Tag Archives: Igreja Católica Apostólica Romana

estamos na páscoa e tal

mas deixem lá o Papa Chico trabalhar em paz, sem câmaras à volta. aquelas declarações papais preocupadas com a guerra e com a pobreza começam a soar a pechisbeque comprado no ouro cash. e olhem que em coisas de ouro e prata, o vaticano é líder mundial. é coisa que começa a não interessar nem ao menino jesus.

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bom dia… agora a sério

cardeal

Uma imagem que jamais veremos. Num destes dias, escrevi aqui:O parlamento cipriota rejeitou hoje as sobretaxas de 10% e 6,5%, respectivamente, pelos depósitos bancários acima e abaixo de 100 mil euros. Um enorme gesto de dem0cracia representativa, com os deputados do partido de Anastasiades do Partido Democrático (democracia-cristã, conservadores) a absterem-se. Uma pergunta faz-se na minha cabeça: como é que seria em Portugal?” com a pergunta “como é que seria em Portugal referia-me à ideia de, em situação análoga à que se passou no Chipre nos últimos dias, um Eurogroup exigisse semelhante medida para os depósitos bancários dos cidadãos portugueses com aprovação prévia pelos deputados da República.

É aqui onde entra o líder da Igreja Ortodoxa de Chipre Chrysostomos II. Leio o elevador do Negócios escrito pelo sub-director Celso Filipe e transcrevo: “Chrysostomos II. É o líder da Igreja Ortodoxa de Chipre a qual pôs à disposição do Governo todos os seus bens. <<Toda a riqueza da Igreja está à disposição de Chipre para que possamos levantar-nos sozinhos e não com a ajuda de estrangeiros>> – afirmou o arcebispo. A Atitude de Chrysostomos II, que admite hipotecar as propriedades da sua igreja para ajudar o país não serve de exemplo para nenhuma outra instituição, mas dá o exemplo a muitas que fazem das palavras o seu único contributo para o bem comum” – fim de citação.

Acabei de tomar o pequeno-almoço e confesso que esta revelação, feita ontem pelo líder da Igreja Cipriota, deu-me uma bolada em cheio no estomago. Mais do que um gesto patriótico, corajoso, altruísta, digno, honrado, é uma balaustrada por completo nas instituições estatais cipriotas, no Eurogrupo, nas pretensões Alemães e até nos Oligarcas Russos que tanto querem salvar Chipre mas, à última da hora, não se chegam com os 7 mil milhões adicionais que o país precisa.

Interrogo-me se o nosso cardeal patriata (essa figura patusca que aparece na imagem a fazer sinais indignos aos olhos de Deus com os dedos) teve ou poderia ter semelhante atitude para com os seus cidadãos. Nicles. Com Papas Franciscos, Chicos ou papanicolaus para enfiar pelo útero, neste caso, tratando-se de um macho, pelo recto acima, ou sem eles, a Igreja Católica Portuguesa assim como o resto do cadáver de Pedro que nasceu nas margens da Loba que dava de mamar a Rómulo e Remo, de acordo com as suas hierarquias de aprendizes, seminaristas, diáconos remédios, padres, abusadores sexuais descarados e perventidos, bispos das forças armadas com rendimentos superiores a 8 salários mínimos nacionais, e cardeais que não queriam ser papas mas estavam mortinhos para açambarcar o Ouro do Vaticano no fim da sua existência, não só não teve qualquer atitude de realce para a superação dos problemas que afectam o país do que ladrar de longe contra o governo. O resto é a premissa proferida por Jesus Cristo no pai nosso, num remix discursivo “stick it” de fazer inveja a qualquer maoísta de início de carreira como Durão Barroso: “venha a nós o vosso reino” – porém, a Igreja, ao nível de atitudes e comportamentos perante os seus famintos fiéis não passa dessa frase na oração.

