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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #5

Agora sim, uma review minimamente completa do que se tem passado na liga, equipa a equipa. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo (a época já vai com 1\4 dos jogos realizados para quase todas as equipas).

Começo pela conferência este, por ordem de classificação até ao momento. No post seguinte, abordarei a Conferência Oeste.

P.S: Derivado do facto de este post ter sido escrito por etapas durante uma semana e de não ter tido tempo para acabar este post, os resultados apresentados quanto ao score das equipas já não são os mesmos. Assim sendo, para não modificar a estrutura do post quanto a alguns dos seus conteúdos, apresento aqui o printscreen da tabela classificativa da Conferência Este da Liga no dia 9 de Janeiro de 2013:

nba 2

Para não estar a alterar o post por completo, ignorem portanto os resultados que se verificavam a 21 de Dezembro e tomem nota apenas do conteúdo prático que traço nas equipas.

New York Knicks

carmelo 2

Carmelo Anthony: showtime nesta fantástica equipa dos Knicks.

Se contra os Nets, Carmelo Anthony tinha fixado o seu máximo pontual de temporada nos 35 pontos, ontem, na reedição do duelo entre as duas equipas (como são da mesma conferência jogarão ainda mais 2 vezes uma contra a outra esta temporada), Melo foi ao novíssimo Barclays Center fazer uma exibição de gala com 45 pontos na vitória dos Knicks por 100-97:

Nota extra-basquetebol: a rivalidade entre estas duas equipas parece começar a construir-se. O video começa com uma interessante imagem. A conversa pré-jogo entre o realizador Spike Lee (adepto confesso dos Knicks; Lee costuma viajar com a equipa durante toda a época) e o co-proprietário dos Nets, o rapper Jay Z.

Com 21 jogos disputados até hoje, os Knicks lideram (sem grandes surpresas, para mim) a Conferência Este com um score de 16 vitórias e 5 derrotas. Como já tive oportunidade de dizer a um adepto dos Knicks num destes dias no café (Renato Nolasco), considero que esta equipa dos Knicks tem a fórmula necessária para vencer a fase regular da conferência este e, quem sabe, chegar às finais da competição. Deixemos para já os playoffs de fora, pela sua incerteza. É de relembrar, por exemplo, que os Bulls, vencedores da conferência na época passada perderam logo na primeira ronda dos mesmos para os Philadelphia 76ers, 8º classificado.

A equipa mais velha ao nível de idades deste ano (e da história da Liga) está com uma dinâmica fantástica. Arranque de sonho com 6 vitórias consecutivas, sendo que algumas delas foram de uma categoria muito interessante: Miami em casa (101-84, um autêntico massacre), dupla sobre Philadelphia em casa e fora por números expressivos (100-88 e 110-88), Dallas (104-94) e  San António (fora) para depois ir perder a Memphis, onde está a maior revelação desta temporada. Não é escândalo nenhum perder contra Memphis, seja em casa ou fora visto que é uma equipa que está a jogar a plenitude do seu basquetebol. Depois desta série, os Knicks já bateram os Nets por duas vezes. Pontos baixos: a derrota copiosa em Houston por 131-101 num jogo em que Chandler Parsons e James Harden estiveram absolutamente fantásticos com 64 pontos e a derrota em Chicago (sem Carmelo Anthony) onde os Knicks acumularam algum cansaço.

rasheed wallace 2

Mike Woodson está de parabéns, pelo facto de estar a tirar o máximo rendimento da sua equipa. Ao contrário do que se viu no ano passado na equipa, a equipa está menos dependente do poder de fogo de Carmelo Anthony (Anthony monopolizava quase por completo o jogo dos Knicks, facto que o obrigava a errar muitos lançamentos de campo) e o shooting forward beneficiou e muito do facto da equipa ter outras soluções ofensivas. Tanto que a sua média pontual subiu dos 22 para a casa dos 27 pontos por jogo e a sua percentagem de lançamento subiu dos 43% para os 47%. Nesta 3ª época em Nova Iorque, Carmelo atingiu finalmente o melhor do seu jogo, comparável apenas aos números das épocas 3, 4 e 7 em Denver. De onde vem este sucesso de Carmelo em particular e dos Knicks em particular? Uma melhor gestão de jogo por intermédio dos bases Kidd e Felton (a importância de ter um grande base na equipa; no ano passado até surgir Lin, os Knicks não tinham bases em derivado das lesões constantes de Baron Davis e Mike Bibby, jogando inclusive muitos jogos com o extremo rookie Schumpert a base) e uma melhor selecção de jogo, procurando o jogo interior de Chandler ou Rasheed Wallace (quem diria que voltaria à Liga para jogar bastante e ser decisivo; ainda mete de vez em quando aqueles triplos deliciosos) ou outros bons lançadores dos quais o seu plantel dispõe: Brewer, os próprios Kidd e Felton (fortíssimos como se sabe no lançamento de 3) JR Smith (está no auge da sua carreira mas é daqueles jogadores que só rende se sair do banco) e Steve Novak. A juntar a este sucesso, os Knicks ainda se podem gabar que tem dois jogadores muito importantes no estaleiro: o extremo Schumpert e o poste baixo Amar´e Stoudamire. Amar´e Stoudamire é a grande incógnita desta equipa. O que fazer com um all-star fustigado regularmente com as lesões? Sair do banco? Trocar? Trocar sabendo por exemplo que os Lakers querem trocar Gasol e os dois jogadores tem uma folha salarial idêntica?

Defensivamente a equipa revela algumas fragilidades. Tem bons defensores para jogo interior (Chandler é indiscutivelmente um dos melhores da Liga e Wallace sempre se safou) mas no entanto a sua defesa tem jogos onde deixa a desejar. Caso do jogo contra os Rockets e dos jogos contra Dallas. Uma ameaça a esta equipa dos Knicks são equipas que joguem de forma rápida, como é caso dos Clippers, Denver Nuggets, Memphis Grizzlies, Indiana Pacers e Timberwolves. Como os jogadores de Nova Iorque já não são novos, podem acusar alguma fadiga de forma precoce nesses jogos. Derivado desse facto, é também um desafio para a equipa técnica fazer com que as pernas dos veteranos não falhem nos momentos decisivos. É de relembrar que Kurt Thomas tem 40 anos, Wallace, Kidd e Camby 38. Ronnie Brewer veio a revelar-se uma boa contratação do ponto de vista defensivo. É um jogador que vem de uma equipa que aprimorou durante os últimos anos a defesa (Bulls) e é um jogador que demonstra muita agressividade a defender. Aqui está um artigo que demonstra o porquê dos Knicks terem contratado e bem o antigo SG\SF dos Bulls.

A chave deste primeiro lugar na conferência segundo Mike Woodson:

woodson

Outro dos factores de admirar nesta equipa e que subitamente se constituiu como mito é o valor dos ordenados desta equipa. Tenho ouvido muita gente dizer que os Knicks ultrapassam o tecto máximo da liga, fixado em 100 milhões de dólares por época. Tal não é verdade. Senão vejamos:

Knicks

Os supostos 24 milhões de dólares de ordenados de Stoudamire e Carmelo para esta época são mentira. A equipa gasta 80 milhões de dólares para esta época, sendo que ainda poderá facilmente encaixar mais uma vedeta a este rooster. Confesso que também fiquei surpreso com os salários de Kidd, Smith, Wallace e Brewer pois pensei que ganhassem ligeiramente mais. Kidd, com 3 milhões está contratado com o chamado “salário de veterano”, ou seja, 3 milhões por época. Nash por exemplo, recebe mais 1 milhão em LA.

Para finalizar, alguns dos momentos momentos dos Knicks neste início de temporada:

Miami Heat

James 3

A carneirada do costume. Pouco ou nada mudou em relação à época passada. A não ser uma ligeira subida de rendimento de Chris Bosh e a adição de um 4º all-star (Ray Allen). De resto, a dupla Wade-James continua a monopolizar o excessivo jogo de uma equipa que continua a ser orientada praticamente sem treinador.

2º lugar da conferência com 14 vitórias e 5 derrotas, sendo que os Heat poderão igualar os Knicks caso vençam as próximas duas partidas. Até agora, a equipa está a cumprir o seu estatuto de campeão: pontos altos nas vitórias em casa contra Boston (120-106) Denver (199-116) Phoenix (124-99) Spurs (105-100) e Brooklyn (102-89). Pontos baixos nas 2 derrotas contra os Knicks, sendo as duas copiosas (uma delas em casa por 20 pontos), em Washington, em Memphis (num jogo onde Rudy Gay esteve endiabrado) e Clippers. Tirando a derrota contra uma crescente equipa de Washington e os cabazes impostos pelos Knicks (que não se aceitam para uma equipa com este potencial) a época está a ser normal para Miami.

Ray Allen

A equipa de Erik Spoelstra em pouco mudou o jogo em relação às épocas passadas. O big-three constituído por Bosh, Wade e James continua a monopolizar o jogo da equipa, marcando mais de 70% dos pontos da equipa, Wade e James continuam a dar espectáculo e Ray Allen, embora saíndo de uma posição de banco, não veio para a Flórida passar férias. O shooting guarda continua a aplicar o melhor do seu jogo em Miami, o tiro exterior, onde esta época revela uma eficácia de 48% no lançamento de 3 pontos (36-76), ligeiramente superior aquela que tinha em Boston (45%). Se tivermos em comparação o que Allen fez nestes 19 jogos iniciais em matéria de 3 pontos (36-76), proporcionalmente, se mantiver a média de lançamento que tem apresentado, Allen poderá acabar a época regular com um score de 160-304, o que torna a eficácia maior tendo em comparação a época 2011\2012 onde o recordista de triplos marcados na liga apresentou um score de 168-378. Allen está a lançar menos mas a lançar muito melhor que nas épocas em Boston. E isso pode ser um factor bastante desiquilibrador para jogos onde Wade ou LeBron não alinhem, jogos esses que costumam ser muito complicados para a equipa de Miami pela preponderância da dupla no jogo ofensivo da equipa. Para já Ray Allen está a beneficiar e muito da inteligência de jogo de Wade e procura obviamente cortes que lhe permitam a sua posição ideal para 3 pontos: as linhas e aquele pontinho descaído para a direita onde costuma ser mortífero.

Mais 3 jogadores estão em destaque na equipa: Bosh (ler este artigo) deu um pulo muito interessante em relação ao desastre que foi a temporada regular da época passada. A todos os níveis. A eficácia de lançamento de campo subiu de 48.7 para 53% e já não temos aquelas séries de jogos em que Bosh conseguia apenas 1 cesto de campo em cada 10 lançamentos. Ao nível de ressaltos, uma melhoria de 2 décimas pontuais, e de abafos, passou dos 0.8 para 1.4 por jogo. Nota-se claramente um Bosh mais acutilante na luta das tabelas e mais assertivo no lançamento, principalmente no mid-range shot, onde Bosh apesar de não ser um dos melhores da liga na sua posição (Wallace, Love, Griffin, Randolph tem sido melhores) sempre foi uma área do seu jogo onde mal ou bem cumpriu e onde no passado esteve muito mal.

Outro dos jogadores que tem subido de rendimento nesta equipa é o sophomore Norris Cole. Ao ponto de já ter consolidado algum estatuto dentro da equipa. Cole apareceu no draft do ano passado e nos primeiros jogos da temporada passada prometia algo mais do que aquilo que as previsões de draft não confirmavam. No entanto, com o decorrer da época passou a ser menos utilizado até esta época. 19 minutos de utilização em média que para já não se traduzem em pontos (média de 5 pontos e 2.3 assistências) mas que se caracteriza em força de vontade por parte deste 2º anista da liga.

O terceiro é o veteraníssimo Rashard Lewis. Neste ano de reencontro com o seu antigo colega de Seattle Ray Allen, este veterano que cumpre a sua 15ª temporada na Liga não veio para Miami ganhar o salário de veterano para ficar no banco. Jogou 15 dos 19 jogos da equipa, 4 a titular e tem ajudado naquilo que pode. Ainda marca esporadicamente os seus títulos. Poderá ser muito importante na fase dos playoffs. Lewis e Cole vieram sem dúvida preencher uma lacuna que muita gente apontava a esta equipa: a falta de banco. Em conjunto com Allen, Shane Battier, Haslem, Joel Anthony e Mike Miller, já se pode dizer que esta equipa tem um 5 de banco.

Como referi nesta secção destinada aos Miami Heat, um dos pontos baixos foi precisamente a derrota frente aos Spurs. Isto porque Greg Popovich decidiu poupar as suas três vedetas devido ao desgaste da liga. Parker, Ginobili e Duncan já não são novos. No entanto, a atitude do consagrado treinador frente aos Heat valeu uma multa da Liga de 250 mil dólares porque há uma regra na Liga que uma equipa não poderá deixar muitos jogadores de fora por opção técnica para não tirar qualidade ao espectáculo. Que me lembre de algo semelhante, só no futebol. Na época passada, o treinador Irlandês Mick McCarthy  (Wolverhampton Wanderers) deixou de fora da convocatória 10 dos 11 titulares do jogo anterior da equipa e por semelhante regra, o clube foi multado pela FA. A decisão em relação a este comportamento da equipa texana causa-me uma opinião dual: se por um lado é o treinador que decide quem joga e deixar 3 jogadores (veteranos) de fora é uma decisão que se aceita pela preservação do seu estado físico (que já não é o de outros tempos), por outro lado temos que ver que a NBA é uma liga onde o espectador paga a peso de ouro para ver este tipo de jogos no pavilhão.

Antes dos highlights dos Heat, 3 notícias\opiniões:

Ray Allen

Rashard Lewis

Como explorar as 5 maiores dificuldades dos Heat

Videos:

LeBron James, desportista do ano para a Sports Illustrated, sobre a postura ofensiva da equipa.

Vitória em Denver (sem Dwayne Wade) depois de 10 derrotas consecutivas no Nevada contra os Nuggets.

James no seu show particular habitual.

Atlanta Hawks

3ºs da conferência este com um score de 12-6, o que me deixa algo intrigado. Deixa-me intrigado porque é uma equipa que teve mudanças significativas no seu jogo com a saída de Joe Johnson para Brooklyn e com a entrada de jogadores como Anthony Morrow, DeShawN Stevenson e Devin Harris.

Os Hawks perderam a sua maior estrela para Brooklyn. Joe Johnson era a luz da equipa. O lançador de serviço, a estrela à qual os companheiros endossavam a bola em altura de decisões. Com a saída de Johnson para Brooklyn acabava-se o big-three Johnson-Hortford-Josh Smith. Todavia, a estratégia dos Hawks em colmatar a saída de Johnson pela contratação de Morrow, Stevenson e Harris ainda não deu os frutos que deveria dar.

Anthony Morrow cumpre a sua 4ª época na Liga. Pela primeira vez, está numa equipa com objectivos explícitos: as meias-finais de conferência. Anthony Morrow é um jogador com uma técnica muito acima da média, lança bem e a sua técnica aliada ao drible fácil permite-lhe fazer drive-in para o cesto com alguma facilidade. É um jogador com um enorme leque de soluções ofensivas. Falta-lhe algum discernimento na hora de usar essas mesmas soluções, mas para já, em Atlanta, tem estado furos abaixo do que se esperava dele até porque está bem tapado pela dupla Louis Williams\Jeff Teague e por DeShawn Stevenson, tripla que não lhe garante muitos minutos de jogo.

O contrário é Stevenson. Andou perdido durante ano por Washington, Dallas e New Jersey. Chegou a Atlanta e a sua rodagem passou dos 18 para os 26 minutos em campo. A pontuação dos 2 para os 8 pontos por jogo. Stevenson é um veterano cheio de experiência e é um óptimo lançador. É uma boa situação de recurso até que a equipa consiga trazer um shooter parecido com Joe Johnson.

Harris: encolheu em tudo em relação a Utah. Utilizado em alternativa a Teague, passou dos 11 pontos de média para os 7, das 5 assistências para as 2.5. Também é um jogador com alguma técnica. Mas Teague assume-se neste momento como o grande patrão da equipa.

teague

Se a época passada provou que Teague poderia ser uma das vedetas emergentes da Liga, esta época prova um Teague ainda melhor, principalmente ao nível do que lhe é exigido: transporte de bola e shooting.

Com a saída de Johnson, existe algo que deve ser reparado em Atlanta: nenhum jogador ultrapassa a barreira pontual dos 20 pontos de média. Hortford voltou de uma grave lesão e tem jogado imenso (16.8 de média percentual e 10.8 de média de ressaltos). Há um ano atrás, por causa de uma lesão no joelho que o atirou para fora dos pavilhões durante 6 meses, muitos diziam que Hortford nunca voltaria a ser o Hortford do duplo-duplo (1o pontos\1o ressaltos) – pois bem, Hortford voltou e já não é o Hortford de média 11, é um Hortford completo de média 16.8 absolutamente gigante na luta das tabelas e concretizador mortífero in the paint.
De Chicago veio Karl Korver. Os Bulls mal aproveitaram Korver. De forma quase escondida lá entrava ele principalmente nos 3ºs e 4ºs períodos para meter os seus triplos decisivos. Dos 22 minutos de utilização em Chicago, Korver passou a 30 em Atlanta e é o motor do jogo exterior desta equipa na falta do triplista do costume (Joe Johnson). Defensivamente, é outro jogador incansável.
Louis Williams mais um shooter. Quando está em conjunto com Teague dentro de campo, estes dois imprimem um ritmo demoníaco ao jogo de Atlanta.

Josh Smith. Com a saída de Johnson ele é o nº1 da equipa. Tem estado à altura. Continua muito bom ao nível de lançamentos de campo, muito guerreiro (8 ressaltos em média) e melhorou significativamente o seu tiro exterior. Já lança com mais precisão de 3.

Em suma, estes Hawks, apesar de apresentarem algumas individualidades conseguem funcionar muito bem como colectivo. Essa está a ser a receita para este início de época.

Dossier de imprensa sobre os Hawks:

Maxwell Ogden do Bleacher Report acredita que os Hawks não devem fazer de Smith o próximo Joe Johnson. Isto porque o contrato de Smith termina em 2013 e poderá tornar-se free-agent. No entanto, Smith já veio afirmar que não pretende sair da equipa, estando em negociações para uma extensão de contrato.

O Georgiano Zaza Pachulia castigado em 1 jogo pela liga por este lance. O internacional Georgiano foi considerado reincidente neste tipo de lances.

Chicago Bulls

Boozer

Merecido. Confesso que quando Carlos Boozer mudou de Utah para os Bulls, fiquei bastante contente com a transferência. Num ano em que os Bulls pretendiam LeBron, Wade, Stoudamire ou Nowitzky para juntar a Rose, Boozer acabou por ser um mal menor para uma equipa que na altura estava em construção mas poderia ser completamente despedaçada caso um dos 4 primeiros fosse contratado. Boozer chegou a Chicago lesionado e demorou a encadear na equipa. Fez uma 2ª época melhor. Mesmo assim, para mim fã dos Bulls, as exibições do pf não me agradavam, pois era um Boozer completamente diferente daquele que tinha sido em Utah, com a singular excepção de ganhar 3 vezes mais em Chicago (tem um contrato de 100 milhões de dólares a 5 anos sendo que neste ano atinge o máximo desse contrato com um vencimento de 24 milhões de dólares). Em Utah via um Boozer que lançava de triplo (se fosse preciso), sempre na casa dos 20 pontos, muito forte nas incursões debaixo do cesto e dominador na luta das tabelas. Nos primeiros 2 anos de Chicago vi um Boozer muito irregular, com um lançamento à rectaguarda muito gasto. Parece ter recuperado os dias de Utah.

11-9 de score. Muito acima de qualquer previsão. 4º lugar na conferência não por mérito de score, mas pelo facto de liderar a sua divisão. Indiferentemente do score, a NBA obriga que os vencedores das 3 divisões por cada conferência fiquem obrigatoriamente numa das 4 primeiras posições. Com Milwaukee com 10-9 no seu máximo potencial e Indiana com 10-11 é provável que os Bulls somem mais um titulo na divisão central.

É uma equipa que está a aprender a jogar sem Rose. Hinrich renasceu em Chicago e está a cumprir bem a função para o qual foi contratado. Boozer, Deng e Hamilton são os marcadores de serviço. Os 3 estão a jogar bastante bem ao nível de Rose, diria que um furo acima em relação à época passada. Noah continua a ser a alma da equipa. É mais decisivo a todos os níveis que nos anos anteriores: os 13,9 pontos de média e 10.8 ressaltos assim o mostram.

Ao nível de banco, a equipa perdeu com as saídas de Watson, Korver, Brewer e Lucas III. Perdeu essencialmente ao nível de 3 pontos. É certo que contratou outros bons triplistas como Robinson e Bellinelli. Mas não são tão regulares quanto os que saíram. Ao nível de jogo interior, Gibson continua a cumprir como seu cumpriu. É um jogador com poucos recursos técnicos mas é muito lutador e raramente compromete. Asik rumou a Houston e a equipa ficou sem um poste suplente. Nazr Mohammed é muito escasso para ser substituto de Noah. O rookie Marquis Teague parece ter alguns dos dotes que fazem importante o irmão mas joga pouco. Thibodeau terá que o inserir com mais regularidade na rotação. Radmanovic até poderia ser um jogador especial nesta equipa pela capacidade de tiro exterior que ainda possui mas Thibodeau raramente o coloca em campo.

Robinson

Nate Robinson e Marco Belinelli entraram muito bem neste plantel. O baixinho é um exemplo para qualquer basquetebolista que não seja dotado de altura. Com 1,72 já ganhou de forma espectacular um concurso de afundanços. Tem uma mola nas pernas. É incrível a elevação deste jogador. Chega tão alto como um de 2,15.

Já o Italiano é um shooter nato. Dêem-lhe espaço que ele concretiza.

