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para desuviar o clima pesado

Enquanto a Federação Portuguesa de Futebol se vendeu aos milhões vindos de um país africano e aceitou jogar um particular num campo de batatas no Gabão frente a uma selecção Gabonesa cujos jogadores não lesionaram jogadores portugueses por milagre num jogo com um árbitro Ganês sem qualquer preparação para o dirigir, Zlatan Ibrahimovic partiu por completo a Old Albion em Estocolmo sendo que o seu 4º golo da partida é indiscutivelmente um dos melhores golos de sempre da história do futebol.

Falamos de um indivíduo que há uns anos atrás, bem próximos de nós, já tinha feito isto numa fase final de uma competição internacional. É bom recordar:

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Oh Caroline

Beach Boys — “Caroline, No” — Álbum: Pet Sounds (1996)

Corria o ano de 1966. Eusébio era fotografado em Liverpool a chorar aquando da saída do campo, depois dos Magriços terem sido injustamente eliminados nas meias-finais do campeonato do mundo desse ano pela Inglaterra dos irmãos Charlton do Manchester United. Muitas histórias se podem contar. A de que Portugal tinha eliminado a Coreia do Norte por 5-3 dias antes, num jogo onde o Pantera Negra virou de 3-0 para 5-3 em 45 minutos com um formidável Poker. Essa era a mesma Coreia que dias antes tinha chutado para fora da competição a Itália de Giacinto Fachetti, um dos maiores ícones de sempre do futebol mundial, orgulhoso capitão do Inter de Milão vencedor de duas Ligas dos Campeões em 1963\1964 e 1964\1965 e posteriormente vencedor do Europeu de 68. A de que o tal fotógrafo que tinha tirado a  imagem mítica que retratava o choro compulsivo do King era conimbricense e tinha como apelido precisamente “Formidável”. Ainda a história da mudança desse mesmo jogo entre Portugueses e Ingleses de Wembley (Londres) para Merseyside (actual Anfield Road; o mítico palco onde actua o Liverpool) no dia antes do jogo, obrigando os Magriços a uma viagem de comboio de 500 km, o que no fundo, desiquilibrou a balança para o lado Inglês.

As Histórias cruzam-se. Existem dois sítios em Liverpool que são de paragem obrigatória para qualquer turista: Anfield Road e o mítico Cavern. Futebol e música misturam-se numa sincronia única. Em Anfield, a velha guarda do Liverpool canta o You´ll Never Walk Alone, bandeira mítica de um clube cujos jogadores nunca andarão sozinhos. Bandeira mítica de um clube que apesar das 5 Ligas dos Campeões conquistadas (a mítica bandeira que diz Paisley won it 3 times, Fagan did it, Rafa make us dream) já sofreu duas tragédias terríveis: a do Heysel e a de Hillsborough. Duas tragédias onde morreram algumas centenas dos seus adeptos e que inclusive, levaram a que a UEFA, a banir equipas inglesas das competições europeias durante algumas temporadas, e, o governo inglês a proibir claques de futebol. Já Sir Bobby Charlton, o capitão da Inglaterra campeã do mundo em 1966 tinha pertencido também ele a um trágico momento do futebol Inglês: em 1958, depois de uma partida a contar para a Taça dos Campeões europeus em Belgrado frente ao Estrela Vermelha, a geração fantástica de 50 do Manchester United (designados Busby Boys pelo facto de serem orientados por Sir Matt Busby), o avião onde vinha a equipa acabaria por se despenhar numa escala no aeroporto de Munique. Sir Matt Busby e Sir Bobby Charlton foram alguns dos sobreviventes. O original do tema “You´ll Never Walk Alone” pertence a Elvis Presley. Já o mítico Cavern foi a “caverna” (digamos assim) onde os Beatles actuaram pela primeira vez em Liverpool, constituíndo-se como um sítio impar no mundo da pop britânica.

Na fase psicadélica dos Beatles, John e Paul (ou como quem diz, Leibner e Stoller; era assim que a dupla assinava as suas primeiras canções na fase de Hamburgo; para quem não sabe, os Beatles ficaram conhecidos por actuarem para marinheiros nessa cidade Alemã) criavam Sgt Pepper´s Lonely hearts club band (quem já não entoou Lucy in the Sky with Diamonds?), álbum gravado de 6 de Dezembro a 1 de Abril de 1967 no estúdio 1 da Parlophone na Abbey Road de Londres (actual EMI) por Sir George Martin, considerado muitas vezes o “5º Beatle”. A resposta a este preciso álbum dos Beach Boys (Pet Sounds), resposta tão exímia que Brian Wilson desde aí nunca mais quis competir musicalmente com a dupla acima citada. Em entrevista recente à New Musical Express Wilson disse simplesmente que quando ouviu Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band teve tanta raiva do álbum que “era impossível bater os beatles”.

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quo vadis?

Hollande prepara-se para taxar em 75% todas as pessoas que aufiram anualmente rendimentos superiores a 1 milhão de euros, Rajoy pondera taxar as mais-valias, Cameron e Monti já o fizeram. No caso francês, como tem sido especulado pela comunicação social gaulesa, até o mais rico dos franceses e 4º mais rico do mundo (Bernard Arnault; proprietário da Luis Vuitton Moet Hennessy) já está a fazer planos para poder ter dupla nacionalidade, neste caso a Belga, porque a carga fiscal da Bélgica é bastante inferior à da Francesa. Um pouco à medida do que Alexandre Soares dos Santos fez ao mudar as empresas do grupo Jerónimo Martins para a Holanda, fixando as suas mais-valias numa residência fiscal mais baixa do que a Portugal, o que não impede porém que estas tenham que pagar impostos em Portugal em sede de IRC. As mais-valias, essas, já estão ao fresco no país das Tulipas não vá o desgarrado Passos Coelho lembrar-se daquilo que já deveria ter sido feito há muito.

Em Portugal, a decisão de mais austeridade por parte de Passos Coelho não surpreendeu ninguém. As soluções passam exclusivamente por tirar a quem já não o tem. As soluções passam por empurrar para a miséria milhares dos seus cidadãos, em prol da redução do défice das contas públicas e de um desenvolvimento económico que a continuar assim, será a miragem de um oasis no meio do deserto. Daqueles oasis, exemplificando, cujo sedento no deserto, em situação de emergência, tenta correr o mais rápido que pode para chegar lá, mas cuja ilusão faz com que se aperceba minutos depois de que tudo não passou de um trick da sua própria imaginação em situação de emergência.

A crise volta a tocar no bolso dos trabalhadores. Será que nenhum dos “experts” do governo consegue perceber as consequências destas novas medidas? Será que ninguém consegue perceber que a redução dos orçamentos familiares levará a um decréscimo do (desde já decrépito) consumo interno? E que o decréscimo do consumo interno levará a que as empresas não consigam escoar os seus stocks e tenham que rever em baixa as suas metas ao nível de planeamento para depois despedir em prol da sustentatibilidade da própria empresa? E que o decréscimo do consumo interno leva imediatamente à diminuição de receitas nos cofres dos estados? E que o desemprego em massa não só leva a que ninguém produza, como à situação em que não existe consumo, como ainda a um aumento ao nível das prestações sociais asseguradas pelo estado?

Onde é que está a dificuldade em tirar aos mais ricos para dar e baralhar? Qual é a finalidade de criar assimetrias de rendimento entre uma pequena falange de portugueses (a classe proprietária) e a maioria dos cidadãos (os trabalhadores)? Baralhar e dar. Será que ninguém é capaz de dizer neste país que uma taxa considerável sobre as mais-valias daqueles que tem fortunas abissais poderá servir para que o estado possa fomentar mais a iniciativa privada em certos sectores de produção, sectores esses que poderão gerar mais lucro a essas mesmas pessoas num futuro próximo? Ninguém é capaz de dizer que a missão estatal será a de produzir bem estar para o povo e não a de preservar a riqueza de uns em prol da desgraça de outros? Ninguém consegue explicar em São Bento que o governo é eleito para representar os interesses do eleitorado e não para preservar a riqueza dos que mais tem? É certo, governos elegem-se porque alguém trabalha para isso. Esse alguém é claramente quem tem pretensões a receber benefícios do governo e esse alguém não são decerto os trabalhadores. Ou pelo menos, não o são em Portugal.

Com este governo estamos a andar para trás. A loucura desmesurada com a correcção do erário público levará a uma situação de descontrolo económico. Quem pensa em investir num país com trabalhadores descontentes, asfixiados em impostos, pisados por gerações de governantes? Quem pensará em investir num país onde o trabalhador chega ao emprego a pensar como é que vai pagar o empréstimo bancário ou como é que vai esticar a última do mês para dar de comer aos seus filhos? Quem é que vai colocar o seu rendimento no prelo num país onde a descrença fomentada pelas políticas experimentais de organizações falhadas nos seus propósitos e nas alterações ruinosas feitas aos seus propósitos (na década de 70; convido-vos a ler a fundo a história das instituições de Bretton Woods) faz com que a juventude não ouse pensar no futuro? Quem é que vai investir em país onde o investimento em tecnologia e conhecimento é nulo?

Outro facto curioso deste país é que não só não se é capaz de ir buscar a quem o tem (e a quem roubou desmesuradamente os seus trabalhadores, caso desse tal de Alexandre Soares dos Santos) como o estado ainda tem que servir de bengala aos seus investimentos. Casos dos Roquetes, dos Belmiros, dos Amorim´s deste mundo que só iniciam um novo investimento se houverem contra partidas e regalias por parte do estado. E esta é a mais pura verdade. O estado português gera clientelismo. Este clientelismo não vem da classe pobre mas sim da classe rica, ao contrário do que muitos cientistas políticos ousam afirmar em praça pública.

Não sei o que o futuro deste país reserva-nos a nós portugueses. Sei de uma coisa: os ricos que fiquem cá com o burgo que ficam bem. Maior parte de nós pensa noutras paragens. E pensa bem.

