose tem vindo a assumir mais preponderância na equipa, tendo feito mais de 30 pontos em 4 dos últimos 5 jogos.

Do outro lado uma equipa de Nova Iorque que está a realizar um péssimo campeonato para as suas pretensões e real qualidade e que, consequentemente, começa a ser questionada não só pela comunicação social mas inserida em notícias que dão conta que os seus responsáveis estão a pensar desmantelar a equipa já este ano dado a uma certa insatisfação com o ambiente que se vive no MSG.

A equipa está Melo dependente, é um facto notório e a imprensa tem apontado deficiências no método de treinar de Mike D´Antoni, que para mim é incontestavelmente um dos melhores treinadores da Liga e acima de tudo, um gentleman da competição.

As capacidades de Stoudamire estão a ser postas em causa, algo que o poste está a relativizar com excelentes exibições dentro de campo (ainda ontem mais uma frente aos Bulls), Melo tem dias, Tyson Chandler só agora é que se está a habituar ao estilo de jogo da equipa, Baron Davis e Mike Bibby são inexistentes porque passaram mais tempo no estaleiro do que dentro de campo e Landry Fields\Iwan Schumpert tem sido jogadores muito valiosos dentro da equipa em tempos de vacas magras.

Toney Douglas tem sido aquilo que em Nova Iorque se tem aproximado de base. Baron Davis e Mike Bibby passam mais tempo no banco e na sala de fisioterapia do que em campo. Fields é escasso para Shooting Guard, apesar de ser um jogador tecnicamente muito interessante e um bom triplista.

Stoudamire? Para onde pode ir? Orlando em troca com Howard, sabendo que nessa situação Nova Iorque terá que despachar mais 2 jogadores de qualidade que neste momento não tem dado que Melo, Chandler são inegociáveis, Bibby e Davis ainda agora chegaram e estão sempre lesionados.

Melo? Quem poderia querer Melo Anthony? New Jersey? Não tem capacidade de troca. Boston? Não tem capacidade de troca. Detroit? Não tem capacidade de troca. Memphis? Não tem capacidade de troca a não ser a dupla Gasol\Gay e mesmo assim não estou a ver Nova Iorque a vender melo ou a ver Melo a ir para Memphis. LA Lakers? Dúvido, dada a obecessão por Howard.

Outra pergunta que me ocorre. Não seria melhor, pelo espírito colectivo da equipa ter abdicado da contratação de Melo pela construção de uma equipa à volta de Gallinari e Felton, como está a ser feito e com bons resultados práticos por Denver?

Quanto ao jogo em si:

Jogo extremamente bem disputado, com um período inicial de parada e resposta. Notas para o começo de exibição de Amare Stoudamire e Landry Fields e para a resposta que vinha de Chicago através dos triplos seguidos de Karl Korver. O shooting guard tem alinhado de início e Tom Thibodeau não tem visto gorada a oportunidade que tem dado ao antigo jogador dos Utah Jazz. O catch and shoot do base é um autêntico balão de oxigénio para Chicago de vez em quando. Ora para aliviar desvantagens ora para aumentar vantagens.

Stoudamire no seu melhor desta época. Sou um apreciador das suas qualidades. Não é um jogador tecnicamente perfeito. Mas é atleticamente perfeito. Dá tudo o que tem em campo. Leva tudo e todos à frente, afunda, lança bem ao perto, ao longe e também consegue triplos de vez em quando. E aquele que sido o melhor jogador da última época (LeBron James) acaba por ser um jogador da mesma linha, só que, muito mais portento da natureza que Amare.

No 2º período, um pouco mais de Rose e de Melo. Melo acabaria com 26 pontos e 6 ressaltos. Rose seria novamente o homem-chave de Chicago com incríveis 32 pontos e 13 assistências. Rose contribuiu para 63 dos 108 pontos da equipa.

Ao intervalo, os Bulls lideram por 55-44.

Na 2ª parte, os Knicks aproximaram-se gradualmente do marcador, graças aos pontos de Melo e Stoudamire, acabando mesmo no último período por encostar os Bulls a sucessivos empates e vantagens inferiores a 4 pontos.

