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NBA #25

1. Jogos de ontem:

Grande jogo ontem em Indiana, com os Raptors a vencerem os Pacers por 100-98 depois de recurso a 1 prolongamento. Os Raptors já estão a jogar com a sua nova aquisição Rudy Gay. A antiga estrela de Memphis tem actuado muito bem nos primeiros jogos pela sua nova equipa. Gay fez 29 pontos na derrota da equipa canadiana contra os Heat por 85-100, 25 na derrota contra Boston por 95-99 e 23 pontos ontem. Na equipa de Toronto Rozan fez 22 pontos, Amir Johnson 14 pontos e 14 ressaltos (apesar de não ser um grande fã deste poste reconheço que está a fazer a melhor temporada desde que chegou à liga) e Jonas Valenciunas e Andrea Bargnani saltaram do banco para fazer 14 pontos cada um sendo que o rookie conseguiu também acrescentar 13 ressaltos.

O italiano Andrea Bagnani foi notícia esta semana visto que a imprensa especializada falou de eventuais negociações entre os Raptors e os Bulls para a troca do italiano por Carlos Boozer. À primeira vista, desportivamente, esta troca não faz qualquer sentido para o lado dos Bulls vista a época monstruosa que o seu poste-baixo está a realizar. Apesar de ser um jogador de 15 pontos de média e de poder vir a acrescentar poder de fogo exterior aos Bulls numa fase em que os Bulls são das equipas que menos concretizam de 3 pontos na liga, não vejo grande vantagem para os Bulls numa troca deste género até porque Boozer e Noah estão a perpetrar neste momento o melhor jogo interior da Liga. No entanto, a notícia afirmava que a troca se poderia dar por questões financeiras. Boozer assinou em 2010 um contrato salarial que prevê o pagamento de 100 milhões de euros a 5 anos sendo que a extensão de contrato que o poderá ligar aos Bulls até 2017 terá que ser negociada no início da próxima temporada. Com as exibições que o all-star está a fazer, Boozer poderá negociar uma extensão de contrato que lhe permita um vencimento máximo de 24 milhões de dólares, valor que neste momento parece ser proibitivo para os cofres da equipa de Chicago, ainda para mais por um jogador que está a caminhar para a veterania. No entanto, os Bulls, sem grandes objectivos este ano poderão receber Bargnani (está descontente em Toronto e poderá efectivamente, bem inserido na equipa de Chicago, dar o trampolim para a casa dos 20 pontos de média) e a partir do próximo ano poderão encaixar Bargnani com a concorrência de Nikola Mirotic, jogador do Real Madrid cujos direitos de NBA pertencem à equipa de Chicago e jogador cujas exibições em Madrid (onde já é estrela da Liga) auspiciam que poderá ser uma das vedetas do futuro da competição. Visto pela óptica de Toronto, Boozer poderia vir a reforçar a equipa canadiana, que, com a contratação de Rudy Gay pretende construir uma equipa competitiva que consiga alcançar os playoffs na próxima temporada.

Voltando à partida.

Do lado de Indiana, Paul George voltou a fazer das suas (26 pontos e 14 ressaltos) mas não conseguiu evitar a derrota da equipa. George e David West estão a jogar a um nível inacreditável. O poste-baixo que veio de New Orleans na época passada voltou a encontrar os números que tinha na anterior equipa. Ontem fez 30 pontos e 8 ressaltos. Muito perto do seu máximo de carreira, feito a 11 de Novembro do ano passado contra Sacramento (31).

Os Pacers também foram alvo de rumores esta semana. Dado que a equipa de Frank Vogel está a lutar pela vitória na divisão central com os Bulls (a vitória na divisão dá direito a um dos primeiros 3 lugares da conferência indiferentemente do score) e dado que Danny Granger está lesionado, o nome do extremo tem estado nas bocas do mundo para uma eventual troca. Vogel não conta com o extremo (as suas características são de jogo interior e no jogo interior a equipa de Indianapolis está bem servida com West e Roy Hibbert) podendo o mesmo ser trocado para fortalecer as opções da equipa, principalmente as de banco, onde Indiana “pode-se dizer” não tem banco.

