Tag Archives: Humor

O Ronaldo vai rachar-vos todos…

“Não liguem. Ele é espanhol, é de Barcelona!”

Anúncios
Com as etiquetas , , ,

the greeks are mad

Pago 2 finos a quem descobrir os dois erros (propositados ou não) do Sketch.

Com as etiquetas , , ,

Antes havia

O Franco (antigo internacional alemão; actual treinador nos austríacos do Sturm Graz) que tinha o apelido que era Foda.

Faz parte do mítico imaginário do nosso CM Database.

Na Áustria, a Foda de uma Aldeia é outra. Ler aqui a Fucking que é dar um nome diferente a uma aldeia.

Com as etiquetas , , , , ,

brincadeirita do dia

Este novo líder da troika em Portugal não podia ter um nome mais cómico.

Com Abebe Selassie é caso para dizer que Portugal não vai dar mais abébias!

Com Abebe Selassie as drogas vão ser finalmente legalizadas. ever living ever faithfull ever sure, Rastafara King Selassie the I.

Com as etiquetas ,

Incêndios de estupidez

Quem acompanha de perto o futebol em geral, e em particular os périplos da carreira de Mário Balotelli, decerto que saltou imensas risadas com alguns dos momentos mais cómicos do “artista” dentro e fora das quatro linhas.

Balotelli já protagonizou cenas de humor ímpares como: falar com adeptos do Inter no decorrer de um lance despropositado a meio de um final da Liga dos Campeões, negar conhecer a sua namorada (uma miss itália), ter problemas em vestir um colete no aquecimento ou atirar dardos ao campo onde uma equipa juvenil do City actuava por “não estar a gostar do espectáculo”.

Nesta semana, Balotelli protagonizou uma cena ainda mais caricata, ao ter lançado foguetes em casa com alguns amigos, facto que motivo um fogo no interior da habituação e a pronta emergência de uma corporação de bombeiros de Manchester. Mais cómico foi o facto de Balotelli se lançar rumo ao incêndio para salvar uma mala com notas que pressupostamente estava dentro da habitação!

Será que não existe ninguém que chame estúpido a este menino?

Com as etiquetas , , , ,

Festival O Gesto Orelhudo!

De acordo com a press release disponibilizada:

“Há gestos que nos surpreendem, nos fascinam e até nos mudam. A história resistente de um festival tem conseguido fazer tudo isso a Águeda. Vão completar-se 10 desses gestos.
O Gesto Orelhudo é um festival de musicomédia, termo nascido da orelhuda ideia de casar a música e o humor. Mas a diversidade artística da programação faz com que do intimista ao hilariante vá a distância de uma orelha à outra.
Começou por se realizar na Casa do Adro, em Águeda (1999 e 2001), passou depois pelo Auditório de Recardães (2002 e 2005), regressou à cidade para tornar mítica a tenda do Espaço d’Orfeu (desde 2006) e chega agora ao seu novo telhado: a antiga Junta dos Vinhos, espaço municipal que se assume como palco para novas manifestações.

O programa especial desta 10ª edição inclui bravos repetentes (Bernard Massuir, Oskar & Strudel, Trigo Limpo teatro ACERT, Teatro Necessario e Artelier?), óptimas estreias, não só no festival como no país (Cia. dos Palhaços, Mozart Group e Gadjo) e o envolvimento de projectos criativos locais (Fanfarra Kaustika e “Mal-Empregados”, a nova criação d’Orfeu). Há ainda o cruzamento de públicos com o circuito OuTonalidades que, para além do habitual encerramento festivo, terá também honras de pré-abertura no local, na sexta-feira anterior, a 30 de Setembro.
Este festival é uma iniciativa conjunta da d’Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, parceria ininterrupta desde 2006. Um festival que, à 10ª edição, é ele próprio uma marca de Águeda! Venham todos fazer o Gesto!

Terça 4 de Outubro

21h45 “La Voix est Libre”, Bernard Massuir (Bélgica)

Se há, em 10 edições, artista que mais e melhor encarna o espírito artístico deste festival, ele é… Bernard Massuir. O belga esteve em três edições e sempre o público orelhudo se rendeu. Adepto do nada nas mãos (ou quase), Bernard Massuir apresenta um delirante recital vocal a solo, vagueando entre o humor musical e um delicioso minimalismo. “La Voix est Libre” é o novo trabalho de Massuir, aquele com que abre a 10ª edição do também seu Festival O Gesto Orelhudo!