Do lado dos Bulls, realce para as exibições de:

Carlos Boozer – Não se deu por ele em campo na maioria do tempo, mas o seu lançamento em fuga à rectaguarda voltou a dar resultados com 16 pontos e 9 ressaltos.

Joakim Noah – Mais um good-day at the office com 10 pontos e 9 ressaltos. Três combinações base-poste com Rose foram deliciosas. Teve dificuldades em defender Stoudamire.

CJ Watson – Um bom 2º período com 10 pontos de rajada.

Karl Korver – Catch and shoot. 16 pontos. 3 triplos e outros que mais de 2 pontos.

Jimmy Butler – Perante as ausências, o rookie de Chicago deu o seu contributo como pode. Defendeu Melo e pode-se dizer que o secou no 4º período. Fez 7 pontinhos bem preciosos. Está a crescer.

Em Nova Iorque, exceptuando Melo e Stoudamire:

Tyson Chandler – Apagado q.b. Ainda está à procura do melhor ritmo dentro da equipa. 9 pontos e 8 ressaltos.

Landry Fields – Alguns triplos e outras boas incursões para o cesto. É o melhor da rectaguarda dos Knicks na ausência de Davis e Bibby.

Iwan Schumpert – Perante as ausências têm que fazer frete de point guard quando é shooting guard\shooting forward. É um atirador puro. as na falta de melhor e na existência de Toney Douglas…

Passando para outras análises:

Estão lançadas as bases para o All-Star Game\All-Star Weekend.

O publico, entre os quais eu e a maralha da Liga PT da ESPN Fantasy League, fomos alguns dos milhões de amantes da NBA que votámos no 5 base que a equipa da Conferência Oeste e a equipa da Conferência Este irão alinhar dia 26 em Orlando.

Eu confesso que votei algo como: Rose, Wade, James, Bosh, Howard no Este e Nash, Westbrook, Durant, Bryant e Kevin Love no Oeste.

No entanto os escolhidos pelos votantes foram: Rose, Wade, James, Carmelo Anthony e Dwight Howard no Este e Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, Blake Griffin e Andrew Bynum.

Os suplentes serão escolhidos pelos treinadores nas próximas semanas sendo que do Este os 7 suplentes oscilarão entre Rajon Rondo, David West, Kevin Garnett, Ray Allen, Paul Pierce, Greg Munroe, Deron Williams, John Wall (talvez jogue nos rookie vs sophomores) André Iguodala, Elton Brand, Amare Stoudamire, Tyson Chandler, Carlos Boozer, Luol Deng, Kyrie Irving (rookies vs sophomores infelizmente) Chris Bosh, Danny Granger, Joe Johnson e Josh Smith.

Aposto em 7 suplentes como Rondo, West, Pierce, Williams, Stoudamire, Deng e Joe Johnson.

No Oeste, os suplentes poderão ser Westbrook, Felton, Gallinari, Ginobili (se recuperar) Duncan, Tony Parker, Nowitzky, Kidd, Carter, Gasol, Marc Gasol, Rudy Gay, Nenê, Kevin Martin, Monta Ellis, Steve Nash, Ricky Rubio (também alinhará no rookies vs sophomores)

Aposto em 7 suplentes como Westbrook, Raymond Felton, Tony Parker (dúvido que Ginobili recupere) Dirk Nowitzsky, Marc Gasol, Rudy Gay e Steve Nash.

 

Quanto a outras equipas da Liga:

Philadelphia – Não deixam de surpreender pelo actual 3º lugar da Liga. Iguodala está a jogar bem como sempre, Brand nem por isso.

Indiana – Continuam bastante coesos. Prova disso foi a vitória em Chicago num destes dias. Continuo a dizer que a entrada de David West fez muito bem à equipa.

