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Jornadas do fim-de-semana das principais ligas europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Começo pela Premier League, como habitual.

Premier League:

Ver aqui os highlighs do empate do Manchester City frente ao Sunderland a 3 bolas.

Emoções ao rubro no sábado no City of Manchester. No entanto, o empate (à luz da vitória do Manchester United em Blackburn esta noite) faz com que o City fique a 5 pontos do rival de Manchester e comece a ficar longe do sonho do título.

O arejado Sunderland de Martin O´Neill foi ao City of Manchester incomodar a “fraca” equipa de Mancini. E poderia ter trazido de Manchester muito mais que um empate não fosse a reacção tardia dos homens de Manchester. Na primeira parte, o sueco Sebastien Larsson e o dinamarquês Niklas Bendtner deram toques escandinavos à revolução do Sunderland em Manchester. No entanto, uma grande penalidade convertida por Balotelli iria manchar uma exibição perfeita dos Black Cats na 1ª parte.

O mesmo duo iria elevar a contagem para 3-1 aos 55″. É impressionante como Sességnon consegue fugir a uma entrada duríssima de Yaya Touré no meio campo e como consegue oferecer a Bendtner a hipótese de servir Larsson para o 3º golo da equipa.

Até que Mancini largou Tevez em campo e deixou o argentino a jogar no ataque com Dzeko e Balotelli. O City acordou de forma tardia mas ainda teve tempo para empatar a partida nos 5 minutos finais por intermédio de Balotelli e Kolarov.

Seriam precisamente estes dois jogadores o foco principal da partida. Corria o minuto 63 da partida quando o italiano e o sérvio se desentenderam na marcação de um livre directo.

Ver aqui o incidente

O internacional italiano não ficou agradado com o facto do sérvio ter puxado a bola para si para bater o livre em questão e tiveram que ser os colegas de equipa a afastar o avançado do celeuma. No entanto, registo aqui que o árbitro da partida deveria efectivamente ter mostrado o cartão amarelo aos dois jogadores do City, atitude que foi aberta pela FA depois do precedente gerado por Kieron Dyer e Lee Bowyer em 2004\2005, quando os ditos jogadores (no Newcastle) andaram à porrada no meio de um jogo da liga inglesa e foram expulsos.

Quem não ficou agradado com a situação assim como com a performance dos seus jogadores na partida foi Roberto Mancini.
No entanto, Mancini tem aparecido com algumas declarações contraditórias. Se no flash-interview posterior ao jogo do Sunderland o treinador italiano afirmou (como se pode ouvir no video acima postado) que o City continua na luta pelo título, hoje, o mesmo, já veio afirmar que caso o City perca o próximo jogo diz adeus ao título inglês.

Quem aproveitou a escorregadela do City foi precisamente o City. Devido à limitação que a WordPress impõe ao nível de postagem de videos (apenas aceita videos de youtube) ainda não disponho de imagens deste jogo.
O Manchester United venceu o Blackburn fora por 2-0 com golos de António Valência e Ashley Young. O equatoriano fez uma partida brilhante e continua a merecer a titularidade que Sir. Alex Ferguson lhe tem concedido nas últimas semanas. Foi uma vitória muito difícil para o United. Não que o United não tenha castigado o Blackburn durante toda a partida porque castigou, mas porque o United só conseguiu chegar aos golos nos 10 minutos finais.

Na imprensa têm surgido notícias que dão conta de aceleradas rondas de negociação entre o Manchester United e o empresário de Arjen Robben para que o internacional Holandês troque Munique por Manchester na próxima temporada. Robben termina contrato em 2013 mas tem muitos interessados em Inglaterra. À cabeça, Manchester City, Chelsea e Manchester United. Como o Bayern não pretende perder o jogador (ou perder o jogador a um preço muito inferior aquilo que ele efectivamente poderá render aos cofres bávaros) a imprensa alemã afirma que Robben já deverá ter renovado com o Bayern até 2015, informação que ainda carece de confirmação por parte da direcção bávara.

Robben é o 2º internacional holandês veículado como reforço do Manchester United para a próxima temporada. Na semana passada, especulou-se que Klaas-Jan Huntelaar não iria renovar contrato com o Schalke 04 para poder rumar a custo zero para Old Trafford.

Aston Villa 2-4 Chelsea

Grande vitória do excelente em Villa Park. Grande jogo de futebol em Birmingham. Grande onda de solidariedade entre futebolistas e adeptos para com o internacional Búlgaro Stilyian Petrov, jogador do Aston Villa.

Vamos por partes:

Grande jogo do Chelsea de Di Matteo na ressaca da vitória europeia contra o Benfica na luz (já lá vamos).

O Chelsea assegurou a permanência na luta por um lugar na Champions com uma fabulosa exibição colectiva que efectivamente vinga a derrota caseira por 3-1 contra o Aston Villa no passado mês de Dezembro. Até deu para Fernando Torres fazer o gosto ao pé aos 90″.

Adeptos e jogadores das duas equipas uniram-se para dar força a Stilyian Petrov. O internacional Búlgaro está a lutar pela vida em virtude do diagnóstico médico que lhe traçou uma leucemia melóide aguda. Petrov confessou que a sua luta é inspirada na mesma luta pela vida que Fabrice Muamba passou há 2 semanas quando teve um colapso cardíaco em pleno relvado de White Hart Lane. Segundo palavras do jogador: “Vi a foto de Muamba e isso inspirou-me muito. – Depois dirigiu-se aos fans do Aston Villa e agradeceu todo o apoio que os adeptos do clube de Birmingham e que todos os colegas de profissão lhe estão a desejar.

Os adeptos do Villa não se fizeram rogados e ao minuto 19 (número da camisola de Petro) fizeram questão de cantar e saltar em conforto ao problema que afecta a vida do futebolista Búlgaro. O momento da ovação pode ser visto aqui no site do Jornal A Bola. O futebol é feito destas emoções. Força Petrov!

É o 2º caso recente de um jogador que está a lutar contra uma doença cancerígena. Há uns meses atrás o jogador do Barcelona Eric Abidal conseguiu vencer um tumor no fígado.

Na específica luta pela Champions League, o Chelsea aproveitou a derrota do Arsenal no derby de Londres contra o Queens Park Rangers.

A equipa de Arsène Wenger parecia embalada para o 3º lugar pois já não perdia desde o início de Fevereiro. No duelo contra o aflito Queens Park Rangers, o franco-marroquino Adel Taarabt (jogador que prometia muito para esta época mas que acabou por gorar as expectativas de quem o considerava um fenómeno; já foi pretendido por Chelsea e Manchester United) abriu o marcador com uma espectacular rotação sobre o belga Thomas Vermaelen e consequente finalização sob pressão de Laurent Koscielny. No 2º jogo em branco para Robin Van Persie, seria Theo Walcott a marcar aos 37″ para a equipa de Wenger. Samba Diakite haveria aos 66″ de dar a tão desejada vitória para os homens de Mark Hughes que com esta vitória voltou a subir a linha de água em troca com o Blackburn.

Tottenham 3-1 Swansea

Quem também aproveitou a derrota do Arsenal foi o Tottenham. Frente a um Swansea que costuma fazer bons jogos contra os lá de cima, o Tottenham “vestiu o fato macaco” nos minutos finais (golos de Adebayor aos 74 e 85) mas começou a partida com um smoking de gala oferecido por Rafael Van der Vaart. Soberbo golo do Holandês que decerto irá pontificar nos melhores da Liga 11\12.

Na 2ª parte veio a resposta por parte do médio ofensivo Islandês Golfy Sigurdsson. Na mesma escala de espectacularidade do golo de Van der Vaart.

O Tottenham colou-se ao Arsenal com 58 pontos. O Chelsea é 5º com 53.

Outros jogos:

Wigan 2-o Stoke – A equipa de Roberto Martinez continua na sua luta contra a despromoção. Mais uma vitória importantíssima que até poderia ter dado para sair dos lugares incómodos não fosse a vitória do Queens Park Rangers contra o Arsenal. Antolin Alcaraz (ex-Beira-Mar) abriu a contagem.

Wolverhampton 2-3 Bolton – Jogo de aflitos de Owen Coyle venceu e aproveitou para dedicar a Fabrice Muamba. 10 minutos finais loucos. Se Michael Kightly tinha aberto o marcador para os da casa aos 55″ e Martin Petrov tinha empatado aos 65″ por intermédio de uma grande penalidade, o Bolton virou o marcador aos 80″ por intermédio do defesa espanhol Marcos Alonso. Aos 84″ seria Kevin Davies a elevar para 3-1 para 4 minutos depois o Wolverhampton reduzir para 2-3. O Wolverhampton está a ficar numa situação ruinosa. 6 são os pontos que separam o wolves do primeiro lugar acima da linha-de-água.

Newcastle 2-0 Liverpool – Os magpies não desarmam da luta pela europa. Venceram o pobre Liverpool por 2-0 com dois golos de Papiss Cissé. O avançado contratado no mercado de Janeiro ao Freiburg da Bundesliga já leva 7 golos desde que chegou a Newcastle e promete (pela sua veia goleadora e pela sua força e rapidez) ser um dos melhores marcadores da Premier League na próxima temporada.

O Liverpool de Dalglish já não ganha há 6 jornadas. A última vitória dos Reds foi no derby de Liverpool em Anfield no dia 25 de Fevereiro. O Liverpool já confirmou que Dalglish não será o treinador da equipa na próxima temporada.

Liga Espanhola:

Mais um rolo compressor do Real para o campeonato. Inacreditável. O Real marcou 15 golos no espaço de uma semana. 5 contra a Real Sociedad, 3 na deslocação ao APOEL para a Champions e mais 5 no Osasuna. É de realçar que o Osasuna está a fazer uma época sensacional, sendo 6º classificado (lugar que dá acesso à Liga Europa).

A exibição de Cristiano Ronaldo não merece comentários. Talvez a mais perfeita da sua carreira. Rápido nos flancos a fazer em água a cabeça de Javier Flaño. O lateral espanhol não ganhou um duelo em drible ao português. Aquele golo formidável do meio da rua e a assistências para Benzema e Higuaín. Benzema com aquele golo “à van basten”. Mesmo existindo 6 pontos de avanço e um clássico por disputar em Nou Camp, mesmo que o Real perca contra o Barça, dúvido que o título fuja à equipa madrilena.

O Barça recebeu o Athletic num jogo que causou alguma polémica em Espanha. Isto porque o Athletic cedeu às pretensões do Barça em jogar no sábado à noite. Como é sabido o Athletic jogou na quinta-feira à noite frente ao Schalke 04 na Alemanha e o Barça joga amanhã frente ao Milan para a Liga dos Campeões. O Athletic queria jogar no domingo, o Barça (por razões óbvias) no sábado. O Athletic preferiu abdicar do descanso entre partidas para ter mais um dia para descansar para o jogo da 2ª mão na quinta-feira e cedeu o domingo pelo sábado ao Barça pois entendeu que o Barça necessitaria mais do jogo no sábado. Para a comunicação social, esta alteração entendeu-se como um favor dos bascos aos catalães visto que a equipa de Bielsa há muito que já desistiu de um lugar europeu por via do campeonato para poder lutar pela vitória na Liga Europa.

Dentro de campo o Barça venceu confortavelmente por 2-0 e manteve a perseguição ao Madrid. Messi marcou o 36º da temporada na Liga espanhola e está a 1 de Cristiano Ronaldo. O Barça joga amanhã frente ao Milan em Nou Camp com um 0-0 da 1ª mão (irei abordar mais à frente). Pep Guardiola avisou hoje na conferência de imprensa que antecede o jogo que o Milan é uma equipa capaz de marcar fora, logo, o Barça deverá ter atenções redobradas.

Outros jogos:

Valência 1-1 Levante – No açucarado derby de Valência, Valência e Levante partilharam um ponto. Um ponto que serviu mais as pretensões do Valência do que as pretensões do Levante. O Valência é 3º com 48 pontos e o Levante 5º com 45. O Levante não conseguiu chegar aos lugares da Champions mas aproveitou a derrota caseira do Málaga (4º) frente ao Bétis.

Atlético de Madrid 3-0 Getafe – O Atlético de Madrid também aproveitou as derrotas de Málaga e Osasuna para se chegar aos lugares europeus. Os madrilenos bateram em casa o Getafe por 3-0 com golos de Falcão, Sálvio e Adrián. O jovem avançado espanhol tem sido bastante cobiçado nas últimas semanas. Há quem diga que o Chelsea e o Inter estão com os olhos postos na sua contratação. Adrián confessou em entrevista ao jornal Marca que está muito bem no Atlético e que pretende fazer coisas boas no clube madrileno.

Sporting de Gijón 1-2 Zaragoza – Em duelo de aflitos, Hélder Postiga marcou aos 37″ e Lafita decidiu aos 90. O Português já leva 7 tentos na Liga e tem sido muito útil ao clube da Rioja. O Zaragoza ainda está debaixo da linha-de-água no 18º lugar com 28 pontos, menos 4 que o Villareal. O Sporting de Gijón de André Castro está a um passo da despromoção.

Na próxima jornada:

– O Real recebe o Valência no Santiago Bernabéu. Com 3-0 de vantagem na eliminatória contra o APOEL será capaz Mourinho de fazer rodar a equipa tendo em conta a estabilidade do 1º lugar na Liga? O Valência precisa de vencer para não complicar as contas do 3º lugar.
– O Barça vai a Zaragoza com a equipa da casa a precisar de pontos.
– Outro jogo em destaque na luta é o Levante vs Atlético de Madrid. O Levante precisa de segurar o seu lugar europeu perante um Atlético que irá terminar em sprint o campeonato. 3 são os pontos que separam as duas equipas.

Liga Italiana:

Um dos jogos da semana em Itália.

Em primeiro lugar há que dar realce à curiosa abordagem táctica da Juve de António Conte. 3x5x2 é o modelo utilizado regularmente por Walter Mazzarri no Napoli. Esta táctica e a utilização de determinados jogadores nela por parte de Conti tem variadas explicações: aniquilibrar o adversário por via do equilíbrio táctico e de uma marcação homem a homem por parte da Juve; a colocação nas alas de dois jogadores de cariz defensivo (De Ceglie à esquerda e Lichsteiner à direita) de modo a parar a rapidez e influência no contra ataque dos alas do Napoli (Maggio e Zuñiga) 3 centrais (Bonnucci, Chiellini e Barzagli) para travar a influência de Cavani e Lavezzi. Duelo de meio campo entre Pirlo\Marchisio e Inler\Gargano e Hamsik. A dupla do meio campo da Juventus levou a melhor durante quase toda a partia (Hamsik foi nulo) e Cavani\Lavezzi foram anulados com facilidade pelo trio de centrais da Juve. Pirlo e Marchisio construíram quanto quiseram e Arturo Vidal foi o joker da partida. Quando Conte precisou de atacar, tirou Lichsteiner e meteu Cáceres e o Uruguaio deu outra profundidade ao ataque.

Não sei quantos poderiam ser; o mais justo é que tivessem sido uns 5 ou 6 dadas as oportunidades que a Juventus teve durante os 90 minutos. Pirlo meteu pelo menos três bolas de golo na cabeça dos seus colegas e em conjunto com Marchisio faz com que a Juve tenha dois excelente executantes ao nível da temporização atacante. Arturo Vidal mascarou-se de Eljero Elia no 2º golo da Juve. Está um craque este Chileno de 24 anos. E Del Piero entrou para acabar com o pouco que existia do Napoli na partida. No entanto, o jogou terminou com a justa expulsão de Zuñiga depois de uma agressão a Andrea Barzagli.

A Juve ficou agora a 2 pontos do Milan. O Napoli é 4º com 48 pontos e continua às portas da Liga dos Campeões. As duas equipas ainda jogarão mais uma vez esta época. Será no dia 20 de Maio no Olímpico de Roma para a final da Taça de Itália. Se pudesse distribuir os títulos pelas aldeias, não me importava nada (pelo lindo futebol que ambas as equipas praticam) que o Milan vencesse a Champions, que a Juventus vencesse o título e que o Napoli vencesse a Taça de Itália.

Boa nova para Juve é o facto do avançado Alessandro Matri e do defesa Leonardo Bonucci terem renovado com o clube dos Agnelli.

O Milan foi à Sicilia enfrentar o Catania e perdeu pontos para a Juve. Sem grandes folgas entre duelos europeus, Max Allegri apenas fez duas alterações ao onze habitual: tirou El-Sharaawy e Kevin Prince Boateng (entraram ambos na 2ª parte quando o Milan já empatava) e colocou em sua vez Alberto Aquilani e Ambrosini. Perante o potencial de ambos os jogadores, este tipo de substituições não fazem o Milan perder de qualidade e isso é uma das virtudes deste plantel dosJuanmilaneses: é rico em soluções de qualidade e como tal poderá enfrentar 2 frentes ao mesmo tempo sem grandes deslizes.

Não aconteceu na Sicília. O Catania que até está a fazer uma boa época conseguiu sacar um empate ao líder da prova.
Na 1ª parte, destaque para as belíssimas defesas de Juan Pablo Carrizo aos pés de Emanuelson e Zlatan Ibrahimovic. O Argentino não evitou o golo de Robinho aos 37″ mas foi crucial para levar a equipa para o intervalo a perder por 1-0 quando poderia estar a perder por 2 ou 3. No golo do brasileiro, os créditos vão todos para Zlatan: só um jogador da sua categoria é que consegue manter aquela bola jogável e ainda assistir um colega de equipa para golo. O Sueco está (quanto a mim) a fazer a melhor época da sua brilhante carreira!