Pontos altos desta equipa para já: as vitórias caseiras contra Dallas (101-78) Philadelphia (83-78, para limpar o estigma da lesão de Rose e da eliminação nos playoffs do ano passado) e Nova Iorque (93-85). A vitória fora em Milwaukee.

Pontos baixos desta equipa: As derrotas caseiras contra Milwaukee (92-93 num jogo onde a meio do 3º período venciam por 27 pontos), New Orleans (82-89) e Indiana, onde a equipa foi absolutamente zero no ataque. O mesmo na derrota fora contra os Clippers (101-80) num jogo que ficou sentenciado no 2º período.

Rose:

Rose no Berto Center, centro de treinos dos Bulls. As mais recentes previsões indicam que o craque poderá estar de regresso no final do mês de Janeiro ou início de Fevereiro. Rose já treina sem limitações e faz treino de shooting nos dias de jogos.

Muito se tem perguntado e escrito sobre o dossier Rose. O que valerão os Bulls se Rose voltar em bem para o final da temporada? Na minha humilde opinião, os Bulls não tem capacidade para chegar à final de conferência esta época mas poderão complicar a vida a muito boa gente se chegarem aos playoffs. Mas não tem qualidade para chegar à final de conferência porque lhes falta banco. Até agora Thibodeau lançou 7 homens de banco: Nate Robinson, Bellinelli, Gibson e Butler com regularidade, Nazr Mohammed e Marquis Teague com alguma irregularidade e Radmanovic em 2 ou 3 jogos desta época. O banco de Chicago resume-se para já aos 4 primeiros, sendo que Bellinelli é inconstante e Butler tem vindo a crescer bastante mas de facto, ainda dá os primeiros passos a sério na Liga. Mohammed é carta fora do baralho. Teague é capaz de fazer coisas boas mas como rookie ainda tem que percorrer o seu caminho. Radmanovic, como anteriormente referi, é um desperdício de banco e bem que lhe podiam dar uns minutinhos para ver se daquela lentidão ainda saem uns triplos.

Algumas notícias recentes sobre os Bulls:

A lesão de Richard Hamilton. Está 4 semanas de fora.

Bradford Doolittle escreve sobre o segredo de sucesso de Thibodeau nos Bulls.

Nota pessoal: não querendo discordar de maneira alguma do autor do texto, quer-me parece pelos jogos que tenho visto que a equipa está a atacar muito mal e a defender com metade da agressividade que defendia no ano passado. Já não me recordo de tantos jogos na era Thibodeau em que a equipa não consegue ultrapassar os 90 pontos e já não me recordo também de jogos em que os adversários ultrapassavam a fasquia dos 95 no United Center.

Alex Kennedy sobre os Bulls no USA Today.

Videos:

O incrível comeback dos Bucks no United Center que impediu a 10ª vitória seguida dos Bulls contra o rival directo na divisão central.

seguido de um cabaz aos Dallas Mavericks (sem Nowitzky).

e aos Knicks sem Carmelo.

Philadelphia 76ers

Mesmo sem Andrew Bynum (numa das suas habituais ausências de rotina por causa da lesão no joelho que o assola há anos), e sem regresso previsto para o poste que veio de Los Angeles via Cleveland Cavaliers na troca entre Philadelphia, Cavs, Orlando e Lakers despoletada pela ida de Dwight Howard para a Califórnia, pode-se dizer para já que Doug Collins está a cumprir os objectivos que lhe foram designados pela direcção do franchising no início da temporada: uma vaga nos playoffs. No entanto, este 5º lugar de Philadelphia com um score de 12-9 não se pode considerar um feito despropositado em relação ao valor desta equipa pois é uma equipa com um jogo muito sui-géneris na Liga e com muito potencial.

A equipa de Doug Collins assenta nestes pilares: Spencer Hawes, Jason Richardson, Jrue Holiday, Evan Turner, Dorell Wright, Thaddeus Young e Nick Young.
Hawes um p.f com pouca técnica mas com muita capacidade de luta.
Richardson, um veterano que cumpre a sua 12ª temporada na liga. Está longe de ser o super Richardson que marcava 30 e 40 pontos por jogo esporadicamente em Phoenix, Charlotte e Orlando. No entanto é um jogador com uma capacidade de tiro que não é comum na liga. Prova disso são os 37 triplos que já marcou esta época.
Jrue Holliday é o patrão desta equipa. Os 18 pontos de média dão-lhe o estatuto de líder. Não é à toca. Jrue Holliday saltou do banco e assumiu-se como o timing-maker desta equipa. Quando aumenta a velocidade, a equipa responde-lhe nesse sentido. Marca muitos pontos fruto de arrancadas poderosas para o cesto mas ainda me parece algo verde a tomar decisões sobre pressão.
Evan Turner é outro explosivo e apesar de ter um bom lançamento ainda não está no auge daquilo que pode valer. Veio para a liga rotulado como um bom lançador de 3 pontos mais ainda não conseguiu confirmar essas credenciais.
Dorell Wright não melhorou nada desde que saiu de Golden State. É um shooter nato. Já tinha baixado muito as suas médias no 2º em Oakland. Em Philadelphia ainda não enquadrou nesta equipa e ainda não mostrou o seu ponto forte que é o lançamento de 3 pontos. É incrível ver um jogador com o seu talento não estar a jogar ao nível desse mesmo talento.
Thadeus Young, mais explosividade. É indiscutivelmente outro dos líderes desta equipa.

Esta equipa de Doug Collins funciona, fruto da sua imensa juventude, à base da rapidez e do jogo exterior. Poderá melhorar muito quando tiver jogo interior com Bynum. Bynum é menino para chegar e começar com duplos-duplos na casa dos 20 pontos e 10 ressaltos. Hawes neste momento é muito escasso no jogo interior.

Neste primeiro quarto de época, destacam-se como pontos altos da equipa as vitórias em Boston fora (106-100; sensacional jogo de Evan Turner com 25 pontos e 11 ressaltos) e casa (95-94; vitórias contra rivais directos podem resolver muita coisa no final da temporada) a derrota em Oklahoma por 116-109 (outro enorme jogo de Turner com 26 pontos acompanhado de Thaddeus Young com 29 pontos e 15 ressaltos). Pontos baixos as derrotas contra Detroit em casa (76-94) e Nova Iorque, onde o ataque da equipa pura e simplesmente não funcionou.

Brooklyn Nets

Deron Williams

O novo franchising da NBA, detido em co-propriedade pelo rapper Jay Z e pelo magnata russo Mikhail Prokorov, está a ter uma começo algo decepcionante, tendo em conta os objectivos da equipa e o que foi gasto em reforços: lutar pelos primeiros 4 lugares da conferência.

No último ano, a direcção dos Nets trouxe para equipa os seguintes jogadores: Gerald Wallace, Andray Blatche, Keith Bogans, Joe Johnson, Jerry Stackhouse e CJ Watson. Sem contar com os 3 rookies da equipa. A juntar aos bons jogadores que já possuia: o base all-star Deron Williams, DeMarshoon Brooks, Kris Humphries, Reggie Evans e Brook Lopez.

É certo que na NBA, as equipas demoram algum tempo a engrenar. Maior parte dos 10 jogadores que supra enunciei estão a jogar juntos pela primeira vez, sobre as ordens de Avery Johnson. E o próprio Avery Johnson está a aplicar um pouco do seu cunho profissional na equipa, ou seja, é uma equipa focada num excessivo basquetebol de ataque e é uma equipa que ainda apresenta muitas lacunas a defender. Das 9 derrotas averbadas até hoje, maior parte deram-se devido a maus jogos do ponto de vista defensivo. Outras derrotas deram-se devido ao facto desta equipa também se apresentar algo inconstante.

Os Nets são liderados por Deron Williams. Do All-Star que cumpre a sua 8ª temporada na Liga nada demais em relação aquilo que nos habituou: 16.8 pontos por jogo, 8,5 assistências por jogo (números ligeiramente abaixo daqueles que sempre apresentou). Deron Williams é aquele jogador que nos habituou a um estilo de líder. Tudo o que faz, faz bem. É indiscutívelmente (em conjunto com Chris) um dos melhores bases da nossa geração. Tem uma capacidade de liderança incrível, o que faz com que raramente falhe nas suas decisões de passe e lançamento.

A acompanhá-lo Joe Johnson. A mudança de Atlanta para Nova Iorque trouxe uma ligeira baixa nos seus números, facto que se deve considerar normal. Johnson ainda se está a adaptar à nova equipa. No entanto, oscila entre jogos onde é decisivo e outros onde tem sido demasiado perdulário. Os jogos onde tem andado escondido foram precisamente os jogos contra as outras equipas candidatas aos primeiros lugares de conferência.

Brook Lopez. Um início de época marcado por ligeiras lesões. Tem um potencial tremendo como sabemos, mas, é muito achatado a lesões. Está mais propenso ao ataque (18.5 pontos) do que à luta nas tabelas (6.8 ressaltos de média). É necessário para a equipa que comece a defender melhor de modo a eliminar os déficits defensivos que esta equipa apresenta.

Andray Blatche e Gerald Wallace. O primeiro subiu a fasquia em relação aquilo que fazia em Washington na última época. Sinal claro de que um jogador rende mais quando tem a seu lado melhores jogadores e uma equipa com objectivos. Está mais atlético e mais capaz de lançar a média distância. Está a esforçar-se muito mais do que se esforçava em Washington. Tem sido decisivo em algumas vitórias da equipa. O 2º está muito longe do Gerald Wallace de Charlotte. Pode-se dizer que está na curva descendente da carreira. Já não é o Gerald Wallace que lançava com efectividade de 3 pontos, comete muitos erros nas decisões de lançamento e não vai com tanta regularidade às tabelas, jogo onde se sentia como peixe na água. Para termos uma noção, o Wallace de Charlotte (antes dos Nets ainda passou por Portland) era o homem que na última época completa no franchising da Carolina do Norte (2009\2010) tinha algo como 456-943 em lançamentos de campo (48%), 52-140 em triplos e 762 ressaltos ganhos numa temporada. Nos 21 jogos realizados esta época, o extremo tem 52-119 (43,7%) em lançamentos de campo, 16-48 em triplos (lança menos mas com maior eficácia) e apenas 71 ressaltos.

Com algum destaque Kris Humphries, CJ Watson e Jerry Stackhouse. O primeiro é um jogador que não queria ter na minha equipa. Pouco móvel e conflituoso. O 2º perdeu alguma da preponderância que tinha em Chicago. Se em Chicago tinha o papel de 6th man, jogando em média 24 minutos por jogo, em Brooklyn a sua rodagem passou para 18 minutos. Se em Chicago era aquele jogador que oscilava entre jogos maus e jogos onde era capaz de derrubar a fasquia dos 25 pontos, em Brooklyn tem sido menos point-guard e mais shooting guard. Já leva 27 triplos este ano tomando em comparação que no passado em Chicago fez 64 em 49 jogos. Para bem da equipa de Avery Johnson, este homem tem que jogar mais. Stackhouse é outro que confirma que os veteranos estão de volta: em Atlanta pouco jogava. Em Brooklyn tem aparecido em todos os jogos, com mais de 10 minutos de utilização por partida. Contribui naquilo que pode para o poder ofensivo da equipa, tendo 6 pontos de média por jogo.

Outro factor deve ser levado em conta para este medíocre arranque dos Nets esta época: é para já a equipa do Oeste com maior número de jogos contra equipas de topo. Nos 21 jogos realizados, já jogou 2 vezes contra Miami, outras 2 contra Nova Iorque, outras 2 contra Boston, outras 2 contra os Lakers e 1 contra os Clippers. Tendencialmente isto faz com que estes 9 jogos sejam 9 jogos onde o risco de perder aumenta.

Como pontos altos da campanha dos Nets até agora estão as vitórias contra Orlando (fora\107-68), a vitória caseira contra os Clippers 86-76 onde Blatche e Humphries secaram por completo Blake Griffin, a vitória caseira contra os Knicks (96\89) onde Brook Lopes fez 22 pontos e 11 ressaltos e Deron Williams 16 pontos e 14 assistências, a vitória sem espinhas em Boston por 95-83 e até as derrota em Oklahoma, obrigando Kevin Durant ao seu melhor jogo (lá está, se não fosse a péssima atitude defensiva, venceriam este jogo) e Nova Iorque (esta semana), sendo que esta última apenas aconteceu porque Carmelo Anthony entrou em campo com o seu melhor jogo (45 pontos).

Como pontos baixos, as derrota em Miami por 103-33 (mau jogo colectivo) e 89-102 num jogo em que os Nets tiveram uma primeira parte de sonho e uma segunda parte de autêntico pesadelo e a derrota caseira contra Milwaukee por 88-97 (idem).

À semelhança dos Knicks, os Nets também não gastam mais do que o que está estabelecido nas regras da Liga:

Nets

Para finalizar algumas notícias e vídeos desta equipa:

Brook Lopez está novamente lesionado.

O departamento de média desta equipa tem sido extraordinário. Necessitava de ser, é certo. É uma equipa nova que precisa de ganhar nome e recrutar fans para poder por em marcha o seu projecto de futuro. Aqui ficam algumas imagens inside do franchising.

Kris Humphries, Rajon Rondo e Kevin Garnett pelos piores motivos. Rondo foi castigado pela 3ª vez este ano. Humphries saiu sem qualquer castigo ou multa. Gerald Wallace foi multado em 35 mil dólares e Garnett em 25 mil. Concordo com a decisão de castigo a Rondo, com a multa a Wallace, mas não posso concordar que Humphries não tenha sido expulso pela duríssima falta de cometeu e Garnett também não tivesse um castigo desportivo pela reacção que teve ao adversário.

Os nets perderam mas fica aqui o espectáculo proporcionado pelas duas equipas. 117-111 com um Durant de high-level.

Boston Celtics

Rajon Rondo

Como já tinha escrito num dos primeiros posts desta série, esta época será muito complicada para a equipa de Doc Rivers.

Primeiro, pela saída de Ray Allen para os Heat. Os Celtics perderam efectivamente metade do seu poder ao nível de jogo exterior.

Segundo, pela veterania dos seus membros. Garnett e Pierce já não tem o vigor de outros dias. E a direcção de Boston sabia que tinha que renovar o plantel da equipa. Contudo, não o fez a tempo e as suas maiores vedetas tem um valor quase nulo ao nível de trocas.

Terceiro, por alguma escassez de banco.

Na ordem do dia está Rajon Rondo. Tornou-se o verdadeiro patrão desta equipa. Triplos-duplos em muitos jogos. Organiza o jogo como ninguém. Os seus drive-in e layups são de assinatura. É a alma da equipa. No entanto, neste início de época, apesar de muitas vitórias caírem para a equipa por seu intermédio, já foi castigado por 3 vezes e isso pode reflectir-se na trajectória da equipa ao nível de classificação. Toda a gente que vive o mundo da NBA sabe que o jogo de Rondo sai na perfeição quando este assume aquela veia provocadora. Porém, a Liga já não perdoa a Rondo tantas reincidencias em actos provocatórios e actos de agressão física. São 4 anos a insultar e agredir. Se os primeiros castigos resultaram em multas, o incidente com Humphries valeu 2 jogos de suspensão, suspensão que já não é inédita na carreira do base. Suspensões à parte, os seus números não mentem: 13.9 pontos, 12.9 assistências (1º neste capítulo na Liga) e 5.9 ressaltos. Percentagem de campo acima dos 50% (51,9%) sendo um dos poucos jogadores na Liga que consegue esta fasquia.

Nem só de Rondo vive esta equipa é certo. Pierce e Garnett também estão com bons números. O primeiro com 20 pontos de média, num dos melhores arranques de campeonato da sua carreira. Rapidamente Pierce começou a meter aos 30 por jogo, algo que não é usual pelo facto de ser um jogador que só atinge pico de forma lá para Fevereiro. O segundo com 16 pontos parece viver uma 2ª vida. Tem 54% de eficácia no lançamento, o que em grosso se traduz em 137-253 em lançamentos de campo. Esta está a ser uma das melhores épocas ao nível pessoal para o veterano de 17 temporadas na Liga.

De Dallas veio Jason Terry com a missão de fazer esquecer Ray Allen. Em Dallas, Terry foi por 3 vezes nomeado o melhor 6º jogador da liga. Tem um basquetebol extraordinário, rápido e com uma eficácia de tiro exterior impressionante. Ainda se está a adaptar à equipa. Caiu em 4 pontos a sua média de época, mas tendencialmente irá recuperar alguma falta de eficácia.

Brandon Bass. Jeff Green, Leandro Barbosa, Courtney Lee e Chris Wilcox. Tirando Lee, os restantes 4 são jogadores dos quais não aprecio. Green tem alguma preponderância no jogo da equipa pois é um extremo que acrescenta algum jogo interior à equipa. Bass é um p.f lento. Tem alguma eficácia no lançamento a média-distância mas tudo o que for a mais de 14 pés (medida americana) do cesto não entra. Barbosa tem dias. Wilcox é pura e simplesmente horrível e não consigo perceber como é titular. Não só não se impõe na luta das tabelas como o seu jogo ofensivo e defensivo é pautado por muitos erros imaturos.

Sullinger e Fab Melo. O primeiro começou a época lesionado mas já tem entrado na rotação com algum sucesso. O segundo continua sem jogar, o que é um facto que me intriga. Com um poste tão horrível como Wilcox, porque não dar algum espaço ao brasileiro?

Penso que este será o último ano desta fórmula para Doc Rivers. Urge-se renovação em Boston. Se por exemplo na divisão central, Chicago, Milwaukee e Indiana, indiferentemente do que façam ao nível de resultados, terão uma vaga nos 4 primeiros lugares caso vençam a divisão, no caso de Boston a coisa é diferente. Com a divisão praticamente entregue aos Knicks, qualquer derrota poderá resvalar numa saída da zona de playoffs. E uma eliminação precoce dos Celtics dos playoffs, aliada ao pouco poder monetário e de troca dos Celtics em virtude da veterania dos seus jogadores e salários altos poderá ter consequências futuras no franchising, apenas comparáveis aos 8 anos em que os Celtics estiveram sem pisar os playoffs no início deste século (2000-2008).

Perante este cenário, qualquer decisão para a direcção da equipa do Massachusets será complicada. Algumas notícias tem dado contra do interesse de Boston em desencadear uma série de trocas já pela altura do Natal. Umas dão conta no interesse em Anderson Varejao dos Cavaliers para o posto de poste. Apesar de Varejao ser um jogador experiente e furos acima de Chris Wilcox, creio que não iria acrescentar muito mais ao jogo de Boston pelo facto de também ele ser um jogador que deixa a desejar em muitos aspectos. Outras equacionam outros homens para o jogo interior dos Celtics: Drew Gooden, Pau Gasol, Josh Smith e Marcin Gortat. Gooden só pode ser brincadeira visto que já não joga desde o tempo em que esteve nos Bulls. Gasol está referenciado para várias trocas. O baixo nível de exibições que o espanhol tem feito nos Lakers (está com a pior média pontual e de ressaltos desde que chegou à NBA) poderão disparar o clique para a troca. No entanto, não vejo quem é que os Lakers estejam interessados em Boston. A não ser que seja o próprio Rondo, mas, nesse cenário, Boston perderia e muito. Pelo que vi, Boston tem cap salarial para incluir Gasol. Gortat está a fazer boas exibições numa equipa de Phoenix que finalmente poderá estar em condições de lutar por uma vaga nos playoffs. Não creio que a direcção da equipa do Arizone e o jogador pretendam efectuar uma troca com os Celtics.

Milwaukee Bucks

Scott Skiles cumpre. 7º lugar com score de 11-9, apenas a 1 vitória dos Bulls, líderes da divisão central.

jennings ellis

Brandon Jennings e Monta Ellis constituem uma das melhores duplas da NBA. Alta velocidade. Melhor melhor só a dupla Wade-James. A transferência do shooting guard de Oakland para Minnesota (que envolveu a saída de Andrew Bogut para a Califórnia onde não tem jogado devido a lesão; mais uma não é) acabou por ser excelente para o jogador, para Jennings e para as duas equipas. Ellis já era um diabrete à solta quando jogava com Stephen Curry. Em Brandon Jennings parece ter encontrado a sua alma gémea. Sintonia total. Os Bucks despacharam um dos seus maiores cancros: Bogut. Os Warriors foram buscar muitas picks de qualidade ao draft para construírem uma equipa de futuro.

Olhando para os números destes dois em particular: Ellis tem 18.6 pontos de média pontual e 5.7 ao nível de média de assistências por jogo. Jennings 17.3 de média percentual e 6.1 ao nível de assistências. A dinâmica deste duo é fantástica se reparmos que um joga para o outro. Tanto Jennings como Ellis pautam o jogo da equipa numa velocidade ímpar. As equipas com jogadores mais velhos terão muitas dificuldades contra esta equipa. Se Jennings é um jogador que cresceu imenso ao nível de condução de bola e avaliação de decisões (já não treme sobre pressão), Ellis é o showstopper da equipa: lança de todo o sítio, género e feitio e de vez em quando brinda-nos com aqueles afundanços de levantar pavilhão. Quando os dois estão muito marcados ou a fazer um mau jogo do ponto de vista de tiro, viram-se para o turco Ilyasova (tem estado pior ao nível de lançamento de 3 pontos) ou para Mike Dunleavy (42% no tiro de 3 pontos). Com o outro base da equipa, Beno Udrih, está apresentado o seu jogo exterior. O jogo exterior da equipa foi muito importante na vitória contra Chicago, no jogo que acima referi, onde os Bulls a ganhar por 27 a meio do 3º período foram perder. Quem apareceu? Ilyasova, com vários triplos decisivos.