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Que se prepare para voltar aos relvados na próxima eusébio cup

Irreal. Irracional.

Os amigáveis de clubes que se disputam por esta altura em todo o mundo são jogos cuja nomeação da arbitragem para os mesmos pertence às federações do país onde se realizar o jogo ou a uma onde um dos clubes intervenientes seja afiliado. Como tal, se o árbitro dessa partida, agredido pelo jogador do Benfica, decidir escrever o incidente no obrigatório relatório de arbitragem da partida, será aberta uma queixa na UEFA por parte da federação em causa (neste caso a Alemã) e poderá ser estabelecida uma punição para os clubes (Dusseldorf e Benfica) e para o jogador que agrediu.

Desde que acompanho a sério o futebol, só me lembro de uma situação do mesmo género e outra, que pode ser dada como análoga:

1. O enfant terrível do fascismo Paolo Di Canio (aquele que saudou uma vez os irreducibile laziale com a saudação fascista de Mussolini) na irónica época de 1997\1998 ao serviço do Sheffield de Wednesday, depois de se ter pegado com o central do Arsenal Martin Keown, empurrou o então arbitro internacional Paul Alcock depois de ter visto cartão vermelho. A FA castigou o jogador italiano com uma suspensão de 11 jogos e uma multa de 10 mil libras.

2. Um ano antes do incidente protagonizado por Di Canio em Inglaterra, o actual treinador do Sporting Ricardo Sá Pinto, tendo a notícia que não estava no lote de convocados de Artur Jorge para os encontros de então da Selecção Nacional, dirigiu-se ao Jamor e agrediu com socos o seleccionador nacional da altura (Artur Jorge) e o seu adjunto (Rui Águas). Depois de um longo processo contencioso na FIFA, onde a FPF apelou ao organismo internacional para que punisse de forma exemplar o jogador do Sporting, a mesma acabou por se decidir por 1 ano de suspensão do atleta, exclusivo à participação em competições organizadas pela FPF. Esse facto levaria o Sporting a procurar um novo clube para o atleta e a transferi-lo para a Real Sociedad, onde pudesse continuar a sua carreira.

Visto que o futebol é uma arca cheia de momentos e histórias, é de relembrar que o capitão do Benfica já protagonizou uma cena no passado com um antigo companheiro de equipa, situação à qual passou impune na justiça desportiva:

Estavamos a meio da temporada 2007\2008 num jogo disputado no Estádio do Bonfim entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. Com os sadinos a vencer a partida, Luisão e Katsouranis desentenderam-se no relvado e estiveram perto de trocar uns mimos. O arbitro dessa partida optou por não expulsar os dois jogadores como determinam as leis do jogo para casos de agressões dentro e fora do relvado.

Já que estou numa de analogias, num futebol mais evoluído que o Português, na época 2004\2005, dois jogadores do Newcastle (Kieron Dyer e Lee Bowyer) tiveram uma atitude semelhante, esbofeteando-se no relvado como podemos ver pelas imagens do video abaixo postado:

Sem meias medidas, o arbitro da partida expulsou os dois atletas e a FA voltou a ter mão pesada no desfecho do caso, punindo os dois jogadores com 3 jogos de suspensão.

No que toca ao incidente desta tarde no jogo entre Dusseldorf e Benfica:

1. Dado que o carácter amigável do jogo e a nomeação da arbitragem pela Federação Alemã, caso o árbitro da partida decida escrever o incidente no relatório de jogo (não vão Rui Costa ou o LF Vieira fazer a habitual visita ao balneário do árbitro) levará a que a federação germânica comunique a intenção da UEFA abrir um processo disciplinar ao capitão encarnado. Até porque Luisão é o capitão de equipa e o lema da UEFA pelo “respeito” no futebol deverá garantir que os capitães das principais equipas europeias sejam os primeiros a praticar o respeito pelas leis do jogo. Dúvido portanto que esta situação passe em claro aos olhos da instituição que guia o desenrolar do futebol europeu.

2. A própria FPF deverá fazer uma visita ao passado e ao caso específico de Ricardo Sá Pinto. Se um murro num seleccionador nacional valeu 1 ano de suspensão, o que deverá valer um empurrão num árbitro? Esperemos que a instituição presidida por Fernando Gomes volte a demonstrar a força de pulso que Gilberto Madaíl e seus pares demonstraram aquando do caso do agora treinador do Sporting.

Luisão poderá começar a pensar em comprar o red pass para os jogos do Benfica no Estádio da Luz. Estou seguro que só o voltaremos a ver jogar na próxima Eusébio Cup.

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Tevez, o caddie

Carlos Tevez ajudou ao transporte do material do seu compatriota golfista Andrés Romero no último dia do The Open at Royal Lytham and St Annes Golf Club, perto de Blackpool.

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Futebol Pós-nacional?

Por Ian Burumna, professor no Bard College

“Alguns dos jornais alemães mais hilariantes culparam a derrota da Alemanha contra a Itália, nas semifinais do campeonato europeu, ao facto de poucos jogadores se terem preocupado em cantar o hino nacional. Algo que contrastou com os jogadores italianos, visto todos terem cantado a letra de Il Canto degli Italiani [O Canto dos Italianos]. Na verdade, o capitão, Gigi Buffon, cantou com os olhos fechados, como se estivesse a rezar.

Mas os italianos não tiveram qualquer hipótese na final contra Espanha, a melhor equipa do mundo, a qual nenhum dos seus jogadores abriu a boca durante o hino Espanhol Marcha Real – o que é óbvio, uma vez que a Marcha Real não tem letra. E, além disso, os jogadores da Catalunha sentem-se desconfortáveis com o hino nacional, o qual foi bastante promovido sob o governo do falecido ditador Francisco Franco, que odiava o nacionalismo catalão.

Sabemos que no futebol, as equipas mais bem-sucedidas nem sempre são as que têm as grandes estrelas. Os campeões trabalham em equipa – de forma coesa, serenos face ao egoísmo dos protagonistas, cada jogador disposto a trabalhar em prol dos outros. Será o patriotismo realmente a chave para este tipo de espírito nas equipas nacionais, como os críticos alemães da sua própria equipa acreditam?

O futebol tem sido muitas vezes apelidado de substituto de guerra – uma forma simbólica, mais ou menos pacífica, de lutar contra as rivalidades internacionais. Os fãs das faces nacionais são actores numa espécie de carnaval patriótico, vestidos com os trajes dos seus estereótipos nacionais: os fãs ingleses como cavaleiros medievais, os holandeses com tamancos, os espanhóis como toureiros. Os alemães, compreensivelmente, têm um problema com o simbolismo nacional, mas identifiquei alguns fãs com trajes quase bávaros. O prémio para a máscara mais humorística deve de ir para os italianos vestidos de papas e de cardeais.

No passado, os fãs ingleses – mas não eram os únicos – levavam a metáfora da guerra longe demais e agiam mais como exércitos invasores do continente europeu, aterrorizando cidades e azarando qualquer jogo da Inglaterra. Mas também os jogadores não conseguiam, às vezes, ocultar as animosidades nacionais: quando a Holanda venceu a Alemanha, numa memorável semifinal em 1988, um dos jogadores holandeses limpou ostensivamente o rabo com uma camisola alemã.

Dada a força do sentimento nacional nestas disputas, não surpreende que as pessoas gostem de projectar as características nacionais no estilo de jogar. Na rara ocasião em que a Inglaterra ganha um grande jogo recentemente, a vitória é atribuída ao espírito de luta “tipicamente” inglês, conjugado com o “fair play”. Os alemães jogam com “disciplina”, os italianos com a capacidade defensiva dos guerreiros romanos, os holandeses com o individualismo do espírito livre, os espanhóis com a elegância dos toureiros e assim por diante. Quando os franceses ganharam o Mundial em 1998, atribuíram a vitória à multietnicidade da sua equipa – a personificação do compromisso da França com a liberté, égalité, fraternité.

Mas, quando as equipas perdem, estas virtudes estereotipadas são amaldiçoadas com igual convicção, como sendo defeitos característicos: Falta de imaginação dos alemães, medo de atacar dos italianos, egoísmo dos holandeses, falta de sentimento nacional entre as minorias étnicas em França e assim por diante.

Na verdade, a realidade dos estilos de futebol é um pouco mais complicada. A proveniência dos grandes jogos espanhóis, de hoje, não é a praça de touros, mas sim a equipa do Barcelona constituída por Johan Cruijff nas décadas de 1970 e de 1980. A origem da sua filosofia “futebol total” de manter a posse de bola com passes rápidos, curtos e a passagem iluminada da defesa para o ataque, foi o Ajax, Amesterdão, no final da década de 1960.

Como muitas vezes acontece com os modelos inovadores, outros adoptam-nos e, como no caso de Espanha, melhoram-nos e refinam-nos. Agora toda a gente tenta jogar “futebol total” – com excepção dos ingleses, que “tipicamente” se mantêm distantes das ideias estrangeiras. Os italianos abandonaram as suas tácticas defensivas. Até mesmo os alemães trocam a bola com talento e imaginação. A diferença entre Espanha e os outros é que os espanhóis fazem-no melhor.

Daniel Cohn-Bendit, o antigo líder estudantil franco-alemão, em 1968, e deputado dos Verdes no Parlamento Europeu, afirmou num recente artigo que as estrelas modernas do futebol não jogam verdadeiramente pelos seus países. Como profissionais insensíveis, eles jogam acima de tudo por eles próprios. Eles são, para utilizar a sua expressão, “mercenários”.Isso talvez seja demasiado cínico. As lágrimas que corriam na cara de Andrea Pirlo e de Mario Balotelli, após a derrota de Itália, não eram de profissionais insensíveis. Eles queriam ganhar, não só pelo dinheiro ou pelo bem das suas carreiras, mas pela glória. Ainda deve ser bom sentir-se como um herói nacional, ser saudado nas ruas de Roma, Madrid, Londres ou Berlim como um guerreiro que regressa de uma batalha bem-sucedida.