Milwaukee – Michael Redd saiu e a equipa melhor muito. Não só ao nível de jogo mas ao nível de resultados. Drew Gooden tem alinhado bastante bem nos últimos jogos. Brandon Jennings está a liderar a equipa a todo o vapor com 20.8 pontos de média em 21 jogos. Andrew Bogut está novamente lesionado, numa fase em que estava claramente a subir de rendimento.Estão em 8º na conferência, lutando pela última vaga dos playoffs com Cleveland, Nova Iorque, New Jersey e Toronto. Mas cuidado, os Knicks não irão ficar com score negativo até ao final da época creio.

Oklahoma City Thunder – Melhor record da Liga até agora com 17-4. 81% de vitórias. Merecem todo o sucesso por aquilo que fazem em campo.

Denver – 2º lugar. O mesmo me ocorre dizer sobre os Nuggets na proporção do que disse sobre Oklahoma.

San Antonio – Mesmo sem Ginobili a coisa tá-se a endireitar. Tony Parker tem acrescido de rendimento nos últimos jogos. Falta banco aos Spurs.

Dallas – O mesmo de Spurs. Lamar Odom mais entrosado. Vince Carter explodiu e está a ter uma 2ª vida em Detroit. Kidd lesionado, não existe um 2º base na equipa com a saída de Barea. Mesmo assim a equipa de Mark Cuban já saiu dos lugares dos aflitos rumo a uma época regular que se convém nos 4 primeiros.

LA Lakers – Com Bynum tudo melhor. Gasol continua híbrido: ou faz exibições de alto gabarito ou faz exibições muito vazias.

Utah – Continua a receita: trabalho, garra. Vamos ver se a falta de vedetismo na equipa não se reflecte nas horas importantes em que alguém tenha que assumir jogo.

Memphis – Quem tem boca vai a Roma. Pela boca de muitos, Memphis já tinham ído a Tóquio. Cuidado, Gasol e Gay não chegam e os playoffs ainda são uma miragem.

Houston – Agradável surpresa. Poderão tentar algo bonito.

Minnesota – Decepção para já. Pode ser que o regresso de Michael Beasley dê algumas alegrias a esta equipa.

Golden State – Muito bonito em casa. E fora?

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA Draft 2011

Kyrie Irving. O novo #1 do draft da NBA.

Numa draft lottery em que os Cleveland Cavaliers (na primeira época sem LeBron James) conseguiram uma 1ª e 4ª escolha para equilibrar o seu rooster, apostaram em dois jogadores “semi-estrangeiros” (Irving é australiano naturalizado americano e Tristan Thompson é canadiano mas segue as pisadas do nº1). Irving é um base bastante rápido e pontua muito. Há quem o compare já a LeBron James, se bem que Irving aparece na NBA com piores números que a antiga estrela dos Cavs (muito devido a uma grave lesão que teve na última época de universitário pela prestigiada Duke).

Tristan Thompson é um poste baixo que gosta de se envolver na luta pelos ressaltos.

Na 2ª posição do draft, Minnesota ficou com o poste baixo Derrick Williams. Outro talentoso, segundo o que a comunicação social desportiva Norte-Americana afirma. Excelente para juntar a uma equipa que têm Love, Ricky Rubio e Michael Beasley até ver. Existem rumores que os Lakers estão interessadíssimos no concurso de Kevin Love e estão dispostos a trocar Pau Gasol para a equipa de Minnesota.

Na 3ª posição do draft, Utah (perdeu Deron Williams, Carlos Boozer, Karl Korver e presta-se a perder Andrei Kirilenko que este ano é free-agent falando-se da hipótese Chicago Bulls para o futuro do internacional Russo) ganhou um Turco de nome Enes Kanter. Kanter é um poste muito possante, bom marcador de pontos e bom ressaltador. Kanter, que esteve inicialmente cotado para 9º do draft deste ano realizou bons treinos tanto em Utah, como em Minnesota e em Cleveland, afirmando ser “um pouco de Dwight Howard, um pouco de de Pau Gasol e um pouco de Shaquille O´Neal”. Veremos se o turco corresponde numa equipa que terá que passar nos próximos anos por um enorme processo de reconstrução.

