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Governo Civil

3 Governadores Civis demitiram-se mal foram informados que Pedro Passos Coelho ter afirmado que não iria nomear governadores civis.

António Galamba (Lisboa) Fernando Moniz (Braga) e Manuel Monge demitiram-se na sequência das afirmações do Primeiro-Ministro no decurso do seu discurso de Tomada de Posse.  António Galamba justificou a sua decisão pelo facto de “nos ultimos meses os governadores civis em funções foram confrontados com uma campanha mediática populista, catalisada por partidos políticos como o PSD e o CDS-PP, centrada na defesa da extinção dos governos civis.” – O mesmo refere também que: “os governos civis foram ignorados e “apresentam uma sustentabilidade financeira invejável, com capacidade de gerar receitas próprias para o funcionamento dos serviços prestados aos cidadãos, para apoiar as forças de segurança e contribuir para o equipamento dos bombeiros voluntários de cada distrito”

Na minha modesta opinião, o novo primeiro-ministro deveria ir mais longe na sua reforma administrativa e acabar de vez com os governos civis. Afinal de contas, os governadores civis não servem mais para além de descerrar placas comemorativas e serem uma despesa inútil para o erário público nacional! Se na opinião do Governador Civil de Lisboa, os governos civis servem os propósitos acima enunciados na declaração, poupa-se despesa no seu encerramento e transferem-se directamente as suas competências e os recursos que dispõem para a protecção civil portuguesa, para o exército (quando chamado a combater incêndios florestais), para o ministério que tutela as forças de segurança,  para as lojas do cidadão espalhadas pelo território e fundamentalmente para as autarquias, ficando o caso resolvido. 


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