Ao nível de jogo interior. Apesar de ser um extremo, é no jogo interior que Marquis Daniels (contratado a Boston) se sente confortável. A equipa possui Gooden e 4 postes altos de raiz: Dalembert, Udoh, Sanders e Luc Mbah a Moute. Todos eles são jogadores algo rudimentares ao nível técnico. Dalembert é desde há muitos anos um caso gritante. No entanto todos eles apresentam um espírito de sacríficio muito importante para os objectivos da equipa: Dalembert tem 6.1 pontos de média e 4.9 ressaltos por jogo, Mbah a Moute 10\5.5 e Sanders 7.7\7. Não havendo um titular, é caso para dizer que estes três se complementam muito bem e dão muitas opções válidas ao treinador. Udoh apesar de jogar com suplente de Gooden a poste baixo, faz 5.5 pontos de média por jogo.

Milwaukee possui um dos melhores rookies de 2012: Doron Lamb. É um jogador muito energético e com boa capacidade de lançamento. Scott Skiles já se apercebeu disso e tem dado 13 minutos de utilização em média ao antigo jogador da Universidade de Kentucky. Os números de Lamb não tem sido famosos mas tenderá a melhor no futuro. Tem o azar de ser base numa equipa que tem Jennings e Ellis.

A equipa de Milwaukee está de olho em Chicago. Qualquer deslize dos Bulls será a meu ver muito aproveitado por esta equipa. O primeiro lugar na divisão dá direito a lugar privilegiado aos playoffs, lugar que muito dificilmente teria acesso esta equipa pela via normal de classificação na tabela.

Alguns vídeos dos Bucks:

Indiana Pacers

Para já na 9ª posição, fora dos playoffs.

O início de temporada dos Pacers surpreende-me pela negativa. Esta equipa tem tudo para se posicionar entre o 4º e o 6º lugar da conferência. Tem muita juventude com alguma experiência de liga, talento, e acima de tudo soluções de valor nas 5 posicões do basquetebol.

No entanto tem sido um início muito complicado para a equipa sediada em Indianápolis. Danny Granger está lesionado e só voltará aos pavilhões no início de Fevereiro. 11 vitórias e 11 derrotas de score. Os Pacers ganham um jogo para depois perderem o seguinte. Não conseguiram até agora fazer mais de 2 vitórias seguidas. Tendo em conta que a tabela neste momento mostra que o 4º classificado (Bulls) tem um score de 12-9 e os Pacers que são 9ºs tem 11-11 tudo poderá mudar num instante. Em poucos jogos tanto os Bulls poderão estar fora dos lugares de acesso ao playoffs como os Pacers na 4ª posição.

Início de temporada marcado por algumas derrotas que não estariam nas contas da equipa treinada por Frank Vogel como a derrota em Charlotte (89-90) em casa contra Toronto (72-74). Todavia, uma vitória inesperada contra os Lakers.

É uma equipa que tem vindo a soltar-se mais com o decorrer do tempo. Nos primeiros 10 jogos a equipa não conseguia marcar mais de 90 pontos. Ultimamente já tem chegado aos 100 (contra Dallas 103; New Orleans 115). Tem tudo para ser uma equipa com um grande grau de pendor ofensivo. Marcadores de pontos não lhes falta: DJ Augustine (vindo de Charlotte) Paul George, Danny Granger, George Hill e David West. Com a ausência de Granger (jogador com uma média pontual na casa dos 22) é normal que a equipa se ressinta a nível ofensivo. Fazendo uma comparação dos Pacers com os Bulls (Derrick Rose de fora), ambas as equipas estão ressentidas do facto dos seus melhores marcadores estarem de fora. Para explicar este nível de irregularidade da equipa, acrescenta-se o facto desta equipa ser a equipa com mais turnovers na liga: 15.2 de média por jogo. São portanto 30 (mínimo) a 45 pontos que não entram por jogo por erros, principalmente dos seus bases.

O primeiro tem sido uma contratação furada. O Augustin que era indiscutível líder de Charlotte é um flop em Indiana. Dos 16 pontos de média em Charlotte, passou a 3.2 em Indiana. Com Granger lesionado, a missão de pontuar passa para George, Hill e West. George e Hill são jogadores de alta velocidade. Pecam por serem jogadores com um baixíssimo nível de decisão e esse é de facto um dos pontos que explica tanta irregularidade. Apesar de George ter uma média pontual de 16 e Hill de 14.7, as suas percentagens de lançamento deixam a desejar porque são jogadores que lançam em demasia sem muita consistência. No entanto, George já marcou 48 triplos este ano em 118 lançamentos e Hill 35 em 112.

Para dar alguma maturidade à equipa existe David West. Está a fazer uma excelente temporada, a melhor desde que saiu da companhia de Chris Paul em New Orleans, com números fantásticos: 17.5 de média pontual e 8.5 ressaltos. É candidato ao all-star deste ano pela conferência este.

Roy Hibbert 2

Falando do jogo interior da equipa, outro dos problemas que tem assolado esta equipa são as medíocre exibições de outra das suas estrelas: Roy Hibbert. Comparando com a época passada, Hibbert está longe do seu nível exibicional. Se no ano passado, Hibbert acabou com médias de 12.8\8.8\2 blocks per game, e se previa que a equipa de Indiana cresce muito na conferência este em virtude da maior maturidade dos seus jovens jogadores, esta época, depois de Hibbert ter estado com um pé fora de Indiana pelo facto do seu contrato estar a expirar e de ter renovado o seu contrato com a equipa, Hibbert apresenta números que não são de todo aqueles que a equipa esperava de si: 9.5 pontos (esperava-se que subisse a fasquia para os 15) 8.4 ressaltos (esperava-se que figurasse no top dos ressaltadores da liga). Algo imperceptível anda a abalar o poste. Falta-lhe concorrência no sector (Hansbrough e o contratado a Dallas Ian Mahimni são jogadores muito fracos para fazer sombra a Hibbert) e talvez ainda lhe esteja na ideia a possibilidade de ir procurar a vida noutro lado. No verão haviam várias possibilidades, entre as quais Chicago e Portland. Apenas a equipa do Oregon apresentou uma proposta no valor de 58 milhões de dólares por 3 temporadas, proposta que foi coberta de imediato pelos Pacers.

Uma eventual troca de Hibbert será muito complicada de gerir para os Pacers. É um jogador com uma qualidade imensa. Tem tudo para ser o melhor ou um dos melhores postes da liga desta geração. Tem atleticismo, corpo e técnica apurada de poste. Marca pontos e é um animal das tabelas. Neste momento, tomando em conta os 26 anos, a situação torna-se mesmo complicada. Hibbert terá que explodir. Se há altura para explodir, é agora essa altura. Se Indiana o trocar, corre o risco que o jogador vá explodir num rival de conferência. Se o deixar ficar, poderá ter o dissabor de Hibbert se tornar um flop futuro tendo em conta o ouro com que é remunerado. Penso que só o final da época poderá ser bom conselheiro para esta equipa.

Orlando Magic

Ano zero para a equipa da Flórida. Howard já se foi e os Magic, na minha opinião, não ficaram a ganhar em nada com a saída do poste. Por teimosia da sua direcção renovaram no ano passado o contrato com Howard para que este pudesse render algo que pudesse à equipa construir um plantel de futuro. Estas pretensões saíram goradas. No meio do cerco que fizeram ao jogador, os Lakers ainda ofereceram Gasol. Era de facto na altura uma boa proposta. Os Magic declinaram, talvez por questões económicas e pelo elevadíssimo salário do internacional espanhol. Agora, com a saída da sua antiga vedeta para LA a troco de uma mega troca que colocou Josh McRoberts, Arron Afflalo, Al Harrington e Etawn Moore, resta esperar que uma equipa jovem como é Orlando seja bem trabalhada.

O plantel de Orlando não é mau nem é bom.

Ao nível de bases, Jameer Nelson, JJ Redick, Moore e Afflalo dão conta do trabalho.

Nelson parecia eclipsado nos últimos anos da presença de Howard. Parece ter reencontrado o seu jogo. Se antigamente era um jogador que só jogava para Howard, o individualismo gerado pela saída do poste fez Nélson subir as suas exibições e os seus números.

Redick esteve a um passo de rumar a Chicago como free-agent. Não o fez porque o salário de renovação que os Magic lhe ofereceram foi elevadíssimo. Redick foi o melhor jogador do NCAA (campeonato profissional universitário) de 2005 por Duke. Nesse mesmo ano foi campeão universitário. Chegou à liga bem rotulado mas não se conseguiu impor. Só no ano passado conseguiu chegar a 6th man da equipa, o que se traduziu num salto na rotação de 22 para 27 minutos de utilização. Este ano é titular da equipa e puxou o seu jogo de 11.8 para 13.8 pontos por jogo e duplicou a sua capacidade de assistências de 2,5 para 5. Redick é dono de uma técnica invulgar, quase perfeita, tanto no transporte da bola como no acto de lançamento. Tem tudo para ser a vedeta da equipa este ano.

Afflalo é outro caso complicado. Técnica não lhe falta, até sobra. Capacidade de tiro exterior sublime. Em Denver toda a gente sabia que estava ali um jogador talentoso. Sendo um shooter nato e ligeiramente lento de movimentos não enquadrava no alto rimo de jogo que George Karl incute nas suas equipas. Tanto ele com o veterano shooter Al Harrington. Mudou para Orlando. Nota-se uma melhoria tal no seu jogo que chegou à Flórida e tornou-se logo o melhor pontuador da equipa com uma média de 16. Falta-lhe começar a acertar com os triplos. Tem 27 em 88 tentativas. No ano passado em Denver fez 88 em 212. Quando o fizer, será um jogador altamente letal.

Etawn Moore. Estará aqui o futuro da equipa? Este sophomore daria muito jeito a Boston. Nos 21 jogos de Orlando já marcou o dobro dos pontos (195), com 24 minutos de utilização do que nos 38 jogos de Boston (101) onde era utilizado durante 8 minutos de forma esporádica. É um lançador nato e só tenderá a melhorar.

Ao nível de jogo interior a história é outra. Howard não era só o jogo interior da equipa, era a canalização prática de todo o jogo da equipa. Sem esquecer os extremos (o velhinho Turkoglu ainda dá conta de algum jogo e Andrew Nicholson promete ser um dos rookies do ano), o jogo interior resume-se a Glen Davis, o baby shaq que andava muito escondido e mal aproveitado por Boston\sombra de Howard quando este precisava de descansar. Davis não é um primor de técnica. Mas tem caparro para aviar uns quantos. Não é o mais inteligente dos postes da liga, mas tem cabedal para se fazer valer nas tabelas contra os outros postes. Melhorou imenso desde que foi para Orlando e se calhar agora até daria jeito a Boston, que procura precisamente um bom poste. Está a fazer bons números e ainda aproveita o facto do jogo de Nelson estar formatado para servir Howard. A saída de Howard deu-lhe espaço e fez-lhe bem. Subiu 12 minutos na rotação, subiu 6 pontos de média em relação ao ano passado e tem empurrado a equipa nos momentos decisivos. Na 6ª época na liga duvido que lhe melhorem o lançamento, departamento do jogo onde ainda continua em déficit.

Com 8-13 de score ainda está tudo em aberto para os Magic. Não creio que consigam uma vaga nos playoffs. Os rivais directos são mais fortes. Já tiveram jogos esta época onde isso ficou provado nas derrotas contra Chicago e Boston. Para o ano logo se vê se conseguírem acrescentar mais alguma qualidade a este plantel.

Charlotte Bobcats

Neste quarto da época Jordan deve ser um proprietário mais satisfeito. Em 20 jogos, os seus Bobcats já venceram por 7 vezes e para já não varrem a lanterna vermelha da conferência. Já conseguíram mais de metade das vitórias do ano passado.

Apesar da equipa estar assente nos 275 milhões de dólares investidos pelo mítico Michael Jordan (recordo que os Bobcats são do Estado da Carolina do Norte, estado natal do antigo astro da modalidade), os últimos anos tem sido de autênticos dissabores para esta equipa. Sucessivas trocas e escolhas directivas que correram mal do ponto de vista desportivo e que deram azo às piores épocas de sempre da equipa (e quiçá das piores épocas de sempre de uma equipa na história da competição) e o próprio lock-out que ocorreu no início da competição na época passada, onde os Bobcats ocupavam na proa o rol de equipas que não conseguiam fazer face às suas despesas, chegaram inclusive a colocar em risco a participação da equipa na prova e a possibilidade dos direitos do franchising mudarem para outras cidades que se tem mostrado desejosas de receber a competição (ou de voltar a receber) como é o caso de Las Vegas, San Francisco e Seattle.

Nos 66 jogos da fase regular da época passada, os Bobcats alcançaram apenas 7 vitórias, tantas como as alcançadas já este ano em 25 jogos. Pior que as 7 vitórias (1 a cada 10 jogos) foi a figura muito triste protagonizada por uma equipa que muito dificilmente conseguiria vencer (digo na minha opinião) um dos mais importantes campeonatos europeus (Espanhol, Francês, Italiano, Russo, Turco, Lituano ou Grego).

Algo mudou neste verão em Charlotte. Jordan foi obrigado a reformular a equipa e com essa reformulação, iniciada pela ida de dois dos principais activos da equipa (Boris Diaw para os Spurs no final do prazo para trocas da época passada e DJ Augustin como free-agent para Indiana), que não só não estavam a render o esperado na equipa como libertaram algum cap salarial para a reconstrução da nova equipa, aliado à possibilidade uma escolha satisfatória no draft de 2012 (Michael Kidd-Gilchrist) fizeram com que a equipa tenha para já um comportamento muito mais satisfatório do que aquele que teve na época anterior. No entanto, esta equipa ainda terá que trilhar um longo caminho para estar em condições de lutar pelos playoffs.

Apesar da equipa ainda manter gente que não tem qualidade para jogar nesta liga (Reggie Williams, Hakim Warrick, Kemba Walker, o flop Tyrus Thomas, DeSagana Diop), o incremento de novos jogadores com alguma experiência (Ben Gordon, Brendan Haywood e Ramon Sessions) em conjunto com Gilchrist (para termos noção da entrada de rompante do antigo poste-baixo da Universidade de Kentucky que foi escolhido na posição 2 do draft deste ano, nos primeiros 25 jogos da equipa está com uma média pontual de 11 e 6.4 de ressaltos) e alguns jogadores interessantes como é o caso de Gerald Henderson e Bismark Byombo (precisam claramente de puxar mais por este jogador) fizeram com que a equipa tenha melhorado em muito o seu jogo em todos os sectores. Ramon Sessions, apesar de ser um base mediano é um bom organizador de jogo, Henderson e Gordon dão mais capacidade ao nível de tiro exterior, Gilchrist, Haywood e Byron Mullins dão um melhor jogo interior. Falta no entanto uma estrela a esta equipa, ou seja, alguém que seja capaz de decidir jogos e sobretudo banco. Falta essa estrela na medida em que os Bobcats já perderam alguns jogos (contra algumas importantes equipas na Liga) por diferenças pontuais residuais (abaixo de 6 pontos). Tendo uma estrela que assuma o jogo de forma decisiva nos momentos finais, mais jogos poderiam ter caído para esta equipa.

Para terminar, é de realçar que esta equipa começou muito bem nos primeiros 11 jogos da época com um score de 7-4. No entanto, já não vence desde 24 de Novembro, averbando 14 derrotas seguidas.

Detroit Pistons

Andre Drummond

André Drummond: o jogador mais jovem da NBA desta temporada. Um diamante em bruto que Detroit tem em mãos para explorar.

O caso dos Pistons é um caso mais complexo. Pode-se dizer que é um caso que cruza exemplos de outros casos particulares de outras equipas da conferência: Boston e Charlotte.

Os Pistons, apercebendo-se que tinham uma equipa excessivamente velha, sem valor de troca no mercado, com salários acima do normal para a veterania dos seus jogadores e sem resultados desportivos, decidiram apostar na juventude como forma de inverter os maus anos da equipa. Falamos de uma equipa que foi campeã da NBA em 2004 e que disputou uma final da competição em 2005. No entanto, os tempos dos 2ºs bad boys de Detroit já vai bem longe. Apesar de quase todos ainda jogarem em outras equipas da Liga (Rasheed Wallace, Richard Hamilton, Chancey Billups, Antonio McDyess), na equipa, dessa era só sobraram os veteranos Jason Maxiell e Tayshaun Prince. Ao contrário do exemplo de Boston (queimar a estratégia da equipa a partir de uma estratégia aversa a mudanças radicais), os Pistons decidiram sacrificar mais uma época onde até tinham cap para adicionar 2 ou 3 jogadores de qualidade e experiência para construir uma equipa praticamente de raiz.

Os Pistons tem vindo a fazer uma época bastante aceitável com uma equipa extremamente jovem. 7-21 de score é certo, mas, pelo que tenho visto, mesmo nas derrotas, tem feito jogos muito conseguidos do ponto de vista exibicional contra equipas de outras dimensões, casos das derrotas em Oklahoma (97-105) Orlando (106-110) Chicago (104-108) Philadelphia (97-104) Denver (94-101) Brooklyn (105-107). É uma equipa algo bipolar: tanto tem uma alta propensão ofensiva (ver no calendário o número de jogos que a equipa tem acima dos 100 pontos) como tem baixa propensão ofensiva noutros jogos (o que se pode explicar pela óptica da construção de uma equipa com jogadores que nunca tinham actuado juntos até esta época). Defensivamente é uma equipa bastante frágil e como tal precisa de ser trabalhada nos próximos meses.

Os Pistons são a equipa mais jovem desta liga. Pelo meio alguma mistura de veterania, casos de Charlie Villanueva, Jason Maxiell ou Corey Magette. Se olharmos para o seu plantel, rookies são 5 (Drummond, English, Singler, Middleton e Kravtsov), sophomores e 3ºs anistas 3 (Knight, Monroe e Jerebko) e até o líder da equipa (Rodney Stuckey) apenas cumpre a 6ª época na Liga. Destes 9 jogadores, Stuckey (regressou muito bem de uma lesão complicada que o afastou praticamente toda a temporada do ano passado) Drummond, Singler, Knight, Monroe e Jerebko tem influência no rendimento da equipa.

Falando de alguns:

Drummond – O BI deste poste engana. 19 aninhos. André Drummond pelo que vi vale ouro no futuro caso seja bem trabalhado. Este poste que veio da Universidade do Conneticut tem apenas o azar de ter como titular da sua posição outro jovem de ouro: Greg Munroe. Munroe é indiscutívelmente um dos líderes da equipa e a solução de futuro para a construção da equipa. Os seus números mostram isso (15.7 em pontos, 9.1 ressaltos) e pode-se dizer que neste momento, Munroe e Joakim Noah dos Bulls são os postes em melhor forma na liga neste início de temporada. Pelo que pude ver nos 2 ou 3 jogos que já vi da equipa, Drummond tem tudo de bom na posição: corpo, atleticismo, esforço, técnica acima da média. No entanto, não poderá viver na sombra da estrela da equipa e será bom para a equipa liderada por Lawrence Frank que trabalhe o jogador para a posição de poste baixo. Se essa missão tiver exito, meia equipa dos Pistons para os próximos 10 poderá estar construída.

Os bases Stuckey e Knight. Complementam-se. Stuckey é um excelente organizador de jogo. Nos primeiros anos da liga, os números de Stuckey e até o estilo de jogo que apresentava chegaram a motivar a imprensa norte-americana a escrever que Detroit poderia estar a ver nascer um novo Dwayne Wade nos seus braços. Prova disso a fantástica época 2009\2010 onde atingiu o seu máximo de temporada: 16.6 pontos. Stuckey é um bom organizador de jogo e é também ele um bom lançador. Teve algum azar com uma lesão no joelho que já o obrigou a parar muito tempo. Ainda este ano, na pré-época, a lesão quase o obrigou a falhar os primeiros jogos da temporada. Está lentamente a re-entrar no jogo. Leva 11.8 pontos de média nos 28 jogos realizados esta época e 4.2 de assistências. Está a lançar menos e melhor e a servir mais de organizador de jogo.
Já Brandon Knight é outra história. Depois de ter sido um dos rookies da época passada, com uma média pontual de 12.8, este jogador promete ser uma das referências da equipa para os próximos anos. Muito completo em tudo: organiza bem jogo, faz algumas assistências, lança bem tanto a meia-distância como de 3 pontos (41% de eficácia nos 3 pontos; 54-125 esta época em triplos) e promete não ficar por aqui. Já está nos 15 pontos de média.

Extremos: Villanueva, Prince e Jerebko – Os primeiros dois dispensam apresentações. Fortes no lançamento, aparecem com grandes exibições quando menos se espera. O 3º está a decair. Depois de 2 boas temporadas, esperava-se que este bom lançador pudesse dar o salto qualitativo para 12\13 pontos de média. Ficou-se pelos 6.8 actuais.

À semelhança de Charlotte esta é uma equipa que também precisa de adicionar à sua equipa alguém que consiga resolver jogos nos momentos de pressão.

Para finalizar, alguns momentos da grande estrela da equipa Greg Munroe durante esta temporada:

Em jeito de brincadeira, confesso que o segundo slam, protagonizado por Jason Maxiell (não acreditava que ele fosse capaz disto!!) me deixou um bocado parvo!

Jogo de carreira para Munroe contra Toronto na terça-feira.

Momento do jogo contra Chicago. O experiente Kirk Hinrich ficou muito mal na figura. A sua veterania já lhe devia ter dito que nestes momentos, as regras permitem que peça timeout ao árbitro. Nesta altura, Detroit ainda lutava pela partida. Não teve consequências para os Bulls ao nível de resultado na partida mas…

Cleveland Cavaliers

Kyrie Irving

Mais uma época para esquecer no Ohio.

Os Cavaliers são este senhor, praticamente sozinho.