Na 2ª parte tudo mudou. O Catania começa com um golo muito mal anulado ao argentino Alejandro Gomez. Como se pode ver nas imagens, tanto Bonera como Abate poem em linha o extremo do Catania. A malta do ataque do Catania não desistiu e passados uns minutos (mesmo depois de Antonini ter dado o corpo ao manifesto a remate de Pablo Barrientos) empatou por intermédio de Spolli num lance em que Bonera e Ambrosini foram completamente “comidos” e Méxes ficou impávido e sereno ao ver Spolli nas costas a emendar para a baliza de Abbiati.
Minutos mais tarde, o Milan pode-se queixar de um erro de arbitragem grosseiro. No lance de Robinho é nítido que Marchessi vai tocar no esférico para além da baliza (mais dentro do que fora). O lance em si é lindo e tem novamente o toque de Zlatan na assistência. O trabalho de Robinho também é fantástico pois deixa dois defesas do catania pregados ao chão no momento do remate. Merecia mais o brasileiro.
O jogo acabou como tinha começado: mais duas fantásticas defesas de Carrizo (para mim o homem do jogo em conjunto com Bonera e Zlatan) e uma perdida incrível do Chileno Felipe Seymore na última jogada da partida).

Foi provavelmente um dos melhores jogos do ano na Série A se bem que o Inter vs Génova desta jornada e os jogos entre Inter e Palermo (de Giuseppe Mezza) e o derby Romano da 2ª volta também foram grandes jogos.
Para finalizar, os dois indesculpáveis erros de arbitragem que felizmente não beliscaram o resultado final. Caso os dois lances fossem validados, seria o empate a 2 bolas. Todavia, o Milan, como está a lutar pelo título foi o clube que se queixou da arbitragem e segundo as declarações do seu administrador Adriano Galliani, o clube milanês prepara-se para pedir à Federação Italiana de Futebol que coloque arbitros de baliza nas partidas da Série A.Pale

A meu ver é uma ideia estaparfúrdia do administrador do Milan pois o referido sistema não está a ter os resultados desejados nos testes que se tem verificado nas competições europeias. Prova disso recentemente foi o penalty que não foi visto a favor do Benfica frente ao Chelsea por mão de Terry, e os penaltis inexistentes assinalados contra o Sporting nos jogos contra City e Metalist na Liga Europa, o primeiro onde o arbitro de baliza não se pronunciou pelo facto do lance ter sido fora de área do Sporting e o 2º onde o arbitro de baliza indicou ao arbitro principal de uma falta inexistente por parte de Rui Patrício.

Para finalizar, hoje circulou a notícia de que António Cassano teve alta médica para regressar à alta-competição depois do problema que teve após o jogo contra a Roma no final do ano passado. No final dessa partida que o Milan viria a ganhar no Olímpico por 3-2, já no voo de regresso para Milão Cassano sentiu-se mal e o avião teve que aterrar de emergência em Bolonha para que Cassano fosse imediatamente conduzido ao hospital. Um primeiro indício suspeitava de um mini acidente vascular-cerebral. Exames mais específicos vieram a revelar que o jogador tinha um problema cardíaco raro motivado por um acontecimento específico num ventrículo que fecha 5 minutos após o nascimento de qualquer ser humano e que em raros casos não acontece.
Cassano já se vem a treinar desde Janeiro sem limitações mas precisava da alta médica para voltar aos relvados. Max Allegri ainda poderá contar com o avançado para as batalhas que se avizinham na Champions (caso o Milan se apure para as meias-finais) e para a Serie A. No entanto, Cassano perdeu o seu espaço para El-Sharaawy, Robinho e Maxi Lopez no ataque da equipa Milanesa.

Estreia de Andrea Stramaccioni como treinador principal do Inter.

Com Cláudio Ranieri havia noites em que o Inter podia fazer 150 remates numa partida que a bola não iria entrar na baliza adversária. Com Stramaccioni, logo na primeira partida, a bola entrou em abundância nas redes defendidas pelo Francês Sebastian Frey.

E quem diria que Diego Milito depois de 1500 bolas falhadas à frente da baliza faria um hat-trick?

Febre dos penaltis em Milão. O Génova com Kaladze, Veloso, Palácio e Gilardino no onze até começou melhor a partida e podia ter marcado primeiro não fosse uma intervenção providencial de Júlio César aos pés de Rodrigo Palácio para canto e consequentemente um corte providencial de Esteban Cambiasso na sequência desse canto. Depois viria o primeiro golo por Milito. Se Milito falhasse aquela bola era um escândalo. Não falhou o penalti de cabeça que lhe ofereceram mas viria a falhar um golo feito após dois cabeceamentos na área de Samuel e Cambiasso. Redimiu-se minutos depois com a oferta que Stankovic (a meias com Moretti) lhe deram para fuzilar Frei no frente-a-frente. O Inter jogava bem e bonito para um Génova apostado em jogar (como é hábito) no contra-golpe.

3-0 aos 38″ fabricado pelos centrais milaneses: Lúcio aproveita a bola rechaçada pela defesa genovesa e oferece a Samuel que só teve de empurrar. Parecia resolvido o jogo. Já nos descontos da 1ª parte, Cambiasso evitava pela 2ª vez na linha de golo o primeiro tento do Génova a cabeceamento de Sculli. No entanto, a bola foi parar ao raio de acção do avançado que de bicicleta com a ajuda do seu colega Emiliano Moretti acabaria por ser feliz.

Na 2ª parte, apesar do remate inicial de Chivu, foi o Génova que dominou nos últimos 45 minutos.
1º penalti duvidoso para os genoveses. Zanetti é jogador que por norma sempre nos habituou a jogar limpo. É certo que a bola lhe vai ao braço mas dúvido que fosse a intenção do argentino tocar-lhe dessa maneira até porque ia em queda.

Cambiasso tinha ameaçado e Mauro Zarate concretizou para o 4-2 aos 74″. Mais uma vez o jogo parecia destinado a cair para o Inter sem grandes sobressaltos.

2º penalti do Génova – o atropelo é evidente e Júlio César não protestou. É certo que Palácio ganhou vantagem perante o esticão de Júlio César e cravou bem o penalti.

Penalti do Inter – Joel Obi deixou-se de “sonecas” (uma das criticas que faço ao nigeriano é que apesar da sua brilhante capacidade técnica é um jogador que se entrega muito pouco ao jogo) e deu um baile em Giandomenico Mesta e Guarín com um toque de classe enfia no bolso o seu antigo colega no Porto Belluschi e é carregado. Decisão justa que enervou Moretti. Belluschi foi expulso com cartão vermelho directo dado que Guarin foi carregado numa situação de possibiliade de golo em zona frontal. É caso para perguntar como é que o Argentino caiu no engodo de alguém com quem treinou todos os dias e deveria conhecer de trás para a frente?

3º penalti do Génova – correctissima decisão.

Esta derrota motivou uma decisão estranha no seio do Génova. O presidente do clube despediu Pasquale Marino pelos maus resultados da equipa genovesa e apresentou hoje Alberto Malesani como o novo treinador do Génova, 3 meses depois de o ter despedido em troca por Marino também por maus resultados. No mínimo caricato.
A exibição de Miguel Veloso não passou despercebida aos responsáveis do Inter. O centrocampista já esteve perto de Milão na reabertura de mercado para substituir Thiago Motta, na altura vendido ao PSG. No entanto, o Inter esbarrou com as pretensões genovesas de apenas abdicar do jogador luso por 22 milhões de euros e preferiu contratar Freddy Guarin por empréstimo de 6 meses (+ opção de compra no valor de 9 milhões) a troco de 1,8 milhões de euros.

Outros jogos:

Parma 3-1 Lazio – Balão de oxigénio para o Parma na luta pela manutenção. O Parma foge temporariamente aos lugares incómodos e complica a vida da Lazio na luta pela champions.

Roma 5-2 Novara – A roma continua a pretender um lugar europeu e conseguiu permanecer nessa luta às custas do aflito Novara que até entrou a vencer com golo de Caracciolo. Excelente exibição do colectivo Romano na 2ª parte.

Lecce 0-0 Cesena – Um empate que atrapalha em muito as poucas aspirações de dois aflitos. O Lecce vê a linha-de-água a 5 pontos enquanto o Cesena está a 14 pontos.

Fiorentina 1-2 Chievo – Um golo de Luca Rigoni aos 88″ põe a jeito a Fiorentina. É 17ª com 5 pontos de avanço sobre o Lecce.

Na próxima jornada teremos o Milan a receber a Fiorentina. Os Milaneses recebem a Viola depois de um importante confronto europeu frente ao Barça em Nou Camp. A vitória é o único resultado que interessa às duas equipas derivado dos distintos objectivos actuais: os milaneses querem a renovação do título enquanto os jogadores da Viola querem sair dos lugares incómodos.
A Juventus vai a Palermo. É um terreno difícil, sendo expectável que Miccoli e companhia façam de tudo para retirar pontos à Vecchia Signora.
A Lazio recebe o Napoli com 3 pontos de vantagem. A Lazio quer segurar o 3º lugar enquanto o Napoli espreita a passagem para o mesmo. O Napoli promete futebol de ataque em Roma. Quem ainda espreita uma escorregadela destas equipas para ver se consegue subir é o Inter (está a 4 do Napoli e a 7 da Lazio) e a Roma. Os interistas deslocam-se à Sardegna para jogar contra o Caglari enquanto os romanos vão ao terreno do aflito Lecce.

Para finalizar os assuntos da Série A são de realce os 35 golos marcados pelas 20 equipas em 10 jogos. Dá uma média de 3,5 golos por jogo.

Liga Francesa:

1. Com o Montpellier a “folgar” a pedido do Marselha (dois embates contra o Bayern para Champions fizeram adiar a partida para dia 11) o PSG não conseguiu tomar partido da situação para colocar pressão no actual “rival” pela conquista da Ligue 1 e perdeu em Nancy por 2-1. A equipa de Carlo Ancelloti está em quebra e para isso muito se deve a quebra de rendimento de Javier Pastore e Kevin Gameiro. Yohan Mollo aos 89″ impôs a primeira derrota de Carlo Ancelotti na Liga Francesa.

2. Em dia das mentiras, aproveitou o Lille para se chegar à frente mais um pouquinho. Até parece mentira que o campeão em título ainda esteja na luta pela renovação do mesmo com um percurso muito irregular até então (15 vitórias, 11 empates, 4 derrotas). Contra o Toulouse (5º) voltou a sobressair a mestria de Eden Hazard.

3. O Toulouse foi ultrapassado no 4º lugar pelo Lyon, que apesar desse feito não conseguiu mais do que um empate no terreno do Rennes (7º) – se conseguiu o empate bem o deve ao golo de Lisandro Lopez e aos muitos falhanços provocados pelos homens do norte. Por duas ou três situações Lloris foi chamado a intervir e segurou as pontas para a equipa de Remi Garde. Noutras situações, o noruguês Tettey, o Burkinês Pitroipa e o Togolês Boukari falharam na boca da baliza de forma inacreditável. Apesar do facto de Lisandro ter recuperado a forma de outros tempos, ao nível global, este Lyon está muito longe do que assistimos do forte Lyon na última década.

4. André Ayew é notícia em França. O jovem Ganês está a despertar o interesse de meio mundo. Bayern, Chelsea, United, Tottenham e Inter querem os concursos do avançado de 22 anos que é filho da maior glória do futebol ganês Abedi Pele.

Bundesliga:

Mais um jogo de doidos. No final da partida do Westfalenstadium, os adeptos das duas equipas deram por bem empregue o seu dinheiro para ver um empate a 4 bolas entre Dortmund e Estugarda. É certo que a felicidade reinava no seio da equipa e adeptos bávaros.

A felicidade dos adeptos não era para menos. Que jogo sensacional. Depois de uma 1ª parte dominada pelo Dortmund (1-0 com golo de Kagawa ao intervalo) o estugarda (a perder por 2-0) iria no espaço temporal de 8 minutos (Ibisevic; 2 golos de Julian Schieber; 71 aos 79″) virar o resultado para 2-3. O Dortmund, ameaçado, haveria de virar para 4-3 em 4 minutos (Hummels e Perisic) para o Estugarda empatar mesmo no fim por intermédio de Christian Gentner.

Podiam ter sido mais que 8 golos – Schieber falhou um certo na 1ª parte e foi acompanhado por Robert Lewandowski no outro lado antes do 12º golo do japonês Kagawa na edição deste ano da Bundesliga. O Japonês é um senhor jogador à semelhança de quase todo o plantel dos Vestefalianos. Creio que Jurgen Klopp começa a ter aqui matéria prima para atacar a Liga dos Campeões nas próximas épocas caso a direcção do clube não venda os jogadores que tem.
GrobKreutz atirou aos ferros assim como o polaco Lukasz Piecsczek. O Dortmund pode-se queixar da falta de sorte. O mais interessante desta equipa do Dortmund é que para além de ser exemplar ao nível defensivo (Hummels e Subotin metem respeito) e de ter um meio-campo que é algo do outro mundo, não usa e abusa da técnica individual dos seus jogadores, preferindo um futebol altamente flanqueado até porque Marcel Schmelzer (defesa-esquerdo) é um jogador que tem uns pézinhos de ouro para centrar bolas.

Outro lance que seria memorável foi a enorme cavalgada do centrocampista Dinamarquês William Kvist que só parou nos ferros da baliza de Weidenfeller. Seria um golo de antologia.
Até que entrou Julien Schieber na partida – primeiro a assistir Ibisevic e depois contra tudo e contra todos a estabelecer o 2-2 e 1 minuto depois o 3-2. O golo de Mats Hummels também é golão e a reacção de Jurgen Klopp não é para menos. Até que Gentner conseguiu descobrir um buraquinho na defesa do Dortmund e fez o 4-4 final para gáudio daqueles que se deslocaram de Estugarda a Dortmund.

O Bayern reduziu a diferença para 3 pontos depois de bater o Nuremberga por 1-0. Arjen Robben deu a vitória aos bávaros.

O Schalke 04 empatou a 1 bola no terreno do Hoffenheim depois de ter sido vergado a uma derrota caseira por 4-2 contra o Athletic de Bilbao (já lá vamos) e o 4º classificado (Borussia de Moenchagladbach) também perdeu em Hanover por 2-1.

Liga dos Campeões:

À 1 mês atrás ninguém diria que seria Salomon Kalou aquele que iria dar a vitória ao Chelsea no jogo dos quartos-de-final na Luz frente ao Benfica.
Primeiro porque depois da derrota em Napoli por 3-1 ninguém acreditava que Villas-Boas teria capacidades para conseguir ultrapassar os italianos em Stamford Bridge. Villas-Boas foi precisamente despedido nessa semana e o seu adjunto Roberto diMatteo conseguiu fazer com que os Blues dessem uma lição de futebol aos italianos no seu reduto.
Depois porque Salomon Kalon era carta fora do baralho do técnico português nos 8 meses que o dito passou em Londres.
Em terceiro lugar, porque uma equipa com Lampard, Drogba, Torres, Malouda, Mikel, Sturridge, Mata, Lukaku faz com que Salomon Kalou seja um nome praticamente desconhecido que ainda paira no plantel Blue.

O Benfica pode queixar-se de factos internos e externos para justificar a derrota. Pode-se queixar do facto de ter atacado muito mas mal e de ter rematado muito mas sem eficácia.

Ao nível de arbitragem, creio que Raúl Meireles não acabava a primeira parte pois fartou-se de cometer faltas duras e graves. Di Matteo apercebeu-se disso e tirou o médio quando sentiu que a presença deste em campo poderia ser negativa para o jogo da equipa. Ainda ao nível de arbitragem, fica um penalti claríssimo por marcar a favor do Benfica por mão de John Terry na área.

O Benfica só acordou a partir da meia-hora de jogo. Perante um Chelsea bem organizado com a construção táctica de bloco defensivo subido para evitar principalmente que Aimar e Witsel construíssem e fantasiassem no meio-campo encarnado. Ao contrário do que foi dito na imprensa no dia seguinte e do que Ramires disse à comunicação social, o brasileiro não tirou muitas contrapartidas do seu companheiro de flanco. Emerson até respondeu bem à altura do seu compatriota, perdendo 2 ou 3 vezes em velocidade para o mesmo e pouco mais. O lance do golo do Chelsea nasce do seu lado, mas, tanto poderia surgir da esquerda como da direita.
Na primeira parte, Gaitán e Bruno César estiveram muito interventivos nas respectivas alas e o brasileiro foi o detentor de mais remates no Benfica. Bruno César mereceu o golo ao contrário de Oscar Cardozo que se limitou a falhar golos na cara de Petr Cech. 23 foram os remates que o Benfica fez na partida. Petr Cech não brilhou devido a esse facto. A questão é que os jogadores do Benfica remataram muito mas quase sempre para fora. Cech brilhou por exemplo a cabeceamento de Jardel já na 2º parte.
Seria no contra-golpe (arma que Jesus tanto gaba na sua equipa) que o Chelsea iria marcar ao Benfica. Até ao final há a questão do penalti que ficou por assinalar e a questão do atraso (para mim não é intencional) de David Luiz para Petr Cech. Mesmo ao cair do pano tanto poderia ter marcado o Benfica como Juan Mata poderia ter fechado a eliminatória com a possibilidade que teve de aumentar para 2-0.

Em suma é um resultado injusto para o Benfica. O empate a 1 adequava-se mais perante um Chelsea que veio a Lisboa defender e jogar para o empate e um Benfica que quis o golo a todo o custo (e até o merecia) mas que deve ter mais paciência neste tipo de jogos.
A eliminatória não está fechada e Roberto DiMatteo foi o primeiro a afirmar hoje na conferência de imprensa que o Benfica tem talento para marcar em Londres. No entanto, não creio que o Benfica passe a eliminatória.

