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E o vencedor é Cadel Evans

 

Depois da etapa de ontem, não existiam grandes surpresas.
Motivado pela oportunidade única de vencer a prova após muitos anos de pódio, o Australiano (que se limitou a jogar à defesa nas etapas de montanha e não venceu qualquer etapa) voou no contra-relógio em Grenoble para a vitória na geral perante um inconsolável Andy Schleck, que mostrou a voltar a sua fragilidade na variante.

Schleck alcançou meritoriamente a amarela ontem, mas voltou (à semelhança ds últimas edições do Tour) a pouco saborear o fruto do seu esforço nas etapas de montanha.

No esforço solitário de 42.5 km de Grenoble, Tony Martin confirmou o seu estatuto de bom contra-relogista, oferecendo a 5ª vitória à HTC-Columbia, que amanhã se poderá vir a despedir do Tour enquanto equipa pois ainda não se sabe muito bem o futuro desta equipa. Daí que nomes como Velits, Cavendish, Matthew Goss, Mark Renshaw e Martin já sejam apontados como reforços de outras equipas como a Sky ou a Quickstep (para o ano a Quickstep poderá fundir-se na GarminCervelo).

Em 2º lugar ficou Cadel Evans a 7 segundos. Tempo suficiente para o homem da BMC celebrar a sua vitória no Tour. Contador foi 3º a 1.07m mas tal tempo foi insuficiente para levar o espanhol ao pódio final. Num ano horrível para o espanhol e para a Saxo Bank, queda-se pela 5ª posição da geral.

Em 5º ficou Jean-Christophe Perraud da AG2R, um ciclista bastante completo que se deve ohar com interesse para o futuro. É 10º da geral e é um ciclista que provou que poderá dar algo mais ao ciclismo francês no futuro, à semelhança de homens como Riblon, Gadret e Jeanesson.
Logo a seguir, Samuel Sanchez – 6º no contra relógio, 7º na geral. Um bom Tour para o líder da Euskatel, que fica apenas prejudicado pelas quedas na primeira semana. Caso não tivesse perdido muito tempo aí, seria pódio com toda a certeza. Sai do Tour com a vitória em LuzArdiden e com a camisola da montanha.

Thomas Voeckler fez um contra-relógio interessante mas ficou fora do pódio. Pelo esforço dado pelo Francês na defesa da amarela durante 11 dias merecia o pódio. Será de Frank Schleck. Roland Perraud, o seu escudeiro ficará com o prémio da juventude, conseguindo-se superiorizar ao excelente contra-relógio de Taaramae.

Os grandes derrotados deste singelo dia foram os irmãos Schleck. Para abono da verdade, foram eles que animaram as etapas de montanha e que lutaram por algo mais que o pódio final. Se Contador este ano não se revelou ameaça, acabaram por perder para um Evans cuja estratégia é ser rebocado até lá cima por outros, atacando muito raramente.

Assim sendo, após o contra-relógio final, a classificação geral ficou assim ordenada no que toca a top-10:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (LampreItália) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 10.11m

Para amanhã, etapa de consagração com final nos campos Elísios em Paris. Em aberto apenas uma camisola: a verde. Pelo menos matematicamente, visto que Cavendish dispõe de 15 pontos de avanço sobre José Joaquin Rojas da Movistar. Será preciso uma hecatombe para que o Britânico não vença a camisola, mas matematicamente Rojas ainda tem hipotese. Até porque a meio da etapa existe um sprint especial que pode animar a luta e as duas equipas ainda jogarão imenso para anular diferenças, quiçá colocando homens a sprintar com os seus líderes.

Para amanhã fica também a minha crónica de despedida do Tour com fotos do pódio e um balanço final à prova.

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