Não digo totalmente sozinho visto que a equipa tem ali 2 ou 3 artistas capazes de fazer boas prestações. Nos 30 e poucos jogos realizados esta época já deu para perceber que Irving é mesmo craque. O nº1 do draft do ano passado está no entanto a passar um pouco ao lado da competição (à semelhança de John Wall nos Washington Wizards) derivado do facto da equipa ainda não ter adoptado uma estratégia de construção real de soluções de plantel que os possam levar a lutar por algo mais.

Apesar de ter falhado alguns jogos por lesão (1 mês de lesão), Kyrie Irving (ver posts das escolhas do staff) é um jogador do catano. Veloz, com um tiro excepcional e dono de uma vontade de vencer incrível, não tem sido poucas as vezes que o base da equipa do Estado do Ohio tem aparecido nas melhores jogadas do dia ou da semana com incríveis cavalgadas para o cesto, com triplos do meio da rua ou com buzzer-beats do arco da velha. Inserido numa equipa muito experiente no seu todo (já vamos a jogadores como Alonzo Gee, Daniel Gibson, Omar Casspi, Luke Walton, CJ Miles) as estatísticas do #2 subiram substancialmente: no ano de rookie “Uncle Drew” apresentava (em 51 jogos; parece que é achatado a ter pequenas lesões durante a época) uma média de 30 minutos de utilização com uma média pontual de 18.5 e 5.4 de assistências. Este ano, subiu 5 minutos na rotação da equipa, passou dos 18.5 para os 23.1 pontos de média e manteve o nível de assistências (5.4\5.6). Está portanto mais lançador e mais concretizador, principalmente de 3 pontos onde já se encontra com 41% de eficácia.

No entanto, Irving não está bem acompanhado.

Todos os jogadores que acima enunciei são jogadores com alguma experiência na Liga, mas tem números muito insuficientes.

Varejao

Começo por Anderson Varejão. O brasileiro está a ser cobiçado por várias equipas, fruto da boa época que está a realizar. Talvez a melhor desde que chegou à liga: na sua 9ª época na liga, este internacional brasileiro que chegou à NBA vindo do Barcelona, está com 14.1 pontos e uma média de 14.4 ressaltos\2.71 o que faz dele o melhor ressaltador da Liga e um dos melhores defensores (para mim) em conjunto com DeAndre Jordan (Clippers) e Joakim Noah (Bulls).

Os Cavs não abdicam dos seus números e principalmente da sua experiência de Liga. No entanto é público que Varejao anda a ser sondado por várias equipas, entre os quais os Boston Celtics e os Milwaukee Bucks.

Alonzo Gee. Mostra algum talento principalmente no jogo interior. 11.6 de média pontual em 33 minutos de utilização. Afirmou-se como titular numa equipa da liga depois de passagens algo inglórias por Sacramento e Washington. É um jogador a ter debaixo de olho pois facilmente poderá elevar a sua fasquia para os 13\14 pontos de média pontual.

Daniel Gibson. Aquando dos primeiros anos da Liga, quando em Cleveland alinhava um senhor chamado LeBron James, este base parecia mostrar que se poderia tornar num jogador all-star. Era claramente o nº3 da equipa (atrás de LBJ e Larry Hughes) e tinha uma capacidade fantástica nos triplos. Para termos uma noção desses tempos, na época 2007\2008 (quando os Cavs de LBJ lutavam pelo título) este senhor chegou a ter uma média de temporada nos 3 pontos de 44% (118-268). Foi-se apagando com o tempo. Continua a ter uma média interessante no tiro longo (39%-47\120) nos 23 minutos de utilização mas não passa mesmo disso.

CJ Miles: manteve a regularidade nos números nos tempos de Utah.

Luke Walton: pouco ou nada contribui e pouco ou nada melhorou desde os melhores tempos de LA.

Rookies:

Dion Waiters – este base recrutado no draft à Universidade de Syracuse era dos homens menos em destaque no draft apesar da sua 4ª posição. Está a confirmar que poderá ser o nº2 da equipa. Já é praticamente titular na equipa (30 minutos de utilização) e é bastante regular no seu lançamento. 14.1 de média pontual coloca o base como candidato a rookie do ano.

Tyler Zeller – agradável surpresa. Escolhido na posição 17 do draft, este antigo jogador da Universidade da Carolina do Norte que se revela muito hábil nas duas posições de poste poderá ser um jogador de futuro. Faz do corpo arma e tem boas percentagens de lançamento a meia distância (43%). 8.6 pontos por jogo de média e 5.6 ressaltos põe-no como jogador capaz de actuar no próximo jogo de all-star game entre rookies e sophomores. Promete.

Washington Wizards

Últimos com apenas 5 vitórias e 28 derrotas.

Pouco ou nada mudou em Washington.

Tirando o facto de John Wall estar lesionado e ainda não ter feito um único jogo, espanta-me como é que esta equipa está em último com a quantidade de talentos jovens que tem nas suas fileiras. Com jogadores como Bradley Beal, Kevin Seraphin, Jordan Crawford e Jan Vesely e outros mais experientes como Emeka Okafor, Trevor Ariza ou Nênê Hilário, 5 vitórias é muito pouco.

Começo pelos mais novos:

Bradley Beal – Uma aposta ganha. O 3º do draft deste ano é máquina. Com regularidade no lançamento de média e longa distância é o complemento perfeito para um base como Wall.

Kevin Seraphin – Os Bulls devem estar arrependidos de ter passado os seus direitos para Washington na libertação de Kirk Hinrich para Washington em 2009 (Washington despachou o base para Atlanta e passados 3 anos este voltou a Chicago como Free-Agent). O Francês encarreirou na equipa da capital e tem uma média pontual de 11.3\5.3 ressaltos, o que significa que poderia ter sido agora uma excelente alternativa de banco ao seu compatriota Joakim Noah.

Jordan Crawford – Dispensa apresentações. Lança muito e nem sempre é bem sucedido. Num dia em que esteja inspirado é menino para marcar 5 ou 6 triplos em tantas tentativas. Noutros é capaz de não acertar 1 em 10. Mas quando acerta é um perigo.

Jan Vezely – Este checo que chegou à NBA por via do Partizan de Belgrado ainda não conseguiu discernir que o rigor da liga Norte-Americana é superior ao da Europa. Este Checo era rotulado como craque na europa. Nos Wizards mal joga e é uma pena visto que segundo o que vi na Euroliga em 2010 é dotado de uma capacidade atlética notável.

Nênê – Trocado por JaVale McGee para dar um novo swing à equipa no jogo interior, tem fracasso a missão. Está uma sombra do que era em Denver. O brasileiro sempre foi lento mas em Washington joga à velocidade de carvão. Talvez anime quando Wall voltar à competição.

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NBA 2012\2013 #1

A maior liga de basquetebol do planeta já começou e praticamente no fim da 1ª semana da competição, urge-me começar a esmiuçar o que se tem passado.

Para simplificar as coisas, esta semana começo a escrever uma breve análise sobre a prestação das equipas nos primeiros jogos. A partir deste post, começarei a postar mais regularmente análises, vídeos, conferências de imprensa, jogos, fotografias e outras curiosidades em redor da competição. Para esse efeito pedi ajuda ao staff da Liga ESPN NBA Portugal (liga privada da ESPN) para me começar a apoiar nestes posts daqui em diante. Caro leitor, se quiser participar nestes post com conteúdo, opiniões ou caso queira partilhar algo que me tenha passado em claro nos posts que aqui deixar, poderá fazê-lo a partir do email joaorbranco@live.com.pt, tendo que, só para o efeito, enviar o que quiser partilhar neste blog junto com a sua identificação. (nome, apelido, nickname).

Começando pela conferência este:

Boston Celtics

É certo e sabido que Doc Rivers tem este ano um enorme desafio pela frente: a reconstrução faseada de uma nova era para a equipa. Se o espectro de Ray Allen já foi ultrapassado (dentro das limitações orçamentais e contratuais que o franchising tem; dado o pouco poder de troca que o franchising também tem dada a idade avançada e os respectivos salários de Garnett e Paul Pierce) com as contratações de gente que poder dar um novo impulso à equipa (Leandro Barbosa e Jason Terry, são exemplos desse paradigma; Terry foi em Dallas durante muitos anos um dos melhores nº6 da competição, senão o melhor) auspicia-se um ano muito difícil para a equipa do Massachusets.

É certo que Allen é um jogador que, mesmo apesar da sua idade, vai deixar saudades por Boston. Falamos só do recordista actual em triplos da história da competição. Mantendo-se a espinha dorsal da equipa assente no big three Garnett-Pierce-Rondo, onde o base assume uma preponderância tal que por vezes chega a fazer de Garnett e Pierce (Rondo é o candidato a vencer o maior número de triplos-duplos na temporada), creio que Boston, pelos jogadores que acompanham esse mesmo big-three, pela experiência global da equipa (veteranos da liga são 6 no seu plantel) e pela qualidade inegável de quase todo o plantel, vai ao playoffs sem grandes dificuldades (não são candidatos a vencer a conferência na temporada regular como nos últimos anos é certo) e nos playoffs, em derivado desta assumpção global que faço do seu potencial, poderão surpreender tudo e todos.

O draft também foi simpático para Doc Rivers. Trouxe-se um talento em bruto chamado Fab Melo. O jovem internacional brasileiro de 22 anos, escolhido na ronda 22 do draft deste ano vem muito bem referenciado do campeonato universitário norte-americano, onde alinhou por Syracuse nas últimas 2 temporadas. Melo, poste, internacional brasileiro, foi nomeado o melhor defensor da NCAA da época passada e graças ao seu enorme poder atlético (2,13m e 116 kg) é um jogador que se mexe muito bem na luta das tabelas mas revela alguma ineficiência no ataque. Melo terá direito a poucos minutos na equipa de Boston este ano, mas se Doc Rivers, com toda a experiência que acompanha este técnico campeão, puxar pelo Brasileiro, poderá ter aqui um belo diamante para lapidar lentamente e lançar a alto nível na próxima temporada.

Quanto a este início de época, os primeiros jogos da equipa tem corroborado a minha opinião de que será um ano muito difícil para a equipa do Nordeste.

A abrir, os Celtics foram fazer um jogo muito interessante a Miami contra os Heat mas saíram de cabeça muito baixa, perdendo por 120-107. Se 107 pontos é um indicador ofensivo muito importante tendo em conta o pavilhão onde esse resultado foi obtido, fica também o registo que os Celtics obrigaram a cavalaria pesada de Miami a puxar dos seus galões para vencer a partida, não fosse LeBron ter marcado 26 pontos e 10 ressaltos, Allen 19 pontos (no primeiro reencontro com a sua anterior equipa), Wade 29 pontos e Bosh 19 com 10 ressaltos. Mais uma vez, mesmo com a ida de Ray Allen para a equipa campeã em título, se demonstra que o jogo de Miami está completamente monopolizado pelas suas vedetas. Prova disso, o seu big-four com 83 dos 120 pontos da equipa na partida.

Nos jogos seguintes, voltaram a perder em Milwaukee (99-88) e venceram os Wizards por magros 3 pontos de diferença. Denominador comum da prestação da equipa de Doc Rivers nas 3 partidas realizadas: Paul Pierce e Rajon Rondo. Se o primeiro está completamente on-fire, facto que não é costume visto que Pierce é um jogador que sempre nos habituou a aparecer em grande lá para meados de Janeiro quando a temporada regular já vem a meio, o segundo tem-nos mostrado alguma inconsistência ao nível do lançamento. No entanto, Rondo tem feito mais de 10 assistências por partida, o que confirma que é o verdadeiro líder da equipa.

Brooklyn Nets

O antigo franchising de Nova Jersey entretanto mudado para Nova Iorque (mais precisamente para o mítico bairro de Brooklyn) teve um verão rico em contratações, numa continuação daquilo que já tinha sido levado a cabo na última ronda de transferências da época 2011-2012 para que a equipa possa voltar pelo menos aos playoffs.

Depois de vários anos em Atlanta a espalhar magia, Joe Johnson deu um novo passo na sua carreira e aproveitou o fim de contrato com a equipa do estado da Geórgia para rumar a Norte. O free-agency em Brooklyn não se ficou por aqui. A juntar a vedetas como Deron Williams, Gerald Wallace e Robin Lopez, a equipa também resgatou de forma livre o base C.J Watson, base que se destacou nas últimas duas temporadas em Chicago. C.J Johnson é uma excelente alternativa de banco a Deron Williams, sendo um jogador que gosta tanto de armar jogo como de lançar ao cesto. Adiciona muita capacidade de lançamento exterior a uma equipa que já tinha alguns bons triplistas (Williams, Wallace, DeMarshoon Brooks) mas tem o senão de ser um jogador muito afectado por lesões e afectado sobretudo pela inconsistência. É um jogador que tanto é capaz de fazer 5 jogos seguidos com pontuações na casa dos 20 + 6\7 assistências em média como se apagar da competição durante 1 mês seguido.

Nesta equipa, que tem jogado muito bem é o poste Brook Lopez. Depois da tempestade vem a Bonança. Lopez regressou a meio gás a meio da temporada passada mas rapidamente voltou à enfermaria no início de Abril deste ano graças a um problema continuado num dos tornozelos. Recuperado na totalidade, o poste cujo irmão é Robin Lopez (Phoenix Suns) voltou à competição com números estrondosos (para um poste) nos primeiros 3 jogos da temporada da nova equipa de Nova Iorque: 20 pontos de média e 7 ressaltos por jogo, facto que corrobora a sua apetência ofensiva.

Nestes primeiros 3 jogos da equipa, os Nets tem revelado algumas dificuldades ofensivas. 2 derrotas e 1 vitória revelam que o técnico Avery Johnson terá que trabalhar muito para unir estas peças rumo a lugares mais confortáveis. A última derrota (em casa frente aos Minnesota Timberwolves por 96-107 revela uma equipa que tem dificuldades na defesa. Até porque, uma equipa com Deron Williams (18 pontos e 13 assistências no último jogo) é uma equipa que terá uma tendência natural para o ataque.

A entrada deste “novo” franchising para a Liga traz-nos a entrada de um novo pavilhão para a competição: o Barclays Center, pavilhão construído num daqueles bairros considerados como “coração do basquetebol americano”.

Fica aqui uma nova imagem do dito pavilhão e um insider que foi feito:

Para finalizar, Avery Johnson e alguns jogadores da equipa falam sobre a esta dos Nets no media day do franchise:

New York Knicks

O poderoso Carmelo Anthony transporta na sua 3ª época em Nova Iorque a ambição da equipa ir o mais longe possível nesta liga.

Facto: as saídas de Jeremy Lin (para Houston) e Landry Fields (Toronto) – a saída do primeiro depois de uma temporada fenomenal em que passou de reserva da equipa a jogar preponderante na manobra ofensiva da equipa e de outro, que, apesar de ainda estar a crescer como jogador já apresentava uma invejável capacidade ofensiva, principalmente no tiro exterior.

Facto: as entradas de Jason Kidd e Marcus Camby, jogadores que apesar de estar na sua curva descendente ainda poderão ajudar em muito os objectivos desta equipa. Kidd, apesar dos seus 39 anos de idade, ainda é um jogador que arrasa por onde passa. Camby já não é o mesmo desde os tempos de Denver mas compreende-se a sua contratação visto que é um jogador muito válido do ponto de vista da luta das tabelas. Ainda consegue 8 a 10 ressaltos por jogo e isso será muito importante para uma equipa cuja defesa é o seu calcanhar de aquiles. As entradas de dois jogadores muito interessantes como Raymond Felton (já tinha passado uma vez em Nova Iorque onde não vingou e foi empacotado para Denver aquando da troca Carmelo Anthony) Ronnie Brewer, Pablo Prigioni, base argentino que chega à NBA aos 35 anos depois de muitos anos de glória tanto em Itália como em Espanha ao serviço do Caja Laboral. É um jogador cuja entrada em tão avançada idade causa espanto e é sobretudo um jogador que pelo seu talento me fez interrogar anos após anos como é que a Liga nunca lhe abriu as portas. Já Brewer vem dos Bulls, onde nunca se afirmou a sério. A equipa de Chicago preferiu não renovar com os seus serviços para poupar o seu salário no cap salarial da equipa.

A todos estes nomes que acima citei, juntam-se os clássicos de Nova Iorque das últimas temporadas: Amar ´e Stoudamire, Tyson Chandler, Iman Schumpert e JR Smith.

Stoudamire ultrapassou com sucesso os rumores que davam conta que poderia servir de moeda de troca com Dwight Howard num possível negócio a realizar no verão entre Knicks e Magic. No entanto, o poste começou a época lesionado e só voltará à competição daqui a 3 semanas graças a uma lesão numa mão. O sophomore Iman Schumpert, depois de uma excitante primeira temporada na NBA, também começou a época a ver o jogo na bancada.

Tyson Chandler tem começado a época com prestações que demonstram que ainda não se encontra na sua melhor forma física.

Já o explosivo JR Smith tem começado a época em grande estilo fruto de muito tempo de jogo que lhe tem dado o treinador Mike Woodson. Smith começou a época em alto estilo com 20 e 17 pontos nos dois jogos realizados contra Philadelphia. Prevê-se um JR Smith a jogar em grande estilo nesta temporada, depois de ter optado por Nova Iorque a meio da temporada passada aquando da sua chegada da China, liga onde estava a jogar.

Com tanto poder ofensivo, Mike Woodson só terá de se preocupar em melhorar os índices ofensivos. No ataque existem estilos para todos os gostos: a distribuição exímia de Kidd, a explosividade e tiro exterior de Anthony e Smith, a coragem na abordagem ao cesto de Schumpert, a criatividade e loucura de Felton e a força e regularidade de Chandler e Stoudamire.

A começar a temporada, alguma irregularidade.

Os Knicks bateram Miami em casa na sexta-feira com pompa e circunstância:

No jogo em que Knicks e Heat foram solidários para com os desalojados do furacão Sandy. Só Dwayne Wade doou o seu prémio de jogo de 200 mil dólares.

Para finalizar, o regresso do guerreiro à NBA depois de algum tempo de afastamento. Sim, Rasheed Wallace voltou para jogar em Nova Iorque. Pela sua entrega ao jogo, qualidade e até pelo seu mau feitio, Rasheed Wallace (campeão em 2004 com os Pistons) era daqueles jogadores que gostaria de ter visto jogar (em tempos áureos) nos meus Bulls. Vi jogar um outro Wallace (Ben) também campeão nesse ano na turma do Michigan entre 2006 e 2009 nos Bulls. Não é nem por sombras o mesmo Rasheed Wallace que lutava por todas as bolas, marcava triplos e reclamava por tudo e por nada. O seu papel é muito secundário em Nova Iorque. No entanto, vale a experiência de 15 temporadas a um ritmo abismal.

A veterania acaba por ser outros dos tónicos desta equipa. Mas não é uma veterania de banco. Os 6 veteranos da equipa (Kidd, Camby, Wallace, Kurt Thomas, Tyson Chandler e Amare Stoudamire) são ainda jogadores muito prestáveis para uma equipa que quer decerto jogar pela final de conferência nos playoffs.

Philadelphia 76ers

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá caracterizar esta equipa. Alta velocidade é o estilo de jogo da equipa.

Nos playoffs do ano passado, os Sixers (8ºs classificados da fase regular) aproveitaram o deslize da lesão de Derrick Rose para mandar os Bulls (campeões da fase regular) para casa mais cedo quando toda a gente já apontava um duelo entre Chicago e Miami na final da conferência este.
Poucos meses passaram desde esse exito. O severo Doug Collins, tinha feito muito com o pouco que tinha. Meses depois, menos lhe dão para o início desta época. O mercado foi duro para os Sixers: a vedeta Andre Iguodala rumou a Denver pouco depois do título olímpico conquistado em Londres e o veteraníssimo Elton Brand rumou ao Texas para representar os Mavericks. Para colmatar as duas saídas de peso, a direcção trouxe Kwame Brown (aquele que Michael Jordan tanto acreditava que poderia ser o jogador da sua geração) Dorell Wright (um enorme shooter que andava meio perdido na falta de objectivos de Golden State), Jason Richardson (jogador cujos tempos de Phoenix já vão muito longe mas que ainda pode acrescentar muito poder de fogo ao tiro exterior dos Sixers) e… imagine-se

O monstro Andrew Bynum, o sacrificado de Los Angeles no processo negocial desta temporada em prol das chegadas de Steve Nash e Dwight Howard. A decisão de Bynum ter optado por Philadelphia não foi a mais acertada visto que Bynum é jogador para actuar numa equipa que tenha como objectivos o título. Ficava-lhe melhor ter optado por Dallas ou até pelos Spurs, visto que Dallas anda há dois anos a jogar sem um poste digno dessa posição e os Spurs poderiam começar a pensar na renovação do seu velho plantel com a entrada de alguém que pudesse substituir ao mais alto nível Tim Duncan.

Bynum ainda não se estreou pela equipa devido a mais um problema no seu complicado joelho direito. Deverá voltar na próxima semana.

O porquê de ter dito que Philadelphia é uma equipa que gosta de jogar a alta velocidade?

A resposta dá-se pelos nomes de Evan Turner, Thaddeus Young, Jrue Holliday, Nick Young e Spencer Hawes. Jogadores que chegaram de mansinho à Liga e subiram em flecha na mesma tendo como comparação aquilo que era dito pelos analistas sobre si na altura dos respectivos drafts. São de facto todos eles jogadores muito rápidos que gostam de ter a bola nas mãos e arriscar o lançamento exterior. Principalmente os bases Evan Turner e Jrue Holliday. O último é um jogador bastante interessante que é não é dado a não arriscar lançamentos. É um jogador que vive com os olhos no cesto, o que por vezes é mau visto que não sabe contemporizar as suas decisões e acções. No entanto, também tem jogos em que é pura e simplesmente o diabo à solta.