Casa cheia em Nicósia. Esperavam-se mais dificuldades para o Real. Real Madrid sem Xabi Alonso faz Mourinho colocar Nuri Sahin no onze titular. Aposta ganha. O Turco foi crescendo ao longo do jogo e não raras foram as vezes em que deu equilíbrio ao meio-campo madridista e conseguiu desmarcar os seus companheiros.
Em destaque, a diferença de orçamentos. A maior contratação do Real contra a maior contratação do APOEL. Os 94 milhões gastos por Ronaldo contra o 600 mil euros que o APOEL deu pelo avançado brasileiro Adaílton. Os 500 milhões que o Real gastou nas últimas 3 épocas em reforços contra o milhão e cem mil gastos pelo APOEL.
Na primeira parte, o Real optou por estar em cima do acontecimento com uma toada lenta. Benzema e Ozil estavam bem mexidos e iam criando as primeiras jogadas de perigo. O Madrid estava a praticar um futebol muito aberto e muito flanqueado como é seu apanágio. Na primeira parte, o Real conquistava mas não tinha marcado. O APOEL raramente tinha saído do seu meio-campo. Nada de extraordinário perante o que vimos contra Porto e Lyon.

Ao intervalo, Ivan Jovanovic fazia lançar o veterano português Hélder Sousa. Aos 34″ este antigo jogador do trofense fazia a sua estreia na Champions e logo contra o Real de Mourinho.

Na 2ª parte, o Real carregou no acelerado. Começou a provocar cansaço no APOEL e os cipriotas começaram a baixar a guarda defensivamente lentamente. Até que Mourinho lança no jogo Kaka e Marcelo. A revitalização do flanco esquerdo vai original os golos do Real: a combinar bem com Benzema, seria o francês a marcar o primeiro golo e a duo brasileiro que saltou do banco a carimbar o 2º. O 3º seria uma obra prima de bom futebol entre Ronaldo, Ozil e Benzema. 3-0 para o Real num jogo tranquilo. Podem existir poupanças na 2ª mão em Madrid a pensar no jogo da Liga frente ao Valência.

Empate sensaborão no jogo de proa destes quartos-de-final da Champions. Esperava-se que o duelo entre Milan e Barcelona fosse colorido com golos.
Duas equipas que já se tinham defrontado na fase de grupos. Em Nou Camp, o Milan fez um jogo extraordinário conseguindo o empate a 2 bolas. Em San Siro, o Barcelona levou a melhor.

Barcelona a apresentar uma única alteração em relação ao one habitual no último mês: Seydou Keita a entrar no lugar de Thiago Alcântara. Pep Guardiola sabia de antemão que o meio-campo do Milan tem actuado de forma poderosa e quis desde logo mostrar interesse em colocar Keita (um jogador cheio de pulmão) no meio-campo para junto com Xavi e Fabrègas anular Seedorf, Ambrosini, Boateng e Nocerino.

Domínio total do Barça na partida. O Barça pecou apenas por falta de eficácia. É essa falta de eficácia que resume o empate obtido pelo Milan. Tirando os primeiros minutos onde os milaneses tentaram começar a mandar na partida, até por uma questão da necessidade de uma vitória expressiva que pudesse dar alguma tranquilidade em Nou Camp e de outra necessidade que se prendia em não entregar o domínio do jogo aos catalães, o resto do jogo seria dominado pelo Barça e as maiores oportunidades de golo iriam pertencer à equipa de Pep Guardiola.
Na primeira parte, não se fosse a falta de eficácia, o Barça poderia ter ído para os balneários a vencer por 2 ou 3. Oportunidades para tal teve de sobra: Keita, Aléxis, Messi e Xavi tiveram nos pés 5 soberanas oportunidades de golo. No entanto, a defesa do Milan, apesar de alguns desacertos menores ia conseguindo retardar a obtenção de um golo por parte da equipa “culé” e mesmo quando a defesa não dava conta do recado era Abiatti quem salvava a equipa de Max Allegri.

O Barça apostou num futebol diferente do que é habitual em San Siro. A circulação de bola não passou tanto pelos laterais. Daniel Alves ia subindo no terreno de forma amiúde e nunca apareceu na zona de finalização. Messi não apresentou as habituais jogadas de flexão do flanco direito para o centro do terreno, jogadas onde costuma ser letal em maior parte dos jogos. O Barça apostava mais em entrar pela defesa do Milan pelo centro do terreno, muito à custa de rápidas tabelinhas entre os 3 homens do meio-campo e Aléxis Sanchez. Seria o Chileno a provocar a decisão mais complicada da noite para a arbitragem: a meu entender não existe penalti. Aléxis embate contra Abbiati mas creio que o Chileno (apercebendo-se que tinha adiantado em demasia a bola) tenta cavar o contacto ao guarda-redes italiano.
O golo anulado a Messi nos minutos seguintes seria uma boa decisão do fiscal-de-linha.

Na 2ª parte, mais do mesmo. O Milan estava ligeiramente encostado às cordas. O Barça não deixava os milaneses armar o seu ataque com uma pressão alta ao nível da defesa milanesa. António Nocerino não conseguia receber a bola e construir de raiz. Em contrapartida, o Barça quando tinha a bola tratava imediatamente de tentar adormecer o Milan e esperar um erro da defensiva italiana para capitalizar. Esse erro esteve perto. Tanto Aléxis, como Messi como Puyol por intermédio de um canto tiveram novas oportunidades para marcar mas não era o dia do Barça.

Ma

Já o Bayern voltou a provar que também quer vencer a Liga dos Campeões. No Vélodrome de Marselha, a turma local foi incapaz para travar a corrente de ataque dos Bávaros. Mário Gomez despachou o assunto ainda na primeira parte para uma eliminatória que todos sabíamos que não ia ter grande história para narrar.

Liga Europa:

De todos os adversários que podiam ter saído ao Sporting no sorteio dos quartos-de-final, pessoalmente creio que o Metalist foi o pior adversário que a turma leonina podia enfrentar. Isto porque apesar de se conhecerem alguns nomes da equipa ucraniana (composta principalmente por jogadores sul-americanos) o Sporting iria enfrentar uma equipa desconhecida dos palcos europeus, desconhecida do ponto de vista de potencial e forma de actuar e que tinha um registo impressionante nas fases anteriores da prova, tendo perdido alguns jogos em casa e tendo ganho outros fora, alguns deles em terrenos difíceis como é o caso do Olympiacos da Grécia, equipa que foi eliminada por este Metalist nos oitavos-de-final.

Sporting posicionado depois do vibrante sucesso diante do Manchester United. Do Metalist ficamos a conhecer que é uma equipa bem organizada a todos os níveis. Defendem de forma agressiva e atacam preferencialmente usando o contra-golpe onde tem jogadores talhados para o efeito, casos de Taison (bom jogador; um bocadito fiteiro e pouco objectivo na hora de concretizar as suas maravilhosas arrancadas pelo flanco) e Cleiton Xavier. Também fiquei impressionado com o avançado Cristaldo; Este avançado argentino de 23 anos que saltou do Velez Sarsfield para a Ucrania e que já foi convocado por Sérgio Batista para a selecção é um jogador que me impressionou pela sua dotação técnica.

O jogo começou com algumas desconcentrações da defensiva leonina, ainda fruto de uma fase de estudo ao futebol rápido e açucarado dos ucranianos. Do ponto de vista ofensivo, a equipa ucraniana colocou algumas dificuldades à turma leonina a partir do momento em que (com a lição de casa bem estudada) meteram o trinco Torres a marcar homem-a-homem Matías Fernandes (impedindo o Chileno de assumir a batuta do jogo ofensivo leonino) e meteram dois homens regularmente em cima de Stijn Schaars. Sem o holandês a armar jogo e o chileno a criar, o Sporting sentiu algumas dificuldades em construir oportunidades dignas de registo. Penso que a ideia do Metalist seria a de vencer fora. Os jogadores da turma ucraniana iam mudando o ritmo de jogo a seu bel-prazer. Quando o Sporting tentava ficar por cima na partida, a equipa ucraniana diminuía o ritmo da circulação de bola. Quando sentiam que o Sporting estava a entrar numa onde de bloqueio, os ucranianos impunham rapidos contra-ataques que a bem ou mal até ao final da primeira parte foram resolvidos pela defensiva leonina.

O que é certo é que na primeira parte o Sporting não teve bola nem oportunidades de golo. Para contar só o facto de Torsiglieri (central que já foi do Sporting e que este ano foi em primeiro lugar emprestado ao Metalist e depois vendido definitivamente aos ucranianos) recebeu um amarelo e como tal não irá jogar na 2ª mão. À semelhança do seu colega no centro da defesa Papa Gueye. Os dois fartaram-se de marcar com pitons os homens do ataque do Sporting e deveriam a meu ver ter visto mais do que um amarelo. Na 2ª parte existe mesmo o lance em que Torsiglieri perdeu a cabeça e numa disputa de bola com Jeffren atirou o jogador espanhol contra o banco de suplentes, motivo mais que suficiente para ver o cartão vermelho directo.

Na 2ª parte, a palestra de Sá Pinto fez efeitos. O Sporting voltou ao relvado com outra cara e decidiu aumentar o ritmo de jogo e procurar as alas, até então desaparecidas. Se até então apenas Carriço tinha tentado a sua sorte de longe por duas vezes e se numa desconcentração da defensiva ucraniana num livre cobrado por Matías Fernandes havia algum sururu na área ucraniana, eis que Capel e Izmailov escreveram a ouro o momento do jogo para o primeiro golo da partida. A seguir, foi Patrício quem valeu à turma leonina após remate de Cristaldo à entrada da área.

Os centrais do Metalist continuavam a ser duros e merecedores de algo mais que o amarelo. Taison continuava a querer desiqulibrar no flanco esquerdo. Sentindo a rapidez do brasileiro, João Pereira não fez a ala como é seu costume. O brasileiro fazia tudo bem excepto na hora de atirar; tanto não atirava a baliza como se atirava para o chão! Já Cleiton Xavier tinha desaparecido da partida e so voltou a aparecer aquando da grande penalidade do Metalist.
Aos 63″ veio outro dos momentos da partida quando Insua atirou um míssil para a baliza ucraniana, fazendo o 2-0.
Aproveitando a confortável vantagem, Sá Pinto tratou de a preservar. Tirou Carriço (esgotado após uma exibição de encher o olho) e meteu Renato Neto para dar mais poder de choque ao meio-campo do Sporting; refrescou também as alas, colocando Jeffren e Carrillo. Tanto o espanhol como o peruano tentaram várias investidas pelas alas e o Peruano poderia ter sido feliz num lance em que depois de uma cavalgada pela direita preferiu chutar com o seu pé mais fraco (esquerdo) quando poderia ter isolado Matías para o 3-0.

Veio a resposta ucraniana. Por duas vezes Patrício foi chamado a intervir aos pés adversários: primeiro Taison e depois o recém entrado Devic. Depois seria Taison a tentar de livre e Patrício a responder em voo. Era o Sporting que se fechava nos minutos finais para segurar a vantagem. Até que no minuto final Devic caiu na área leonina e o arbitro de baliza marcou penalti numa decisão errada. Cleiton Xavier amenizou a derrota ucraniana e levou a eliminatória muito viva para Kharkiv. O Sporting terá que sofrer para passar às meias-finais da prova.

“El Louco” Bielsa é o treinador da moda na actualidade futebolística. Não é para menos: o futebol seu Athletic tem deslumbrado tanto ao nível interno na Liga espanhola como ao nível internacional na Liga Europa.

Depois de ter eliminado o Manchester United da forma que eliminou (na 2ª mão no San Mamés Ferguson poderia ter saído goleado) a mais recente vítima do futebol total de Bielsa foi o Schalke 04. Engane-se quem pensa que é fácil ir a Gelsenkirchen jogar como o Athletic foi. Apesar de ser uma equipa alemã, existe algo que une o Schalke ao Athletic: um estilo de jogo latino, promovido na turma alemã por vários jogadores como Farfán, Jurado ou Raúl. Não nos podemos esquecer que esta equipa do Schalke fez na época passada um enorme brilharete na Champions, atingindo as meias-finais (onde foi eliminada pelo United) depois de ter estrangulado o Inter (campeão europeu em título na altura) com um brilhante 5-2 em Giuseppe Meazza.

Este Athletic de Bielsa é um enorme case study. É uma equipa que peca um pouco por jogar de forma aberta. Apesar de ter melhorado em muito com a descida posicional de Javi Martinez para o centro da defesa (Martinez já era um grande trinco e arrisca-se a ir pela Roja ao Europeu como central) é uma equipa que se expõe em muito ao contra-ataque das equipas adversárias. Isto porque Bielsa adopta um estilo de pressão muito alta aos adversários (logo à saída da grande área) que apesar do facto de estar a resultar lindamente na Liga Europa nos jogos efectuados pela turma basca.

Outro dos problemas desta Athletic de Bilbao é a tendência extrema que esta equipa tem para optimizar o seu ataque com Llorente como finalizador. Não é que o Bilbao não finalize em quantidade e em qualidade. O problema é que os bascos têm bons criativos (Susaeta, Muniain, De Marcos) mas todos eles não sabem finalizar e estão sempre à espreitar de oferecer golos ao seu ponta-de-lança.

Jogos impróprio para cardíacos na arena de Gelsenkirchen. O Bilbao começou melhor e capitalizou um erro do guarda-redes do Schalke. Depois viria a reviravolta alemã com o expoente máximo nos pés do maravilhoso Raúl. O Schalke alterou os guarda-redes e o Bilbao, actuando em contra-ataque, apenas se limitou a explorar os erros alemães. Se no 3º golo o guarda-redes alemão teve culpas, no 4º é caso para dizer que estava extremamente mal posicionado.
E o Athletic está nas meias-finais. Garantidamente. Poderá ser o próximo adversário do Sporting.

Nas restantes partidas, o Atlético de Madrid venceu o Hanover por 2-1 e o Valência perdeu no terreno do AZ Alkmaar por semelhante resultado:

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futeboladas

Campeonatos + Liga dos Campeões + Liga Europa.

Começamos pela Premier League

Depois do desaire europeu obtido na passada quinta-feira em Alvalade frente ao Sporting (já lá iremos) o Manchester City não podia ter um pior fim-de-semana ao perder a liderança da prova no País de Gales diante do Swansea.

A equipa do City voltou-se a mostrar apática e sem grandes recursos ofensivos. Do lado do Swansea, mais uma grande exibição de Scott Sinclair e de Joe Allen. O golo do Swansea haveria de ser apontado pelo avançado Luke Moore aos 83″, 4 minutos depois de ter entrado na partida para substituir Danny Graham. O City foi ultrapassado pelo seu rival United na classificação. Os Red Devils têm agora 67 pontos contra os 66 dos Citizens. Já o Swansea continua o seu campeonato tranquilo, sendo 11º com 36 pontos.

Os Citizens jogam quinta-feira no City of Manchester contra o Sporting para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e segundo notícias da comunicação Britânica estão alertados para a goleada que o Sporting impôs ao Vitória de Guimarães em Alvalade.

Outra notícia que marca a actualidade do futebol inglês é o acordo praticamente consumado entre Manchester City e Robin Van Persie para a próxima temporada. O jogador termina contrato em 2013 e caso não queira renovar com o Arsenal, o clube de Londres poderá ter que ser obrigado a vendê-lo para poder conseguir alguns activos. O City estará disposto a ter o jogador já na próxima época, estando disposto a pagar algo como 25 milhões de euros pelo mesmo a um ano do fim do contrato. Arséne Wenger já veio manifestar o desejo de continuar a orientar o Holandês, esperando que o mesmo renove pelos Gunners até ao fim desta época.

Para ultrapassar o City na tabela classificativa, o United bateu em casa o West Bromwich Albion por 2-0. Tal e qual o City, o United também vinha de uma derrota para a Liga Europa. No entanto, no caso do United, a derrota era moralmente mais frustrante: em casa, por 3-2 (hipóteses mais reduzidas de se qualificar) frente a um Athletic de Bilbao com uma dose energética e um futebol que decerto não se adivinhava por Old-Trafford. O jogo contra o Athletic tinha sido parecido (mas de resultado pior) com o jogo de Outubro frente ao Basileia em Old-Trafford para a Liga dos Campeões.

O WBA fez um jogo bastante interessante, um jogo um pouco semelhante aquele que tinha feito em Londres na semana anterior. No entanto, os jogadores do WBA falharam muitas oportunidades de golo na 1ª parte. Na 2ª parte, Wayne Rooney haveria de ser oportuno em duas situações e selar o resultado final. 25º e 26º golo do avançado inglês na prova, facto que o levou a ultrapassar Robin Van Persie na lista dos melhores marcadores.

Quem continua em altas é o Arsenal de Arséne Wenger. 4ª vitória consecutiva contra 4º rival de topo. O Arsenal conta com um rally interessante nesta fase da temporada: bateu o Tottenham por 5-2, o Liverpool em Anfield por 2-1, o Milan por 3-0 (insuficiente; já la vamos) e agora o Newcastle por 2-1.

Hatem Ben Arfa até abriu o marcador para os magpies aos 14″ num belo trabalho individual, sendo a vantagem dos homens do norte rapidamente anulada por um golo no minuto seguinte por parte do inevitável Robin Van Persie também num belo trabalho individual. Depois de um domínio quase absoluto no Arsenal na 2ª parte, seria o Belga Thomas Vermaelen a selar a vitória da equipa comandada por Wenger.

O jogo ficaria marcado por uma intensa picardia entre holandeses. O guardião magpie Tim Krul (tem-se destacado e muito nesta época) e Robin Van Persie andaram pegados durante toda a partida e chegaram mesmo a vias de facto em pleno relvado. Van Persie como se sabe é da formação do Feyenoord enquanto Krul cresceu no modesto ADO Den Haag (equipa que oscila entre a Eredivisie e a 2ª divisão holandesa). Krul fez uma boa exibição assim como o central Argentino Fabricio Coloccini (recentemente renovou por mais 4 épocas com o Newcastle onde de resto é muito acarinhado pela massa associativa) que só pecou por ter dado aquela abévia a Van Persie no lance do golo. De resto, apesar do golo, Van Persie mostrou muita virilidade durante toda a partida. Segundo o árbitro da partida, houve confusão no túnel de acesso ao balneários no final da partida.