E, ainda assim, Cohn-Bendit não está totalmente errado. O que foi notável durante este campeonato europeu foi a íntima colegialidade entre os jogadores adversários. Eles consolaram-se e felicitaram-se mutuamente, abraçando-se como velhos amigos e colegas que muitas vezes são. A maioria dos melhores jogadores joga nos mesmos clubes em Espanha, na Alemanha, em Inglaterra ou na Itália. Muitos falam várias línguas europeias com a fluência dos empresários internacionais, que eles também são.

Os melhores clubes europeus são todos, agora, multinacionais. Os jogadores seguem o dinheiro. E os principais clubes são também os mais ricos: Real Madrid, Chelsea, Barcelona, Manchester City, Bayern de Munique, etc. Alguns dos mais difíceis e exigentes protagonistas causam, geralmente, menos atrito quando vestem o equipamento multinacional, do que aquele que causam nas suas equipas nacionais.

Se houver uma moral nesta história, é mesmo esta: uma bandeira, uma língua ou uma história nacional comum, pode certamente contribuir para induzir as pessoas a trabalharem juntas em harmonia por uma causa comum. Mas tal pode esclarecer o interesse pessoal. No mais alto nível das conquistas humanas – quer seja na arte, na ciência ou no futebol – pode realmente ser o factor mais importante.”

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Cromos da bola #8

Festa entre os Hinchas de La Plata.

La “Bruja” Juan Sebastián Verón retirou-se aos 37 anos do futebol profissional, depois de 18 épocas a alto nível nos Estudiantes, Boca Juniors, Sampdoria, Parma, Lazio, Inter, Manchester United, Chelsea e depois… como não poderia deixar de ser Estudiantes, onde venceu a Libertadores em 2009.

Verón foi outro dos grandes jogadores que tive o prazer de ver jogar. Toque de bola sublime. Não falhava um passe. Não descansava num jogo enquanto não fizesse uma assistência para golo. Tacticamente perfeito. Duro na abordagem defensiva.

No entanto, as lesões não possibilitaram que se pudesse tornar o melhor jogador do mundo na viragem do século. Tanto no Parma como na Lázio, o joelho direito começou a ceder. Em Inglaterra, tanto no Chelsea como no Manchester United pouco ou nada fez. Acabou em La Plata, uma carreira recheada de títulos: 2 campeonatos apertura argentinos e 1 Libertadores ao serviço do seu clube de formação, 2 campeonatos italianos ao serviço da Lázio e Inter, 4 taças de itália ao serviço dos Laziale, do Parma e do Inter (2), 2 supertaças de itália também elas na Lázio e no Inter, e uma Taça Uefa ao serviço dos Parmegianos.

Também atravessada na garganta lhe deve ter ficado a eliminação Argentina no mundial de 1998 em França aos pés dos também eles brilhantes Holandeses num jogaço de quartos-de-final que acabaria por ficar 4-2.

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Há 3 meses atrás, Alessandro Diamanti nem sonhava que podia ser um dos convocados por Césare Prandelli para este europeu. À sua frente na lista estavam avançados muito mais poderosos (e eficazes) como Alessandro Matri,  o seu colega de ataque no Bologna Robert Aquafresca, Floro Flores, Gianpaolo Pazzini, Pablo Osvaldo, Raffaele Palladino, David Lazanfame, Alberto Gilardino, Giuseppe Sculli e até o histórico Fabrizio Miccoli.

Diamanti assim como o jovem avançado da Juventus Emmanuele Giaccherini acabaram por cair no gosto de Prandelli e causaram espanto na convocatória italiana. Diamanti já tinha feito uma boa época em Inglaterra em 2009\2010 ao serviço do West Ham e nem mesmo apesar dos 8 golos somados na Série A desta temporada faziam dele o melhor marcador da equipa (o melhor seria o veterano Marco Di Vaio que recentemente se desvinculou do clube e assinou por uma equipa canadiana). Já Giaccherini jogou apenas 14 jogos na condição de suplente na Juventus de Antonio Conte, tendo apontado apenas um golo. A olhos grossos, tendo em conta o histórico italiano aberto pelos precedentes Paolo Rossi e Squillaci (eram jogadores de clubes de meio da tabela quando jogaram o mundial de 82´e 90´) a história parecia repetir-se..

Com jogadores no banco como Giovinco, Di Natale e Fabio Borini, é Diamanti quem tem saltado do banco como primeira opção do seleccionador italiano Césare Prandelli. E como é de conhecimento de todos, Di Natale é aquele player talhado para este tipo de palcos. Diamanti nunca foi um finalizador nato: prova disso foram os 70 golos que apontou em 288 jogos como profissional. Não quero com isto dizer que Diamanti não seja finalizador, mas, não é propriamente aquele matador ao estilo Vieri ou Inzaghi. No entanto, Alessandro Diamanti tem outras características que o tornam especial: tem tecnica, tem muita força e incute muita garra no ataque de quem representa, nunca dando uma bola como perdida. Foram essas as características que motivaram Prandelli a convocá-lo para o europeu, tomando em consideração o facto de Di Natale, Cassano e Balotelli serem tecnicistas natos, o facto de Borini ser um excelente finalizador mas ainda ser inexperiente e Giovinco ser um trequartista que cria muito jogo mas não finaliza.

Hoje Diamanti entrou para jogar atrás de Balotelli. E não desiludiu. Tentou 3 jogadas individuais, apareceu tanto na esquerda como na direita como no miolo e na altura da decisão mandou os Ingleses de volta para terras de sua majestade.

Diamanti foi o espelho de uma selecção italiana que nunca desilude. Futebol curto e vistoso, pautado com rigor por Pirlo e De Rossi, criativo lá na frente por Balotelli e Cassano, se bem que o jogador do City não esteve nos seus dias. Exceptuando em dois lances (aquele na primeira parte em que Buffon defende um remate a uma mão e aquele em que Bonucci tira o golo a Ashley Young) a matreira Inglaterra viu jogar a Squadra Azzura. Foram incontáveis as vezes que Cassano rompeu pela esquerda e que Abate rasgou o flanco direito. As próprias estatísticas de jogo não traem o meu raciocínio. A Itália fez 35 remates (20 à baliza) e eu não me lembro de ver uma selecção tão avassaladora numa fase final de um europeu. Faltou eficácia é certo, principalmente de Balotelli: o jogador do City dispõe de 5 oportunidades de golo. Mais, só mesmo a selecção Portuguesa no jogo frente à Dinamarca. Descurando a percentagem de posse de bola, a Itália conseguiu completar 800 passes. Sim, 800 passes. A Selecção Espanhola, em jogo normal, faz cerca de 650 e esse número já é por si um abuso por completo. Só Pirlo fez 140 desses 800 passes. Marchisio 117. Impressionante.

Muito se pode gabar a Inglaterra de ter conseguido aguentar o jogo para os inevitáveis penaltis. Nos últimos 22 anos, esta é a 6ª vez que a Inglaterra é eliminada nas grandes penalidades numa fase final de uma competição internacional. Maldição de Paul Gascoigne? Maldição ou não, Steven Gerrard, Joe Hart e Theo Walcott não mereciam uma eliminação tão dura pelo que fizeram durante o europeu. O 4 de Liverpool renasceu e esteve ao nível do Super Steven de 2005. A jogar na direita, como mandam as regras. O extremo do Arsenal bem correu mas foi dizimado por um exemplar Balzaretti, jogador do Palermo que foi mais uma das apostas de Césare Prandelli (cruzaram-se os dois na Fiorentina em 2007\2008 e desde aí o seleccionador italiano nunca mais prescindiu do lateral-esquerdo nascido em Turim e formado no Torino).

A Itália joga quinta frente à Alemanha, num jogo que promete. Duas equipas que jogam a um ritmo avassalador. Os Alemães, muito moralizados pelo excelente 2º tempo contra os Gregos. A Itália, ligeiramente fatigada pelo prolongamento de hoje mas rica em soluções. Alemães e Italianos são muito fortes fisicamente e creio que o factor que vai contar nesta meia-final será o factor psicológico: vencerá a selecção que demonstrar mais vontade para jogar em Kiev. Um bocado ao contrário do jogo de paciência que prevejo para o Portugal vs Espanha.

Espero portanto que quinta-feira a dita final combinada pelo senhor Platini seja alterada por portugueses e italianos. Para que tenha vergonha e se demita do principal órgão do futebol europeu, cargo onde só tem causado problemas e celeumas. A bem da espectacularidade do futebol europeu.

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O melhor penalty de sempre

Uma obra de arte.

Pirlo, um visionário, um jogador que está duas décadas à frente da actual conjuntura do futebol.

A delicia de ver cair Joe Hart antes do tempo e de colocar a bola para o lado onde este se lança. Não é qualquer um que faz isto. Muito menos para o lado onde o guarda-redes se atira. Muito menos quando a equipa estava em desvantagem por ter falhado a grande penalidade anterior. Muito menos nos quartos-de-final de um Europeu.

Panenka, Postiga e agora Pirlo: 3 prodigios na história dos Europeus.

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breve análise à fase de grupos do euro 2012

Grupo A

O Grupo A começa com um empate entre uma das selecções a jogar em casa (Polónia) e a Grécia de Fernando Santos. Num jogo muito mal jogado do ponto de vista técnico, as duas selecções haveriam de empatar com duas expulsões pelo meio. Desde logo se denotou que o segredo de Fernando Santos para a selecção Grega não era mais do que aquilo a que a Grécia nos tem habituado desde 2004: defender bem e apostar no contra-ataque, quase sempre conduzido pelo eterno Giorgios Karagounis. Do jogo contra a Polónia surgiu uma das revelações deste euro: o médio defensivo do Olympiakos Ioannis Maniatis. Ao lado do também eterno Katsouranis, Maniatis tem aqui a rampa de lançamento para um campeonato de topo. No jogo em si, a Polónia teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A inexperiência Polaca fui sem dúvida o seu maior inimigo durante a fase de grupos. Comandados pelo trio do Borússia de Dortmund (Kuba, Piszczek e Lewnadowski) coube ao avançado abrir a contagem no marcador neste primeiro encontro, prometendo aos adeptos polacos a esperança de passar pelo menos a fase-de-grupos.