Hornets a vencer categoricamente em Atlanta. Os Hawks estão a passar por uma fase má da temporada. Grande exibição dos bases de New Orleans. Eric Gordon com 27 pontos, Greivis Vasquez com um fantástico triplo-duplo com 21 pontos, 11 ressaltos e 12 assistências.

Vasquez é indiscutivelmente uma das maiores sensações da Liga. O base internacional Venezuelano, apesar de ter sido jogador da Universidade de Maryland por 4 anos, foi 28ª escolha do draft de 2010 (Memphis Grizzlies) e nas previsões não era visto como um jogador que se aguentasse por muito tempo na liga. Tanto é que os Grizzlies deram-lhe pouca rotação no seu ano de rookie e Vasquez foi parar a New Orleans no ano seguinte. Em New Orleans fez números de 8.9\5.4a no seu ano de estreia na época passada. Este ano já subiu a parada para 14 pontos de média e 9.4 assistências por jogo e é dono de interessantes skills técnicos para base. Lança bem (43%) e é um óptimo pensador de jogo. A sua contratação por parte dos Hornets tornou-se um sucesso.

Brilhante vitória dos Pistons no Palace de Auburn Hills perante os Spurs (sem Ginobili e Tim Duncan) por 119-110. Bom jogo colectivo da equipa do estado do Michigan. O poste Greg Munroe fez 26 pontos, 14 ressaltos e 5 assistências. O base Brandon Knight fez 24 pontos e o veterano extremo Charlie Villanueva saltou do banco com a mão quente para marcar 21 pontos, 15 deles em triplo (5 em 7 tentativas).

No lado dos Spurs, noite pouco inspirada para praticamente toda a equipa, excepto Tony Parker que fez 31 pontos e 8 assistências.

4ª vitória consecutiva dos Heat, desta feita contra os Clippers na Flórida. LeBron James dominou as atenções com 30 pontos marcados. Chris Paul voltou à competição mas ainda anda à procura de superar a lesão que o impediu de dar contributo à equipa nas últimas semanas. O base actuou 19 minutos e fez apenas 3 pontos e 2 assistências. Blake Griffin também anda com alguns problemas físicos. Do lado de Miami, Chris Bosh está lesionado e Ray Allen não jogou esta partida devido a uma gripe.

Com Yao Ming a assistir à partida, os Rockets bateram os “difíceis” Trail Blazers por 118-103. LaMarcus Aldridge mostrou novamente a sua boa forma e apontou 31 pontos no lado da equipa do estado do Oregon. No entanto do outro lado estava um inspiradíssimo James Harden (35 pontos) a mostrar o porquê de neste momento ser o jogador mais in da Liga. O Turco Omer Asik continua a provar que os Bulls estiveram errados quanto ao seu potencial quando no Verão não cobriram a proposta oferecida pelos Rockets. Eu próprio também nunca acreditei muito no seu valor. No jogo, o antigo poste de Chicago fez 9 pontos e 13 ressaltos. Os Bulls deverão estar arrependidos visto que Asik era capaz de dar muito jeito agora para fazer descansar Noah.

2. Top plays of the Night:

3. Classificação actual:

Este 3

Algumas Notas:

1. Indiana e Chicago taco a taco pela vitória na Divisão Central.

2. As 6 vitórias seguidas de Boston, lustradas pela “goleada” imposta aos Lakers na quinta-feira permitiram à equipa um novo balão de oxigénio na luta pelos playoffs. Philadelphia está cada vez mais longe desse objectivo. A equipa está a jogar muito bem sem Rondo. Paul Pierce e Jeff Green são aqueles que se tem portado melhor e que tem mais jogo nas mãos com a saída do base por lesão.

3. Orlando não vence há 12 partidas. Não acredito nesse tipo de estratégias porque na liga as derrotas pagam-se muito caras. Primeiro porque os fans começam a desiludir-se e não vão ao pavilhão. Segundo porque a equipa torna-se menos competitiva e na cabeça de alguns jogadores começa a ser um destino que não se deseja. Mas neste caso de Orlando parece-me que a equipa está a perder jogos de propósito para cair o mais fundo na tabela e assim poder candidatar-se a uma das primeiras posições do próximo draft.