O Arsenal aproveitou a escorregadela do Tottenham no Goodison Park frente ao Everton. O Croata Nikica Jelavic voltou a fazer duas suas. O Croata já leva 15 golos esta época. A equipa de Harry Redknapp começa a olhar pelo retrovisor para o Arsenal. A distância entre os rivais de Londres na luta pelo 3º lugar (qualificação directa para a Champions) é de apenas 1 ponto.

Já o Chelsea também continua na luta pela Champions. Em vésperas de confronto europeu contra o Napoli em Stamford Bridge, os comandados de Di Matteo (falou-se na possibilidade de Rafa Benitez tomar conta da equipa nos próximos dias) bateram o sempre difícil Stoke por 1-0 em Londres.

Di Matteo tem escalado um onze completamente diferente de Villas-Boas. Mata, Sturridge e David Luiz são presenças no banco em prol das entradas de Obi Mikel, Salomou Kalou e Gary Cahill para o onze titular.

O Stoke de Tony Pulis começou mal a partida com a expulsão do avançado Jamaicano Ricardo Fuller aos 25″ depois de uma agressão ao sérvio Ivanovic. Di Matteo alterou tudo ainda na primeira parte: aproveitando o facto do Stoke se ter retraído com a expulsão de Fuller, tirou Meireles e colocou Mata em campo. Com resultados. Aos 68″ seria Didier Drogba a marcar o golo da vitória dos Londrinos.

Outros jogos:

Bolton 2-1 Queens Park Rangers – Duelo de aflitos. O Bolton trocou de posição com o QPR graças a esta vitória caseira saíndo dos lugares de despromoção. O golo do Croata Klasnic aos 86″ pode valer ouro.

Sunderland 1-0 Liverpool – A equipa de Dalglish vive novo mau momento. A derrota em Sunderland mete a Europa a 7 pontos. Anfield não terá competições europeias na próxima época mais uma vez.

Liga Italiana:

Bom augúrio para o Napoli antes de visitar Stamford Bridge. 6-3 ao Cagliari. A equipa de Mazzarri continua a trepar lugares na série A sendo agora 4ª a 11 pontos do líder Milan.

Marek Hamsik inaugurou o marcador com um tiro de meia distância aos 10″. Paolo Cannavaro haveria de fixar o 2-0 9 minutos mais tarde. Aos 30″, o Napoli já vencia 3-0. Depois veio o vendaval Larrivey com um hat-trick para os homens da Sardenha e os golos de Lavezzi, Gargano e Maggio quando a vitória do Napoli já era indiscutível. Dos 9 golos da partida, apesar de só ter entrado aos 59″, Edinson Cavani não apontou nenhum. Porém, esta máquina de Mazarri está bem oleada e promete surpreender.

Aproveitando o empate da Juve em Genova, o Milan não vacilou e aumentou a sua vantagem na liderança para 4 pontos. Antonio Nocerino e Zlatan Ibrahimovic foram os obreiros da vitória contra o Lecce. O Milan continua em todas as frente. O Sueco apontou o seu 19º golo na Série A.

Quem saiu da luta pelo título foi a Lazio. Os comandados de Edy Reja não deram um bom percurso á vitória no derby contra a Roma e perderam 3-1 contra o Bologna. Grande jogo de Alessandro Diamanti. A lazio está agora a 9 pontos da liderança.
No mesmo plano, a Udinese perdeu no terreno do Novara por 1-0. Balão de oxigénio para o Novara. Mesmo assim tem 11 pontos de diferença para o primeiro lugar acima da linha de água.

Na sexta-feira, o Inter jogou mais um matchpoint com vista à qualificação para as competições europeias, vencendo o Chievo por 2-0 com golos tardios da dupla argentina Walter Samuel e Diego Milito. A equipa de Claudio Ranieri voltou a demonstrar enormes problemas de finalização e encontrou (como a Juventus tinha encontrado na jornada anterior) um Stefano Sorrentino inspirado na baliza do Chievo. É caso para dizer que este guarda-redes é o “abono de família” da equipa de Doménico Di Carlo. Quando não era Sorrentino a aliviar a defesa do Chievo, era o poste ou a fraca pontaria dos jogadores do Inter a evitar a vitória dos Milaneses. Até que Walter Samuel deu o triunfo merecido aos milaneses e Diego Milito confirmou-o.

Nesta luta, a Roma também venceu. 1-0 em Palermo com o 9º golo de Fabio Borini na época.

Liga Espanhola:

Mais uma batalha para Mourinho e para o Real em véspera de Champions. O Estádio Benito VillamaBrin trouxe um Bétis muito afoito na 1ª parte. A necessidade assim o obriga aos sevilhanos derivado da sua posição pouco consolidada na tabela (15º com 6 pontos à maior da linha de água). O Bétis inaugurou o marcador aos 10″ por intermédio de Molina. Passado 15 minutos, o Argentino Gonzalo Higuaín aproveitou o facto do lateral português Nelson o ter posto em jogo para estabelecer o empate e o seu 17º golo na Liga.

Depois, já na 2ª parte, viria o furacão Cristiano Ronaldo: primeiro a obrigar aos 47″ o guarda-redes sevilhano Fabrício a uma defesa do outro mundo e depois, 5 minutos mais tarde, a estabelecer o 2-1 num lance confuso em que a defesa do Bétis esteve novamente a dormir. A posição de Ronaldo é legal aquando do toque de Marcelo. 3 minutos depois o Bétis empataria a partida por intermédio de Jonathan. Aos 72″, Ronaldo puxou do gatilho para estabelecer o resultado final.

O título está cada vez mais próxima para o Real, no jogo que comemorou a vitória 100 de Ronaldo pelos Merengues. Em evidência no jogo Marcelo. O Brasileiro atacou quanto pode e foi um regalo não só vê-lo a cavalgar pelo flanco esquerdo durante toda a partida como vê-lo a aparecer em zona de finalização variadíssimas vezes.

O jogo ficou ainda marcado por um erro gigantesco da arbitragem ao não assinalar nos minutos finais uma grande penalidade claríssima a favor do Bétis por ostensivo corte com o braço de Sérgio Ramos.

No El Sardiñero em Santander, o Barça manteve a distância de 10 pontos para o Real. Messi coroou uma semana em cheio a nível pessoal com 7 golos em 2 jogos. Incrível.

Outros jogos:

Real Sociedad 3-0 Zaragoça – A equipa de Ruben Micael e Hélder Postiga é cada vez mais última. 9 são o número de pontos que os distanciam do primeiro lugar acima da linha de água.

Málaga 1-0 Levante – Jogo decisivo para ambas as formações na luta pelos lugares europeus. Com Eliseu titular a lateral-esquerdo foi o internacional venezuelano José Rondón que deu a vitória ao Málaga frente ao sensacional Levante. A equipa de Manuel Pellegrini subiu ao 4º lugar (lugar que garante os playoffs de Champions) por troca com a equipa de Valência.

Valência 2-2 Mallorca – No Mestalla, os comandados de Unai Emery escorregaram frente ao Mallorca e abriram a porta ao Málaga na luta por um lugar directo na Champions (os valencianos tem 4 pontos de vantagem para os malaguenhos e 6 para Osasuna e Levante). Sem Portugueses nos convocados, Tino Costa abriu o marcador aos 23″ e haveria de ser expulso aos 85″. Aduriz elevaria o marcador para 2-0 aos 42″. Na segunda parte Nsue e Victor empatariam a partida para os maiorquinos.

Sporting de Gijón 1-0 Sevilla – Os Sevillanos vão de mal a pior. A equipa de Reyés, Rakitic, Kanouté, Fernando Navarro, Julién Escudé, Manu Del Moral, Jesus Navas, Babá e Piotr Trochowski estabeleceu no início da época como objectivos voltar a um lugar que lhe desse acesso à Liga dos Campeões. Com a derrota em Gijón (penúltimo com 24 pontos) com golo do Português André Castro, os Sevillhanos não só estão longe dos lugares europeus (a 5 pontos do Levante) como começam a ver os últimos lugares a aproximarem-se (distam a 9 pontos da linha de água)

Osasuna 2-1 Athletic de Bilbao – No duelo regional (Navarra e País Basco são duas regiões próximas mas independentes mas os bascos reclamam Navarra como seu territorio, facto que é partilhado pelos Navarrenhos) o Athletic não recuperou fisicamente do triunfo extraordinário que tinha tido 3 dias antes em Old-Trafford frente ao United. Num jogo interessante que tinha como motivo especial o facto de ambas as equipas estarem a lutar por lugares europeus, o Osasuna foi mais forte vencendo por 2-1 com golos de Raúl Garcia e Iturraspe na própria baliza. Llorente reduziu para os bascos.

Liga Francesa:

Carlo Ancelotti tem razões para sorrir nesta jornada. O PSG foi ao terreno do Dijon ganhar por 2-1 com um golo de última hora de Kevin Gameiro em cima do minuto 90. O Dijon caiu para a linha de água da prova.

O Montpellier continua a liderar a oposição aos parisienses. A equipa de Hilton, Marco Estrada e John Utaka venceu o Caen por 3-0 em casa e continua a 1 ponto do líder.

No jogo alto da jornada em França, Sir. Alex Ferguson (em observação a jogadores das duas equipas como Michel Bastos, Eden Hazard e Alexandre Lacazette) esteve no Gerland para assistir à vitória do Lyon frente ao Lille por 2-1. O campeão em título da Ligue 1 disse adeus à renovação do título. Alexandre Lacazette esteve novamente em grande ao abrir o marcador aos 12″. O jovem francês de 20 anos arrisca-se a ganhar um lugar na sua selecção para o Europeu. Lisandro Lopez também marcou aos 39″ o seu 9º golo no campeonato deste ano. O Lyon está no 7º lugar com 43 pontos, a 1 dos lugares europeus e a 4 do 3º que é precisamente o Lille

No que toca a luta pela europa, o Lyon aproveitou mais uma escorregadela de Marselha (0-1 em Ajaccio) o empate do Toulouse a 1 bola e o empate do Rennes em casa contra o Auxerre. Os outros grandes vencedores da jornada foram o Bordéus que venceu em Brest por 2-0 e o Saint Ettiène (4º classificado) que bateu o Valenciennes fora por 2-1.

Na luta pela Europa a classificação em frança resume-se a este cenário: 3º Lille 47 pontos; 4º Saint Ettiène com 46 pontos; 5º Rennes com 44 pontos; 6º Toulouse com 44 pontos; 7º Lyon com 43 pontos; 8º Marseille com 39 pontos e 9º Bordéus também com 43 pontos.

A luta pela permanência também está vivaça. Do 11º (Valenciennes com 33 pontos) ao último (Sochaux) há um gap de apenas 9 pontos.

Liga Alemã:

O Borússia de Dortmund cedeu no terreno do modesto Augsburg num empate a 0 bolas e viu o Bayern cilindrar em casa o Hoffenheim por 7-1.

O Bayern marca 14 golos em 2 jogos visto que ontem também cilindrou o Basileia para a Champions por incríveis 7-0.

Do jogo de sábado, uma exibição colectiva fantástica dos Bávaros. A equipa de Jupp Heynckes está disposta a acabar a época em grande forma. Arjen Robben bisou na partida, Mario Gomez fez um hat-trick e Toni Kroos e Luis Gustavo fecharam a contagem para os bávaros num jogo que Ribéry teve o azar de marcar o único auto-golo da sua carreira!

O Bayern pratica aquele futebol bonito e eficaz. Misto de dureza (à boa moda alemã) com um futebol apoiado e flanqueado com conta, peso e medida. Arjen Robben e Franck Ribéry aparecem com um enorme pico de forma nesta altura do campeonato e Mario Gomez é uma autêntica máquina de marcar golos: já leva 21 na Bundesliga desta época.

Se quiserem dar uma vista de olhos, vale a pena ver o resumo desta partida.

O 3º (Borussia de Moenchagladbach) perdeu algum contacto com os da frente depois de empatar a 0 bolas em casa contra o Freiburg. O Estugarda também empatou em casa contra o Kaiserlautern e atrasou-se na luta pelos lugares europeus.
O Bayer de Leverkusen continua com uma enorme dor de cabeça. Depois dos 7 de Barcelona, perdeu contra o Wolfsburg de Félix Magath por 3-2 num jogo de loucos onde até começou melhor com um golo de Kiessling aos 3″.
Em apuros está novamente o Hertha de Berlim (regressou à Bundes esta época) depois de ter perdido 1-0 contra o Colónia de Podolski. Se os homens de Colónia saíram dos lugares perigosos, o Hertha está neste momento em 16º lugar, lugar que obriga no fim de cada época a equipa da Bundesliga a jogar contra a 3ª classificada da 2ª Bundesliga por uma vaga no principal escalão do futebol alemão.

Liga dos Campeões:

A tarefa avizinhava-se complicada para o Benfica. Depois do 2-3 de São Petersburgo, previa-se um Zenit altamente defensivo, um pouco à semelhança daquilo que tinha feito em Dezembro no Estádio do Dragão frente ao Porto no jogo referente á última jornada da fase de grupos.

O Benfica não podia contar com Aimar (castigado por 1 jogo por acumulação de amarelos) jogador que seria (mais do que em outros jogos) essencial para o benfica conseguir perfurar os blocos defensivos do Zenit.

Luciano Spalletti mostrou desde logo as suas intenções na Luz: defender o resultado obtido na Rússia. Na Luz, Spalletti abdicou de Bruno Alves por considerar que o jogador poderia sofrer com a pressão imposta pelos adeptos encarnados. Voltou a apostar em Lombaerts no centro da defesa e numa equipa a jogar em bloco. Voltou também a apostar numa equipa ultra-defensiva, contendo apenas 3 jogadores de cariz atacante: Semak, Bystrov e Kerzhakov.

Já Jorge Jesus perante as ausências de Garay e de Aimar, fez regressar Rodrigo (apostando no brasileiro a fazer de Aimar) e apostou em Jardel para o centro da defesa.
Na primeira parte, até ao golo de Witsel, nada de novo. O Benfica estava a sentir dificuldades na construção de jogo ofensivo graças à enorme muralha de jogadores que o Zenit punha em frente à sua baliza. Apenas Maxi Pereira na direita dava mostras de ser o jogador mais inconformado no Benfica com rápidas incursões pelo flanco direito. Malafeev foi obrigado a intervir duas vezes: uma a remate de Bruno César e outra a remate de Witsel. Do outro lado, o Zenit jogava de forma lenta e pouco incisiva. Antes do golo, Artur quis brincar na pequena área e acabou por entregar a bola mal para Luisão que a perdeu para um jogador russo, tendo este rematado à figura do guarda-redes brasileiro quando este recuava na área.
Depois veio o golo de Witsel e a explosão de alegria na Luz.

Na 2º parte, Bruno Alves entrou mas o Zenit não conseguiu sair da teia defensiva urdida pelo seu treinador. Os Russos pouco ou nada causaram de perigo à baliza de Artur Moraes. Para o final estava guardado o 2-0 por intermédio de Nélson Oliveira, matando por completo uma partida em que o Benfica fez mais do que o Zenit para passar os quartos-de-final.

A surpresa esteve perto de acontecer no Emirates.

Quando o Milan fechou com chave de ouro o jogo da primeira mão em San Siro por concludentes 4-0 (grandes exibições de Robinho e Ibra) ninguém esperava uma viagem tão atribulada a Londres no lado milanês.

Com o decorrer do jogo de Londres, chegou-se a temer uma reviravolta semelhante aquela que o Milan sofreu no embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions na época 2003\2004 no Riazor da Corunha em que depois de um 4-1 em Milão sofreu um escandaloso 4-0 na Corunha, num jogo em que Alessandro Nesta esteve mal na fotografia de todos os golos galegos.

Como equipa que ganha não se mexe, Massimiliano Allegri voltou a apostar num 11 que se tem repetido várias vezes no último mês: Abbiati; Abate, Mexés, Thiago Silva e Mesbah; Emanuelson, Nocerino, Van Bommel; Robinho, El Shaarawy e Ibrahimovic. Do lado do Arsenal apenas uma modificação em relação ao 11 habitual da equipa: a entrada de Oxlade-Chamberlain a titular e a saída dos convocados de Benayoun por lesão.

Seria o jovem de 18 anos contratado esta época ao Southampton por 12 milhões de libras a colocar a bola na cabeça de Laurent Koscilny para o primeiro golo da partida. Como bom portento de velocidade e técnica que é seria o extremo a partir Djamel Mesbah aos bocados no lance do 2º golo (Rosicky) onde é o experiente Thiago Silva a cortar para os pés do checo. O Milan tremia em Londres. O mesmo haveria de partir novamente Mesbah no lance do penalty que Robin Van Persie iria transformar ao minuto 43. Ao intervalo 3-0.

Isso obrigou Allegri a intervir na sua equipa que apareceu muito mais defensiva na 2ª parte. Emanuelson deixava de ser número 10 e passava a jogar na esquerda para ajudar Mesbah a controlar Oxlade-Chamberlain. Robinho passava a 10. El Sharaawy saíria aos 70 minutos para entrar Aquilani, um jogador mais forte, mais físico e com maior capacidade de retenção de bola a meio campo. A coisa saiu bem a Allegri. O Arsenal tentou o 4º golo mas não conseguiu. Foi uma eliminatória bipolar: o Milan ridicularizou o Arsenal em Milão e o Arsenal ridicularizou o Milan nos primeiros 45 minutos de Londres. Qualquer uma das equipas pelo que fez merecia passar.

No final de jogo, Wènger estava triste pela eliminação mas de cabeça erguida quanto à prestação da sua equipa: “I told my players they can be proud of their performance. Overall I felt we were a bit short because we had no midfielders on the bench and we suffered a little bit when we tired in the second half. We wanted to keep the ball better but we became more fatigued and I’m sure we would have scored two or three more goals in the second half. “We put a performance in with fantastic spirit and restored some pride after the first leg. Unfortunately we are out” but we had the chances. Overall we keep our winning run going, which is important, but unfortunately we paid the price for a bad first game.