Depois do jogo inaugural, a Rússia caprichou e venceu a República Checa por 4-1. Apesar de ter vencido o grupo, ninguém dava nada por esta selecção checa, muito em virtude da má-forma dos seus principais jogadores (Rosicky e Baros principalmente) e do facto desta selecção ser uma selecção envelhecida e longe da selecção que foi nos tempos de Nedved, Poborsky, Berger e Jan Koller. No primeiro jogo, os Checos foram devorados por uma selecção Russa comandada por um homem que dentro em breve será um dos grandes do futebol mundial: Alan Dzagoev. Dzagoev, sempre bem acompanhado por outros grandes jogadores como Arshavin, Kerzhakov, Anyukov, Zhirkov, Zyrianov e Pavluchenko, foi um autêntico pesadelo para a defesa checa. Assimilando por completo o conceito de jogo holandês do futebol total trazido por Hiddink e continaudo por Dick Advocaat, a Rússia esmagou por completo a república checa através de rápidos contra-ataques e de uma circulação de bola exímia. No entanto, os problemas físicos vieram no 2º e 3º jogo para o lado dos Russos e todo o favoritismo construído aquando do primeiro jogo quanto à vitória no grupo transformou-se rapidamente numa eliminação mal digerida dos russos frente aos Gregos.

Coube então à República Checa obstruir o caminho aos Russos, com uma enorme subida de rendimento de Tomás Rosicky. Os Gregos deram o golpe fatal na Rússia na 3ª jornada, através da sua táctica habitual: marcar um golo e defender o resto do jogo, característico jogo da selecção grega que muitas dificuldades poderá colocar à Alemanha nos quartos-de-final.

Grupo B

Na primeira jornada, um Portugal – Alemanha afigurava-se como o primeiro grande jogo deste anos. Minutos antes, a Dinamarca tinha imposto a primeira grande surpresa deste europeu, vencendo de forma categorica (com um golo de Krohn-Dehli surgido após uma belíssima jogada de ataque dos dinamarqueses) a selecção Holandesa, que foi para a Polónia já com um intenso mau estar entre alguns dos seus jogadores e entre os jogadores e o seleccionador. De Lviv, Portugal trouxe a aflição. Num jogo que pendeu claramente para o lado português, coube a Mário Gomez mostrar o porquê da Alemanha ser historicamente uma selecção eficaz: uma oportunidade, um golo. Já no lado português, meia dúzia de oportunidades na cara de Manuel Neuer não nos deram mais do que uma infeliz derrota contra a selecção germânica.

Ao intervalo do jogo contra a Dinamarca já na 2ª jornada, e com margem de erro nula, pensavamos nós que Paulo Bento já tinha conseguido inverter a falta de eficácia da selecção. Apesar de ter feito um excelente jogo contra a Dinamarca, a selecção acabaria por sofrer até aos minutos finais. Silvestre Varela acabaria por fazer aquilo que Cristiano Ronaldo não tinha feito minutos atrás. No outro jogo da 2ª jornada, era Mario Gomez quem mostrava novamente as suas credenciais frente a uma Holanda que foi sem margem para dúvida a maior decepção deste europeu.

Contra os Holandeses, Ronaldo apareceu. A Holanda, apostada em vencer até inaugurou o marcador. No entanto, os Holandeses esqueceram-se daquilo que Joachim Low e Morten Olsson tinham feito para anular a influência do craque português: colocar mais que um jogador na área de influência do jogador do Real Madrid. Van der Wiel, apesar de ser um bom lateral, foi um jogador muito escasso para as manobras do português. Ronaldo venceu quase todos os confrontos contra o homem do Ajax e apontou 2 belíssimos golos numa exibição que só não foi de sonho porque o poste lhe anulou por duas vezes um poker que seria brilhante. Do lado Holandês, Wesley Sneijder confirmou a má-época que realizou ao serviço do Inter, Huntelaar e Van Persie foram uma nulidade e de Robben só se viram algumas arrancadas pela direita no jogo contra a Dinamarca e um trabalho individual interessante que permitiu o golo de Van der Vaart contra Portugal. No Alemanha-Dinamarca, os dinamarqueses bem tentaram colocar a selecção germânica fora dos quartos-de-final, mas (com uma ligeira ajuda da arbitragem) tal acabaria por não acontecer.

A selecção Holandesa entrará numa nova fase. Prevejo uma grande renovação na equipa. Os Holandeses acabam por ter matéria prima capaz de fazer essa renovação. De um geração marcada pela influência de Robben, Van Persie, Dirk Kuyt, Huntelaar, Sneijder e Van der Vaart, prontificam-se jogadores para o futuro como Strootman, Van der Wiel, Eljero Élia ou Luuk de Jong. Nesta selecção, Ricky Van Wolfswinkel do Sporting tinha claramente lugar. A federação Holandesa deverá querer apostar num seleccionador forte e quem sabe se não é desta vez que Guus Hiddink volta ao seu país para orientar a selecção.

Grupo C

Do Espanha – Itália da primeira jornada viu-se uma inversão de papeis: Itália e Espanha entraram em campo sem pontas-de-lança dignos desse nome (quer queiramos quer não, Balotelli e Di Natale não são pontas-de-lança). A Itália mostrou-se a espanha do passado (c0m um registo muito mais atacante do que em edições de fase finais de torneios internacionais anteriores) e a Espanha mostrou-se um bocado à semelhança da Itália do passado, jogando um jogo cauteloso e de contenção de bola. Comandados pelo sentido de jogo de Pirlo e Marchisio, seriam os italianos a abrir as hostilidades para 3 minutos depois ser Fabrègas a consumar o empate para a Espanha. No entanto, era mais que previsível um empate pois nenhuma das selecções quis efectivamente arriscar para vencer, preferindo desiquilibrar a classificação no jogo que ambas tinham perante a Croácia.

Os Croatas ainda ameaçaram quebrar o favoritismo de italianos e espanhóis. A vítima da primeira jornada seria a indefesa Irlanda. Modric foi o maestro da Croácia e Mandzukic, mesmo apesar da eliminação da selecção balcânica, expressou em golos o belo futebol de ataque da selecção comandada por Slaven Bilic. Depois do 3-1 inicial, confesso que coloquei a Croácia como outsider ao título europeu, previsão essa que aumento depois dos croatas terem realizado a partida que realizaram contra os italianos. Apesar da eliminação, quase toda a selecção croata sai muito valorizada deste europeu. Mandzukic e Modric deverão ser dos jogadores mais cobiçados deste verão. No entanto, a Croácia acusou alguma imaturidade e alguma falta de qualidade no sector defensivo.

A Irlanda haveria de se expor ao futebol superior de Espanhóis e Italianos, acabando o europeu com um score lastimável de 1-9. Giovanni Trapattoni não conseguiu operar um milagre com o que tinha e a Irlanda, com uma selecção que precisará de ser renovada já na próxima qualificação para o Mundial de 2014 não deve sonhar com uma presença numa fase final de uma competição internacional num futuro próximo. Já a Croácia realizou uma excelente partida contra a Espanha e a bom da verdade desportiva, foi claramente roubada em dois lances: uma mão clara de Iniesta na área e um penalty que ficaria a assinalar já nos minutos finais na área espanhola, depois de Iker Casillas ter derrubado ostensivamente um jogador croata.

Grupo D

Sheva animou as almas ucranianas com dois golos no jogo inaugural da equipa da casa. Aos 35 anos, Sheva revisitou o seu grande passado e não perdoou por duas vezes na cara de Isaksson no seu jogo de estreia numa fase final de europeu. A Suécia, com um jogo extremamente focalizado em Zlatan Ibrahimovic haveria de ser penalizada pelo facto de se ter visto a vencer os ucranianos por 1-o e por ter optado por uma postura defensiva na 2ª parte. Os Suecos haveriam de corrigir frente aos Ingleses mas aí foram demasiado perdulários perante uma Inglaterra muito cínica e voltada para o contra-ataque e para a velocidade de homens como Walcott ou Welbeck.

De facto, a selecção inglesa contrariou q.b a ausência de Wayne Rooney. No jogo inaugural do grupo frente à França (cuidado com esta França) os Franceses fizeram o que podiam para vencer o jogo. Destaque para as grandes exibições de Cabaye, Nasri, Benzema e Debuchy. A Inglaterra limitou-se a confiar em Joe Hart e a marcar um golo de bola parada por intermédio de Joleon Lescott.

Há minutos, a Suécia despediu-se com honra do europeu, batendo a França por 2-0. Zlatan disse adeus ao europeu com mais uma obra-prima e a França vai ter que se medir forças com a Espanha, sabendo que nas meias-finais, o vencedor deste grupo terá que jogar contra Portugal (sim, porque não estou a ver os checos com futebol para a nossa selecção).

Arbitragem:

Erros graves que decidiram jogos e que começaram no jogo inaugural entre Polónia e Grécia. Más decisões que custaram apuramentos (Alemães e Espanhóis). Num euro que se queria pautado pelo rigor técnico e disciplinar, a arbitragem não tem estado à altura das operações. As experiências da UEFA quanto ao árbitro de baliza dão-se como completamente falhadas após este europeu.