Toronto Raptors

A única equipa canadiana da Liga está a atravessar uma autêntica travessia do deserto desde que em 2010 Chris Bosh decidiu mudar-se para Miami. Não se espere muito novamente desta equipa. Toronto está à espera de melhores dias.

Com um rookie que promete (Jonas Valenciunas) com duas contratações interessantes (Landry Fields via Nova Iorque e Kyle Lorwy via Houston; Lowry conseguiu uma média pontual de 23.5 na última temporada) com os clássicos José Calderon, DeMar Rozan e Andrea Bargnani, é expectável apenas que a equipa orientada por Dwayne Casey seja capaz apenas de lutar por um 8º lugar na sua conferência, lugar que como se sabe permite a ida aos playoffs.

Nos primeiros jogos da temporada, duas derrotas tangenciais contra Indiana e Brooklyn Nets e uma vitória caseira por 105-86 sobre Minnesota.

Chicago Bulls

ou melhor, os maiores!

O United Center é um pavilhão cujos adeptos são impacientes, efusivos e não gostam de perder. A História dos Bulls assim modelou o ambiente em Chicago. Depois de duas temporadas em que a equipa venceu a fase regular da conferência este mas não foi capaz de materializar esse domínio nos playoffs (em 2011 caiu frente a Miami na semi-final de conferência e em 2012 não passou dos quartos frente a Philadelphia), um terceiro ano se levanta para Tom Thibodeau e equipa assombrado com a lesão de Derrick Rose, estrela que só voltará a actuar em Fevereiro ou Março.

Muitos daqueles que tem acompanhado a lesão de Rose ainda duvidam do estado de forma que Rose irá apresentar quando voltar à competição. O médico dos Bulls Fred Tedeschi afirmou recentemente que a recuperação do craque está a ser feita a um nível superior do que aquilo que estava previsto, daí que Rose já voltou aos treinos de forma condicionada a meio de Outubro quando tudo apontasse para que o fizesse apenas em Dezembro. Outros tem dito que Rose voltará bem, com mais vontade de triunfar mas com características ligeiramente diferentes daquelas que tinha nas últimas 3 temporadas. Poderemos portanto assistir a um regresso de um jogador não tão explosivo nas suas maravilhosas incursões para o cesto e mais incisivo no lançamento exterior, departamento do jogo onde Rose antes das sucessivas lesões que o afectaram na temporada passada, ia melhorando significativamente em relação às épocas anteriores.

Tom Thibodeau tem aqui a sua prova de fogo. Toda a gente sabe que os Bulls sem Rose muito dificilmente poderão aspirar lutar pela vitória na conferência com outras equipas como Miami ou New York. Seria interessante apontar a época regular para um 4º lugar de conferência.

Da equipa saíram alguns jogadores importantes: CJ Watson rumou aos Nets, Brewer aos Knicks, Kyle Korver para Atlanta. Com a saída do primeiro e o do terceiro, os Bulls perderam uma parte interessante do seu lançamento de 3 pontos. Omer Asik rumou a Houston depois dos Bulls não terem coberto a oferta contratual de Houston. Notou-se com estas saídas alguma necessidade da equipa poupar dinheiro para poder atacar um bom free-agent no final desta temporada e suportar os elevados salários desta temporada de Carlos Boozer (24 milhões) e Joakim Noah (15).

Para reforçar a equipa e minorar as perdas, os Bulls adicionaram jogadores com bastante experiência de liga: o baixinho Nate Robinson, Vladimir Radmanovic, Kirk Hinrich (regresso) Marco Belinelli e Nazr Mohammed.

Nate Robinson já todos sabemos quem é. O jogador mais baixo da liga a ganhar um concurso de afundanços. Robinson é mais que isso. É um razoável armador de jogo e é temível no jogo exterior. Radmanovic é um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Nos Lakers foi preponderante durante algumas temporadas mas desde aí que se apagou definitivamente. É um lançador de 3 pontos temível. Kirk Hinrich veio para ser mais um a ajudar enquanto Rose não voltar. Está longe dos tempos em que passou por Chicago (2003 a 2010). Marco Bellinelli é outro lançador interessante que andava perdido em Nova Orleães mas ocorre-lhe o facto de nunca ter confirmado as expectativas que pendiam sobre si em 2007 quando foi drafteado. Nazr Mohammed é um globetrotter que nunca criou grandes raízes em qualquer equipa por onde passou e a sua passagem por Chicago apenas ocorre pelo facto de Asik ter rumado a Houston. Mohammed apanhará os restos temporais que Noah não alinhar.

Como se pode ver a equipa de Chicago perdeu imenso no balancing que pode ser feito entre os que entraram e saíram. O top 5 continua fantástico e cheio de qualidade: mesmo com Rose lesionado restam Hamilton (está a ter um excelente início de temporada) Boozer, Deng e Noah. Deng está novamente a assumir o jogo, como lhe compete na ausência de Rose. Daí estar a jogar a alto nível novamente. Facto curioso iremos talvez assistir novamente em relação a este jogador quando Rose voltar. As estatísticas não mentem: com Rose fora vê-se o melhor Deng, com Rose dentro Deng pura e simplesmente desaparece. Seria o ideal para a equipa ter os dois juntos em grande forma. Já Carlos Boozer também está com um início de época que promete muito. Dado foi a vitória estrondosa da equipa em Cleveland por 116-85.

Tom Thibodeau sabe que as coisas estão difíceis para  o seu lado. No entanto, Thibodeau é exímio a montar equipas que sabem defender bem. Os Bulls não são das melhores equipas do campeonato a atacar mas serão sem sombra de dúvidas a melhor a defender. Foi aí que residiu o sucesso das temporadas que passaram.

Cleveland Cavaliers

Byron Scott é conhecido por fazer milagres nas equipas que treina. Assim aconteceu por exemplo quando em Nova Orleães, nos tempos em que o piso do New Orleans Arena era pisado por um senhor chamado Chris Paul  e por outro chamado Tyson Chandler. Scott na altura pegou num franchise que dava os primeiros passos (não esquecer que o Katrina obrigou a equipa a ir jogar um ano para Oklahoma; Oklahoma ficou tão seduzida com o basquetebol da NBA que comprou os direitos do franchise dos Seattle Supersonics no ano seguinte) na Liga e rapidamente o colocou na NBA, algo ímpar na história da modalidade. Até Memphis, que por sua vez comprou os direitos dos Grizzlies à cidade de Vancouver, demorou sensivelmente 10 anos a ir pela primeira vez aos playoffs, não obstante do facto de ter contado nas suas fileiras com Pau Gasol durante várias épocas.

Olhando para o rooster da equipa do Ohio, Byron Scott tentará fazer o que fez com essa tal geração de New Orleans: atingir os playoffs e incomodar as melhores equipas do Este. Será a meu ver uma tarefa quase impossível dado que o plantel dos Cavs é dos mais fracos da liga senão o mais fraco.

Equipa liderada a fundo por Kyrie Irving, o #1 do draft do ano passado. Na primeira época de Irving da NBA ficámos a conhecer um jogador que está aí para durar. Irving não tem nem de perto nem de longe agregado a si o estilo de LeBron ou o seu fleurma. São jogadores de características diferentes. Enquanto LeBron puxa do cabedal para se fazer valer, Irving é um shooter nato e esperemos que na sua segunda época na Liga tenha aprendido algo com a inconsistência que teve enquanto rookie. Ambos tem em comum o facto de se estrearem na Liga pela mesma equipa, sendo escolhidos na posição #1. No seu ano de estreia de Liga, Irving não teve as mesmas condições que LeBron James teve no seu ano de rookie.. É caso para dizer que Irving está a pagar a factura da saída de LeBron para Miami. Enquanto LeBron teve regalias por parte da direcção de Cleveland, que, construiu ano após anos equipas para LeBron conseguir o título (equipas essas que quase sempre eram escassas para tal objectivo), Irving, pelo desinvestimento que a direcção de Cleveland teve que fazer nos últimos anos para recuperar a saúde financeira, tem que jogar quase por conta própria. No entanto é notória a necessidade que urge na equipa em haver investimento para dotar a sua estrela de bons companheiros.

Do resto do plantel da equipa do Ohio pouco ou nada se aproveita. Um Daniel Gibson que revela alguma capacidade de tiro exterior. Um CJ Miles que é um jogador que já teve uma boa passagem por Utah. Um Alonzo Gee que é um jogador interessante mas nunca será uma grande vedeta. Um Varejão que se pode considerar o 2º melhor jogador da equipa e um Luke Walton que está muito enferrujado devido a anos de banco que Phil Jackson lhe proporcionou (mal a meu entender) no banco de LA. Se existem equipas cujo 5 base é óptimo mas o banco é escasso para os objectivos a que as mesmas se propõem, é caso para dizer que em Cleveland não existe um 5 base óptimo, muito menos banco. É uma equipa quase condenada a ser Irving contra 5 e condenada a sofrer muitos cabazes durante a época, principalmente nos jogos fora.

Para finalizar, aqui fica o melhor comercial do ano relacionado com a NBA, onde Irving protagoniza uma engraçada história real para a Pepsi:

Detroit Pistons

Um grande franchise a passar uma enorme travessia do deserto. 3 anos sem playoffs no Palace of Auburn Hills é muita dose para uma equipa habituada a estar no top da liga anos a fio.

A mesma dose que afirmei para Cleveland, tendo os Pistons um bom 5 base.

Greg Monroe. Em conjunto com Roy Hibbert e Anthony Davis, Monroe é um dos postes mais talentosos desta nova geração. Aos 22 anos ainda tem muito para crescer. No ano passado terminou a fase regular com estatísticas muito interessantes: 15.4 pontos por jogo e 9.7 ressaltos. Nos primeiros três jogos mostrou alguma regressão em relação a esses números. Penso que com o desenrolar da época e com uma subida de forma do base Rodney Stuckey poderá efectivamente subir de produção e quem sabe espreitar o All-Star Game em Fevereiro.

A acompanhar Monroe está uma equipa muito jovem. 5 rookies (Kim English, Andre Drummond, Viachlesav Kravtsov, Khris Middleton e Kyle Singler). Dos 5, Singler é um extremo que gosta imenso de atacar o cesto e promete dar que falar no futuro. Já vinha com boas indicações da Universidade de Duke, universidade que tem lançado bons talentos para a Liga nos últimos anos, fruto do bom trabalho de formação que Mike Kryzewsky (seleccionador norte-americano) tem feito. Falamos portanto de uma universidade que nos últimos 15 anos lançou jogadores na alta roda como Shane Battier, Carlos Boozer, Elton Brand, Luol Deng, Gerald Henderson, Grant Hill, Kyrie Irving, Corey Maggette ou JJ Redick. Outro que promete ser um jogador interessante para o futuro é o poste Andre Drummond. Um poste à antiga, exímio a defender e com um grau de atleticismo bastante interessante. Prcisa de tempo para crescer.

Dois outros jovens que poderão crescer mais nesta época nesta equipa são o base Brandon Knight e o extremo Jonas Jerebko. O sueco já prometeu muito no final da temporada passada. É um bom lançador só que terá que melhorar em muito na velocidade em que executa os seus lançamentos. Ainda é um jogador com um jogo de pés muito lento e habituado às temporizações do basquetebol europeu.

Para acompanhar esta nova fornada de Detroit, com a saída de Ben Gordon ficaram 3 jogadores com enorme experiência na Liga: Charlie Villanueva, Rodney Stuckey e Tayshaun Prince. Prince é o único que resta do título de 2004. Stuckey prometeu muito mas teve azar com as lesões.

A época para já começou com 3 derrotas previsíveis contra Phoenix, Lakers e Houston. Esta equipa precisa de crescer e muito dificilmente conseguirá passar das 25 vitórias nos 82 jogos da temporada regular. Os playoffs ainda estão muito longe mas o futuro está a construir-se aos poucos.

Indiana Pacers

Roy Hibbert esteve a um passo de sair de Indiana no passado mês de Julho como free-agent mas no último segundo tomou a decisão de aceitar a proposta de renovação da direcção. E fez muito bem, os Pacers estão mais fortes que nunca.

A equipa do estado de Indiana orientada por Frank Vogel poderá constituir-se como a surpresa da Conferência Este. Estão juntos todos os condimentos para tal desde que a equipa demonstre novamente o espírito de sacríficio e a garra que demonstrou nas temporadas anteriores. Na tentativa de melhorar ainda mais uma equipa que está a atingir o seu estado de maturidade colectiva, a direcção de Indiana decidiu fazer duas contratações cirúrgicas: contratou DJ Augustin a Charlotte (e Charlotte ficou uma equipa ainda mais miserável), o Francês Ian Mahinmi a Dallas (o internacional francês terá muitos mais minutos em Indiana do que os míseros que tinha na equipa do Texas) e Gerald Green aos Nets.

Augustin irá trazer mais qualidade à organização de jogo da equipa. Para além de ser um interessante distribuidor de jogo, é um jogador que também é capaz de fazer médias pontuais de 15. Mahinmi é um jogador com muito pulmão que necessita de jogar para ver se é desta que explode na Liga. Gerald Green poderá ter aqui a oportunidade que desejava para se tornar um jogador de topo.

Da época passada transita a nata desta equipa. Danny Granger (na imagem) é o maestro desta orquestra. Um jogador incrível que é capaz de vencer um jogo praticamente sozinho. No entanto lesionou-se nos primeiros jogos da época e estará 3 meses de fora. Paul George, um “Granger” que necessita de crescer mais um bocadinho. É um jogador temível no contra-ataque mas precisa de evoluir mais na tomada de decisões. Quando está bem é o espectáculo dentro do próprio espectáculo. Tyler Hansbrough é pau para toda a obra na equipa e agora tem a companhia do irmão mais novo Ben Hansbrough. Tyler é um poste baixo, tem muita força mas não tem técnica nenhuma. Se tivesse técnica seria um caso sério. Ben é um shooting guard. George Hill é outro jogador fantástico. Finaliza-se tudo com David West, um jogador que depois de ter brilhado em New Orleans e de ter andado desaparecido devido a sucessivas lesões, recuperou a felicidade do jogo em Indiana.

Postas as cartas na mesa é esperar pelo sucesso desta equipa. Estou convencido de que lutarão pelos 3 primeiros lugares da conferência. Serão também perigosíssimos nos playoffs se estiverem moralizados.

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NBA

Vamos em primeiro lugar aos meus Bulls. 3 jogos muito interessantes (de analisar) antes da visita ao líder da conferência Oeste (Oklahoma City Thunder) que será amanhã pelas 17h (12 horas locais).

Os Bulls são a primeira equipa já apurada para os playoffs.

Derrota caseira frente a Denver na madrugada de quarta-feira. Um jogo péssimo dos Bulls a todos os níveis perante uma equipa (Denver Nuggets) que ainda está na corda bamba pelos playoffs no Oeste. Não consigo perceber como é que este colectivo de Denver (realço a palavra colectivo; tem bons jogadores como Wilson Chandler, Farried, Ty Lawson, Al Harrington, JaVale McGee, Arron Afflalo, Chris “Birdman” Anderson, Danilo Gallinari) chega a esta altura da época em 8º lugar na conferência quando tem potencial para ter uma fase regular muito mais descansada.

Um jogo péssimo por parte dos Bulls. No 7º jogo sem Rose (pergunta-se na América como é que estes Bulls conseguem manter tanta regularidade ao nível de vitórias sem a sua bússula) tudo correu mal aos Bulls. A equipa fez o pior jogo que tenha visto ao nível defensivo e ofensivo. Ao nível defensivo, pouca acutilança na marcação à zona fez com que os atirados de Denver brilhassem: Arron Afflalo (está a acabar a época em grande; é talvez a sua época mais regular na Liga) fez 22 pontos (8 em 12 em lançamentos de campo) e Ty Lawson fez 27 pontos e partiu tudo no United Center. Afflalo esteve a um passo de assinar pelos Bulls como free-agent no início desta temporada. O base de Denver fez 3 triplos muito importantes, acontecendo quase todos em jogadas em que Chicago reduzia a vantagem por intermédio de triplos. Metade da vitória de Denver no United center residiu na excelente participação dos seus bases. Quem também saiu bem do banco (como é seu apanágio) foi Al Harrington: 17 pontos, 3 triplos. Em matéria de triplos, Denver tivemos um jogo de eficácia alta: 8 triplos para Denver em 13 tentativas, incríveis 13 em 20 para os Bulls.

Na equipa de Chicago, se houve jogo em que Rose fez falta foi este contra Denver. A equipa jogou mal. CJ Watson e John Lucas não foram capazes de arranjar boas soluções de lançamento e cometeram imensos turnovers. No total, a equipa de Chicago fez 16 turnovers, pertencendo 9 a Watson e Luol Deng. Um dos turnovers que me saltou à vista durante a partida foi numa reposição de bola. Watson recebendo a bola de Deng deixou-a rolar pelo chão para não queimar tempo (existe uma regra na NBA que numa reposição de bola, enquanto esta não for tocada por um jogador antes do meio-campo faz com que o tempo geral e o tempo de ataque não avance) no fim do 3º período. Qual é o espanto que no momento em que Watson vai receber a bola, escorrega e faz com que a bola saia pela linha lateral.

Ao nível defensivo, os Bulls não conseguiram aplicar a sua lei aos Nuggets. Deixaram toda a gente lançar à vontade e ao nível de ressaltos, Denver conseguiu sacar 31 ofensivos.

Ao nível do ataque, faltou alguém que se destacasse. Faltou Rose. Watson foi o melhor pontuador com 17 pontos. Depois ficaram Boozer, Lucas e o rookie Jimmy Butler com 14 pontos. Butler esteve muito bem nesta partida, arriscando lançamentos difíceis em alturas em que a equipa tentava recuperar desvantagens de 9\10 pontos.

Para finalizar, Denver teve uma pontuação igual ou a cima de 25 pontos em todos os períodos. Não é fácil ganhar em Chicago. Não é fácil ultrapassar a barreira dos 100 pontos em Chicago.

Na madrugada de quinta-feira existiu um domínio total frente a Atlanta. A equipa recusou bem da derrota do dia anterior vencendo a equipa do estado da Geórgia por esclarecedores 98-77.

Depois de um primeiro parcial em que Atlanta levou a melhor por 23-21, os Bulls controlaram o resto do jogo e comodamente foram gerindo a sua vantagem na 2ª parte. Luol Deng voltou a fazer uma exibição à Deng com 22 pontos (5 triplos) Boozer fez 20 pontos e 9 ressaltos, chegando inclusive a dar uma jogada de puro espectáculo à rapaziada das bancadas onde perante a pressão de um jogador de Atlanta a 3 metros do cesto, rodou pela parte de fora e afundou na cara de Joe Johnson. Joe Johnson iria acabar por retribuir a gentileza com uma gravata (acidental é certo) no power-forward de Chicago. Quem também se evidenciou foi Taj Gibson. O power forward suplente de Chicago tem vindo a crescer muito nesta temporada. Já se deixou daqueles lançamentos estranhos a longa distância para os quais não está dotado e prefere atirar à direita a 2 metros onde é muito eficiente. Gibson também tem melhorado muito ao nível técnico e isso tem sido nítido nos últimos jogos dos Bulls.

Perante mais um jogo em que os Bulls fizeram muitos triplos (9) Atlanta fez uma exibição muito off. Apenas Josh Smith (19 pontos) e Jeff Teague (13 pontos e 8 assistências) tentaram lutar contra o domínio dos Bulls.

Frente aois Pistons e como a imagem mostra, Derrick Rose já aqueceu com a equipa assim como Richard Hamilton. No entanto os dois continuam a ser poupados pelo departamento médico da equipa. Será que teremos Rose amanhã contra Oklahoma?

Depois de um primeiro parcial de 28-25 para os da casa e dos Pistons ainda terem ameaçado que vinham a Chicago com vontade de vingar o rótulo de 2ª pior equipa da actualidade da NBA (a 1ª é definitivamente Charlotte) a equipa de Ben Gordon e companhia acabou por sair vergada a uma das piores prestações ofensivas da temporada. Dois períodos (2º e 4º) com apenas 10 pontos revelaram uma eficácia pobrezinha de 36% para a equipa do Michigan.

Os Bulls nem precisaram de puxar pela sua veia triplista (apenas 2 em 12 tentativas) para derrotar os pobres Pistons. Deng (20 pontos) Boozer (13 pontos e 11 ressaltos) e Noah (19\12) foram praticamente suficientes para vencer a partida.

Ainda sobre os Bulls, ocorre ler um bom artigo publicado por John Schumann no blog NBA Hang Time em que este analista realça a enorme resposta que o colectivo comandado por Tom Thibodeau dá na ausência do MVP da época regular 2010\2011. Nota para a percepção que Schumann faz para as combinações Boozer-Noah. É nítido que Boozer depende em muito das prestações de Noah. Se Noah estiver confiante na recepção de bolas dos bases e as encaminhar para o tiro a média distância de Boozer, o power forward faz grandes mas mesmo grandes exibições.

Outros jogos em destaque na Liga desde terça-feira:

Jogão em Milwaukee entre duas equipas que entram na fase final da época lugar com objectivos distintos. Atlanta (31-22) está em 6º na conferência este e já tem praticamente assegurada a sua vaga nos playoffs. No entanto, os Hawks irão querer uma posição mais confortável para evitar Miami, Chicago, Orlando ou até Boston que tem estado em crescendo nas últimas semanas.

Nesta partida em Milwaukee assistiu-se a uma enorme performance colectiva por parte das duas equipas fazendo lembrar um pouco daquilo que vão ser os jogos de playoff.

