Tag Archives: Joaquin Rodriguez

os 10 melhores do ano para a Biciclismo

O Site Biciclismo.com, portal espanhol especializado na modalidade, está a promover um concurso na sua página de facebook para a nomeação dos 10 melhores ciclistas do ano 2012.

Bastará aos utilizadores deixar na barra de comentários os 10 nomes deste ano velocipédico. Eu já fiz a minha escolha e optei pelos seguintes 10: Rui Costa (Portugal\Movistar), Braddley Wiggins (Reino Unido\Team Sky), Peter Sagan (Eslováquia\Liquigás), Joaquin Rodriguez (Espanha\Team Katusha) Philippe Gilbert (Bélgica\BMC), Alexandre Vinokourov (Casaquistão\Astana), Christopher Froome (Reino Unido\Team Sky), John Degenkolb (Alemanha\Team Argus), Michelle Scarponi (Itália\Lampre), Ryder Hesjdal (Noruega\Garmin).

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A felicidade de Cobo

O Anglirú faz diferenças colossais. O caminho de cabras descoberto por um elemento da extinta equipa Once, alcatroado e inserido pela primeira vez na Vuelta de 1999 é de facto uma subida terrível (12 km a uma inclinação média de 9,9% com rampas duríssimas que vão dos 14% aos 24%) que está ao nível das 89 melhores subidas do Tour (Col du Telegraph, Col de La Madeleine, Mont Ventoux, LuzArdiden, Alpe D´Huez, Plateau de Beille, entre outras) e só passível de ganhos em território Espanhol com Arcalis e Sierra Nevada.

Foi aí que Juan José Cobo, experiente trepador da Geox que até esta volta tinha como grandes resultados da sua carreira (uma vitória na Volta ao País Basco, um campeonato espanhol de contra-relógio sub-23, 2 etapas na Volta ao País Basco, um 3º lugar individual na Volta a Castilla y Léon com a vitória numa etapa, 1 etapa na Volta a Portugal, um 4º lugar individual na Volta a Portugal, 1 etapa na Volta a Burgos, 1 etapa no Tour, 1 etapa na Volta à Espanha e consequente 10º lugar individual) cavou as diferenças para Froome, Wiggins, Mollema, Monfort e outros…

A partir daí foi gerir a diferença na última semana de prova, onde Christopher Froome e a Sky (pelo tempo que Froome tinha a recuperar para Cobo) foram demasiados tímidos, o que de facto também acaba por ser compreensível visto que Froome acabou por ter nesta Volta um resultado bastante surpreendente tendo em conta os parcos resultados obtidos até ao dia de hoje.

Bradley Wiggins conseguiu o pódio. Justamente. O Britânico está a tornar-se mais regular na alta-montanha. Mesmo assim creio que não é ciclista para ir mais além do que a luta pela vitória no Giro e na Vuelta.

Bauke Mollema é um nome a ter em atenção. De todos os Holandeses, creio que o seu potencial é bem maior do que o de Gesink. Todavia, a Rabobank está muito bem servida para os próximos anos. Teve muita arte ao roubar a camisola verde a “Purito” Rodriguez na pedalada final em Madrid. Para além de ser um ciclista completo que pode discutir grandes voltas, é um homem a ter em conta para as clássicas, pelo seu potencial de finalização de etapas.

Maxime MonfortIgor Antón – O primeiro é um ciclista de valia. Em forma, poderá alcançar o top-10 do Tour facilmente. O segundo é um espectáculo. Venceu onde queria vencer, em Bilbao, sua terra natal. Deu uma alegria aos adeptos bascos equiparável à vitória num Tour, visto que a prova espanhola não tinha um final de etapa por terras bascas desde o incidente (ameaça de bomba) em 1978. Antón precisa de melhorar o contra-relógio para poder discutir a Vuelta. O resto está lá.

