Tag Archives: Governo Socialista

O top viciado

O pessoal do 31 da Armada sempre nos habituou a “excelentes conteúdos” – “excelentes conteúdos e visões claramente tocadas pela necessidade de usar os factos como arma de arremesso contra os partidos da esquerda.

Neste video, mais uma vez, o Rodrigo Moita de Deus, analisou os piores negócios celebrados por governantes. Do Partido Socialista, está claro.

Não descurando a boa vontade do Rodrigo de tentar explicar aos seus leitores que os socialistas deixaram muita dívida que terá que ser paga através das medidas adicionais impostas pelo memorando de entendimento e pelo governo de coligação de direita, é pena que o Rodrigo não tenha posto como nº1 do video a compra dos submarinos por parte do então Ministro da Defesa Paulo Portas, numa operação financeira do Estado Português que custou 1100 milhões de euros aos contribuintes por dois pedaços de latão inútil e que para cúmulo das verdades, um dos submarinos já avariou.

Disso o Rodrigo Moita de Deus não fala. Talvez não lhe interesse ou não lhe seja um assunto políticamente profícuo de abordar por ora. Talvez não lhe interesse referir que a compra dos submarinos resulta num valor idêntico aquele que o Estado Português vai arrecadar com o imposto extraordinário de 50% sobre o subsídio de natal e com o aumento do IVA no gás e na electricidade. 

Este video do Rodrigo Moita de Deus, tenta indiciar que os portugueses estão a pagar uma dívida cometida única e exclusivamente para um governo socialista, quando todos sabemos que esta dívida é o resultado final de um compto de más decisões tomadas pelos governos PS\PSD\CDS desde o 25 de Abril de 1974 até hoje. A este tipo de propaganda eu chamo “atirar areia para os olhos dos portugueses” – e o Rodrigo sabe bem que o faz.


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Não consegui perceber

Ler aqui.

Consigo perceber os argumentos da Dra. Ana Gomes no que toca à falta de responsabilidade governativa demonstrada por Paulo Portas “no célebre caso da compra dos submarinos” e a falta de idoneidade para governar.

Não consigo é perceber a sua analogia com o caso de Dominic Strauss-Kahn.

Uma coisa é a responsabilização política e jurídica por actos que causem prejuízo ao estado. É reprovável e merece ser alvo de investigação por parte das autoridades judiciais. Outra coisa é a responsabilização jurídica de um indíviduo com altas funções numa instituição mundial devido a um pressuposto cometimento de um crime na esfera da vida privada de qual Dominic Strauss-Kahn até prova e sentença em contrário ainda se encontra inocente.

A Dra. Ana Gomes, intelectual pela qual eu tenho a maior estima (o que não impede de lançar uma ou outra crítica como já efectuei neste blog) quando opina publicamente “dá uma no cravo e outra na ferradura”.

Não defendendo as políticas de Paulo Portas e do seu partido (a verdade sobre a operação de compra dos submarinos deveria ser investigada a fundo para que se desmascarem algumas verdades sobre a legalidade dos contratos assinados pelo Estado Português e os lucros que reverteram a um determinado banco privado resultante do empréstimo de capitais ao Estado Português) tenho a dizer à Dra. Ana Gomes que o líder do seu partido (um tal de José Sócrates) também não dispunha de idoneidade para governar. Basta relembrar que o “falso engenheiro” obteve uma licenciatura com uma assinatura dominical (dia de trabalho raro nas universidades portuguesas)e esteve ligado directamente e indirectamente a 3 casos de corrupção envolvendo entidades públicas: Face Oculta, Tagus Park e Freeport.

Politicamente, a Dra. deve-se lembrar que há poucos meses atrás, José Sócrates não comunicou a nenhum dos outros órgãos de soberania uma ida a Bruxelas para apresentar o PEC, num claro desrespeito pelos princípios democráticos instaurados neste país pela revolução de Abril.

Politicamente, a Dra. deverá lembrar-se que o governo da sua cor partidária baixou o IVA dos produtos relacionadosutilização dos campos de Golfe e por outro lado aumentou as taxas moderadoras de utilização do Serviço Nacional de Saúde e limitou a comparticipação estatal numa alta variedade de medicamentos.