We knew we had given a lot [in the first half]. Some players are not used to playing at that level in midfield, like Chamberlain. You need to score goals and not concede against teams like that. Our defenders were absolutely outstanding today. Overall we have given everything and that’s all you can do at the top level. We accept the result even if it’s a disappointing one.

[Oxlade-Chamberlain] was sick last night − we weren’t sure he would play because he had flu. In the end we decided to check him in the warm-up and I felt he was outstanding. Van Persie wanted to chip the goalkeeper because he was down, but he got up very quickly − Abbiati did well and we couldn’t score. I hoped in the last ten to 15 minutes we could create some dangerous situations in front of goal but, unfortunately, it didn’t happen because we didn’t have enough drive anymore.”

E Allegri aliviado:
“We have to analyse this defeat. Due to injuries we had to play with three forwards and I knew we could suffer a bit in defence. We created a few good chances to score in the second half. We are disappointed about the defeat but it was important to qualify. We are among the best eight in Europe and now we will have some players back from injuries and hopefully we can do better with them.

I don’t think we were scared, as fortunately we had earned an important result in the first leg. At the break I told the players to think it was still 0-0 because we could not change what we had done in the first half. We failed to complete crucial passes tonight and that’s why we did not score. I knew we might have some difficulties because Arsenal are not the team we saw in San Siro and because we had too many players missing tonight, so I did not have many options.

This could be an important game in the season. Elimination tonight could have been a terrible blow for the team. However, our objective was to reach the quarter-finals and we achieved it. The approach was not good tonight. We were too soft, especially when we were trying to keep possession, and we should have played from the start the way we did in the second half, trying to push forward for a goal. “We are disappointed about the defeat and the way we played in the first half but, in the end, we qualified”, even if the team made me lose some weight due to stress.”

Duas coisas singelas:
1ª Não é só o Barcelona que joga muito nem Messi, se bem que o Argentino esteve louco nesta partida.
2ª É mesmo o Bayer de Leverkusen que não joga nada e não lhes reconheço capacidades para andarem nestes patamares.

Como dizia o Sport na sua página online nessa noite: “Messi passou a sua dor de cabeça ao Bayer” – um bom trocadilho feito pelos catalães ao Bayer de Leverkusen, clube detido pela conhecida farmacêutica das aspirinas.

E de facto, o Bayer veio com a ideia de provocar uma dor de cabeça a Guardiola e acabou cheio de enxaquecas. Com um 3-1 de Leverkusen, o Bayer tentou complicar a vida ao Barcelona por intermédio de pressão alta à construção de jogo dos defesas e médios catalães. Ora bem, quem não tem perninhas não inventa. O treinador Robin Dutt tentou convencer que seria a melhor estratégia para derrotar os Barcelonistas. Enganou-se: foi um festival de Messi perante uma defesa de Leverkusen completamente autista a vender a banda passar. E o jovem Tello entrou na segunda parte e logo que tocou na bola abriu um livro numa jogada em que vos aconselho a ver e rever.

Messi estabeleceu a mão cheia de golos na Champions, levando agora 12. Novo record à vista?

Jogo de uma vida em Nicósia.

O APOEL não contava de maneira alguma chegar a Fevereiro e permanecer nas competições europeias. Digo “permanecer nas competições europeias” porque com um grupo como Zenit, Shaktar e Porto, o APOEL era o bombo da festa. Utilizei bem o tempo verbal: era. O APOEL fez o que fez na fase de grupos. Perdeu em Lyon por 1-0 num jogo em que os franceses viram-se da cor da Grécia para obter um golo e foram a Chipre enfrentar um adversário motivado, disciplinado, defensivo, forte no contra-golpe e com milhares de adeptos doidos a cantar.

90 minutos a ferro e fogo. O APOEL tentava utilizar o segredo do costume: defender e sair no contra-golpe sem descurar a sua organização. O Lyon tentava segurar a vantagem o máximo que podia. O nosso conhecido Manduca pôs o GSP Stadium de Nicósia ao rubro aos 9″. Vi inclusive na review da Champions declarações do técnico do APOEL Ivan Jovanovic a apelidar este jogo como o “jogo de uma vida” para o clube cipriota. Nada mais correcto. Findos os 90 minutos, quis o destino que o jogo fosse para prolongamento dados uns erros praticados pela arbitragem comandada pelo espanhol Alberto Undiano Mallenco a favor da equipa francesa.

O jogo foi para as grandes penalidades. Aí brilhou Chiotis, guarda-redes cipriota. O APOEL está nos quartos-de-final. E o mais incrível é que pode ir mais longe. Benfica, Marselha e hipoteticamente CSKA e Napoli poderão ser equipas ao seu perfeito alcance.

Depois de ter vencido no St Jakob´s Park o Bayern por 1-0, a jovem e promissora equipa do Basileia não merecia de ser eliminada desta forma depois da campanha que fez na fase de grupos.

Apesar do esforço, é pena o Basileia ter apanhado este super bayern no pico de forma da época. O Bayern dá mais 7 (como viram em cima já tinha dado 7 no campeonato ao Hoffenheim) e volta a dar 7 na Champions (em 2008\2009) deu 7 ao Sporting nesta fase no Allianz Arena.

Jogo sem história. O Bayern entrou a matar. Robben aos 11″ tem uma enorme classe na sua finalização, apesar da sorte que fez com que a bola viesse parar caprichosamente nos pés do Holandês depois de um ressalto de um defensor do Basileia. Apesar dos dois golos, Arjen Robben fez uma exibição de sonho. Depois, foi o vendaval Mario Gomez (poker) com dois golos pelo meio de Robben e Muller. Mario Gomez está ao despique com Messi e Ronaldo pelo título de pichichi da competição (quem sabe o record de mais golos numa só edição) levando o alemão 11 golos na presente edição.

Esta eliminatória entre Inter e Marselha esteve embruxada. Se não esteve embruxada, é caso para se dizer que o Marselha teve a dita “estrelinha de campeão”. Se no aborrecido jogo do Velodrome já tinha vencido a partida com um golo do Ganês André Ayew já para lá da hora, no Giuseppe Meazza, num jogo em que o Inter até começou a contar com um golo de Milito às três pancadas num momento de jogo em que o desespero já se começava a apoderar dos milaneses, o Inter merecia mais do que a fraca sorte de ser eliminado com um golo de Brandão aos 90+2. Pazzini ainda deu a vitória ao Inter na última jogada do encontro, mas não havia mais nada a fazer.

Fico com a impressão que Brandão faz falta no lance do golo do Marselha sobre o central do inter Lúcio.

Liga Europa:

Incontornável.

A vitória da raça e do querer. A vitória do David contra o Golias. Grande exibição do Sporting. Personalizada e organizada tanto a atacar como a defender.

Primeira parte bem disputada em que o City não quis arriscar do ponto de vista ofensivo. Tirando um lance em que Kolo Touré subiu ao 3º andar para cabecear para brilhante defesa de Rui Patrício e outro em que Gareth Barry atirou à entrada da área a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. Do lado do Sporting, muita atitude por parte da equipa com especial destaque para o flanco direito onde João Pereira foi muito assertivo a subir e a desiquilibrar, com a ajuda ora de Izmailov ora de Matias Fernandez, todos com muita garra no 1 para 1 contra jogadores do City. Lances de destaque na primeira parte foram o remate de Schaars do meio da rua depois de Joe Hart ter cabeceado a bola fora da área, um lance em que João Pereira embalado remata da direita obrigando Hart a uma defesa de recurso.

O Sporting nunca se amedrontou perante o City e entrou no 2º tempo com modos de resolver o jogo. Matías Fernandez bate um livre venenoso e Xandão faz o que faz na cara de Joe Hart. Passado alguns minutos é Izmailov quem fura e quem dá o golo a Ricky Van Wolfswinkel que na cara de Hart não consegue o 2-0 para muita pena minha. Até que Mancini faz avançar a equipa com as entradas de Nasri e Balotelli. Por duas ou três situações o City poderia ter marcado. Pelo meio até há uma jogada individual de Balotelli em que o Italiano toma a linha e cruza de letra para fraca finalização de Aguero. Pelo meio também há um pontapé do meio da rua de Kolarov que passa novamente perto da baliza do Sporting e várias provocações e faltas (o normal) de João Pereira a Balotelli que valem o amarelo que afasta o lateral do jogo da 2ª mão no City of Manchester.

A jogar em casa, contra uma equipa que muitos diziam que ia massacrar o Sporting com uma goleada, a turma de Ricardo Sá Pinto cumpriu mais que os serviços mínimos (esperava na melhor das hipóteses um empate a 0 bolas) e convenceu todos aqueles que se deslocaram a Alvalade. Quinta-feira veremos se este Sporting terá estofo para aguentar este resultado.

Apesar do mau momento interno, o Atlético tem estado muito bem na Liga Europa. Nos 32 avos-de-final já tinha eliminado a Lazio com um 3-1 em Roma e 1-0 em Madrid. O Atlético de Simeone espalha charme na Europa e nos oitavos-de-final quis despachar o Besiktas em Madrid. Não conseguiu totalmente por culpa de Simão Sabrosa. Salvio (2) e Adrián deram 3 golos sem resposta na primeira parte. No entanto, espera-lhes o Inonu na 2ª mão.

O Besilktas está algo enfraquecido. Culpa disso os vários problemas internos que estão a acontecer no clube. Não só o facto de alguns dos seus dirigentes ainda estarem sobre alçada preventiva da justiça turca mas também o caso de indisciplina protagonizado por Ricardo Quaresma, caso que alegadamente terá motivado Carlos Carvalhal a encostar a direcção à parede quanto à saída do internacional português do clube. Carvalhal deverá ter dito à direcção que ou saía ele ou saía Quaresma.

Carvalhal veio ontem desmentir no site oficial do clube a notícia veículada pelos órgãos de comunicação social com as seguintes palavras: “Desminto totalmente as afirmações que vieram a público ontem. O Quaresma é um jogador muito importante, mas o meu trabalho é garantir organização e disciplina no trabalho”

Partida da ronda. O Athletic foi a Old-Trafford fazer um dos melhores jogos da sua história. O lance do primeiro golo do Manchester é um lance de génio. O passe para o 2º golo do Athletic protagonizado pelo jovem fenómeno Muniain para Oscar de Marcos é algo do outro mundo. Este Athletic de Bilbao de Bielsa é um portento de futebol bonito. Nem a adaptação (bem conseguida) de Javi Martinez a central tem tirado brilho ao futebol praticado pela equipa comandada pelo consagrado técnico Chileno. Aliás, mesmo a central, Javi Martinez é alvo da cobiça de Barcelona e Real Madrid, não devendo sair de Bilbao por menos de 40\45 milhões de euros. No 3º golo dos bascos, culpa para De Gea. No entanto, urge-me fazer mais um reparo à equipa do Bilbao: é uma equipa muito forte a sair no contra-golpe. Também tem homens para isso, casos de Muniain, De Marcos, Herrera ou David Lopez.

O penalty de Rooney ainda amenizou a derrota. O Manchester de Sir. Alex Ferguson subestimou o adversário, na medida em que tinha por exemplo em Outubro subestimado o Benfica e o Basileia na fase de grupos da Champions. Avizinha-se uma tarefa muito difícil para os Red Devils amanhã no quentíssimo San Mamés de Bilbao.

Óscar de Marcos declarou que marcar em Old-Trafford fez do dia 8 de Março um dia que nunca mais iria esquecer durante a sua vida: “The key thing was, we had the ball the whole game. It is our philosophy, as the manager has taught us, to keep the ball and thanks to this we created a lot of chances. “[Scoring at Old Trafford] is something I won’t forget as long as I live, I will always remember it. I’m thrilled. This is a night to smile, to enjoy – all our fans have enjoyed it and it is great for everyone who has always supported us”.

It is clear that 3-2 keeps them in it more, unfortunately it was my handball [for Wayne Rooney’s late penalty]. It is a shame after all the work the team put in, but we have to be happy with the result. Before we came everyone would have taken a win at the ‘Theatre of Dreams’. The coach is putting it in our heads that nobody is better than us, that we can compete with any team and we did that against one of the best teams in the world.”

Mais um jogo de alto gabarito. Apesar do 4-2 para o Valência no final da 1ª mão, nada está resolvido para a equipa de Unay Emery. Início horrível da defesa do PSV. Nos primeiros 13 minutos haveria de conceder dois golos: o primeiro por via do central sub-21 espanhol Victor Ruiz, saltando por cima de tudo e todos na bica da baliza e o segundo num auto-golo muito azarado de Manolev. 3-0 aos 42″ por intermédio de Roberto Soldado fazia parecer que a eliminatória fecharia no Mestalla. Piatti elevaria para 4-0. Eis que o PSV num golpe de mérito conseguiu dois golos nos minutos finais e leva a eliminatória viva para a Phillips Arena. No entanto, não creio que os comandados de Fred Rutten tenham capacidade para derrubar o Valência.

Outros resultados:

Metallist 0-1 Olympiacos – Contra uma equipa muito organizada e imprevisível, os gregos do Olympiacos venceram na Ucrânia por 0-1 o Metallist e tem um pé nos quartos-de-final.

Standard de Liège 2-2 Hanover 96 – Tudo em aberto para a 2ª mão, se bem que o resultado foi muito bom para os alemães.

AZ Alkmaar 2-0 Udinese – Excelente resultado para os holandeses.

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Duelo de Liverpool em Goodison Park. O Everton de David Moyes não está a ter um início de campeonato famoso (apenas 7 pontos em 7 jornadas; 13º lugar) e nesta partida não resistiu à maior pressão ofensiva do ataque do rival nos minutos finais, tendo os “Reds” de Dalglish somado a 4ª vitória no campeonato à conta de dois golos dos homens da frente: Carroll aos 71″ e Luis Suarez aos 82″.

O jogo fica marcado pela expulsão por vermelho directo de Jack Rodwell logo aos 23″.
O Liverpool é 4º com 13 pontos, a 6 do Manchester United.

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Luis Enrique viu momentaneamente dissipada a pressão com que se tem deparado no início da aventura como treinador na Roma. Depois de alguns resultados menos conseguidos, o técnico espanhol viu a sua equipa bater sem espinhas a Atalanta por 3-1. Numa primeira parte totalmente dominada pelos Romanos, Bojan Krkic inaugurou aos marcados aos 20″ (estreia a marcar pela Roma) e o argentino Pablo Osvaldo ampliou o marcador aos 31″. Pelo meio tanto Osvaldo como Daniele De Rossi tiveram situações que podiam ter dado toques de goleada em plena primeira parte.

Na 2ª parte, German Denis (emprestado pelo Nápoles) ainda animou a partida para os homens do lado de Bérgamo (começaram com 6 pontos negativos; caso tivessem começado com 0 seriam 2ºs com 10) mas Fábio Simplício acabaria por matar o jogo aos 81″.

A Roma é 6º com 8 pontos.

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Em Espanha, Villareal e Saragoça enfrentaram-se no El Madrigal…
A posição das duas equipas não é a mais famosa. O Villareal está longe dos lugares cimeiros. Já o Saragoça de Postiga e Ruben Micael tem sofrido de alguma malapata neste início de época com vários golos mal anulados pelas arbitragens dos seus jogos (Postiga teve três golos anulados desde que chegou a Saragoça, 2 deles mal anulados). Ambas as equipas tem 6 pontos.

Para a retina, este jogo teve um momento de excepção: após o arbitro ter assinalado uma grande penalidade a favor da equipa da casa, Giuseppe Rossi resolveu fazer uma “excessiva e demorada” paradinha, contrariando as regras impostas para este tipo de movimento. Mesmo tendo marcado, o arbitro decidiu anular o golo do italiano e na resposta, Rossi decidiu fazer um penalty à panenka para o centro da baliza, tendo a bola embatido na mesma para revolta de Roberto e ironia de Rossi que de imediato correu em direcção ao arbitro num gesto de provocação, com a mão sobre o ouvido em clara indicação “que à 2ª não tinha ouvido o apito”.

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No Giuseppe Meazza, Ranieri estreou-se em casa com uma derrota copiosa frente ao fabuloso Nápoles. Denota-se que o técnico italiano terá que pedir muitos reforços em Dezembro à direcção. O Inter parece-me um colectivo que sofre vários desiqulíbrios: tanto ao nível posicional (certas posições não tem soluções credíveis; a posição de defesa e médio esquerdo, um 3º central de qualidade; um playmaker que possa ser substituto de Sneijder em caso de lesão, um ala direito) como até no simples pormenor das idades do plantel. Por um lado o Inter tem muitos jogadores experientes mas esses jogadores (Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Milito) já não tem pernas para jogar 2 vezes por semana; por outro lado as soluções são compostas por jovens talentosos, mas, com muito pouca experiência a este nível (Joel Obi, Lorenzo Crisetig, Ricky Alvarez, Nagatomo, Jonathan, Phillipe Coutinho) e a acusar em muito o peso da camisola que envergam.

Foi precisamente Joel Obi um dos motivos que “construiu” esta humilhação caseira. O Nigeriano apanhou dois amarelos em 41″ e em duas acções faltosas inconsequentes não só diminuiu a força de ataque da sua equipa como a remeteu à defesa frente a uma equipa poderosa como é o Nápoles.
Os Napolitanos, motivados pela vitória europeia a meio da semana contra o Villareal para a Champions, mostraram todo o seu potencial em Milão e golearam por 3-0 com golos de Hamsik, Maggio e Campagnaro. O eslovaco provou que é actualmente um dos melhores playmakers do futebol mundial e o ala fez o que quis de Joel Obi e companhia e aproveitou mais a situação quando o Nigeriano foi expulso. Isto tudo sem Edinson Cavani em campo…

O Inter é 17º com 4 pontos (está a 7 dos líderes Udinese e Juventus) enquanto o Nápoles é 4º com 10 pontos. Os Napolitanos, pelo potencial que apresentam, poderão novamente surpreender este ano.