23h30 “Concerto em Ri Maior”, Cia. dos Palhaços (Brasil)

Uma hilariante comédia musical de dois palhaços. Wilson, palhaço maestro russo, e Sarrafo, o seu fiel amigo e tradutor, tentam apresentar um concerto musical, por entre mirabolantes peripécias, que se sucedem com a cúmplice participação do público. Estreia absoluta em Portugal.

Quarta 5 de Outubro

21h30 “A Côr da Língua”, Trigo Limpo Teatro ACERT

Companheiros da aventura orelhuda desde o início, o Trigo Limpo apresenta “A Côr da Língua”, um brilhante espectáculo que percorre a lusofonia. José Rui Martins e um naipe de grandes músicos, conseguem que a força da palavra nos embale pela miscigenação das diferentes culturas, fazendo da Língua Portuguesa um idioma sem dono e, por vezes, indomável. O humor e ironia dos textos, a sagacidade das palavras, tudo está lá, na cor da língua. Uma língua de muitas cores, a nossa.

23h00 Oskar & Strudel (Suíça, Austrália)

O regresso de uma parelha fenomenal. A habilidade e a comédia sublime de Oskar coincidem com o virtuosismo musical e o encanto irresistível de Strudel. As suas actuações envolvem o público numa paródia em que a vida e a comédia são a mesma coisa, misturando circo contemporâneo, teatro de rua e música ao vivo.

Quinta, 6 de Outubro

21h30 The MozART group (Polónia) vídeo

Fenómeno de popularidade à escala planetária, The MozART group apresenta-se pela primeira vez em Portugal. Este virtuoso quarteto de cordas, de sólida formação clássica, apresenta a música erudita de uma forma criativa, cómica e muito original, brincando com a formalidade sóbria dos grandes concertos. Uma diversão musical para fazer rir toda uma plateia, literalmente transformada pela arte, tomada pela música!

23h00 “Punk Filarmónico”, Fanfarra Kaustika (Águeda)

A pequena e irredutível aldeia de Casal d’Álvaro é a capital do punk filarmónico, estilo que a Fanfarra Kaustika celebriza. A vontade de criar (o kaus, quem sabe?) fez surgir este colectivo endiabrado. São músicos de boa cepa que espalham o espírito kaustiko, convergência de várias influências no eixo filarmónico-balcânico. Uma festa contagiante!

Sexta, 7 de Outubro

21h45 “Barbieri”, Teatro Necessario (Itália)

Depois do aclamado “Clown in Libertá”, finalmente chegará ao público orelhudo o novo espectáculo destes incríveis italianos. Capazes de impressionar ainda mais, em Barbieri recria-se a sociedade de outrora, em que a barbearia era o centro de ideias, palavras e músicas. Fazendo do tempo de espera ocasião de peripécias, os três musicómicos aspirantes a barbeiros fazem as acrobacias musicais mais inimagináveis à volta de uma cadeira de barbeiro. O Gesto Orelhudo não podia passar sem Barbieri!

23h30 Gadjo (Espanha, França, Reino Unido, EUA, Argentina)

O concerto dos Gadjo, uma espécie de banda nómada e circense, vai resultar num grande fim-de-noite na antiga Junta do Vinhos. Uma miscelânia de nacionalidades em cima do palco, para uma festa absoluta dentro e fora dele! Vêm de Barcelona, mas tocam música do Gadjistan, nação imaginária que resulta das influências culturais destes músicos, num delicioso e energético cocktail multicultural.

Sábado, 8 de Outubro

21h30 “Auricular Di.vinus safari”, Artelier?

Outra das companhias que regressa, agora para celebrar a 10ª edição com um espectáculo exclusivo e interactivo no espaço exterior da antiga Junta dos Vinhos. Onde outrora se criava vinho e agora se bebe arte. Baco e Orfeu juntos. O personagem Ted Costa será o mestre de cerimónias de um percurso guiado por instantâneos sonoros e visuais. As antigas cubas serão labirinto para a participação sensorial do público orelhudo.

