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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

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Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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factos de perdedor

Desde que me lembre, ou melhor, desde que acompanho o Sporting regularmente (desde a saudosa época 1993\1994) que o Sporting é assim: sempre que os rivais ou um dos rivais perde pontos antecipadamente, o Sporting, indiferentemente do adversário contra quem joga nessa jornada, também acaba por os perder. Não sei se é uma malapata do clube e não tenho intenções de escrever aqui sobre a presença do oculto no futebol.

Hoje em Setúbal, essa malapata voltou a repetir-se.

Desde há 3 anos para cá que o fadinho se repete. Passam jogadores, treinadores e até presidentes. De Paulo Bento a Sá Pinto. Os maus resultados continuam.

Soares Franco era o presidente da tecnocracia. Por detrás de uma equipa via apenas os números. Desportivamente, Soares Franco pretendia uma equipa ambiciosa mas construída com negócios com pouco custo ou preferêncialmente a custo zero. Veio José Eduardo Bettencourt e o “paulo bento forever” rapidamente passou a pesadelo com Carlos Carvalhal e Paulo Sérgio. Eis que surge Godinho Lopes e o início (já) conturbado do seu mandato.

Voltemos a Setúbal.

Uma primeira falta que revelou falta de ambição. Mais uma vez. O Sporting entrou no jogo tosco do Setúbal. E para mal dos seus pecados viu os seus dois centrais a cometerem erros iniciais dignos de um jogador iniciado. Um deles levou a bola aos ferros de Rui Patrício, o outro deu golo.

Do meio campo constituído por Schaars, Elias e Izmaiov pouco se viu. O Russo ainda tentou puxar a equipa para a frente mas foi sempre desacompanhado. Na esquerda Insúa e Capel dialogaram bastantes vezes mas a jogada acabou ser a mesma: o defesa esquerdo a subir no flanco e a passar para o espanhol fazer o seu jogo rectilínio de linha e cruzamento para um Sebastian Rivas sozinho, indefeso e a bom da verdade pouco esforçado (aparte: quem é este Rivas?)

A perder, Sá Pinto incutiu mais ambição na sua equipa. O Sporting entrou melhor na 2ª parte perante um Setúbal que se fechou e que, perante o deixa jogar da arbitragem, distribuiu porrada até ao fim do jogo. Se a equipa não joga é porque não joga. Se tenta fazer algum jogo, vem a tal malapata.

75% de posse de bola amorfa, sem oportunidades. Mais um penalty falhado ( de falta inexistente) e desta feita, com uma recarga que Carrillo infantilmente desperdiçou. Duas bolas de relevo: uma por Rúbio de cabeça que saiu ao lado e outra de Insúa num livre indirecto que Ricardo Silva tirou na linha com um tanto de sorte.

De resto, foi um jogo de batalha (o jogo que o Setúbal queria) com o Sporting a jogar de forma tosca e demasiado previsível e a falhar as poucas oportunidades que teve durante a partida.

Nota final para a arbitragem: quem deixa uma equipa desesperada como o Setúbal fazer dos 90 minutos um autêntico campo de batalha deixa obviamente que se entre durinho aos lances. Os jogadores do Setúbal, apoiados pela falta de disciplina do árbitro agradeceram. O golo do Setúbal é limpo e bem assinalado, a grande penalidade sobre Rubio é inexistente. Existem dois lances fora-de-jogo muito perigosos que não foram assinalados ao ataque do Setúbal. Houve um excesso de simulações dos jogadores do Setúbal durante a partida que não foram sancionados, ao contrário do critério aplicado ao Sporting. Por sorte, esta arbitragem não teve influência no jogo, mas poderia ter tido.

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