Oeste

1. Despique San António\Oklahoma pela vitória de conferência. Estamos perante as duas melhores equipas da actualidade no Oeste se bem que acho que os Clippers são a equipa com o plantel mais dotado ao nível de qualidade e soluções.

2. Busílis. Utah, Houston, Portland, Lakers e Mavs (ainda não saíram totalmente da corrida) para 2 vagas de playoff no final. Os Jazz parecem-me o elo mais fraco da corrida. Portland está a jogar maravilhosamente bem apesar da inconsistência ao nível de resultados. Não merecem ficar de fora deste playoff. Houston também não. Os Lakers estão a subir gradualmente de produção e irão fazer tudo para entrar nos 8 primeiros.

4.

Kobe Bryant “in your face” em Kris Humphries e Gerald Wallace (Brooklyn Nets)

5.

Não é todos os dias que se vê isto na NBA. O Bósnio Mirza Teletovic, poste rookie de 27 anos internacional pela Bósnia Herzegovina que este ano trocou os espanhóis do Baskonia pelos Nets conseguiu cometer a proeza de fazer 3 airballs em 3 lançamentos consecutivos.

6.

Passagem de testemunho? Fantástico bailado de James Harden sobre Ray Allen. Harden é efectivamente aquele que um dia poderá suceder a Ray Allen como o jogador com mais triplos marcados da história da competição. Allen está na sua 17ª temporada na Liga e leva 3123 triplos (média de 183 triplos por temporada). Harden vai na sua 4ª temporada na liga e para já tem 481 triplos apontados.

7. Por falar em records:

Garnett

Kevin Garnett tornou-se o 16º jogador da história a ultrapassar os 25 mil pontos de carreira. Está a 1701 pontos do 10º lugar, sendo espectável que ainda consiga entrar no top-10.

8. Notícias, análises e rumores:

Análise de Jeff Kaplan à brilhante forma dos Denver Nuggets nos dias que correm no Hang Time Blog de Sekou Smith.

Josh Smith (Atlanta) torna-se free-agent no Verão e começa a discussão sobre o seu futuro. Poderá assinar um contrato máximo com os Hawks (o mais espectável) ou rumar a outra equipa.

O mesmo acontece com Kevin Garnett. Garnett torna-se free-agent no próximo verão sendo que o futuro dos Celtics (ou a reconstrução desse mesmo futuro) passa pela saída do veterano poste. “Clientes” não lhe faltam no entanto.

Fran Blinebury volta a lançar a questão no Hang Time: Será que Jordan poderá voltar a jogar 1 jogo na competição aos 50 anos? Sinceramente dou a resposta: sim, gostava que Jordan voltasse ao United Center para fazer 5 minutinhos num jogo dos Bulls!

Greg Oden continua sem clube mesmo apesar dos esforços que está a fazer para voltar à competição. E os Bulls continuam a dormir pois era de valor dar uma chance a Oden num cenário em que Noah continua a jogar 40 minutos por partida e mais dia menos dia poderá estoirar!

Já referi neste post logo no início: o rumor da troca Bargnani-Boozer entre Chicago e Toronto.

Rumor: Ben Gordon (Charlotte Bobcats) por Kris Humphries (Brooklyn Nets)

Rumores: JJ Redick interessa aos Bucks. O que na minha opinião é plausível visto que Reddick apesar de só este ano se ter afirmado como titular indiscutível dos Magic vê a sua carreira num impasse devido à estratégia da equipa da Flórida.

O poste rookie dos Detroit Pistons Andre Drummond (o jogador mais novo na competição deste ano) irá parar entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão nas costas.

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NBA

Vamos em primeiro lugar aos meus Bulls. 3 jogos muito interessantes (de analisar) antes da visita ao líder da conferência Oeste (Oklahoma City Thunder) que será amanhã pelas 17h (12 horas locais).

Os Bulls são a primeira equipa já apurada para os playoffs.