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Época frustrante em Bordéus. Mais uma vez, a equipa da casa teve tudo para vencer e acabou por se deixar empatar. Desta vez foi contra o Montpellier, nos últimos 2 minutos de jogo.

Os Girondinos estão num modestíssimo 14º lugar com 8 pontos em 9 jorMnadas.

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Em Málaga, os novos ricos de Espanha continuam a dar por bem empregue o investimento. O El Romareda está praticamente cheio e traz rentabilidade ao investimento do clube. Dentro do campo, a equipa de Manuel Pellegrini ganha mas ainda não convence. Os Malaguenhos são 4ºs da liga espanhola. No sábado venceram o Getafe por 3-2, tendo estado a perder até aos últimos minutos. Vale bem a pena ver a super bicicleta de Júlio Baptista, obra de arte que ditou a vitória para o Málaga no último minuto de uma partida marcada pela péssima decisão da arbitragem em validar o 2º golo do Getafe ao Venezuelano Micu depois deste jogar claramente a bola com o braço.

Duelo de Bascos no Anoeta em San Sebastian. No clássico regional, o Athletic levou a melhor com dois golos de Llorente. Para a retina fica o golo monumental do internacional espanhol sub-21 Iñigo Martinez de trás da linha do meio-campo.

Duelo quente em Moscovo. O Zenit viajou à capital para enfrentar um dos muitos inimigos moscovitas à renovação do título de campeão russo. A viagem dos adeptos do clube do norte da Rússia ficou marcado por confrontos que levaram alguns adeptos ao hospital.

Dentro de campo, o Zenit aguentou a liderança, conseguindo um ponto muito precioso para a renovação do título após o empate a 2 bolas. O CSKA que é 2º empatou a 0 no terreno do Kuban e o Dinamo venceu em casa o Krasnodar por 2-1 e colocou a 3 pontos da equipa de São Petersburgo. Lokomotiv e Spartak (ambas a 7 pontos) ainda sonham com o título mas essa realidade está muito difícil, visto que só faltam 4 jornadas para terminar o campeonato.

O Zenit recebe o Dinamo de Moscovo na próxima jornada.

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Quem diria que à 6ª jornada da Liga Espanhola o líder seria o Levante?

A modesta equipa de Valência lidera com 14 pontos em conjunto com Barça e Real. E não se escapa de já ter conseguido 13 dos pontos necessários para a manutenção em 6 jornadas.

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Em mais um clássico de clubes londrinos, o Fulham esmagou o Queens Park Rangers por 6-0 num resultado nada vulgar na Premier League. O experiente ponta-de-lança Andrew Johnson marcou um hat-trick.

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Grande momento de futebol em White Hart Lane noutro dos derbys de Londres marcados para este fim-de-semana.
Não deu para Wenger comemorar os 15 anos enquanto treinador do Arsenal. O Francês viu a sua equipa fazer um excelente jogo frente um Tottenham que está claramente em ascenção e viu Sceszny dar um frango monumental a remate de Ian Walker na 2ª parte. Do lado dos Spurs, Van der Vaart abriu o marcador na primeira parte e em conjunto com Scott Parker (incansável) e Gareth Bale fizeram uma joga de todos os tamanhos para o conjunto do norte de londres.

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Em Hamburgo, o Schalke 04 aproveitou da melhor forma o empate do Bayern em Hoffenheim no sábado e ascendeu à 4ª posição (a 4 pontos do bávaros) depois de bater a equipa local por 2-1.
Klaas-Jan Huntelaar marcou os 2 golos do Schalke.

O Hamburgo de Petric, Guerrero e Westermann continua a fazer um início de época desolador, estando na última posição com apenas 4 pontos.

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Em Turim, os da casa foram persistentes e aos 87″ conseguiram colocar-se em vantagem frente ao campeão em título Milan.

O centrocampista Claudio Marchisio marcou os dois golos que colocaram o Dell´Alpi ao rubro e deram a liderança partilhada com a Udinese à equipa de Turim.

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“The Pastore Show” fez estragos ao Olympique de Lyon e colocou o PSG isolado no primeiro lugar da Ligue 1.

Pastore é aquele génio da bola que qualquer mister queria ter lá na equipa.

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Para finalizar, o Real… A classe de Ronaldo, o “killer instinct” de Higuaín e a gratidão de Callejón no pedido de desculpas aos adeptos da sua antiga equipa.

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Início de época complicado para o Borússia de Dortmund. Os campeões em título venceram em Mainz por 2-1 num jogo muito sofrido onde haveriam de triunfar já depois da hora. Com as suas estrelas (Gotze e Barrios) a um ritmo intermitente devido a problemas físicos, o Dortmund é 13º com 10 pontos, e não só tarda em confirmar o estatuto de campeão em título como reforça o argumento de que na Bundesliga, uma época de excelência pode ser sucedida por uma época de fracasso.

O croata Ivan Perisic, jogador contratado ao Club de Brugge que no ano passado se tornou o melhor marcador da Liga Belga, voltou a ser decisivo no Dortmund e tem sido para já uma das agradáveis revelações dos campeões Alemães.

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Existem situações no futebol que fazem os adeptos pensar que os jogadores sabotam propositadamente o trabalho dos treinadores. A situação do Inter de Gianpaolo Gasperini (despedido a meio da semana depois de uma humilhante derrota no campo do recém-promovido Novara) é uma destas situações. Muitas vezes basta apenas que os jogadores não gostem do método pelo qual o treinador orienta os treinos ou até as regras de conduta incutidas ao respeito pelo mesmo. O Inter apostou em “vaca velha” de nome Ranieri mas não creio que seja com o mesmo que a coisa endireite. Ranieri é talvez uma das piores escolhas que um clube de serie A (ainda mais o Inter com o seu historial e objectivos) pode fazer, mas…

A boa forma interna do Valência caiu em terra no Sanchiz Pizjuan

Kanouté provou que ainda está aí para as curvas e Ever Banega não conseguiu (no final da partida) disfarçar a tristeza por ter falhado uma grande penalidade que poderia ter dado o empate aos Valencianos.

Pelo que vi a meio da semana, esta equipa do Valência tem muita qualidade e precisa de ser mais trabalhada. Creio que a luta pelo 3º lugar em Espanha será acesa entre Valência, Atlético e Sevilla. Pelo andar da carruagem dos grandes, arrisco-me mesmo a dizer que as distâncias para os dois colossos do futebol espanhol será mais suave nesta época.

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Afirmar que se quer lutar pelo título não pode ser algo que saia apenas da boca para fora. O Leverkusen cumpriu o seu primeiro grande jogo na Bundesliga e saiu completamente derrotado da Allianz Arena por 3-0.

Robben está bastante vistoso desde a grave lesão que o afastou praticamente da última temporada. Toni Kroos e Thomas Muller comprovam a cada jogo que passa que são jogadores que qualquer treinador na europa gostaria de ter nas suas equipas. Encanta-me também Luis Gustavo, trinco Brasileiro que o Bayern contratou no mercado de inverno da temporada transacta ao Hoffenheim – é um jogador bastante aguerrido que faz lembrar Van Bommel pela raça que enfrenta os lances. Tem uma significativa melhoria técnica e de passe em relação ao Holandês na hora de armar jogo.

O Leverkusen, apesar do excelente ataque que possui (Ballack, Kiessling, Castro, Schurle) é uma equipa muito organizada defensivamente… até lhe marcarem um golo cedo! Pode ser um autêntico carrasco quando as equipas adversárias não conseguirem marcar nos primeiros 45 minutos, mas, quando sofrem nos primeiros minutos é uma equipa incapaz de se reorganizar e partir para a reviravolta do marcador.

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Goleada da semana. No futebol Holandês.
O PSV não foi de modas e o resultado é o que se vê.

O extremo Mertens (contratado neste defeso ao Utrecht) fez poker e confirma o excelente início de época pessoal e do clube. Prepara-se talvez para rumar à laranja mecânica. Os restantes golos foram apontados pelo internacional Strootman, Toivonen e Matavz. O PSV é 4º com 14 pontos, os mesmos do Feyenoord, a 1 do Twente e 2 do líder e campeão em título Ajax.

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A apostar mais na juventude talentosa que vai saíndo gradualmente das suas camadas de formação, o Lyon soma e segue. Depois da vitória contra o Marselha (2-0) e do deslize contra o Caen a meio da semana, o Lyon bateu o Bordéus na 8ª jornada da Ligue 1.
Clement Grenier, Maxime Gonalons e Alexandre Lacazette tem sido apostas ganhas no 11.
O Lyon lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com Toulouse e PSG.

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Ronaldo ajudou a resolver aquilo que Michu tornou muito complicado logo ao 1º minuto. Varane mostra ser um central de qualidade, mas a falta de entrosamento com Albiol foi notória. Notória também é a intranquilidade que se vive no clube.

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Jogo grande na Holanda. O empate mantem tudo na mesma. Ajax na liderança.

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Javier Pastore é grande demais para este clube e para este campeonato.

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Gregório Manzano prometia um Atlético acutilante e sem medo em Nou Camp. Embalado pelas boas exibições da equipa, o técnico afirmava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que o seu atlético tinha jogadores com fome de título.
Em Nou Camp a história foi diferente – Messi puxou dos galões e afundou a nau madridista com um fabuloso hat-trick. Manzano aprendeu a diferença entre o querer e o poder.

O Vasco soma e segue. Mesmo sem o técnico Ricardo Gomes (a recuperar de um acidente vascular cerebral sofrido em Agosto a meio do jogo contra o Flamengo) a turma Vascaína está virada para vencer o Brasileirão e dedicar ao seu treinador.
Desta feita, a vítima foi o Cruzeiro. 3-0 o resultado. O Vasco de Felipe Bastos, Eduardo Costa e Eder Luiz segue na frente do Brasileirão à 26ª jornada com mais 2 pontos que o Corinthians de Liedson (venceu o Bahia nesta ronda) 3 que o São Paulo e 4 que o Botafogo. Já o Cruzeiro está a fazer um campeonato decepcionante – a turma de Belo Horizonte está em 16º lugar e apenas 4 pontos a separam do 1º lugar abaixo da linha de água que é ocupado precisamente pelo rival Atlético Mineiro.

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Antevisão da Bundesliga

Nos vários anos em que observei a Bundesliga, conclui que a Liga Alemã é a mais equilibrada e mais imprevisível Liga da Europa. Não é a única, dado que observo as mesmas características na Liga Francesa e noutras ligas europeias como a Holandesa (mesmo perante a existência de 3 equipas grandes, a pouco e pouco começaram a surgir vários outsiders a intrometerem-se na luta entre os grandes e a baralhas as contas da tabela classificativa).
Justifico o facto da Bundesliga ser equilibrada visto que apenas apresenta uma equipa com um potencial superior às demais. Essa equipa foi, é, e sempre será o Bayern. Pelas conquistas da sua história, pelo poderio da sua formação e pela superioridade financeiras às demais. No entanto, ser uma potência hegemónica na ordenação de clubes de um determinado país não é sinónimo de vitória garantida. A Bundesliga é exemplo disso. Embora a hegemonia pertença ao Bayern, existem meia dúzia de clubes que apresentam potencial para derrotar em qualquer ano a equipa Bávara (Borussia de Dortmund; Bayer Leverkusen; Werder Bremen; Estugarda) e recentemente começaram a aparecer equipas capazes de lutar pelo título e até vencê-lo: casos do Wolfsburg, do Hamburgo e do Schalke 04. Daí que a liga tenha tanto de equilíbrio como de imprevisibilidade, visto que nem sempre estas equipas fazem épocas regulares: ora lutam pelos primeiros lugares numa época e na outra, todo o seu potencial se transforma numa mísera luta pela sobrevivência no principal escalão do futebol alemão.

Basta olhar para o quadro de vencedores das duas éras do futebol alemão (era da pré-bundesligaera pós-bundesliga) para perceber o que acabo de dizer. O Bayern lidera destacadíssimo, perdendo em alguns anos para uma pequena elite muito equilibrada ao nível de potencial.

Num outro plano, um destes dias vi uma reportagem no programa Futbol Mundial da Sporttv ao Schalke 04. Na reportagem, os adeptos do clube Alemão falavam das poucas hipóteses do clube de Gelsenkirchen vencer a Bundesliga desta época. Falamos obviamente de uma equipa que conta nas suas fileiras com jogadores como Raul, Huntelaar, Benedict Howedes, Christophe Metzelder, Jermaine Jones, Juan Jurado, Joel Matip, Jefferson Farfán e Ciprian Marica e de uma equipa que no passado apesar de ter ficado num modesto lugar a meio da tabela com um campeonato super irregular chegou às meias-finais da Liga dos Campeões onde só foi ultrapassado por Manchester United e venceu a Taça da Alemanha. A justificação para as poucas probabilidades do clube eram simples: a extrema concorrência na Bundesliga de outras equipas com talento.

A época 20112012 da Bundesliga começou este fim de semana e depois de um ano muito mau, o novo Bayern de Jupp Heynckes apesar de não estar a defender o título de campeão mas assumindo-se como o principal favorito à vitória não começou da melhor maneira a campanha desta época ao perder na Allianz arena contra o Borussia de Moenchagladbach por 1-0. O campeão Dortmund começou por bater o Hamburgo em casa por 3-1. O Werder Bremen venceu em casa o Kaiserslautern por 2-0, o Bayer perdeu em Mainz por 2-0 e no jogo grande da jornada (sim porque na Bundesliga existem jogos grandes quase todas as jornadas) o renovado Estugarda bateu o Schalke por 3-0.

Passando à apresentação de planteis, peço desculpa por qualquer erro ortográfico ou frásico, informação errada ou mudanças futuras (até dia 31 de Agosto) nos planteis que passarei a enumerar de seguida:

Jupp Heynckes – Do Benfica ao Bayern.

O Bayern mudou de ciclo. Depois de uma época 20102011 frustrante em que o Bayern não conseguiu a regularidade de outros anos e em que a Liga dos Campeões não correu de feição aos Bávaros, que se apresentavam na competição como vice-campeões europeus, a direcção da turma bávara decidiu mudar de rumos despedindo Van Gaal e contratando o antigo técnico do Benfica. Técnico que desde já considero não ter grande potencial para orientar uma equipa desta dimensão. No entanto, o Bayern na Alemanha é como o Porto em Portugal: com a excelente organização interna do clube e os recursos possuídos, qualquer treinador arrisca-se a ser campeão.

Como é apanágio da política de contratações própria da equipa Bávara, o Bayern gastou q.b e voltou a apostar no mercado interno, sem que tivesse mexido na estrutura base do seu plantel.
De saídas a registar existem a de Hamit Altintop (saiu a custo zero para o Real Madrid de José Mourinho) jogador que durante algumas épocas funcionou como 12º jogador da equipa. Nunca foi um titular assumido na equipa bávara, sendo quase sempre o primeiro suplente a sair do banco. E por muitas vezes o internacional turco saiu do banco para resolver partidas ou ajudar a resolvê-las com as suas maravilhosas arrancadas e assistências para os poderosos avançados que o clube Bávaro sempre dispõe nas suas fileiras. Também saiu Miroslav Klose, em final de contrato para a Lázio. Klose foi sem dúvida um dos jogadores mais marcantes do Bayern nos últimos anos mas seguiu a leia natural de um jogador de futebol da sua idade e decidiu aos 35 anos ir experimentar outro campeonato.
De resto, exceptuando alguns jogadores jovens que saíram do clube como Ekici (para o Werder Bremen) saíram outros jogadores sem qualquer expressãoposição afirmada no clube, casos de Andreas Ottl e Andreas Gorlitz.

Com necessidade de reforçar convenientemente alguns sectores da equipa, o Bayern começou por reforçar a baliza contratando o super guarda-redes Manuel Neuer ao Schalke por 21 milhões de euros, o avançado de 23 anos Nils Petersen ao Borussia Moenchagladbach, o lateral direito Rafinha ao Génova por 5,3 milhões de euros num super negócio para a equipa bávara por acrescenta um lateral de enorme qualidade ao seu plantel. Surpresa foi a contratação do jovem médio centro japonês Usami por empréstimo do Gamba Osaka. Usami é considerado uma das jovens promessas do futebol nipónico e tenta espreitar o seu lugar na europa pela porta de um grande europeu. O defesa alemão (de origem ganesa) Jerôme Boateng (irmão de Kevin Prince Boateng do Milan) acabou por ser até já o último reforço dos bávaros. Boateng estava no City mas conhece muito bem o futebol alemão, onde brilhou no Hamburgo.

Tais alterações não vem alterar a espinha dorsal da equipa treinada por Heynckes mas sim aperfeiçoá-la em certos sectores considerados deficitários pelas saídas que tem ocorrido na equipa nos últimos anos. Caso do miolo da defesa, onde o Bayern viu partir nas últimas épocas dois centrais que marcaram uma geração e cuja equipa bávara parece ter dificuldades em arranjar substitutos da mesma qualidade: Lúcio e Demichelis. O Brasileiro Breno por exemplo ainda não confirmou as credenciais que levaram o Bayern à sua contratação. Por outro lado, o Bayern conseguiu formar um grande central: Holger Badstuber, uma dureza bastante elegante.

Se o Holandês não se lesionar com grande regularidade esta época, poderá levar novamente o Bayern ao título.

Jogadores como Lahm, Ribery, Robben, Schweinsteiger, Ivica Olic, Thomas Muller, Mario Gomez continuam a ter a preponderância decisiva nesta equipa. São bem secundados por outras opções de plantel como Diego Contento, o jovem Toni Kroos, Tymoschuk, Pranjic, David Alaba, o brasileiro Luis Gustavo e os recém contratados Usami e Nils Petersen.

Com este potencial, o Bayern contiua a ser destacadamente o favorito à vitória na Bundesliga. Veremos se a equipa será capaz de no final confirmar essas credenciais.