Os Raptores ficaram com o Lituano Jonas Valanciunas mas este ainda ficará na europa mais um ano a evoluir. No lugar 6 aparece outro europeu (um draft recheadíssimo de novos talentos europeus) desta feita Jan Vezely. Para mim, Vezely será uma das grandes revelações da NBA nos próximos anos. O checo jogará nos Detroit Pistons (uma equipa que está em maré baixa mas que têm experientes jogadores na sua equipa) e creio que dentro de 2 a 3 anos será um indiscutível All-Star. Jogava pelo Partizan na Europa, e pelo que vi na Euroliga, é um poste com imensa força e mais calibrado para o ataque do que para a defesa. Para poste, assemelha-se a Chris Bosh porque é um excelente lançador.

Nas restantes posições do draft, destaque para o nº9 Kemba Walker (escolhido pelos Bobcats; poderá ser um bom jogador no futuro pelo que vi nos treinos visto tratar-se de um base muito rápido e bom distribuidor de jogo) para o nº16 o Sérvio naturalizado Americano Nikola Vucevic (escolhido pelos 76ers; teve excelentes números no campeonato universitário por South California), para os drafts do Bulls (Norris Cole tem caminho livre para Miami; Jimmy Buttler veio da Universidade de Marquette em Chicago e é um jogador que pode vir a ser útil pois joga nas duas posições de base e ainda pode ser extremo e Malcolm Lee da UCLA também vai para Minnesota em troca pelo Sérvio Nikola Mirotic, antigo poste do Real Madrid que vem para Chicago e poderá ser um jogador a ter em conta no futuro) para a escolha dos Heat Bojan Bogdanovic (base atirador que vai directinho para Minnesota devido à troca de rookies entre as equipas).

No que toca às primeiras trocas e aos free-agents deste ano também existe algo que escrever:

– No capítulo das trocas e contratações, nada de novo a não ser a troca de rookies no draft entre Minnesota, Chicago e Miami.

– No capítulo das renovações e extensões de contrato, Ray Allen já renovou por Boston por mais uma época. Allen era free-agent e estava nas coagitações de metade das equipas da Liga.

Washington fez extensão de contrato à sua estrela John Wall,  Jordan Crawford, Trevor Booker e Kevin Seraphin por mais 3 anos ou seja, até 2016.

Denver renovou com o base Ty Lawson por 4 épocas.

Os Lakers renovaram com Matt Barnes por mais 1 época enquanto Miami fez o mesmo com o lituano Zydrunas Ilgauskas.

Sacramento extendeu opção de contrato por uma época à sua estrela Tyreke Evans, que no final desta época também se tornava free-agent com restrições (os free-agents podem ser de duas categorias: livres, podendo assinar com qualquer equipa; ou restritos, podem assinar com qualquer equipa mediante compensações por jogadores, drafts futuros ou compensações monetárias). Os Kings também renovaram por uma época com DeMarcus Cousins.

Toronto renovou com uma das suas estrelas por 3 épocas (DeRozan) e com o poste baixo James Johnson.

Indiana renovou com Collison e Tyler Hainsbrough por três 3 épocas.

– Quanto a free-agents ainda disponíveis no mercado:

Nos jogadores que se encontram livres existe uma série bastante interessante de free-agents que podem ser adquiridos pelas equipas sem qualquer custo acrescido:

Jamal Crawford (Atlanta; ainda não recebeu qualquer proposta para renovar)

Carlos Arroyo, Glen Davis, Nenad Krstic, Delonte West e Sasha Pavlovic (Boston; Glen Davis deverá renovar nos próximos dias; West e Pavlovic são jogadores com enorme potencial mas estão descartados das opções de Doc Rivers)

Kurt Thomas (Chicago; será sempre um veterano de classe)

Juan José Barea, Caron Butler, Tyson Chandler, DeShawn Stevenson e Peja Stojakovic em Dallas (duvido que a equipa de Mark Cuban não renove com Barea, Chandler e Stevenson; Caron Butler deverá sair; Peja Stojakovic é carta fora do baralho da equipa de Rick Carlisle e fala-se que poderá assinar pelos Bulls ou pelos Nets na próxima época)