22h15 “Mal-empregados”, d’Orfeu

Estreia absoluta da nova criação d’Orfeu. E logo no palco que a inspirou: o Festival O Gesto Orelhudo. Mal-empregados é um espectáculo pseudo-sério, pseudo-cómico, absurdo qb e tendencialmente minimal. Dois actores-músicos, aparência por decifrar – farão o quê? -, desafiam-se, revezam-se, fartam-se, tentam sempre outra coisa. Tanto pode resultar como não. Uma caricatura irónica dos especialistas em polivalência. Para se chegar a uma conclusão: mal-empregados!

23h30 OuTonalidades – Quempallou (Galiza)

Encerrado o 10º Festival O Gesto Orelhudo, a noite na Junta dos Vinhos prossegue com a música de uma das referências da música folk galega, no âmbito do circuito luso-galaico “OuTonalidades 2011”. Cada concerto dos Quempallou é uma festa e ninguém vai ficar indiferente!

Passe Orelhudo [válido para todos os espectáculos] – 20€
Preço por noite – 6€
Desconto 50%para crianças até aos 12 anos e todos os portadores cartão d’Orfeu
Bilhetes à venda a partir do dia 26 de Setembro.

No Espaço d’Orfeu
Dias úteis, das 9h às 12h30 e das 14h às 18h30.

Antiga Junta dos Vinhos
Dias de espectáculo, a partir das 20h45.

Internet
Compra antecipada mediante transferência bancária e envio de comprovativo.

Antiga Junta dos Vinhos | Águeda

Rua 5 de Outubro s/n [N: 40.572213 | W: -8.451874]”

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

!!!!!

Este é outro cromo. Dos bons.

Com as etiquetas , , , , , ,

Toma lá…

“Toma lá que é para não te armares em esperto de teres vindo investir para Portugal e não seres taxado na tua riqueza como eu sou aqui na Mother Russia”

Com as etiquetas , ,

Demais!

Retirado daqui.

Não sabemos quem é (ou são) o(s) autor(es) do blog, mas no entanto mostram um rasgo de humor bem apurado. Engraçado e inofensivo.

Se eu tivesse uma equipa de futebol não hesitaria em contratar estes 2 brilhantes extremos e o valiosíssimo ponta-de-lança Dino Alves.

Com as etiquetas , , , , , , ,

Cavendish e Evans vencem em Paris

E assim terminou a edição deste ano da Grand Boucle. Nos campos elísios em Paris, Mark Cavendish somou a sua 5ª vitória em etapas na edição deste ano e Cadel Evans da BMC logrou sagrar-se o primeiro australiano a vencer a maior prova da época ciclista internacional, obrigando a primeiro-ministro Australiano Julia Gilliard a cumprir o que tinha prometido ontem: conceder feriado nacional no dia 23 de Julho de todos os anos aos cidadãos Australianos pelo feito nacional do seu compatriota em França.

No dia da consagração dos dois atletas, os nossos portugueses em competição Sérgio Paulinho e Rui Costa tentaram a vitória na etapa e consequente ida ao pódio final da Volta à França mas sem sucesso: a HTC-Columbia lá atrás não dava hipótese a qualquer tentativa de fuga na tirada de 95 km que ligou Cretéil (sim, a pequena cidade nos arredores de Paris que é cheia de Portugueses e serve de abrigo à antiga equipa lusa em terras gaulesas dos Lusitanos de Saint-Maur que actualmente se chama Cretéil-Lusitanos) até Paris.

Depois das habituais voltas ao circuito habitual de Paris, Evans superiorizou-se no Sprint a Fabien Cancellara (saiu do Tour sem aparecer na corrida) Edvald Boasson Hagen, André Greipel e Tyler Farrar.