Em Atlanta, 6 jogadores ultrapassaram os 10 pontos ao nível de pontuação pessoal. Josh Smith teve uma exibição pessoal monstruosa, marcando 30 pontos e conquistando 18 ressaltos. Smith atirou de todo o lado e feitio, fazendo 14 em 26 ao nível de lançamentos de campo. Jeff Teague (15) e Ivan Johnson também estiveram em destaque com 17 e 15 respectivamente. Joe Johnson apenas fez 11 pontos e 8 ressaltos. No dia seguinte em Chicago também teria uma exibição para esquecer.

Em Milwaukee, as sinergias da transferência de Monta Ellis já se fazem sentir mas para já ainda não suficientes para afirmar que a equipa se qualifique para os playoffs. Os Bucks estão a melhor consideravelmente desde a entrada do extremo mas ainda continuam de fora dos lugares de acesso à fase final do campeonato. No entanto, prevê-se uma luta intensa com Nova Iorque se bem que os Nova Iorquinos tem para já 3 jogos de vantagem sobre a equipa de Scott Skiles.

No jogo frente aos Bucks, Monta Ellis superou Josh Smith com 33 pontos e fez ainda 8 assistências. Sem qualquer triplo pelo meio, diga-se. Ellis tem beneficiado do talento de Brandon Jennings. O base nesta partida fez 18\6.

Já no dia 24 em Houston, Dallas tinha vencido por 101-99 num jogo em que a decisão da partida arrastou-se até ao último segundo. Em Dallas a história foi diferente. Dallas começou mal (30-19 para Houston no 1º período) deu a volta no 2º e no 3º período e acabou por gerir a vantagem que tinha no 4º.

Os Rockets estão a aguentar-se dignamente na luta pelos playoffs (são 7ºs na conferência) mas ainda continuam com Kevin Martin ausente. Martin dificilmente voltará a jogar na fase regular. No derby do estado do texas contra Dallas, Luis Scola voltou a comandar as tropas com 22 pontos e 8 ressaltos. Foi extremamente interessante ver Scola a travar uma intensa batalha corpo-a-corpo com Dirk Nowitzky e Lamar Odom. No entanto Scola teve a ajuda de colegas como o extremo Chandler Parsons (15\9) e o base Goran Dragic (17 pontos\9 assistências).

Interessante é ver esta equipa de Houston. Ninguém dava nada por eles. No entanto com a contratação de Kevin Martin tudo se tem vindo a alterar. Luis Scola parece outro. O argentino sempre me causou boa impressão. Numa equipa a sério com objectivos é mais lutador que o habitual. Esta equipa de Houston poderá efectivamente crescer com a evolução dos jovens jogadores que possui: Courtney Lee é também ele um bom base e um bom lançador. Goran Dragic é uma pérola que dará cartas no futuro. Faz o trabalhinho de base como deve ser e é destemido na hora de atacar o cesto ora em incursões ora no tiro de longa distância. Chad Buddinger apesar de ser um jogador alto lento, é um excelente nº6 e é bastante atlético.
Não consigo é compreender como é que uma equipa que contrata um jogador como Marcus Camby continua a apostar em Dalembert para a sua titularidade. Dalembert é um jogador horrível e a cada ano que passa fica ainda mais molengão do que os tempos em que estava em Philadelphia.

No lado de Dallas, nesta partida, Dirk voltou a levar a equipa de Mark Cuban às costas. 21 pontos para o Alemão. Teve a colaboração dos elementos vindos do banco. Beaubois (14 pontos) e Brandon Wright (13) ajudaram Dallas a consolidar mais uma vitória.
Depois de assistir a esta partida dos campeões em título, fiquei mais convencido que Dallas terá capacidades para renovar o seu título. Não se trata apenas de Dirk, de Jason Terry, de Shaun Marion ou Jason Kidd. Trata-se de colocar o melhor plantel ao nível de soluções a mexer. Tirando os 4, há um Vince Carter irregular, um Lamar Odom que teima em aparecer (se bem que já tem feito algumas boas exibições) um Rodrigue Beaubois que tem mais para dar, um Brandon Haywood que tem lugar de caras na equipa titular (no lugar de Mahimni) e um Yi Jianlian cujo treinador continua a teimar em não dar hipóteses e que até poderia ser uma excelente solução para a equipa no jogo exterior.

Tim Duncan (26\11) e Tony Parker (24 pontos) para um lado. Shannon Brown (32 pontos) Marcin Gortat (21 pontos\14 ressaltos) e Steve Nash (16\8 assistências) no outro. Final de campanha feliz para os Spurs. 4 jogos em 5 noites com 4 vitórias.

Cabaz de Nova Iorque frente a Orlando. Será um escândalo se os Knicks não se posicionarem para os playoffs. No entanto, é cada vez mais nítida a possibilidade de termos Chicago a jogar contra Nova Iorque na 1ª ronda dos mesmos.
A vida em Nova Iorque está difícil. Isto porque Jeremy Lin e Amare Stoudamire estão lesionados. Jeremy Lin foi hoje operado ao joelho e arrisca-se a perder o resto da temporada. A pausa nunca será inferior a 6 semanas para Lin. Já Stoudamire está de fora por tempo indeterminado com uma lesão nas costas. Torna a vida mais difícil para Mike Woodson que tem visto o reforço JR Smith casar muito bem com o resto da equipa e que tem visto a dupla Bibby e Davis cada vez mais entrosada no jogo da equipa. O que não muda é a ganância de Carmelo Anthony.

Neste jogo frente a Orlando, a turma da Flórida fez um jogo muito pobrezinho a todos os niveis. Já os Knicks estiveram com muitas ganas na fase de atacar o cesto. Se bem que o fizeram de forma pouco eficaz, principalmente nos triplos com 12 em 34 tentativas. Carmelo fez 25 pontos e 6 assistências, o rookie Iwan Schumpert, a jogar a point-guard, também marcou 25 pontos (com 4 triplos e do banco saiu Steve Novak para ajudar a equipa com 16 pontos. Novak é outro exemplo igual a Lin. O exemplo de alguém que andava perdido no banco dos Knicks e que de um momento para o outro tornou-se pedra fundamental para alguns triunfos da equipa de Nova Iorque. Contra Orlando, Novak foi autor de 4 triplos. Apesar de ser um jogador que anda na Liga desde 2006 e de já ter jogado em Dallas e em San Antonio, só agora é que Novak se está a destacar qualquer coisita. 8.6 é a média pontual deste extremo em Nova Iorque, tomando em conta que nunca passou dos 5 pontos de média e que em Nova Iorque tem uma média de rotação de 17 minutos.

Minnesota viu-se à rasca para bater os Bobcats. No entanto Kevin Love (40 pontos e 19 ressaltos) fez um jogo monstruoso. Os Wolves continuam à rasca com as lesões. Rúbio já não volta mais esta temporada. Beasley tem um dedo do pé fracturado e Barea anda à rasca da bacia. Os Wolves tem alinhado com 8 jogadores.

Deron Williams (30 pontos e 9 assistências) continua a partir a loiça toda. Os Nets tem vindo a melhorar com o decorrer da época e para o ano até prometem qualquer coisinha. Já arrancaram tarde.

14º jogo seguido de Miami a vencer em casa. Desta vez vieram os rivais de Dallas e perderam graças a um show (finalmente!) colectivo de Miami, principalmente no 3º período.
Facto raro em Miami: Nenhum dos elementos do Big Three ultrapassaram os 20 pontos.
Facto raro em Miami parte 2: 6 jogadores ultrapassaram a barreira dos 10 pontos sendo eles o Big Three + Mario Chalmers, Udonis Haslem e Norris Cole.

Do lado de Dallas, pouquíssima defesa e pouquíssimo ataque. Dirk Nowitzky (25 pontos) disfarçou o dia mau da equipa.

Períodos desiquilibrados. 30-18 para os Lakers no 1º período. 34-19 para Oklahoma no 3º. Bynum (25\13) e Bryant algo inspirados num lado mas insuficientes para travar a vontade de vencer a qualquer custo de Rusell Westbrook no outro. Westbrook esteve simplesmente soberbo. Durant também esteve em destaque com 21 pontos e 11 ressaltos.

Cleveland está a dizer adeus aos playoffs. Não basta ter Kyrie Irving para se ter sucesso. Ultimamente tem sido cabaz atrás de cabaz. Irving fez 29 pontos. Do outro lado Irving e seus pares foram sugados por uma máquina devastadora que fez 124 pontos, liderada por Brandon Jennings (28 pontos) e Ilyasova (20 pontos e 10 ressaltos).

A diferença de ter um Dirk e de ter um Jameer Nelson e um Chris Anderson.

Bem disputado. Quando o fim chega e a pressão aperta, uns marcam e outros falham por duas vezes.

Para finalizar alguns memes da NBA:

Marca pontos como um cavalo. Ganha ressaltos como um cavalo. Mete triplos que nem um cavalo. E ainda dá nas fuças do Barea como um cavalo.

Convém também dizer que com tantos touros à volta torna-se difícil

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NBA (hoje parcialmente sem bulls)

Não é que eles não mereçam porque merecem!

Ainda mais nesta madrugada visto que venceram Nova Iorque com mais um saco de natal de Mr. Derrick Rose.

Facto incontornável.

Nos dias em que se festejavam os 50 anos do record de pontos numa partida de Wilt Chamberlain ao serviço de Philadelphia, ajudando a cimentar o debate promovido pela Liga entre alguns jogadores quanto à possibilidade de num futuro a médio prazo alguém bater o dito record onde Kobe Bryant dizia que seria praticamente impossível e Kevin Love acreditava que sim que era possível que algum jogador batesse o record de Chamberlain, Deron Williams, base all-star dos New Jersey Nets faz incríveis 57 pontos numa vitória contra Charlotte.

No entanto, apesar da péssima classificação no campeonato e péssimo score até agora acumulado pela equipa, Williams já começa a ver alguma luz no fundo do túnel na equipa cujo novo proprietário é Jay-Z. Senão vejamos o que faz esta dupla (MarShon Brooks e Gerald Green) no jogo de sábado frente a Houston:

De New Jersey para Minneapolis

Ricky Rubio fora de combate nos Wolves até ao final da temporada.

Enorme revés para a equipa de Kevin Love na fase crucial da temporada regular. Os Wolves ainda estão na luta por um lugar nos playoffs, estando actualmente no 9º lugar do este com um score de 20-21 contra o 22-20 de Houston.

No entanto, o voador Derrick Williams tem-se mostrado cada vez mais em forma, assim como o poste sérvio Nikola Pekovic. A lesão de Rubio poderá abrir portas para o rapidíssimo Juan José Barea (campeão no ano passado em Dallas) que, perante o cenário de várias lesões no início de época, só agora tem jogado com mais regularidade.

Voltando ao Este, mais precisamente a Washington.

Revelação da Liga

Jordan Crawford.

A par de John Wall, é Crawford quem tem mexido no marasmo que se tem tornado a equipa da capital.

Este jovem de 23 anos nascido em Detroit tem uma história caricata. Vem de uma academia militar (Hargrave Militar Academia, Virginia) não é alto (1,93m) ou pelo menos não é alto para o standard da NBA, jogou na Universidade por Xavier, uma equipa mediana de 1ª liga da NCAA. Lança de todo o lado (quando desata a marcar triplos é um caso sério) e é muito esguio a furar defesas. É sem dúvida uma das boas revelações desta época, precisamente a sua 2ª na Liga, visto que foi escolhido na 27ª posição do draft de 2010 como 2ª escolha dos Wizards (a 1ª foi Wall como nº1 do draft desse ano).

Ontem:

“Espectáculozão” de Kobe Bryant no clássico contra os Boston Celtics.

10 dos 24 pontos obtidos no 4º período, comandando os Lakers para mais uma vibrante vitória no Staples Center.

Facto dos factos: o 5 base de Boston jogou muito. Basta ver que Rondo fez 24 pontos e 10 assistências. Rondo tem continuado nos últimos dias a ser dado como possível moeda de troca para um “business” por dois bons jogadores da Liga. Tem-se falado numa possível troca com Joe Johnson de Atlanta.
Ray Allen com 17 pontos (3 triplos) Garnett com 14 pontos e 11 ressaltos, Paul Pierce com 13 pontos e 9 assistências, Brandon Bass com 15 pontos e 11 assistências. Do banco da equipa de Doc Rivers apenas 11 pontos.

Bryant aliou-se a Bynum, Gasol e imagine-se Metta World Peace (como quem diz Ron Artest na sua nova versão).
Bynum foi gigante na luta das tabelas, obtendo 20 pontos e 14 ressaltos. Gasol fez 13-13 e Artest (perdão Metta World Peace) fez 14 pontos (3 triplos à Artest e estava completamente endiabrado.

A falar nesse estupor ocorre-me agora colocar este video que vi por aí pelos youtubes:

Se visionarem no youtube, há comentários demoníacos a este vídeo.

Realço alguns:

1. Roflbrowser: “This motherfucker knows something we don´t know”

2. FIFO 32: “Cocaine is a hell drug”

3. Abdigafarfar: “It wasn’t Jesus that build the world in 7 days??”

4. New York City USA 7: “I think it’s strange for you to have so much dislike for someone you don’t even know. You call Artest a thug because of one incident and then say his good works are just PR. I happen to be from the same neighborhood he’s from and when he goes back he does a lot for the community and guess what? There aren’t any cameras around when he’s doing it. If the man wants to call himself World Peace then that’s his business. You should change your name to Judgmental Dumbass.”

5. Slaya 2006: “If someone threw a drink on me I would whoop their ass, period, I’m sure a pussy like you wouldn’t do anything. Just because you buy a ticket to watch a game doesn’t mean you have the right to abuse players. Secondly, that brawl was so many years ago and if you knew anything about the former Ron Artest you would know that he does a lot of good works off the basketball court. You are just a YouTube moron who doesn’t know his ass from his elbow or what the fuck he’s talking about.”

o que é certo é que com Jesus na vida de uma pessoa ou não, sinto saudades deste Artest (por acaso entrou na Liga pela mão do mentecapta do GM dos Bulls John Paxson) mais, digamos, viril:

Continuando por LA:

Continua a especulação acerca do futuro de Dwight Howard.

Os Lakers continuam a sonhar com o poste e tem até quarta-feira para pensar no seu futuro.
A curto-prazo, caso a equipa de Mick Brown queira lutar pelo título, pode avançar para uma troca com Orlando. Orlando poderá perder Dwight Howard, à semelhança do que aconteceu no verão de 2010 com Cleveland no caso de LeBron James, a custo zero para qualquer equipa visto que o jogador poderá optar por se tornar free-agent. Nesse cenário, Orlando terá poucas hipóteses de voltar á ribalta, dada a excessiva veterania do seu plantel e a falta de opções no mesmo para continuar a lutar entre as melhores do este.
A médio prazo, a equipa de Los Angeles luta com o que tem pelo título e abdica de Howard para já, podendo convencer o poste a trocar Orlando por LA no Verão, e podendo usar Pau Gasol como moeda de troca para a obtenção de uma base forte, outra das carências dos Lakers.
Orlando poderia eventualmente lucrar e reconstruir a sua equipa com uma troca por Bynum ou Gasol, acompanhados por um pacote de JJ Redick ou Jameer Nelson para os Lakers e de Derek Fischer, Steve Blake, Troy Murphy ou Metta World Peace para Orlando.

Quem também sonha com Howard é Dallas.

Dallas pode eventualmente querer o poste no fim desta época. No entanto, quanto a poder negocial para já, Dallas poderá abdicar de alguns jogadores como Lamar Odom, Jason Terry, DeShawn Stevenson, Rodrigue Beaubois ou Brendan Haywood. O poderio de Dallas é superior ao dos Lakers no que toca ao dossier Howard. No entanto, e perante as sucessivas lesões que tem afastado Jason Kidd, Steve Nash poderá trocar Phoenix por Dallas, equipa que já representou durante 4 anos, resolvendo assim dois gaps: a falta de ambição de Nash em Phoenix e a falta de uma base aos texanos. No entanto, a meu ver, Dallas deveria reforçar-se a curto prazo e tentar Howard. só no Verão.

Para não fugir muito ao tema, a deadline de trocas desta temporada está aí.

O prazo termina quarta-feira. Da Liga nada de especial. Algumas renovações contratuais como o caso de Erick Dampier em Atlanta e de algumas chamadas por parte de algumas equipas a jogadores da Development League para colmatar lesões.

Até ao fecho do mercado, pode surgir um grande negócio.

Boston poderá usar Rondo como moeda de troca para alguém grande. Rondo e mais alguém por Joe Johnson não faria sentido nas actuais linhas de Boston visto que no seu rooster tem dois dos melhores lançadores da Liga.

Nova Iorque ainda tem o trunfo Stoudamire. Howard está fora de mira por agora. No entanto Stoudamire por Gasol ainda é um negócio que se pode efectuar, sabendo que se tal acontecer, Howard é carta fora do baralho para o verão de LA.

Chicago poderá fazer uma ou outra troca menor dadas as lesões que tem assolado o seu rooster. Fala-se da possibiliade de assinar até ao final da época com o retirado Rasheed Wallace para melhorar o banco da equipa, ganhar experiência para os playoffs assim como um jogador propício para o choque e para os lançamentos de 3 pontos.

Miami não mexerá no seu plantel assim como Indiana, Philadelphia ou Atlanta, excepto caso se confirmem os rumores de uma troca com Boston.

Milwaukee poderá mover uma troca menor com alguns jogadores que tem e que têm algum mercado como o turco Ilyasova (será uma pena caso os Bucks troquem o atleta) Carlos Delfino ou Mike Dunleavy.

Toronto poderá perder DeRozan ou Calderón. Calderón é plano B em Dallas e em Los Angeles. Será uma troca a realizar por dois jogadores médios dos Mavs ou dos Lakers.

Boris Diaw poderá estar de saída de Charlotte. Charlotte começa a pensar na próxima época e pondera trocar o seu principal activo. Candidatos? Nets, Knicks e Bulls. Porquê dos Bulls? Precisam de mais um bom jogador de interior e podem facilitar a saída de Gibson e Asik para Charlotte de modo a obter uma compensação dos Bobcats que está pendente desde o negócio Tyrus Thomas. Quando o poste foi para Charlotte, a equipa da Carolina do Norte prestou-se a ceder uma escolha de draft na 1ª ronda entre 2012 e 2016. O que ocorre é que até 2015, a escolha de Draft será consentida apenas pela equipa cujo proprietário é Michael Jordan. A pressão de Chicago viria no sentido de ceder estes dois atletas numa troca com Diaw para não só reforçar o seu jogo interior como forçar que Jordan seja novamente amigo e ceda por exemplo um possível nº1 do draft no próximo ano a Chicago mediante óbvias compensações de Chicago no seu draft nos anos seguintes visto que Charlotte como detém o pior record da liga arrisca-se a ter a primeira pick do draft de 2012.

Em Detroit também já se pensa na nova temporada. Trocar Monroe para reconstruir a equipa ou esperar que o draft seja amigo? É uma dúvida que poderá ser resolvida até amanhã.

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Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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Bulls vencem em Nova Iorque

Noite cheia de groove na meca do basquetebol: o Madison Square Garden.

Apesar do óbvio que é o meu sentimento pelos Bulls, confesso que tenho uma admiração muito forte pelos Knicks. Pelo que representa Nova Iorque, pelo cosmopolitismo da cidade, pelo Madison Square Garden como meca do basquetebol norte-americano e pela história que o Franchise apresentou e continua a apresentar.

Spike Lee na primeira fila, a comandar as tropas dos seus Knicks, a prostestar com a arbitragem e a mandar vir com os jogadores adversários. É quase um espectáculo dentro do espectáculo. Para quem viu, Craig Sager, o reporter da TNT com os seus momentos bizarros. O basket em Nova Iorque é uma alegria.

Perante duas equipas históricas da Liga, com dois bons roosters (apesar do posto na tabela classificativa ser uma realidade quase antagónica) estavam os ingredientes reunidos para que existisse um bom espectáculo, o que veio a acontecer.

De um lado os Bulls, ainda com alguns problemas de plantel motivados pelas lesões de Luol Deng e Ric Hamilton. As lesões tem sido uma constante na equipa de Tom Thibodeau, pelo que os Bulls não alinham com as cartas do baralho todas em cima da mesa há 14 jogos consecutivos. Deng, Noah, Rose, Hamilton e Watson tem sido os mais fustigados por lesões neste primeiro terço de época.

Os Bulls vinham de uma série intermitente. Derrota caseira frente a Indiana (a primeira em casa), vitória em New Jersey, derrota em Miami, vitória frente a Washington e derrota em Philadelphia.

As derrotas, todas contra equipas que estão a jogar muito bem e estão a revelar inclusive aspirações aos primeiros lugares da conferência. A derrota em Philadelphia foi copiosa. A derrota em Miami poderia ter sido vitória não fosse o facto de Derrick Rose ter escandalosamente falhado dois lançamentos de lance livre no último minuto, quando até esse momento tinha efectuado 12 em 12.

Derrick Rose tem vindo a assumir mais preponderância na equipa, tendo feito mais de 30 pontos em 4 dos últimos 5 jogos.

Do outro lado uma equipa de Nova Iorque que está a realizar um péssimo campeonato para as suas pretensões e real qualidade e que, consequentemente, começa a ser questionada não só pela comunicação social mas inserida em notícias que dão conta que os seus responsáveis estão a pensar desmantelar a equipa já este ano dado a uma certa insatisfação com o ambiente que se vive no MSG.

A equipa está Melo dependente, é um facto notório e a imprensa tem apontado deficiências no método de treinar de Mike D´Antoni, que para mim é incontestavelmente um dos melhores treinadores da Liga e acima de tudo, um gentleman da competição.