Prestações individuais. A meu ver, aqueles que estiveram “in” na fase de grupos:

Grécia: Ioanis Maniatism, Giorgios Karagounis, Samaras, Gekas

Polónia: Lukas Piszczek, Murawski

Rep. Checa: Tomás Rosicky, Michal Kadlek, Polak, Abebe Selassie

Rússia: Dzagoev, Zhirkov, Pavlyuchenko, Anyukov

Portugal: Fabio Coentrão, Pepe, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela

Alemanha: Phillip Lahm, Mats Hummels, Mario Gomez, Lukasz Podolski, Mezut Ozil

Holanda: Rafael Van der Vaart

Dinamarca: Niklaas Bendtner, Simon Kjaer, Erikssen

Itália: Giorgio Chiellini, Claudio Marchisio, Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Mario Balotelli e Antonio Di Natale

Espanha: Cesc Fabrègas, Fernando Torres, Xavi

Rep. Irlanda: Sean St. Ledger

Croácia: Mandzukic, Luka Modric, Rakitic, Jelavic

Inglaterra: Theo Walcott, Steven Gerrard, Joleon Lescott, Danny Welbeck

França: Phillipe Mexés, Debuchy, Ribéry, Yohann Cabaye, Samir Nasri, M´Vila

Ucrânia: Shevchenko, Yarmolenko

Suécia: Zlatan Ibrahimovic, Kim Kallstrom

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a 100 anos

Sim, parece estranho.

O Ministro das Finanças inglês anunciou que o país irá emitir títulos de dívida a 100 anos esta semana.

Esta emissão é explicável pela altamente endividada inglaterra. 1,2 trillion pounds é o valor actual da dívida pública inglesa.

Leio aqui:

“The UK considers issuing a 100 year Gilt (government bond)

This idea was first floated before Christmas and has gained ground overnight. As ever the mainstream media has handled it badly with phrases like “debt for generations”. As it does not change the amount of debt we have or the time period we intend to have it for this is utter rubbish as we would have been borrowing in one form or another anyway.

The actual position requires a little more nuance. For the UK taxpayer it is an excellent idea as it locks in low borrowing costs. As someone who has worked through periods where we have had to pay 15% on our longer-dated debt then current 3% and a bit seems very low and for the issuer that is good. Also it helps to avoid crunches in difficult economic times where debt needs rolling over and we have seen this affect Greece this month with the deadline for her March 20th bond approaching with little cash to pay it without another bailout. Debt management is a UK strength and this would improve it.

The other side of the coin is buyers and here is the problem, who would buy it? To buy at such levels for such a long time you either have a very pessimistic view of the UK economic outlook probably combined with a very optimistic outlook on UK inflation, or you do not know what you are doing! Oh and the problem with an economic view that pessimistic is will there be any money to pay you in 100 years time? The current economic outlook which I discussed only on Monday looks rather stagflationary and that is a long way from the best outlook for a fixed coupon bond holder.

Will the Bank of England buy it?

Under its current strategy of buying longer dated gilts such as our 2060 stock the answer is yes I think. There are thresholds to cover off such as it will not buy for a week after issue and it only buys Gilts with more than £4 billion in issue. If you want the day it will probably be Tuesdays as it tends to buy the longest dated stock then. Mind you perhaps we should be looking at the Bank of England’s balance sheet too as UK Gilt yields are following American ones upwards with our ten-year yield now at 2.27%. Losses on a 2112 maturity bond will take a lot of hiding for a very long time, does Mervyn King have a son or daughter ready to step into the fold? Oh and do they have any kids as well?”

Alguém interessado em dar um futuro aos trinetos?

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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clássicos

A propósito de uma portentosa exibição no Dell´Alpi em Turim que redundaria em eliminação para a Inglaterra no campeonato do mundo de 1990 frente à Alemanha, a velha glória do Tottenham Gary Lineker diria uma frase que ficaria gravada na história: “o futebol é 11 contra 11 mas no fim ganha sempre a Alemanha”.

Nos últimos 3 anos, essa frase poderia ser transportada com uma certeira analogia para os duelos decisivos entre Porto e Benfica. São 11 contra 11 mas o Porto leva sempre a melhor.

No entanto, preciso de recordar 2 acontecimentos bem recentes:

O 1º em Guimarães há duas semanas atrás quando Jorge Jesus, na altura saído de uma derrota frente ao Vitória local, quando interrogado pelo jornalista no flash-interview acerca da pressão que o Benfica poderia vir a ter com os 2 pontos de vantagem sobre o Porto, afirmou que não compreendia a pergunta e que a pressão ainda estava virada para o seu rival. Mal sabia JJ do que o esperava na semana passada contra a Académica em Coimbra e do desfecho (trágico) do jogo de hoje.

O 2º é este:

Este Zé Manel Nabo deve estar, como se diz na gíria, com o melão a arder…

Isto porque mal sabia da figura triste que estava a fazer ao gravar este spot. Todavia, tenho em conta que liderança com meia dúzia de pontos no fim da primeira volta já serve para os adeptos do folclore lusitano fazerem a festa e atirarem os foguetes. Não quero no entanto fazer de advogado do diabo…

O tal adversário em falência táctica está a meia dúzia de jornadas de ser campeão nacional e ainda pode roubar o título que pertence por decreto-lei ao Benfica, ou seja, a Taça da Cerveja.

O adversário em falência técnica, embora distante, ainda tem uma brecha para poder ultrapassar o Benfica na classificação, está a poucos dias de um embate excitante com o primeiro da Premier para a Liga Europa e de mal o menos ainda se arrisca (a jogar mal) a fazer a festa no Jamor!

Vamos a factos:

Com ou sem rega no relvado, com luzes apagadas ou contas da EDP por pagar, este balázio de Hulk coroa um jogo de classe mundial e deixa mal na fotografia Emerson. Arrisco-me a dizer que Emerson é aquele jogador que não entra sequer na fotografia do jogo visto que foi “comido de cebolada” pelo seu compatriota.

Jogo de classe mundial.

Ao contrário do que tinha feito em Alvalade em Janeiro, o Porto entrou na Luz ferido na asa. Entrou a atacar (ao contrário de Alvalade onde preferiu jogar um pouco na retranca e apostar no contra-golpe) e entrou a vencer. Perante esta atitude, foi nítida a desconcentração inicial do Benfica nas marcações e no ataque era Aimar quem tentava puxar a carroça… mas sem grande jeito.

Depois do golo do empate por parte de Óscar Cardozo, um golo merecido para o equilíbrio que o Benfica estava a executar na partida. O 2º golo viria a completar o auge da exibição Benfiquista na partida. No entanto, aquele par de contra-ataques perigosos que o Benfica teve na 2ª parte (onde a meu ver não existe qualquer falta nas duas situações) poderia ter sido o fim da linha para o Porto. Já diz o ditado que “quem não marca, sofre”  – e o Benfica acabou por sofrer com aquela deliciosa tabelinha entre James Rodriguez e Fernando. Pode-se por em causa o facto de Witsel estar caído aquando do contra-golpe do Porto? Sim. De quem é a culpa? Segundo as leis da FIFA tem que ser o árbitro a parar a partida. No entanto é nítido que Witsel chega claramente atrasado ao passe e tenta cavar uma falta a Maicon à entrada da área, na mesma linha de uma falta que foi assinalada na primeira parte a Rolando, onde Witsel, adiantando em demasia a bola, limitou-se a provocar o contacto.

Está claro que a partir daí, o Porto agigantou-se, sabendo que poderia sacar na Luz mais do que um empate. Não consigo perceber se Emerson é bem ou mal expulso. É certo que toca em Hulk mas também é certo que Hulk aproveita-se claramente do facto do seu compatriota Emerson já ter um amarelo na partida.

Depois veio o 3-2. E quem diria que o herói desta vez seria Maicon! Sinceramente existem duas irregularidades na jogada:

1ª Maicon e outro jogador do Porto, no momento do passe, estão claramente em fora-de-jogo.

2ª O outro jogador do Porto que se faz ao lance entala Artur na sua pequena área, logo, penso que o árbitro deveria ter assinalado falta sobre o guarda-redes do Benfica. É um lance que me faz lembrar o lance de Luisão contra Ricardo no Estádio da Luz em 2005 que ditou praticamente o título desse ano para o Benfica. No entanto, na altura, alguns amigos benfiquistas disseram-me que o lance era limpo… o futebol é mesmo assim: mesmo quando não esperamos, a história repete-se mas contra a nossa equipa.

No entanto, urge-me para finalizar fazer mais algumas menções, reparos, elogios e críticas:

1º – Muitos portistas criticam Vitor Pereira, muitos benfiquistas andaram semanas a ironizar Vitor Pereira. No entanto aqui se vê a organização do porto. Com ou sem o dedo do treinador, mesmo a 5 pontos os Portistas nunca baixaram os braços em relação ao objectivo do título e vieram à Luz jogar para ganhar contra um Benfica que está claramente em perda: tanto ao nível de caudal de jogo como ao nível físico e psicológico.

2ª – Helton. Teve uma exibição muito segura. Não teve culpa nos golos e sempre que chamado esteve ao seu melhor nível. O exemplo disso foi o último livre dos encarnados na partida.

3ª James Rodriguez e Hulk: Em forma, são dois diabretes nas alas do Porto. Dois golões que coroaram duas grandes exibições.

4ª – Witsel – O Belga fez um excelente jogo. Anulou a influência de Moutinho nos dragões e sempre que pode saiu com a equipa no contra-golpe. No entanto, o Belga peca pela palhaçada que fez em dois lances onde poderia ter feito bastante melhor. Optou por atirar-se ao chão.

5ª – Jorge Jesus – O peixe morre pela boca. Há 3 semanas disparava balas contra toda a gente. Hoje saiu triste do seu próprio Inferno. Lançar Nelson Oliveira nas horas em que lançou revela pouquíssima ambição até quando a equipa alinhava num certeiro contra-golpe a meio da 2ª parte. Atacar o rival como meio de defesa nunca é a melhor opção. Arrisca-se a não vencer nada esta época. O futebol português fica mesmo uma treta, mas com gentalha como Jorge Jesus.