Borussia de Dortmund

O campeão Dortmund não precisou de mexer muito na sua estrutura. Equipa que ganha não se mexe. E a bom da verdade, esta é a melhor equipa do Dortmund desde a vitória na Liga dos Campeões na equipa onde jogou Paulo Sousa. Atenção, essa equipa era absolutamente fantástica. Para além do Português, havia Karl Heinz Riedle, Mattias Sammer, Andreas Moller, Jurgen Kohler, Stefan Reuter, Steffen Freund, Lars Ricken, Stéphane Chapuisat e era treinada por Névio Scala.

A equipa treinada por Jurgen Klopp comprou pouco e vendeu ainda menos. Aperfeiçou alguns sectores com as contratações do médio Croata Ivan Perisic (ex-Club Brugge) e do jovem defesa Julian Koch ao Duisburg. Apenas viu sair Nuri Sahin para o Real Madrid por 10 milhões de euros, o veterano lateral brasileiro Dêdê para a turquia numa fase da carreira do lateral em que este já não assumia a preponderância na equipa de outras épocas assim como a saída do avançado Rangelov, peça pouco usada por Klopp na época do título.

Mário Gotze – Uma promessa confirmada no futebol alemão. Poderá ser um dos jogadores alemães da década.

De resto, todas as variáveis mantem-se coeteris paribus na equipa de Dortmund.
Dois bons guarda-redes: Weidenfeller e Langerak.
Uma defesa de luxo com Subotic (para mim já é um dos melhores centrais do mundo) Hummels (já chegou à selecção alemã e faz uma excelente dupla com Mertesacker) Pisckek, Omoyela e Felipe Santana.
Um meio campo com Kehl, Kringe, Gotze (jovem talento emergente na época passada) o polaco Kuba, Perisic, Bender, Leitner, Antônio da Silva e o Japonês Kagawa. No ataque, o poderoso Lucas Barrios, o polaco Robert Lewandowski, o tecnicista Mohammed Zidan e Damian Le Tallec são promessa de poderio ofensivo traduzido em golos.

Ou seja, pouco mais há a dizer sobre o Dortmund. Parte como campeão, o que na Liga Alemã não é bom sinal pois exceptuando o Bayern, todos os campeões raramente fazem duas épocas excelentes. Só o tempo poderá demonstrar a capacidade deste Dortmund em conciliar a liga alemã com a Liga dos Campeões, onde como campeão alemão deverá querer ir longe.

Estugarda

O que acabei de dizer sobre o Borussia de Dortmund foi o problema do Estugarda na época passada, o do Wolfsburg na época anterior. Volto a repetir: excepto o Bayern, todas as equipas campeãs ou que se classificaram para a Liga dos Campeões não conseguem manter a regularidade na Bundesliga na época seguinte.

Foi o que aconteceu ao Estugarda. A liga dos Campeões acabou por destroçar o plantel da equipa Bávara. Tanto destroçou que o Estugarda (apesar de ter um plantel bastante interessante) teve até às últimas jornadas com o risco de descida de divisão pendente. O Estugarda (assim como o Schalke) da época
passada reforçou então o cariz destrutivo da Liga dos Campeões. É muito difícil obter bons resultados na liga nacional e nas competições nacionais quando não se tem um plantel coeso, com 2 boas soluções para cada lugar no onze. Estugarda e Schalke foram exemplo disso: uma foi eliminada logo da Champions e nunca mais recuperou de um mau arranque na Liga e a outra privilegiou uma competição em detrimento da outra em virtude dos resultados que ia obtendo.
Tais desaires manifestaram-se em muito na preparação desta época por parte da equipa alemã. Desde logo com a saída do seu principal jogador (Ciprian Marica) para o Bayern e a falta de liquidez para investir na sua equipa de futebol. Daí que as contratações do Estugarda tenham sido apenas o médio dinamarquês  Kvist (ex-Copenhaga) e o médioo Guineense Traoré do Augsburg da 2ª divisão, o avançado Schieber do Nuremberga e o defesa Rodriguez do PSV.
O Estugarda também deixou sair Trasch para o Wolfsburg.

Embora a equipa esteja mais frágil na frente do ataque com a saída de Marica, o Estugarda ainda pode contar com alguns jogadores de calíbre, casos dos defesas Molinaro, Tasci, Boka, Delpierre e Khalid Boulahrouz, os médios Kuzmanovic (decaiu muito desde a saída da Fiorentina) Gebhart, Gentner e Hajnal e os avançados Cacau e Pogrebnyak.

Não é uma equipa perfeita e nem sequer aparece na linha da frente dos candidatos ao título mas pode ser que este ano o Estugarda possa voltar às grandes exibições e quiçá a um lugar na Europa.

Wolfsburg

O que disse em relação ao Schalke e Estugarda, aplica-se ao Wolfsburgo.
A Liga dos Campeões, quando disputada sem um plantel recheado em soluções para cada posição pode ser destrutiva para qualquer equipa. Desde que foi campeão na época 20082009 e disputou a champions no ano seguinte, o Wolfsburg ainda não se conseguiu levantar e atingir resultados coadunantes com o que tem investido no seu plantel. Da obtenção desse título, muitos jogadores já voaram para outros clubes, caso do Bósnio Dzeko.

Felix Magath espera voltar a colocar o Wolfsburgo no topo do futebol alemão após duas épocas frustrantes.

A equipa da Wolkswagen entra em campo nesta época 20112012 com objectivos sérios e assumidos de forma expressa: voltar às competições europeias.
A receita reside novamente no comando técnico de um dos mais experientes e bem sucedidos do futebol alemão: Felix Magath. Magath inicia a época numa casa onde foi feliz em 2009. Contratado a meio da época pelo Wolfsburgo após uma experiência mal sucedida no Schalke 04, volta a querer lutar pelos primeiros lugares da Bundesliga.
O currículo de Magath fala por si: 3 bundesligas (2 pelo Bayern; 1 pelo Wolfsburgo) 1 taças da Alemanha (no Bayern, 2 se considerarmos que orientou o Schalke na primeira metade da época 20102011) 1 supertaça pelo Bayern. Para além destes factos, Magath é conhecido por métodos de treino duros e regras muito rígidas aos seus jogadores aquando dos momentos de competição, o que se comprova que é um treinador que preza a disciplina e o método como forma de se atingir o sucesso. Numa mentalidade completamente e Alemã. Numa mentalidade militar, tendo em conta o facto do treinador ser filho de um antigo militar norte-americano de origem Porto-Riquenha que cumpriu serviço na Alemanha.

Sempre com a bola coladinha aos pés, enfrenta cada adversário com dribles fáceis e estonteantes. Em forma e com a condição moral em alta, é um dos mais mortíferos criativos do futebol mundial.

O Wolfsburgo voltou a ir com alguma força ao mercado de transferências.
As saídas de alguns jogadores assim o motivaram, casos do avançado Grafite (encerrou uma época de ouro na turma alemã numa transferência para os Emirados Árabes Unidos; desfez-se portanto a dupla Dzeko-Grafite no Wolfsburg; Grafite encerra 4 épocas ao serviço do clube alemão com um total de 107 jogos e 59 golos) do médio Sascha Rieter (mudou-se para Colónia) e do extremoavançado Turco Tuncay Sanli que voltou a Inglaterra para representar o Bolton.
Todavia, as saídas podem não ficar aqui visto que Diego é muito cobiçado pelo Atlético de Madrid.

Para colmatar as saídas, o Wolfsburgo contratou o médio de 27 anos Patrick Ochs ao Frankfurt assim o defesa Russ, o avançado Croata Lakic ao Kaiserslautern, o médio polaco de 21 anos Klich aos polacos do Wisla Cracóvia e o experiente lateralmédio Hassan Salihamidzic à Juventus.

Mantém-se Diego Benaglio na baliza, Arne Friederich, Marcel Schaefer, Alex Madlung e Simon Kjaer na defesa. Kjaer é mesmo o patrão desta defesa do Wolfsburgo. Imperioso nas bolas aéreas e no desarme, muito em virtude do seu enorme porte.
No meio-campo Diego continua até ver, mas as suas épocas nunca mais foram as mesmas desde que saiu do Werder Bremen para a Juventus. Quanto voltou na época passada à Alemanha pensava-se que podia levar o Wolfsburgo ao topo do futebol alemão, mas o Brasileiro desiludiu durante toda a época. Continuam jogadores como Josué (internacional Brasileiro) Thomas Kahlenberg (é um portento de técnica este jogador dinamarquês) o Japonês Hasebe, o Venezuelano Orozco e o checo Polac. O Wolfsburgo tem portanto um meio campo recheado de qualidade e soluções para as mais diversas posições e escalonamentos tácticos que Magath queira inserir na equipa.

Na frente, o Wolfsburg perdeu muita força com as saídas de Dzeko e Grafite. À contratação de Lakic, mantem-se outro jogador croata (Mandzuric; jogador que marcou 8 golos na época 20102011 e que pode subir de rendimento este ano com a saída de Grafite) e o internacional Alemão Patrick Helmes, uma promessa completamente falhada do futebol alemão.

Mainz

Uma das equipas sensação da Bundesliga da última temporada.
A equipa comandada por Thomas Tuchel tem um plantel bastante engraçado. Não é nada do outro mundo mas permite ao treinador Germânico pensar num lugar confortável na tabela classificativa.

Nas contratações de pré-temporada, destaque para as aquisições do jovem ponta de lança de 22 anos Choupo-Moting ao Hamburgo, do avançado Deniz Yilmaz ao Bayern de Munique e do defesa alemão Malik Fatih ao Spartak de Moscovo. Saídas de Christian Fuchs e Lewis Holtby para o Schalke, duas peças essenciais na boa campanha do clube na Bundesliga 20102011.

No seu plantel, Tuchel poderá continuar a contar com os defesas Bo Svensson e Eugen Gopko, com os médios Elkin Soto e Andreas Ivanschitz e com os avançados Allagui, Ujah e Sliskovic.

Apesar do facto das duas saídas de revelo terem fragilizado esta formação, o Mainz não é candidato declarado à descida de divisão.

Werder Bremen

Símbolo do histórico clube alemão que se tem afundado depois de vários anos na alta roda do futebol europeu. Os fans mais efusivos da Alemanha esperam que o clube regresse aos bons resultados.

Thomas Schaaf (à semelhança de Magath no Wolfsburgo também terá a difícil missão de recuperar um clube que tem passado alguns anos de amargura) tendo como vantagem o facto de ser praticamente mobília do clube: o treinador alemão que enquanto jogador e técnico nunca conheceu outro clube que não o Werder Bremen é sem dúvida um dos que ainda acredita no amor à camisola e está desde 1979 nos quadros profissionais da turma alemã.

Como vantagem, Schaaf continua a ser um dos únicos em Bremen que sabe o que é jogar pelo Werder durante 17 épocas seguidas num total de 262 jogos oficiais, orientar o clube durante 12 num total de 445 jogos oficiais no banco de suplentes, vencer uma competição europeia (Taça das Taças em 1992) 3 Bundesligas (2 como jogador; 1 como treinador) uma Taça Alema, uma Taça da Liga Alemã enquanto treinador e 4 Supertaças (3 enquanto jogador e 1 enquanto treinador) para além de ter levado o clube por uma vez à final da Taça Uefa, onde os alemães apenas perderam frente aos Ucranianos do Shaktar Donetsk. É portanto um registo assustador que continua a dar confiança aos dirigentes do Bremen em apostar em Schaaf, mesmo após muitas épocas turbulentas em que o histórico homem de Bremen teve a porta da rua escancarada por várias vezes à sua frente por maus resultados. Falta portanto o título a Schaaf.

Este Werder Bremen aparece como um dos mais sérios candidatos ao título. Pelo plantel que dispõe terá que fazer muito mais do que a simples qualificação para as provas europeias.
Se é certo que o orçamento do clube tem vindo a reduzir e o clube foi obrigado a vender mais do que aquilo que tem comprado nas últimas épocas, a qualidade mantem-se. Já não existem jogadores como Diego, Ozil, Torsten Frings ou Hugo Almeida mas não é por esse facto que a equipa de Bremen não continua a apresentar excelentes plantéis para atacar a Bundesliga.

À semelhança das épocas anteriores, a época de transferências foi comedida em Bremen: perante as saídas de jogadores como Peter Niemayer (Hertha) Petri Pasanen (Salzburg) e Torsten Frings, o Bremen contratou o médio criativo Ekici por 5 milhões após o turco ter brilhado ao serviço do Nuremberga, fez regressar o avançado Sueco Marcus Rosenberg após empréstimo ao Racing de Santander, contratou o defesa Lukas Schmidt ao Schalke assim como o jovem médio de 19 anos Stevanovic ao clube de Gelsenkirchen, o experiente Andreas Wolf ao Nuremberga
e o central Grego Sokratis Papasthopoulos ao Génova de Itália depois de não ter conseguido o seu espaço quer na turma genovesa quer no AC Milan. A Bundesliga poderá dar outra sorte ao central grego. Das contratações do Bremen pode-se falar na aquisição de muitos jovens talentos, uns confirmados no futebol alemão, outros de alto risco. Daí que Stevanovic e Trybull vão rodar por outras paragens de forma a ganharem ritmo competitivo.

Mertesacker, o autêntico patrão da defesa do Werder Bremen e da Mannschaft.

A baliza continuará entregue a Tim Wiese, exemplo de longevidade no Werder. Aos 30 anos e após muita polémica em épocas anteriores, Wiese cumpre actualmente a sua 7ª época no clube alemão.
A defesa a cargo de Schaaf é recheada de talento. Com as contratações efectuadas para o sector, juntam-se jogadores como o polaco Boenisch, o experiente central brasileiro Naldo, o defesa esquerdo Clemenz Fritz, o central austríaco Prodl, o francês Mickael Silvestre (contratado a meio da época passada) e o autêntico patrão da defesa de Bremen e da Mannschaft Per Mertesacker, um dos únicos que ainda não abandonou o barco de Bremen com o passar dos anos. Com esta defesa, Schaaf só pode esperar segurança.

Marko Marin – Mais um médio brilhante na brilhante geração de médios da nova selecção alemã (Marin, Kroos, Khédira, Ozil, Gotze) – Exceptuando Khédira, todos se podem comparar pela técnica incrível, pela rapidez de movimentos, pelo drible fácil, pela versatilidade em ocupar diversos lugares do meio campo e assistir os avançados na perfeição.

O meio campo do Werder ainda deverá esperar um ou outro reforço até ao fecho do campeonato. O Brasileiro Wesley, Ekici, o talentoso Marko Marin (que qualidade de passe incrível) e o veterano Tim Borowski são titulares indiscutíveis nesta equipa. O jovem Bargfrede, o recém contratado Ignojovski ao OFK Belgrado da Sérvia e Aaron Hunt são poucas soluções para esta equipa, que mais uma vez tem um défice claro de alasextremos. Se bem que Marin poderá jogar encostado à direita e Hunt é um extremo puro, resta a solução Arnautovic para as alas. O Austríaco ainda não conseguiu cumprir o rótulo de craque que o levaram a transferir-se do Twente para o Inter de Mourinho na primeira época do Português em Milão mas nota-se que é um jogador com um nível técnico bastante elevado, ainda mais se tivermos em conta o facto de ser um jogador gigante. Faz-me lembrar Zlatan Ibrahimovic.

Arnautovic terá como colegas de ataque Claudio Pizarro (dispensa apresentações) Rosenberg e o seu compatriota Avdic e o jovem ponta de lança Sandro Wagner, que após a excelente prestação no europeu de sub-21 em 2009 ainda teima em afirmar-se na equipa. No entanto, o poderio físico de Wagner poderá ser muito útil para o Bremen esquecer Hugo Almeida. É portanto um ataque recheado de jogadores muito combativos e que fazem do seu enorme poderio físico uma arma às defesas contrárias.

Hannover 96

Mais um clube que pode fazer correr tinta nesta edição da Bundesliga.
O Hannover tem sido nos últimos anos um dos clubes mais regulares. Inicia esta época com o olhar (quem sabe) na Liga Europa.

Poucas mexidas no seu plantel: o defesa costa-marfinense Djakpa mudou para Frankfurt, o americano DaMarcus Beasley nunca confirmou na europa os créditos com que vinha da América e foi jogar para o Puebla do México. Nada de relevante.
Entraram o experiente defesa Christian Pander vindo do Schalke, o polaco Sobiech, e o internacional Norueguês Hauger (ex-Stabaek). Mantiveram-se portanto as linhas do Hannover 20102011 com jogadores como o guarda-redes Ron-Robert Zieler, os defesas Haggui, Pogatetz (duro como uma rocha!) Steve Cherundolo, e Christian Schulz, os médios Andreasen, Sérgio Pinto e Carlitos (o que passou pelo Benfica) o albanês Lala e os avançados Didier Ya Konan, Moa Abdellaoue e a promessa falhada Jan Schlaudraff.

O Hannover tem portanto uma defesa com alguma qualidade, arma que pode aproveitar para marcar pontos nesta Bundesliga e fazer uma campanha no topo da tabela classificativa. Na minha opinião, atendendo à concorrência que o clube terá pela frente será muito difícil cavar um lugar europeu, mas, não é um feito de todo irrealizável.

Borussia de Moenchagladbach

A equipa mais exportadora e internacional da Liga Alemã.
O Borussia sempre se caracterizou por plantes muito ricos em jogadores estrangeiros, jovens na sua maioria, descobertos por uma boa rede de scouting em todo o mundo. É um dos clubes com mais dificuldades na Bundesliga, variável que tem sido o mote para pouco investimento num clube que nos últimos anos poucas épocas tranquilas teve na Bundesliga e chegou mesmo a ir à Bundesliga 2. A Aposta recaiu portanto na contratação de jovens jogadores para os vender às melhores equipas da Alemanha. Tornou-se sustentável. Falta-lhe dar o salto para voos maiores no futebol alemão, facto que será extremamente complicado devido às consequentes renovações de plantel ano após ano que a sua política de vendas incute.

