Tag Archives: João Branco

que se lixe a troika

Foto: Jornal Universitário A Cabra

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não é todos os dias que a académica me apanha a dormir

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Desculpe lá senhor ministro

Usualmente, quando não sei responder, invento.

Perguntei ao ministro da economia tomando como pressupostos base as suas afirmações de que o governo deve estimular o empreendedorismo jovem e recusando desde logo a ideia do estado no sentido liberal de estado-polícia, se fazia sentido continuar a desinvestir no ensino superior como tem desinvestido e assim aniquilar o futuro a uma boa parte da juventude que hoje frequenta o ensino superior?

A resposta que eu tive da boca de Álvaro Santos Pereira focou-se na necessidade da avaliação de professores pelo mérito, na necessidade de racionalizar os corpos docentes e algumas palavras assertivas acerca da necessidade de um ensino concorrencial.

Não recebi uma resposta que fosse de encontro às necessidades de dotar as universidades de um financiamento justo que permita a sua gestão e funcionamento sem um estigma asfixiante. Não recebi uma resposta que fosse de encontro a uma acção social escolar universal, justa e equalitária. Não recebi uma resposta que dissesse que em tempos de crise tem que se apostar na juventude e na consequente criação de políticas de emprego que absorva os cérebros que saem todos os anos do ensino superior. Nada. Álvaro dos Santos Pereira esquivou-se das minhas perguntas.

Recebi sim o convite para ler as suas opiniões nos seus manuais de economia portuguesa. Terei todo o gosto em ler a sua literatura Sr. Ministro.

O Entre o Nada e o Infinito na pele do seu rosto João Branco pede desculpas ao Álvaro Canadiano e promete que da próxima vez não vai ser tão duro nas perguntas.

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Demissões Parte III

O Presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, apaga todas as postagens que o Entre o Nada e o Infinito lhe coloca no seu mural de facebook e as perguntas que o seu autor (João Branco) lhe deixa a título pessoal no referido perfil.

Nem é uma questão de se dar ao trabalho de responder. Apaga, porque não tem uma resposta às perguntas que lhe formulo. Mais uma vez se vê a falta humildade deste presidente da Direcção-Geral, assim como outros tiques nada democráticos.

Relembro-lhe portanto, um trecho da conversa telefónica que tivemos na célebre noite da ameaça de um processo judicial. O Eduardo, em tons agressivos, pedia-me encarecidamente para o consultar sobre ocorrências no seio da Direcção-Geral\Explicações sobre tomada de acções e decisões da sua parte antes de escrever o que fosse no blog. Dizia-me ele que “era para evitar escrever factos inverosímeis e caluniosos”. Lembras-te Eduardo? Pois bem, foi o que fiz. Pedi-te uma explicação. Tu habilmente apagaste. Volto a relembrar as tuas palavras quando me criticavas “que eu só escrevi aquilo que me interessava” – pois bem, acho que acabaste “de cair no meu erro”.

E de facto, não conhecia esses tiques de tirano em ti.

Até na questão da demissão do Miguel, tu não quiseste saber do Entre o Nada e o Infinito e enviaste a nota para o Sexo e a Cidade.

Como é que queres que escreve, se não me envias a tua nota com a versão dos factos?

Pergunto-te então aqui, publicamente: Quando é que te demites?

Segunda-Feira, irei perguntar-te em Assembleia Magna, podes estar descansado.

Daqui não levarás uma única palavra de apreço. Porque não a mereces.

 

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Era uma vez (no Benfica)

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que uma época se lembrou de contratar jogadores suficientes para fazer 3 planteis.

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que necessitaram de contratar 5 guarda-redes em 2 anos, gastando 10,3 milhões de euros aos cofres encarnados + os salários dos respectivos atletas. No entanto apenas um garante total segurança à baliza do Benfica e dificilmente será titular – falo de Artur Moraes.