Vincenzo Nibali foi 7º e acabou por ser uma decepção. O contra-relógio continua a ser uma pedra no sapato no Italiano. Nesta Vuelta perdeu muito tempo no contra-relógio e não se evidenciou na alta-montanha. Poderá ir pelo mesmo caminho de Ivan Basso caso continue a mostrar uma postura defensiva na alta-montanha.

Janez Brajkovic – Para quem era candidato a vencer o Tour, a 22ª posição na Vuelta não confirma apenas o mau ano da Radioshack. Confirma que Brajkovic é overrated. Erros de casting de uma estrutura que no pós-armstrong estragou carreiras, tais como as de Kloden (será sempre um gregário de luxo, nunca um chefe-de-fila) e Yaroslav Popovych.

Tiago Machado foi 32º. Prometeu o top-20 e quiça algo mais no início da prova. Acabou por desaparecer dos grupos principais com o decorrer desta. Precisa de ser mais consistente e precisa sobretudo que lhe dêem mais espaço na Radioshack com a nova fusão com a Leopard, algo que decerto não vai acontecer porque Tiago deverá ser influente no trabalho para os irmãos Schleck. Nesse papel, talvez venha a lucrar como Azevedo lucrou com Armstrong.

Chavanel, Le Mevel, Moncoutie – Mais do mesmo. Aparecem, desaparecem. A camisola da montanha é o conforto dos ciclistas e equipas francesas.

Joaquin RodriguezLuis León-Sanchez – Não são corredores para vencer grandes provas por etapas. Está mais que visto. Mas são atletas de guardar nas equipa. Vencem muitas etapas, são importantes para a obtenção de pontos no ProTour.

Sérgio Paulinho – Por duas vezes teve a vitória em etapa na mão, por duas vezes fraquejou.

Castro SastreDavid BlancoDavid BernabéuJuan HorrachPablo Lastras – Sastre está claramente em final de carreira. Aos 36 anos, o seu nível exibicional desceu desde que venceu o Tour e nada me admira que perdure a bicicleta no final do ano. Os restantes fizeram mossa nas estradas portuguesas. Ficam-se mesmo por aí, por mais que a comunicação social eleve as suas competências.

Peter Sagan – Deu à liquigás o triunfo mais saboroso em Madrid. Tanto batalhou que acabou no pódio final como se pretendia. À equipa Italiana, faltou o sucesso de Nibali.

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Francesco Gavazzi vence na Vuelta

Depois da vitória de Froome em Peña Cabarga que aproximou (em 7 segundos) o ciclista da Sky da liderança de Cobo (2º em Peña Cabarga) hoje foi a vez de Francesco Gavazzi vencer na Vuelta (italiano da Lampre que esteve em destaque na Volta a Portugal com algumas vitórias em etapas) culminando em grande estilo uma fuga de vários ciclistas entre os quais novamente o Português Sérgio Paulinho, tendo sido novamente infeliz nos quilómetros finais da tirada.

A etapa entre Solaris e Noja tinha algumas dificuldades a meio do percurso, entre as quais uma contagem de 1ª categoria. Desde cedo, um grupo de fugitivos de 8 elementos com homens como Gavazzi, Paulinho, Joaquin Rodriguez, Gustov e Matteo Montaguti  (entre outros) trilhou o seu caminho sem grande oposição por parte do pelotão até à chegada, onde o italiano da Lampre foi mais forte.

No pelotão, o duo da frente da corrida chegou ao mesmo tempo. Mesmo com 13 segundos de atraso, Christopher Froome acredita que será possível roubar a camisola a Juan Cobo antes da etapa de consagração em Madrid. Resta-lhe portanto jogar amanhã ou no sábado.