As capacidades de Stoudamire estão a ser postas em causa, algo que o poste está a relativizar com excelentes exibições dentro de campo (ainda ontem mais uma frente aos Bulls), Melo tem dias, Tyson Chandler só agora é que se está a habituar ao estilo de jogo da equipa, Baron Davis e Mike Bibby são inexistentes porque passaram mais tempo no estaleiro do que dentro de campo e Landry Fields\Iwan Schumpert tem sido jogadores muito valiosos dentro da equipa em tempos de vacas magras.

Toney Douglas tem sido aquilo que em Nova Iorque se tem aproximado de base. Baron Davis e Mike Bibby passam mais tempo no banco e na sala de fisioterapia do que em campo. Fields é escasso para Shooting Guard, apesar de ser um jogador tecnicamente muito interessante e um bom triplista.

Stoudamire? Para onde pode ir? Orlando em troca com Howard, sabendo que nessa situação Nova Iorque terá que despachar mais 2 jogadores de qualidade que neste momento não tem dado que Melo, Chandler são inegociáveis, Bibby e Davis ainda agora chegaram e estão sempre lesionados.

Melo? Quem poderia querer Melo Anthony? New Jersey? Não tem capacidade de troca. Boston? Não tem capacidade de troca. Detroit? Não tem capacidade de troca. Memphis? Não tem capacidade de troca a não ser a dupla Gasol\Gay e mesmo assim não estou a ver Nova Iorque a vender melo ou a ver Melo a ir para Memphis. LA Lakers? Dúvido, dada a obecessão por Howard.

Outra pergunta que me ocorre. Não seria melhor, pelo espírito colectivo da equipa ter abdicado da contratação de Melo pela construção de uma equipa à volta de Gallinari e Felton, como está a ser feito e com bons resultados práticos por Denver?

Quanto ao jogo em si:

Jogo extremamente bem disputado, com um período inicial de parada e resposta. Notas para o começo de exibição de Amare Stoudamire e Landry Fields e para a resposta que vinha de Chicago através dos triplos seguidos de Karl Korver. O shooting guard tem alinhado de início e Tom Thibodeau não tem visto gorada a oportunidade que tem dado ao antigo jogador dos Utah Jazz. O catch and shoot do base é um autêntico balão de oxigénio para Chicago de vez em quando. Ora para aliviar desvantagens ora para aumentar vantagens.

Stoudamire no seu melhor desta época. Sou um apreciador das suas qualidades. Não é um jogador tecnicamente perfeito. Mas é atleticamente perfeito. Dá tudo o que tem em campo. Leva tudo e todos à frente, afunda, lança bem ao perto, ao longe e também consegue triplos de vez em quando. E aquele que sido o melhor jogador da última época (LeBron James) acaba por ser um jogador da mesma linha, só que, muito mais portento da natureza que Amare.

No 2º período, um pouco mais de Rose e de Melo. Melo acabaria com 26 pontos e 6 ressaltos. Rose seria novamente o homem-chave de Chicago com incríveis 32 pontos e 13 assistências. Rose contribuiu para 63 dos 108 pontos da equipa.

Ao intervalo, os Bulls lideram por 55-44.

Na 2ª parte, os Knicks aproximaram-se gradualmente do marcador, graças aos pontos de Melo e Stoudamire, acabando mesmo no último período por encostar os Bulls a sucessivos empates e vantagens inferiores a 4 pontos.

Do lado dos Bulls, realce para as exibições de:

Carlos Boozer – Não se deu por ele em campo na maioria do tempo, mas o seu lançamento em fuga à rectaguarda voltou a dar resultados com 16 pontos e 9 ressaltos.

Joakim Noah – Mais um good-day at the office com 10 pontos e 9 ressaltos. Três combinações base-poste com Rose foram deliciosas. Teve dificuldades em defender Stoudamire.

CJ Watson – Um bom 2º período com 10 pontos de rajada.

Karl Korver – Catch and shoot. 16 pontos. 3 triplos e outros que mais de 2 pontos.

Jimmy Butler – Perante as ausências, o rookie de Chicago deu o seu contributo como pode. Defendeu Melo e pode-se dizer que o secou no 4º período. Fez 7 pontinhos bem preciosos. Está a crescer.

Em Nova Iorque, exceptuando Melo e Stoudamire:

Tyson Chandler – Apagado q.b. Ainda está à procura do melhor ritmo dentro da equipa. 9 pontos e 8 ressaltos.

Landry Fields – Alguns triplos e outras boas incursões para o cesto. É o melhor da rectaguarda dos Knicks na ausência de Davis e Bibby.

Iwan Schumpert – Perante as ausências têm que fazer frete de point guard quando é shooting guard\shooting forward. É um atirador puro. as na falta de melhor e na existência de Toney Douglas…

Passando para outras análises:

Estão lançadas as bases para o All-Star Game\All-Star Weekend.

O publico, entre os quais eu e a maralha da Liga PT da ESPN Fantasy League, fomos alguns dos milhões de amantes da NBA que votámos no 5 base que a equipa da Conferência Oeste e a equipa da Conferência Este irão alinhar dia 26 em Orlando.

Eu confesso que votei algo como: Rose, Wade, James, Bosh, Howard no Este e Nash, Westbrook, Durant, Bryant e Kevin Love no Oeste.

No entanto os escolhidos pelos votantes foram: Rose, Wade, James, Carmelo Anthony e Dwight Howard no Este e Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, Blake Griffin e Andrew Bynum.

Os suplentes serão escolhidos pelos treinadores nas próximas semanas sendo que do Este os 7 suplentes oscilarão entre Rajon Rondo, David West, Kevin Garnett, Ray Allen, Paul Pierce, Greg Munroe, Deron Williams, John Wall (talvez jogue nos rookie vs sophomores) André Iguodala, Elton Brand, Amare Stoudamire, Tyson Chandler, Carlos Boozer, Luol Deng, Kyrie Irving (rookies vs sophomores infelizmente) Chris Bosh, Danny Granger, Joe Johnson e Josh Smith.

Aposto em 7 suplentes como Rondo, West, Pierce, Williams, Stoudamire, Deng e Joe Johnson.

No Oeste, os suplentes poderão ser Westbrook, Felton, Gallinari, Ginobili (se recuperar) Duncan, Tony Parker, Nowitzky, Kidd, Carter, Gasol, Marc Gasol, Rudy Gay, Nenê, Kevin Martin, Monta Ellis, Steve Nash, Ricky Rubio (também alinhará no rookies vs sophomores)

Aposto em 7 suplentes como Westbrook, Raymond Felton, Tony Parker (dúvido que Ginobili recupere) Dirk Nowitzsky, Marc Gasol, Rudy Gay e Steve Nash.

 

Quanto a outras equipas da Liga:

Philadelphia – Não deixam de surpreender pelo actual 3º lugar da Liga. Iguodala está a jogar bem como sempre, Brand nem por isso.

Indiana – Continuam bastante coesos. Prova disso foi a vitória em Chicago num destes dias. Continuo a dizer que a entrada de David West fez muito bem à equipa.

Milwaukee – Michael Redd saiu e a equipa melhor muito. Não só ao nível de jogo mas ao nível de resultados. Drew Gooden tem alinhado bastante bem nos últimos jogos. Brandon Jennings está a liderar a equipa a todo o vapor com 20.8 pontos de média em 21 jogos. Andrew Bogut está novamente lesionado, numa fase em que estava claramente a subir de rendimento.Estão em 8º na conferência, lutando pela última vaga dos playoffs com Cleveland, Nova Iorque, New Jersey e Toronto. Mas cuidado, os Knicks não irão ficar com score negativo até ao final da época creio.

Oklahoma City Thunder – Melhor record da Liga até agora com 17-4. 81% de vitórias. Merecem todo o sucesso por aquilo que fazem em campo.

Denver – 2º lugar. O mesmo me ocorre dizer sobre os Nuggets na proporção do que disse sobre Oklahoma.

San Antonio – Mesmo sem Ginobili a coisa tá-se a endireitar. Tony Parker tem acrescido de rendimento nos últimos jogos. Falta banco aos Spurs.

Dallas – O mesmo de Spurs. Lamar Odom mais entrosado. Vince Carter explodiu e está a ter uma 2ª vida em Detroit. Kidd lesionado, não existe um 2º base na equipa com a saída de Barea. Mesmo assim a equipa de Mark Cuban já saiu dos lugares dos aflitos rumo a uma época regular que se convém nos 4 primeiros.

LA Lakers – Com Bynum tudo melhor. Gasol continua híbrido: ou faz exibições de alto gabarito ou faz exibições muito vazias.

Utah – Continua a receita: trabalho, garra. Vamos ver se a falta de vedetismo na equipa não se reflecte nas horas importantes em que alguém tenha que assumir jogo.

Memphis – Quem tem boca vai a Roma. Pela boca de muitos, Memphis já tinham ído a Tóquio. Cuidado, Gasol e Gay não chegam e os playoffs ainda são uma miragem.

Houston – Agradável surpresa. Poderão tentar algo bonito.

Minnesota – Decepção para já. Pode ser que o regresso de Michael Beasley dê algumas alegrias a esta equipa.

Golden State – Muito bonito em casa. E fora?

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pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

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Título para Dallas!

Ao 6º jogo das finais, título para Dallas!

No princípio da época, ninguém mas mesmo ninguém previa um cenário final de campeonato que consagrasse como campeã a equipa do Estado do Texas, propriedade do efusivo Mark Cuban.

Nas palavras do comentador da Sporttv Luis Avelãs no final da partida de ontem “Esta vitória de Dallas é a vitória do tempo, da construção progressiva de uma equipa”. E o Mavs, tiveram esse mérito: há anos que lutavam por um campeonato, já tinham conseguido chegar às finais em 2006 (onde perderam na altura para Miami) e continuaram em busca de algo melhor do que vitórias em fases regulares de conferência Oeste e finais de conferência nos playoffs.

Até que o dia de ontem chegou, negando novamente o título a LeBron James.

Com a  liderança na série, Dallas tinha a hipótese de conquistar o primeiro título da sua história em Miami. Motivados, a turma de Rick Carlisle viu a equipa de Miami entrar melhor na partida. LeBron James, que tinha escrito na sua página pessoal de  twitter no dia da partida “now or never” entrou com a pica toda e nos primeiros minutos pontuou 9 pontos. Do lado de Dallas, Dirk Nowitzky (algo incomodado com as bocas que Wade e LeBron tinham mandado devido ao seu estado febril no jogo 4 em Dallas) não entrou bem e chegou a ter 1 lançamento em 12 tentativas a meio da partida. Nos minutos iniciais, quem “carregava o piano de Dallas” era o base porto-riquenho Barea, que à semelhança dos jogos anteriores voltou a fazer um excelente jogo 6.

Depois de um parcial inicial de 22-15 para Miami, entrou Jason Terry na partida. O 6º homem de Dallas voltou a ser determinante ao longo da partida. Rapidamente, Terry haveria de equilibrar a partida com 5 pontos seguidos. Triplo para aqui, triplo para ali, o 1º período do encontro fechava com Dallas na frente com 32-27 e 75% de eficácia no lançamento.

O início do 2º período haveria de ser catastrófico para os Heat. Em 3 minutos, Stevenson saíria do banco de Dallas para marcar 3 triplos. LeBron James estava apático e parecia estar a secar ao nível de pontos. Nos 3 minutos iniciais, Dallas (que a 9 minutos do fim do 2º período tinha pontos por todos os jogadores de banco utilizados) puxou o resultado por 40-28, sem que no entanto Dirk Nowitzky tivesse aparecido na partida (o Alemão haveria apenas de fazer 3 míseros pontos na 1ª parte).

Dallas apostava (e muito bem) no seu forte tiro exterior, enquanto Miami limitava-se a colocar a bola na mão das suas vedetas à espera que saísse magia.

O 40-28 marca um desconto de tempo pedido pelo técnico de Miami Erik Spoelstra e uma reviravolta espectacular no marcador, reviravolta essa que viria a marcar a partida pela negativa: Miami fez um parcial de 14-0 colmatado por um espectacular triplo do suplente Eddie House, que na euforia do lance fez um gesto nada positivo para o banco de Dallas que em peso levantou-se das cadeiras e entrou dentro do campo. O resultado do gesto viria a ser um “sururu” entre jogadores e elementos do staff técnico das duas equipas. A arbitragem, se tivesse cumprido as regras deveria ter expulsado (ejection) os intervenientes em campo da quezília assim como todos os suplentes que se levantaram no banco. Essa expulsão daria lugar a castigo para o próximo jogo. No entanto, a arbitragem optou por assinalar faltas técnicas a alguns dos intervenientes na discussão acalorada como Mário Chalmers e Udonis Haslem no lado de Miami (incível como House não levou técnica) e Stevenson no lado de Dallas (sendo que Chandler também merecia uma técnica).

A discussão parecia levar o jogo para picardias excusadas. No entanto os jogadores acalmaram e só foi marcada uma nova técnica a Dwayne Wade já no 3º período por ter reclamado com os árbitros de uma decisão.

Após o parcial de 14-0, o jogo equilibrou e até ao intervalo foi um jogo de parada e resposta. Miami apostava mais em Dwayne Wade e no lado dos Texanos, Dirk Nowitzky continuava a ser perdulário no acto do lançamento e Jason Kidd andava muito escondido da partida. Quem continuava on-fire era Jason Terry.

Dallas iria para o intervalo em vantagem com um dado estatístico muito proveitoso ao nível da eficácia no lançamento. Jason Terry era o sinal positivo da equipa com 19 pontos e apenas 2 lançamentos falhados em 10 (2 tentativas de triplo). Já Dirk Nowitzky era o sinal negativo com uma série de 11 lançamentos consecutivos falhados. Dwayne Wade acabaria a primeira parte com 14 pontos e LeBron (depois de um fantástico começo de partida) ia desaparecendo lentamente do jogo. Chris Bosh também não estava a ter a preponderância de outros dias.

A 2ª parte começaria com um lançamento concretizado de Nowitzky (o que era bom sinal para os Texanos) e com uma resposta de triplo de Chalmers, um dos melhores no lado dos Heat.

O 3º período mostrou uma nova debilidade para as equipas: a linha de lance livre. Mais perdulários os homens de Miami. No final da partida, os Heat saldaram-se em 13 lances livres falhados em 33 tentativas, enquanto Dallas acabaria por falhar 6 em 18.

Na luta das tabelas, Tyson Chandler, Dirk Nowitzky e Shaun Marion faziam o equilíbrio com Chris Bosh, Udonis Haslem e Dwayne Wade. Chandler era o mais lutador no lado de Dallas como é seu apanágio.

O jogo mantinha-se equilíbrado a 5 minutos do fim. 68-62 para Dallas. Nowitzky subia de rendimento, Kidd marcava 2 triplos de rajada e no lado de Miami, LeBron James tinha medo e não lançava. A equipa de Miami estava pouco agressiva no ataque e na defesa: precisava-se um melhor contributo de James e Wade. No 2º período, Jason Terry abrandou mas mesmo assim terminou a partida com 27 pontos.

No final do 3º período, novo triplo de Kidd e um lançamento do Francês Mahinmi colocavam Dallas a vencer por 9 na recta final do campeonato. Cheirava a título.

Dallas haveria de recomeçar a partida com aumento de vantagem. A 9 minutos do fim do jogo liderava por 12. Miami tinha que fazer pela vida e o melhor que conseguiu foi reduzir para 7 pontos a 5 minutos e meio do fim. Renascia a esperança que no fundo era uma esperança de pouca dura visto que nos minutos que se seguiram a bola queimava nas mãos das estrelas. Com o contar do relógio, Miami praticamente desistiu da partida e os Mavs foram campeões.

Individualmente:

– No lado de Dallas, Dirk Nowitzky começou mal (3 pontos na primeira parte1 em 12 nos lançamentos) mas acabaria a partida com 21 pontos (8 em 15 na 2ª parte). Foi considerado o MVP das finais, merecidamente, visto que nos jogos em Dallas carregou a equipa e teve o mérito de fazer uma excelente exibição no jogo em que alinhou doente.

– Shaun Marion deu o seu contributo habitual. 12 pontos, os lances esquisitos mas eficazes e muita luta nas tabelas com 8 ressaltos. Foi uma das peças chaves na conquista do título nas finais, pela agressividade, pela crença na vitória e por ter marcado bastantes pontos quando a equipa parecia estar algo adormecida. O título premeia uma carreira bastante interessante.

– Tyson Chandler. A grande contratação para esta época. Deu aos Dallas em um só ano, aquilo que Dampier não conseguiu em muitos anos. Dampier mudou-se de armas e bagagens para Miami no início da época e voltou a ver o título por um canudo, não tendo alinhado nas finais devido a lesão à semelhança de Zydrunas Ilgauskas.

– Jason Kidd. 9 pontos, 3 triplos, 8 assistências. Precisou do descanso ao intervalo para acertar o seu jogo.

– Jason Terry. Jet. O mago. Uma capacidade enorme para um 6º jogador de luxo. Foi decisivo em todos os jogos das finais. 27 pontos nesta partida, numa eficácia estonteante (11 em 16 em lançamentos de campo3 triplos).

– DeShawn Stevenson. Cedeu o lugar no 5 base a Barea e passou a render mais. Saiu do banco em todos os jogos para marcar triplos. É um lançador a ter em conta para o futuro. Neste jogo, 3 em 5 no lançamento de triplo valeu-lhe 9 pontos.

– Barea. Excelente completo a Kidd no transporte de bola e extremamente eficaz. Nesta partida somou 15 pontos (7 em 12) e mostrou-se mais uma vez afoito tanto no lançamento exterior como nas incursões para o cesto onde a altura do porto-riquenho pode ser um handicap.

Pela negativa, Peja Stojakovic e Brendan Haywood. Perante as soluções de Dallas, perderam lugar para Cardinal e Mahinmi que são jogadores com menos potencial mas que mostraram mais espírito de luta que o poste e que o extremo sérvio. Num título construído à base de um excelente jogo exterior, o melhor “shooter” de Dallas teve escassos segundos de utilização nos 6 jogos da final.

No lado de Miami:

– LeBron James. O maior derrotado da noite. Mais uma vez não conseguiu o seu objectivo, facto que regozijou todos os adeptos que não gostam da sua personalidade e principalmente todos os fans dos Cavaliers.

Fez 21 pontos e 6 assistências (9 em 15) mas precisava-se de um LeBron na casa dos 30 para uma vitória de Miami. Pecou por escasso e tremeu novamente na altura das decisões, optando por não encarar o cesto.

– Chris Bosh. 19 pontos (7 em 9 no lançamento). Com Bosh a lançar bem nesta partida, merecia mais bola. O vedetismo de James e Wade assim não o permitiu. Ganhou 8 ressaltos na intensa luta com Chandler.

– Wade. 17 pontos, 8 ressaltos, 6 assistências. É um jogador fantástico. Teve uma boa exibição colectiva, mas a equipa precisava de um ponto mais de pontos por parte de Dwayne Wade. Não foi nada eficaz na hora de atirar (6 em 16).

– Mario Chalmers. Subiu de rendimento de jogo para jogo e é claramente o 4º homem desta equipa de Miami. 17 pontos e uma clara demonstração de bravura e luta. Foi o base da equipa, perante a desilusão que é Mike Bibby.

No final a festa de Dallas:

No American Airlines Center.

Aos 38 anos, 17 épocas depois de Dallas (1994-96, 2008-), Phoenix e New Jersey, 10 All-Star Games, Rookie do Ano em 1995, 5 vezes o melhor assistente da NBA, um dos melhores marcadores de sempre de triplos, o jogo em actividade com mais triplos-duplos e um dos melhores de sempre nesse capítulo, 1409 jogos, 18758 pontos e 12793 assistências, Jason Kidd é finalmente campeão da NBA.

Agora falta Steve Nash.

Um prémio merecido para um dos melhores bases de sempre.

A NBA não termina por agora. Em breve, no dia 23, teremos a escolha anual de draft, assunto do qual escreverei nos próximos dias. Nos próximos dias também se começarão a falar em trocas e free-agents. A WNBA também já anda por aí e terá algumas transmissões na Sporttv ao longo do verão.

Quanto à competição a sério, essa volta a 30 de Outubro.

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Dallas Mavericks 112-103 Miami Heat

Jogo fantástico na America Airlines Center em Dallas! No melhor jogo dos 5 jogos das finais da NBA até agora, os Dallas Mavericks colocaram-se em vantagem na série por 3-2 e podem decidir o campeonato caso vençam na madrugada de domingo para segunda os Miami Heat na Flórida.

Emocionante até ao minuto final, o jogo foi muito equilibrado à semelhança dos anteriores (muitas reviravoltas no marcador durante a partida) e ao contrário dos 4 jogos anteriores, a pontuação das duas equipas ultrapassou os 100 pontos e os jogadores suplentes de ambas as equipas tiveram tanto ou mais destaque que os titulares.

O equilíbrio e a eficácia mostraram-se logo presentes no 1º período, em que Miami fechou a vencer por 31-30. Apesar de um parcial de 21-14 favorável aos Dallas Mavericks a ponta final viria a sorrir aos Heat, comandados por um excelente período de Dwayne Wade que no final do período até teve de sair para os balneários com uma lesão na bacia depois de um choque em falta contra o suplente de Dallas Brad Cardinal. Wade voltaria no 2º período mas haveria de se ressentir da lesão e voltar aos balneários. Depois de algum descanso e de exercícios na companhia do preparador físico e do fisioterapeuta da equipa, voltaria a meio do 3º período para tentar resolver a partida para Dallas. Já Brad Cardinal deve ser mencionado a título de curiosidade pelo facto de ter sido novamente aposta de Rick Carlisle para o jogo exterior (onde a equipa de Dallas esteve completamente on-fire) relegando novamente Peja Stojakovic para a condição de não-utilizado na equipa Texana. Cardinal cumpriu a sua tarefa, marcando uns pontos e sobretudo, lutando contra os jogadores de Miami (houve ali uma parte em que teve picado com Juwon Howard, veterano de Miami que também saltou do banco para contribuir com 6 pontos).