Derrota caseira frente a Denver na madrugada de quarta-feira. Um jogo péssimo dos Bulls a todos os níveis perante uma equipa (Denver Nuggets) que ainda está na corda bamba pelos playoffs no Oeste. Não consigo perceber como é que este colectivo de Denver (realço a palavra colectivo; tem bons jogadores como Wilson Chandler, Farried, Ty Lawson, Al Harrington, JaVale McGee, Arron Afflalo, Chris “Birdman” Anderson, Danilo Gallinari) chega a esta altura da época em 8º lugar na conferência quando tem potencial para ter uma fase regular muito mais descansada.

Um jogo péssimo por parte dos Bulls. No 7º jogo sem Rose (pergunta-se na América como é que estes Bulls conseguem manter tanta regularidade ao nível de vitórias sem a sua bússula) tudo correu mal aos Bulls. A equipa fez o pior jogo que tenha visto ao nível defensivo e ofensivo. Ao nível defensivo, pouca acutilança na marcação à zona fez com que os atirados de Denver brilhassem: Arron Afflalo (está a acabar a época em grande; é talvez a sua época mais regular na Liga) fez 22 pontos (8 em 12 em lançamentos de campo) e Ty Lawson fez 27 pontos e partiu tudo no United Center. Afflalo esteve a um passo de assinar pelos Bulls como free-agent no início desta temporada. O base de Denver fez 3 triplos muito importantes, acontecendo quase todos em jogadas em que Chicago reduzia a vantagem por intermédio de triplos. Metade da vitória de Denver no United center residiu na excelente participação dos seus bases. Quem também saiu bem do banco (como é seu apanágio) foi Al Harrington: 17 pontos, 3 triplos. Em matéria de triplos, Denver tivemos um jogo de eficácia alta: 8 triplos para Denver em 13 tentativas, incríveis 13 em 20 para os Bulls.

Na equipa de Chicago, se houve jogo em que Rose fez falta foi este contra Denver. A equipa jogou mal. CJ Watson e John Lucas não foram capazes de arranjar boas soluções de lançamento e cometeram imensos turnovers. No total, a equipa de Chicago fez 16 turnovers, pertencendo 9 a Watson e Luol Deng. Um dos turnovers que me saltou à vista durante a partida foi numa reposição de bola. Watson recebendo a bola de Deng deixou-a rolar pelo chão para não queimar tempo (existe uma regra na NBA que numa reposição de bola, enquanto esta não for tocada por um jogador antes do meio-campo faz com que o tempo geral e o tempo de ataque não avance) no fim do 3º período. Qual é o espanto que no momento em que Watson vai receber a bola, escorrega e faz com que a bola saia pela linha lateral.

Ao nível defensivo, os Bulls não conseguiram aplicar a sua lei aos Nuggets. Deixaram toda a gente lançar à vontade e ao nível de ressaltos, Denver conseguiu sacar 31 ofensivos.

Ao nível do ataque, faltou alguém que se destacasse. Faltou Rose. Watson foi o melhor pontuador com 17 pontos. Depois ficaram Boozer, Lucas e o rookie Jimmy Butler com 14 pontos. Butler esteve muito bem nesta partida, arriscando lançamentos difíceis em alturas em que a equipa tentava recuperar desvantagens de 9\10 pontos.

Para finalizar, Denver teve uma pontuação igual ou a cima de 25 pontos em todos os períodos. Não é fácil ganhar em Chicago. Não é fácil ultrapassar a barreira dos 100 pontos em Chicago.

Na madrugada de quinta-feira existiu um domínio total frente a Atlanta. A equipa recusou bem da derrota do dia anterior vencendo a equipa do estado da Geórgia por esclarecedores 98-77.