Poderia estar aqui uma tarde inteira a digitar mais exemplos de falhas graves na governação socialista que deveriam ser alvo de responsabilidade política e quiçá de investigação pelas autoridades judiciais competentes. Com isto, não estou a defender o Dr. Paulo Portas – muito pelo contrário – tenho medo do que possa vir naquela cabeça para o futuro do país.

Compreendo perfeitamente as palavras da Sra. Dr. em relação ao “estranho caso dos submarinos” – agora, associar essa questão ao problema de Strauss-Kahn é uma piada de muito mau gosto.

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O espelho das políticas desenvolvidas pelo Partido Socialista

Ontem, como tinha postado neste espaço, a Standard and Poor´s fez uma revisão em baixa do rating de 5 bancos Portugueses, entre os quais a Caixa Geral de Depósitos.

Hoje, a mesma agência, reduziu o rating do Estado Português cotando-o com o rating de BBB – , ou seja, a um passo do rating FFF que em linguagem económica significa “junk”: lixo.

Pelos factos enunciados na peça do Jornal Público, este é mais um dos factos que comprova o falhanço total das políticas económicas impostas pelo Governo Socialista ao país.

Actualização 17:11: No dia em que os mercados voltaram a humilhar Portugal. Depois de corte no rating da Standard and Poor´s, os juros da dívida pública nacional a 5 anos dispararam a novo máximo histórico de 9,02%


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Engraçado…

No dia em que a Standard and Poor´s reduziu o rating de 5 bancos Portugueses (CGD, BES, BPI, Santander-Totta, e BCP) voltei a fazer um review da entrevista que Pedro Passos Coelho deu à SIC na última quinta-feira.

A agência de rating considerou a cotação em baixa do rating dos respectivos bancos com base no chumbo do PEC 4 na Assembleia da República, facto causador de instabilidade política e económica no país e maior dificuldade de refinanciamento.

Passos Coelho apresentou como uma das medidas para superar a crise uma nova privatização da CGD. Com a CGD em clara queda ao nível de confiança nos mercados internacionais, esta medida de Pedro Passos Coelho deverá perder algum efeito. Afinal de contas, se internamente se tem considerado que não existem investidores portugueses capazes de investir, não será com cotações em baixa e perdas de confiança dos mercados no banco do estado um sinal de que haverão investidores estrangeiros prontos a investir na CGD “caso o PSD no governo” decida privatizar parte das acções do banco.

No entanto desconfio que a Standard and Poor´s não quis revelar outro dos importantes factos que constituem o descrédito do maior banco do estado nos mercados internacionais, que não é mais do que a ajuda que foi prestada pelo banco do estado a mando do governo socialista no buraco negro em que se tornou o BPN depois de nacionalizado. Facto que demonstra que não só não se culpabilizaram judicialmente aqueles que provocaram a manobra fraudulenta nos negócios do BPN que motivaram a sua bancarrota, como uma atitude que é por demais passiva do Estado Português perante a banca.

Em tempos em que o governo aplica sucessivas medidas de austeridade que vão directamente aos bolsos daqueles que menos rendimentos têm, a banca continua a ter lucros abissais e a não prestar os impostos que legalmente lhes devem ser tributados, sob o falso pretexto que estes não detêm neste momento a capacidade negocial necessária para investirconceder crédito para fomentar de novo a economia Portuguesa.

Esta notícia surge no dia em que grupos de jovens fizeram acções simbólicas nas sedes do BPN em todo o país.

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Game-Over (Fatality)

a-b-baixo-a-b-baixo-a-b-baixo-a-cima

Ainda me lembro perfeitamente como se fazia o Fatality com o Liu Kang no Mortal Kombat.

Sócrates demitiu-se mais ainda não morreu. Pelo contrário, diz que se vai recandidatar. A questão resta em saber se reúne consenso entre os seus “camaradas” do PS e quais serão os prognósticos ditados pelo Presidente da República: eleições antecipadas ou governo de união nacional?

Em qualquer um dos casos, o povo fica com a bomba na mão: ou continua a ser fustigado pelas actuais medidas de austeridade, ou condena o país a mais 4 anos de PS, ou na pior das hipóteses confia cegamente a governação a dois líricos de direita.

Começo a perceber que todos os cenários políticos e económicos são possíveis. Desde a possibilidade de um governo de coligação à direita como uma eventual descida drástica do Partido Socialista nas legislativas que se hão de seguir nos próximos meses.