Um clube que já contratou 15 jogadores esta época e que ainda se prepara para contratar mais 2 ou 3, que já gastou em transferências este ano qualquer coisa como 28 milhões de euros, sendo que 3 desses contratados já foram despachados para rodar e terão tantas hipóteses de vestir a camisola encarnada como tiveram no passado Bergessio, Paulo Almeida, Urretaviscaya entre outros é motivo mais que suficiente para questionar (visto que o Benfica nas últimas 4 épocas um valor aproximado dos 150 milhões de euros em transferências) onde é que o Benfica vai buscar tanto dinheiro? Não é a única pergunta que faço no que toca a este aspecto? A outra obviamente coloca-se nesta grau: O Benfica terá mesmo uma gestão profissional ou meia dúzia de lunáticos que gastam sem rei nem roque?

A resposta, para alguns benfiquistas será toldada pelo raciocínio lógico de uma política de contratações imperialista e folclórica, facto assente como benfeitor da felicidade de qualquer benfiquista na pré-época. Bruno César (leia-se o homem mais gordo que o Benfica contratou; supera Paulo Almeida, Rochemback e Maniche) já é uma máquina de jogar futebol e Nolito (um pobre coitado que andava lá pelas equipas B dos Barças deste mundo) um jogador que vai ser convocado decerto à fabulosa Espanha de Del Bosque, onde por exemplo a coqueluche do Valência Juan Mata só agora entra nas contas e onde jogadores como Thiago Alcântara (jogou mais na equipa A do Barcelona que Nolito) Javi Martinez (campeão do mundo; intermitente convocado da Roja) Ignácio Camacho, Bojan Krkic não têm espaço na selecção de Del Bosque.

Pela primeira vez nos últimos anos, a equipa do Benfica até me pode mostrar que estou enganado mas dificilmente irá resultar e dificilmente irá combater com Sporting e Porto. Ao contrário dos últimos anos, o Sporting apostou em gente que o treinador e o director-desportivo conhecem e reconhecem como jogadores capazes de recolar o Sporting na órbita dos troféus. O Porto, no piloto automático de um Pereira disfarçado de Villas-Boas não irá precisar de muito para andar lá por cima. Para o Benfica, creio que se iniciou uma nova era das trevas.

Ao contrário dos últimos anos, o Sporting afastou-se por completo dos empresários e das jogadas que estes executam para colocar o seu lixo por estas bandas. Pelo menos, Jorge Mendes não conseguiu colocar o seu entulho pelas bandas de Alvalade: temos o exemplo de Manuel Fernandes, Quaresma, Simão Sabrosa, Hugo Almeida, entre outros.

Já o Benfica está minado de empresários. Ganhar dinheiro em comissões com o Benfica é fácil. É só afirmar que jogador X é relacionado directamente ao talento de um Sálvio já esquecido ou de um gaitan-de-foles-de-corrida e a coisa dá-se facilmente. O dinheiro, ninguém sabe de onde aparece. De meios lícitos talvez não deve ser. Não é que neste aspecto, Vieira seja um santo, porque todos sabemos que não é. É um excêntrico ignorante provinciano sem qualquer noção do mundo do futebol. Repete-o todos os dias quando vêm a público pedir para que se investiguem as contas do Porto. Investiguem as do Porto sim, mas também investiguem as do Benfica. Aliás, se tiverem de investigar clubes à mesma medida do que as autoridades turcas estão a fazer no país do Efeso, comecem por investigar da 1ª Liga até aos distritais. Meio mundo vai preso, metade do futebol português acaba.

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Já me podem atirar pedras…

Solta-se o que me pretende deste infortuno infinito
Desenlaça-se o predador que me agarra
Sou um reboliço complicado
Neste laço, onde eu sou o luto e o enlutado
Acordo. Penso. Revolto-me.
Mas a teia
A teia da memória
Não me deixa terminar uma história
Em que estou seco e defunto

Acordo. Penso. Revolto-me
Vem as imagens ao segundo
Nesta teia de um vazio profundo
Prende-me, mata-me, cega-me
Faz-me esquecer a realidade do mundo
Vil
Acordo. Penso. Já desisti. Já me passei
Já estou frustrado e parto tudo. Recomeço
A revolução passou a ser
Escrita numa tinta que não escreve
Na teia
Sou o único que não se apercebe
Que não posso sobreviver.
Acordo. Mato-me. Drogo-me e sobrevivo.