Depois de um primeiro parcial em que Atlanta levou a melhor por 23-21, os Bulls controlaram o resto do jogo e comodamente foram gerindo a sua vantagem na 2ª parte. Luol Deng voltou a fazer uma exibição à Deng com 22 pontos (5 triplos) Boozer fez 20 pontos e 9 ressaltos, chegando inclusive a dar uma jogada de puro espectáculo à rapaziada das bancadas onde perante a pressão de um jogador de Atlanta a 3 metros do cesto, rodou pela parte de fora e afundou na cara de Joe Johnson. Joe Johnson iria acabar por retribuir a gentileza com uma gravata (acidental é certo) no power-forward de Chicago. Quem também se evidenciou foi Taj Gibson. O power forward suplente de Chicago tem vindo a crescer muito nesta temporada. Já se deixou daqueles lançamentos estranhos a longa distância para os quais não está dotado e prefere atirar à direita a 2 metros onde é muito eficiente. Gibson também tem melhorado muito ao nível técnico e isso tem sido nítido nos últimos jogos dos Bulls.

Perante mais um jogo em que os Bulls fizeram muitos triplos (9) Atlanta fez uma exibição muito off. Apenas Josh Smith (19 pontos) e Jeff Teague (13 pontos e 8 assistências) tentaram lutar contra o domínio dos Bulls.

Frente aois Pistons e como a imagem mostra, Derrick Rose já aqueceu com a equipa assim como Richard Hamilton. No entanto os dois continuam a ser poupados pelo departamento médico da equipa. Será que teremos Rose amanhã contra Oklahoma?

Depois de um primeiro parcial de 28-25 para os da casa e dos Pistons ainda terem ameaçado que vinham a Chicago com vontade de vingar o rótulo de 2ª pior equipa da actualidade da NBA (a 1ª é definitivamente Charlotte) a equipa de Ben Gordon e companhia acabou por sair vergada a uma das piores prestações ofensivas da temporada. Dois períodos (2º e 4º) com apenas 10 pontos revelaram uma eficácia pobrezinha de 36% para a equipa do Michigan.

Os Bulls nem precisaram de puxar pela sua veia triplista (apenas 2 em 12 tentativas) para derrotar os pobres Pistons. Deng (20 pontos) Boozer (13 pontos e 11 ressaltos) e Noah (19\12) foram praticamente suficientes para vencer a partida.

Ainda sobre os Bulls, ocorre ler um bom artigo publicado por John Schumann no blog NBA Hang Time em que este analista realça a enorme resposta que o colectivo comandado por Tom Thibodeau dá na ausência do MVP da época regular 2010\2011. Nota para a percepção que Schumann faz para as combinações Boozer-Noah. É nítido que Boozer depende em muito das prestações de Noah. Se Noah estiver confiante na recepção de bolas dos bases e as encaminhar para o tiro a média distância de Boozer, o power forward faz grandes mas mesmo grandes exibições.

Outros jogos em destaque na Liga desde terça-feira:

Jogão em Milwaukee entre duas equipas que entram na fase final da época lugar com objectivos distintos. Atlanta (31-22) está em 6º na conferência este e já tem praticamente assegurada a sua vaga nos playoffs. No entanto, os Hawks irão querer uma posição mais confortável para evitar Miami, Chicago, Orlando ou até Boston que tem estado em crescendo nas últimas semanas.

Nesta partida em Milwaukee assistiu-se a uma enorme performance colectiva por parte das duas equipas fazendo lembrar um pouco daquilo que vão ser os jogos de playoff.

Em Atlanta, 6 jogadores ultrapassaram os 10 pontos ao nível de pontuação pessoal. Josh Smith teve uma exibição pessoal monstruosa, marcando 30 pontos e conquistando 18 ressaltos. Smith atirou de todo o lado e feitio, fazendo 14 em 26 ao nível de lançamentos de campo. Jeff Teague (15) e Ivan Johnson também estiveram em destaque com 17 e 15 respectivamente. Joe Johnson apenas fez 11 pontos e 8 ressaltos. No dia seguinte em Chicago também teria uma exibição para esquecer.

Em Milwaukee, as sinergias da transferência de Monta Ellis já se fazem sentir mas para já ainda não suficientes para afirmar que a equipa se qualifique para os playoffs. Os Bucks estão a melhor consideravelmente desde a entrada do extremo mas ainda continuam de fora dos lugares de acesso à fase final do campeonato. No entanto, prevê-se uma luta intensa com Nova Iorque se bem que os Nova Iorquinos tem para já 3 jogos de vantagem sobre a equipa de Scott Skiles.