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História do Futebol #6

As 7 décadas de Eusébio. Uma vida que dava para narrar uma autêntica enciclopédia.

O menino que cresceu num bairro pobre e jogador se fez no Sporting de Lourenço Marques, clube e filial que o antigo internacional português chamou de racista. Eu, um sportinguista não-racista, tenho Eusébio como um ídolo, mesmo apesar de toda a história que envolveu a sua contratação pelo Benfica e a incrível página de glória que o “King” escreveu pelo rival.

As duas taças dos campeões europeus, a primeira contra o Barcelona de Czibor e Kocsis (o tal amigo talentoso da selecção hungara de Puskas que se divertia, depois dos treinos, a jogar com o astro do Real um jogo de chuto a uma vara colocada sobre o terreno onde cada toque valia pontos). A segunda, dois anos depois contra o monstruoso Real Madrid de DiStefano, de Amancio Amaro, Francisco Gento, Ferenc Puskas e José Santamaria.

Os incríveis 638 golos em 614 jogos pela camisola do Benfica, 11 títulos nacionais, 7 títulos individuais como melhor marcador da primeira liga, onde por exemplo fez 40 golos em 1972\1973, feito que lhe valeu a 2ª bota de ouro europeia.

O mítico mundial de Inglaterra pelos “Magriços” – o jogo contra a União Soviética de Yashin, a aranha que confessou que apenas Eusébio lhe conseguiu marcar de grande penalidade. O jogo contra o Brasil. O jogo de sonho contra a Coreia do Norte. As lágrimas no fim do jogo contra a Inglaterra, sentindo a injustiça de uma selecção prejudicada pela organização para favorecer interesses da equipa da casa e de uma selecção que para muitos merecia ter sido ali coroada como a melhor do mundo.

As sucessivas rondas nos Estados Unidos e a história da ída a Salazar, que não lhe permitiu a transferência para o Inter de Milão por considerar o “pantera negra” como “património nacional”

O término de carreira no Sporting de Tomar, com passagem pelo Beira-Mar onde reza a história que Eusébio no fim do jogo contra o Benfica se recusou a bater um livre à entrada da área contra o seu clube do coração com o resultado em 2-2 por ter “amarelado” com tanto vermelho à frente.

As lágrimas no Euro 2004 e os berros a Ricardo aquando da marcação de grandes penalidades contra a Inglaterra.

O acompanhamento incondicional do Benfica e das selecções nacionais.

Não há preço que possa pagar o reconhecimento que tenho pela carreira de Eusébio e pelo sentimento patriótico de tudo o que fez pelo nosso país dentro e fora de campo.

Recentemente acusou o Sporting de ser um clube elitista e racista. São outras histórias. Se Eusébio viesse hoje a minha casa provava-lhe o racismo com um belo jantar, com um forte abraço e com um whiskzinho, bebida que este tanto aprecia (caso a saúde o permita) e que deixou o meu tio Manuel Carlos Branco a arder em 1500 francos suiços numa conta de hotel (uso de minibar) aquando de uma passagem do “King” pela casa do Benfica de Genéve.

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futeboladas

Premier League:

United, Chelsea e Arsenal foram os grandes vencedores da jornada. Se a turma de Wenger venceu o Everton no Emirates por 1-0 com mais um golo de Robin Van Persie e re-entrou na luta pelo título (dista 9 pontos para o City), a equipa comandada por Sir. Alex Ferguson recuperou muito bem da eliminação precoce da Liga dos Campeões com uma goleada caseira contra o Wolverhampton de Mick McCarthy. Nani e Rooney partiram a defesa dos Wolves e puseram o United com o City à vista.

O Tottenham tinha uma oportunidade de ouro (dado o confronto entre Chelsea e City) para reduzir a diferença para o primeiro da tabela ou para ganhar pontos aos Blues na consolidação de um lugar que lhe garanta o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época. Os Spurs voltaram a denotar alguns dos problemas que tem sido vistos nas últimas épocas: fazem excelentes jogos contra as equipas grandes e até conseguem vencer, mas, perdem demasiados pontos em campos onde nunca os deveriam perder. Não querendo diminuir de forma alguma o potencial do Stoke e a carga mítica que o Britannia Row representa para o clube (o Stoke em casa tem 8 vitorias, 4 empates e 3 derrotas em todas as competições) o Tottenham teve tudo para vencer esta partida.

A primeira parte foi lastimável para a equipa orientada por Harry Redknapp. Pode-se efectivamente dizer que os Spurs deram 45 minutos de avanço à equipa de Tony Pulis, materializados com dois golos de Matthew Etherington. Na 2ª parte, a equipa londrina acordou tarde e ainda conseguiu reduzir por intermédio de um penalty convertido pelo Togolês Emmanuel Adebayor depois de uma falta sofrida pelo Croata Luka Modric. Até ao final, seria um autêntico massacre dos Spurs que a bom da verdade deveria ter dado em vitória. Pelo meio, e como as más arbitragens não se verificam apenas em Portugal, a grande estrela da partida haveria de ser o árbitro internacional da FIFA Chris Foy ao não assinalar duas grandes penalidades a favor do Tottenham por braço na bola por parte de defesas do Stoke e um golo mal anulado a Adebayor.

A derrota do Tottenham ameniza-se com a derrota do City mas, os Spurs foram ultrapassados na tabela pelo Chelsea e viram aumentar a distãncia para o Manchester United.

Clássico escaldante no Stamford Bridge. André Villas-Boas conseguiu minorar alguns dos prejuízos pontuais em relação ao City com uma vitória justíssima frente ao City de Mancini. Lampard voltou fazer uma exibição ao nível dos seus melhores anos, e para mim foi uma das figuras do jogo em conjunto com Didier Drogba e Daniel Sturridge. Num cenário de eventual renovação de plantel em Janeiro, o internacional inglês está a aproveitar todas as oportunidades que AVB lhe tem garantido e o costa-marfinense surge rejuvenescido nos últimos jogos.

Tudo isto no dia em que Nicolas Anelka assinou com o Shanghai Shenshuan da Liga Chinesa a troco de 7,5 milhões de euros para os cofres londrinos e num momento em que a imprensa britânica avança que o próximo que poderá embarcar para uma aventura chinesa poderá ser Didier Drogba. Outras notícias tem afirmado que Roman Abrahamovic e André Villas-Boas acordaram em renovar o plantel dos blues no mercado de inverno, podendo adicionar jogadores como João Moutinho, Álvaro Pereira, Edinson Cavani, Marek Hamsik ou Loic Remy através da venda de activos do actual plantel (Didier Drogba, Florent Malouda, John Obi Mikel, Fernando Torres e David Luiz) ou da dispensa de outros para fins de alívio da folha salarial dos blues (Lampard e Michael Essien).

Exceptuando o jogo contra o United, o City de Mancini continua a demonstrar alguma fragilidade nos jogos a doer. Mario Balotelli inaugurou o marcador aos 2″ e Meireles empatou num daqueles golos “à Meireles” aos 34. Na 2ª parte, perante o maior esforço dos blues, Joleon Lescott foi demasiado infantil e deu a vitória de mão beijada aos londrinos.

La Liga:

Em Sevilla, o Valência não aproveitou o deslize do Real Madrid no super clássico, perdendo por 2-1 contra o Bétis. Ironicamente, todos os Portugueses que actuam nestas duas equipas estão castigados: Miguel e Ricardo Costa voltaram a não ser convocados no Valência por problemas disciplinares sobre alçada de Unai Emery; Nélson também não foi convocado no Bétis devido a castigo interno motivado por alegados comentários que o Português terá tecido aos seus antigos colegas no Osasuna acerca da táctica usada pela sua equipa no jogo que opôs as duas equipas.

O Valência continua a 7 pontos da liderança, partilhada por Barça e Real com 37 pontos (os merengues tem menos um jogo).

Vida complicada para o Zaragoza de Roberto, Hélder Postiga e Ruben Micael. Mais uma derrota caseira, desta feita contra o Mallorca por 1-0. A equipa de Javier Aguirre continua na última posição do campeonato e o mexicano começa a ter o lugar em risco.

O Corneliá-El Prat engalanou-se para ver o Espanyol dar uma lição de futebol no Atlético de Madrid. Em 20 minutos, a equipa comandada pelo argentino Maurício Pocchettino e com o Português Rui Fonte como titular, conseguiu chegar a uma vantagem de 3-0 com golos de Juan Verdú (2) e Romaric. O primeiro golo, autoria do médio ofensivo espanhol causa-me alguma estranheza pelo efeito. Fica a dúvida se a bola vai com efeito ou se o guarda-redes Belga Thibault Courtois foi realmente mal batido.

Falcao ainda reduziu aos 32″ para os madrilenos num daqueles golos à Falcao. Confesso que me mete muita pena ver o colombiano nesta equipa. Não que o Atlético não tenha bons jogadores porque os tem, mas pela qualidade que o internacional Colombiano tem e pela falta de ambição e qualidade que é demonstrada pelo treinador Gregório Manzano.

Outra das debilidades que tenho denotado neste Atlético prende-se pela enorme agressividade que a equipa coloca defensivamente. De todos os jogos que vi do Atlético, esta equipa consegue ser de extremos ao ponto de dar cacete como se não houvesse amanhã e depois sofrer golos da forma mais patética possível.

Na 2ª parte, Sérgio Garcia para o Espanyol e Arda Turan para o Atlético puseram o resultado final em 4-2. O Atlético continua no modesto 10º lugar com 19 pontos enquanto o Espanyol assume-se novamente como candidato às provas da UEFA. A equipa de Barcelona ocupa a 8ª posição com 20 pontos.