Classificação Geral:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Team SkyGrã-Bretanha) a 13s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 1.41m
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 2,05m
5º Denis Menchov (RussiaGeox) a 3.48m
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard) a 4.13m
7º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 4.31m
8º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 4.45m
9º Daniel Moreno (KatushaEspanha) a 5.20m
10º Mikel Nieve (EuskatelEspanha) a 5.33m

Nas outras camisolas:

– Com a fuga de hoje, Joaquin Rodriguez atingiu o seu objectivo e recuperou a camisola verde depois de a ter perdido ontem para Mollema. 8 pontos nos sprints especiais e 8 pontos na chegada valem com que “Purito” lidere a classificação com 106 pontos contra os 101 do Holandês. Juan Cobo tem 92. Iremos decerto assistir a uma enorme luta pelos sprints bonificados até ao final da prova entre estes dois ciclistas.

– Na montanha, Monteo Montaguti fez um assalto final à camisola de David Moncoutie. O italiano da AG2R andou na fuga com o propósito de pontuar na montanha que se foi ultrapassando no decorrer da etapa. Montaguti marcou 13 pontos. Moncoutie lidera com 63 com os 56 do italiano e os 42 de Cobo. Desengane-se quem pensa que esta luta está fechada. Amanhã e sábado ainda existem montanhas para ultrapassar e estes dois ciclistas irão fazer marcação cerrada entre si, sendo expectável que saiam em fuga.

– No prémio combinado, Cobo é 1º, Froome 2º e Mollema 3º.

– Por equipas, a Geox já assegurou praticamente a vitória. Tem 10 minutos de avanço para a Leopard e quase 18 para a Euskatel.

Em relação à etapa de amanhã (Noja-Bilbao):
– Etapa com grau médio de dificuldade com uma parte final onde até podem ser trilhadas diferenças. Começa com 2 contagens de 3ªa categoria e acaba com 2 de 2ª categoria, sendo que a última termina precisamente a 14km da meta. Será portanto um bom dia para Froome tentar o assalto à 1ª posição da prova assim como Mollema irá querer contrariar o actual 3º lugar de Wiggins.
Tem 2 sprints bonificados pelo meio.

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Haedo vence na Vuelta

Um final de doidos na 16ª etapa da Vuelta.

Joaquin “Purito” Rodriguez ficou preso numa queda colectiva na aproximação à meta. O camisola verde precisou do “reboque” dos seus colegas da Katusha até à meta.

Já dentro do último quilómetro, alguns candidatos à vitória na etapa enganaram-se na interpretação da sinalização e viraram à direita quando deveriam ter seguido pela esquerda. Culpa da organização, que não tapou a passagem. Quem aproveitou para vencer foi o sprinter argentino da Saxo Bank Juan Haedo, homem que nunca tinha vencido numa grande volta por etapas.

Na geral, tudo na mesma. Amanhã, tudo poderá ser decidido na etapa que termina em Peña Cabarga. É a última chegada em alto. No entanto, as etapas de quinta-feira, sexta-feira e sábado (Solares-Noja; Noja-Bilbao; Bilbao-Vitoria) também apresentam dificuldades no decorrer da etapa que poderão causar diferenças.

A etapa de amanhã terá 2 sprints bonificados (Wiggins e a Sky assim como Cobo e a Geox já disputaram os sprints bonificados com a ideia mútua de marcar e impedir a marcação por parte dos adversários) e 3 contagens de montanha: uma 3ª categoria, uma 2ª categoria e uma categoria especial com chegada em alto em Peña Cabarga.

Serão dias de tudo ou nada pela vitória.

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Cobo vence no Anglirú

parte 1

parte 2

Juan José Cobo deu show no Alto do Anglirú. Na etapa raínha da Vuelta deste ano, o homem da Geox deu um salto triunfal para a vitória na prova, roubando a camisola vermelha a Wiggins durante a subida final.

A história da etapa começa na subida anterior ao Anglirú. No alto do Cordal, regista-se logo a primeira baixa entre o top-10 da prova. O Sueco Kessiakoff da Astana ficou muito cedo em dificuldades e hipotecou a sua hipótese de chegar ao top-10. No Cordal saíram alguns ciclistas. Quase todos atrasados em relação ao líder Wiggins. Sastre e Moncoutie foram os homens mais importantes a sair. Moncoutie saiu com o proposito de reforçar a sua liderança no prémio da montanha.