No jogo frente aos Bucks, Monta Ellis superou Josh Smith com 33 pontos e fez ainda 8 assistências. Sem qualquer triplo pelo meio, diga-se. Ellis tem beneficiado do talento de Brandon Jennings. O base nesta partida fez 18\6.

Já no dia 24 em Houston, Dallas tinha vencido por 101-99 num jogo em que a decisão da partida arrastou-se até ao último segundo. Em Dallas a história foi diferente. Dallas começou mal (30-19 para Houston no 1º período) deu a volta no 2º e no 3º período e acabou por gerir a vantagem que tinha no 4º.

Os Rockets estão a aguentar-se dignamente na luta pelos playoffs (são 7ºs na conferência) mas ainda continuam com Kevin Martin ausente. Martin dificilmente voltará a jogar na fase regular. No derby do estado do texas contra Dallas, Luis Scola voltou a comandar as tropas com 22 pontos e 8 ressaltos. Foi extremamente interessante ver Scola a travar uma intensa batalha corpo-a-corpo com Dirk Nowitzky e Lamar Odom. No entanto Scola teve a ajuda de colegas como o extremo Chandler Parsons (15\9) e o base Goran Dragic (17 pontos\9 assistências).

Interessante é ver esta equipa de Houston. Ninguém dava nada por eles. No entanto com a contratação de Kevin Martin tudo se tem vindo a alterar. Luis Scola parece outro. O argentino sempre me causou boa impressão. Numa equipa a sério com objectivos é mais lutador que o habitual. Esta equipa de Houston poderá efectivamente crescer com a evolução dos jovens jogadores que possui: Courtney Lee é também ele um bom base e um bom lançador. Goran Dragic é uma pérola que dará cartas no futuro. Faz o trabalhinho de base como deve ser e é destemido na hora de atacar o cesto ora em incursões ora no tiro de longa distância. Chad Buddinger apesar de ser um jogador alto lento, é um excelente nº6 e é bastante atlético.
Não consigo é compreender como é que uma equipa que contrata um jogador como Marcus Camby continua a apostar em Dalembert para a sua titularidade. Dalembert é um jogador horrível e a cada ano que passa fica ainda mais molengão do que os tempos em que estava em Philadelphia.

No lado de Dallas, nesta partida, Dirk voltou a levar a equipa de Mark Cuban às costas. 21 pontos para o Alemão. Teve a colaboração dos elementos vindos do banco. Beaubois (14 pontos) e Brandon Wright (13) ajudaram Dallas a consolidar mais uma vitória.
Depois de assistir a esta partida dos campeões em título, fiquei mais convencido que Dallas terá capacidades para renovar o seu título. Não se trata apenas de Dirk, de Jason Terry, de Shaun Marion ou Jason Kidd. Trata-se de colocar o melhor plantel ao nível de soluções a mexer. Tirando os 4, há um Vince Carter irregular, um Lamar Odom que teima em aparecer (se bem que já tem feito algumas boas exibições) um Rodrigue Beaubois que tem mais para dar, um Brandon Haywood que tem lugar de caras na equipa titular (no lugar de Mahimni) e um Yi Jianlian cujo treinador continua a teimar em não dar hipóteses e que até poderia ser uma excelente solução para a equipa no jogo exterior.

Tim Duncan (26\11) e Tony Parker (24 pontos) para um lado. Shannon Brown (32 pontos) Marcin Gortat (21 pontos\14 ressaltos) e Steve Nash (16\8 assistências) no outro. Final de campanha feliz para os Spurs. 4 jogos em 5 noites com 4 vitórias.

Cabaz de Nova Iorque frente a Orlando. Será um escândalo se os Knicks não se posicionarem para os playoffs. No entanto, é cada vez mais nítida a possibilidade de termos Chicago a jogar contra Nova Iorque na 1ª ronda dos mesmos.
A vida em Nova Iorque está difícil. Isto porque Jeremy Lin e Amare Stoudamire estão lesionados. Jeremy Lin foi hoje operado ao joelho e arrisca-se a perder o resto da temporada. A pausa nunca será inferior a 6 semanas para Lin. Já Stoudamire está de fora por tempo indeterminado com uma lesão nas costas. Torna a vida mais difícil para Mike Woodson que tem visto o reforço JR Smith casar muito bem com o resto da equipa e que tem visto a dupla Bibby e Davis cada vez mais entrosada no jogo da equipa. O que não muda é a ganância de Carmelo Anthony.