Depois do sensacional contra-relógio ontem em Grenoble, em que Cadel Evans voou para a vitória no Tour. Antes dos comentários finais sobre a classificação-geral, esta ficou assim ordenada na chegada a Paris:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57m
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (ItáliaLiquigás) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLampre) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean-Christophe Perraud (AG2RFrança) a 10.15m
11º Pierre Roland (FrançaEuropcar) a 10.43m
12º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 11.29m
13º Kevin De Weert (BélgicaQuickstep) a 16.29m
14º Jerome Coppel (FrançaSAUR) a 18.36m
15º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 21.20m

Há quantos anos é que a França não metia tantos no top-15 na geral final da prova?

Na classificação dos pontos, classificação muito renhida este ano devido às mudanças no sistema de pontuação, Mark Cavendish confirmou o favoritismo que lhe previa no meu post de previsão do Tour ao vencer esta categoria “categoricamente” com 5 vitórias em etapas. Todavia, a prova ficou marcada pela “ausência” de sprinters como Boonen ou Petacchi: estiveram em pouca evidência na prova.

Cavendish venceu com 334 pontos contra os 272 de José Joaquim Rojas da Movistar, 236 de Phillipe Gilbert da Omega Pharma-Lotto (esta equipa animou tanto a corrida que acabou por chegar a Paris sem um lugar no pódio final) 208 para Cadel Evans e 195 de Thor Hushovd.

Samuel Sanchez festeja a vitória da camisola da montanha em Paris. Um bom prémio para a atitude do atleta da Euskatel nas etapas de montanha. Sanchez, leva a camisola das bolinhas e a vitória em LuzArdiden numa prova onde não fosse uma 1ª semana de loucos poderia ter lutado pelo pódio.

Na montanha, Samuel Sanchez confirmou em Alpe D´Huez a vitória na classificação do melhor trepador do Grand Boucle.

Sanchez pontuou 108 pontos contra os 98 de Andy Schleck, os 74 de Jelle Vanendert da Omega Pharma-Lotto, os 58 de Cadel Evans e 56 de Frank Schleck numa categoria que este ano não teve grande interesse devido às mudanças executadas pela organização e mesmo pelo traçado da prova que não privilegiou a montanha como tem privilegiado.

Na habitual foto dos vencedores antes da partida para a última etapa, Pierre Roland mostrou a camisola branca com o símbolo da Europcar como vencedor do prémio da juventude. Se o principal candidato a esta camisola era naturalmente Robert Gesink, tendo como principal rival Roman Kreuziger da Astana, esta classificação acabou por ficar marcada pela intensa luta entre 4 ciclistas que vão dar bastantes cartas no futuro: Pierre Roland (vè o seu esforço e dedicação à preservação da amarela de Voeckler durante 11 dias premiado com a vitória na juventude) Rein Taaramae da Cofidis, Rigoberto Uran e Arnold Jeanesson. Todos poderão ser ciclistas com carreiras bastante interessantes.

Pierre Roland venceu a classificação com 46 segundos de vantagem para o Estoniano Rein Taaramae, 7 minutos e 53 para Jerome Coppel da SAUR e 10 minutos e 37 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Tal como tinha afirmado no post de preview, a Garmin apresentava-se nesta volta como a equipa mais completa entre as presentes. Completa porque tinha homens para tudo: Farrar e Hushovd para os sprints e fugas, Vandeveld e Danielson para a montanha. Se Christian Vandeveld desiludiu na alta montanha, Danielson foi destemido e assumiu os gastos da casa ficando no top-10 da prova. Farrar venceu uma etapa e para ele muito trabalhou Hushovd, que à sua conta também lucrou vencer duas etapas com a especialidade de uma delas ter sido em Lourdes depois da difícil passagem pelo Col D´Aubisque onde Hushovd provou ser um ciclista que passa muito bem as montanhas apesar de ser um sprinter, atacando sem dó nem piedade.

Colectivamente, a GarminCervélo, logo no primeiro ano da fusão entre as duas equipas venceu com 11 minutos e 4 segundos de vantagem sobre a Leopard-Trek e 11.20 sobre a AG2R.