Este é o quadro do Borussia de Moenchagladbach nos últimos 15 anos. Infelizmente. O Borussia é um dos clubes históricos da Alemanha, mesmo apesar das sucessivas descidas de divisão que aconteceram desde 1996. Num passado muito distante venceu 2 Taças Uefa e 5 Bundesligas ( todas na década de 70).

Neste defeso, saíram o guarda-redes belga Logan Bailly para o Neuchatel Xamax da Suiça, o avançado Nils Petersen para o Bayern, o Argelino Matmour e o Brasileiro Bamba para o Frankfurt e o médio Michael Fink para o Besiktas.
Entraram o avançado Joshua King por empréstimo do Manchester United, o jovem avançado Australiano Leckie via Adelaide United, o lateral-esquerdo Oscar Wendt do Copenhaga (muito cobiçado em Alvalade, era um dos trunfos eleitorais de Godinho Lopes) o avançado Argentino Bobadilla (ex-Aris) o médio internacional Norte-Americano e uma das estrelas do futebol americano Michael Bradley vindo do Aston Villa (Bradley é um médio centro muito forte com um excelente sentido de organização de jogo) e o Japonês Otsu, vindo do Kashima Antlers.

Permanecem o Belga Filip Daems, os defesas Dante e Stranzl, os médios Neustadter, Marx, o Noruguês Nordveit, o experiente e talentoso nº10 Venezuelano Juan Arango e os acutilantes avançados Igor de Camargo, Mike Hanke e Idrissou.

Perante as contratações efectuadas, os jogadores que permanecem no Borussia de Moenchagladbach e o primeiro jogo onde a equipa foi vencer com muito mérito (principalmente defensivo) o Bayern de Munique ao Allianz Arena por 1-0, pode ser que este ano seja o ano de reafirmação do Moenchagladbach na Liga.

Nuremberga

Um histórico adormecido do futebol alemão.
À semelhança do Moenchagladbach, fez furor no passado. No presente, vai à Europa de vez em quando assim como também já foi fazer uma visita à 2ª divisão na época de 20082009, num ano em que precisamente defrontou o Benfica a eliminar na Uefa.

Ao contrário das épocas europeias do Nuremberga, a nova direcção do clube tem apostado muito pouco na contratação de nomes importantes do futebol alemão (sejam alemães ou estrangeiros, preferindo apostar em jogadores germânicos que deram cartas em equipas menores e sobretudo na prata da casa. Para a adopção dessa política, muito contribuiu a descida do clube ao escalão secundário do futebol alemão.

Mais saídas do que entradas no clube: desde logo a de Ekici para o Werder, do eslovaco Mintal para o Hansa Rostock após várias épocas em Nuremberga, do avançado Schieber para o Estugarda, do defesa Wolf para o Werder Bremen, entre outros jogadores. Ao todo, saíram 19 jogadores do quadro profissional da equipa. Entraram 8. Destaques para as contratações do médio Markus Feulner (ex-Dortmund) do ponta-de-lança Checo Pekhart (ex-Sparta de Pragahomem que começa a prometer muitos golos) e do médio Hegeler (ex-Leverkusen).

A tendência alterou-se neste clube. Ao contrário das épocas das boas campanhas do clube ao nível interno, caracterizadas pela aquisição de bons atletas estrangeiros, a base deste Nuremberga é essencialmente germânica e vinda da formação do clube. Ao todo, nos 27 atletas da equipa, apenas 8 jogadores são estrangeiros.
Destaques para o lateral Sueco Per Nilsson, para o defesa central Javier Pinola (jogador que há muitos anos passou pelo Racing Santander e Atlético de Madrid B) para o experiente médio defensivo Simmons (fez grande carreira no PSV) para Markus Feulner, para o centro campista Judt, para o Israelita Cohen (claramente o criativo da equipa) para o avançado Eigler (poderia ter rumado a um clube com mais ambição) para o Suiço Bunjaku e para o jovem avançado Eslovaco Mak.

FC Augsburg

Equipa que volta ao convívio dos grandes muitos anos depois da última participação na Bundesliga.

Vendeu alguns dos seus baluartes, importantíssimos na súbida de divisão, casos do defesa Sinkiewitz, do médio Traoré (agora no Estugarda) do jovem médio Bertram (Hamburgo) e do jovem médio Austríaco Leitner que irá tentar chegar ao patamar da Bundesliga no campeão Dortmund.

A contratação mais sonante foi o médio Holandês de 24 anos Lorenzo Davids ao NEC.

No seu plantel, destaques para os laterais Verhoag e Sankoh, para o médio esquerdo Japonês Hosogai, para o Canadiano Marcel De Jong, para o Zambiano Sinkala, e para o Angolano naturalizado Alemão Nando Rafael.

Esta equipa terá muitas dificuldades em escapar à despromoção.

Freiburg

Mais uma equipa que terá um campeonato muito modesto.
Poucas saídas, poucas entradas. Nenhuma de relevo.

No seu plantel, destaque para os jogadores Beg Ferati (ex-Basileia) o médio Jan Rosenthal, o nº10 Romeno Nicu e o avançado Eslovaco Jandrisek.

Hoffenheim

Vedak Ibisevic continua a ser o bombardeiro de serviço do Hoffenheim.

Analiso esta equipa do Hoffenheim como um conjunto de alguns talentos prematuros que apareceram no futebol alemão e não conseguiram obter o seu lugar nas grandes equipas, aproveitando o clube para relançar as suas carreiras.

Desde o ano da súbida da equipa ao principal escalão do futebol alemão, o Hoffenheim tem feito épocas bastante interessantes (no ano de estreia, a equipa desta modesta cidade chegou a liderar a Bundesliga até à 9ª jornada) estando a trilhar um caminho de evolução que poderá muito bem culminar no final desta época numa ida às competições europeias.

O início desta época é sinónimo de uma mescla de jogadores de várias nacionalidades nesta equipa. Nos 29 jogadores que ainda perduram no plantel do Hoffenheim, existem jogadores de 11 nacionalidades. Exceptuando os jogadores que transitaram da época passada, o Hoffenheim apostou numa política de contratações de jovens jogadores como o avançado Shipplock (ex-Estugarda) o defesa Fabian Johnson (ex-Wolfsburgo) o guarda-redes Belga ex-Genk Castels, Knowledge Muzona (avançado ex-Kaiser Chiefs da África do Sul) o avançado internacional Ganês Prince Tagoe (ex-Partizan) e fez regressar o jovem médio argentino Zuculini, emprestado ao Racing de Santander onde acabou por também não ser muito feliz. Zuculini é uma jovem promessa que se estreou na Liga Alemã aos 17 anos e tarda em despontar.

O Hoffenheim não conseguiu o empréstimo do lateralala esquerdo Alaba, promessa austríaca que voltou ao Bayern e perdeu o defesa esquerdo Raitala para o Osasuna que foi colmatar a saída de Monreal para o Málaga.

Quem acabou por não vingar na Alemanha foi o Brasileiro Carlos Eduardo. O jovem médio custou na altura da sua contratação ao Grémio um balúrdio aos cofres do clube alemão (17 milhões de euros) mas acabou não confirmar as credenciais que o apelidavam do novo Ronaldinho Gaúcho do futebol Brasileiro. Acabou por ser transferido na última época para o Rubin Kazan da Rússia, onde apenas efectuou 6 jogos.

No que toca ao seu plantel, mantém-se as presenças do lateralcentral internacional Alemão Andreas Beck, do experiente central croata Josip Simunic, o Ganês Vorsah, o central Austríaco Ibertsberger (a Áustria tem uma excelente fornada de defesas e quase todos os da sua selecção jogam na Alemanha) o esquerdino Edson Braafheid (antigo jogador do Bayern) que é um lateral esquerdo que ataca muito bem mas tem muitas dificuldades a defender e o jovem central dinamarquês Vestergaarde, grande promessa do futebol Dinamarquês, que conseguiu saltar dos juniores do Brondby directamente para o Hoffenheim.

No meio campo, destaques para o trinco Rudy, para o ala Islandês Sigurdsson (transferiu-se em 2010 do Reading) para o jovem Brasileiro Roberto Firmino e para Franco Zuculini, o estratéga desta equipa.

Ryan Babel tenta relançar a sua carreira algo atribulada na Bundesliga ao serviço do Hoffenheim.

No ataque, boas soluções para as alas com o Holandês Ryan Babel e com o rápido Nigeriano Chinedu Obasi. Na frente, para além de Muzona e Shipplock, o Hoffenheim poderá contar com o seu goleador Ibisevic, com o poderio físico de Tagoe e do seu compatriota naturalizado alemão Peinel Mlapa, mais um jovem muito possante do ponto de vista físico com 1,93m.

Preve-se portanto um Hoffenheim com um estilo de jogo flanqueado onde os laterais Brafheid e Vorsah e os Alas Babel e Obasi tentarão ganhar muitas vezes a linha de fundo para servir os seus fortes avançados. Tem garantia de sucesso esta equipa.

Hertha de Berlim

Depois do descalabro da descida (em ano europeu) a equipa de Berlim está de volta aos grandes palcos com uma equipa capaz de saltar novamente para a europa.

O Hertha, como se sabe, é um clube com uma capacidade financeira invulgar. Estádio cheio, toda uma cidade virada para o clube. Depois de uma descida algo estranha, o Hertha volta à Bundesliga como uma equipa muito melhor do que aquela que defrontou o Benfica há 2 épocas atrás para a Liga Europa. Não digo que o Hertha consiga chegar à Europa neste seu pujante regresso, mas, na minha análise, os homens de Berlim reforçaram muito bem a sua equipa e construiram um plantel bastante interessante.

Desde logo pelas entradas de Andreas Ottl (ex-Bayern de Muniqueum jogador bastante agressivo que pode fazer os lugares de defesa-centrallateral-direitoala-direito, médio defensivo e centrocampista) do guarda-redes de 23 anos Thomas Kraft (ex-Bayern) do tecnicista Torun (ex-Hamburgo) para a frente do ataque e do centro campista Niemayer e(ex-Werder Bremen) jogadores que vieram colmatar a saída de jogadores que estavam claramente a mais neste plantel da turma de Berlim: Hartmann (foi para o Alemania Aachen) Valeri Domovchiyski (internacional Bulgaro que não foi feliz na sua passagem por Berlim vai para o Duisburg)e Pal Dardai (o internacional Húngaro terminou carreira aos 35 anos).

Os reforços juntam-se a jogadores como Christian Lell (mais um formado nas escolas do Bayern que não agarrou o seu espaço nos Bávaros) o central Georgiano Kobyashvilli, o defesa-esquerdo Checo Hubnik, o central croata Mijatovic, o central ex-Académica e Braga Káka que voltou de empréstimo aos bracarenses, os médios Raffael e Ronny (ex-Sportingcumpriu o desejo de se juntar ao irmão em Berlim depois de nunca ter sido grande opção no Sporting) o médio centro Ebert, o organizador de jogo Lustenberger e os avançados Adrián Ramos (é mexido, deu-me boas impressões na Copa América) Nikita Rukyavitska (é um jogador que tem evoluído bastante desde que saiu do Twente, ao ponto de já ser titular na Selecção Australiana) e o poderoso avançado canadiano Rob Friend (1,95m de altura, 93 kg de peso).

O antigo internacional alemão Markus Babbel é o treinador do Hertha.

Mladen Petric é o mestre na equipa do Norte Alemão.

O Hamburgo para mim é a maior decepção desta Liga Alemã. Decepção pelo simples facto de ter uma equipa maravilhosa e não conseguir atingir os títulos que os seus adeptos há tanto tempo reclamam.

Mais uma vez, o Hamburgo manteve a qualidade a que nos habituou no seu plantel.
Saíram alguns jogadores importantes casos de Piotr Trochowski (a custo zero para o Sevilla) Jan-Eric Choupo-Moting (sem grande espaço no Hamburgo, teve que mudar para o Mainz) Joris Mathisen (saiu a custo zero para Málaga assim como Ruud Van Nistelrooy) Tunay Torun, McCauley Crisantus (rumou a Frankfurt) Jonathan Pitroipa (vendido ao Rennes) e Zé Roberto (foi para o Qatar). Muita veterania e juventude da qual o Hamburgo abriu mão, ora pelos elevados salários, ora por falta de espaço no plantel.

Nas entradas, boas contratações para a equipa comandada por Michael Oenning. Desde logo a entrada do jovem formado no Chelsea e internacional sub-21 pela Inglaterra Michael Mancienne. Três jovens seguiram as pisadas do central de 23 anos, trocando o clube inglês pelos Alemães: Jacopo Sala, o lateral direito Holandês Bruma (tem lugar de caras em qualquer plantel de premier league) e Gokhan Ture. Numa aposta em jovens de talento, entraram também o Norueguês Skeljbred (ex-Rosenborg) o guarda-redes internacional Austríaco Hesl, e Soren Bertram (ex-Ausburg). O Hamburgo decidiu dar nova hipótese ao internacional Sueco Marcus Berg, um avançado bastante talentoso que ainda não provou o epíteto de “novo Larsson” na Alemanha. Berg tem 24 anos e é um finalizador nato.

As contratações juntam-se a um conjunto de estrelas bastante interessantes para a Liga Alemã:
– Na baliza, o checo Drobny e Hesl irão lutar pela titularidade.

– Na defesa, excelentes soluções para as 3 posições. Bruma e o costa-marfinense Demel para a direita. Mancienne, Westermann, Stepanek e Besic para o centro da defesa, e Aogo e Dickmeier para a esquerda.

Rincón – veio em 20092010 por empréstimo a meio da época para dar rotatividade ao meio-campo do Hamburgo perante a boa campanha na Taça Uefa e acabou por ficar na turma Alemã onde hoje é indispensável no meio campo.

No meio-campo, Marcell Jansen pode jogar à esquerda e até recuar a defesa caso seja preciso. Tem como alternativa Robert Tesche e Anis Ben-Hatira, jogador que também pode actuar na direita, a 10 ou a avançado. É um talento em bruto do futebol alemão. Os trincos serão o Venezuelano Rincón, o Checo Jarolim (também pode actuar a 8 ou 10 ou à direita mas a opção correcta será colocar o checo a transportar o jogo da equipa aproveitando a sua enorme qualidade no passe) Skeljbred o Sérvio Kacar (nº10 puro) e à direita, as alternativas primordiais são o rápido Castelen ou o tecnicista Eljero Élia, cuja transferência para uma grande equipa da europa voltou novamente a adiar-se. Já se falou que José Mourinho o pretendia no plantel do Real Madrid.

Uma vida dedicada ao Hamburgo. É um matador por excelência. De mal amado no início da sua carreira tornou-se peça indispensável na manobra atacante do clube alemão.

Na frente, um autêntico festival de golos é aquilo que os adeptos do Hamburgo esperam e estão habituados. Mladen Petric, José Paolo Guerrero, Marcus Berg e o coreano Son-Heung Min dispensam apresentações.

Perante este poderio ao nível de soluções só resta mesmo uma hipótese a Oenning. Vencer.

Bayer Leverkusen

Michael Ballack – o eterno futebol de força e técnica que me seduziu. Um dos melhores jogadores que vi actuar no meu tempo.

Mais uma época para o Bayer Leverkusen tentar alcançar a Europa. Mais um plantel recheado de qualidade, capaz de ir do 8 ao 80.
Poucas saídas e poucas entradas. Saíram Demagoj Vida (teve na lista de contratações do Sportingnão se deu bem com a Alemanha e voltou à croacia para representar o Zagreb) e Arturo Vidal (um defesa-esquerdomédio centro Chilena com um potencial incrível para a Juventus. É um excelente armador de jogo, dotado de um pé esquerdo do outro mundo).

Entraram alguns jovens para uma equipa que começa por ter um guardião excepcional: o internacional Alemão René Adler.

Na defesa, destaque para o defesa direito Daniel Schwaab, para os laterais esquerdos Gonzalo Castro e Stefan Reinartz e para o central Manuel Friedrich.

Tranquillo Barnetta – uma qualiade técnica impressionante e um pontapé de longa distância temível.

No meio campo, o possante Simon Rolfes deverá jogar com Ballack e Tranquillo Barnetta como homens mais criativos. Lars Bender também é um excelente suplente, podendo render Ballack ou Barnetta. Renato Augusto é outro dos criativos da equipa, mas continuará a jogar na direita do ataque, devendo Barnetta fazer a esquerda do meio campo. É portanto um meio campo de luxo.

Andre Schurrle – O novo talento da dianteira alemã e do Bayer Leverkusen. O Bayer não olhou a meios para ter o antigo jogador do Mainz, pagando 8 milhões de euros pelo seu passe.

No ataque, a jovem vedeta da Mannschaft Andre Schurrle, o avançado da nova geração alemã com Stefan Kiessling, jogador que já garantiu há muito o seu lugar na selecção alemã e Eren Derdyok, um avançado do qual não sou fã ao nível de características e pelo facto de ser muito perdulário. No entanto, o Suiço é um homem a ter em conta.

Liga europa é o mínimo que se pede a esta equipa.

Kaiserslautern

Longe dos bons anos realizados nos anos 90. Muito longe dos tempos em que lutava pelo título e lá conseguia lugares na europa.

Não deverá ir além da luta pela manutenção.

Um bom guarda-redes: Kevin Trapp.

Dois ou três defesas de qualidade: Jan Simunek, o veterano Alexander Bugera e os brasileiros Rodnei e Lucas Silva.

No meio-campo, Gil Vermouth é um extremo bastante rápido e Christian Tiffert é um bom organizador de jogo.

Na frente, Richard Sukuta-Pasu promete ser um quebra cabeças para as defesas adversárias. O internacional sub-21 pela Alemanha tenta relançar a sua carreira no Kaiserslautern.

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