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portices…

Existem dias, decisões e atitudes em que eu, um sportinguista confesso e fanático, penso o quão brilhante é a organização interna do FCP.

Cristián Rodriguez, depois de lhe ser mostrada a porta da saída está a render como nunca rendeu em Portugal.

Já não é o primeiro jogador que muda subitamente de atitude e rendimento (para melhor) depois da SAD do clube o dar como transferível.

Nos últimos 10 anos, Freddy Guarín, Ricardo Quaresma, Adriano, Cristian Sapunaru, Jorge Fucile, Fernando Belluschi, Ricardo Costa, Deco, Capucho, Pedro Mendes, Benny McCarthy, Tarik Sektioui, Mariano González, Ernesto Farias, em épocas diferentes, todos estes jogadores tiveram com um pé fora do clube no mês de Janeiro e todos eles, sentindo a ameaça do momento, melhoraram o seu rendimento e ajudaram a equipa não só com rendimento desportivo mas também com rendimento financeiro.

É certo que existe o reverso da medalha. Mas em todos os grandes, os flops são mais que muitos.

O Porto não é excepção se olharmos os últimos 10 anos. Desde 2001\2002 que consigo vislumbrar cerca de 40 flops no Porto: Sergei Ovchinikov, Nelson, João Manuel Pinto, Rubens Junior, Candido Costa, Esquerdinha, Peixe, Pizzi, Silvio Maric, Clayton, Hugo Ibarra, Fredrik Sodestrom, Quintana, Esnaider, Kaviedes, Cesar Pexoto, Jankauskas, Ricardo Fernandes, Maciel, Bruno Moraes, Giourkas Seitaridis, Rossato, Diego, Leo Lima, Ibson, Claudio Pitbull, Fatih Sonkaya, Marek Cech, Sandro, Tomo Sokota, Bruno Gama, Ivanildo, Lucas Mareque, Wason Renteria, Milan Stepanov, Mario Bolatti, Kazmierczak, Edgar Silva, Nelson Benitez, Diego Valeri e Sebastian Prediger são aqueles que consigo enumerar.

No entanto, esses 40 flops são um oasis comparativamente aos muitos flops de Sporting e Benfica. Isto, porque o Porto em 10 anos ganhou 6 títulos nacionais, 2 UEFA\Liga Europa, 1 Champions, 1 Intercontinental e outros tantos troféus entre supertaças e taças de portugal. E com outras contratações tornou-se o clube que mais recebeu em verbas de transferências na Europa!

Não é brincadeira o facto de considerar pessoalmente que por cada 3 maus que vem pro Porto e não rendem nada, vem 1 que dá títulos e dinheiro nas contas. A organização interna no clube é uma máquina: embora um pouco mal gerida do ponto de vista financeiro, tendo em conta os recursos de que o clube dispôs nos últimos anos, é uma máquina que pensa em tudo e que está por cima de tudo. Isso faz comparativamente a diferença em relação aos dois grandes de Lisboa.

E o sucesso do Porto passa muito por aí.

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