No 2º período, com a ausência de Dwayne Wade a equipa de Miami ganhou mais no colectivo (talvez foi o único jogo em que a equipa funcionou como um colectivo). LeBron James e Chris Bosh iam aparecendo esporadicamente com um ou outro lançamento, mas no entanto o segundo período traria um Mario Chalmers bastante inspirado no lançamento. No lado de Dallas, o período foi claramente de Dirk Nowitzky (teve a particularidade de ter jogado o 4º jogo com 38,5º de febre) e de Jason Terry, que no final da partida seria extremamente decisivo. É neste segundo período que Terry faz um triplo quase inacreditável numa posse de bola, lançando de lado sobre pressão adversária e sobre pressão de tempo de ataque.

Ao intervalo, o equilíbrio era dominante, estando Dallas a vencer por 60-57.

No 3º período veio a chuva de triplos de Dallas e consequentemente a maior vantagem do jogo para a turma Texana na partida: chegaram a estar a vencer por 7, mantendo-se essa vantagem durante quase todo o período. O 3º período trouxe o brilhantismo do base porto-riquenho Juan Barea, ora no lançamento de triplos, ora em penetrações para o cesto em que enfrentava tudo e todos, ora no jogo de passe para os colegas, especificidade técnica onde Jason Kidd esteve uns furos acima daquilo que tinha feito nos jogos anteriores. 

No 4º período, Miami incomodou e de que maneira a equipa da casa. Houveram momentos em que Dallas desligou da partida e os Heat não só recuperaram no marcador como estabeleceram uma vantagem de 4 p0ntos a 4 minutos e meio do final. A partida estava balançada para a turma da Flórida até que apareceu (primeiro) um inspiradíssimo Jason Terry com um triplo a empatar a partida a 100 e depois um Jason Kidd a colocar os texanos com uma vantagem de 5 pontos (105-100) com outro triplos após uma incursão para o cesto bem sucedida do Alemão Nowitzky e 3 bolas desperdiçadas por LeBron James que apesar do triplo-duplo fez uma boa exibição para o colectivo mas não apareceu individualmente. Jason Terry acabaria por terminar a partida com  novo triplo.

A partir daí, os Heat desperdiçaram bolas e limitaram-se a fazer faltas para colocar os Mavs na linha de lance livre, que aproveitaram para fechar o jogo.

Individual e colectivamente:

– Do ladoi de Dallas, Dirk Nowitzky dividiu com Jason Terry e Juan Barea o estatuto de melhores jogadores da partida na minha opinião.

O Alemão esteve espectacular com 29 pontos e 6 ressaltos. Muito eficaz no lançamento (50% de eficácia de campo e 100% na linha de lance livre onde concretizou 10 pontos) seleccionou melhor os seus lançamentos e não teve medo do jogo interior quando achou que a selecção de jogadas assim o exigia.

O 6º de Dallas é uma máquina. Jason Terry é um jogador de excepção e faz-me lembrar outro grande jogador que há uns anos passou por Dallas: Jerry Stackhouse. São jogadores de excepção com uma técnica formidável, com um nível de eficácia no lançamento interior e exterior fantástico mas são jogadores que não são grandes vedetas da Liga porque ao longo da época tanto aparecem como desaparecem. Stackhouse tinha 1 jogo excepcional por cada 5 maus, mas aparecia sempre na altura das decisões. O mesmo se passa com Jason Terry. Marcou 21 pontos e ganhou 6 ressaltos. Desses 21 pontos, 3 foram de triplo numa eficácia nos lançamentos de campo de 8 em 15. Marcou triplos fenomenais como o da 1ª parte em que lançou todo de lado e no período onde os seus 2 triplos foram cruciais para a equipa de Dallas.

Juan Barea é outro jogador formidável. O pequeno base não se amedronta e vai à luta. Marcou triplos inacreditáveis e acabou o jogo com 17 pontos importantíssimos para a equipa. Além disso fez 5 assistências.

Jason Kidd e Tyson Chandler acabaram ambos com 13 pontos na partida. Como já tinha referido, o base fez uma partida acima daquilo que tinha feito nas anteriores. Marcou 13 pontos (não o deixem sozinho para lançar de 3) fez 6 assistências, esteve mais certeiro no controlo do jogo de ataque de Dallas onde partilhou tarefas ora com Barea ora com Terry. Tyson Chandler fez o jogo que lhe competia. Debaixo do cesto conseguiu 13 pontinhos, ganhou 7 ressaltos mas nos derradeiros minutos teve hesitações de atacar o cesto. Perdeu o combate na luta das tabelas contra Bosh e LeBron James mas lutou bastante.

Colectivamente, grande eficácia dos Mavs ao nível do lançamento com uma percentagem de 56,9% (39  em 69). Relativamente aos jogos anteriores, os Mavericks lançaram menos e concretizaram mais. Nos 3 pontos, foi um jogo à medida daquilo que a equipa de Rick Carlisle já nos tinha habituado nos playoffs, como por exemplo aconteceu na série contra os Lakers: alta eficácia com 13 triplos concretizados em 19 tentativas.

Na luta das tabelas, Miami venceu claramente: 42 ressaltos contra 32.

– Do lado de Miami, apesar da lesão durante o decorrer da partida, o melhor marcador voltou a ser Dwayne Wade. 23 pontos e 8 ressaltos. Se Wade não tivesse o problema que teve, talvez pudesse fazer muito mais pelos Heat.

LeBron James fez um fantástico triplo duplo (17 pontos10 ressaltos10 assistências) – Como já tinha referido, foi uma excelente exibição colectiva do astro de Miami, que pecou apenas por não ter assumido as suas responsabilidades nos minutos finais.

Chris Bosh voltou a fazer uma excelente exibição com 19 pontos e 10 ressaltos. Teve um excelente desempenho no lançamento (8 em 19).

Pela primeira vez, o banco de Miami conseguir fazer uma excelente partida. Mario Chalmers saiu do banco para marcar 15 pontos (4 triplos) Udonis Haslem fez 10 pontos e 5 ressaltos, Mike Miller fez 9 pontos (3 triplos) e até o veterano Juwon Howard marcou 6 pontos (ainda não tinha marcado qualquer ponto nestes playoffs). No total, os 2 jogadores do 5 incial (Mike Bibby e Joel Anthony) mais os 5 suplentes conseguiram marcar 44 dos 103 pontos da equipa da Flórida, factor único nos playoffs deste ano.

Colectivamente, ao nível do lançamento os Heat não tiveram muito atrás da eficácia de Dallas. Lançaram por 70 vezes e concretizaram 37 bolas. Ao nível do lançamento de 3 a diferença foi notória. Apesar da eficácia não ser má (8 triplos em 20 tentativas) os Heat concretizaram menos 5 bolas, uma diferença considerável que explica a vitória de Dallas (mais 15 pontos em triplos).

O jogo 6 realiza-se às duas da manhã da madrugada de domingo para segunda em Miami com transmissão na Sporttv. O jogo 6 será decisivo. A equipa de Dallas sagra-se campeã caso vença o jogo. A equipa de Miami precisa de vencer os dois jogos em casa para alcançar o tão almejado objectivo estabelecido para esta temporada.

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Dallas Mavericks 86-83 Miami Heat

Ao 4º jogo da final, os Mavericks empataram a série 2-2.

Traçando um breve resumo sobre a partida, pode-se dizer que tivemos 4 períodos bem disputados entre as duas equipas, com a incerteza sobre o vencedor da partida a pairar até ao final.

Os Mavs a jogar em casa (depois de terem vencido um jogo fora e de terem perdido um jogo em casa) sabiam perfeitamente que uma derrota neste 4º jogo não acabaria com as suas hipóteses de chegar ao título (se vencesse Miami faria o 3-1) mas do ponto de vista psicológico, colocaria muitos entraves uma eventual reviravolta (o 5º jogo é em Dallas, o 6º e o 7º em Miami).

O jogo começou com um primeiro período equilibrado, que terminaria com as equipas empatadas a 21. Dirk Nowitzky e Chris Bosh começaram a todo o gás, marcando os primeiros pontos de ambas as equipas. Enquanto o Alemão limitou-se  a fazer as travessuras do costume (marcou os primeiros 6 pontos da equipa, desapareceu por completo da partida até ao último período onde pegou na bola e decidiu) o poste dos Heat fez um jogo bastante eficaz do ponto de vista do lançamento com 24 pontos (9 em 19 em lançamentos de campo).

A acompanhar Bosh esteve Dwayne Wade (32 pontos incríveis 13 em 20 em lançamentos de campo). Wade esteve muito bem no lançamento, aparecendo muitas vezes a finalizar debaixo do cesto. Já LeBron James fez um jogo muitos furos abaixo do seu potencial e daquilo que lhe é exigido. Com apenas 8 pontos (+ 9 ressaltos e 7 assistências) James não lançou muito (11 lançamentosalguma falta de confiança) e concretizou bastante pouco (apenas 3 lançamentos de campo em 45 minutos) – para além disso cometeu alguns turnovers (4).

Em todo o caso este jogo também se caracterizou pelo facto de ninguém do banco de Miami ter amenizado a falta de pontos de um dos seus elementos do big-three. Nos 83 pontos da equipa, 64 foram marcados pelas 3 vedetas.

O equilíbrio voltou a pautar o 2º período da partida, acabando os Heat por ir para intervalo com uma curta vantagem de 2 pontos.

O 3º período trouxe um maior domínio dos Heat. A turma da Flórida, inspirada pelo excelente jogo de Dwayne Wade chegou a ter uma vantagem de 9 pontos no 4º período. No entanto, duas belas jogadas de Jason Terry davam inspiração aos Dallas para lutar pelo campeonato.

Até que nos segundos finais, uma fase de valente confusão quando Dallas vencia por 2 pontos (nos últimos 3 minutos a bola teimava em não entrar nos 2 cestos) dava a oportunidade a Jason Terry de fechar a partida na linha de lance livre, após 10 pontos de Dirk Nowitzky no período.

O Alemão não esteve bem durante toda a partida. Depois de ter concretizado os primeiros 6 pontos da equipa desapareceu por completo da partida. Lançou muito e mal (6 em 19 em lançamentos de campo) e por 3 ou 4 vezes tentou o um para um contra Chris Bosh e acabou por perder a bola em drible para a defesa de Miami. Esteve muito eficaz na linha de lance livre (9 em 10) onde desiquilibrou o resultado para Dallas.

Jason Kidd também não se exibiu ao nível que a equipa pretende dele. O base falhou muitos passes, cometeu muitos turnovers (4) e não concretizou um único ponto (0-3 em lançamentos de triplo).

Shaun Marion e Tyson Chandler voltaram a ser decisivos para a turma de Dallas. O primeiro com 16 pontos, aproveitou as falhas defensivas do seu marcador directo (LeBron James) para concretizar bolas um tanto ou quanto bizarras do ponto de vista técnico. O poste fez o que lhe competia. Lutou debaixo das tabelas contra Bosh, Anthony ou Haslem. Se na primeira parte perdeu muitos ressaltos principalmente na defesa, na 2ª parte Chandler foi importante a ganhar ressaltos ofensivos (9 ressaltos ofensivos7 defensivos) para depois fazer a tapinha e acrescentar aos 16 ressaltos, 13 importantíssimos pontos.

Jason Terry saiu do banco para ser a alma que a equipa precisava para vencer. Terry não esteve bem até ao último período. No 4º, apareceu com 2 jogadas magníficas quando o marcador já descambava o jogo para o lado de Miami. Não esteve brilhante no lançamento (6 em 15) mas acabou o jogo com 17 pontos. Quem também saiu do banco para assumir um papel importante foi DeShawn Stevenson. Relegado para o banco por troca com Barea (o porto riquenho concretizou 8 importantes pontospoderia ter feito mais qualquer coisa em 3 lances onde fez tudo bem excepto o lançamento) o baseextremo entrou para concretizar 3 triplos importantíssimos para colocar Dallas em cima da vantagem de Miami.

Concluíndo, o jogo também fica marcado pela extrema ineficácia das equipas ao nível de triplos. Ao todo, Dallas lançou da linha de 3 pontos por 19 vezes concretizando 4 e Miami apenas concretizou 2 em 14 lançamentos. Algo atípico tendo em conta a qualidade dos lançadores das duas equipas.

Não foi um jogo bem jogado. As equipas demonstraram muito nervosismo durante toda a partida e sentiram a pressão na hora das decisões. Neste jogo, jogou-se mais com o coração e acabou por vencer uma equipa de Dallas que teve jogadores mais capazes de escolher bem as suas jogadas e o sítio dos seus lançamentos.

O 5º jogo disputa-se na madrugada de quinta para sexta e marca a despedida das finais de Dallas.

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Miami Heat 83-85 Dallas Mavericks

Reviravolta do catano! É por este tipo de jogos que eu adoro a NBA.

A 7 minutos e meio do fim da partida, uma diferença de 15 pontos e um nível de jogo bastante aceitável colocavam a 2ª vitória nas finais nas mãos dos Miami Heat. Eis que em 7 minutos e meio, Dallas fez um parcial de 22-5 e empatou a série.

Uma equipa que perde um jogo destes a jogar em casa não merece o título da NBA.

Ao contrário daquilo que tinha acontecido no jogo 1, o 2º jogo entre estas duas equipas começou com uma qualidade ao nível de lançamento e pontuação muito alta. No 1º período, um jogo de parada e resposta colocava o marcador com uma igualdade a 28 pontos.

No 2º período, Dallas chegou a estar em vantagem por 9 pontos, sem que a sua maior estrela (Dirk Nowitzky) tivesse feito algo de extraordinário. Do outro lado, a dupla WadeJames ia dando espectáculo como fabulosas jogadas e fabulosos afundanços. Dwayne Wade chegaria rapidamente aos 20 pontos na partida enquanto na turma de Dallas (pelo menos no 2º período) o melhor marcador era o poste Tyson Chandler com 10 pontos.

No 3º período, os Heat tomaram de assalto a partida como lhes competia. Jogando muito bem no ataque, iam aproveitando o facto dos Mavericks cometerem muitos turnovers no ataque. Até que no 4º período tudo parecia encaminhado para a equipa de Miami – lentamente, Jason Terry e Shaun Marion marcaram uns pontos para nos minutos finais aparecer um inspiradíssimo Dirk Nowitzky que em dois lançamentos (um triplo e o lançamento final) resolveu a partida.

Do lado de Miami, Dwayne Wade fez uma partida como há muito não se via – 36 pontos (excelente do ponto de vista do lançamento de campo com 13 concretizados em 20 tentativas) 5 ressaltos e 6 assistências. LeBron James com 20 pontos e 8 ressaltos esteve bastante bem, tendo protagonizado excelentes afundanços ao longo da partida. No entanto as debilidades colectivas de Miami vieram ao de cima – Chris Bosh com apenas 12 pontos (4 em 16 de campo) fez um jogo para esquecer, sendo a sua falha pontual compensada pelos 14 pontos de Mike Bibby que finalmente fez um bom jogo nestes playoffs.

Miami lançou muito e mal. Os 8 jogadores utilizados concretizaram 34 lançamentos em 72 tentativas de campo. Nos triplos, conseguiram 9 em 30.

Do lado de Dallas, o primeiro aspecto que ressalta do seu jogo foi a quantidade de turnovers que equipa fez: 20. Jason Kidd e Dirk Nowitzky fizeram 5 cada um: o base com 5 passes errados e o gigante alemão com falhas na construção das suas jogadas individuais. Tendo em conta que Miami apenas fez 12 turnovers, os 20 de Dallas deram oportunidade a mais 16 pontos por parte da turma da Flórida.

Dirk Nowitzky não fez um jogo por aí além. Na 1ª parte, o alemão apenas concretizou 3 lançamentos do lado direito do campo. Concretizou 10 em 22 de campo. Foi muito bem defendido ora por Udonis Haslem, ora por Chris Bosh. No entanto, acabaria por ser o melhor marcador da turma de Dallas com 24 pontos (+ 11 ressaltos) tendo aparecido nos minutos finais quando a equipa mais precisava do seu jogo.

Shaun Marion fez uma exibição portentosa. O extremo está a jogar muito bem. A recuperação de Dallas no 4º período muito se deve à sua enorme concentração na hora de encarar o cesto. 20 pontos e 8 ressaltos. Tyson Chandler teve uma primeira parte excelente (11 pontos) mas desapareceu por completo na 2ª parte. Jason Terry saltou do banco para colaborar com 16 pontos e fez mais do que todos os seus companheiros de banco de Dallas.

A série viaja agora para Dallas. Serão 3 jogos seguidos em Dallas. A equipa de Rick Carlisle pode matar estas finais em casa caso vença os 3 jogos que dispõe em casa. Não creio neste cenário, até porque Miami nos habituou a ir ganhar jogos fora em todas as outras eliminatórias que disputou nos playoffs deste ano.

O próximo jogo será na madrugada de domingo para segunda.

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Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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Chicago Bulls 104-99 Indiana Pacers

Na estreia dos playoffs, a coisa esteve bem negra em Chicago.

No jogo 1 da série contra Indiana, os Bulls tiveram a perder até 48 segundos do final, quando Karl Korver saltou do banco para empatar com um triplo.

Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Com Rose do nosso lado, não parece haver nada a temer. Nas palavras do jogador de Indiana Danny Granger, Rose assemelha-se a uma ex-namorada: quando pensamos que a afastamos de vez, ela reaparece sem dizer nada.

O que é certo é que o base de Chicago, eleito MVP da fase regular (e bem!) marcou 39 pontos (máximo de carreira nos playoffs) ganhou 6 ressaltos e fez 6 assistências, semeando o terror na turma de Indiana. Luol Deng também se exibiu a alto nível com um duplo-duplo (18 pontos10 ressaltos). Karl Korver saiu do banco para ser decisivo; 13 pontos, 4 triplos. Carlos Boozer teve um furinho abaixo das suas capacidades: 12 pontos e 6 ressaltos enquanto Joakim Noah fez um jogo à sua medida com 10 pontos e 11 ressaltos. Do resto do banco de Chicago nem bom vento nem bom casamento: Brewer, Thomas, Watson Asik e Gibson contribuíram apenas com 12 pontos, menos um que Karl Korver em 21 minutos de utilização.

Do lado de Indiana, destaque para as exibições da dupla Collison-Granger: Collison marcou 17 pontos, ganhou 6 ressaltos e fez 19 assistências, enquanto a vedeta da equipa foi o melhor marcador com 24 pontos. Tyler Hansbrough também esteve em destaque com 22 pontos. Do banco de Indiana, à semelhança do banco de Chicago (excepto Korver) pouca produção ofensiva: 23 pontos para 5 jogadores.

O 2º jogo desta série disputa-se em Chicago na madrugada de segunda para terça.

Nos restantes jogos de abertura realizados ontem, destaque para a vitória de Miami sobre Philadelphia por num jogo em que a turma de Philadelphia apresentou-se algo irregular. Iniciando o jogo com um parcial de 33-19, Elton Brand e companhia deixaram brilhar o big-three de Miami no 2º e 3º período, iniciando o 4º período a perder por 16 pontos. Miami parecia ter o jogo controlado mas nos minutos finais, Philadelphia haveria de equilibrar a balança, estando a perder por apenas 1 ponto a 2 minutos e meio do fim. 97-89 haveria de ser o resultado final, num jogo em que LeBron marcou 21 pontos e ganhou 14 ressaltos (James apenas concretizou 4 lançamentos e 14 tentativas). Dwayne Wade esteve um furo abaixo das suas capacidades com 17 pontos e o melhor marcador da equipa de Miami haveria de ser o inspiradíssimo Chris Bosh com 25 pontos e 12 ressaltos.

Do lado dos Sixers, Iguodala esteve miserável (apenas 4 pontos; 2-7 em lançamento de campo) Brand esteve interessante (17 pontos e 7 ressaltos) e os jovens Holliday (19 pontos5 ressaltos5 assistências) e Thaddeus Young (20 pontos11 ressaltos) acabariam por dar uma boa mostra do potencial de Philadelphia, que caso consiga equilibrar os parciais das próximas partidas poderá dar alguma luta a Miami.

Na série entre Orlando e Atlanta, a turma do Alabama cometeu a primeira surpresa da jornada ao vencer por 103-99 em Orlando. Um jogo desiquilibradíssimo da turma de Orlando, que viveu do jogo de Dwight Howard (46 pontos19 ressaltos) e Jameer Nelson (27 pontos) – a turma de Orlando não poderá viver destes dois jogadores, que em cúmulo, pontuaram 73 dos 99 pontos da equipa. Jogadores como Turkoglu, Richardson, Arenas ou Redick tiveram prestações ridículas tendo em conta o seu potencial.

Do lado dos sulistas, jogos muito concisos das suas principais caras: Johnson, Smith, Hortford, Hinrich e Jamal Crawford.

No Oeste, Dallas bateu em casa Portland por 89-81, num jogo bastante interessante.

Nowitzky comandou as tropas de Mark Cuban com 28 pontos e 10 ressaltos e Jason Kidd não lhe ficou muito atrás com 24 pontos. Do lado dos Blazers, LaMarcus Aldridge foi o melhor marcador com 27 pontos e 6 ressaltos e André Miller o 2º com 18 pontos. Gerald Wallace não teve uma prestação por aí além (8 pontos) e Rudy Fernandez pouco fez para mudar o rumo dos acontecimentos (apenas 6 pontos) assim como Brandon Roy (2 pontos).

Hoje disputam-se os primeiros jogos das restantes séries do Oeste, assim como o primeiro jogo que opõe Boston Celtics e New York Knicks.

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