Nenê Hilário e JR Smith (dúvido que ambos saiam de Denver, mas já se falou na possível mudança de JR Smith para Miami e de Nenê para os Nets)

Tracy McGrady e Tayshaun Prince nos Detroit Pistons (Prince será um bom jogador para qualquer equipa da NBA e os Pistons querem a sua saída para poder aliviar a sua folha salarial de modo a poderem reconstruir a sua equipa após estas últimas épocas de desilusão)

Yao Ming é free-agent mas coloca-se dúvidas quanto à possibilidade de voltar a jogar na NBA devido à grave lesão que o Chinês teve na última época que o impediu de jogar por Houston. 

Mike Dunleavy e Josh McRoberts em Indiana (o primeiro é um exímio atirador; o 2º um suplente muito útil a qualquer equipa na NBA. Ambos não foram contemplados com o plano de renovações da equipa)

Jamario Moon (LA Clippers)

Shannon Brown (LA Lakers)

Shane Battier e Leon Powe em Memphis.

Mike Bibby, Erick Dampier, Eddie House, Juwon Howard, James Jones e Jamal Magloire (à excepção de Jones, são todos veteranos e poderão ser úteis em várias equipas que ficaram excluídas dos playoffs nesta época; são todos para sair excepto Bibby cujo futuro ainda é desconhecido).

Earl Boykins e Michael Redd em Milwaukee (Boykins será um base bastante útil em algumas equipas enquanto Redd é uma incógnita porque depois da lesão que sofreu a meio desta época poderá não voltar ao potencial que demonstrava antigamente).

Sasha Vujacic  nos Nets (é credível que saia para a equipa de New Jersey poupar algum dinheiro para atacar uma vedeta da Liga).

Marcus Banks, Aaron Gray, Carl Landry e David West em New Orleans (Gray deverá continuar; Landry e Banks não renovam; David West será um dos nomes quentes deste verão: terá decerto Chicago, Knicks, New Jersey, Lakers, Phoenix, Houston, Detroit e outras equipas na sua cola). 

Jason Richardson também deverá mudar de área em Orlando, mas tal opção só deverá ser exequível se Dwight Howard também mudar.

Tony Battie e Jason Kapono em Philadelphia.

Grant Hill em Phoenix. Acaba carreira?

Samuel Dalembert e Marquis Daniels não deverão ficar em Sacramento.

Leandro Barbosa é uma excelente escolha para o tiro exterior, estando livre em Toronto.

Andrei Kirilenko (Utah; fala-se da hipótese Bulls. Também poderá voltar à Europa)

Josh Howard e Yi Jianlian estão livres em Washington e não foram contemplados com a renovação nos últimos dias. Poderão ser reforços interessantes para as equipas que tentam chegar novamente aos playoffs.

– Quanto aos free-agents restritos temos:

Jeff Green em Boston. Poderá sair por troca directa com qualquer jogador de média dimensão.

Arron Afflalo em Denver. A sua saída já poderá eventualmente indicar troca por troca + compensações monetárias ou escolhas de draft ou então a troca por 2 jogadores de média dimensão.

Rodney Stuckey em Detroit. Poderá ser trocado por 2 ou 3 jogadores de média dimensão  + compensações monetárias e escolhas de draft visto tratar-se de um base com algum talento.

Marc Gasol poderá transferir-se de Memphis para outro lado. Não arrisco a dizer a troca que se poderá efectuar visto que Marc está muito bem cotado no mercado depois do excelente playoff que realizou.

Mario Chalmers em Miami tanto poderá ser trocado como poderá renovar.

Em New Orleans, Marco Bellinelli será moeda de troca por algum jogador de média dimensão.

Thaddeus Young em Philadelphia é um jogador apetecível às equipas grandes e também deverá ser moeda de troca por dois bons jogadores para os 76ers.

Greg Oden em Portland será moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de média dimensão ou poderá renovar. A renovação não é um cenário que acho sério, visto o flop que Oden foi para os Trail Blazers (relembro que foi nº1 do draft à uns anos atrás não podendo jogar esse primeiro ano devido a uma lesão na pré-época). 