Monta-se o cerco
As armas estão preparadas no canto
Aguarda-se o momento
Em que os tiros das espingardas
Colocarão a senha para o ataque
O fogo lá fora
Arde na minha mente
Acordo. Revolto-me. Estou cego.
O gás faz chorar os meus olhos
De uma hipocrisia impar
O gás
Torna o meu corpo completamente dormente

As trincheiras estão esburacadas
Os olhos esbugalhados
As sirenes, são de pânico
Soam nas caladas
Monta-se o cerco
Atiram-se os cães à frente
Sem piedade
O que hoje é mentira
Amanhã é verdade
Mudam-se os tempos
Continuo a dormir, inerte, Morto
Cego pelo gás
Saiu das trincheiras a amizade
Aliam-se os opostos
Fazem-se as pazes sobre a maldade
E a hipocrisia perdura
Atira ao relento
Nem peças satisfações
Aproveita que estás a favor do vento
E cria a ocasião
Atira
Atira sem perdão.

João Branco – escrito no TAGV a 13 de Outubro de 2010.

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Bom Ano 2011

Prince — “1999” — Álbum: 1999 (1982)

Deu-me uma tremenda onda retro. Apetece-me voltar atrás do tempo. Na Vida, gostava que houvesse um botão no nosso corpo que nos permitisse voltar atrás no tempo. Que ousasse permitir que hoje pudessemos voltar a celebrar a passagem de ano de 1998 para 1999.

Seria muito bom para mim voltar atrás no tempo. Voltar ao tempo em que era tudo mais fácil. Os anos passam e cada vez mais ouço a responsabilidade a penetrar a minha cabeça e a tentar chamar-me para ela. Começo a ter um medo terrível dela.

Bom Ano 2011 para todos vós. Que o novo ano vos traga felicidade, sucesso e muita saúde.

João Branco

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Foto do dia

Photo by my self.

Super Farrusco: o descanso do guerreiro.

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Agora também escrevo aqui

No Criticamente Falando, o site mais crítico da internet… Pode ser visto aqui.

Quem pretender aderir ao grupo do facebook, poderá fazê-lo aqui.

Devido ao facto dos artigos estarem devidamente licenciados sobre o registo dos site na Creative Commons, não poderei os poderei transcrever para este blog. Por isso, peço que regularmente estejam com atenção ao referido site quando pretenderem ler os meus artigos.

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Nunca mais irei escrever sobre o amor

“ Olhá-la nos olhos é como descobrir um conjunto de coisas, de sensações, um todo de valores, de bons valores , de simpatia, de amizade, de carinho, de ternura. É descobrir aquilo que roça o perfeito. É descobrir aquilo que nos interessa para sermos felizes.
Olhá-la nos olhos é olhar o infinito e esquecer que possa existir mundo, que possam existir outras realidades para além do seu ser e do seu modo de estar.
Olhar nos olhos como a olhei, é sinal de um amor nato que por ela tenho. É sinal que não só a amo, como desejo puramente toda a sua amizade e tudo aquilo que ela sabe que me pode dar.
É sinal que é ela que quero mais do que tudo nesta vida(…)

(…) aquele sorriso fascinante, aquela boca que procurava a minha língua, aquela simplicidade no andar, aquele ombro que ampara as minhas quedas e  onde me dá conforto chorar sem medo que os homens me descartem da sua realidade, aqueles olhos cerrados naquele primeiro beijo que conto repetir mais vezes durante toda a minha pequena existência”


Introdução ao Capítulo II by João Branco (copyrights reserved)

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