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coisas que não percebo

papa

não é jovem ao contrário do que a igreja pretendia para efectuar a tão desejada renovação de imagem e planos estratégicos de actuação e para ter um líder capaz de suportar fisica e psicologicamente um papado que vai ser duro. vem dos Jesuítas (o fantasma da inquisição), adopta o nome de Francisco, o que torna o seu dimuitivo (Chico) uma poderosa bomba para trocadilhos e provocações tendo em conta o actual escândalo que mina o Vaticano (pedofilia e abuso sexual de menores). vem do país das pampas e acima de tudo vem de um país que neste preciso momento está a ser governado por uma lider nacionalista peronista (Cristina Kirchner) que após 30 anos de submissão a entidades estrangeiras devido a uma gigantesca dívida externa, está a tentar devolver a Argentina aos argentinos através de um conjunto de nacionalizações e de um modelo (justicialismo) que contempla a ajuda social, a justiça social, o interesse do povo e a submissão do indíviduo ao trabalho em prol de um estado organizado. vem de um continente complexo onde o crescimento económico desmedido de alguns dos seus países contrasta com o actual panorama económico europeu.

Jorge Mario Bergoglio, o arcebispo de Buenos Aires de 76 anos é conhecido por viajar de autocarro, por ter cursado Engenharia Química antes de ter enveredado pelo sacerdócio, por viver num apartamento modesto onde cozinha as suas próprias refeições e por duas medidas que causaram discussão na Argentina: aquando da eleição em 2005 do Papa Bento XVI pediu a todos os argentinos que tencionavam viajar a Roma para saudar o novo papa que não o fizessem e dessem o dinheiro da viagem aos pobres. Em 2010, manifestou-se contra a decisão de Cristina Kirchner legalizar o casamento homossexual. Não se lhe conhecem grandes luxos ou ostentações. Apesar de ter sido o 2º mais votado aquando da eleição de Joseph Ratzinger, entrou neste conclave com o estatuto de “kingmaker” e não com o estatuto de favorito na corrida. Diz-se pelo vaticano que é um puro idealista e goza de influência entre todo o colégio cardinalício visto que é uma pessoa que sabe escutar e raramente comete discursos radicais, inflamados e falácias. É tido como um homem inteligente, sensato e moderado e avesso a convites particulares.

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coisas lá da Igreja

pedofilia, abusos e cenas do arco da velha. papas presos num quarto no período de sede vacante. não é estranho o termo vacante?

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só uma notazinha

Estou a ver em directo na RTP1 uma emissão a partir de Fátima em que está um tipo com um coro atrás a cantar músicas religiosas como um coro?

Queres que ver que a Igreja Católica Apostólica Romana já aceitou o protestantismo ou não serão estes coros dignos apenas daquelas igrejas evangélicas e adventistas do 7º dia norte-americanas?

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“Tiques de riquismo com a pobreza em pano de fundo”

Sou uma pessoa cujas ideologias nem sempre coincidem com aquilo que é dito por membros da Igreja Católica. No entanto, ao ler a edição desta semana do Jornal Região de Águeda não pude deixar de concordar com um texto do Bispo Emérito de Aveiro, D. António Marcelino, que de seguida passo a transcrever:

“Tiques de riquismo com a pobreza em pano de fundo”

“A gente pobre sempre sonhou e trabalhou para um dia poder viver melhor. E fazia o possível para isso. Aprendia-se na família a poupar, a não estragar, a não exigir aquilo que não se podia ter, a não fingir de rico quando não se era sequer remediado. Nos meios rurais, em que todas as pessoas têm nome e rosto, só raramente passava fome, porque se partilhavam coisas da horta e não se deixavam os pedintes irem embora só com a consolação das palavras. No tempo de racionamento, como foi o da guerra, as coisas lá se foram arranjando com sacrifícios, mas sem deixarem grandes mazelas. Podia dizer-se, na verdade, que o comum das gentes aprendia a viver com muito e com pouco, na abundância e na privação.

Os tempos foram mudando a vida e as pessoas começaram a aprender na nova escola que ensina a comprar sem dinheiro. A dependência de um ordenado certo tornara-se moeda corrente; a procura de um trabalho no Estado era garantia de segurança para o futuro; a emigração para fora do país, que emigrar cá dentro dava vistas curtas, mas lá fora abria horizontes, dava para ter automóveis e fazer casa nova na terra. Chegou-se, então, a um tempo de melhor nível de vida, por vezes vida sem grande nível e com mais aparências que realidade.