Ao nível da nossa situação económica, creio que teremos notícias em breve por parte do Dr. Strauss-Kahn. Mais que nunca, os olhos do Acordo de Bretton Woods estão postos sobre o nosso país. Nesse âmbito, fiquei absolutamente espantado com o destaque que está a ser dado a esta crise política no nosso país pelos órgãos de comunicação social Espanhois. Se o FMI entrar em Portugal, a Espanha segue de arraste. Se o FMI entrar em Portugal e em Espanha, a zona euro começa a ser colocada em causa. Se um dos países afectados pelo FMI sair da zona euro, será o colapso da mesma, ou seja, começo a crer que esta crise política começa a ser indesejável não só para este país como para a Europa.

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“Father, what is democracy?”

Metallica — “One” – Álbum: and Justice for all (1988)

“Father, What is Democracy?”

A resposta mais adequada que um pai pode dizer a um filho é: pergunta ao José Sócrates, pergunta a um fenomenal primeiro-ministro que abandona a Assembleia da República a meio de uma discussão importante para o futuro do país, estabelecendo-se como incapaz de auscultar uma das pedras basilares da democracia portuguesa.

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Absolutamente ridículo

Num país em que existem bens de primeira necessidade taxados à tributação máxima IVA de 23%, onde existem bens de primeira necessidade taxados à tributação intermédia de IVA de 12%, onde as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde subiram, onde o salário mínimo nacional não ultrapassa os 500 euros, onde as sucessivas medidas de austeridade colocam literalmente os Portugueses sem dinheiro para consumir, onde existem reformados e pensionistas cujas reformas não atingem o salário mínimo nacional, onde a banca paga uma infíma parte de impostos em relação aos seus ganhos anuais, onde gestores públicos são mais bem pagos que Barack Obama, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, onde não existe financiamento nas universidades, onde existem cerca de 600 mil desempregados e 2 milhões de pessoas vivem no limiar da pobreza, eis que o Governo de Sócrates decide espontaneamente baixar a taxa de tributação de utilização de campos de golfe para a taxa mínima de IVA de 6%.

Este Governo Socialista está a passar os limites do razoável. Este Governo Socialista está rapidamente a passar a barreira da lucidez para a demência. Este Governo Socialista está a baralhar todo o meu conceito de ciência política e sistemas políticos. Já não consigo perceber o enquadramento ideológico destas políticas: se no centro esquerda, se no centro-direita, se na direita. É um Governo liderado por um Primeiro-Ministro que se “intitula o paladino do Estado Social” – no entanto, todas as políticas que faz executar são completamente antagónicas ao Estado Social. É um governo Socialista que se intitula de centro-esquerda mas que há muito que anda mascarado de neoliberal.

E não me venham dizer que esta medida contribui para que o estado consiga fomentar a prática de golfe para recolher mais lucros desta, porque se raciocinar-mos um pouco chegaremos à conclusão que nos tempos que correm “a economia” dos campos de golfe representa uma fatia híper residual do nosso Produto Interno Bruto.

Num país em que o poder de compra da classe média está completamente estagnado e onde as classes mais baixas passam fome e têm extremas dificuldades em cumprir as suas obrigações, em vez de optar por políticas que pudessem fomentar o consumo interno por parte dos Portugueses, o Governo Socialista está mais interessado em tornar mais barata a prática de golfe.

Este Governo está a passar das marcas. Sócrates não tem coragem para fazer os ricos pagar a crise em que este país entrou… Sócrates não consegue fazer executar uma política que não destrua ainda mais o pobre rendimento da maioria dos seus contribuíntes. Sócrates está a votar este Portugal a um marasmo nunca antes visto. Ainda falam dos países que vivem no sistema económico socialista – tomara nós neste momento termos um sistema económico socialista neste país. Temos um Partido Socialista no Governo, que de Socialista não têm nada.

Que se lixe a instabilidade política. Que se lixem os mercados e aquilo que pensam de nós. Que se lixe o FMI, a União Europeia e a pressão para que tenhamos de recorrer à ajuda externa. Que se lixem os Alemães, os Franceses. É preciso começar a limpar a casa por dentro. E isso implica que a limpeza comece por Sócrates e por todo este governo que está completamente sem soluções para este país.

Dr. Cavaco Silva do que está à espera para dissolver a Assembleia da República?

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