Passando à minha opinião geral sobre a Volta:

– Ao nível de traçado o Tour ficou um pouco além das expectativas que desejava para esta edição. Muitas etapas planas acidentadas que desde cedo começaram a tirar candidatosanimadores das etapas de montanha de prova e que começaram a cavar fossos para os principais candidatos como Contador e Samuel Sanchez. Pelo mesmo raciocínio, se a montanha chegou tarde, chegou em força. 4 grandes etapas, 2 etapas de média dificuldade. Por uma questão de competitividade, deveriam ser mais as etapas de montanha, havendo espaçamento entre os pirinéus e os Alpes como se fazia antigamente.

Na geral:

– Muitos dissabores, muitas surpresas. Começando por Contador, acabando em Gesink. Começando pela vitória de Evans acabando no azarado Wiggins. Prefiro personalizaragrupar este comentário:

Abraço colectivo da BMC. Bem podem estar felizes. Evans é o abono de família para esta jovem equipa, da qual o Australiano não precisou para vencer o Tour. Mesmo que precisasse, eles não estariam lá.

Cadel Evans – Tem aqui o seu prémio de carreira. Não foi de todo o ciclista que mais fez para merecer a vitória, porque nesse campeonato quem acabaria por vencer seria um dos Schleck. Pelos menos foram os Luxemburgueses aqueles que mais tentaram a vitória e que mais jogaram ao ataque. No entanto, Evans aproveitou-se da regularidade para fazer forte o que por si e pela sua equipa (BMC) o fazia fraco. Sem equipa e sem argumentos para pedalar nos intensos ataques dos homens da Leopard-Trek geriu muito bem as diferenças que ia tendo para estes e para Alberto Contador. Em Grenoble não perdoou concretizar aquilo que já vinha tentando nos últimos 56 anos.

Andy SchleckFrank Schleck – Saem novamente do Tour como derrotados, ou moralmente, como os primeiros dos últimos. Mais uma vitória moral para os Luxemburgueses que teimam em executar na perfeição o seu jogo de corrida na montanha mas continuam a falhar de forma redundante nos contra-relógios. O treino pelo qual tem passado para melhorar a sua condição nesta variante assim como os seus resultados está a fazer efeito de ano para ano mas continua a ser escasso para vencer a Grand Boucle.

Alberto Contador – Ano difícil para Contador no ano da mudança da Astana para a Saxo Bank. Os intermináveis escândalos de doping que ainda o terão de levar à barra dos tribunais, a dúvida quanto à participação na Volta à França, a vitória folgorosa no Giro que lhe causou algum cansaço na preparação para o Tour, a mudança de equipa que se veio a provar que diminuiu em muito as chances do italiano revalidar o título visto que a sua nova equipa foi uma sombra daquilo que a poderosa Astana lhe oferecia nos últimos anos e sem dúvida a penosa lesão no joelho que o impedia de pedalar no seu estilo cómodo e veloz foram vários dos factores essenciais para a primeira grande derrota do Espanhol no Tour.

Contador nunca esteve ao seu nível, nunca atacou e nunca pode mostrar o seu enorme potencial enquanto ciclista. O 5º lugar é penoso para o Espanhol. E a Saxo Bank terá que pensar em contratar alguém que consiga estar com o homem na montanha, visto que Navarro e Porte falharam redondamente. 

Samuel Sanchez – Não fosse uma primeira semana azarada e o campeão olímpico de Pequim seria pódio com toda a certeza. Acordou na hora certa em LuzArdiden e nunca mais saiu da companhia dos grandes do pelotão internacional. Apanha a camisola da montanha como bónus e dá à Euskatel aquelas vitórias que continuam a moralizar a agora mais antiga equipa em actividade do pelotão internacional em continuar na sua política de investimento em ciclistas da casa.

Ivan BassoDamiano Cunego – O que escrevo para um serve para o outro. São corredores iguais. Sem tirar nem por. A única diferença é a da idade. Enorme potencial na montanha. Não atacam. Parecem não ter ambição e são ambos péssimos no contra-relógio. Não têm equipa que os leve lá acima e endureça o ritmo. Tem uma grande carreira que ficará para sempre recordada como aqueles que nunca levantaram uma palha para vencer um Tour.