Post-Scriptum (22:31) – Ao que consta, à mesma hora que escrevia este post, ficou decidida uma mega troca “pós-draft” entre várias equipas: O Espanhol Rudy Fernandez (representava Portland) sai rumo aos Dallas Mavericks que em compensação deram as suas escolhas do draft deste ano (o nº 26 Jordan Hamilton e o nº57). Os Mavs também ficaram com Rudy e Pettri Koponen. Por sua vez, Portland também trocou André Miller e o rookie recebido de Dallas por Raymond Felton (em Fevereiro tinha ído para Denver no pacote Carmelo Anthony). Outras equipas foram metidas ao barulho, Stephen Jackson sai de Washington via Milwaukee Bucks e Corey Maggette sai de Milwaukee para Charlotte. John Salmons sai de Milwaukee para Sacramento e George Hill sai de San Antonio via Indiana.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

All-Star Weekend: Rookies vencem Sophomores


Foi um jogo interessante aquele que abriu as festividades do All-Star Weekend.

De um lado os Rookies (estreantes na Liga). Do outro lado, os Sophomores (jogadores de 2º ano).

Os Rookies venceram os Sophomores por 148- 140. A 2ª vitória consecutiva dos Rookies contra equipas de 2º ano.



Muito embora o MVP da partida (recorde de 22 assistências) tenha sido o #1 do draft do ano 2010 John Wall (Washington Wizards), o jogador que mais me encantou nesta partida foi James Harden dos Oklahoma City Thunders. O jogador de 21 anos foi o melhor marcador dos Sophomores com 3o pontos.

O melhor marcador da partida acabou por ser o rookie DeMarcus Cousins (Sacramento Kings) com 33 pontos. Outro jogador que me saltou à vista e o qual já acompanho ao nível de prestações nos LA Clippers é o extremo Blake Griffin. Tem tudo para se tornar dentro de 2 a 3 num dos melhores jogadores da Liga.

Chicago contribuiu com 1 jogador para este jogo. O extremo Taj Gibson foi titular pelos Sophomores e em 18 minutos de utilização marcou 8 pontos.

Hoje, a partir das 01:30 da manhã (com transmissão em directo na Sporttv) é a noite dos concursos técnicos (skills).

Estão previstos 4 concursos: lançamento por equipas (1 jogador masculino, 1 jogadora feminina e 1 antigo jogador da mesma equipacidade) concurso de skills para bases (Derrick Rose vai defender o título do ano passado) concurso de triplos e o espectacular concurso de afundanços.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,

NBA All-Star Weekend

Começa esta madrugada em Los Angeles (2 da manhã com transmissão na Sporttv) o All-Star Weekend da NBA.

Para abrir as festividades, o jogo de Rookies contra Sophomores (jogadores de 2º ano na Liga).

Frente a frente, estarão jogadores como John Wall (Washington Wizards) Gary Neill (San Antonio Spurs) e Blake Griffin (Los Angeles Clippers) pelos Roookies contra DeJuan Blair (San Antonio Spurs) Stephen Curry (Golden State Warriors) Taj Gibson (Chicago Bulls) Serge Ibaka (Oklahoma City Thunder) e Brandon Jenning (Milwaukee Bucks) pelos Sophomores.

Com as etiquetas , , , , , , , ,

NBA Draft 2010

O director executivo da National Basketball Association (NBA) David Stern apresenta ao mundo John Wall, jovem base da Universidade de Kentucky que foi ontem oficializado como o #1 do draft deste ano tendo sido escolhido pelos Washington Wizards.

De apenas 19 anos, este base conseguiu uma média de 16.6 pontos, 6,5 assistências e 4,3 ressaltos na sua época de estreia no Campeonato Universitário Norte-Americano (NCAA) pela Universidade de Kentucky.

Para finalizar deixo a pergunta da praxe: será esta foto o prenúncio do nascimento de mais uma vedeta da NBA?

Com as etiquetas , ,