Neste jogo frente a Orlando, a turma da Flórida fez um jogo muito pobrezinho a todos os niveis. Já os Knicks estiveram com muitas ganas na fase de atacar o cesto. Se bem que o fizeram de forma pouco eficaz, principalmente nos triplos com 12 em 34 tentativas. Carmelo fez 25 pontos e 6 assistências, o rookie Iwan Schumpert, a jogar a point-guard, também marcou 25 pontos (com 4 triplos e do banco saiu Steve Novak para ajudar a equipa com 16 pontos. Novak é outro exemplo igual a Lin. O exemplo de alguém que andava perdido no banco dos Knicks e que de um momento para o outro tornou-se pedra fundamental para alguns triunfos da equipa de Nova Iorque. Contra Orlando, Novak foi autor de 4 triplos. Apesar de ser um jogador que anda na Liga desde 2006 e de já ter jogado em Dallas e em San Antonio, só agora é que Novak se está a destacar qualquer coisita. 8.6 é a média pontual deste extremo em Nova Iorque, tomando em conta que nunca passou dos 5 pontos de média e que em Nova Iorque tem uma média de rotação de 17 minutos.

Minnesota viu-se à rasca para bater os Bobcats. No entanto Kevin Love (40 pontos e 19 ressaltos) fez um jogo monstruoso. Os Wolves continuam à rasca com as lesões. Rúbio já não volta mais esta temporada. Beasley tem um dedo do pé fracturado e Barea anda à rasca da bacia. Os Wolves tem alinhado com 8 jogadores.

Deron Williams (30 pontos e 9 assistências) continua a partir a loiça toda. Os Nets tem vindo a melhorar com o decorrer da época e para o ano até prometem qualquer coisinha. Já arrancaram tarde.

14º jogo seguido de Miami a vencer em casa. Desta vez vieram os rivais de Dallas e perderam graças a um show (finalmente!) colectivo de Miami, principalmente no 3º período.
Facto raro em Miami: Nenhum dos elementos do Big Three ultrapassaram os 20 pontos.
Facto raro em Miami parte 2: 6 jogadores ultrapassaram a barreira dos 10 pontos sendo eles o Big Three + Mario Chalmers, Udonis Haslem e Norris Cole.

Do lado de Dallas, pouquíssima defesa e pouquíssimo ataque. Dirk Nowitzky (25 pontos) disfarçou o dia mau da equipa.

Períodos desiquilibrados. 30-18 para os Lakers no 1º período. 34-19 para Oklahoma no 3º. Bynum (25\13) e Bryant algo inspirados num lado mas insuficientes para travar a vontade de vencer a qualquer custo de Rusell Westbrook no outro. Westbrook esteve simplesmente soberbo. Durant também esteve em destaque com 21 pontos e 11 ressaltos.

Cleveland está a dizer adeus aos playoffs. Não basta ter Kyrie Irving para se ter sucesso. Ultimamente tem sido cabaz atrás de cabaz. Irving fez 29 pontos. Do outro lado Irving e seus pares foram sugados por uma máquina devastadora que fez 124 pontos, liderada por Brandon Jennings (28 pontos) e Ilyasova (20 pontos e 10 ressaltos).

A diferença de ter um Dirk e de ter um Jameer Nelson e um Chris Anderson.

Bem disputado. Quando o fim chega e a pressão aperta, uns marcam e outros falham por duas vezes.

Para finalizar alguns memes da NBA:

Marca pontos como um cavalo. Ganha ressaltos como um cavalo. Mete triplos que nem um cavalo. E ainda dá nas fuças do Barea como um cavalo.

Convém também dizer que com tantos touros à volta torna-se difícil

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