Serie A

Jogo emocionante em Roma para fechar a 12ª jornada. Jogo de parada e resposta entre duas equipas com objectivos distintos: a Juventus tentava voltar ao 1º lugar do campeonato depois da vitória da Udinese enquanto a Roma precisava urgentemente de vencer a Juventus para voltar a entrar na luta pelo scudetto. Com o empate, a Roma de Luis Enrique fica mais longe desse objectivo e o actual 9º lugar com 18 pontos também não se constitui como uma boa plataforma para se lançar um ataque aos lugares europeus, principalmente a um lugar que garanta a Champions na próxima temporada.

António Conte, treinador da Juve, optou por lançar nesta partida jogadores como os Chilenos Estigarribia e Arturo Vidal e prescindiu de outros como Quagliarella e Eljero Elia (entraram na 2ª parte) e Alessandro Del Piero (não saiu do banco). Não se deu bem nem mal com a estratégia mais defensiva que adoptou. Danielle Di Rossi haveria de inaugurar o marcador aos 6″ e Giorgio Chiellini haveria de empatar a partida aos 61″ numa partida onde os dois guarda-redes (Stekelenburg e Buffon) tiveram alguns momentos para brilhar.

O Inter de Ranieri deu um pontapé no insucesso interno. Giampaolo Pazzini e Yuto Nagatomo foram os autores dos golos frente à Fiorentina no Meazza.

O Inter ascendeu à 11ª posição da tabela com 17 pontos; a Fiorentina continua no 15º lugar com 16 pontos e dado o insucesso da equipa nestas últimas duas temporadas e a não participação do clube nas competições europeias desta temporada, Delio Rossi pode perder jogadores em janeiro como Stevan Jovetic, Juan Vargas, Adem Ljajic, Ricardo Montolivo (fala-se do interesse do Chelsea e a Fiorentina poderá ter que o libertar dado que o médio só tem contrato até Junho de 2012) ou Alberto Gilardino, jogador que está a ser associado nos últimos dias ao Inter.

No Renato Dall´Ara o Bolonha complicou ainda mais a vida ao Milan que também aspirava ao 1º lugar da tabela. O empate sofrido dos milaneses comprometeu essa ambição.

Francesco Guidolin é a esta altura um treinador realizado. A sua Udinese ultrapassou a saída de Alexis Sanchez para o Barcelona e ao contrário do que muitos previam continua a ser a equipa sensação do campeonato italiano. Muito às custas do “eterno” Antonio DiNatale, jogador que aos 34 anos continua a marcar golos como ninguém e pode-se preparar para vencer mais uma vez o prémio de melhor marcador da Serie A.

Neste fim-de-semana a vítima foi o Chievo Verona, equipa que até tem estado a fazer um campeonato regular, com golos do internacional italiano e do Sérvio Dusan Basta. Alberto Palloschi reduziu para a equipa de Verona.

A Udinese lidera em conjunto com a Juventus.

Quem também aproveitou o resultado de ontem da Juve foi a Lazio. Os Romanos, na jornada que antecede a recepção de amanhã ao Sporting para a Liga Europa (jogo importante para a manutenção dos Romanos na prova) bateram o Lecce por 2-3 e voltaram a confirmar que equipa que não joga nada mas tem Miroslav Klose arrisca-se a ganhar qualquer coisita. Continuo a não crer que a Lazio consiga ir para o scudetto, mas arrisca-se seriamente a conseguir a Champions para a próxima época.

O Alemão marcou o 8º golo na Serie A.

Bundesliga

Tarde de festa no Weserstadium em Bremen com a vitória da equipa local por 4-1 frente ao Wolfsburg de Magath. A equipa da casa aproximou-se dos primeiros lugares e conseguiu reduzir a diferença para o 2º (Dortmund) e para o 4º (Borussia de Moenchagladbach) que perderam pontos esta jornada.

A equipa de Magath continua em lugares perigosos.

Em grande forma está Lukas Podolski. O internacional alemão já leva 13 golos nesta bundesliga e torna-se assim mais uma opção para Joachim Low para o Europeu e um alvo apetecível para os grandes clubes europeus dado que para além dos seus tenros 26 anos, também poderá ser inscrito nas competições europeias.
Podolski marcou 2 dos 4 golos da vitória do Colónia de Petit contra o Freiburg.

E Podolski não é o melhor marcador da Liga Alemã porque há um Mario Gomez fora-de-série nesta época. O Sr. Mannschaft voltou a decidir para o Bayern com 2 remates certeiros em resposta ao golo madrugador de Gentner para o Estugarda logo aos 6″ da partida. Dois golos à ponta de lança que perfizeram o número 15 na conta pessoal do titular da selecção alemã.

O Bayern aproveitou para cimentar em 3 pontos a diferença para Dortmund (empatou em casa contra o Kaiserslautern num jogo em que Jurgen Klopp apenas colocou Gotze e Perisic na 2ª parte) e para o Schalke que com a vitória em Berlim frente ao Hertha por 2-1 se colou na 2ª posição do campeonato.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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futeboladas (tardio)

Depois de tanta agitação pelas academias, cumpre-me fazer um “revisiting” rápido pelo que se anda a passar pelo futebol lá fora.

Tinha programado meter uns videos com uns resumos, mas como o tempo é escasso fico-me apenas pelos comentários:

1. Desde que acompanho a sério a Premier League (desde meados da década de 90) nunca vi uma Liga Inglesa tão desiquilibrada. Não é seu apanágio.

À 12ª jornada, com o número 12 a marcar (12 pontos é a diferença de Chelsea, Liverpool e Arsenal em relação ao Manchester City) estas três equipas estão para mim, no limite do erro. 12 são muitos pontos para recuperar perante um City que está sem dúvida fortíssimo (11 vitórias e 1 empate; um impressionante, repito, impressionante goal average de 42\11; o City arrisca-se a acabar o campeonato com mais de 120 golos se a média não destoar; impressionante também é o goal-average destas 3 equipas: Chelsea 25\17; Liverpool 16\11 – 16\11 é muito pouco para o poderio atacante que a equipa de Kenny Dalglish tem; Arsenal míseros 25\22 onde nem a entrada de Mertesacker para o centro da defesa dos Gunners alivia o mau desempenho defensivo da turma de Wenger).

O que me causa mais espécie é que estas 3 equipas, com o potencial que tem os seus planteis (excepção feita obviamente ao Arsenal, que devido às saídas de Fabrègas e Nasri e às muitas entradas que teve esta época, tem por missão criar uma equipa que seja competitiva para a próxima época) não estão a conseguir dar a volta por cima, e arriscam perder lugares na Champions e até na Liga Europa para os impressionantes Newcastle e Tottenham, que este ano (o Tottenham novamente) voltaram a sedimentar possibilidades de interferir na chamada “luta dos grandes”

André Villas-Boas, tem pela primeira vez uma dura missão na sua carreira: fazer encarreirar os Blues! Não me venham com o argumento que Roman Abrahamovic não abriu os cordões à bolsa! Roman Abrahamovic simplesmente não quis abrir os cordões à bolsa em relação aos targets pretendidos pelo seu novo treinador, casos de Álvaro Pereira, João Moutinho e Hulk. Se de facto existiram clubes gastadores neste ano, um dos clubes foi o Chelsea: 9 milhões de euros por Thibaut Courtois (guarda-redes que foi emprestado ao Atlético de Madrid) 25 milhões por David Luiz em Janeiro ao Benfica, Oriol Romeu ao Barcelona por 6 milhões de euros, Raul Meireles por 14 milhões ao Liverpool, Fernando Torres por 60 milhões ao Liverpool em Janeiro, Juan Mata por 35 milhões ao Valência e Romelu Lukaku ao Anderlecht por 21 milhões de euros. Fazendo as contas, o saldo de transferências no ano civil do Chelsea foi de 170 milhões de euros.

A questão que se põe é que André Villas-Boas para singrar no Chelsea terá obviamente que ir construíndo uma nova década no clube londrino. Como afiancei no Preview da Premier que escrevi neste blog em Agosto (ver histórico no fim de página em relação a esse mês) a equipa do Chelsea é maioritariamente constituída por jogadores de carreiras acabadas e consequentemente por jogadores cujo auge já passou, problemática que obviamente causa algum comodismo no seio do plantel. Falo de John Terry, de Alex, de Michael Essien, Frank Lampard, Florian Malouda, Didier Drogba, Nicolas Anelka e do inevitável John Obi Mikel, que apesar de ser um jogador que aprecio bastante a qualidade de passe, nunca mostrou grande coisa para envergar a camisola do Chelsea.

O Manchester City, por outro lado, voltou a investir forte e está a colher os lucros desse investimento. Com a ajuda de grandes níveis exibicionais de jogadores como Balotteli, David Silva, Kun Aguero, Vincent Kompany, Joleon Lescott, Samir Nasri, James Milner, Yaya Touré e Dzeko, e todo o talento que lhes está agregado, o City de Mancini começa a agradar às pretensões dos seus proprietários e, arrisca-se a levar a Premier League para casa esta época e a lançar-se muito bem na grande roda da Europa para as próximas épocas.

A farturinha é tanta que Mancini nem se importa muito com o birrento Carlitos Tevez, que depois da polémica causada no jogo contra o Bayern foi amuado para a Argentina levando o treinador italiano a negar-lhe a eventual possibilidade de voltar a vestir a camisola do clube. Tevez será um reforço de peso para qualquer clube europeu e é inegável que Real Madrid, PSG, Málaga, Arsenal, Inter e Roma estarão muito atentos para concretizar a sua transferência.

Este fim-de-semana teve mais teste de fogo perante uma equipa do Newcastle, que ainda não tinha perdido esta época. Um teste que foi ultrapassado com o bom futebol que se tem visto a ver da equipa de Manchester, ajudada por alguns erros infantis de Ryan Taylor (defesa esquerdo do Newcastle) e também com a verdadeira estrelinha de campeão na 2ª parte com as oportunidades falhadas por um Newcastle, que, apesar da derrota tem o mérito de ter construído um plantel belíssimo com jogadores como Coloccini, Jonás Gutierrez, Demba Ba e Hatem Ben Arfa.