De repente, tudo começou a mudar. Muitos encargos, rendimentos incertos. Poupanças, bem como de habitos de moderação, não faziam parte da história pessoal e familiar. Irrompeu a calamidade do desemprego que atinge todo o país, pobreza e mesmo vida remediada viraram fome, a carência do essencial deixou de ser uma simples palavra para se tornar realidade dolorosa. Muita gente porém, ou não acordou ou finge que nada mudou. Quem, cá dentro ou vindo de fora, observar o que se por aí vê, não deixa de pensar, que, mesmo em plena crise, parecemos um país de gente rica, onde até muita gente nova, que ainda não ganhou para nada, dá nota pública de opulência. Automóveis sem conta, telemóveis dos mais caros e sofisticados, roupas de marca, ida ao futebol ao estrangeiro, como se fosse à cidade ali ao lado, muitos, ainda que minoria, a programar férias e lua-de-mel em países exóticos.

Toda a gente se queixa, mas a razão não é sempre a mesma para todos. E o desemprego aumenta a cada dia, o trabalhador precário mantem-se, o recibo verde continua a fazer história, a fila dos que cada dia procuram o Banco Alimentar e batem à porta das instituições de solidariedade social cresce, a ponto de já não se conseguir responder às necessidades mais prementes.

É verdade que muitas pessoas continuam solidárias ou porque passaram por experiências idênticas ou porque ainda não se lhes entorpeceu o coração. Um tempo diferente e de crise social grave, como o que temos aí para durar, torna urgentes atitudes diferentes das que têm sido comuns entre nós. Mudar de atitude nos uso do que se tem, na decisão de produzir mais, quando é caso, de poupar e partilhar, com sensibilidade para quem não tem, tornou-se uma responsabilidade diária e comum para os cidadãos, os governantes, os empresários, as instituições que nos servem, a sociedade em geral.

Neste contexto, os tiques de riquismo são ofensivos, as cedências ao supérfluo são provocadores e escandalosas. Todos são chamados, à medida de cada um, a entrar no processo a recuperação necessária e urgente do país. Não é trabalho apenas dos governantes. Pouco ou nada se conseguirá se cada um não impuser a si próprio atitudes de austeridade e gestos de partida, e a quem governa, decisões certas e exemplos convincentes. Urge, que todos digamos, de modo consequente, que somos pessoas responsáveis e solidárias, irmãos e cidadãos com iguais direitos e deveres.

Nesta crise, como sabemos, há gente especialmente atingida: os desempregados, já mais de 600 mil e muitos dependentes à beira do desespero; os imigrantes estrangeiros mais pobres, sobretudo os africanos, muitos deles explorados por empregadores desonestos; as famílias com problemas multiplicados e sem meios para os resolver; os que viram reduzidas as suas pensões de reforma, os abonos de família e outros apoios sociais, agora sem dinheiro para os medicamentos e outras urgências graves; os mais pobres, idosos e crianças, não amados na casa de família ou acolhidos em instituições que nunca dão tudo; os filhos de famílias desestruturadas, carentes permanentes de atenção e de carinho, e, muitas vezes também de pão… Todos estes e outros tantos são mão estendida ao coração de cada um de nós.

Depois da experiência de um certo bem-estar, ainda que relativo para alguns, vemo-nos, de um momento para o outro, instáveis como o vento. A maioria das pessoas não foi preparada para viver as crises, e muito menos para agir nelas com coragem e esperança. Há que começar esta aprendizagem na escola da família, na escola dos livros e dos cadernos, na escola alargada da sociedade. Nesta última, por certo a menos controlável, nos seus diversos níveis de acção, da comunicação social ao ambiente circundante, da publicidade ao respeito devido aos mais frágeis. Não se pode iludir ninguém. A hora é de verdade.

Perante diferenças inqualificáveis, injustiças inexplicáveis, compadrios vergonhosos, desprezo pelos mais carenciados e excluídos, ou uma acção positiva comum, operativa e rápida, que pode ir até à denúncia ou o desânimo e a inércia dos já vencidos, ou a agressividade dos desesperados… Em tempo de desafio, só tem sentido a honestidade, a união e a responsabilidade colectiva.”

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Libertinagem do dia

Vá meus meninos, já podem sair das máquinas que a Igreja já aceita o vosso mais íntimo propósito no mundo!

Ide e defendei esse mundo da doença! Com juízinho.

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