Depois da descida para o Anglirú, foi a Liquigás de Vincenzo Nibali a pegar na corrida com uma aceleração protagonizada por Peter Sagan. O ciclista Italiano estava com ideias de atacar na subida e recuperar o tempo perdido na etapa de ontem, tempo que Nibali justificou por um erro pessoal na alimentação durante a parte final da etapa.

A 12 km do fim, na entrada oficial da subida do Anglirú, o grupo restrito de homens começa a perder as primeiras unidades. Chris Sorensen foi o primeiro a ceder terreno. Jurgen Van der Broeck da Omega-Pharma Lotto também ameaçava cair do grupo principal. No entanto, o experiente belga manteve-se entre os primeiros e acabou por fazer uma etapa interessante.

Sastre continuava com os seus ataques. Na altura, pensei que o veterano estaria interessado em vencer no alto do Anglirú. Tal ataque não seria mais do que uma tentativa de desgaste da Liquigás, pois o seu colega de equipa Juan José Cobo iria atacar de seguida. Denis Menchov da Geox também se encontrava num grupo onde Tiago Machado não era por mim identificado. Maxime Monfort era outra das ausências no grupo de Wiggins. O Belga fez no entanto uma excelente corrida pois conseguiu entrar nos primeiros da etapa. Já Wiggins ia bem acompanhado pelo seu gregário Christopher Froome. 1º e 2º da geral eram rodeados por homens como Cobo e Joaquin Rodriguez.

Quando se pensava que era altura do homem da Katusha lançar o seu ataque, começam os ataques decisivos desta etapa. Sastre ia lá na frente. Juan Manuel Garate da Rabobank saiu com o propósito de abrir caminho para um possível ataque de Bauke Mollema. Igor Antón saiu com o propósito de dar a vitória na etapa à Euskatel e Cobo saiu posteriormente com a vontade decidida de vencer a etapa e chegar à liderança da prova. Em poucos quilómetros, quando a etapa já ditava uma rampa de subida na ordem dos 20%, Cobo acabou por ficar sozinho a ganhar tempo a todos os outros concorrentes. Sastre, Garate e Antón seria ultrapassados pelo homem da Geox. Pelo meio, o Irlandês Daniel Martin da Garmin tambem iria tentar a sua sorte.

Com o ataque de Cobo, o grupo Wiggins acabou por ficar muito reduzido. Com ele seguiram Christopher Froome, Joaquin Rodriguez, Denis Menchov, Walter Poels da Vacansoleil e Vincenzo Nibali. O Italiano haveria de ser o primeiro a ceder. Mollema o 2º. Rodriguez iria ceder a cerca de 5 km da meta. Quem estava ligeiramente mais atrás do grupo Wiggins era Van der Broeck.

Com os olhos na vitória e uma cadência incrível, seria Juan José Cobo a vencer a etapa e a chegar à liderança. Cobo amealhou 48 segundos para Christopher Froome, que nos últimos quilómetros teve ordens para deixar Wiggins sozinho e avançar para perder o mínimo tempo possível para o ciclista espanhol da Geox, para Walter Poels e para Denis Menchov. Este último entrou no top-10, mas já não luta pela vitória na prova. Será o grande braço direito de Cobo para a defesa da vermelha na próxima quarta-feira, altura em que o pelotão ultrapassa a última grande dificuldade de montanha desta Vuelta.

A estes tempos somamos a bonificação de 20 segundos ganha por Cobo.

A 1,21 chegaram Wiggins e Antón. A 1,35m Rodriguez com Mollema, Monfort e Sergey Lagutin, ciclista Uzebeque da Vacansoleil.

Daniel Martin da Garmin perdeu 1,41m. Jurgen Van der Broeck chegou em 14º a 2.17m, tempo que lhe permite entrar no top-10. Seguiu-se a chegada de Vincenzo Nibali com 2.37 de atraso – o italiano pode estar fora da luta pelo pódio. 5 segundos depois chegou Jakob Fulsang.