Mas, como afirmei na introdução a este ponto a Liga está desiquilibrada. Neste momento, só o United tem capacidade para rivalizar com o seu vizinho do lado. E já vão 5 pontos de diferença e obviamente 5 golos na bagagem como pudemos constatar no último derby de Manchester.

As próximas jornadas serão fulcrais para se começar a desenhar o miolo e o desfecho da Premier.

2. Em Espanha, o Real continua com a sua almofada de 3 pontos em relação ao Barça. Digo almofada, visto que num campeonato onde a diferença se fará ao pontinho num universo de mais ou menos 100 pontos conquistados nas 38 jornadas da prova, 3 pontos podem fazer a diferença para as turmas de Mourinho e Guardiola.

Em 12 jornadas, o Barça já patinou 4 vezes (4 empates) dado que não é abonatório para a super-máquina de Guardiola. Guardiola terá um final de mês de Novembro e um mês de Dezembro duríssimo, onde terá que jogar  com o Real Madrid no dia 10, terá que efectuar as duas restantes jornadas da Champions (uma delas com o Milan que ainda poderá ser alvo de disputa de liderança de grupo) e o campeonato do mundo do clubes, prova que poderá ajudar ao desgaste da equipa e onde o Barcelona quererá levar o troféu para a Catalunha.

Mourinho ultrapassou o Mestalla nesta jornada e cavou uma diferença de 7 para o Valência. Os Valencianos vinham a fazer um excelente campeonato até agora e em caso de vitória até poderiam entrar na luta pelo 1º lugar. Mais uma grande exibição de Ronaldo pelo Real e mais uma grande exibição de Roberto Soldado pela turma Valenciana, comprovando que esta está a ser a época da carreira do avançado que curiosamente foi formado nas escolas do Real. Soldado leva 8 golos na Liga e 2 na Liga dos Campeões.

No entanto, do jogo do Mestalla fica por assinalar um penalti clarissimo a favor do Valência que poderia no final ter dado o empate aos Valencianos, resultado, que pelo que o Valência fez no quarto de hora final até se ajustava.

Sabendo que os Valencianos não vão lutar pelo título, cada vez parece mais certo que o 3º lugar será deles sem grande concorrência. O Malaga e o Sevilla tentarão guiar os seus resultados pelos resultados do Valência, mas, neste início de época, apesar do bom futebol que estão a praticar em algumas partidas, começam a sofrer de alguma intermitência nos seus resultados.

Quem continua a desiludir é o Atlético e o Villareal. Por este andar da carruagem, Levante, Espanyol e Athletic poderão ter mais condições para lutar pelo 6º lugar que estas duas equipas.

O Atlético de Madrid é uma excelente equipa. Tem é um mau treinador. Gregorio Manzano é daqueles treinadores que fala muito cá fora perante a imprensa mas não mete as equipas a jogar bonito e a obter resultados de maior. Já assim o era no Sevilla. Uma equipa que tem jogadores no plantel como Felipe, Álvaro Dominguez, Diego Godín, Mário Suarez, Tiago, Salvio, Arda Turan, Diego, Paulo Assunção Adrián, Radamel Falcao, Juanfran, Diego Costa e Reyes terá que fazer muito mais do que sequências em que ganha um jogo, empata os próximos e perde outro a seguir.

Já o Villareal é uma equipa cujos jogadores parecem estar em decadência. Falo de Gonzalo Rodriguez, Carlos Marchena (há muito que está em decadência) Cani, Marcos Senna, Borja Valero, Giuseppe Rossi e Nilmar. Da espinha dorsal desta equipa, ainda não vi uma boa exibição destes jogadores, tanto a nível interno como na Champions onde o Villareal está a ser a pior equipa da fase de grupos.

3. Em Itália, a coisa está boa para a Juventus.

O investimento compensa. Olho para o plantel da Juve e não tenho dúvidas em afirmar categoricamente que a Vecchia Signora vai voltar ao scudeto. É só magia. Buffon é aquele senhor e sempre o será. Marco Motta, Andrea Bazagli, Lichsteiner, Fabio Grosso, e a grande dupla de centrais da selecção italiana Leonardo Bonucci e Giorgio Chellini (estou aqui a pensar na quantidade de centrais de qualidade que a Itália terá para a próxima década com Rannochia, Bochetti e até Criscito quando adaptado) são aquela defesa que todo o treinador gostaria de ter.

Marchisio e Pirlo combinam de uma forma estonteante no miolo e tem Arturo Vidal como o substituto perfeito. Nas alas, Pepe, Krasic, Eljero Elia (que jogador bestial) Alessandro Matri e Del Piero são outro sonho para qualquer treinador de futebol assim como os homens da frente: Fabio Quagliarella, Luca Toni, Vincenzo Iaquinta, Mirko Vucinic e um apagadíssimo Amauri que não tem lugar neste plantel mas que não deixa de ser um grande avançado.

À Juve, seguem-se por um ponto de diferença, Lazio e Udinese. Não menosprezando tais equipas, creio que não tem qualidade para andar a lutar pelo título e rapidamente irão baixar a guarda no que toca a este capítulo. A Lázio tem um bom plantel mas nota-se que não tem um jogador criativo (o melhor que tem é Ledesma) e a Udinese, a selecção do mundo como lhes costumo chamar, apesar de ter excelentes jogadores como o lutador Maurizio Isla, Danilo, o mágico Gabriel Torje, o fantástico Pablo Armero e Floro Flores, continua a depender em muito de um dos jogadores da década do futebol italiano, o imortal António Di Natale, que com os seus 8 golos em 11 jornadas irá lutar novamente pelo título de melhor marcador da Serie A.

Ambas as equipas sofrem na minha opinião de um problema patológico comum: dependem exclusivamente dos seus avançados, respectivamente Di Natale e Miroslav Klose.

O Milan está em 4º com 21 pontos. Max Allegri não está a conseguir fazer olear tão bem a sua máquina esta época, mas, será a única equipa que a meu ver irá ombrear com a Juve na luta pelo título. No entanto, a primeira fase do campeonato não está a correr bem e não se pode culpar o facto do Milan não ter jogadores para enfrentar com atitude séria duas competições, até porque na Champions tirando a oposição no grupo do Barcelona, tanto BATE Borisov como Viktoria Plzen são equipas do submundo europeu que o Milan tem obrigação de golear.

É claro que uma baixa como António Cassano deixa marcas numa equipa como o Milan, mas, perante o plantel recheado que os milaneses tem, não serve de desculpa para nada.

Daí que 23 golos em 11 jornadas seja uma marca péssima para o poderio ofensivo dos Milaneses.

A Roma está a conseguir levantar-se do choque inicial. Luis Enrique está a pouco e pouco a colocar a equipa a jogar futebol. Está a apenas 5 pontos do 1º lugar. E tal não é uma vergonha para uma equipa que recebeu novos jogadores como Stekelenburg, José Angel, Simon Kjaer, Erik Lamella, Miralem Pjanic, Fernando Gago, Pablo Osvaldo (o tal que é mais italiano que os políticos que nasceram em itália) e Bojan Krkic. Estes, em conjunto com outros como Burdisso, De Rossi, Leandro Greco, Okaka Chuka e até Marco Borriello podem-se assumir fulcrais para Luis Enrique (caso a direcção romana o decida manter indiferentemente do resultado desta época) trabalhar a pensar na luta pelo scudetto na próxima época.

O Inter, é mau demais.

A minha opinião sobre o Inter é que é demasiada veterania acomodada e demasiada juventude precoce neste plantel.

Sem gastar muito dinheiro, o Inter tem o futuro assegurado. Mas para daqui a 3 ou 4 anos.

O Inter deve aproveitar para reflectir. Deverá mandar já no mercado de inverno algumas (velhas) vedetas embora para começar a dar espaço aos mais novos e ganhar algum capital (enquanto é possível fazê-lo com jogadores como Maicon, Chivu, Motta ou Milito) ou é preferível manter uma equipa, que apesar da classe inegável e do caminho de glória trilhado por 95% dos seus jogadores não está a funcionar como equipa e pela primeira vez da história recente do Inter está a um passo de lutar para não cair no abismo que se chama Série B?

Eu não consigo acreditar como uma equipa que tem Sneijder, Zarate, Ricky Alvarez, Stankovic, Milito, Forlán e Pazzini, só consegue marcar 13 golos em 11 jornadas. Recuso-me mesmo a acreditar que estes jogadores não se consigam entender. Mas acreditando ou não, o que é certo é que este Inter está numa forma interna que é completamente lastimável…

4. Na Alemanha, Mario Gotze calou o Allianz Arena. O Dortmund superou as dificuldades iniciais causadas pela má forma de jogadores como o jovem médio e a lesão de Lucas Barrios. E Barrios ainda nem sequer apareceu no campeonato, pois tem sido suplente.

O Dortmund ficou com a vitória frente ao Bayern a 2 pontos dos Bávaros e promete obviamente ser a maior sombra à turma de Jupp Heynckes, treinador claramente de transição de ciclo na equipa de Beckenbauer.

Numa liga que está a ser muito renhida por ora, Schalke o4 (-3 pontos) Werder Bremen (-5) e Estugarda e Bayer de Leverkusen (-7) ocupam os lugares cimeiros da Bundes, com o Borussia de Monchagladbach (-2) a fazer uma sensacional 1ª volta de campeonato. Todos ainda tem hipóteses de rapidamente (3 jornadas na Alemanha podem virar a tabela toda) chegar à 1ª posição.

O Bayern de Munique, apesar das 3 derrotas que já leva para a Liga está a fazer o que lhe compete: liderar após um ano muito mau como foi o da época 2010\2011.

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

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A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

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A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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