Thomas Voekcler- No início da prova quem acreditava em Voeckler para o top-10? Ou se calhar para o top-20? Para a 4ª posição alguém? Não. Voeckler é um excelente ciclista e já tinha andado de amarela, mas, ninguém acreditava que o líder da Europcar voltaria a vestir a amarela e a resistir com ela envergada durante 11 longos dias com enormes etapas de montanha pelo meio. O espírito de sacríficio deste Francês para dar uma alegria aos seus compatriotas foi algo inacreditável e para isso muito contou com a ajuda do seu fiel escudeiro Pierre Roland. As etapas de montanha em que esteve na defesa intransigente da sua camisola elevaram-no ao nível de Virenque. Merecia o pódio.

Peter VeltisTony Martin – São bons ciclistas, ambos ainda muito roladores e muito frescos para atacar os primeiros lugares desta volta. Precisam de amadurecer e treinar em alta montanha para se afirmarem nas grandes voltas.

Vladimir Karpets – Mais uma decepção. Volta a confirmar que é um ciclista que passa ao lado de uma grande carreira.

Levi Leipheimer – O espelho da Radioshack durante a prova. Azarada, escondida, em baixo de forma, sem uma liderança firme após a saída de Brajkovic. Saisaem pela porta do cavalo e é melhor que preparem muito bem a Vuelta senão será uma época para esquecer tendo em conta o investimento feito.

Robert Gesink – Sempre admitiu que não era candidato e acabou mesmo por não o ser. Está a recuperar de lesão e usou o Tour para preparar a Vuelta, prova onde costuma estar forte. Creio que este ano não fugiu à regra. A Rabobank teve um Tour para esquecer – provavelmente um dos piores de sempre dos Holandeses.

Sandy CasarDavid MoncoutieSylvain Chavanel – Quantos mais velhos, estes Franceses não mudam o seu estilo de sempre. O único contra é que estão claramente piores ao nível de performances. Praticam a luta do gato e do rato, limitando-se a escapar e a tentar fazer a diferença vencendo uma ou outra etapa. Serão claramente engolidos pela nova geração do ciclismo Francês constituída por Jeanesson, Roland, Gadret, Riblon ou Perraud. No fim de contas, a sua tarefa também já está cumprida: aparar as pontas e fazer honras à casa na ligação de duas gerações que prometem ser mais importantes que a sua, ou como quem diz, ligar Virenque, Brochard, Jalabert e Moreau à nova geração talentosa que está a emergir no ciclismo Francês.

Luis León Sanchez – Quer andar na montanha mas não tem pernas. Corre bem colinas e devia dedicar-se mesmo a isso: clássicas! Jamais será um corredor da geral e devido a essa consciencialização é que homens como Bettini ou Bartoli nunca correram grandes provas.

Jens Voigt – Não é um homem importante para a geral, mas acaba por ser um homem importante para a geral. Contraditório mas explicável: não é homem de vencer, é homem de ajudar a vencer. 40 anos bem medidos no corpo de um ciclista que até tem umas vitórias muito interessantes como a própria geral da Volta à Alemanha. Até mete pena ver este homem sair, porque no fundo todos gostaríamos que fosse eterno.

Roman Kreuziger – Fez uma única aparição na montanha envolvido numa fuga. Não parece o mesmo corredor dos tempos da Liquigás. Também sofreu da patologia que está a afectar o desempenho da Astana. Deverá fazer melhor na Vuelta, ou pelo, esperemos que sim.

Andreas Kloden – Viu que não estava em forma, desistiu. A Vuelta será objectivo para o Alemão.

– Vinokourov, Wiggins, Brajkovic, Van der Broeck,  – Não chegaram a conhecer o sabor da prova por infelicidade nas primeiras etapas. Com os 4 em prova, a montanha seria bem mais animada, o top-10 diferente e a classificação da montanha ganharia mais vivacidade. Disso estou seguro.

Rui Costa – Cumpriu objectivos para a equipa, cumpriu objectivos para o país, cumpriu o seu objectivo. Venceu a sua etapa, atacou na montanha e ainda tentou a gracinha em Paris. Mais um corredor talhadinho para clássicas e cá entre nós, menino para seguir as pisadas de Paulinho nos Olímpicos e quiçá tentar a sua sorte nos mundiais, nas clássicas de colinas na Bélgica, pavé Francês ou em São Remo e San Sebastien. Ele já ameaçou nos últimos jogos olímpicos.