Chris Sorensen chegou com 3,32 de atraso e disse adeus ao top-10. Sastre perdeu quase 4 minutos. Tiago Machado chegou na 27ª posição com quase 5 minutos e meio de atraso, sendo o primeiro Radioshack a entrar. A radioshack perdeu hoje hipóteses de chegar à liderança colectiva.

Haimar Zubeldia e Janez Brajkovic perderam 9.40. Até à hora deste post, a organização ainda não tinha actualizado as perdas de Kessiakoff.

Na classificação geral, as coisas ficaram assim ordenadas:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 48s
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.46s
5º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 2.37m
6º Denis Menchov (RússiaGeok) a 3.01m
7º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 3.06m
8º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 3.27m
9º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 3.58m
10º Walter Poels (HolandaVacansoleil) a 4.07m
11º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 4.32m
13º Joaquin Rodriguez (EspanhaKatusha) a 5.17m
15º Chris Sorensen (DinamarcaSaxo Bank) a 6.08m
16º Daniel Martin (IrlandaGarmin) a 6.42m
20º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 9.16m
21º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 10.07m
22º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 14.47m
26º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 22.33m
28º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 26.51m
29º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 28.56m

Juan José Cobo tem uma magra vantagem. Terá que se defender nas próximas etapas e se possível ganhar mais tempo para a dupla da Sky. Froome e Wiggins terão que fazer pela vida na próxima quarta-feira para poderem ousar chegar á vitória na prova. Caso contrário, só apenas um milagre nas etapas planas poderá garantir aos ciclistas britânicos a vitória na prova.

Bauke Mollema não é uma carta descartada para a vitória na geral, mas a vida do Holandês está muito difícil. Terá que fazer uma etapa fenomenal na quarta. O Holandês irá querer chegar ao pódio, tomando partido ora de Froome ora de Wiggins.

Com os olhos postos no pódio também estarão Denis Menchov (irá acompanhar Cobo na etapa de montanha e poderá subir mais na geral) e Maxime Monfort. Nibali e Fulsang serão homens que perderão mais tempo até Madrid e pelo meu prisma não tenho dúvidas ao excluí-los da possibilidade de atingirem o pódio final.

Jurgen Van der Broeck, Walter Poels, Daniel Moreno e Joaquin Rodriguez irão lutar pelo top-10. Poels é o único ciclista em que acredito não só manter-se nos 10 primeiros como até poder subir alguns lugares na classificação.

A radioshack deu novamente provas da péssima época que está a fazer. Brajkovic, Zubeldia e até Tiago Machado já andam fora do top-20. A instabilidade quanto ao futuro abala a equipa fundada por Lance Armstrong. Prova disso são as possíveis saídas de alguns ciclistas, entre os quais Paulinho, Zubeldia e Kloden.

Nas outras camisolas:

– Na verde, Rodriguez lidera com 90 pontos contra os 85 de Mollema, os 75 de Peter Sagan e os 71 de Walter Poels. A luta pela camisola está em aberto. Rodriguez não irá querer ficar fora do pódio final. Mollema, Sagan e Poels terão o mesmo intuito que o ciclista espanhol.

– Na montanha, Moncoutie marcou alguns pontos no Cordal e reforçou a sua liderança. Tem 60 pontos e vê o italiano Mattia Montaguti com 38, Daniel Moreno e Cobo com 32. Se nada de excepcional acontecer, o Francês da Cofidis irá levar a montanha para casa.

– No prémio combinado, Cobo é o novo líder. Mollema é 2º e Daniel Moreno o 3º.

– Por equipas, a Geox assegurou praticamente a vitória colectiva. Tem 6,49m de avanço para a Leopard e 25 minutos para a Euskatel.

Amanhã teremos o 2º dia de descanso.

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