– Sérgio Paulinho: Muito apagado, cumprindo de certa maneira a espécie de fado que foi talhado para a sua equipa neste Tour após a perda dos seus líderes.

Na luta pela verde:

– Mark Cavendish – Palavras para quê? Se realmente a HTC não arranjar um patrocinador para o ano, não faltarão convites ao Britânico.

– José Joaquin Rojas – Uma agradável surpresa. Pode ser um nome interessante para os campeonatos do mundo.

– Phillipe Gilbert – Começou com a corda toda mas perdeu a pica quando começou a subir e rapidamente desistiu da ideia louca de apostar na geral. Não conseguiu a verde mas fica na história desta edição com uma excelente prestação. Também deverá atacar os campeonatos do mundo.

Thor Hushovd – É uma classe de ciclista, como já tinha referido num dos posts que escrevi sobre as suas vitórias em etapa.

Tyler Farrar – Venceu uma etapa, mas teve muito apagado no resto da prova. Nem com a ajuda de Hushovd conseguiu parar o furacão Cavendish.

André Greipel – O mesmo de Farrar, exceptuando o facto do Alemão ter vencido o seu rival e antigo colega de equipa por uma vez, facto que festejou como se de uma Volta se tratasse. Ficou muito tapado pelo protagonismo de Gilbert. 

Edvald Boasson Hagen – Cumpriu o que tinha a fazer. Certinho que nem um motor, tem um futuro enorme e brilhante pela frente. Candidato a campeão do mundo e quem sabe olímpico na companhia de Hushovd, está mais que visto.

Alessandro Petacchi, Stuart O´Grady e Tom Boonen – Estiveram em França nestas últimas duas semanas? Petacchi foi avistado uma vez. Na alta montanha, por mais estúpido que pareça!

Na montanha:

– Jelle Vanendert – O homem que surpreendeu meio mundo ao vencer na montanha e ser segundo noutra etapa atrás de Samuel Sanchez. Aproveitou o protagonismo que lhe foi concedido pela equipa após o abandono de Van der Broeck.

– Jeremy Roy – O mais combativo do Tour. Disso não tenho dúvida. Faltou apenas a vitória numa etapa. Leva 10 mil euros para casa por ter passado no Alto do Tourmalet e do Aubisque. Isto é, se não tiver que dividir os prémios com toda a equipa Française des Jeux.

Para terminar, aqui ficam em vídeo, os highlights da etapa de hoje assim como algumas opiniões expressas por membros da corrida à mesma. Para o ano há mais:

Cavendish fala da vitória em Paris:

Cadel Evans, visivelmente emocionado na chegada a Paris:

Andy Schleck cai de pé no Tour onde novamente se portou como um grande campeão:

Passagem de testemunho entre Contador e Evans:

Momentos felizes: a valente murraçada de Contador no “doutor” como sinal de amizade com o homem que lhe queria fornecer o doping:

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Num cinema Salgado Zenha perto de si

Um leitor não identificado enviou-me esta foto montagem por email.

Vá rapaziadada, não levem a mal. Temos que levar estas coisas na desportiva. No entanto desconfio que um deles é rapazola para me voltar a ligar daqui a umas horas e dizer que me vai por um processo judicial em cima.


Com as etiquetas , , , , , , , ,

Piada “cinéfila” da noite

“Naquele filme em que a Whitney Houston faz dela mesma, o Guarda-Costner continua vivo ou morre mesmo no filme?”

Com as etiquetas , , , ,

Nyan cat

A gerência para um whisky, um pack de finos, um maço de Marlboro e uma ida à Impacto (já que a States agora é uma casa de bons costumes) a quem conseguir enviar para o email a prova gravada (em qualquer suporte) que conseguiu ouvir este video de forma seguida, num volume acima dos 95 décibeis sem ir parar ao Sobral Cid ou ao Júlio de Matos.

Moisés Regalado, aviso-te que estás automaticamente excluído do concurso porque sei que tu consegues e escapas sem qualquer tipo de sequelas.

Já agora topem a reacção dos miúdos ao fabuloso Nyan Cat:

Com as etiquetas , , , , ,